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:: ‘PT’

GERALDO FALA DE ELEIÇÕES E ALFINETA FERNANDO: “ITABUNA PARECE QUE FOI BOMBARDEADA”

Foto Pimenta 28.07.2018

(Foto Pimenta)

O ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões (PT) deverá ter o nome confirmado em convenção do PT, no próximo sábado (4), em Salvador, como um dos nomes do partido na disputa por vagas à Assembleia Legislativa. Ao PIMENTA, ele afirmou que pretende fazer uma campanha regional, focando em Itabuna, Ilhéus e no sul da Bahia. Numa rápida entrevista, o ex-deputado falou de eleições 2018, Lula, gestão do adversário histórico, Fernando Gomes, e de Rui Costa. Confira abaixo.

PIMENTA – O “bloco” já está na rua?

GERALDO SIMÕES – Começamos a andar na última semana, atentos à nova legislação. Vamos levar nosso nome à convenção do partido, no sábado (4), e aí a campanha deslancha. Nossa proposta é de uma candidatura regional. Sempre fui favorável ao voto distrital. Vou centrar minha campanha em Itabuna, Ilhéus e no sul da Bahia.

PIMENTA – Como avalia a gestão em Itabuna?

GERALDO – Estou muito preocupado com violência altíssima, saúde a mesma dificuldade, educação não funciona. A cidade parece que foi bombardeada. Tem buraco em tudo que é lugar. Semana passada um carro caiu em um buraco no centro da nossa cidade. Aquilo é o retrato de uma Itabuna que está sem perspectiva. A administração local está nesse desastre inteiro e não está pior ainda por conta do apoio que o governador Rui Costa está dando à gestão. Apoio é coisa que nunca tive nos meus dois governos, quando o pessoal do DEM governava o Estado.

PIMENTA – Avaliando a disputa nacional e estadual, o PT deve insistir com Lula?

GERALDO – Lula é inocente. Está preso porque a elite não gosta de governos que trabalham pela população. Foi assim com Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek. E, por último, com a presidenta Dilma Rousseff. Nós vamos registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto e vamos provar que Lula é inocente e, portanto, tem direito a ser candidato.

PIMENTA – Apesar de todos os sinais no Judiciário, o sr. acredita que ele possa disputar e, vencendo, assumir a presidência?

GERALDO – As pesquisas mostram até Lula ganhando em primeiro turno. O meu desejo é que aconteça. O povo está com Lula. Quem está contra? A grande imprensa e o Judiciário.

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Rui está sendo um bom governador para a Bahia e o melhor governador da história para a nossa região.

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PIMENTA – José Dirceu diz que Wagner seria bom candidato do PT. Há o nome de Fernando Haddad. Não avalia como possíveis substitutos?

GERALDO – Meu candidato é Lula. Se lá na frente tiver alguma coisa, a gente para e analisa.

PIMENTA – E a disputa estadual?

GERALDO – Rui está sendo um bom governador para a Bahia e o melhor governador da história para a nossa região sul da Bahia. Com essas obras importantes, Barragem do Colônia, Hospital da Costa do Cacau, duplicação da estrada Ilhéus-Itabuna, que começa a qualquer momento – nós precisamos romper com essa dificuldade lá no TCU -, a nova ponte nova em Ilhéus e outras ações…. Tudo isso dá a Rui o título de melhor governador que o sul da Bahia já teve.

CACÁ LEÃO: PP BAIANO NÃO DESCARTA APOIAR ALCKMIN

PT e PP podem seguir caminhos opostos na disputa à presidência da República na Bahia, segundo o deputado federal Cacá Leão em entrevista ao PIMENTA. O PP baiano deverá ficar com o PT na disputa nacional se o candidato a presidente for Jaques Wagner ou o ex-presidente Lula, essa uma candidatura com possibilidades remotas por causa do Judiciário.

Ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad foi descartado, condição em que o nome do PP na Bahia à presidência poderá ser o do tucano Geraldo Alckmin. Cacá faz um ressalva: a posição dos progressistas dependerá de para onde vá o ex-governador Jaques Wagner. “A gente precisa esperar quais são os movimentos. Principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer”.

PIMENTA – Qual vai ser a posição do PP na Bahia em relação à disputa nacional?

CACÁ LEÃO – A gente está aguardando. O PP nacional já anunciou apoio a Geraldo Alckmin, mas teremos a convenção nacional dia 2 de agosto, quando a gente vai discutir esse propósito. A gente está analisado para ver qual é o movimento, principalmente do PT. Se for Wagner, não há hipótese de o partido não estar com ele. Depois, a gente vai decidir.

PIMENTA – Se for Haddad?

CACÁ – Aí é difícil. A gente vai procurar candidatura que una todos os aspectos nossos. Acredito que, neste momento, a gente precisa mais de união do que de disputa. A gente está com uma raiva, uma falta de respeito de opinião contrária muito forte. Eu, particularmente, sempre defendi a candidatura de Rodrigo Maia (DEM), que já faz esse trabalho [de união] na Câmara, mas com a desistência dele, não consigo enxergar esse outro nome em Alckmin. A condição é de que seja essa pessoa, de união. Se ele se mostrar lá na frente, pode ser que a gente se coloque. O nosso ex-governador Jaques Wagner é um nome que tem essas qualidades [de união], mas aí vai passar por ele, pelo Partido dos Trabalhadores, ex-presidente Lula.

PIMENTA – O sr. acredita na viabilidade jurídica da candidatura do ex-presidente Lula?

CACÁ – É difícil. Infelizmente, acho que é difícil. Particularmente, eu sou contra a prisão em segunda instância. A Constituição Federal diz que é trânsito em julgado, aí seria STJ (Superior Tribunal de Justiça). Mas acho que hoje com a Lei da Ficha Limpa e com o massacre que está aí, o ex-presidente Lula não tem ainda essa condição.

PIMENTA – O PP baiano não descarta apoio a Geraldo Alckmin?

CACÁ – Não descarta. Não descarta, por enquanto, apoio a ninguém.

PIMENTA – Mesmo se levarmos em conta a conjuntura baiana?

CACÁ – Não, claro que não. Uma coisa independe da outra. É claro que nós jamais estaremos em cima de outro palanque. Claro que se Alckmin vier à Bahia nós jamais estaremos juntos com eles (DEM baiano), mas a gente precisa esperar quais são os movimentos e, principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer.

FINAL PREVISÍVEL

Marco Wense

 

 

A estrondosa rejeição de Temer, detectada nas pesquisas como a maior da história da República, vai contaminar a campanha do tucano. Se a verdade pegar, que o candidato de Temer é Alckmin, o tucano vai ter muitas dificuldades para passar de dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos.

 

Um final de novela previsível: o centrão, formado pelo DEM, PR, PP, SD e o PRB, vai apoiar   o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), que passa agora a ser o candidato de Michel Temer e do seu governo.

É esse ponto que deve ser explorado pelos adversários do continuísmo. Aliás, a torcida no “blocão” é pela manutenção da candidatura de Henrique Meirelles pelo MDB, o que serviria para disfarçar o apoio do presidente Temer e da sua turma ao ex-governador de São Paulo.

A notícia de que o centrão (ou blocão) vai ficar com Alckmin foi efusivamente comemorada no Palácio do Planalto. Aos partidos de esquerda e centro esquerda, cabe a responsabilidade de uma urgente reflexão para se chegar a um consenso em torno da imprescindível união, sob pena de um segundo turno sendo disputado entre dois nomes que representam o campo ideológico inverso.

PT, PDT, PSB e o PCdoB precisam sentar na mesma mesa e buscar um consenso em torno do melhor caminho que devem percorrer. Se Ciro Gomes errou em procurar o centrão (ou blocão), o PT, PSB e o PCdoB também cometeram seus erros, principalmente o PT quando fez de tudo para isolar Ciro na corrida presidencial. Resta agora  a busca urgente por um diálogo. O que passou, passou.

Problema maior é o que já começa a atormentar Alckmin: o tucano é o candidato do presidente Michel Temer e do MDB de Eduardo Cunha, Cabral, Geddel, Moreira Franco, Romero Jucá, Eliseu Padilha e companhia Ltda.

A estrondosa rejeição de Temer, detectada nas pesquisas como a maior da história da República, vai contaminar a campanha do tucano. Se a verdade pegar, que o candidato de Temer é Alckmin, o tucano vai ter muitas dificuldades para passar de dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos.

Finalizo dizendo que é bom que as coisas comecem a ficar transparentes, com a definição de quem é quem, o que querem e de que lado estão.

Marco Wense é articulista político.

LULA EM ARTIGO NA FOLHA: “AFASTE DE MIM ESTE CALE-SE”

Lula em artigo à Folha de São Paulo, edição de hoje || Foto Agência Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva

 

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

 

Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado.

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por “atos indeterminados”, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia “cala boca já morreu”. Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em “atos de ofício indeterminados” no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento “atribuído” em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse? :: LEIA MAIS »

“MINHA RETIRADA DA CHAPA É INJUSTIFICÁVEL”, AFIRMA LÍDICE

Lídice da Mata diz que retirada é injustificável

A senadora baiana Lídice da Mata (PSB) foi obrigada a retirar a sua pré-candidatura à reeleição para abrir espaço ao presidente da Assembleia Legislativa, Angelo Coronel (PSD), na chapa majoritária do governador e candidato à reeleição da Bahia, Rui Costa. Viu-se obrigada, pela conjuntura, a disputar vaga à Câmara dos Deputados em 2018.

Ela já reclamou e seu lamento está nas páginas da Folha, que traz reportagem sobre a baixa presença feminina no Senado Federal. Das 81 cadeiras, apenas 13 são ocupadas por mulheres. A publicação também fala da preferência dos partidos e chapas por homens na composição. Lídice deixa claro que não gostou da posição dos segmentos progressistas, apesar do apoio de alas petistas.

– É lamentável que nem mesmo os segmentos progressistas tenham entendido o valor que é a presença das mulheres no Parlamento. Pessoalmente, acho que a minha retirada da chapa é injustificável – disse a senadora, que anunciou seu apoio ao pré-candidato a senador Jaques Wagner (PT) e à reeleição de Rui Costa, deixando de fora o nome de Coronel.

Das 13 senadoras, oito encerram mandato em 31 de janeiro de 2019. Destas, apenas três têm candidatura à reeleição assegurada, conforme  a publicação: Ana Amélia (PP-RS), Ângela Portela (PDT-RR) e Marta Suplicy (MDB-SP).

POR ACORDO, BOLSONARO QUER PR FORA DE ALIANÇA COM O PT NA BAHIA E EM MINAS

Bolsonaro quer PR fora da base de governos petistas || Foto Diário Brasil

Jair Bolsonaro (PSL) está exigindo que a cúpula do PR acabe com as alianças regionais na Bahia e em Minas Gerais para que os republicanos possam indicar o vice da sua chapa à presidência, informa a Folha. A adesão do PR seria importante ao militar para ter mais tempo de TV no horário eleitoral, além de apontar que ele teria condições de montar base de apoio para governar.

DAVIDSON QUESTIONA RUI COSTA E FALA EM “IRRITAÇÃO” DO PCdoB COM O GOVERNADOR

Davidson questiona método de Rui || Foto Pimenta

O PCdoB decidiu falar grosso. Davidson Magalhães, presidente estadual da legenda, questionou a forma como o governador Rui Costa está montando a chapa majoritária. O nome de Davidson foi ventilado para a primeira suplência do virtual candidato a senador na chapa governista, porém sem consulta prévia ao PCdoB.

– Não temos nada contra a suplência de Angelo Coronel e do PSD. O problema é uma questão de método, de forma como se discute e pactua politicamente as coisas. A nossa irritação foi exatamente nesse sentido – disse o dirigente comunista numa entrevista ao site Bahia Notícias, de Salvador, reclamando que do muito que soube da montagem da chapa foi pela imprensa.

O dirigente estadual também cobrou fatura. “Na crise somos partido de primeira, mas no momento de definição nós também temos que ser um partido de primeira. Estar de lado na discussão nos incomodou bastante”, revelou.

O PCdoB não é o único a externar insatisfação com o fato de ir para a suplência de uma das vagas ao Senado Federal na chapa governista. Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira avisou que a exclusão da senadora Lídice da Mata da chapa terá consequências. O partido trata a reeleição de Lídice como prioridade. Falta combinar com Rui…

O GRITO DE LÍDICE E O “NÃO” DE ACM NETO

A própria Lídice gritou. E com legitimidade. Classificou como absurda a hipótese – cada vez mais real – de ficar fora da disputa à reeleição, dando ao PSB a suplência de Jaques Wagner, pré-candidato ao Senado. “Querem tirar a única mulher da chapa majoritária do governador”.

Explorando a crise na base governista, a oposição chegou até a cogitar a hipótese de apoiar Lídice como candidata ao Senado. A bola foi levantada pelo deputado federal Jutahy Jr. (PSDB), mas o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), jogou água no chopp do tucano. Praticamente, fechou a porta para essa possibilidade. Hoje, os opositores têm como candidato a governador o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo, além de Jutahy e Irmão Lázaro no páreo para disputar vagas ao Senado.

STF JULGA NO DIA 26 PEDIDO DE LIBERDADE DE LULA

Pedido de liberdade de Lula será julgado dia 26|| Foto Lula Marques

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, na terça-feira (26), um pedido da defesa para suspender a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O colegiado se reunirá pela manhã e à tarde. A liberação do recurso para julgamento foi do ministro relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, que também sugeriu a data, que foi confirmada na pauta de julgamentos da Corte na tarde de ontem (19).

Se a condenação for suspensa, como pedem os advogados de defesa, o ex-presidente poderá deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de detenção pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou a detenção de réus após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça.

Na petição enviada ao Supremo, a defesa do ex-presidente alega que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados diante da execução da condenação, que não é definitiva. Da Agência Brasil.

“DEFINIÇÃO DA CHAPA LEVARÁ EM CONTA CENÁRIO ESTADUAL”, AFIRMA RUI COSTA

Rui deve anunciar chapa até a próxima semana

A chapa com a qual Rui Costa disputará a reeleição deverá ser anunciada na próxima semana, segundo o próprio governador baiano adiantou em entrevista há pouco. “Já tem [chapa]. Chegou momento de finalizar isso. Vou conversar com João Leão quando ele chegar [de viagem] e anunciar a chapa até a segunda ou terça [da próxima semana]”, disse Rui.

A chapa encabeçada pelo governador deverá ter Leão (PP) novamente como vice. Jaques Wagner (PT) disputará uma das vagas a senador. A outra está entre a senadora Lídice da Mata (PSB) e o deputado estadual Ângelo Coronel (PSD). Com maior número de prefeitos e de deputados, o PSD é favorito para levar a vaga, mas partidos da base aliada pressionam por Lídice.

O petista disse considerar naturais as pressões por vaga na chapa. “Na política e na vida, quem não faz pressão por aquilo que quer… Até a torcida, na arquibancada, faz pressão pro seu time ganhar. E muita vezes essa pressão cria ambiente favorável ao time. A vida real não é um cemitério. A mim, cabe, com muita serenidade, tomar decisão”.

A composição, segundo Rui, vai levar em conta o cenário estadual. “Até porque, o cenário nacional está indefinido. Deve ser definido em julho e eu não quero esperar até lá”. O governador prevê dedicar, ao menos, cinco semanas para a campanha política. “Quero percorrer todas as regiões do Estado [para a construção do programa de governo]”, disse.

SAIBA QUEM SÃO OS DEPUTADOS MAIS FALTOSOS DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA EM 2018

Tucano e petista são os mais faltosos na AL-BA || Foto Divulgação

Luan Santos

Os deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e Fátima Nunes (PT) foram os mais faltosos na Assembleia Legislativa (Alba) desde fevereiro, quando os trabalhos em 2018 foram iniciados. O tucano não marcou presença em 11 das 33 sessões ordinárias realizadas no período, enquanto a petista se ausentou em 10 delas. Em seguida, com oito faltas cada, aparecem Jurandy Oliveira (PRP) e Robinho (PP).

Outros quatro parlamentares vêm logo atrás com sete ausências: Angela Sousa (PSD), Gika Lopes (PT), Jânio Natal (Pode) e Soldado Prisco (PSC). O levantamento foi realizado pela Satélite com base em dados disponíveis no site da Alba. O deputado Paulo Câmera – que tem 20 faltas – não foi considerado por estar em processo de recuperação de um grave problema de saúde.

Nenhuma das sessões teve a presença dos 63 deputados baianos. O dia de plenário mais cheio foi 3 de abril, quando só um parlamentar faltou. Já o mais vazio foi registrado em 12 de abril, quando 32 deles se ausentaram.

OS MAIS ASSÍDUOS

Cinco deputados marcaram presença em todas as sessões e são os mais assíduos: Carlos Geilson (PSDB), David Rios (PSDB), Eduardo Salles (PP), Zé Neto (PT), além do presidente da Casa, Angelo Coronel (PSD). Com apenas uma falta estão Bobô (PCdoB), Carlos Ubaldino (PSD), Euclides Fernandes (PDT), Fábio Souto (DEM), Hildécio Meireles (PSC), Joseildo Ramos (PT), Rosemberg Pinto (PT) e Targino Machado (DEM).

Da Coluna Satélite, Correio24h

ACM NETO E SEUS DILEMAS

Marco Wense

 

 

Portanto, todo cuidado é pouco com o deputado Lúcio, que já avisou que vai permanecer no MDB e que os incomodados procurem outra legenda.  

Como não bastasse a indecisão de ser ou não candidato ao governo da Bahia, o prefeito ACM Neto tem pela frente o presidente Temer e o deputado Lúcio Vieira, ambos do MDB.  

A autoridade máxima do Poder Executivo, que chegou ao cargo com o impeachment de Dilma Rousseff, tem um alto índice de rejeição, beirando aos 90%.  

O parlamentar baiano, depois do “bunker” de R$ 51 milhões, vive pelos cantos, até históricos correligionários se afastam do ex-chefe.  

O problema é que o alcaide soteropolitano não pode prescindir do bom tempo do MDB no horário eleitoral, sem falar que qualquer atitude de menosprezo a Lúcio pode provocar a ira do irmão Geddel.  

O ex-ministro não vai aceitar que Lúcio seja jogado na sarjeta. O que se comenta, nos bastidores de Brasília, é que Geddel pode insinuar uma delação se a perseguição política contra o mano se tornar um fato.  

Portanto, todo cuidado é pouco com o deputado Lúcio, que já avisou que vai permanecer no MDB e que os incomodados procurem outra legenda.  

ACM Neto vai ter que suportar essas duas “malas”. Como presidente nacional do DEM, partido que integra a base aliada do Palácio do Planalto, terá até que carregá-las.  

Saindo candidato na disputa com o governador Rui Costa (PT-reeleição), Neto tem que rezar muito para que impopularidade de Temer e Lúcio não contamine sua campanha.  

Marco Wense é editor d´O Busílis e da Coluna Wense, no Diário Bahia.

A DRAMATURGIA DE ANINHA

Adroaldo Almeida | [email protected]

 

 

O certo é que a crítica “republicana” de Aninha não se interessa pela atuação dos atores e diretores a quem o PT combate. Pelo visto, nem com duas batidas de Molière ela acertaria o fim do espetáculo dos vampirões que tomaram o país.

 

Vez por outra Aninha Franco tenta falar sobre política em seus artigos, mas o que sempre sai é um arremedo de crítica monotemática, repetidamente contra o PT e seus dirigentes, como agora nesse burlesco “A dramaturgia de Jaques Wagner”. Ao que parece, Aninha, a escritora e dramaturga, acha que pertence a uma categoria que chegou ao Planeta para atacar os que pensam diferente dela, inclusive em questões de estética, arquitetura e decoração de interiores. Preconceituosa e enviesada, sugere que a esquerda deve morar para sempre na Cabana do Pai Tomás.

Outro desencontro da personagem política de Aninha é se valer de um jornal, o Correio da Bahia, notório adversário e inimigo imperdoável de Wagner por ter infligido a maior e mais humilhante derrota aos seus proprietários em 2006. Assim fica fácil. Isso é sabujice do pior teatro serviçal.

Neste Brasil véi sem fronteira, muita gente faz teatro como Aninha; alguns, inclusive, a favor dos poderosos; outros, na trincheira da vanguarda contra o atraso; porém há aqueles que não são nem uma coisa nem outra, mas personagens de si mesmos, e escrevem repetitivos monólogos enfadonhos que adormecem a plateia.

Agora, tudo indica, suponho, que Aninha premiada roteirista, não entende patavina de cinema. Pois quando Geddel apareceu chorando diante de um juiz federal em cadeia nacional do JN da TV Globo, Aninha nada falou. Nem, tampouco, quando Rocha Loures foi flagrado correndo, numa cena de perseguição à noite pelas ruas do Rio de Janeiro. Também se calou quando um avião, pertencente ao Senador Perrela, foi filmado pousando no Espírito Santo com meia tonelada de cocaína pura. Ou, quem sabe, ela não aprecie as produções de “terrir” (o terror cômico dos filmes B).

Quem sabe?

O certo é que a crítica “republicana” de Aninha não se interessa pela atuação dos atores e diretores a quem o PT combate. Pelo visto, nem com duas batidas de Molière ela acertaria o fim do espetáculo dos vampirões que tomaram o país.

Adroaldo Almeida é advogado e ex-prefeito de Itororó.

LULA PARA WAGNER: “NÃO RECUE”

Lula com Wagner durante visita a Cruz das Almas (BA) em 2017 || Foto Gilvan Rodrigues

O ex-presidente Lula telefonou para o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, o ex-governador Jaques Wagner, ainda na segunda-feira (26), momentos após a Operação Cartão Vermelho, da Polícia Federal, vasculhar o apartamento do “Galego”, como o líder do PT chama o petista que derrotou o carlismo nas urnas por três vezes seguidas.

“Não recue”, foi o conselho passado por Lula ao amigo Wagner, revelou a Folha nesta noite de terça (27).

A mensagem tornada pública, na verdade, é mais dor de cabeça para o PT, que detonou a superintendência baiana da PF e acusou a corporação de conluio com a TV Bahia, emissora pertencente à família de ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador.

Ainda de acordo com a matéria, o ex-presidente orientou o amigo e Plano B do PT nacional a não desistir de seus projetos políticos. Wagner é pré-candidato ao Senado pelo PT baiano, mas poderia concorrer à presidência da República, caso Lula não tivesse nome confirmado na disputa de outubro deste ano.

PARA ROSEMBERG, OPERAÇÃO DA PF CONTRA WAGNER “PARECEU MISSA ENCOMENDADA”

Rosemberg considera ação contra Wagner “missa encomendada”

Ex-líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Rosemberg Pinto disse que “há algo estranho” na movimentação da Polícia Federal na Operação Cartão Vermelho, deflagrada nesta segunda e que tem como um dos alvos o ex-governador Jaques Wagner.

Por meio do Twitter, o deputado se pronunciou. “O inquérito da PF está paralisado desde 2013. Inclusive, nesse período, não foi solicitado nenhum tipo de documento a Jaques Wagner. Cinco anos depois, a PF resolve ir na casa dele buscar provas e leva a TV Bahia junto. Há algo estranho”.

A TV Bahia pertence à Rede Bahia, da família do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que é pré-candidato a governador. A operação contra Wagner ocorre depois que ele teve o nome cogitado como Plano B do PT, caso Lula não possa disputar a eleição à presidência da República, impedido pela Lei da Ficha Limpa.

MISSA ENCOMENDADA

O parlamentar ainda disse que, a ele, “pareceu missa encomendada” a ação do Judiciário e da PF contra Wagner. “No momento em que o nome de Wagner passa a ser debatido nacionalmente numa possível substituição a Lula, surge uma operação da PF, acompanhada pelas câmeras da TV Bahia”, afirmou, via Twitter.

GERALDO PARA FERNANDO: “O QUE ESTAVA RUIM, FICOU PIOR”

Geraldo (à direita) diz que Governo de Fernando é pior do que o do antecessor, Vane do Renascer

O ex-prefeito Geraldo Simões havia imposto a si mesmo um prazo de um ano para, só então, se pronunciar em relação ao governo de Fernando Gomes. Respeitou-o. Hoje, o petista utilizou uma rede social para avaliar o primeiro ano de Fernando à frente da Prefeitura de Itabuna. E assim resumiu: “O que estava ruim, ficou pior”.

Para Geraldo, o governo de Fernando conseguiu piorar “a saúde, a educação, segurança e o desemprego” e, acrescentou, abandonou os bairros. Ainda segundo o petista, “nenhuma obra importante foi realizada em toda cidade, quando temos tantas carências. E não temos nenhuma expectativa de melhorias para o próximo ano”.

Segundo o ex-prefeito, os eleitores de Fernando agora “dizem que foram vítimas de propaganda enganosa”. Para alfinetar ainda mais, acrescenta que os mesmos que elegeram Fernando “esperam uma oportunidade” para devolvê-lo pra Vitória da Conquista, onde o agora prefeito ficou por cerca de oito anos. Feita um dia após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar Fernando Gomes no cargo, a crítica de Geraldo é ilustrada por uma grande fila da Unidade de Saúde Alberto Teixeira Barreto, da Califórnia, imagem mostrada em 1º de novembro em reportagem da TV Santa Cruz.

GASPARI: WAGNER É O PLANO B DO PT

Wagner é o Plano B do PT, diz Gaspari

Quem conhece o PT e as dinâmicas de campanhas eleitorais suspeita que o verdadeiro candidato do comissariado na hipótese do afastamento de Lula é o ex-governando baiano Jaques Wagner. Fernando Haddad seria um biombo.

Com três mandatos de deputado, Wagner governou a Bahia durante oito anos e elegeu seu sucessor. Além disso, foi ministro-chefe da Casa Civil, das Relações Institucionais, do Trabalho e da Defesa. Mais: o baiano é nordestino e carioca.

Jaques Wagner seria o primeiro candidato a presidente judeu.

Da Coluna de Elio Gaspari, na Folha

camara itabuna






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