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:: ‘PR’

AZEVEDO E O DEM

Marco Wense

O comando estadual do DEM vai jogar duro com os prefeitos que ficam de namorico com os partidos da base aliada do governo Wagner.

O comando estadual do DEM, agora sob a batuta do ex-deputado federal José Carlos Aleluia, vai jogar duro com os prefeitos que ficam de namorico com os partidos da base aliada do governo Wagner.

José Carlos Aleluia, político de posições firmes, principalmente quando o assunto em pauta é a fidelidade partidária, acompanha cada passo de quem se elegeu pelo DEM, incluindo aí os vereadores.

Entre os chefes de Executivo demistas, José Nilton Azevedo, prefeito de Itabuna, é o que chama mais atenção da nova cúpula do Partido do Democratas.

Ninguém sabe, por exemplo, em quem o prefeito de Itabuna votou na última sucessão estadual, se na reeleição do governador Wagner (PT), em Geddel (PMDB) ou Paulo Souto (DEM).

Aleluia, que não é de pestanejar e, muito menos, de passar a mão na cabeça, não vai permitir que o Capitão Azevedo tenha um posicionamento dúbio em relação ao processo sucessório municipal.

O prefeito de Itabuna tem que tomar cuidado com o novo demismo aleluísta, sob pena de não disputar um segundo mandato (reeleição).

DAVIDSON, SENA OU WENCESLAU?

O PCdoB tem três bons nomes como prefeituráveis: o “velhinho” Sena, o vereador Wenceslau Júnior e Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás.

O critério para a escolha do nome que irá disputar a cobiçada prefeitura de Itabuna não pode ser assentado no aspecto individual. Se um é mais popular do que o outro, se é mais carismático ou administrador.

O candidato deve ser o que tiver mais possibilidade de aglutinar outros partidos em torno da candidatura, viabilizando uma coligação com boas chances de vitória.

Os recentes fatos políticos apontam que a melhor opção do PCdoB é Davidson Magalhães, já que conta com a simpatia do PMDB de Renato Costa, do PSDB de José Adervan, do PDT de (?) e de boa parte do PSB.

WAGNER QUER GERALDO

A articulação política do governador Jaques Wagner quer o deputado federal Geraldo Simões como o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo.

Com Geraldo – e não Juçara Feitosa – seria mais fácil convencer os partidos aliados a não lançarem candidatura própria, como pretende o PCdoB.

Se o candidato for Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner vai se empenhar pessoalmente no convencimento de que o diálogo é imprescindível para a retomada do Centro Administrativo.

Alguns membros do diretório do PT de Itabuna já fazem coro a favor do ex-prefeito, que continua obstinado com a pré-candidatura da ex-primeira-dama.

FIDELIDADE

Os quatros maiores partidos de oposição ao governo estadual – DEM, PSDB, PMDB e o PR – só questionam a infidelidade partidária quando ela sai do círculo oposicionista.

Ou seja, para um partido da base aliada do governador Wagner. O vereador Solon Pinheiro, por exemplo, não comete infidelidade quando sai do PSDB para o DEM.

Se o prefeito Azevedo trocar o DEM pelo PDT ou qualquer outra legenda situacionista, é logo taxado de infiel. Mas se ir para o PSDB, PMDB ou PR fica tudo em casa.

Marco Wense é articulista da Revista Contudo.

DIDI E A PRIMEIRA SECRETARIA DA CÂMARA

Didi pediu pra sair

Uma das mais intensas brigas políticas recentes em Itabuna se deu em torno da primeira-secretaria da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores. O cargo foi durante várias gestões comandado pelo vereador Roberto de Souza (PR), que perdeu a cadeira com a ascensão de Ruy Machado (PRP) à presidência.

Fala-se que antes houve um acordo para Roberto continuar na primeira-secretaria, mas na hora de registrar a chapa na Secretaria Parlamentar, o nome do vereador do PR não constava. Deu confusão, bate-boca, briga na justiça.

Pois agora, de repente, o vereador Didi do INSS (PDT), atual primeiro-secretário, decidiu abrir mão do cobiçado cargo, que tem a atribuição de administrar o funcionamento da casa, celebrar contratos, assinar pagamentos. Ou seja, trabalha com aquilo que os políticos muito apreciam: dinheiro.

Para a plateia, o discurso é de que a primeira-secretaria exige dedicação em tempo integral e Didi não possui tanta disponibilidade. Ele diz que este será seu último mandato e quer levá-lo em ritmo suave e pouco trabalhoso. Uma sessãozinha às quartas e olhe lá.

Nos bastidores da Câmara, porém, a versão é de que Didi acha que Ruy Machado concentra poderes e controlou com mão de ferro a nomeação dos cargos da Mesa. O primeiro-secretário sentiu-se sem “margem de manobra” e não topou ir pra briga, preferindo pedir o boné.

Informação colhida pelo PIMENTA dá conta de que o vereador Claudevane Leite (PT) é o mais cotado para substituir Didi no cargo de primeiro-secretário.

SAULO PONTES ASSUME O DERBA

(Foto Pimenta).

O engenheiro itabunense Saulo Pontes foi nomeado pelo governador Jaques Wagner o novo diretor do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba). O ato foi publicado no Diário Oficial desta quarta, 26.

Saulo deixa a superintendência baiana do Departamento Nacional de Infraestutura de Transportes (Dnit), ligada ao Ministério dos Transportes, para assumir o cargo.

Saulo retorna ao cargo pelo perfil técnico. Ele já comandou o Derba nas gestões de Paulo Souto e César Borges.

PREPARA A CANELA

Esse modelo é meio suspeito, mas intimida

O vereador Roberto de Souza (PR) não compareceu à posse de Ruy Machado na presidência da Câmara de Itabuna, nesta segunda-feira, 3, mas nem por isso escapou das piadinhas do plenário. Muita gente lembrou que, numa longa experiência de três mandatos no legislativo, foram bem poucas as ocasiões em que Roberto não ocupou cargo relevante na mesa diretora.

Há pelo menos três presidências, o vereador vinha exercendo a cobiçada função de primeiro-secretário, que é uma espécie de gerente da casa, por quem tudo passa. O cargo agora será ocupado pelo vereador Edvaldo Reis Fonseca, o “Didi do INSS”.

Roberto, a partir de hoje, muda de uma sala ampla e bem equipada para outra menor, igual à dos vereadores chamados na gíria da Câmara de “canelas secas” (traduza por “sem privilégios”).

Na sessão de ontem, um gaiato falava que compraria um par de caneleiras par dar de presente ao vereador do PR.

RUY É ELEITO PRESIDENTE DA CÂMARA

Gerson e Ruy (à direita) comemoram eleição (Foto View Sílvio).

Por 9 votos a 1, o vereador Ruy Machado (PRP) foi eleito o novo presidente da Câmara de Itabuna em disputa encerrada há pouco no plenário. Ele tomará posse na próxima segunda, 3, às 9h, em substituição a Clovis Loiola (PPS). Apesar de adversário de Ruy, Loiola acabou sendo o décimo voto do novo presidente.

Os vereadores Roberto de Souza (PR), Milton Gramacho (PRTB) e Raimundo Pólvora (PPS) abandonaram o plenário na hora da votação. O novo presidente assume tendo o compromisso de “moralizar” a Câmara e construir a sede do legislativo.

A chapa vencedora ainda é composta por Gerson Nascimento (PV) na vice, Didi do INSS na primeira secretaria, Milton Cerqueira na segunda secretaria e o petista Claudevane Leite assume a terceira secretaria. Rose Castro (PR) assume a terceira vice-presidência.

Ruy Machado foi eleito após uma intensa disputa judicial. Ele havia sido escolhido presidente em um pleito ocorrido há quase um mês e considerado irregular pela Justiça, que determinou nova disputa.

Do outro lado estava Roberto de Souza (PR), escolhido para a presidência da Casa em 5 de junho de 2009. A eleição também foi considerada irregular.

CAMAMU: POSSE DE NOVO PREFEITO SERÁ NA 3ª

Jackson defende expulsão de Ioná.

Após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmar a cassação da prefeita Ioná Queiroz (PT), a Justiça em Camamu determinou para a próxima terça-feira, 7, às 9 horas, a diplomação de José Américo (PR), no fórum local. Américo assume depois que Ioná foi cassada por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2008. A posse ocorrerá em solenidade na Câmara de Vereadores, também prevista para o período da manhã.

Enquanto isso, a prefeita cassada tenta manter-se no cargo apresentando recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Ioná Queiroz sofreu um duro golpe nesta semana com o posicionamento de Jackson Cabral. Fundador do PT em Camamu, Cabral defende a imediata expulsão de Ioná do partido.

Cabral acusa a prefeita cassada de ter negligenciado as bandeiras históricas do partido, ter promovido nepotismo em altíssimo grau. A família da prefeita controla 70% do orçamento do município e ocupa os principais cargos na prefeitura.

O fundador do PT de Camamu também acusa Ioná por diversas irregularidades, como desvio de recursos para construção de hospital e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), além de ter prejudicado o PT no segundo turno da eleição presidencial, quando Dilma Rousseff perdeu para o tucano José Serra no município.

ATÉ EM CASA

O senador César Borges (PR) foi “deletado” até pelos eleitores da sua cidade natal, Jequié, no sudoeste baiano.

Em solo jequieense, Walter Pinheiro (PT) teve 31,22% dos votos e Lídice (PSB), 27,50%.

Borges ficou distante: 19,96%.

Aliás, o senador não foi o único carlista a se dar mal na terra onde nasceu. Veja o caso do presidente do Democratas, Paulo Souto. Em Caetité, o ex-governador teve 22,66% dos votos, ante 68,87% de Wagner (PT).

Em números absolutos, foi algo como 3 votos pra 1. O petista obteve 15.856 votos e o democrata só 5.216.

DE “FATINHA” PARA CÉSAR: “SUA CASA CAIU”

Segundo o jornalista Levi Vasconcelos, d´A Tarde, esta é a trilha sonora dedicada pela primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, para o senador César Borges (PR), que rejeitou aliançar-se com “Jaques” e acabou derrotado em sua tentativa de reeleição. Aperte o play e ouça (cuidado com os tímpanos!) A sua casa caiu.

A OUTRA ESQUERDA

Sócrates Santana

A democracia baiana forjou um acentuado pluralismo partidário, que favorece os neoaliados.

Permeia nessas eleições uma sensação estranha. Um cheiro de óleo diesel. Uma tentativa de diluir diferenças, sucumbir ideologias. Paira um espírito palaciano. Um distanciamento das relações políticas. Todos são iguais. Uma verdade inconveniente. Há diferenças. São muitas. Desde a confecção de uma peça publicitária dos candidatos majoritários até a participação de comícios adversários.

Aparentemente, nessas eleições, basta vencer. Mas, o que significa vencer? Como vencer? Por quê vencer? Devo poupar, contudo, o leitor com a comum defesa da importância da continuidade do projeto iniciado pelo presidente Lula e o governador Wagner. Prefiro explicar que vencer significa continuar esse projeto, mas, principalmente, eliminar o outro projeto.

Para eliminar o outro projeto é necessário exaurir ao máximo a correlação de forças da direita ideológica: DEM e PSDB. Diminuir o número de parlamentares desses partidos é vital para tal objetivo. Isso exige um esforço concentrado em torno de candidatos ao Senado, como Walter Pinheiro e Lídice da Mata. Mas não basta.

A democratização da democracia baiana forjou um acentuado pluralismo partidário, que favorece os neoaliados. Esses tendem a se tornar tão exorbitantes que passam a ocupar a parte mais ampla da base de sustentação do governo Dilma e Wagner, relegando a esquerda às margens. Ou seja: não basta conter a direita ideológica (DEM e PSDB); também é necessário diminuir o tamanho da direita fisiológica (PMDB e PR).

Vencer no primeiro turno neutraliza no tabuleiro baiano DEM e PSDB, além de afastar das hostes do poder o ímpeto do deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) e do senador César Borges (PR). Por um lado, o DEM sofre um desgaste natural, correndo o risco eminente de refletir uma rarefeita densidade eleitoral, abaixo do desempenho histórico de 25% dos eleitores baianos creditada ao carlismo.

Por outro lado, o PMDB regional disputa o papel de opositor ao modelo vigente. Não cresce nas pesquisas, apesar de surgir como uma sombra para o DEM, quando oferece refúgio seguro para aliados de última hora, como o PR.

Mas é impossível eliminar o outro projeto. É impossível, porque, os candidatos que compõem a base aliada viabilizam alianças entre o “novo” e o “velho” projeto. Uma guerra em que, no final, não há vencidos e vencedores, é uma guerra que não alcança seu objetivo. No momento em que optamos entrar no conflito, somos aliados ou de uma parte ou de outra. Nenhum movimento pode ser, simultaneamente, de esquerda e direita. Se tudo é esquerda, não há mais direita e, reciprocamente, se tudo é direita, não há mais esquerda.

Sócrates Santana é jornalista.

VOX POPULI/A TARDE: WAGNER ATINGE 51%; SOUTO CAI E EMPATA COM GEDDEL

Souto, Wagner e Geddel: vitória petista no 1º turno (Fotomontagem Google).

– Dilma tem 65% na BA, ante 15% de Serra e 9% de Marina

A mais nova pesquisa Vox Populi/A Tarde revela crescimento de cinco pontos percentuais do governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT). No intervalo de 26 de agosto e 25 a 27 de setembro, o petista saltou de 46% para 51% das intenções de voto.

Bem atrás, Paulo Souto (DEM) oscilou negativamente – de 17% para 15%, enquanto Geddel Vieira Lima (PMDB) saiu de 11% e foi a 12%. Bassuma (PV) oscilou de 1% para 3% e os demais concorrentes não pontuaram.

O levantamento tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais e ouviu mil eleitores em todo o estado, nos dias 25, 26  e 27. Votos Brancos e nulos atingiram 5%. O percentual de indecisos caiu de 18% para 14% em um mês. Para 68% da população, o governador sairá vitorioso das urnas no domingo.

Na pesquisa espontânea, Wagner pulou de 32% para 37% e Souto foi de 7% a 8%. Geddel saiu de 6% para 8%. Neste caso, o percentual de indecisos é de 37%, além de 6% de brancos e nulos e 1% atribuído a outros candidatos.

O Vox Populi/A Tarde também fez simulações de segundo turno. No confronto entre petistas e democratas, Wagner teria 63%, ante 22% de Paulo Souto. Quanto são confrontados Wagner e Geddel, o governador tem 64% e Geddel só 19%.

SENADO
Na corrida ao Senado, Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) lideram com 18% e 17%, respectivamente. César Borges (PR) aparece com 14%. O trio está em situação de empate técnico.

PRESIDÊNCIA
A pesquisa também aferiu a corrida presidencial na Bahia. Dilma Roussef (PT) aparece com 65%, estável. José Serra (PSDB) tem 15% e Marina Silva (PV) pontua com 9%. A pesquisa completa você confere na edição d´A Tarde deste sábado, 2. Confira aqui se for assinante.

GERALDO DIZ QUE BORGES “TÁ CAINDO” E APOSTA EM ELEIÇÃO DE PINHEIRO E LÍDICE

Na caminhada que levou mais de 8 mil pessoas à avenida do Cinquentenário (30 mil para os organizadores), o deputado federal Geraldo Simões (PT) falou sobre a sua situação e também dos candidatos ao Senado na chapa de Jaques Wagner, Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT), que participaram do evento em Itabuna.

Geraldo disse que as pesquisas internas e o Ibope confirmam a tendência de Wagner manter uma tradição: a chapa majoritária governista fazer os dois senadores.

O parlamentar federal, que disputa a reeleição, caminhou ao lado de Lídice e Pinheiro. Não conteve a euforia diante da multidão e, numa entrevista ao Pimenta, disparou petardo num alvo antigo:

– Aquele outro disse que água e óleo não se misturam, mas tava doido pra se misturar com a gente. Veja agora: Lídice e Pinheiro subindo e César Borges (PR) caindo.

Geraldo ainda manteve-se confiante em relação ao seu processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Eu não tenho pendências. Estou pronto para me defender. Por duas vezes, o TRE aprovou a minha candidatura”, disse, numa referência a representações movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE)  e pelo PMDB do arquiinimigo Geddel Vieira Lima.

Ainda na caminhada, os candidatos ao Senado comentaram as últimas pesquisas. Lídice da Mata (PSB) não quis comentar o resultado do Datafolha. “Nas nossas pesquisas, nós estamos na frente, eu e Pinheiro, e espero que este seja o resultado [das urnas]“.

Walter Pinheiro (PT) disse que, após o trabalho, está chegando a hora da colheita. “Creio que a chapa elege os dois senadores e formará uma grande bancada. O melhor instrumento de trabalho é a mobilização. O povo da Bahia vai dar uma resposta positiva à nossa chapa”.

“NÃO VALE A PENA VOTAR EM CANDIDATO QUE TEM 8, 10 PONTOS”, DIZ CÉSAR BORGES

Borges: voto útil para ser reeleito (Foto Pimenta).

Sentido bafejo indesejado dos adversários Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT), tal a proximidade nas pesquisas, o senador César Borges antecipou ao Pimenta qual será a sua estratégia para reverter, nesta reta final, a queda de nove pontos nas pesquisas Datafolha e Ibope.

– Vou lutar pelo voto útil, pois não vale a pena [para o eleitor] votar em candidatos que tenham oito ou dez pontos e não chegarão (a ser eleitos). A disputa vai ser travada hoje em meu nome e nos candidatos do governo (Lídice e Pinheiro).

Por esse raciocínio, Borges “Come-Come” avançará sobre o eleitorado do seu companheiro de chapa, Edvaldo Brito (PTB), e também dos candidatos José Ronaldo e José Carlos Aleluia, ambos do DEM, e que se situam entre 6% e 10% nas pesquisas de intenções de voto divulgadas durante as duas últimas semanas. Nestas eleições, serão escolhidos dois nomes ao Senado.

A entrevista de Borges, gravada, foi concedida na sua visita a Itabuna, ontem ao final da tarde, quando recebeu o apoio do prefeito José Nilton Azevedo (DEM), em um evento que também contou com a presença do candidato Edvaldo Brito e do ex-prefeito Fernando Gomes – este teria cobrado de Azevedo o apoio a Borges.

PESQUISAS E CRÍTICAS A LULA E DILMA
Sobre a sua queda nas pesquisas, ele atribui ao fato de, no início da corrida eleitoral, ainda não ter adversários fortes, ao contrário desta reta final. “Tinha 39% porque praticamente não havia adversários. Hoje são, pelo menos, oito candidatos”. Disse que, apesar disso, tem liderado em todas as pesquisas. A vantagem de Borges, no entanto, é de 1 ponto no último Datafolha (29% ante 28% de Lídice e 27% de Pinheiro).

Na entrevista, Borges criticou o presidente Lula e a presidenciável Dilma Rousseff por quebrar suposto compromisso de neutralidade  nas disputas ao governo e ao Senado na Bahia.

– Vejo isso como uma quebra de compromisso, porque o PMDB, assim como o PR, se coligaram (nacionalmente) com o PT. Nós, do PR e do PMDB, mantemos os nossos compromissos [com Dilma]. Vamos mantê-los, porque achamos que são os melhores para o país. Quem tem que explicar quando quebra os compromissos e quem os quebrou.

O senador acredita na possibilidade de um segundo turno na sucessão baiana. Para ele, o desequiilíbrio notado até aqui em favor de Jaques Wagner (53% ante 16% de Paulo Souto e 11% de Geddel) se deu porque “faltou que o presidente Lula e Dilma cumprissem o compromisso de isenção na disputa na Bahia”. Mas Borges vê “voto silencioso” no interior do estado e crê em segundo turno.

LISTA DO DIAP APONTA REELEIÇÃO DE GERALDO E VELOSO

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) fez um levantamento em todo o Brasil sobre quais dos 6.028 candidatos a deputado federal têm mais chances de sair vitoriosos das urnas em 3 de outubro.

Na Bahia, o Diap declinou os nomes de 51 candidatos com maiores possibilidades de “voar” para Brasília. Do sul da Bahia, estão na lista de prováveis reeleitos Veloso (PMDB) e Geraldo Simões (PT) e Uldurico Pinto (PHS), além do retorno de Josias Gomes (PT) e chegada do “calouro” Valmir Assunção (PT).

A lista foi feita, segundo o Diap, levando em conta informações qualitativas e quantitativas, incluindo desempenho individual do candidato, trajetória e popularidade do partido, recursos disponíveis, coligações e pesquisas eleitorais.

Pelos prognósticos do Diap em nível nacional, o PT terá a maior bancada na Câmara, seguido pelo PMDB e, mais distante, o PSDB. “O levantamento não possui caráter de pesquisa eleitoral”, observa. Clique no “leia mais” e confira os nomes daqueles com maiores chances de ir para Brasília (por partido).

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DO PRÓPRIO VENENO

Orlando, o pula-pula.

O deputado estadual Heraldo Rocha (DEM) quase foi às lágrimas em viagem recente à fecunda Buerarema. Reclamava da traição do ex-prefeito Orlando Filho, homem de pouca fé que tem se aventurado na arte de pular de galho em galho a cada eleição. Nesta, por exemplo, abandonou o democrata para apoiar Cláudia Oliveira (PTdoB).

Rocha chora “sem motivo”. Orlando traiu o campo progressista logo quando ganhou sua primeira eleição a prefeito de Buerarema, em 2000. Apoiado pelo PT e pelo PSB, logo após eleito ele desfilou com o próprio Rocha pela cidade em carro aberto. E lá se vão dez anos. De lá para cá, deixou figuras como Geraldo Simões e Lídice da Mata pela estrada.

Mais recentemente, traiu o próprio grupo e, numa jogada política, articulou-se para manter o prefeito interino, Eudes Bonfim (PR), com quem tem mantido ótimas relações. Já em 2008, traiu o próprio grupo ao escolher para sucessor um nome que foi vice do arqui-inimigo Mardes Monteiro, o Cristóvam Monteiro (PMDB).

Aliás, de tanto trair, Orlando – que começou no PSB, pulou para o DEM e hoje está no PSDB – acabou traído. Depois de arrebanhar com motivos reais três lideranças políticas e ex-vereadores do seu município, provou do próprio veneno ao vê-los junto com o prefeito cassado, Mardes Monteiro, apoiando as candidaturas de Luiz Argôlo (federal) e Zé Neto (PT).

WAGNER VAI A 48% E SOUTO CAI PARA 18% NO DATAFOLHA

Geddel cresce 3 pontos e vai a 14%

Pesquisa Datafolha divulgada na edição da Folha deste sábado mostra que aumentou para 30 pontos a vantagem do governador Jaques Wagner (PT) sobre o segundo colocado, o ex-governador Paulo Souto (DEM). O petista tem 48% das intenções de voto e o democrata, 18%. Geddel Vieira Lima (PMDB) aparece agora com 14%.

Neste cenário, Wagner estaria reeleito no primeiro turno. Geddel e Souto estão empatados, tecnicamente. Em relação à última pesquisa, Wagner oscilou de 47% para 48% e Souto perdeu cinco pontos (tinha 23%), enquanto Geddel saiu de 11% para 14%.

Tanto o ponto ganho pelo governador como o crescimento do ex-ministro peemedebista estão dentro da margem de erro da pesquisa (três pontos percentuais).

A pesquisa aferiu que 13% estão indecisos e 5% dos consultados pretendem votar em branco ou nulo soma. Na espontânea (quando o eleitor diz em quem pretende votar sem que lhe apresentem cartela com os nomes dos candidatos), Wagner tem 31%, Souto 8% e Geddel, 7%.

No queisto rejeição, 32% dos eleitores consultados disseram que não votariam em Paulo Souto. 21% rejeitam a ideia de votar em Geddel. A rejeição de Wagner é de 15%.

EMPATE NA DISPUTA AO SENADO

A pesquisa Datafolha aferiu situação de empate técnico na disputa ao Senado Federal. César Borges (PR) aparece com 31%, mas é perseguido por Lídice da Mata (PSB), que cresceu seis pontos e aparece com 28%, e Walter Pinheiro (PT), com 26%.

Em relação à última pequisa Datafolha, Pinheiro cresceu cinco pontos percentuais. Assim como na disputa ao governo do estado, a margem de erro no levantamento ao Senado é de três pontos.

Confira também os resultados da pesquisa Ibope/Rede Bahia
IBOPE NA BAHIA: A NOVIDADE É A QUEDA DE PAULO SOUTO
EMBOLA DISPUTA AO SENADO NA BA, DIZ IBOPE

POR VOTO, CANDIDATO “UIVA” NA TELINHA

Candidato uiva na telinha.

O radialista José Bonfim dos Santos, o Jota Raimundo (PR), deixou o microfone da Ubatã FM, no sul da Bahia, para lançar-se na disputa por vaga à Assembleia Legislativa baiana.

O “rechonchudinho” Jota Raimundo faz o que pode.

E surpreende na hora de pedir voto:

– AuuuuuU!!! Chuva no cacau, painho! – é o que consegue dizer (ou uivar) na telinha do horário eleitoral gratuito.

As cadelinhas do home oficce do Pimenta latiram – em sinal de reprovação.

PGE OPINA PELA LIBERAÇÃO DA CANDIDATURA DE OTTO ALENCAR

Se acumula algumas derrotas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta segunda-feira, com a perda de aproximadamente 8 minutos do tempo de tevê, o governador Jaques Wagner terá pelo menos um motivo para sorrir:  a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) opinou pelo registro de candidatura de Otto Alencar (PP), vice na chapa do “Galego”.

A coligação “A Bahia tem pressa”, do PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima, havia entrado com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra acórdão do TRE, e pediu que fosse negado o registro a Otto.

A PGE assim não entendeu e deu parecer favorável ao candidato a vice, por não ter nada que caracterizasse dupla filiação.

O imbróglio começou quando Otto assumiu cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mas não havia dado baixa em sua filiação ao PR do senador César Borges. Mas a desfiliação seria automática, para que assim o conselheiro pudesse assumir o cargo no tribunal.

Neste ano, ele decidiu pela sua filiação ao PP e, assim, concorrer ao Senado. Borges foi um dos primeiros a manifestar interesse na derrubada das pretensões de Otto, que acabou candidato a vice, alegando a dupla filiação. As ações movidas tanto na justiça de Ruy Barbosa quanto em Salvador foram julgadas favoravelmente ao candidato a vice na chapa petista.

O parecer da Procuradoria-Geral, liberando a candidatura de Otto Alencar, já foi entregue à ministra-relatora, Cármem Lúcia, segundo afirmou ao Pimenta o advogado Sidney Neves.

CÉSAR E LÍDICE EMPATAM NO IBOPE; PINHEIRO CRESCE SEIS PONTOS

Conforme a pesquisa divulgada pela Rede Bahia, o senador César Borges (PR) tem 35% das intenções de voto e Lídice da Mata (PSB) subiu de 25% para 32%. Walter Pinheiro (PT) aparece na terceira colocação, com 29%.

O ex-prefeito de Feira, José Ronaldo (DEM) aparece com 9% e Edivaldo Brito (PTB) pontua com 7%. José Carlos Aleluia (DEM) soma 6% das intenções de voto. A pesquisa foi feita nos dias 24 a 26, ouviu 1.008 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais.

Na última pesquisa Ibope (relembre aqui), César Borges aparecia com 38% das intenções  e caiu para 35%, mas dentro da margem de erro. Lídice saiu de 25% para 32% e Pinheiro saltou de 23% para 29%.

Tanto esta como a pesquisa Datafolha não tiveram tempo para aferir o impacto da visita de Lula e do seu pedido de voto para Lídice e Pinheiro. O presidente da República esteve em Salvador nesta quinta e participou de comício de Wagner na praça Castro Alves, à noite.

PODE SOBRAR PARA O CAPITÃO

Na sexta-feira (20), vereadores diziam que se houver algum fiapinho que ligue o prefeito Capitão Azevedo às tentativas de exonerações em massa na Câmara, ele pode se preparar.

Um deles ligou para o secretário de Administração, Gilson Nascimento, e este negou participação do governo municipal na ação mal calculada.

Azevedo não teria intenções saneadoras em relação à Câmara. Longe disso, quer criar turbulência para governar em mar (ainda) mais calmo.

Fato é que o primeiro-secretário, Roberto de Souza, está convicto de que a presença ostensiva de guardas municipais na Câmara, na última sexta, não foi algo pensado pelo presidente da Casa, Clóvis Loiola. Teria dedo do governo. Está de butuca.

O mar vai pegar fogo. Quem ficar de camarote talvez coma peixe frito.

GRAMACHO DEFENDE PREFEITO E ACUSA FG

O vereador Milton Gramacho se enrolou todo, ontem, ao tentar defender a gestão do prefeito Capitão Azevedo (DEM), do qual é líder na Câmara.

Provocado pelo primeiro-secretário da Casa, Roberto de Souza, Milton não deixou pedra sobre pedra:

– O governo tem prezado pela seriedade, mas não pode sair por aí acusando ninguém sem provas. Azevedo vem agindo, ao contrário dos outros governos, que não apuravam nada, empurravam tudo pra baixo do tapete.

Em tempo: Roberto lamentava o fato de não ter quórum na sessão para instalar comissão de inquérito para investigar falcatruas do governo municipal. Ontem, por sinal, só houve leitura de ata e de pedidos de providências. Os nobres edis encontram-se em campanha eleitoral.

LOIOLA PROCURA ADVOGADO DE ROSE CASTRO

Loiola quer "salvo-conduto" para sair do PPS

A vereadora itabunense Rose Castro conseguiu recentemente o aval da justiça para deixar o PR, sem correr o risco de uma ação por infidelidade partidária. O advogado da política alegou que ela era discriminada dentro da própria legenda.

O argumento e a estratégia animaram o presidente da Câmara de Itabuna, Clóvis Loiola. Segundo o blog Políticos do Sul da Bahia, ele está interessado em utilizar-se do mesmo advogado da colega para escapulir do PPS.

Loiola tem uma relação complicada com a presidente do partido, Mariana Alcântara. Que piorou quando o vereador, sem autorização da legenda, decidiu apoiar a eleição do administrador Augusto Castro (PSDB), por sinal irmão da vereadora, para deputado estadual.

unisa






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