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:: ‘PT’

A DISPUTA PELO COMANDO DO PT

Marco Wense

 

A relação política de Gleisi Hoffmann com Fernando Haddad é cordial diante dos holofotes. Ambos fazem questão de mostrar um bom relacionamento. Em conversas reservadas, no entanto, não é bem assim.

 

As eleições internas do Partido dos Trabalhadores, que acontece nos dias 22, 23 e 24 de novembro, para o comando nacional da legenda, será tranquila no olhar do público e agitada nos bastidores.

Tranquila porque vai passar a impressão que tudo ocorreu de maneira consensual, com as várias correntes chegando a um acordo. Agitada porque existe uma acirrada disputa entre os que querem a permanência de Gleisi Hoffmann na frente do partido e os defensores do nome do ex-presidenciável Fernando Haddad.

A corrente Construindo Um Novo Brasil (CNB), majoritária no petismo, está dividida entre renovar e continuar com Hoffmann, que ainda não desistiu de ser a candidata ao Palácio do Planalto na sucessão de 2022, já que a inelegibilidade de Lula vai durar um bom tempo.

No frigir dos ovos, o controle da direção nacional do PT vai ficar com quem o ex-presidente Lula quiser. E Lula quer Gleisi. Portanto, ponto final. A deputada vai continuar no comando da legenda. O resto é oba-oba. Puro teatro.

A tal da renovação vai ficar para depois, quando Lula achar conveniente. É melhor um “pássaro” na mão, que é a Gleisi, sua porta-voz desde que foi preso, em 7 de abril de 2018, do que dois voando, Fernando Haddad, o “poste” da eleição que elegeu Jair Messias Bolsonaro, e o governador da Bahia Rui Costa. Ambos também companheiros, mas não tanto confiáveis como Hoffmann.

Por dois motivos a deputada federal do Paraná permanecerá no posto. O primeiro, é que ninguém vai peitar a inconteste liderança de Lula. O outro é de puro companheirismo. Seria imperdoável Lula preso e ainda derrotado no processo eleitoral do partido. O movimento pró-Haddad tende a enfraquecer em decorrência desses dois fatos.

O presidente do PT da Bahia, Everaldo Anunciação, já sinalizou sua posição: “Lula tem uma afinidade com Gleisi, que tem cumprido um papel importante no PT, em uma conjuntura muito difícil”. Obviamente, a “conjuntura difícil” que se refere Anunciação diz respeito a dois pontos: a prisão do líder maior e o enraizado antipetismo.

A relação política de Gleisi Hoffmann com Fernando Haddad é cordial diante dos holofotes. Ambos fazem questão de mostrar um bom relacionamento. Em conversas reservadas, no entanto, não é bem assim. Vale lembrar que a parlamentar fez de tudo para impedir a candidatura do ex-prefeito de São Paulo na sucessão de Michel Temer. Gleisi queria ser a candidata do PT.

A torcida, digamos, “gleisiniana” pode ter um invejável reforço: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a decisão do STJ de diminuir sua pena, poderá ser solto em setembro. De fora da prisão, a campanha para Gleisi será mais intensa, inclusive convencendo os adversários a desistir de enfrentá-la. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

OTTO NEGA ESTREMECIMENTO COM RUI E DIZ QUE AUGUSTO SERÁ CANDIDATO A PREFEITO

Otto fala de relação com Rui e diz que Augusto será candidato a prefeito

O senador e presidente do PSD da Bahia, Otto Alencar, disse que o ex-deputado Augusto Castro será o candidato do partido à Prefeitura de Itabuna em 2020, independente do aval ou não do governador Rui Costa. “Ele será candidato pelo PSD e poderá ou não formar aliança com partidos [da base] do governo”, afirmou ao PIMENTA.

Otto Alencar ainda elogiou a postura política do de Augusto, recém-filiado ao PSD e novo aliado do governador Rui Costa. E reforçou que a audiência de Augusto com Rui Costa (entenda clicando aqui) depende apenas de um pedido do ex-deputado:

– Ele sempre está em contato comigo, mas nunca me falou para pedir audiência ao governador. Augusto tem muita personalidade, altivez, caráter. Veio para somar no PSD e sua candidatura [a prefeito de Itabuna] independe de aval ou apoio do governador – disse.

O senador baiano e presidente estadual do PSD diz, ainda, que, pela lógica político-partidária, o governador Rui Costa deverá adotar a neutralidade na eleição a prefeito de Itabuna em 2020. “Até porque, outros partidos aliados terão candidatos em Itabuna”, reforçou.

RELAÇÃO ESTREMECIDA COM RUI E O PT?

Otto também disse que a relação do PSD com o PT baiano e com o governador não foi abalada pelas críticas que ele fez à postura de PT, PCdoB e PSB na votação da reforma da Previdência em Brasília. “Nunca teve o menor estremecimento. Viajei com Rui duas vezes depois das minhas posições, que são sintonizadas com as dele”, disse ao ser questionado pelo PIMENTA. O PSD baiano na Câmara dos Deputados votou em bloco a favor da reforma, criticada pelo PT.

Ainda segundo Otto, a relação com Rui não poderia ser afetada por causa da reforma da Previdência. E explica: “Foi ele [Rui Costa] que nos colocou a pauta federativa. Por isso, defendemos junto ao Davi [Alcolumbre, presidente do Senado] e ao Rodrigo Maia [presidente da Câmara dos Deputados]”, completou.

A pauta federativa elenca sete propostas/condicionantes do PSD para apoiar a reforma, dentre as quais o fim da Lei Kandir, aprovação do Projeto de Lei 459/2017, que trata da securitização da dívida ativa de estados, Distrito Federal e municípios. “Essa pauta que ajuda a Bahia e os municípios baianos e brasileiros. O resto é intriga, lorota. Aliás, [é] o que faz o molho da política”.

OTTO E O GRUPO DOS 13

Marco Wense

 

Esse confronto Otto versus PT já era esperado. Até as freiras do convento das Carmelitas sabiam que, mais cedo ou mais tarde, o pega-pega seria inevitável.

 

Davidson Magalhães, presidente do PCdoB da Bahia, foi mais um da base aliada do governo estadual a criticar a declaração do senador Otto Alencar, que chamou de “incoerentes” os parlamentares que votaram contra a reforma Previdenciária.

Davidson, que é também secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, achou “injusta” a opinião do senador, que é presidente estadual do PSD e pré-candidato a governador na sucessão de 2022.

Otto condenou o fato de votarem a favor da mudança no sistema de aposentadoria do Estado e ser contra a reforma bolsonariana. O comunista rebateu dizendo que “as propostas do governo Bolsonaro e da gestão de Rui Costa são coisas completamente diferentes”.

Otto peitou o “Grupo dos 13”, formado por deputados federais do PT, PCdoB, PSB, PDT e PP. Todos com cargos no primeiro escalão do governo Rui Costa.

A firmeza do senador, cada vez mais se distanciando do petismo, foi elogiada pelos presidentes Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e ACM Neto, respectivamente da República, Câmara dos Deputados e DEM nacional.

De todo esse bafafá, ficou a forte impressão que Otto Alencar não iria girar sua metralhadora para 13 deputados da base sem saber qual seria a reação do governador Rui Costa. Não iria comprar uma briga com legendas aliadas para contrariar o chefe do Palácio de Ondina.

Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, o que se comenta é que Rui sabia que Otto iria criticar o “Grupo dos 13”.

A atitude de Otto é encarada como mais um passo para se distanciar do PT, que já decidiu que não abre mão de candidatura própria no pleito de 2022 para o governo do Estado.

Esse confronto Otto versus PT já era esperado. Até as freiras do convento das Carmelitas sabiam que, mais cedo ou mais tarde, o pega-pega seria inevitável.

PS – A segunda etapa do modesto Editorial do Wense vai até o número 200. Somados com os 300, um total de 500. Não vai ser fácil. Depois, quem sabe, um livro.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A CANDIDATURA DE FERNANDO GOMES

Marco Wense

 

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina apoiaria a ousada pretensão de Fernando Gomes, fazendo dele o candidato da base aliada? Como ficaria o PT de Geraldo Simões? Para pirraçar o geraldismo, alguns fernandistas ficam dizendo que Geraldo seria um bom vice.

 

A possibilidade do prefeito Fernando Gomes disputar o sexto mandato já é assunto do dia a dia no staff fernandista, que tem na linha de frente Maria Alice, secretaria de Governo e fiel escudeira do alcaide.

A opinião de que Fernando buscaria a reeleição era tratada com desdém pela maioria dos correligionários mais próximos do gestor. Agora, já divide o grupo. Tem gente até apostando que sua candidatura é favas contadas. Os mais otimistas falam até na quebra do tabu do segundo mandato consecutivo. Vale lembrar que o surpreendente eleitorado de Itabuna nunca reconduziu ao cargo um chefe do Executivo.

É evidente que a candidatura de Fernando provoca uma mudança radical no processo sucessório. Todas as análises políticas terão que ser revistas. O cenário muda completamente, da água para o vinho, como diz a sabedoria popular.

Quais seriam os três principais questionamentos em relação a esse novo ingrediente na sucessão do cobiçado centro administrativo Firmino Alves? O primeiro diz respeito ao governador Rui Costa. O segundo, ao médico Antônio Mangabeira. O terceiro, ao Capitão Azevedo.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina apoiaria a ousada pretensão de Fernando Gomes, fazendo dele o candidato da base aliada? Como ficaria o PT de Geraldo Simões? Para pirraçar o geraldismo, alguns fernandistas ficam dizendo que Geraldo seria um bom vice.

E Mangabeira, prefeiturável do PDT? Dentro da legenda, mais especificamente entre os integrantes do diretório, a opinião de que a candidatura de FG é bem vinda prevalece. A eleição ficaria polarizada entre o pedetista, que é quem representa verdadeiramente o antifernandismo, e o alcaide.

Ora, quando digo que Mangabeira é quem encarna o antifernandismo, é porque só o PDT faz oposição ao governo municipal. As outras legendas estão omissas, ou por serem aliadas do governador Rui Costa, hoje companheiro de Fernando, ou por interesses outros. Alguém já viu um posicionamento do PCdoB de Davidson Magalhães e do PSB de Renato Costa em relação a gestão Fernando Gomes?

Quanto a Azevedo, não se tem nenhuma dúvida de que seria o mais prejudicado. O eleitorado do militar é quase o mesmo de Fernando. O populismo ficaria rachado. Não há espaço para dois “fernandos”.

Outro detalhe é que a cada vez mais constante aproximação de Azevedo com Fernando vai minando sua candidatura pelo DEM de ACM Neto. O prefeito soteropolitano caminha a passos largos para apoiar Mangabeira. ACM Neto, presidente nacional do Democratas, não quer saber de Fernando Gomes e vice-versa.

O maior problema de Azevedo, que foi meu colega no curso de direito na então Fespi, hoje UESC, é sua instabilidade política. Tem que decidir se quer a liderança de Fernando ou Neto. Agradar aos dois simultaneamente é impossível. Termina desagradando e perdendo a confiança de ambos.

O “foram me chamar” será substituído pelo “já estou aqui”. Fernando Gomes, em que pese uma acentuada rejeição, é um candidato que preocupa. É quem mais sabe onde as cobras dormem.

O voto do antifernandismo pode ser um importante “cabo eleitoral” para Mangabeira, principalmente se no decorrer da campanha o cidadão-eleitor-contribuinte perceber que o postulante do PDT é a melhor opção para evitar a sexto mandato de Fernando Gomes.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

“COISA DE MOLEQUE”, DIZ EVERALDO SOBRE ATUAÇÃO DE DALLAGNOL CONTRA WAGNER

Everaldo faz críticas a Dallagnol, que atuou contra Wagner

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, qualificou como ‘coisa de moleque’ a atitude do procurador do MPF, Deltan Dallagnol, trazida nas revelações, deste sábado (29), pelo site The Intercept Brasil na coluna de Mônica Bergamo da Folha de São Paulo. Nas conversas, o integrante da Operação Lava Jato atua para fazer, “por questão simbólica”, busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner antes de sua posse no Senado.

“Os diálogos desse procurador Dallagnol mostram a desfaçatez de um capacho a serviço da eleição de Bolsonaro. Moro já havia negociado seu prêmio, o Ministério da Justiça, ele certamente estaria buscando seu lugar ao sol nessa aliança lesa-pátria”, afirmou Everaldo, defendendo a imediata expulsão do procurador.

Para o dirigente, Dallagnol locupletou-se do cargo para perseguir, de forma dissimulada e em conluio com o juiz e o TRF-4. “Para eles, não bastava a prisão de Lula. Tinham que impedir o avanço de qualquer símbolo da resistência, nesse caso o senador Wagner, que representa a experiência exitosa na Bahia de políticas públicas voltadas para o social”, destacou.

“BUSCAREMOS UM NOME DE CONSENSO”, AFIRMA FLÁVIO BARRETO

Flávio Barreto diz que buscará a unidade do PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) buscará um nome de consenso para a direção do partido nas eleições internas que ocorrerão no segundo semestre deste ano, segundo o presidente do diretório itabunense, Flávio Barreto. O nome deverá ser escolhido para as eleições até o final de julho, de acordo com ele. Flávio trabalhará para que não haja bate-chapa.

Também conhecido como Flávio da Comonte, o dirigente disse que, assim como o presidente estadual, Everaldo Anunciação, não poderá concorrer a um novo mandato. Isso, porque o partido não permite mais de uma reeleição dos seus dirigentes.

Mais cedo, o site publicou nota afirmando que uma ala do PT local, puxada pelo filiado Manoel Porfírio, defenderá o nome da professora Miralva Moitinho para o comando do partido (relembre aqui).

PORFÍRIO QUER MIRALVA NO COMANDO DO PT ITABUNENSE

Porfírio vai trabalhar nome de Miralva ao comando do PT itabunense

O assessor parlamentar Manoel Porfírio arregimentou nomes para filiação no PT de Itabuna. O movimento dele não foi à toa. Assessor dos deputados Osni (estadual) e Joseildo (federal), Porfírio está disposto a fortalecer grupo que rivalize com a ala geraldista do diretório local.

O nome que o assessor trabalha para levar à presidência do partido no município é o da professora Miralva Moitinho, que já presidiu o diretório quando era do grupo do ex-prefeito e ex-deputado Geraldo Simões.

Do outro lado da contenda, Flávio Barreto, que deve disputar a reeleição. As eleições no PT ocorrerão no segundo semestre deste ano, quando serão definidos os dirigentes para os diretórios municipais, estaduais e nacional.

CAMAMU: IONÁ DIZ QUE ESTÁ APTA PARA DISPUTAR NOVA ELEIÇÃO

Ioná teve registro negado e foi cassada pelo TSE, ontem à noite || Foto Divulgação

Cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ontem à noite, a prefeita Ioná Queiroz emitiu uma carta, há pouco, na qual afirma que está apta e sem qualquer impedimento para a disputa eleitoral. Sinaliza que, ao menos, disputará o pleito de 2020.

Ioná vai aguardar a publicação do acórdão do tribunal e ainda poderá recorrer da decisão. Caso não possa concorrer na eleição suplementar, a aposta é que ela deverá indicar para a disputa o irmão, Iomar Queiroz (Mamaco), também do PT.

Na decisão de ontem (4), o TSE determinou nova eleição em Camamu ainda neste ano. O presidente da Câmara deverá comandar a prefeitura até a realização do pleito suplementar e posse do eleito.

– [Com a decisão do TSE] Pelo menos uma coisa boa aconteceu. O processo de 2008 se findou e eu agora não carrego mais ele, estou livre, apta, sem qualquer impedimento – escreve a prefeita cassada de Camamu, no sul da Bahia.

Ainda na carta, a prefeita agradece a votação obtida em 2016 diz que continuará servindo Camamu. “A luta continua!”.

No “leia mais”, confira a carta da prefeita que teve o registro negado e foi cassada pelo TSE. :: LEIA MAIS »

A BASE ALIADA E O PDT DE MANGABEIRA

Marco Wense

 

 

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

 

Das legendas que integram a base aliada do governador Rui Costa, só o PDT, sob o comando do médico Antônio Mangabeira, faz oposição declarada ao governo Fernando Gomes, ainda sem partido depois que rompeu com ACM Neto (DEM).

PCdoB de Davidson Magalhães, PSB de Renato Costa, PR, PP, PSD e outras legendas de menor expressão, estão silenciosas em relação a gestão municipal. Os senhores dirigentes fogem da crítica como o diabo da cruz.

Como o PCdoB tem seu representante na Câmara de Vereadores, o edil Jairo Araújo, que faz oposição ao governismo municipal, termina amenizando o cruzar dos braços e a inércia do comunismo tupiniquim.

O PSB fica sem saber o que fazer, já que tem figuras importantes do partido no primeiro escalão do governo estadual, hoje aliado de Fernando Gomes, que em priscas eras era um ferrenho inimigo do petismo.

Mais cedo ou mais tarde, o eleitorado vai querer saber qual é a posição dos comunistas e socialistas no tocante ao governo FG. O limite para o atucanismo, obviamente ao modo PSDB, tem um prazo. Ou seja, não se consegue ficar em cima do muro por muito tempo.

Essa indefinição, que atinge quase todas as agremiações partidárias de Itabuna, é que faz Mangabeira crescer nas pesquisas de intenções de voto, ficando em uma situação confortável em relação ao segundo colocado.

Queiram ou não, o PDT é, pelo menos até agora, o único partido de oposição escancarada ao governo Fernando Gomes, sem fazer arrodeios e sem adotar a política do assopra pelo dia e morde pela noite.

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

O prefeiturável Antônio Mangabeira, que em duas eleições – prefeito e deputado federal – obteve 20 mil votos em Itabuna, com essa escassez de oposição a FG, só faz ficar cada vez mais favorito na sucessão de 2020.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DISPUTA PELO COMANDO DO PT BAIANO

Marco Wense

 

O pega-pega entre Wagner e o atual comando do PT vem de priscas eras, quando o senador não conseguiu eleger o deputado federal Valdenor Pereira para o cobiçado cargo de presidente do PT da Bahia.

 

A disputa pelo comando estadual do Partido dos Trabalhadores pode provocar um acirramento entre Jaques Wagner e a atual cúpula da legenda, sob a batuta de Everaldo Anunciação.

O ex-governador, hoje senador da República, apoia a candidatura de Eden Valadares, seu ex-assessor e pessoa de sua inteira confiança.

O problema é que Anunciação, que já foi vereador em Itabuna e geraldista de carteirinha, se juntou com Josias Gomes, secretário de Desenvolvimento Rural, para enfraquecer a postulação de Valadares.

Wagner nunca teve um bom relacionamento político com Josias, cujo sonho é ser prefeito de Itabuna. O que se comenta nos bastidores do Palácio de Ondina é que o governador Rui Costa estaria dando corda a Everaldo e a Josias.

Wagner pretende ter uma conversa com Rui. Quer saber quais os motivos que estão provocando essa recusa em relação a Valadares, principalmente por parte da executiva da legenda.

Vale lembrar que o pega-pega entre Wagner e o atual comando do PT vem de priscas eras, quando o senador não conseguiu eleger o deputado federal Valdenor Pereira para o cobiçado cargo de presidente do PT da Bahia.

É óbvio que a causa de Josias e Everaldo serem contra a Valadares na direção-mor do partido salta aos olhos. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que é continuar dando às cartas no PT.

Mas o que intriga os correligionários mais próximos de Wagner, é Rui Costa. Ou seja, por que o governador não quer Eden Valadares no comando da legenda?

O chefe do Executivo ficaria do lado de Josias e Everaldo em detrimento do criador político, aquele que lutou contra tudo e todos para lançá-lo candidato a governador?

Seria muita ingratidão. Confesso que não acredito na possibilidade de um Wagner versus Rui nessa disputa pelo controle do partido.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

MARCELO NILO SE QUEIXA DE RUI E WAGNER: “MINHA LEALDADE CANINA NÃO FOI RETRIBUÍDA”

Marcelo Nilo: lealdade canina não retribuída

Ganhou repercussão em Salvador e no interior do Estado as declarações de Marcelo Nilo (PSB-BA), deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador. Nilo se mostrou arrependido pelo que chama de “lealdade canina” ao então governador Jaques Wagner e a Rui Costa quando ainda estava no comando da Alba.

– Na Assembleia, o projeto chegava em dois minutos e já estávamos votando. Lá eu conhecia. Apesar de ser presidente e ter o apoio da oposição, eu era de uma lealdade canina aos governadores Jaques Wagner e Rui Costa. Uma coisa que hoje me arrependi. Minha lealdade canina não foi retribuída.

O queixume aumenta quando se refere ao governador Rui Costa, agora no segundo mandato:

– O governador Wagner só me apoiou uma vez. Minha lealdade, quando saí, fui tratado como deputado do baixo clero. Passei oito meses sem uma audiência com o governador Rui Costa. Passei quatro horas para ser recebido pelo governador Rui Costa e não fui recebido. O governador não me ajudou em nada. Fui eleito pelo povo da Bahia. Não tenho nenhuma intimidade. Só vou no palácio quando vou com outros deputados”, disse o deputado.

O ENFRAQUECIMENTO DO “LULA LIVRE”

Marco Wense

 

 

O “Lula Livre” precisa de oxigênio, sob pena de definhar e desaparecer. Luiz Inácio Lula da Silva não merece essa indiferença dos “companheiros”.

 

 

O enfraquecimento do movimento “Lula Livre”, com a militância do PT acomodada, vem deixando o ex-presidente Lula muito chateado com os companheiros.

A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional da legenda, não menciona, pelo menos em público, a tristeza de Lula, que já aceita a possibilidade da prisão domiciliar, o que exige uma mudança no seu comportamento diante da Justiça.

Pessoas mais próximas do ex-presidente, que o conhecem muito bem, não só política como pessoalmente, falam até de início de depressão.

Essa acomodação da militância é muito pior do que ficar preso, do que a falta de liberdade e a solidão do encarceramento. A decepção e a ingratidão são ingredientes perversos no processo político.

Parece que o Lulopetismo jogou a toalha, não acredita mais em uma reviravolta que coloque Lula solto e com os direitos políticos restabelecidos, podendo disputar a próxima sucessão presidencial.

Esqueceram as ruas, guardaram as bandeiras vermelhas. A impressão é que todos estão hibernados, esperando a ajuda Divina. A esperança, palavra tão usada nos discursos do PT, já não é citada como em priscas eras.

Como não bastasse a dureza dos mais de 365 dias na prisão, tem a frieza da militância e, principalmente, de algumas lideranças políticas, hoje preocupadas exclusivamente com seus interesses e sua sobrevivência política.

O “Lula Livre” precisa de oxigênio, sob pena de definhar e desaparecer. Luiz Inácio Lula da Silva não merece essa indiferença dos “companheiros”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A UNE, O PT E ACM NETO

Marco Wense

 

Neto, presidente nacional do Partido do Democratas (DEM), sabe que o fortalecimento da sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina depende do bom desempenho da legenda em Salvador e no interior.

 

Só faltou o presidente Jair Messias Bolsonaro na disputa do “quem dá mais”, enfrentando o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM).

O assunto diz respeito a realização da décima primeira Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), que acontece na capital baiana.

Antes que os maldosos e as fofoqueiras de plantão abram a boca, digo que o evento da UNE é muito importante. Vai oxigenar a entidade, que se encontra parada, amorfa, quase que inexistente.

Mas não posso é deixar de comentar essa “briguinha” entre o governo do Estado e a prefeitura de Salvador, que terminou com a “vitória” do chefe do Executivo municipal.

O alcaide soteropolitano, através da secretaria de Cultura e Turismo, deu R$ 100 mil a mais do que o governo da Bahia. Ou seja, R$ 1 milhão versus R$ 900 mil.

Muitos netistas, principalmente os que ainda sentem saudades de ACM, que não dava sossego para os adversários políticos, considerados como inimigos, ficaram atônitos, estarrecidos e assombrados com o gesto do prefeito.

“Que diabos ACM Neto quer em um evento cujos protagonistas são políticos de esquerda? ”, diziam os chateados, surpresos e desapontados democratas, se referindo a Alice Portugal e Manuela D’Ávila, do PCdoB, Guilherme Boulos, doPSOL, e José Gabrielli do PT.

Outros netistas, no entanto, os mais pragmáticos, são da opinião de que a UNE não é mais petista como em priscas eras, que ACM Neto, de olho nas eleições de 2020 e 2022, tem que se aproximar da UNE.

Neto, presidente nacional do Partido do Democratas (DEM), sabe que o fortalecimento da sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina depende do bom desempenho da legenda em Salvador e no interior.

Aqui em Itabuna, por exemplo, o gestor do Thomé de Souza vai apoiar o prefeiturável com mais chance de derrotar o candidato do PT, que caminha para ser o mesmo do prefeito Fernando Gomes.

Se a eleição fosse hoje, o médico Antônio Mangabeira, do PDT, teria o apoio de Neto e das agremiações partidárias que gravitam em torno da sua liderança.

Mangabeira, na frente das pesquisas de intenções de voto, mantendo uma boa distância do segundo colocado, vai conversar com todas as forças políticas que querem a derrota do fernandismo, hoje aliado ao PT.

Voltando a UNE, parece que a entidade estudantil deixou a intransigência de lado e soterrou o radicalismo. A prova inconteste da mudança é a homenagem que fará ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007.

Não sei se o tapete para os homenageados ou para quem vai representá-los será vermelho. Se vão estendê-lo a ACM Neto, que receberá a honraria ao saudoso vovô.

Marco Wense é articulista político e colunista do Diário Bahia.

A FORÇA DE ACM NETO; E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Marco Wense

 

Em relação ao gestor de Salvador, é evidente que presidir nacionalmente uma legenda (DEM), que tem três ministros e os presidentes das duas Casas Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado da República, respectivamente com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, é uma invejável prerrogativa.

 

Dois assuntos hoje no editorial: a “fraternidade” da Reforma Previdenciária e a “força” do prefeito ACM Neto.

O atento e perspicaz leitor, percebe logo que tem duas palavras aspeadas. Não estão na própria acepção, no sentido verdadeiro, sem causar dúvidas e variadas interpretações.

Ora, ora, como falar de reforma fraternal, como diz o governo Bolsonaro, se querem desatrelar o Benefício da Prestação Continuada (BPC), concedido aos idosos e pessoas de baixa renda, em condição de miserabilidade, do salário mínimo?

Salta aos olhos, e não precisam que sejam do mesmo tamanho dos da coruja, que a reforma da Previdência é imprescindível, sem a qual o país se enterra sob 17 palmos de terra.

Mas tenha santa paciência! Que coisa hein! Que irmandade é essa que empurra os miseráveis para a beira da cova, sem dó e piedade?

Portanto, em vez de ficar prejudicando os “descamisados”, que se corte os vergonhosos privilégios de determinados segmentos da sociedade. Só assim teremos uma reforma previdenciária justa e fraterna.

Em relação ao gestor de Salvador, é evidente que presidir nacionalmente uma legenda (DEM), que tem três ministros e os presidentes das duas Casas Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado da República, respectivamente com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, é uma invejável prerrogativa.

O problema é que ACM Neto não teve a força de indicar ninguém do seu staff político para o primeiro escalão do governo bolsonariano. Os três ministros democratas foram considerados da cota pessoal do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Quanto a Maia e a Alcolumbre, o alcaide soteropolitano não influenciou em nada a eleição de ambos. E mais: alguns partidos de esquerda tiveram um papel mais importante que ACM Neto, agora animadíssimo com sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina na sucessão de 2022.

O adversário mais provável do democrata é o senador Otto Alencar, o comandante estadual do PSD. Não acredito em uma traição do PT, lançando candidatura própria.

Marco Wense é articulista político e colunista do Diário Bahia.

ZÉ DIRCEU LANÇA “MEMÓRIAS” EM ILHÉUS, NA SEXTA

Livro de José Dirceu será lançado nesta sexta, em Ilhéus

O Teatro Popular de Ilhéus receberá na próxima sexta-feira (18), a partir das 18h, o lançamento regional do livro Memórias – Volume 1, do ex-ministro José Dirceu. A autobiografia conta os bastidores inéditos de sua militância estudantil durante a ditadura militar, seu exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a cirurgia plástica que mudou seu rosto, a vida clandestina no Brasil nos anos 1970, a volta à legalidade com a anistia, em 1979, e sua ascensão no Partido dos Trabalhadores, onde se tornou presidente e maior responsável pela eleição de Lula à presidência da República.

Nascido na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, e formado em Direito pela PUC de São Paulo, Dirceu revela, pela primeira vez, segredos dos bastidores da luta política dentro do PT e do próprio governo, onde foi chefe da Casa Civil e provável sucessor de Lula, até ser abatido pelas denúncias do “Mensalão” – cujos episódios serão contados no segundo volume, previsto para ser lançado ainda este ano.

No primeiro volume de suas Memórias, Dirceu, que concederá autógrafos e um bate-papo com os presentes, expõe o que jamais foi dito sobre sua vida e sobre os principais líderes da política brasileira nos últimos 50 anos. Um livro imprescindível para se entender como foi a luta contra a ditadura militar, a redemocratização, a derrubada do presidente Fernando Collor, a oposição aos governos de Fernando Henrique Cardoso, a eleição de Lula e Dilma e o atual momento político do país.

COMPROMISSO

Ao sediá-lo, o Teatro Popular de Ilhéus reafirma seu compromisso com o público e o conteúdo de suas obras. O TPI é um grupo independente apartidário, e além de ter uma longa trajetória de produção de espetáculos ligados à realidade da classe trabalhadora, traçando consistentes críticas políticas e sociais, também sempre abriu suas portas para diversos projetos externos, companhias visitantes, artistas locais e nacionais e demais eventos que sejam de interesse da sociedade.

GERALDO SIMÕES E A REFORMA DE RUI

Marco Wense

 

Nos bastidores, o que se comenta é que o ex-governador e senador eleito Jaques Wagner pode levar Geraldo para Brasília, se o companheiro ficar de fora do Governo Rui Costa neste segundo mandato.

Toda vez que a reforma administrativa do governador Rui Costa emerge nas conversas entre petistas, o nome de Geraldo Simões é logo lembrado.

Prefeito de Itabuna por duas vezes, 1993-1996 e 2001-2004, também conhecido como “Minha Pedinha”, Geraldo divide a cúpula estadual do Partido dos Trabalhadores.

Tem os que defendem sua indicação para um cargo de primeiro escalão e os que torcem para Simões continuar a ver navios. Os mais religiosos fazem até promessas ao Senhor do Bonfim e colocam fitinhas no pulso.

Geraldo se mostra tranquilo.

Compreende que o chefe do Executivo não tem muita simpatia por ele. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem da frieza de Rui com o ex-alcaide. Deve ter seus motivos, nunca revelados de público, mas sempre comentados em conversas reservadas.

A situação de Geraldo, quando comparada com a de priscas eras, como diria o saudoso, inquieto e polêmico jornalista Eduardo Anunciação, hoje em um lugar chamado Eternidade, é infinitamente melhor.

Teve um período em que Geraldo era uma espécie de “patinho feio” para Everaldo Anunciação, presidente estadual do PT, e Josias Gomes, então secretário de Relações Institucionais de Rui Costa. O apoio de Geraldo à reeleição de Josias para o Parlamento federal amenizou o pega-pega do passado.

Nos bastidores, o que se comenta é que o ex-governador e senador eleito Jaques Wagner pode levar Geraldo para Brasília, se o companheiro ficar de fora do Governo Rui Costa neste segundo mandato.

Geraldo Simões, que tem o controle do diretório do PT de Itabuna há muito tempo, é adorado por muitos e também odiado na mesma proporção.

O maior obstáculo no caminho de GS é sua performance nas últimas eleições que disputou, com resultados muito abaixo do esperado, provocando uma derrota atrás da outra.

Uma pergunta, no entanto, é oportuna e pertinente: Geraldo Simões estaria mesmo interessado em ocupar um cargo no Governo do Estado?

No mais, esperar o que vai acontecer com a reforma de Rui Costa, que terminou oxigenando o discurso oposicionista de que o morador mais ilustre do Palácio de Ondina cometeu “estelionato eleitoral” ao passar para o eleitor que a situação financeira do governo estava sob controle, que tudo corria conforme o figurino da boa e exemplar administração da coisa pública.

PS – Geraldo Simões, um dos fundadores do PT de Itabuna, é portador de uma invejável coerência na sua vida pública. O exemplo bem tupiniquim desse seu nexo político, se deu com a inusitada aliança entre Rui Costa e Fernando Gomes, atual gestor de Itabuna e considerado, por muito tempo, o maior inimigo do PT no sul da Bahia, daqueles que não perdiam a oportunidade de esculhambar com o partido e os petistas. Geraldo, quando questionado sobre o enlace político entre Rui e Fernando, foi hilariante: “casamento de cobra com jacaré”. A dúvida, até hoje não esclarecida, ficou por conta de quem seria a cobra e o jacaré.

1968: O ANO QUE INSISTE EM NÃO TERMINAR

Cláudio Rodrigues

 

 

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito afirmou desejar um Brasil “semelhante ao que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Se voltarmos 50 anos, cairemos em 1968. Precisamos ter a esperança de que o futuro ministro da Justiça não faça como o colega e também ex-ministro Gama e Silva

 

 

1968 foi um ano conturbado, marcado por fatos que viraram de ponta cabeça o Brasil e o mundo. O jornalista e escritor Zuenir Ventura é um estudioso do referido ano. Em seu livro 1968: O Ano que não Terminou (Nova Fronteira – 1989), Zuenir cita importantes personagens, obras e músicas que fizeram parte do período.

Figuras emblemáticas como a atriz italiana e esquerdista Claudia Cardinale, o militante do MR-8 César Benjamin, “Cesinha”, que participou da luta armada, e Carlos Lamarca, “O Capitão da Guerrilha”, que militava na VPR e do MR-8 são personagens da obra de Zuenir. O livro faz referência a artistas que tiveram papel de suma importância nos anos que se passaram, a exemplo de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Geraldo Vandré, que agitavam os festivais com suas músicas. Já o teatro era a representação do momento peças como Roda Viva. Atraíam uma geração com muita fome e sede de cultura.

Na política, o Brasil vivia uma grande tensão, passados quatro anos do Golpe Militar. A censura, punições, cassações, tortura, exílio e repressão eram a marca do governo dos generais. Diante do Regime, os estudantes inspirados no movimento Maio de 68, que acontecia em Paris, sentiram a necessidade de criar um movimento estudantil articulado politicamente e crítico em relação à Ditadura Militar.

Ao movimento estudantil os militares responderam com mais e mais repressão, e em 13 de dezembro de 1968, no governo do general Artur da Costa e Silva, o seu ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva, foi o redator e locutor do Ato Institucional nº 5. O AI-5 foi o golpe dentro do golpe: fechava o Congresso Nacional, autorizava o presidente da República a cassar mandatos e a suspender direitos políticos, o habeas corpus deixava de existir, a censura estava oficializada e outras medidas repressivas foram adotadas.

Gama e Silva foi jurista, juiz do Tribunal de Contas, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e reitor da mesma USP. Enquanto reitor da USP, elaborou a lista com nomes de professores universitários, colegas seus, que viriam a ser processados no Inquérito Policial Militar da USP, entre os quais Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso. Pelo papel de dedo-duro de Gama e Silva foi agraciado com o cargo de Ministro da Justiça.

Outubro de 2018! O deputado e capitão reformado do Exercito Brasileiro Jair Messias Bolsonaro é eleito presidente do Brasil, na oitava eleição direta pós-Ditadura Militar. O presidente eleito escolhe para chefiar a futura super pasta da Justiça o juiz de direito Sérgio Fernando Moro. Moro tornou-se uma espécie de “herói nacional” depois de ser o juiz da Operação Lava-Jato, que desvendou um esquema de corrupção que envolvia políticos e seus partidos, empreiteiros e grandes empresários.

Juiz de primeira instância, Sérgio Moro usou e abusou da prisão preventiva, sem previsão, para obter delações premiadas. As delações tinham aceitação e valia rápida quando envolvia pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Dessa forma o “juiz herói”, mandou para a cadeia figuras de proa do PT, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista era líder nas pesquisas de intenções de voto e maior nome da esquerda na América Latina, em uma ação muito questionada por juristas do Brasil e do exterior, inclusive o Comitê de Direitos Humanos da ONU.

Mesmo preso e impedido pela justiça brasileira de disputar o pleito de outubro último, o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores lançaram seu candidato e a apenas a seis dias da disputa do primeiro turno das eleições o “juiz herói”, liberou parte da delação do ex-ministro dos governos petistas Antônio Palocci, delação rejeitada pelo Ministério Público Federal e aceita pela Policia Federal e o juiz Sérgio Moro. A divulgação da delação de Palocci fez a festa dos opositores do PT e por pouco o capitão reformado não levou a disputa já no primeiro turno.

Passado a eleição, o “juiz herói” é agraciado com o convite para assumir o Superministério da Justiça. Mais: o capitão reformado e presidente eleito diz, em entrevista à imprensa, que o trabalho do “juiz herói” o ajudou a crescer politicamente. Já o vice-presidente eleito, o general Hamilton Mourão, que não tem papas na língua, soltou que o convite ao juiz foi feito ainda durante a campanha, o que deixa uma imensa suspeita no ar em relação ao papel do “juiz herói” no processo eleitoral.

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito afirmou desejar um Brasil “semelhante ao que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Se voltarmos 50 anos, cairemos em 1968. Precisamos ter a esperança de que o futuro ministro da Justiça não faça como o colega e também ex-ministro Gama e Silva, uma vez que existem algumas semelhanças nos “méritos” que os levaram a chefiar a pasta. Zuenir Ventura acertou: 1968 é o ano que insiste em não terminar.

Cláudio Rodrigues é consultor e colaborador de Pimenta.

DATAFOLHA: BOLSONARO ATINGE 56% E HADDAD VAI A 44%; VANTAGEM CAI 6 PONTOS

Vantagem de Bolsonaro para Haddad cai de 18 para 12 pontos percentuais

A mais nova pesquisa Datafolha, encomendada pela TV Globo e Folha, mostra queda na vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) para Fernando Haddad (PT), de 18 para 12 pontos percentuais. Agora ele tem 56% dos votos válidos contra 44% de Haddad. Na pesquisa do dia 18, estava 59% a 41%.

Nos votos totais, Bolsonaro oscilou de 50% para 48%, enquanto Fernando Haddad saiu de 35% para 38% no comparativo com a pesquisa da quinta da semana passada. O percentual de brancos e nulos oscilou de 10% para 8%. O de indecisos, de 5% para 6%.

O levantamento também mostrou que a rejeição a Bolsonaro subiu, de 41% para 44%. O universo dos que talvez votassem nele oscilou de 48% para 46%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. A rejeição a Haddad oscilou de 54% para 52%. O universo dos que votariam com certeza no petista cresceu acima da margem: saiu 33% para 37%.

A pesquisa Datafolha foi feita ontem e hoje (24 e 25) e ouviu 9.173 eleitores. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-05743/2018.

PESQUISA CNT/MDA: BOLSONARO TEM 57% DOS VOTOS VÁLIDOS CONTRA 43% DE HADDAD

Bolsonaro mantém liderança da corrida presidencial contra Haddad || Montagem Correio24h

Nova pesquisa do Instituto MDA traz o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com 57% das intenções dos votos válidos e o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) com 43%. O levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) à MDA.

Nos votos totais, Jair Bolsonaro aparece com 48,8% das intenções de voto ante 36,7% de Haddad. Brancos e nulos somam 11% e o percentual de indecisos chega a 3,5%.

A pesquisa também aferiu que 51,4% dos entrevistados rejeitam Haddad e 42,7% não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro.

A pesquisa foi feita nos dias 20 e 21, ouvindo 2.002 eleitores em 137 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00346/2018.

ROSEMBERG SE TORNA O DEPUTADO ESTADUAL MAIS VOTADO DA HISTÓRIA DO PT NA BAHIA

Rosemberg, entre Wagner e Rui, se tornou deputado do PT mais bem votado na Bahia

O deputado estadual Rosemberg Pinto obteve a maior votação já conquistada por um parlamentar estadual em toda a história do PT na Bahia. No domingo (7), o ex-líder do partido na Assembleia Legislativa teve 101.945 votos. Entre todos os eleitos ou reeleitos para a AL-BA neste ano, ficou em segundo lugar e é considerado nome dos mais fortes para presidir a Casa em 2019.

Além de Rosemberg, o governador Rui Costa (PT) também recebeu o título de mais votado da história, com 5,09 milhões de votos. O ex-governador Jaques Wagner (PT) obteve 4,2 milhões de votos na corrida ao Senado. Foi o mais bem votado para a Câmara Alta.

“Quero agradecer a cada um que ajudou a demonstrar a importância do nosso projeto, que me elegeu como o segundo mais votado do estado da Bahia. A nossa tarefa continua, com uma responsabilidade maior no âmbito da educação, da cultura e do desenvolvimento regional, essencialmente na geração de emprego e renda”, agradeceu Rosemberg.

HISTÓRICO DO VOTO PARA A AL-BA

O primeiro membro do Partido dos Trabalhadores na Bahia que sentou em uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa (Alba) foi Alcides Modesto, deputado estadual constituinte, eleito em 1986 com 15.059 votos. Em 1990, o PT no estado assegurou três cadeiras no Parlamento: Edival Passos, com 8.238, Geraldo Simões, com 8.151 votos, e Nelson Pellegrino, com 6.838 votos.

Em 1994, Pelegrino (PT) foi o mais votado com 23.171 votos. Quatro anos mais tarde, a atual prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), se tornou a postulante a deputada estadual mais votada da sigla, com 19.210 votos. Em 2002, Moema repetiu o desempenho nas urnas e manteve o título de mais votada da legenda, com 45.485 sufrágios.

Já em 2006, foi a vez de Waldenor Pereira (PT), atualmente deputado federal, assumir o posto de mais votado, com 68.302. Em 2010 e 2014, com 81.223 mil e 88.817 mil votos respectivamente, quem garantiu o título foi o atual líder do Governo na Casa, Zé Neto (PT), eleito deputado federal nas eleições deste ano.

BIG DATA/TV ITAPOAN: RUI LIDERA CORRIDA AO GOVERNO BAIANO COM 57%; JOSÉ RONALDO ATINGE 16%

Rui Costa atinge 57% das intenções de voto no Big Data

A mais nova pesquisa Real Time Big Data sobre a disputa ao governo baiano traz Rui Costa (PT) ainda mais consolidado na corrida sucessória. Com 57% das intenções de voto, ele seria reeleito no primeiro turno, de acordo com o instituto. Principal adversário, José Ronaldo (DEM) atinge 16¨.

Marcos Mendes (PSOL) surge com 3%, enquanto João Santana (MDB) e João Henrique (PRTB) têm 1% cada um. Juntos, Célia Sacramento (Rede) e Orlando Andrade (PCO) somam 1%. Votos brancos e nulos representam 13% e os indecisos chegam a 8%, conforme o instituto.

VOTOS VÁLIDOS

Quando considerados apenas os votos válidos, segundo o Big Data, Rui alcança 72% e José Ronaldo chega a 21%. Na sequência, vêm Marcos Mendes, com 4%, e João Santana e João Henrique com 1% cada um.

O instituto informa ter ouvido 1,2 mil eleitores no dia 2. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e a pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral com o número BA-01122/2018, tem nível de confiança de 95%.








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