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:: ‘PSDB’

MARINA É, SIM, CANDIDATA À PRESIDÊNCIA

paixaobarbosaPaixão Barbosa

Detentora de uma significativa marca – mais de 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010 – e ostentando índices também significativos nas últimas pesquisas de opinião na corrida para 2014, a ex-senadora Marina Silva surpreendeu a quase todo o mundo político ao optar pelo ingresso no PSB, depois de ver naufragar nos meandros legais do TSE a sua Rede Sustentabilidade, que ainda pretende ser um partido político sem os desgastes e as marcas negativas que as legendas atuais carregam consigo. A surpresa, contudo, foi mais pela opção de entrar num partido que já tem um pré-candidato definido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do que pelo fato de não aceitar os conselhos recebidos de se manter à margem da disputa de 2014, preservando, assim, a imagem de pureza com que ela fez questão de dourar a ideia da sua Rede.

Afinal, por maior que seja o desejo de apresentar-se para a disputa com uma proposta de partido bastante diferenciada dos demais, não seria possível imaginar que Marina Silva atendesse à banda dos seus seguidores que preferiam vê-la fora da campanha a decidir reingressar no sistema eleitoral num partido tradicional e, portanto, capaz de carregar no seu DNA as mazelas que tanto têm desgastado as legendas tradicionais. Até porque Marina, embora faça questão de manter um discurso diferenciado, lembrando sempre que sua luta não tem os mesmos estímulos dos políticos considerados tradicionais e sim são gerados pela vontade de transformar profundamente as bases sociais do Brasil, correria um risco muito grande de perder visibilidade ao ficar sem palanque por mais quatro anos, especialmente num País no qual os eleitores têm memória de peixe, ou seja, quase nenhuma.

Assim, para analistas políticas e também para as chamadas “cobras criadas” da cena política nacional, a ex-senadora seria obrigada a participar, de algum modo, das eleições do próximo ano e, com a frustração provocada pela decisão do TSE, o único caminho seria mesmo ingressar numa legenda já formada. Tanto que foram várias as legendas que se ofereceram para abrigá-la e aos “marineiros”, como são chamados seus seguidos mais fiéis. Todas de olho no patrimônio eleitoral que Marina conquistou em 2010 e que as pesquisas de opinião recentes revelam que ela está mantendo.

Inesperada mesmo foi a decisão de ingresso no PSB. Nem tanto pela imagem da sigla, uma vez que a legenda socialista tem sido vista no Brasil como uma espécie de segundo time de muita gente, ou seja, mesmo os que não votam em seus candidatos manifestam simpatia pelo partido criado em 1947 e que teve no baiano João Mangabeira um dos seus fundadores e principais ideólogos. Extinto em 27 de outubro de 1965, pelo Ato Institucional nº 2, promulgado pelo governo ditatorial, o partido foi recriado oficialmente em 1988, mas nunca ocupou um espaço tão significativo na cena política nacional que lhe pudesse atrair desafetos. O que, ao lado de não ter tido nenhum figurão dos seus quadros envolvidos nos recentes escândalos de corrupção, contribuiu para ter a imagem simpática já citada.

Ao entrar no PSB, Marina aumentou as preocupações do PT e de Dilma Rousseff, além de deixar Aécio Neves e o seu PSDB também de cenho franzido, como sempre acontece quando um fato novo acontece no cenário político e, além de se constituir uma surpresa, carrega potencial de provocar alterações num quadro até então estável e no qual vinham se baseando as análises para 2014. Mas, além da surpresa e do incômodo gerados, o gesto da ex-senadora deixou no ar uma grande interrogação a respeito do que realmente Marina deseja para seu futuro imediato, ou seja, em relação às eleições de 2014.

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LUISLINDA TUCANA

luislindaColuna Tempo Presente (A Tarde)

Depois de ter conversado com a senadora Lídice da Mata e admitir a possibilidade de disputar o Senado pelo PSB, a desembargadora aposentada Luislinda Valois fixou o prumo em direção oposta. Com honras e pompas, filiou-se ao PSDB ontem.

O ato foi em Brasília, sob as bênçãos do senador Aécio Neves, do deputado Jutahy Júnior e do pré-candidato do partido ao governo baiano, João Gualberto. Em suma, sinalizou à esquerda, mas dobrou à direita.

Ela vai tentar se eleger deputada federal.

TUCANOS FATURAM COM BAIXAS NO PCdoB

Jonga assina ficha, ao lado de João Gualberto e observado pelos deputados Augusto Castro e Adolfo Viana

Jonga assina ficha, ao lado de João Gualberto e observado pelos deputados Augusto Castro e Adolfo Viana

Duas perdas foram contabilizadas neste início de semana no PCdoB e viraram motivo de comemoração no PSDB baiano. Ontem (30), em Salvador, o ex-prefeito do Prado, João Alberto Amaral, o “Jonga”, até então comunista, assinou a ficha tucana, abonada pelo pré-candidato ao governo do Estado, João Gualberto, e pelos deputados estaduais Augusto Castro e Adolfo Viana.

O site Bahia Notícias chegou a anunciar que o ex-prefeito será candidato a deputado estadual, mas na verdade ele está comprometido com a candidatura de Augusto à reeleição. A contrapartida virá em 2016, quando Jonga deve tentar seu retorno a Prefeitura do Prado, município do extremo-sul da Bahia.

Outra baixa registrada entre os comunistas foi a de Oziel Bastos, o “Oziel da Ambulância”, segundo colocado na disputa pela Prefeitura de Camacan em 2012. Já fora do partido, ele ainda não escolheu sua nova legenda, mas está de paquera com o PSDB.

As duas desfiliações devem fazer falta na campanha do presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, que disputará cadeira na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, afirmam que “o botijão do comunista está perdendo gás”.

ADESÃO AO NINHO TUCANO

Tato (esq.), quando era recebido no PSDB

Ex-prefeito de Cachoeira, no Recôncavo, Fernando Antônio Pereira da Silva, o “Tato”, deixou o PP e filiou-se ao PSDB. A mudança foi confirmada neste sábado, 28, num encontro em que estavam presentes o deputado federal Jutahy Júnior, os estaduais Augusto Castro e Adolfo Viana, e o pré-candidato tucano ao governo, João Gualberto.

Tato governou Cachoeira de 2005 a 2012, conseguindo sua reeleição em 2008 com 85% dos votos válidos. Em 2010, o ex-gestor apoiou o petista Jaques Wagner, mas agora afirma confiar no PSDB e no projeto do partido para a Bahia. Informações do Bahia Notícias

GEDDEL COM AÉCIO

Geddel: irregularidades em convênios (foto Bah

O governador Jaques Wagner há muito tempo anda queixoso por causa da estranha condição do peemedebista Geddel Vieira Lima, que, apesar de ocupar cargo de confiança no Governo Federal – é vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica -, vive dando estocadas no PT.

As queixas de Wagner devem aumentar, agora que Geddel está de affair  com o senador Aécio Neves, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB. Manifestações de carinho recíproco ocorreram na última sexta-feira, 20, quando da visita do tucano a Salvador.

Diante de um elogio de Aécio, Geddel afirmou que não tem a menor dificuldade em conversar (leia-se “apoiar”) o senador para a sucessão de Dilma, acrescentando que este poderá ser o caminho natural, dadas as relações do PMDB da Bahia, onde tem se alinhado com DEM e PSDB e combatido o governo do petista Wagner.

Aliás, Geddel declarou não apenas a facilidade de diálogo com Aécio, mas também com Eduardo Campos e Marina Silva, outros dois presidenciáveis.

Pelo visto, há dificuldade apenas com Dilma.

DEPUTADO RESPONSABILIZA GOVERNO POR PARALISAÇÃO DE OBRAS EM BARRAGEM

Augusto Castro visitou canteiro de obras nesta terça-feira

Augusto Castro visitou canteiro de obras nesta terça-feira

Em pronunciamento duro na sessão desta terça-feira, 3, na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) acusou o governo estadual de não repassar os recursos destinados às obras de construção da barragem no Rio Colônia, em Itapé. As verbas são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o tucano, o projeto foi paralisado seis meses após o início da execução, o que compromete o cronograma das obras, que deveriam estar concluídas em setembro de 2014.  “O estado não está repassando o recurso do PAC e os moradores da região estão preocupados. É preciso investir nesta obra para que Itabuna retome o crescimento”, declarou o deputado.

Augusto Castro esteve em Itapé nesta terça e verificou que o canteiro de obras da barragem está sendo desmontado. Ele destacou que a obra, orçada em R$ 18 milhões, beneficiará mais de 340 mil pessoas, de Itapé, Itabuna e Itaju do Colônia.

PSDB VAI “TURBINAR” JOÃO GUALBERTO

João Gualberto é aposta tucana.

João Gualberto é aposta tucana para 2014.

A cúpula do PSDB vai dar uma “turbinada” no nome de João Gualberto, ex-prefeito de Mata de São João. Os tucanos sonham fazer do empresário o nome das oposições na Bahia na sucessão estadual em 2014.

Durante a convenção nacional tucana, no último sábado, 18, em Brasília, o deputado federal Jutahy Júnior tratou de anunciá-lo como o nome do partido nas eleições de 2014. Os oposicionistas também trabalham Geddel Vieira Lima (PMDB) e José Ronaldo (DEM).

Os dirigentes tucano levam em conta, também, o que entendem como capacidade de aglutinação de Gualberto, além do seu histórico como prefeito do município do litoral norte baiano e o fator “novidade” no processo. No pacote de intenções tucanas, Gualberto aparecerá nas inserções estaduais do partido neste final de maio, início de junho na propaganda gratuita na TV.

AZEVEDO NO PSDB

Azevedo foto Pimenta www.pimenta.blog.brO ex-prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, terá conversa de pé-de-ouvido com o prefeito de Salvador, ACM Neto, na próxima quinta-feira, 25. Deverá anunciar a sua (a dele, claro!) saída do DEM.

Azevedo, o escorregadio, está de malas prontas para ingressar no PSDB, por onde deve concorrer a uma vaga à Câmara Federal. Mas tudo dependerá da conversa da próxima quinta.

O ex-prefeito acredita que o cenário em Itabuna lhe é propício. Avalia que, passados 100 dias de Governo Vane, o clima na cidade é de frustração eleitoral.

 

Maioridade penal – ou sua vida não vale uma bala

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Só rogo que pelo menos expliquem à sociedade, principalmente aos que sofrem com a perda de seus filhos, quais as suas posições: a favor ou contra a sociedade?

 

Mais uma vez o Brasil assiste, passivamente, um verdadeiro “jogo de empurra” entre a sociedade e as autoridades. Desta vez, é o projeto de lei da maioridade penal, que prevê punições mais rígidas para menores de 18 anos. Apresentada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, trava os primeiros embates, mesmo antes de chegar ao Congresso Nacional.

Ao que tudo indica, a simples ideia de apresentar a proposta provocou a velha e idiota rivalidade entre os dirigentes e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Mesmo antes de ser analisado, membros do Governo Federal, a começar pela presidenta da República, Dilma Rousseff, se posicionam contrariamente ao projeto.

Para não fugir à regra, os ministros e assessores também apoiam a presidenta, se manifestando pela execração pública da proposta. Para nossas autoridades, menor é menor e assim deve ser tratado como tal, não importa que utilizem, de forma useira e vezeira, dessa prerrogativa para praticar crimes que continuarão no rol dos esquecidos, ou melhor, dos injustiçados.

Injustiçados, sim, pois a exceção se transformou em regra e os menores são cada vez mais utilizados pelos maiores na consumação de crimes torpes, violentos. Sim, porque quando a “casa cai”, como se diz no jargão policialesco, são esses menores quem assumem a culpa pelas mortes, mesmo que não tenham sido praticadas por eles.

Pouco importa quem morreu e qual a causa. De acordo a tipificação penal, são liberados após serem os pais chamados à delegacia e assinarem um termo de responsabilidade para apresentarem seus filhinhos à Justiça, quando intimados. Outros, a depender da gravidade do crime, vão para estabelecimentos socioeducativos, ditos apropriados e aceitos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

A sociedade muda, contudo as leis, para nossas autoridades, não precisam acompanhar essa evolução. Deve dar muito trabalho encaminhar propostas de mudanças para o Congresso Nacional, convencer os parlamentares dessa premente necessidade. E têm razão: esses projetos levam anos para serem elaborados por técnicos e logo desfigurados no Congresso Nacional.

Além dos compromissos dos congressistas, uma legião de instituições dita defensoras dos direitos humanos desfila diuturnamente fazendo lobby na Câmara e Senado. Cada qual com os seus interesses, ressalvados nos contratos que mantém com os entes públicos. São as chamadas organizações não-governamentais, sustentadas com o dinheiro do tesouro público.

Enquanto a guerra é travada nos bastidores, nossos menores de 18 anos chefiam quadrilhas, roubam, matam inocentes a troco de um aparelho telefônico celular, um par de tênis, um relógio comprado numa das bancas de camelôs do centro da cidade. Desmoralizam instituições como a polícia, dirigindo escárnios e ameaças aos policiais.

Os menores marginais têm o direito de escolher o presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais, governadores, prefeitos e vereadores. Não posso afirmar, mas ao que parece, essa defesa de responsabilizá-los pode decorrer de um acordo feito em troca do voto. Cada qual no seu cada qual. Uns agem em Brasília, outros no restante do Brasil.

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CÚPULA DO PSDB EM ITABUNA

A cúpula do PSDB baiano estará em Itabuna, na próxima sexta, 19, para inauguração da nova sede tucana em Itabuna. A nova sede funcionará na Rua Manoel Fogueira, 43, próximo ao Hotel Distak. A inauguração está prevista para as 18h30min e reunirá, além dos figurões tucanos na Bahia, deputados, prefeitos e vereadores.

GABRIELLI NEGA CRISE NA PETROBRAS E DIZ QUE TUCANOS “FALSEIAM REALIDADE” DA EMPRESA

Gabrielli durante evento em Itabuna (Foto Marcos Souza/Pimenta).

Gabrielli em Itabuna (Foto Marcos Souza/Pimenta).

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli disse que os ataques da oposição ao período em que ele comandou a estatal do petróleo têm como foco não a disputa estadual de 2014, da qual se revela pretendente a sucessor do também petista Jaques Wagner. O alvo, para ele, é a gestão da presidente Dilma Rousseff.

– Essa é uma questão nacional que nada tem a ver com a disputa local. É nacional, em relação à Petrobras. O PSDB e a oposição ao Governo Dilma estão querendo bombardear a Petrobras, e não a minha gestão. O foco não sou eu – disse em entrevista ao PIMENTA.

Gabrieli diz que a empresa saiu de um lucro médio de R$ 1,1 bilhão com os tucanos, em 2002, para R$ 25 bilhões sob o período Lula-Dilma Rousseff. E aproveita para se capitalizar. “Os cinco maiores lucros obtidos pela Petrobras foram sob a minha direção”. Para ele, os tucanos “estão falseando a realidade” financeira da Petrobras.

O secretário é um dos nomes petistas na disputa à sucessão do governador Jaques Wagner. Gabrielli é apontado como o queridinho de Lula ante nomes como os de Walter Pinheiro e Rui Costa, este último com o apoio de Wagner.

Também de olho em 2014, o homem do Planejamento iniciou périplo pelo estado há dez dias. O pretexto é discutir problemas e soluções nos quase 30 territórios de identidade da Bahia. De quebra, aproveita para vitaminar o próprio nome, colocando-se em contato com líderes políticos e comunitários, a exemplo do que ocorreu em Itabuna, no projeto “Diálogos Territoriais”, com a companhia dos deputados Geraldo Simões e Rosemberg Pinto, que defendem o nome de Gabrielli na sucessão estadual.

Confira a entrevista.

Blog Pimenta – Como esta série de diálogos pode ser útil à sociedade e ao governo?

José Sérgio Gabrielli – Esse Diálogo permite troca de opiniões sobre o que foi feito e qual é a visão que o seu território tem dos seus principais problemas. Isso vai fazer com que nós processemos essas informações e reorientemos as ações de governo, além de observar no que essa reorientação pode implicar nas ações da gestão.

BP – O que foi identificado de deficiências na atuação do Estado no Território Litoral Sul?

JSG – Senti muito uma visão de que o governo está fazendo as obras estruturantes, que as grandes questões estão sendo tratadas pelo governo, mas há uma diferença entre os pequenos e os grandes municípios da região. O governo está precisando dar um pouco mais de atenção a essas questões internas do Litoral Sul, especialmente aos municípios menores.

gabrielli jan1 foto marcos souza www.pimenta.blog.br

PORTO SUL – Esse processo não está parado, está em andamento. Está mais lento que nós gostaríamos, mas não está parado.  [A lentidão] É resultado da legislação brasileira e da ação do Ministério Público Federal.

BP – A lentidão no andamento do projeto Porto Sul tem sido ponte de fortes críticas ao governo. A Bamin reivindica a cessão da área do terminal privativo. Por que essa cessão não ocorreu até agora?

JSG – Olha, existe um processo de licenciamento ambiental que está sendo contestado pelo Ministério Público Federal e pelos órgãos ambientais. Pontos foram defendidos, foram feitas várias audiências. A licença-prévia saiu e temos que atender uma série de condicionantes.  Esse processo não está parado, está em andamento. Está mais lento que nós gostaríamos, mas não está parado.  [A lentidão] É resultado da legislação brasileira e da ação do Ministério Público Federal.

BP – A cessão não pode ocorrer enquanto não sair o licenciamento?

JSG – Na licença-prévia, você tem uma série de condicionantes, que estão sendo encaminhadas. Eu não concordo com a ideia de que estamos parados. Gostaríamos de maior rapidez, mas temos limitações que fogem ao nosso controle.

BP – Agora, falando de processo eleitoral: o PT fez reunião para discutir 2014 e o nome do senhor está incluído.

JSG – Mais importante que os nomes, o PT reafirmou a legitimidade de ter um candidato a governador. Essa é a questão central. Vamos maturar os nomes e o processo de definição.  Acho que está muito cedo para definir quem é o nome, mas o partido reafirmou, corretamente, que tem condições políticas para dar continuidade ao governo Wagner, que é do PT, e vem conduzindo de forma magnânima a ampla a base de sustentação.

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Elegemos 92 prefeitos na Bahia, temos as maiores bancadas de deputados. Por isso, [o PT] tem toda a legitimidade e vários nomes a ofertar para ser o sucessor de Wagner.

 

 

BP – E a viabilidade?

JSG – O PT tem viabilidade eleitoral porque teve um milhão de votos a mais que o segundo partido mais votado na disputa a prefeito [em 2012] no Brasil, elegemos 92 prefeitos na Bahia, temos as maiores bancadas de deputados estaduais e federais. Por isso, [o PT] tem toda a legitimidade e tem vários nomes a ofertar para ser o sucessor de Wagner.

BP – Falando do senhor, o bombardeio contra os resultados da sua gestão na Petrobras não seriam um complicador na pretensão de ser o nome do PT?

JSG – Olha, essa é uma questão nacional que nada tem a ver com a disputa local. É nacional, em relação à Petrobras. Acho que o PSDB e a oposição ao Governo Dilma estão querendo bombardear a Petrobras, e não a minha gestão. O foco não sou eu.

Gabrielli foto Marcos Souza jan2 www.pimenta.blog.brA Petrobras não está em crise. Uma empresa que teve R$ 21 bilhões de lucro em 2012, [projeta] 236 bilhões de dólares de investimentos para os próximos anos e está produzindo 300 mil barris/dia no pré-sal não pode ser caracterizada como empresa em crise.

 

BP – Mas não refletiria no nome do senhor e nas suas pretensões?

JSG – Eu venho afirmando claramente que a Petrobras não está em crise, não está com problemas. Uma empresa que teve R$ 21 bilhões de lucro em 2012, [projeta] 236 bilhões de dólares de investimentos para os próximos anos, que está fortemente caminhando para crescer na produção e já está produzindo 300 mil barris por dia no pré-sal não pode ser caracterizada como uma empresa em crise. Essa é a questão central. Estão falseando a realidade [da Petrobras].

BP – Como se explica o fato de a empresa deixar de ser a de maior valor do Brasil?

JSG – Mas ela foi a de maior valor comigo. Os cinco maiores lucros obtidos pela Petrobras foram sob a minha direção. Eles estão comparando com 2008, quando eu era presidente. Por que não comparam com 2002, quando eles mandavam na Petrobras e o lucro era de R$ 1,1 bilhão e, agora, o lucro médio dos últimos anos é de R$ 25 bilhões?

BP – Retornando à disputa de 2014, o senhor acha que o nome a ser escolhido na base terá como vencer diante das insatisfações regionais com o governo estadual?

JSG – Olha, as eleições de prefeito demonstraram que o PT teve um milhão e 100 mil votos na Bahia. O PMDB elegeu pouco mais de 40 prefeitos, o PSDB elegeu 9. A base do governo elegeu 340 prefeitos. Então, não vejo como o eleitor está demonstrando que é contra o governo.

ACM NETO E A ESPERANÇA DA OPOSIÇÃO

ACM Neto descartou o Palácio de Ondina em 2014, mas as pesquisas...

ACM Neto descartou Ondina em 2014, mas as pesquisas…

Deputados de oposição ao Governo Wagner partiram em romaria ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), na última terça, 12. Ouviram o prefeito, mas a visita tinha, na verdade, o intuito de saber das intenções dele quanto à sucessão de Jaques Wagner.

Neto – estrategicamente, talvez – disse que seus planos para 2014 passam longe do Palácio de Ondina. O foco dele é outro palácio, o Thomé de Sousa, onde pretende ficar até 2016. E, quem sabe, disputar a reeleição.

A oposição considera o prefeito de Salvador o nome mais viável para fazer frente à candidatura governista e a pontinha de esperança dos oposicionistas vem das pesquisas. Em geral, elas mostram que há espaço para a oposição.

O deputado tucano Augusto Castro, por exemplo, cita levantamento em Itabuna que confere quase 40% das intenções de voto, na estimulada, para o neto de Antônio Carlos Magalhães, dado que não difere muito do quadro em todo o Estado. “Essa é a nossa esperança [trunfo]”, diz Castro.

Outros nomes no tabuleiro oposicionista são os de José Ronaldo (DEM), prefeito de Feira de Santana e agora no terceiro mandato, e João Gualberto (PSDB), ex-prefeito de Mata de São João. Outras alternativas: o tucano Antônio Imbassahy e o peemedebista Geddel Vieira Lima.

DAVIDSON E AUGUSTO CASTRO

Por falar em possíveis dobradinhas (ver nota abaixo), outra que se cogita é entre o atual presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, do PCdoB, com o deputado estadual Augusto Castro (PSDB). O assunto foi tratado com bastante entusiasmo num encontro ocorrido neste sábado, 22, entre o vice-prefeito de Itabuna, Wenceslau Júnior, e o próprio deputado.

Magalhães deverá disputar cadeira na Câmara Federal.

NUVEM DE POEIRA

sócrates santanaSócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

É como narra o escritor José Saramago no antológico O evangelho segundo Jesus Cristo sobre o maniqueísmo cristão: “Este bem que eu sou não existiria sem esse mal que tu és”.

A metáfora – nuvem de poeira – do governador Jaques Wagner levanta do subterrâneo da política, crônicas de uma guerra particular entre tucanos e petistas. A verborragia de dos dois ex-presidentes, FHC e Lula, reaparece de maneira extenuante com o paulatino crescimento de novas forças e alianças de poder no Brasil. A ascensão do PSD de Gilberto Kassab, bem como o despontar do PSB de Eduardo Campos e o prelúdio de uma rebelião peemedebista orquestrada de dentro do Palácio da Alvorada, reposiciona os mísseis de petistas e tucanos contra si.

A dicotomia entre PSDB e PT vem sendo corroída ao longo dos anos. O próprio jogo sucessório, a repetição dos discursos e a assustadora convergência de interesses entre personagens antes inconciliáveis, a exemplo de ACM e FHC, Paulo Maluf e Lula, diminuiu a distinção ética entre os dois partidos pelo próprio curso da história de quem governa e de quem faz oposição. Ora, é obvio que as diferenças continuam vivas, mas, o esforço argumentativo para estabelecer o antagonismo entre ambos vem sendo o grande desafio das agências de publicidade.

Apesar do freqüente enfoque negativo da opinião publicada, ainda resta aos petistas à vantagem de quem dirige o país. De quem pode cartear, impor regras e criar artifícios para enfraquecer o principal oponente, mas, nunca eliminá-lo. É como narra o escritor José Saramago no antológico O evangelho segundo Jesus Cristo sobre o maniqueísmo cristão: “Este bem que eu sou não existiria sem esse mal que tu és”.

O outro lado da moeda, obviamente, é tucano. Com a permissividade petista, Aécio Neves é inflado a lançar candidatura à presidência. É evidente que os efeitos colaterais são inevitáveis. O arsenal do PSDB vem acompanhado de uma avalanche de ataques e, inclusive, demarcações de projetos e interesses, a exemplo do embate sobre a redução das taxas de energia elétrica no país.

Enclausurados no ninho paulista por uma década, o PSDB insurge de um empoeirado cômodo carioca. O mistério dos bastidores é assistido pela alta cúpula do PT, sem perder de vista a articulação movediça de aliados, cada vez menos confiáveis, cada vez mais arredios. A guerra fria entre PT e PSDB, portanto, interessa a ambos os lados.

O PT e a imprensa

Marco Wense

 

Agora, com o “mensalão tucano” entrando na pauta do STF, a grande imprensa tem a oportunidade de mostrar para seus leitores que não é tucana (ou atucanada).

 

O PT se queixa de uma implacável perseguição da chamada “grande imprensa”. O tripé oposicionista, segundo os petistas, é formado pelos jornais Folha de São Paulo, Estadão e o Globo.

Saltam aos olhos que os três jornalões não conseguem despistar o antipetismo encravado nos editoriais, como se o partido do ex-presidente Lula fosse o único integrante do prostituído sistema político.

A declaração da presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito – “os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista” –, deixou os petistas irritados.

A sinceridade de Judith, que é também diretora-superintendente do Grupo Folha, canaliza para a óbvia conclusão de que a oposição, com o PSDB, DEM e o PPS, está fragilizada.

Agora, com o “mensalão tucano” entrando na pauta do STF, a grande imprensa tem a oportunidade de mostrar para seus leitores que não é tucana (ou atucanada).

É bom lembrar que essa sistemática perseguição só está acontecendo porque o PT, como disse o jornalista Mino Carta, perdeu a linha. Demoliu seu passado honrado.

PS – “Há heróis indiscutíveis na trajetória da esquerda brasileira, poucos, a bem da sacrossanta verdade factual. No mais, há inúmeros fanfarrões exibicionistas, arrivistas hipócritas e radical-chiques enfatuados. Nem todos pareceram assim de saída, alguns enganaram crédulos e nem tanto. Na hora azada, mostraram a que vieram. E se prestaram a figurar no deprimente espetáculo que o PT proporciona hoje, igualado aos herdeiros traidores do partido do doutor Ulysses, ou do partido do engenheiro Leonel Brizola, obrigados, certamente, a não descansar em paz”. (Mino Carta).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DEM EM BUSCA DE NOVOS PARCEIROS

Matéria publicada nesta terça-feira, 6, no jornal O Globo revela que caciques do DEM já se assanham para os lados do PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Após a vitória de ACM Neto, em Salvador, partido já iniciou as discussões sobre os rumos que tomará para chegar a 2014.

Uma das propostas mais defendidas no DEM é a de atacar a polarização entre PT e PSDB, aproximando-se do PSB e de outros interlocutores.

O partido do governador pernambucano é visto como alternativa natural, por ser o único com uma possível candidatura capaz de rivalizar com tucanos e petistas.

“GIGANTE”

Da coluna Painel (Folha de SP)

Lá e cá – O tucano Aécio Neves (MG) sai em defesa do DEM, aliado vital a seu projeto presidencial: “ACM Neto foi o gigante da eleição. Até porque enfrentou campanha de baixa estatura”, diz, em alusão ao ataque de Dilma ao prefeito eleito de Salvador.

E AGORA, JOSÉ SERRA?

Sócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

A ascensão do PSB nas cidades mais pobres do país simboliza também a redescoberta de uma quarta força partidária no Brasil, antes ocupada pelo metafisico DEM/PFL, reanimado com a vitória em Salvador e Aracaju.

Não existe mais uma pedra no meio do caminho do senador Aécio Neves. Ao menos, no PSDB. Afinal de contas, a derrota de José Serra não significou apenas a vitória do PT em São Paulo. Representou o término de um ciclo paulista no ninho tucano, onde a mensagem de despedida dos serristas à presidência passou de um até logo para um adeus melancólico das urnas do seu principal reduto eleitoral. “A festa acabou”, diria o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, que comemoraria hoje – se vivo fosse – 110 anos.

Em Minas Gerais, o PSDB venceu em 143 municípios, enquanto o PT elegeu 114 e o PMDB 119 prefeituras. Mas, restou ao PSB do governador pernambucano Eduardo Campos a cereja do bolo: Belo Horizonte. Com o apoio de Aécio Neves, o prefeito reeleito Márcio Lacerda (PSB) derrotou o ex-ministro Patrus Ananias (PT), apoiado pela presidenta Dilma Rousseff. Mas, a única cidade acima de 200 mil eleitores governada pelo PT a partir de 2013 em território mineiro será Uberlândia.

A disputa na capital mineira serviu como uma prévia da eleição presidencial de 2014. De um lado, a aliança entre o PSDB e o PSB. Do outro, a manutenção de um casamento temerário entre PT e PMDB. Fora da disputa, após perder a eleição municipal para Fernando Haddad (PT), o ex-presidenciável José Serra, com a chave na mão, “quer abrir a porta”, mas, “não existe porta”, porque, Aécio Neves levou para Minas Gerais.

O deslocamento político do ninho tucano para Minas Gerais é acelerado na mesma medida que ocorre também um reposicionamento da hegemonia petista do nordeste de volta para o eixo sul do país. Dos eleitores a serem governados por prefeitos petistas a partir de janeiro, a maioria absoluta (51%) estará no Estado de São Paulo. Além da capital, o partido ganhou em municípios de peso na Região Metropolitana, como Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo.

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O BALANÇO DOS PARTIDOS APÓS AS ELEIÇÕES NA BAHIA

Em números absolutos, o Partido dos Trabalhadores sai vitorioso das eleições municipais de 2012 na Bahia. A sigla elegeu o maior número de prefeitos no estado, com vitória em 93 municípios. Presidido no estado pelo vice-governador Otto Alencar, o recém-criado PSD é o segundo colocado, com 73 prefeitos eleitos, seguido pelo PP, legenda do atual prefeito da capital baiana, João Henrique, com 52 gestores.

O DEM ocupa a 10ª posição no ranking de prefeituras conquistadas nas urnas este ano: foram nove – mesmo número alcançado pelo PSDB. Mas o Democratas derrotou o PT nos dois maiores colégios eleitorais do estado: Salvador, com ACM Neto e Feira de Santana, com José Ronaldo. Aliado do DEM na capital, o PMDB é o quarto colocado com 44 prefeituras, seguido de perto pelo PDT do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, que elegeu 43 gestores.

O PSB da senadora Lídice da Mata fez 28 prefeitos na Bahia e o PCdoB da vereadora e ex-candidata a vice-prefeita de Salvador Olívia Santana saiu vitorioso em 13 municípios. Informações do Bahia Notícias.

TIRO PELA CULATRA

Marco Wense

Como não bastasse um leão desdentado ou, então, com caninos e incisivos inofensivos, o PSDB e o DEM têm que enfrentar uma aprovação recorde do governo Dilma Rousseff.

O oposicionismo ao governo Dilma, tendo na linha de frente o PSDB e o DEM, vibrou com a notícia de que o julgamento do mensalão seria concomitante com o processo sucessório municipal.

Tucanos e democratas comemoraram como se já fosse uma vitória antecipada de seus pré-candidatos a prefeito, principalmente nas grandes capitais, com destaque para São Paulo.

A possibilidade de figuras importantes do PT serem condenadas e, com efeito, massacradas publicamente, como, por exemplo, um José Dirceu, deixou a oposição confiante, embevecida.

Em tempo, a ex-cúpula poderosa do PT, formada por José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, respectivamente ex-ministro da Casa Civil, ex-presidente do partido e ex-tesoureiro da legenda, foi condenada pelo STF por crime de formação de quadrilha.

O escândalo do mensalão seria uma espécie de tábua de salvação para uma oposição fraca e comprovadamente incompetente. Sem falar na arrogância e na soberba dos tucanos da Avenida Paulista.

Ledo engano. O mensalão, não menos e nem mais escandaloso do que a compra de votos para aprovar a PEC da reeleição no então governo FHC, mostrou-se, digamos, como um leão desdentado.

O jornalista Fernando Rodrigues tem razão quando diz que “o PT sairá das urnas como o grande vencedor nas cidades com mais de 200 mil eleitores, podendo levar pela terceira vez a joia da coroa, São Paulo”.

Como não bastasse um leão desdentado ou, então, com caninos e incisivos inofensivos, o PSDB e o DEM têm que enfrentar uma aprovação recorde do governo Dilma Rousseff.

Pois é. Tucanos e democratas estão, como diz o ditado popular, no mato sem cachorro. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. É Dilma incorporando o papel de paladina da justiça e Lula com sua capa de teflon.

WAGNER E 2014

A manifestação de vontade do governador Jaques Wagner, querendo deixar o governo para se candidatar a uma vaga na Câmara Federal, foi comemorada, efusivamente, por dois políticos: Otto Alencar e Geddel Vieira Lima.

Para os gedelistas, a atitude de Wagner é a prova inconteste do seu desinteresse pelo governo. Os otistas, por sua vez, vibram com a possibilidade do chefe assumir o comando do Palácio de Ondina.

Geddel, pelo PMDB, e Otto, pelo PSD, são pré-candidatos a governador na eleição de 2014.

O CARA

Nem o senador tucano Aécio Neves e, muito menos, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Para enfrentar Dilma Rousseff, candidatíssima a um segundo mandato, via instituto da reeleição, só Joaquim Barbosa (foto acima), ministro do Supremo Tribunal Federal – STF.

Depois de jogar duro nos mensaleiros, o eminente ministro passou a ser “o cara”. A bola da vez. O cara retado de bom, como diz o nordestino

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.






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