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:: ‘PR’

CÂMARA APROVA CONTAS DE GERALDO POR 11 A 1

Geraldo: contas aprovadas.

Se vive inferno astral com as denúncias de negociata com emendas parlamentares, o petista Geraldo Simões, pelo menos, tem algo a comemorar. Por 11 votos a 1, a Câmara de Vereadores aprovou as contas do exercício 2002 do período em que ele foi prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT). A votação foi encerrada há pouco.

Apenas o vereador Raimundo Pólvora (DEM) apresentou votou contra, justificando irregularidades elencadas no parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que acatou pedido de reconsideração do ex-gestor.

O único ausente da sessão que votou as contas do petista foi o vereador Solon Pinheiro (DEM), que sequer apresentou justificativa ou licença médica, conforme informações da Mesa Diretora.

JULGAMENTO POLÍTICO

Mesmo em conflito político com o PT, em razão das eleições desse ano, o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) disse que seus pares deveriam agir como julgadores isentos e imparciais e ter discernimento de homens públicos. “O julgamento aqui é político e assim sempre será”, rebateu o vereador Roberto de Souza (PR).

NEGOCIATAS S/A: DENÚNCIAS CONTRA BACELAR ATINGEM DEPUTADOS ESTADUAIS

Jornal traz denúncias contra Deraldo Damasceno e Ângelo Coronel.

As denúncias de fraudes e de compra e venda de emendas de parlamentares pelo deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA), além de Geraldo Simões (PT), Marcos Medrado (PDT) e Fernando de Fabinho (PSD), agora atingem dois deputados estaduais e líderes de bairros da capital.

Segundo o jornal O Globo, edição desta segunda-feira, 18, os deputados estaduais Ângelo Coronel (PSD) e Deraldo Damasceno (PSL) receberam investimentos de Bacelar em suas campanhas além do permitido pela legislação eleitoral.

A garantia teria sido da ex-mulher do parlamentar, Isabela Suarez, a mesma que confirmou a existência do esquema de compra de emendas. A mulher diz que Damasceno teria recebido R$ 300 mil. Segundo ela, Bacelar teria gasto R$ 20 mil na campanha de Coronel. A planilha de Bacelar traz a rubrica “Boca de Urna” com previsão de mil pessoas, mas nela não consta o gasto.

Procurado pelo Globo, Ângelo Coronel confirmou a dobradinha com Bacelar, mas negou ter recebido dinheiro em sua campanha. Segundo ele, Bacelar pode ter pago material de campanha para uso dos dois. Já Damasceno, não retornou as ligações do repórter Paulo Celso Pereira.

PR ESTÁ PRÓXIMO DE JUÇARA

Irmãos Pontes de Souza vão a aniversário. Fecham aliança?

Os irmãos Saulo e Roberto Pontes de Souza são os convidados especiais do aniversário do educador Adeum Sauer, neste sábado, 9. Não será um encontro para o tradicional “parabéns” e “apagar velinhas”. Terá algo mais.

Os irmãos receberam aviso de Salvador para que deem um jeitinho de selar acordo eleitoral com o PT da prefeiturável Juçara Feitosa e do seu consorte Geraldo Simões.

A ordem partiu do vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, o ex-senador César Borges, presidente regional do PR.

O próprio deputado federal Geraldo Simões, aquele a quem um dia Borges direcionou o “Água e óleo não se misturam”, já havia antecipado a possibilidade de acordo entre PR e PT também em Itabuna.

Hoje o PR está no governo do prefeito Capitão Azevedo (DEM). Até há pouco mais de um mês, os republicanos marchariam com o prefeito, mas as negociações em Brasília e na Bahia levaram a uma mudança de rota também em Itabuna.

Roberto de Souza é vereador e tem a esposa à frente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), órgão ligado à Prefeitura de Itabuna e, por consequência, sob as ordens de Azevedo.

O prefeito poderá exonerar a presidente da Ficc, Sandra Ramalho, como também poderá fazer ouvido de mercador, afinal, precisa do voto de Roberto de Souza na Câmara. Fica com o voto nas contas e projetos e – possivelmente – perderá o tempo de TV (1min30s).

Fato é que, neste sábado, Roberto e Saulo – que também tem poderes no PSD – estarão no aniversário de Adeum para prosear com a turma do deputado.

A pulada de cerca está se configurando.

O CHAPÉU SUMIU

Quem estava no plenário da Câmara de Vereadores, hoje, não segurou o riso diante da “comédia” proporcionada pelos vereadores Roberto de Souza (PR) e Wenceslau Júnior (PCdoB).

Souza entrou com requerimento para que a chefia da 5ª Ciretran em Itabuna, sob o comando do cururu Gilson Nascimento, explique a exploração que há contra motoristas na vistoria e transferência de veículos. E saiu-se com essa:

– Vocês nem chegaram ao poder e já estão cobrando taxa…

Wenceslau, que sonha com a cadeira principal do centro administrativo Firmino Alves, largou:

– Vereador, o PCdoB trabalha com transparência.

Rapidinho, um gaiato lembrou do ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, a quem foi dirigido adjetivo muito comum aos árbitros de futebol…

TIRIRICA QUER DISPUTAR ELEIÇÃO COM SERRA

O palhaço Tiririca, que é também deputado federal e foi o puxador de votos do PR no estado de São Paulo na eleição de 2010, pensa em disputar a prefeitura paulistana este ano. O Partido da República, que não sabia se apoiava Fernando Haddad (PT) ou José Serra (PSDB), optou por apresentar o folclórico pré-candidato. De acordo com a legenda, a decisão de seu a partir de sugestões recebidas de eleitores.

O PR é aliado do PT no plano federal, mas tem fortes ligações com o tucanato paulista. Sair com Tiririca seria uma maneira de evitar problemas nas duas relações… Ou aumentar o poder de barganha e garantir bons cargos no futuro.

Quem sabe Tiririca venha a desistir da candidatura para se tornar, talvez, o secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo…

PRÉ-CANDIDATO É FILIADO A TRÊS PARTIDOS

Octaviano é filiado a três partidos.

O diretor-administrativo da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), Octaviano Burgos, é apontado como um dos mais fortes pré-candidatos à Câmara de Vereadores de Itabuna, mas dificilmente terá condições de, como se diz, “entrar em campo”.

De acordo com certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Octaviano encontra-se sub judice. O TSE informa que Octaviano está filiado a três partidos: PR, DEM e PSDB.

Confira a certidão

Conforme o tribunal, Octaviano filiou-se ao PR em 14 de dezembro de 1995 e permaneceu na legenda até 14 de junhho deste ano, quando entrou no DEM. Só que no último dia 6, prazo final de filiações para quem deseja concorrer a cargo eletivo em 2012, Octaviano pulou para o ninho tucano, porém, sem dar baixa nas anteriores.

O pula-pula de Octaviano poderá dar em nada. A legislação exige que o candidato esteja filiado a apenas um partido. O caso do diretor da Emasa é ainda mais grave. Ele possui tripla filiação.

PR NA BASE DE DILMA…

Enquanto no plano nacional o PR do ex-ministro Alfredo Nascimento diz que saiu da aba da presidente Dilma Rousseff, na Bahia o partido usa parte do tempo a que tem direito nas inserções gratuitas na TV para falar de obras federais. Numa delas, o deputado José Rocha fecha dizendo que, “junto com Dilma, o PR trabalha pelo desenvolvimento da Bahia “.

E quem quer largar o doce?

ESTÁ NA HORA DE DAR UM BASTA

Cláudio Rodrigues | formandus@formandus.com.br

 

Grande parte de nossos impostos vai para os bolsos de gestores corruptos.

 

Há 16 anos uma quadrilha se instalou no Ministério dos Transportes sob as bençãos dos ex-presidentes FHC e Lula. Nesse período, bilhões de reais foram drenados para os bolsos dessa quadrilha, uma facção criminosa que inicialmente usou a sigla PL (Partido Liberal ou Partido dos Ladrões) e depois passou para PR (partido da República ou partido da Roubalheira). Sempre chefiado pelo deputado Valdemar da Costa Neto e pelo ex-ministro e senador Alfredo Nascimento, esse bando não só nos roubou dinheiro, como também o desenvolvimento do Brasil e vidas, milhares de vidas.

Sabemos que boa parte dos acidentes que exterminam seres humanos nas rodovias brasileiras são fruto do péssimo estado de conservação dessas estradas. Para se ter uma ideia, no trecho da BR 101, entre os municípios de Eunápolis e Teixeira de Freitas, no extremo-sul do Estado, o condutor de qualquer veículo, além de habilidade e prudência, precisa contar com a proteção divina. Nesse trecho, o acostamento é dominado por imensos buracos e mato, que está prestes a tomar a pista. As placas de sinalização também estão cobertas pelo mato.

Na mesma rodovia, já em Itabuna, existem buracos capazes de engolir a roda de uma carreta. Nesse ponto da 101, há pouco mais de um ano o Dnit, um dos braços do esquema da ladroagem, fez uma “total recuperação”, mas o asfalto aplicado foi tipo Sonrisal e na primeira chuva derreteu.

O Brasil é formado por pessoas de bem, honestas e que ganham o pão de cada dia com o fruto do suor que escorre do rosto. Pagamos a maior carga tributária do mundo, e não temos os serviços básicos como saúde, educação, transporte público de qualidade e segurança. Grande parte de nossos impostos vai para os bolsos de gestores corruptos. Temos que dar um basta a essa situação, não podemos ver ladrões de colarinho branco se dar bem e achar que é assim mesmo, esperando que um novo escândalo apareça e apague o último.

Hoje ninguém fala mais das traquinagens de Eunice Guerra e seus filhos Metralhas, das consultorias milionárias de Palocci e dos atos secretos de Sarney no Senado, só para ficar nas pilantragens recentes. Vamos juntos criar o Dia Nacional de Mobilização Contra a Corrupção, mobilizar os homens e mulheres de bem dos quatro cantos do País, através dos veículos de comunicação e das redes sociais, para dedicar um dia a protestar e malhar esses políticos ladrões. Colher assinaturas para mudar o Código Penal e alterar a Constituição para acabar com o foro privilegiado dessa gente, mandar para a cadeia esses safados e tomar tudo o que eles nos roubaram.

Um povo que enfrentou as baionetas da Ditadura Militar, que foi às ruas exigir eleições diretas, que se uniu para expulsar um presidente ladrão, não pode ser permissivo com a atual situação que estamos vivendo. Está na hora de dar um basta.

Cláudio Rodrigues é empresário, sócio da Formandus Eventos.

PROPINODUTO NO DNIT FINANCIOU ATÉ AMANTES

Da Folha

A faxina da presidente Dilma Rousseff no cérebro do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Brasília deixou intocados, até aqui, os braços do órgão nos Estados, alvos de mais de uma dezena de investigações.

Pelo menos 12 das 23 superintendências regionais são objeto de inquéritos do Ministério Público e da Polícia Federal, que levantam suspeitas que vão de benesses à amante de um dirigente do Dnit no Ceará a pagamentos de “mensalão”.
O órgão diz tomar as medidas necessárias quanto às suspeitas.

Apesar de o PR controlar o ministério desde 2003, os problemas nos Estados também envolvem indicados por outros partidos.

Leia mais

LULA PÕE OS RATOS E ELOGIA AS RATOEIRAS

Samuel Celestino | Bahia Notícias

O ex-presidente Lula, responsável pela montagem do Ministério dos Transportes entregue, na partilha entre partidos, ao PR, que lá instalou o seu ninho de abutres comandado por Valdemar da Costa Neto, uma figura notória que ainda é reverenciada em Brasília (porque Brasília é assim) por ser mestre em assuntos que se referem a desvio de dinheiro público. É a encarnação do mensaleiro. Os áulicos do Partido da República ocuparam todos os espaços e as tocas do MT. Daí, foram todos se lambuzar no superfaturamento e aditivos de contratos de obras nas diretorias do Ministério, como o Dnit e a Velec. Tudo isso veio de lá, do primeiro período do governo Lula, numa imensa gatunagem de desvio de recursos das arcas do tesouro, engolindo ou devorando, como ratos saboreando queijos, o dinheiro dos contribuintes. Pois é. Lula recebeu uma homenagem nesta segunda feira da FIESP e, aproveitando a ocasião, elogiou o desempenho da presidente Dilma Rousseff para estancar a gatunagem do Ministério dos Transportes. O que é isso? Ele põe os ratos e comemora a ratoeira?

AS DIFICULDADES DE KALID

Marco Wense

O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas.

O arquiteto Ronald Kalid, ex-secretário municipal de Viação e Obras do então governo Ubaldo Dantas, é um bom nome para a sucessão do prefeito José Nilton Azevedo (DEM).

Não há nenhuma voz que ponha em dúvida a capacidade, honestidade e, principalmente, a sua coerência diante do emaranhado jogo político, onde o interesse pessoal prevalece sobre o público.

Ronald Kalid, em que pese o apoio incansável e entusiasmado de José Adervan, presidente do PSDB de Itabuna, tem inúmeros obstáculos, alguns até intransponíveis.

O primeiro entrave é a cúpula estadual do tucanato, ainda indecisa sobre o lançamento de candidatura própria na disputa pelo cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas. As que fazem posição – DEM, PPS, PR e o PMDB – não vão se juntar ao PSDB.

O DEM de Maria Alice, se não houver nenhuma surpresa, deve apoiar a reeleição do prefeito Azevedo. O PPS é uma gigantesca interrogação. O PR do vereador Roberto de Souza quer distância do PSDB de Adervan. O PMDB de Renato Costa quer Ubaldo Dantas como candidato.

É evidente que os diretórios municipais não têm autonomia para uma decisão definitiva. Os partidos vivem sob a batuta autoritária do comando estadual. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Para complicar, ainda tem o deputado tucano Augusto Castro contrário a qualquer iniciativa de candidatura própria pelo PSDB, já que é aliado do prefeito Azevedo.

Como não bastassem todas essas dificuldades, o prefeiturável Ronald Kalik tem pela frente a opinião dos amigos que acham sua candidatura uma loucura de Adervan.

PS – A “loucura” de Adervan lembra a dos ceplaqueanos quando lançaram Geraldo Simões na disputa pela prefeitura de Itabuna. Deu no que deu: o petista virou chefe do Executivo por dois mandatos.

UBALDO DANTAS

O comando estadual do PMDB, tendo a frente o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente estadual da legenda, vai conversar com o ex-prefeito Ubaldo Dantas sobre a sucessão municipal.

Lúcio, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, gostou da lembrança do nome de Ubaldo para a disputa da prefeitura de Itabuna na eleição de 2012.

O nome de Ubaldo causou um rebuliço no processo sucessório. Para muitos, a candidatura de Ubaldo elimina qualquer chance de vitória do PT, seja com Juçara Feitosa ou Geraldo Simões.

Marco Wense é articulista da Contudo.

WENCESLAU PARA ROBERTO: “SE ELE DECIDIU SE APROXIMAR DE AZEVEDO, QUE ASSUMA O ÔNUS”

O vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) disse que o colega Roberto de Souza (PR) deve assumir o ônus da aproximação com o Governo Azevedo em vez de tentar transferi-lo para terceiros. Numa entrevista ao PIMENTA, Roberto disse que buscava aliança com o prefeito Capitão Azevedo por ter se sentido abandonado por Wenceslau, PCdoB e pelo deputado federal Geraldo Simões (reveja aqui).

“Na verdade, é uma tentativa vã de justificar a aproximação com Azevedo. Se ele decidiu se aproximar, que assuma o ônus”, rebate Wenceslau, que lembra ter apoiado Roberto várias vezes para a Mesa Diretora da Câmara. “Agora, casamento que é casamento acaba, quanto mais aliança política”.

Wenceslau diz que foi o próprio Roberto quem abandonou o grupo – pelo menos, nas discussões de eleição da Mesa da Câmara. “O próprio Roberto participou de duas reuniões. Quando nós nos comprometemos com a atual mesa, ele deixou as discussões. Não somos acessório”.

GERALDO REBATE CRÍTICA DE ROBERTO DE SOUZA

GS: "Nós nos afastamos de Roberto ao perceber sua aproximação com o governo Azevedo"

O vereador Roberto de Souza, do PR de Itabuna, foi entrevistado neste sábado, 21, pelo PIMENTA e revelou ressentimentos com alguns ex-companheiros. Ex-primeiro-secretário do legislativo itabunense, Roberto acha que foi abandonado, e aponta o deputado federal Geraldo Simões (PT) e o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) como alguns dos que lhe viraram as costas nos momentos de dificuldade.

Nesta segunda-feira, 23, o PIMENTA conversou com Geraldo Simões, que nega veracidade à queixa do republicano. Segundo GS, o PT somente afastou-se de Roberto quando percebeu a aproximação dele com o prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM). Algo à primeira vista complicado, já que o governo Azevedo alimentou o bombardeio contra o vereador, embora hoje se saiba que desde aquela época Roberto já procurava o suporte da Prefeitura para não sucumbir politicamente. Essa, pelo menos, é a tese do deputado.

Geraldo disse ainda que apoiou as duas últimas eleições do vereador e, na última delas, em 2008, chegou a preterir nomes do PT e indicar fortes cabos eleitorais (João Marcos de Lima, da 7ª Dires, teria sido um deles) para pedir votos para Roberto.

“Ele não pode me acusar de traição”, afirma o petista.  Ele lembrou ainda que dois irmãos de Roberto (Saulo e Carlos Pontes de Souza, respectivamente, no Derba e na Embasa) ocupam altos cargos no governo Wagner, enquanto o “brother” vereador se alia à administração municipal do DEM.

Confira a entrevista

ROBERTO CRITICA GERALDO E WENCESLAU E SINALIZA APOIO À REELEIÇÃO DE AZEVEDO

O vereador Roberto de Souza (PR) sempre foi dos homens fortes na Câmara de Itabuna e por vários anos ocupou um dos cargos mais cobiçados da Casa, o de primeiro-secretário.

O poder e o prestígio ruíram com uma sequência de golpes disparados pelo governo de Azevedo, culminando com as investigações de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Agora, porém, Roberto tornou-se amigo do “Rei”. Pretende fechar até o início do próximo mês uma aliança com o Capitão Azevedo (DEM).

Quer, com Azevedo, curar as feridas de antigos amores:   Geraldo Simões (PT) e Wenceslau Júnior (PCdoB), acusados de deixá-lo sozinho nos momentos de tristeza.

O vereador concedeu entrevista ao PIMENTA. Para não perder a forma, também mirou no atual presidente da Casa, Ruy Machado, a quem chama “carinhosamente” de “Ruy Porquinho”. À entrevista, pois:

O PR adere ao governo de Azevedo?
Um emissário nos procurou e eu disse que poderia conversar a partir do momento que houvesse mudança no governo. Até acho que a gestão melhorou um pouco. Agora, vamos para o governo desde que haja respeito mútuo. O que eu quero é participação política, não quero fazer como outros vereadores. Não quero barganhar cargos.

Se não é barganha, como seria?
Participação, ter um cargo efetivo. Acho que o prefeito é muito mal assessorado politicamente.

O PR vai reivindicar a secretaria de Governo, então?
Vamos conversar. Estou falando por mim, mas temos o PR regional e o estadual. O partido tem um débito com Azevedo, que apoiou a candidatura de César Borges [ao Senado]. Temos esse débito. Só não sei se será pago agora ou mais adiante.

Aceitaria ser secretário?
Eu não. Vou ficar na Câmara e acho que meu papel lá é fundamental. Ainda não conversamos em termos de partido. Já houve conversa oficial, mas ficou acordado que definiríamos isso a partir de 20, 25 de maio.

Apoiei Geraldo e Juçara, mas na eleição da Câmara eles deram sustentação a Ruy Porquinho. O PCdoB de Wenceslau, com quem eu conversava sobre 2012, me abandonou.

O governo trabalhou para derrubá-lo na Câmara. Como o senhor explicaria essa aliança, agora?
Eu tive esse embate aí na Câmara [briga com governo e investigação de desvios de dinheiro]. Apoiei Geraldo e Juçara, mas na eleição da Câmara eles deram sustentação foi a Ruy Porquinho [Machado]. O PCdoB de Wenceslau [Júnior], com quem eu conversava sobre 2012, me abandonou. Então, não tenho mais compromisso com os outros. Ficou uma mágoa.

E por que o senhor foi lardado na beira da estrada?
Eu estava crescendo muito politicamente e isso deve ter assustado. Meu nome é leve e assim continua, pois aonde chego as pessoas são solidárias a mim. E sabe por quê? Eu tenho passado. O povo conhece o meu passado.

Mas o senhor enfrentou uma CEI. O que diria em relação aos desvios na Câmara?
Quem pediu a CEI fui eu.

O relatório o acusa de, pelo menos, ter sido omisso na roubalheira.
Eu não era o presidente. Quem manda, quem tem o poder é o presidente. Você já viu Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) falar em rejeição de contas de primeiro secretário? Cita o presidente.

Ele tem é que lembrar quem trocava cheques da Casa numa lotérica da Cinquentenário e usava fantasmas no gabinete para fazer dinheiro.

E o próprio ex-presidente fala em desvios de até R$ 5 milhões.
Os desvios que falaram aí são da publicidade, coisa do presidente com o ex-assessor, e os contratos dos créditos consignados.

O esquema também ocorria nas licitações.
Havia uma comissão de licitação responsável pela contratação das empresas, serviços. O Ministério Público está investigando.

E o senhor acha que escapa da cassação?

O presidente [da Câmara, Ruy Machado] tá falando isso aí. Ele tem é que lembrar quem trocava cheques da Casa numa lotérica da Cinquentenário e usava fantasmas no gabinete para fazer dinheiro.

Quem foi?
(risos) Ele sabe. Se investigado [o esquema], sobra até para o dono da lotérica.

SEM MERENDA E SEM TRANSPORTE

… E prefeito sem apoio. A situação político-administrativa em Buerarema voltou a se agravar neste final de mês. O prefeito Mardes Monteiro (PT) perdeu mais um apoio na Câmara de Vereadores com a renúncia do agora ex-líder de governo, José Eduardo (PR). O vereador, segundo disse a amigos, não aguentava mais ter que dar tantas explicações sobre os erros administrativos do governo. Zé Eduardo deixou o governo e foi para a oposição.

A última da gestão na confusa “Macuco” acontece na área do ensino: as escolas da rede municipal estão sem merenda. Para agravar ainda mais o problema, desde a semana passada os alunos da zona rural estão sem estudar, pois os veículos locados para transportá-los pararam por falta de pagamento por parte do município.

AZEVEDO E O DEM

Marco Wense

O comando estadual do DEM vai jogar duro com os prefeitos que ficam de namorico com os partidos da base aliada do governo Wagner.

O comando estadual do DEM, agora sob a batuta do ex-deputado federal José Carlos Aleluia, vai jogar duro com os prefeitos que ficam de namorico com os partidos da base aliada do governo Wagner.

José Carlos Aleluia, político de posições firmes, principalmente quando o assunto em pauta é a fidelidade partidária, acompanha cada passo de quem se elegeu pelo DEM, incluindo aí os vereadores.

Entre os chefes de Executivo demistas, José Nilton Azevedo, prefeito de Itabuna, é o que chama mais atenção da nova cúpula do Partido do Democratas.

Ninguém sabe, por exemplo, em quem o prefeito de Itabuna votou na última sucessão estadual, se na reeleição do governador Wagner (PT), em Geddel (PMDB) ou Paulo Souto (DEM).

Aleluia, que não é de pestanejar e, muito menos, de passar a mão na cabeça, não vai permitir que o Capitão Azevedo tenha um posicionamento dúbio em relação ao processo sucessório municipal.

O prefeito de Itabuna tem que tomar cuidado com o novo demismo aleluísta, sob pena de não disputar um segundo mandato (reeleição).

DAVIDSON, SENA OU WENCESLAU?

O PCdoB tem três bons nomes como prefeituráveis: o “velhinho” Sena, o vereador Wenceslau Júnior e Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás.

O critério para a escolha do nome que irá disputar a cobiçada prefeitura de Itabuna não pode ser assentado no aspecto individual. Se um é mais popular do que o outro, se é mais carismático ou administrador.

O candidato deve ser o que tiver mais possibilidade de aglutinar outros partidos em torno da candidatura, viabilizando uma coligação com boas chances de vitória.

Os recentes fatos políticos apontam que a melhor opção do PCdoB é Davidson Magalhães, já que conta com a simpatia do PMDB de Renato Costa, do PSDB de José Adervan, do PDT de (?) e de boa parte do PSB.

WAGNER QUER GERALDO

A articulação política do governador Jaques Wagner quer o deputado federal Geraldo Simões como o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo.

Com Geraldo – e não Juçara Feitosa – seria mais fácil convencer os partidos aliados a não lançarem candidatura própria, como pretende o PCdoB.

Se o candidato for Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner vai se empenhar pessoalmente no convencimento de que o diálogo é imprescindível para a retomada do Centro Administrativo.

Alguns membros do diretório do PT de Itabuna já fazem coro a favor do ex-prefeito, que continua obstinado com a pré-candidatura da ex-primeira-dama.

FIDELIDADE

Os quatros maiores partidos de oposição ao governo estadual – DEM, PSDB, PMDB e o PR – só questionam a infidelidade partidária quando ela sai do círculo oposicionista.

Ou seja, para um partido da base aliada do governador Wagner. O vereador Solon Pinheiro, por exemplo, não comete infidelidade quando sai do PSDB para o DEM.

Se o prefeito Azevedo trocar o DEM pelo PDT ou qualquer outra legenda situacionista, é logo taxado de infiel. Mas se ir para o PSDB, PMDB ou PR fica tudo em casa.

Marco Wense é articulista da Revista Contudo.

DIDI E A PRIMEIRA SECRETARIA DA CÂMARA

Didi pediu pra sair

Uma das mais intensas brigas políticas recentes em Itabuna se deu em torno da primeira-secretaria da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores. O cargo foi durante várias gestões comandado pelo vereador Roberto de Souza (PR), que perdeu a cadeira com a ascensão de Ruy Machado (PRP) à presidência.

Fala-se que antes houve um acordo para Roberto continuar na primeira-secretaria, mas na hora de registrar a chapa na Secretaria Parlamentar, o nome do vereador do PR não constava. Deu confusão, bate-boca, briga na justiça.

Pois agora, de repente, o vereador Didi do INSS (PDT), atual primeiro-secretário, decidiu abrir mão do cobiçado cargo, que tem a atribuição de administrar o funcionamento da casa, celebrar contratos, assinar pagamentos. Ou seja, trabalha com aquilo que os políticos muito apreciam: dinheiro.

Para a plateia, o discurso é de que a primeira-secretaria exige dedicação em tempo integral e Didi não possui tanta disponibilidade. Ele diz que este será seu último mandato e quer levá-lo em ritmo suave e pouco trabalhoso. Uma sessãozinha às quartas e olhe lá.

Nos bastidores da Câmara, porém, a versão é de que Didi acha que Ruy Machado concentra poderes e controlou com mão de ferro a nomeação dos cargos da Mesa. O primeiro-secretário sentiu-se sem “margem de manobra” e não topou ir pra briga, preferindo pedir o boné.

Informação colhida pelo PIMENTA dá conta de que o vereador Claudevane Leite (PT) é o mais cotado para substituir Didi no cargo de primeiro-secretário.

SAULO PONTES ASSUME O DERBA

(Foto Pimenta).

O engenheiro itabunense Saulo Pontes foi nomeado pelo governador Jaques Wagner o novo diretor do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba). O ato foi publicado no Diário Oficial desta quarta, 26.

Saulo deixa a superintendência baiana do Departamento Nacional de Infraestutura de Transportes (Dnit), ligada ao Ministério dos Transportes, para assumir o cargo.

Saulo retorna ao cargo pelo perfil técnico. Ele já comandou o Derba nas gestões de Paulo Souto e César Borges.

PREPARA A CANELA

Esse modelo é meio suspeito, mas intimida

O vereador Roberto de Souza (PR) não compareceu à posse de Ruy Machado na presidência da Câmara de Itabuna, nesta segunda-feira, 3, mas nem por isso escapou das piadinhas do plenário. Muita gente lembrou que, numa longa experiência de três mandatos no legislativo, foram bem poucas as ocasiões em que Roberto não ocupou cargo relevante na mesa diretora.

Há pelo menos três presidências, o vereador vinha exercendo a cobiçada função de primeiro-secretário, que é uma espécie de gerente da casa, por quem tudo passa. O cargo agora será ocupado pelo vereador Edvaldo Reis Fonseca, o “Didi do INSS”.

Roberto, a partir de hoje, muda de uma sala ampla e bem equipada para outra menor, igual à dos vereadores chamados na gíria da Câmara de “canelas secas” (traduza por “sem privilégios”).

Na sessão de ontem, um gaiato falava que compraria um par de caneleiras par dar de presente ao vereador do PR.

RUY É ELEITO PRESIDENTE DA CÂMARA

Gerson e Ruy (à direita) comemoram eleição (Foto View Sílvio).

Por 9 votos a 1, o vereador Ruy Machado (PRP) foi eleito o novo presidente da Câmara de Itabuna em disputa encerrada há pouco no plenário. Ele tomará posse na próxima segunda, 3, às 9h, em substituição a Clovis Loiola (PPS). Apesar de adversário de Ruy, Loiola acabou sendo o décimo voto do novo presidente.

Os vereadores Roberto de Souza (PR), Milton Gramacho (PRTB) e Raimundo Pólvora (PPS) abandonaram o plenário na hora da votação. O novo presidente assume tendo o compromisso de “moralizar” a Câmara e construir a sede do legislativo.

A chapa vencedora ainda é composta por Gerson Nascimento (PV) na vice, Didi do INSS na primeira secretaria, Milton Cerqueira na segunda secretaria e o petista Claudevane Leite assume a terceira secretaria. Rose Castro (PR) assume a terceira vice-presidência.

Ruy Machado foi eleito após uma intensa disputa judicial. Ele havia sido escolhido presidente em um pleito ocorrido há quase um mês e considerado irregular pela Justiça, que determinou nova disputa.

Do outro lado estava Roberto de Souza (PR), escolhido para a presidência da Casa em 5 de junho de 2009. A eleição também foi considerada irregular.

CAMAMU: POSSE DE NOVO PREFEITO SERÁ NA 3ª

Jackson defende expulsão de Ioná.

Após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmar a cassação da prefeita Ioná Queiroz (PT), a Justiça em Camamu determinou para a próxima terça-feira, 7, às 9 horas, a diplomação de José Américo (PR), no fórum local. Américo assume depois que Ioná foi cassada por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2008. A posse ocorrerá em solenidade na Câmara de Vereadores, também prevista para o período da manhã.

Enquanto isso, a prefeita cassada tenta manter-se no cargo apresentando recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Ioná Queiroz sofreu um duro golpe nesta semana com o posicionamento de Jackson Cabral. Fundador do PT em Camamu, Cabral defende a imediata expulsão de Ioná do partido.

Cabral acusa a prefeita cassada de ter negligenciado as bandeiras históricas do partido, ter promovido nepotismo em altíssimo grau. A família da prefeita controla 70% do orçamento do município e ocupa os principais cargos na prefeitura.

O fundador do PT de Camamu também acusa Ioná por diversas irregularidades, como desvio de recursos para construção de hospital e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), além de ter prejudicado o PT no segundo turno da eleição presidencial, quando Dilma Rousseff perdeu para o tucano José Serra no município.

ATÉ EM CASA

O senador César Borges (PR) foi “deletado” até pelos eleitores da sua cidade natal, Jequié, no sudoeste baiano.

Em solo jequieense, Walter Pinheiro (PT) teve 31,22% dos votos e Lídice (PSB), 27,50%.

Borges ficou distante: 19,96%.

Aliás, o senador não foi o único carlista a se dar mal na terra onde nasceu. Veja o caso do presidente do Democratas, Paulo Souto. Em Caetité, o ex-governador teve 22,66% dos votos, ante 68,87% de Wagner (PT).

Em números absolutos, foi algo como 3 votos pra 1. O petista obteve 15.856 votos e o democrata só 5.216.

DE “FATINHA” PARA CÉSAR: “SUA CASA CAIU”

Segundo o jornalista Levi Vasconcelos, d´A Tarde, esta é a trilha sonora dedicada pela primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, para o senador César Borges (PR), que rejeitou aliançar-se com “Jaques” e acabou derrotado em sua tentativa de reeleição. Aperte o play e ouça (cuidado com os tímpanos!) A sua casa caiu.

A OUTRA ESQUERDA

Sócrates Santana

A democracia baiana forjou um acentuado pluralismo partidário, que favorece os neoaliados.

Permeia nessas eleições uma sensação estranha. Um cheiro de óleo diesel. Uma tentativa de diluir diferenças, sucumbir ideologias. Paira um espírito palaciano. Um distanciamento das relações políticas. Todos são iguais. Uma verdade inconveniente. Há diferenças. São muitas. Desde a confecção de uma peça publicitária dos candidatos majoritários até a participação de comícios adversários.

Aparentemente, nessas eleições, basta vencer. Mas, o que significa vencer? Como vencer? Por quê vencer? Devo poupar, contudo, o leitor com a comum defesa da importância da continuidade do projeto iniciado pelo presidente Lula e o governador Wagner. Prefiro explicar que vencer significa continuar esse projeto, mas, principalmente, eliminar o outro projeto.

Para eliminar o outro projeto é necessário exaurir ao máximo a correlação de forças da direita ideológica: DEM e PSDB. Diminuir o número de parlamentares desses partidos é vital para tal objetivo. Isso exige um esforço concentrado em torno de candidatos ao Senado, como Walter Pinheiro e Lídice da Mata. Mas não basta.

A democratização da democracia baiana forjou um acentuado pluralismo partidário, que favorece os neoaliados. Esses tendem a se tornar tão exorbitantes que passam a ocupar a parte mais ampla da base de sustentação do governo Dilma e Wagner, relegando a esquerda às margens. Ou seja: não basta conter a direita ideológica (DEM e PSDB); também é necessário diminuir o tamanho da direita fisiológica (PMDB e PR).

Vencer no primeiro turno neutraliza no tabuleiro baiano DEM e PSDB, além de afastar das hostes do poder o ímpeto do deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) e do senador César Borges (PR). Por um lado, o DEM sofre um desgaste natural, correndo o risco eminente de refletir uma rarefeita densidade eleitoral, abaixo do desempenho histórico de 25% dos eleitores baianos creditada ao carlismo.

Por outro lado, o PMDB regional disputa o papel de opositor ao modelo vigente. Não cresce nas pesquisas, apesar de surgir como uma sombra para o DEM, quando oferece refúgio seguro para aliados de última hora, como o PR.

Mas é impossível eliminar o outro projeto. É impossível, porque, os candidatos que compõem a base aliada viabilizam alianças entre o “novo” e o “velho” projeto. Uma guerra em que, no final, não há vencidos e vencedores, é uma guerra que não alcança seu objetivo. No momento em que optamos entrar no conflito, somos aliados ou de uma parte ou de outra. Nenhum movimento pode ser, simultaneamente, de esquerda e direita. Se tudo é esquerda, não há mais direita e, reciprocamente, se tudo é direita, não há mais esquerda.

Sócrates Santana é jornalista.



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