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:: ‘PSDB’

LULA ALFINETA O DORMINHOCO SERRA

Em discurso na cerimônia de despedida de dez ministros que deixam o governo federal nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado ao pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, ao afirmar que seus adversários terão que “trabalhar muito mais” do que ele para chegar ao poder. Sem citar o nome de Serra, Lula disse que aqueles que “dormem até as 10h” terão que lutar para conseguir se eleger – numa referência indireta ao hábito de Serra de não acordar cedo.

“Quem quiser me derrotar, vai ter que trabalhar mais do que eu. Quem quiser dormir até as 10h, achar que deve fazer relação com formador de opinião pública, para me derrotar vai ter que pôr o pé no barro, viajar esse país. As pessoas têm que aprender que esse país não aceita mais ser tratado como país de segunda classe”, afirmou.

Ao longo do discurso, Lula mandou vários recados à oposição. O presidente disse que o governo federal é o grande responsável por implantar políticas sociais no país, ao contrário de governos estaduais e municipais –uma vez que Serra governa São Paulo.

O presidente também mencionou o apagão que atingiu o país em 2001 ao afirmar que, durante o seu governo, não houve “surpresas” na área de energia elétrica. “Quantas aves de mau agouro torceram para que faltasse energia nesse país, para que tivesse o mesmo apagão de 2001? Vamos terminar o nosso governo sem ter o tão sonhado apagão dos nossos adversários”.

DATAFOLHA: SERRA AMPLIA VANTAGEM SOBRE DILMA

A última pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado, revela o governador José Serra (PSDB) com uma vantagem de nove pontos sobre a ministra Dilma Roussef (PT). O tucano tem 36% e a petista, 27%. É a primeira pesquisa nos últimos meses que mostra reversão do quadro.

Na pesquisa anterior do mesmo instituto (dias 24 e 25 de fevereiro), Dilma aparecia com 28% e Serra, 34. Ciro Gomes (PSB) tinha 12% e agora aparece com 11%. Marina Silva figura com 8%. O levantamento deste mês foi realizado na quinta e sexta-feiras, 25 e 26.

A pesquisa também testou cenário sem o nome de Ciro Gomes. Nele, Serra vai a 40% e Dilma a 30%. Marina ganha dois pontos percentuais e vai a 10%. Já na pesquisa espontânea, aquela em que o eleitor anuncia a intenção de voto sem que a cartela com os candidatos seja apresentada, Dilma saiu de 10% para 12%. Serra tem 8%. Ciro e Marina pontuam com 1% cada.

Os novos números da pesquisa estimulada, no entanto, acalmam o PSDB e podem detonar novas dúvidas na cabeça petista.

IMBASSAHY PODE DISPUTAR O SENADO (DE NOVO!)

Imbassahy diz que Serra é forte e a campanha, fraca.

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy (PSDB), está inclinado a entrar na disputa por uma das duas vagas baianas ao Senado Federal. Ou, até, ser vice de Paulo Souto (DEM) na corrida ao Palácio de Ondina. Foi o que ele deixou escapar numa entrevista ao repórter Fábio Luciano.

“Tem muita gente que deseja que eu aguarde um pouco mais para me candidatar na chapa majoritária”. Presidente estadual dos tucanos, Imbassahy diz que o crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas não preocupa o tucanato. “José Serra não está fazendo campanha eleitoral. Serra está preocupado em administrar São Paulo. Temos candidato forte e campanha fraca”.

Imbassahy ressaltou que Serra começará a campanha em abril (a campanha, oficialmente, começa em julho). O lançamento do nome do governador para a sucessão de Lula será no dia 10 de abril, em Brasília. Na entrevista, o tucano também ironizou a propaganda institucional baiana.

‘FANTASMINHA CAMARADA’ NO GABINETE DE JUTAHY

As relações da deputada estadual Ângela Sousa (PSC), com a oposição ao governador Jaques Wagner não estão vinculadas apenas ao seu filho Mário Alexandre, vice-prefeito de Ilhéus pelo PSDB e membro da executiva estadual do “tucanato”.

O advogado Marcus Vinicius Correa de Sousa, outro filho de Ângela, desde março de 2009, também tem asas e bico de tucano. O rapaz é secretário parlamentar do deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB), aliado do ex-governador Paulo Souto (DEM) e ferrenho opositor do PT. “Jutahyzinho” (assim chamava ACM) é tido como uma pessoa “da cozinha” do presidenciável José Serra.

Leia a íntegra da denúncia no Blog do Gusmão

VÍDEO SATIRIZA A REVISTA VEJA

NUVENS CINZENTAS

Marco Wense

O tempo fechou para o tucanato da Avenida Paulista. A pesquisa divulgada neste domingo (28) pelo instituto Datafolha, realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, aponta situação de empate técnico entre José Serra e a ministra Dilma Rousseff.

Na corrida para o Palácio do Planalto, Serra (PSDB) tem 32%, Dilma (PT) 28%, Ciro Gomes (PSB) 12% e Marina Silva (PV) 8%. Na última consulta, a vantagem do tucano sobre a petista era de 14 pontos. Hoje é de quatro.

É evidente que bastam só os números da pesquisa para deixar os tucanos e seus principais aliados – o DEM e o PPS – preocupadíssimos. Em apenas dois meses, a diferença caiu 10 pontos.

Outros elementos, no entanto, são mais preocupantes do que os números em si, como, por exemplo, a perda de 3 pontos de Serra na região sudeste, que tem 42% do eleitorado do país. E mais: a taxa de rejeição ao tucano subiu de 19% para 25%.

O pior, para o desespero do tucanato, é que a capacidade de transferência de voto de Lula para Dilma tem bastante oxigênio. Ou seja, 14% do eleitorado, que vai votar de qualquer jeito no candidato do presidente, ainda não sabe que Dilma é a candidata do “cara”.

Com a pesquisa do Datafolha, aumenta a pressão da cúpula do PSDB por uma composição puro sangue, com o governador Aécio Neves (MG) como vice na chapa encabeçada por Serra.

Sinceramente, não acredito que Aécio, mesmo com os emocionantes apelos do tucanato da Avenida Paulista, venha a ser o companheiro de chapa do ex-ministro do então governo FHC.

Pelo menos do meu modesto ponto de vista, a queda de Serra nas intenções de voto é um obstáculo a mais para a chapa puro-sangue. O mineiro não vai trocar uma eleição garantida para o Senado da República por uma cada vez mais duvidosa.

As nuvens para o tucanato podem até clarear. A previsão, no entanto, é de que elas fiquem mais cinzentas, bem escuras.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TUCANO APOIARÁ REELEIÇÃO DE PETISTA

Nonato (dir.) queria Wagner na disputa nacional.

O prefeito de Umburanas, Raimundo Nonato (PSDB), fez juras de amor a Jaques Wagner em praça pública, hoje. Historicamente ligado ao presidente da Assembleia Legislativa, o ex-tucano Marcelo Nilo, Nonato confessou seu desejo de ver o “Galego” candidato a sucessor de Lula. “Torci muito para o governador ser candidato à presidência da República, mas continuo sendo um aliado na reeleição para governador, este ano”.

As juras de amor ocorreram após o governador entregar obras de infraestrutura e uma unidade do Centro Digital de Cidadania. Umburanas completou 21 anos de emancipação política nesta quarta, 24.

A CRISE DO DEM

Arruda: de estrela política a detento vip.

O Democratas foi criado há menos de três anos e – tão novo – já enfrenta uma crise daquelas! O partido reservava ao governador distrital José Roberto Arruda o papel de estrela eleitoral da legenda. 2010, então… Mas não deu. Arruda caiu. E foi (está) preso.

O vice-governador do DF também era do Democratas. Paulo Octávio substituiu, interinamente, o Carequinha do Panetone. Não resistiu. Renunciou ao cargo nesta tarde de sexta-feira. Alegou que o momento exige condições excepcionais para governar e não teria encontrado estas forças para seguir em frente.

Quem assume o governo do Distrito Federal é um aliado de Arruda, o Wilson Lima (PR), presidente da Câmara Legislativa do DF. A manutenção de Octávio no poder ficou insustentável desde quando a Polícia Federal descobriu suposta participação do vice também no esquema de corrupção de Arruda, o homem do panetone.

E o escândalo afeta o DEM justamente em um ano em que eleitores vão às urnas para escolher de deputados estaduais e federais a senadores, governadores e presidente.

Qual será o impacto da atual crise no capital eleitoral do ‘menino’ DEM? Uma das lideranças do partido, o deputado Rodrigo Maia, tentou lamber as feridas: “o partido fica sem governo, mas com os seus princípios”. Enigmática. Quais seriam esses princípios?

Às vésperas das eleições de 2010 o DEM experimenta um tombo semelhante ao do seu “algoz”, o PT, que soube se refazer após as denúncias do Mensalão, apoiado na máquina central e na popularidade do governo Lula.

Diferenças existem. Os ‘vermelhos’ eram os detentores do poder central. E resistiram. O escândalo dos ‘demos’ é de impacto imprevisível. Nos subterrâneos da política, certeza é que Arruda irrigou os companheiros de partido em diversas campanhas.

Passado o afastamento do governador do DF, agora vem a parte mais dolorosa, pois a Câmara Legislativa analisará pedido de impeachment do ‘hômi’. A essa altura, o carequinha elogiado – e amigo – do governador José Serra (PSDB) e do presidente Lula (PT) talvez não tenha forças para manobrar e evitar a ‘espada’.

Dólar na cueca, dinheiro na meia… Depois do ‘roubolation’, vai começar o ‘rebolation’.

BANCADA DO CACAU

Marco Wense

O movimento em defesa do voto regional, tendo como alvo principal o eleitorado do sul da Bahia, especificamente de Itabuna e Ilhéus, é coisa do passado.

Com o intuito de fortalecer a representatividade política da região cacaueira, elegendo deputados federais e estaduais comprometidos com a terra, o movimento foi logo denominado de “Bancada do Cacau”.

O receio de magoar o forte carlismo, nitidamente contrário ao voto regional, fez com que as entidades, clubes de serviços, OAB, CDL, ACI e muitos outros órgãos começassem um processo de boicote contra a “Bancada do Cacau”.

Como não bastasse o então Partido da Frente Liberal (PFL), as agremiações partidárias de esquerda, com destaque para o PCB e PC do B, eram contra o movimento, já que dependiam dos votos de Itabuna e Ilhéus para eleger seus deputados.

O carlismo e os comunistas, com uma parcela significativa de petistas, se uniram para derrubar o voto regional. Os jornais da época até que ensaiaram uma defesa do movimento, mas logo desistiram.

A “Bancada do Cacau” foi marcada por muito cinismo. Lideranças políticas e empresariais davam declarações públicas de apoio. Mas, nos bastidores, na calada da noite, tramavam contra a iniciativa do voto regional.

Hoje, a “Bancada do Cacau” é apenas uma lembrança de um tempo de muito romantismo político, quando se tinha uma verdadeira preocupação com a próxima geração. Tudo desprovido de demagogia e hipocrisia.

Por culpa dos “nossos” parlamentares, que preferem direcionar os recursos provenientes das suas emendas para outras bandas da Bahia, o voto regional sucumbiu para sempre.

ESQUECERAM DE TUDO!

Os tucanos, obviamente do PSDB, cometeram uma injustiça com Paulo Souto, então candidato (reeleição) ao governo da Bahia na eleição de 2006, quando foi derrotado por Jaques Wagner logo no primeiro turno.

O tucanato dizia que Souto e o soutismo eram sinônimos de atraso. Pregava por todos os cantos que a Bahia precisava de uma urgentíssima mudança. Essa mudança era Jaques Wagner (PT).

O ex-prefeito de Salvador e presidente estadual da legenda, Antonio Imbassahy, diz agora que “a Bahia precisa avançar”. De repente, o petista Wagner é o atraso e o democrata Paulo Souto a solução de todos os problemas.

Como a falta de memória é ingrediente inerente ao eleitor brasileiro, os políticos deitam e rolam.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O PLEBISCITO COMEÇOU

Marcos Coimbra

O que o ex-presidente fez, ao aceitar o desafio do atual, concretiza o quadro imaginado por Lula. Será que FHC se sairá dele tão bem quanto imagina?

Tucanos e petistas, com suas adjacências, passaram boa parte da semana discutindo sobre quem fez mais nos períodos em que governaram. Foi um debate de “alto nível”, não pelo clima em que transcorreu, mas por ter envolvido os notáveis dos partidos, sem deixar de lado a ministra Dilma.

Tudo começou, como sabemos, com o artigo de Fernando Henrique Cardoso publicado domingo último, intitulado “Sem Medo do Passado”. Nele, o ex-presidente diz que aceita o desafio de comparar seu governo ao de Lula, provavelmente por entender que, na comparação, é ele quem ganha.

Não deixa de ser um gesto de coragem, indispensável a quem exerce um papel de liderança intelectual e política no conjunto das oposições. Com o artigo, FHC mostra que não está disposto a permanecer acuado pela ameaça do plebiscito e que vai enfrentar “o touro a unha”, como se dizia antigamente.

Ou seja, para ele, o embate plebiscitário que Lula propõe começou, sendo seu texto (e as reações que provocou no PT) apenas o primeiro round. É como se dissesse que, se é inevitável que a eleição presidencial deste ano se torne um plebiscito, que seja feito e que comece logo: “Podem vir quentes, que eu estou fervendo!”.

Foi Lula quem inventou essa ideia de eleição plebiscitária. Ainda no final de 2007, ele passou a defendê-la, afirmando que os eleitores deveriam ser convidados a fazer uma escolha na hora de votar: se estivessem de acordo com seu trabalho nos últimos 8 anos, que votassem na candidatura que representa sua continuidade. Quem gostasse dele, que votasse em Dilma.

Até aí, nada demais. É natural que um partido que está no governo tenha um candidato identificado com a continuação (ainda mais quando conta com mais de 80% de aprovação). Já vimos isso mil vezes no plano estadual e municipal, e ninguém acha estranho. Pode ser que o indicado seja uma pessoa conhecida, que já disputou eleições e tem notoriedade. Mas não necessariamente, pois o candidato do governo pode ser até um completo desconhecido. Vem daí a ideia de “poste”, que reaparece com frequência nas situações em que administrações bem-sucedidas são representadas por candidatos sem grande biografia.

Assim, depois de ter ficado oito anos no poder, nada mais compreensível que o PT tenha uma candidata cuja proposta básica é manter as coisas como estão. O fato de Dilma ser pouco conhecida pelo eleitorado é quase irrelevante, como foi no caso de vários outros candidatos com perfil semelhante (a maioria dos quais vitoriosa, é bom lembrar).

O interessante no plebiscito que Lula quer fazer acontece fora do PT. Para começar, ele pressupõe que o vasto condomínio partidário que se representa em seu governo se coligue formalmente em torno da ministra, o que tem como primeira consequência que o tempo de propaganda eleitoral de todos os partidos será somado e oferecido a ela. Hoje, pelo andar da carruagem, falta pouco para isso seja confirmado.

Mas o mais interessante é que o plebiscito não é, propriamente, algo que saiu de sua cabeça. Antes, é sua resposta a algo que ele considerava inevitável, a candidatura de Serra. Foi procurando se adaptar a ela que a estratégia do plebiscito foi elaborada.

Se as oposições estavam prontas a marchar unidas em torno do governador, ex-ministro e candidato sempre apoiado por FHC, o cenário de um plebiscito entre os dois presidentes estava montado. Bastava fazer o mesmo de seu lado, com sua colaboradora como candidata, que o eixo da eleição poderia ser deslocado para uma escolha entre quem foi melhor como presidente, Lula ou Fernando Henrique?

Ao longo da semana, o sistema político se posicionou nos termos do plebiscito desejado por Lula. Todas as oposições tiveram que se pronunciar, defendendo FHC e assumindo a defesa de seu governo. Do lado do presidente, foi com gosto que seus correligionários mostraram sua preferência por Lula.

O plebiscito, de fato, começou. O que o ex-presidente fez, ao aceitar o desafio do atual, concretiza o quadro imaginado por Lula. Será que FHC se sairá dele tão bem quanto imagina? Será que consegue recuperar sua imagem nos próximos 8 meses, fazendo o que não conseguiu nos últimos 8 anos?

Marcos Coimbra é diretor do Vox Populi (artigo publicado no Correio Braziliense).

BORGES E O SENADO

Marco Wense

Borges e Dilma Rousseff.

O senador César Borges, cria política de Antônio Carlos Magalhães (ACM), presidente estadual do PR, quando questionado sobre sua posição diante da sucessão do governador Jaques Wagner, diz que tem “mais afinidade com o DEM, mas…”.

É esse “mas” que preocupa os democratas e, principalmente, o pré-candidato Paulo Souto. O “mas” de Borges pode ter várias interpretações, mas nenhuma delas a favor do soutismo.

Uma das interpretações é que o “mas” se refere a confortável posição de Wagner nas pesquisas de intenção de voto, com a possibilidade de reeleição já no primeiro turno.

Se esse “mas” diz respeito aos resultados das consultas populares, o senador vai buscar sua reeleição na chapa majoritária encabeçada pelo candidato com mais chances de vitória.

César Borges, ex-governador da Bahia, aquele da “água e óleo não se misturam”, fazendo uma alusão ao então PFL e ao PT, se acha, como diz o ditado popular, o “rei da cocada preta”.

DILMA E O PSDB

O tucanato, infantilmente e ingenuamente, entra no jogo do popular e carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o petista dos petistas. O petista-mor.

É perda de tempo ficar questionando na justiça que o presidente Lula faz campanha antecipada para Dilma Rousseff. Fica parecendo que o PSDB está com medo da ministra (Casa Civil).

Os tucanos erram quando atacam a pré-candidata do PT, chamando a petista de “liderança de silicone”, “ventríloquo” e “Frankenstein”. A impressão, principalmente no eleitorado feminino, é que existe um preconceito contra a figura da mulher na política.

Se os tucanos continuarem com essa política de agressão pessoal, de desqualificar a ministra, a vaca vai para o brejo mais cedo. Depois, a Inês é morta. Não adianta chorar o leite derramado.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

SE VOCÊ FOSSE JOSÉ SERRA, FICARIA ONDE ESTÁ OU QUERIA O LUGAR DE LULA?

Serra tem Dilma cada vez mais pertinho. E aí?

As últimas pesquisas sobre a sucessão presidencial mostram cada vez mais a “simpática” ministra Dilma Rousseff (PT) coladinha no governador José Serra (PSDB). Há quem aconselhe o tucano a disputar a reeleição em Sum Paulo e deixe a disputa para um azarão ou coisa que o valha. Os últimos números poderiam ajudá-lo (ou não!) na tomada de decisão.

De qualquer forma, estamos há oito meses da eleição e há muita água a passar por debaixo da ponte. Abaixo, os últimos números de consulta (tracking) realizada pelo Partido Verde, da ex-ministra e pré-candidata a presidente Marina Silva. Os dados foram publicados no blog de Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo.

1. pesquisa estimulada direta – sem identificação dos candidatos, seus históricos e por quem são apoiados:

Serra – 38%

Dilma – 26%

Ciro – 11%

Marina – 7%

2. pesquisa estimulada – com identificação do histórico dos candidatos e por quem são apoiados (por exemplo, dizendo que Dilma é ministra do governo Lula e é a candidata apoiada por Lula ou que Marina Silva é do PV e defende a causa ambientalista)

Serra – 35%

Dilma – 30%

Ciro – 11%

Marina – 9%

Na sondagem sobre o segundo turno, os cenários Serra/ Dilma resultam em 48% para o tucano contra 32% da petista quando não há identificação dos candidatos. Quando ambos são identificados, o resultado muda para Serra com 44% X Dilma com 38%.

MARÃO FORA DO PSDB É IMPOSIÇÃO DE WAGNER A NEWTON

Parece que o governador Jaques Wagner vai conseguir o que queria.

Ao fechar acordo político com Newton Lima (PSB), no início do mês passado, o petista impôs ao prefeito de Ilhéus uma engenharia política que tirasse o vice-prefeito Mário Alexandre, o Marão, da aba de Paulo Souto e o filiasse a um partido da base governista. O mesmo foi exigido em relação ao secretário de Serviços Urbanos, Carlos Freitas. Esta engenharia foi adiantada há duas semanas pelo Pimenta (confira aqui).

Segundo informações do Blog do Gusmão, Marão está batendo asas para abandonar o ninho tucano. O vice-prefeito pode ir para o PSC, que não está fechado eleitoralmente com Wagner, mas Geddel Vieira Lima (PMDB), ou qualquer outro dos pequenos partidos que dão apoio ao governo estadual.

VOX POPULI: DILMA EMPATA COM JOSÉ SERRA NO RJ

Pesquisa Vox Populi sobre intenções de voto para presidente aponta empate técnico entre José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) no Estado do Rio de Janeiro. O tucano está com 27% entre os eleitores fluminenses. A petista tem 26%. Ciro Gomes (PSB) obtém 14%. Marina Silva tem 9%.

Os dados completos devem ser divulgados nesta segunda-feira (25.jan) pela TV Bandeirantes. O Rio de Janeiro é o terceiro maior colégio eleitoral do país, atrás de São Paulo (1º) e Minas Gerais (2º).

No mesmo cenário pesquisado pelo Vox Populi, mas com metodologia diferente, o Datafolha havia apurado os seguintes resultados: Serra com 29%, Dilma com 21%, Ciro com 14% e Marina com 12% – margem de erro de 3 pontos percentuais. A pesquisa foi realizada de 14 a 18 de dezembro do ano passado.

Informações do Blog de Fernando Rodrigues

PREFEITO DE ALAGOINHAS APOIARÁ WAGNER

Há pouco, em praça pública, o prefeito de Alagoinhas, Paulo César (PSDB), anunciou que apoiará a reeleição do governador Jaques Wagner (PT).

Se a decisão pega de surpresa o diretório estadual do PSDB (que apoiará o democrata Paulo Souto), o que dizer do ex-prefeito Joseildo Ramos (PT)?

Ele foi simplesmente chamado ao palanque para comemorar a aliança “em favor da cidade”. E o convite partiu do próprio Paulo César (prefeito reeeleito em 2004, Joseildo apoiou outro candidato em 2008, o também petista Elionaldo).

Wagner visita Alagoinhas para inauguração de um centro de referência em saúde do trabalhador (Cerest) e também anuncia obras como a duplicação da estrada de acesso ao município. Não contava com a boa nova vinda do PSDB.

DESAFIO À LEI DE NEWTON

Newton: amarrações por apoio petista.

Newton: amarrações.

O acordo que selou o apoio do prefeito Newton Lima (PSB) ao governador Jaques Wagner e a presença do PT no governo ilheense teve algumas amarrações, que também podem ser perfeitamente entendidas como condicionantes do Palácio de Ondina.

O prefeito recebeu a missão de convencer o seu vice, Mário Alexandre (PSDB), a desembarcar da canoa do ex-governador Paulo Souto e apoiar a reeleição de Wagner. Nesse balaio de acordos (ou seria de gatos?), Marão deixaria o PSDB para embarcar em uma legenda da base aliada do governador petista.

Na mesma linha, o prefeito também abre mão do comando do PTB ilheense, hoje presidido pelo seu alterego Carlinhos Freitas, secretário de Serviços Urbanos. O PTB faz parte do arco de alianças do ministro Geddel Vieira Lima, devidamente brigado com Wagner. Então, faria bem desembarcar de projeto de terceiros…

Em resumo, a articulação política do governador Jaques Wagner quer de Newton sinais de fidelidade ao projeto ao qual se integrou. Marão está bem, obrigado!, no PSDB. A engenharia é tortuosa, dificílima, com certeza – mas nada que não possa ser superado com aquilo que sem o qual político nenhum sobrevive (cargos!). Quanto a Freitas, este faz tudo que Newton quiser.

As amarrações são estas, mas resta saber se Newton estaria disposto a tal, pois não é lá de fazer política. Ou seja, literalmente, é um desafio à principal lei do prefeito ilheense: governar sem fazer… política.

O SILÊNCIO DE LÚCIO

Marco Wense

Lúcio ao lado de Geddel: calou a boca.

Lúcio ao lado de Geddel: um silêncio estranho.

O presidente estadual do PMDB, o polêmico e irreverente Lúcio Vieira Lima, irmão do ministro Geddel, na defesa do partido e dos peemedebistas, não deixa pedra sobre pedra.

No entanto, para a surpresa de todos, principalmente dos correligionários mais próximos, Lúcio optou pelo inesperado silêncio em relação ao artigo de Antonio Imbassahy (Jornal A Tarde, edição de 31-12-2009).

Antes de publicar alguns trechos, é bom lembrar que Imbassahy é o presidente estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O alvo é o prefeito de Salvador, o peemedebista João Henrique.

“É o retrato de uma administração marcada pela permissividade e ação midiática nocivas à vida da cidade”.
“A falta de planejamento e a imensa quantidade de promessas não-cumpridas, ainda presentes na memória de muitos, irritam os cidadãos”.

“Da bandeira do combate aos impostos prevaleceu a impostura! Tudo isso revela oportunismo e enganação, e leva ao descrédito e quebra de confiança da população junto à autoridade municipal”.

Comparando o seu governo – Imbassahy foi prefeito de Salvador – com o de João Henrique: “Salvador era bem-cuidada, com a autoestima da sua gente elevada, o que nos permitia seguidas avaliações positivas em várias pesquisas de opinião”.

E mais: “A administração da capital é, entre as avaliadas, a pior do país, algo que envergonha a nossa cidade”. E finaliza: “Em 2010, melhor sorte para a nossa amada Salvador”.

Pois é. O Lúcio, aquele Lúcio que não leva desaforo para casa, o Lúcio sem papas na língua, que chamou a então candidata Juçara Feitosa (PT) de “farofeira”, não disse nada. Ficou calado.

O comandante-mor do peemedebismo não quer nenhum tipo de atrito com os democratas e tucanos. Como acredita em uma disputa de Geddel com Wagner no segundo turno, espera o apoio do DEM e do PSDB.

E o prefeito João Henrique, que é a segunda maior liderança do PMDB da Bahia, que foi o alvo principal das bicadas de Imbassahy, vai ficar calado?

Quem cala, consente. Diz a sabedoria popular, infinitamente com mais crédito do que a “sabedoria dos políticos”, quase sempre voltada para a malversação do dinheiro público.

DEMOCRACIA

Se depender da família Carneiro, o pré-candidato Paulo Souto, do Partido Democratas (DEM), não retorna ao Palácio de Ondina, sem dúvida a morada mais disputada e cobiçada da Bahia.

O senador João Durval (PDT) e o prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), são eleitores do ministro Geddel. O deputado Sérgio Carneiro (PT) e Luiz Alberto (PSB) vão votar na reeleição do governador Jaques Wagner.

O papai João Durval segue a orientação política do prefeito João Henrique. O voto de Yeda Barradas, a simpática mamãe, é uma grande dúvida. Na opinião da modesta coluna, esse enigmático voto é para Jaques Wagner.

Sem nenhum tipo de pressão e constrangimento, João Henrique, Sérgio Carneiro e Luiz Alberto procuram o seu próprio caminho. Além de filhos de João e Yeda, são também da democracia.

DILMA BATE JOSÉ SERRA NA BAHIA

Visitas da ministra ao estado refletem na pesquisa (Foto Manu Dias).

Visitas da ministra Dilma Roussef ao estado refletem na pesquisa Datafolha (Foto Manu Dias).

Quem diz é o instituto Datafolha: no levantamento nacional em que a ministra Dilma Roussef diminui de 20 para 14 pontos percentuais a diferença em relação a José Serra, a presidenciável também ultrapassa o tucano.

Dilma obtém 34% ante 30% de Serra. Como a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estariam empatados tecnicamente. Os dados foram revelados na Folha deste domingo.

Esta também será a semana da leva de pesquisas do Datafolha sobre a sucessão estadual. Um destes levantamentos mostra o cenário na Bahia.

Na última pesquisa que se tem notícia (confira), o governador Jaques Wagner (PT) aparecia com 48,4% dos votos, Paulo Souto (DEM), 26,4%, e o peemedebista Geddel Vieira Lima, 12%. Hilton Coelho (PSOL) figurou com 1,5%.

E agora?

“DECISÃO DE AÉCIO DEMONSTRA GRANDEZA”, DIZ JUTAHY

Jutahy comemora decisão de Aécio Neves (Foto Divulgação).

Jutahy comemora decisão de Aécio Neves.

Deputado federal e maior liderança do PSDB baiano, Jutahy Júnior esteve ontem em Itabuna para participar de um evento regional dos tucanos. Ele também comentou a decisão do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que abandonou a disputa à presidência da República para apoiar José Serra.

Para o deputado federal baiano, Aécio deu “demonstração de grandeza, humildade e compreensão do momento político nacional”. Serrista roxo, Jutahy diz que o governador mineiro reconheceu que o “governador [paulista] José Serra estava em uma situação melhor e, por isso mesmo, abriu mão da sua candidatura”.

Jutahy considera arriscado a antecipação do debate eleitoral. Ao repórter Fábio Luciano, disse que a confirmação de Serra deve ocorrer só em março. “Não tem que antecipar a campanha”, disse. O parlamentar e ex-ministro revelou sua felicidade com as decisões tucanas. “Sempre defendi o nome do Serra para presidente”.

Jutahy justifica a sua escolha ao lembrar a condição de Serra como líder das pesquisas de intenções de voto e a sua experiência como ministro, senador, deputado, secretário de estado, prefeito de São Paulo e governador paulista. “[Serra] é um homem que está maduro para ser o Presidente da República”.








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