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:: ‘promotora Cleide Ramos’

PROMOTORIA CRITICA POSTURA DE EMPRESAS

O direito dos deficientes ao transporte público, lembra a promotora Cleide Ramos, é universal e assegurado pela Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e frisou a condição dos manifestantes. “Pessoas que moram em Buerarema ou Ilhéus e trabalham em Itabuna estão tendo violado o direito de acesso ao emprego”, exemplifica.

Cleide também destacou a condição econômico-financeira dos manifestantes. “A maioria só tem como renda o Benefício de Prestação Continuada (BPC), de um salário mínimo”, assinala, enfatizando a necessidade de garantir a acessibilidade. “A própria Agerba diz que, mesmo sem lei estadual, a Rota, querendo, pode aceitar a gratuidade para os deficientes”, complementa em entrevista ao PIMENTA.

Na avaliação da promotora, a falta de diálogo por parte da empresa levou o grupo  a promover atos públicos pela gratuidade – o de hoje foi o terceiro em pouco mais de duas semanas.

A representante do Ministério Público lamenta a atitude das empresas Expresso Cachoeira e São Miguel, que tentaram assinar acordos sem a representação dos deficientes visuais e, também ilegalmente, limitaram o número de passes aos deficientes. Cleide ainda condenou a postura do advogado Francisco Valdece, da AETU (Associação das Empresas de Transporte Urbano). “Ele foi extremamente deselegante e chamou deficientes visuais de marginais, vagabundos e bandidos”, citou.

A redação não conseguiu contato com o advogado. O PIMENTA também procurou representantes da Rota Transporte durante a manifestação, mas funcionários que organizavam o transporte de passageiros em carros de passeio disseram que não estariam autorizados a falar.








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