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:: ‘PT’

MARIA ALICE NO PSD

Maria Alice, de vermelho, cumprimenta o governador Rui Costa || Foto O Trombone

Maria Alice, de vermelho, cumprimenta o governador Rui Costa || Foto O Trombone

A secretária de Governo de Itabuna, Maria Alice, concedeu entrevista a Ederivaldo Benedito, no sábado (15), na Rádio Nacional, anunciando a saída dela do DEM. Evitou falar sobre qual será o destino partidário. Nem precisava.

Tanto Maria Alice como Fernando Gomes deverão oficializar a saída do Democratas e se filiarem ao PSD de Otto Alencar e do deputado federal Paulo Magalhães, o avalista. Tudo combinado com o governador Rui Costa.

Maria Alice oficializará a saída do DEM logo após as comemorações do aniversário da cidade. Fernando não terá a mesma pressa.

PT BAIANO FARÁ ATO EM DEFESA DE LULA

Everaldo: ato em apoio a Lula.

Everaldo: ato em apoio a Lula.

A executiva estadual do PT da Bahia definiu realizar ato em apoio ao ex-presidente Lula e contra o que classifica como “perseguição orquestrada pelo juiz Moro”. A decisão foi tomada em reunião ocorrida nesta quinta (13), um dia após o petista ser condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz federal. A manifestação em apoio a Lula, segundo a executiva petista, será no próximo dia 20.

O encontro da executiva teve a participação do presidente da CUT/Bahia, Cedro Silva. O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, viu parcialidade na decisão de Moro. “Ele não tem a mesma atitude com relação às pessoas contra as quais existem provas concretas de corrupção”.

O dirigente estadual do PT prometeu manter vigilância “contra as arbitrariedades de setores do judiciário”. Everaldo também afirmou que continua a luta “Diretas Já”. O presidente do partido acredita que as Diretas são “o caminho para a restauração da democracia e estabilidade social, econômica e política do Brasil.”

Na agenda também ficou definido um encontro hoje (13) às 17h com a Frente Brasil Popular, no Sindae, além de ato no sábado (15) no Subúrbio pelas Diretas Já.

CONDENAÇÃO É ESTRATÉGIA PARA TIRAR LULA DA DISPUTA DE 2018, DIZ VALMIR

Valmir Assunção defende Lula e critica decisão de Moro || Foto Divulgação

Valmir Assunção defende Lula e critica decisão de Moro || Foto Divulgação

Momentos após o anúncio da condenação do ex-presidente Lula pelo juiz federal Sérgio Moro, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) disse que a sentença é parte da estratégia para tirar o líder petista da corrida eleitoral de 2018. O parlamentar diz não haver provas concretas contra o ex-presidente.

– Um julgamento cheio de irregularidades, que não possui provas. Trata-se de um julgamento político, cujo objetivo é impedir a candidatura de Lula e sua inevitável vitória em 2018 – aponta.

Para o petista baiano, o julgamento “é utilizado para esconder o assalto ao povo trabalhador, aprovado por meio da reforma trabalhista”. A reforma foi aprovada na Câmara dos Deputados e, ontem (11), no Senado Federal. Agora, segue para a sanção do presidente Michel Temer.

– Moro soltou a sentença durante audiência com o advogado de Lula, Cristiano Zanin. Para a resposta não ser rápida. É um abuso atrás do outro – disse o deputado federal baiano.

Valmir diz que a situação é grave no país e que é preciso cautela, já que Lula ainda pode recorrer dessa decisão. “É uma decisão utilizada para tentar dar alguma sobrevida ao governo de Michel Temer [PMDB], cuja acusação possui provas irrefutáveis. É preciso denunciar o caráter do processo contra Lula, uma jogada política para tirar a reforma e Temer da pauta midiática”.

PREFEITO TUCANO DEFENDE REELEIÇÃO DE RUI COSTA

Lula Brandão (camisa escura) é observado por Rui durante visita em Ilhéus || Foto Pimenta

Lula Brandão (camisa escura) é observado por Rui durante visita em Ilhéus || Foto Pimenta

Ibicaraí poderá assistir a dois grupos antagônicos no mesmo palanque em 2018. Assim como o ex-gestor Lenildo Santana (PT), o prefeito Lula Brandão (PSDB) já decidiu com quem vai marchar para o governo estadual em 2018. Não seguirá o caminho natural, o de apoio a um nome do grupo do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Lula defende a reeleição do governador Rui Costa (PT).

Durante a passagem do gestor baiano pelo sul do Estado, na semana passada, Lula participou de quase todos os compromissos da agenda oficial de Rui Costa. Ao PIMENTA, o prefeito de Ibicaraí cita o tratamento recebido do governo estadual desde os primeiros momentos em que assumiu a gestão do município sul-baiano, além do ritmo de obras do petista na Bahia.

Questionando, Lula Brandão disse não temer contrariar a linha do seu partido, o PSDB. No primeiro semestre, o prefeito ibicaraiense participou de audiência em Salvador, após ser convidado por Rui. A vice-prefeita, Adriana Assis, também confirma a aliança com o governador. Lula e Adriana ainda definirão com quais parlamentares vão caminhar em 2018.

TRAÍDO PELA CÚPULA DO DEM, FERNANDO CAI NAS GRAÇAS DE RUI COSTA

Rui e Fernando Gomes se cumprimentam durante evento em Ilhéus || Foto Divulgação

Rui e Fernando Gomes se cumprimentam durante evento em Ilhéus || Foto Divulgação


Fernando observa a obra da Ponte Estaiada, em Ilhéus || Foto Ed Ferreira

Fernando observa obra da nova ponte em Ilhéus || Foto Ed Ferreira

O ano de 2016 significou uma guinada política para Fernando Gomes. Estava decidido a disputar a Prefeitura de Itabuna pela sexta vez. Embalado por sentimentos como “ausência de prefeito” depois das gestões de Capitão Azevedo, sua cria, e Claudevane Leite (Vane do Renascer), Fernando, que um dia sonhou em ser governador do estado de Santa Cruz (uma ideia dele, na década de 80), achava que dava.

As pesquisas em meados de maio já lhe eram favoráveis. Um conjunto de fatores levou FG a se aproximar de um grupo filiado a um partido contra o qual militou por décadas, o PT. Nesse caminho, nada mais pesou do que um pedido de ACM Neto. O prefeito de Salvador queria que Fernando retirasse a própria candidatura e apoiasse o tucano Augusto Castro. Soou traição.

Era julho, às vésperas da convenção do DEM itabunense. A “surpresa” no encontro em Salvador foi acompanhada de outra “peça”: Augusto também estava ali, na sala. O gosto amargo da traição tomava a boca do então pré-candidato a prefeito pelo DEM. Palavras impublicáveis teriam sido ditas à época.

O presidente do DEM baiano, José Carlos Aleluia, assistiu a tudo, em silêncio. O amargor só fez aumentar. Era traição dupla. Fernando, como se sabe, não aceitou o pedido de Neto. E, pelo menos publicamente, sobrou para Augusto, a quem restou cuidar dos próprios hematomas.

O PRÓXIMO PASSO

Puxado por Maria Alice Pereira e o empresário Rafael Moreira, Fernando começou a namorar, politicamente, petistas. Começou com Josias Gomes e Lula Viana em diálogos em que eram sorvidos goles de café e chocolate em restaurantes e no Centro de Convenções de Ilhéus, onde ocorria mais uma edição do Festival do Chocolate e Cacau de Ilhéus e, à noite, Djavan se apresentaria para mais um show memorável em que, claro, cantava amores – e desilusões, também.

A conversa evoluiu rapidamente nos bastidores. Fernando já dialogava com Rui Costa. “Foi empatia à primeira vista”, disse um importante assessor do governador ao PIMENTA ao final de uma visita que Rui fazia à obra da nova ponte do Pontal, em Ilhéus, na quarta-feira (28).

Fernando exibe uma gravata "vermelho PT" || Foto Ed Ferreira

Fernando e a gravata “vermelho PT” || Foto Ed Ferreira

Momentos antes, Fernando Gomes reunia sua trupe para participar da recepção de prefeitos a Rui em Ilhéus. Estava vestido a caráter. E à vontade. A gravata chamava atenção. Não pelo modelo, mas pela cor, como pode ser visto nas fotos do experiente Ed Ferreira.

Então, prefeito, está na base mesmo? – pergunta repórter deste blog.

– Estou. Mas não é apoiando partido. Estou com o governador – ressalva, descontraído.

Ao contrário de boa parte dos seus assessores, Fernando mostra se sentir bem no novo aconchego. E é paparicado. Rui irá à festa de aniversário do prefeito, nesta sexta (30). “Tá confirmado, ele vai participar”, festejava Fernando. Ou “Cuma”. A comilança regada a política será no endereço do aniversariante. 78 anos.

Fernando está alegre, também, por outros fatores. Tem recebido apoio do governo em quase tudo que solicita. Por último, confirmou que o Estado concluirá as obras do Teatro e do Centro de Convenções. Rui ratificou o compromisso ontem (28). Só falta o prefeito enviar o novo projeto executivo da obra. A conclusão deve demandar algo como R$ 22 milhões.

“CORRERIA”, OBRAS E SUL DA BAHIA

Ainda na visita, Fernando olhava para o traçado da ponte, enquanto conversava. O repórter pergunta sobre a relação dele com o governador e o desempenho de Rui. O prefeito itabunense mostra admiração pelo jeito (do) petista. E crava, olhando para as primeiras colunas da ponte estaiada:

– Se entregar essa obra e sair a estrada, será o maior governo da história para o sul da Bahia. Antes dele, quem fez? Teve Lomanto Júnior, com aquela ponte ali – diz, apontando para a Ponte Lomanto Júnior, mais conhecida como Ilhéus-Pontal.

E a conversa avança. Ele sempre deixando claro a sua empatia pelo governador, e fazendo duas, três ressalvas de que “não existe mais partido” depois da Lava Jato.

E, novamente, repete:

– Estou com o governador. Não tem esse negócio de partido. Tem mais partido com essa Lava Jato? Não tem mais.

O deputado federal Paulo Magalhães (PSD), amigo e um dos avalistas da campanha fernandista em 2016, aproxima-se e aproveita para “discordar”, no estilo não é bem assim:

– Tem o PSD… – completa.

A propósito, e apesar dos embates com Neto, Fernando ainda continua filiado ao DEM, assim como Maria Alice Pereira, que ontem também se destacava na multidão com um vestido, como se diz, “vermelho PT”.

A INÊS É MORTA

marco wense1Marco Wense

 

O maior erro do petismo, no entanto, foi fugir da ética, jogando todo um discurso na lata do lixo.

 

O PT passou quatro mandatos no comando da Presidência da República, dois com Lula e o mesmo tempo com Dilma Rousseff.

Agora, o partido se diz arrependido de não ter feito a reforma política, que segundo o governador Rui Costa foi um grande erro do PT.

Lula, depois da Inês morta, passa a defender uma mudança na escolha dos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O maior erro do petismo, no entanto, foi fugir da ética, jogando todo um discurso na lata do lixo.

Sobre os critérios de nomeação para a Corte máxima do Poder Judiciário, veja abaixo, ipsis litteris, o que escrevi em 28 de novembro de 2010 no blog Pimenta.   

A INDEPENDÊNCIA DO STF

Marco Wense

De cada quatro ministros em atividade nos tribunais que compõem a cúpula do Judiciário, três deverão sua indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento não inclui os ministros do TSE, já que o sistema de escolha segue um critério diferente das demais cortes.

A previsão é do Anuário da Justiça 2010, com a informação de que o atual presidente da República já nomeou 51 ministros dos 78 em ação. E mais: Lula, até o fim de seu mandato, ainda pode indicar 15.

Alguma coisa tem que ser feita – uma urgente reforma na Constituição, por exemplo – para evitar que o Judiciário se torne coadjuvante e submisso. Uma instituição sob a batuta do presidente da República de plantão. :: LEIA MAIS »

WAGNER NA FRENTE

marco wense1Marco Wense

 

Para os partidos políticos – e aí não tem exceção, são todos iguaizinhos –, pesquisa boa é a que coloca os seus candidatos na frente.

 

 

Na coluna de ontem, comentei sobre a sondagem do instituto Paraná Pesquisas que aponta ACM Neto (DEM) na dianteira na disputa pelo Palácio de Ondina.

Disse que a consulta foi boa para a oposição, que passa a acreditar que a reeleição de Rui Costa não é favas contadas, e para o governismo, que deve colocar os pés no chão e frear o desaconselhável “já ganhou”.

Assim que saiu o resultado da enquete, o PT tratou logo de desqualificar a empresa, que a Paraná Pesquisas não tem credibilidade.

Quando os petistas souberam que Jaques Wagner lidera as intenções de voto para o Senado, amenizaram as críticas. O instituto passou a ser confiável.

O desdém inicial rapidamente se transformou em uma incontida vontade de saber a posição do ex-governador, principalmente em relação ao senador Otto Alencar (PSD).

Para os partidos políticos – e aí não tem exceção, são todos iguaizinhos –, pesquisa boa é a que coloca os seus candidatos na frente.

Vale lembrar que o levantamento da Paraná Pesquisas foi encomendado pela Rede Record. Só falta dizer que a televisão é antipetista e cabo eleitoral de ACM Neto.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

AGUENTA O TRANCO, BRASIL!

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

 

A partir da tarde desta terça-feira (6), mais uma vez, o Brasil terá posto a prova a vida das instituições democráticas, com o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, referentes à eleição presidencial de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado, ainda imprevisível para nós mortais, por certo será objeto de muitas lutas no judiciário.

Seja qual for o placar, a decisão será questionada no próprio TSE e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado das questões constitucionais. Nessas idas e vindas processuais, advogados, representantes do Ministério Público Federal e magistrados (ministros) dessas cortes ainda terão muito o que decidir.

E a cada movimento processual uma imensa torcida (pró e contra) também fará manifestações – seja nos bastidores dos poderes ou nas ruas, no sentido de mobilizar o país. Pelo que temos visto (espantados, é claro), os interessados diretos nessa briga lutam apenas pela sobrevivência política, no sentido de se manterem encastelados no poder.

O Brasil como Nação pouco importa para a maioria esmagadora deles, que tem meios e artifícios para ficar na “crista da onda”, seja qual o resultado. PT, PSDB, DEM, ou que sigla sobreviver, contará com a pronta adesão dos políticos, sempre dispostos a fazer um enorme sacrifício pela governabilidade, conforme dizem nos meios de comunicação.

Esse tal de espírito altruísta tão em voga nesses momentos nem sempre se encontra à disposição no dia a dia da vida política brasileira, na qual costuma prevalecer o interesse financeiro individual. Não fosse a “teimosia” de membros do Ministério Público, da Polícia Federal e de alguns juízes, os que hoje habitam, ou estão prestes a serem conduzidos às prisões, estariam fazendo discursos patrióticos para brasileiro ver.

O julgamento do TSE tem a finalidade de descobrir se a chapa Dilma-Temer usou de meios ilícitos para vencer a eleição, como movimentar a campanha com dinheiro escuso, resultado de propina solapada de instituições públicas. Mais do que ferir a lei eleitoral, sem a observância dos trâmites legais de doações, as “ricas ajudas” eram feitas com recursos resultantes de corrupção.

Para os simples mortais, a quem interessa o julgamento da chapa Dilma-Temer, cuja primeira mandatária já se encontra fora do poder, por conta de um processo de impeachment? É que agora, além da possibilidade de manter Dilma inelegível (o que o Senado não o fez), o julgamento poderá condenar o seu companheiro de chapa, Michel Temer, afastando-o do poder.

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Não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE. Nesse julgamento pode acontecer de tudo, inclusive nada, embora provas não faltem para tanto, amealhadas durante a Operação Lava Jato.

Questões objetivas e subjetivas são levantadas constantemente pelos vários grupos interessados e com as teses mais distintas, como se o roubo não fosse roubo só pela inteligência e elucubrações dos senhores juristas. Questões mais escabrosas ainda serão levantadas nas chamadas preliminares, com a intenção de fazer parar o processo, sem qualquer julgamento.

Enquanto os interessados em se manter no poder continuam guerreando nos mais altos tribunais, nós, do Brasil de verdade, simplesmente esperamos que o Brasil nos dê mais uma demonstração de que as nossas instituições são realmente democráticas. Esperamos que a economia continue dando com vida própria, confirmando que existe uma população que depende do trabalho para sobreviver.

E é justamente essa parcela da população que sofre com as indefinições que afetam a economia, pois não tem como se defender dos constantes aumentos de preços, principalmente nos supermercados. Esperamos que os nossos magistrados julguem com independência e rapidez necessária; que nossos parlamentares legislem com a consciência de Nação; e que o Executivo (seja quem for) continue tocando a máquina governamental com segurança e transparência.

Afinal, é assim que um grande país funciona no regime democrático, mesmo que um ministro peça vistas ao processo, o que não irá arrefecer os ânimos dos sofridos brasileiros.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

PARTIDOS MUDAM NOME; PT DESCARTA ALTERAÇÃO

camaleaoDo Blog do Levi Vasconcelos

O PTdoB virou Avante, o PSL Livres e o PTN Podemos. Não é por acaso. A ideia básica é fugir do mix partidário dos tempos da Lava Jato, todos mal afamados diante da opinião pública e, segundo o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente da Comissão da Reforma Política, a tendência é generalizada.

— A grande maioria dos partidos deve mudar de nome. Imagine você que o PSDB em Minas teria muitas dificuldades de se apresentar depois do episódio de Aécio.

Lúcio diz que as mudanças devem acelerar no rastro da reforma política, até porque, com a implantação do “distritão”, uma fórmula provisória, o voto de legenda perde importância.

O PT fica – Embora tenha sido o partido mais bombardeado com a Lava Jato, o PT deve permanecer PT. O deputado Rosemberg Pinto diz que nunca se cogitou tal mudança.

— O PT tem um legado. E se tivesse de mudar, seria lá atrás, não agora.

A DELAÇÃO DE GEDDEL

marco wense1Marco Wense

 

Geddel não é um José Dirceu, hoje o maior herói do PT, mesmo que nenhuma liderança do partido, incluindo aí o próprio Lula, queira tirar uma foto ao seu lado.

 

Saiu na imprensa que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo da Bahia, caminha a passos largos para uma delação na Lava Jato.

O depoimento de Geddel cria grandes expectativas em decorrência de ter ocupado importantes cargos nos governos Lula, Dilma e Temer.

A cúpula palaciana não acredita na hipótese de uma delação que possa piorar a situação do ainda presidente Michel Temer.

O problema é que delação que não envolve Lula e, agora, Temer, não é uma boa delação. O anzol da Lava Jato gosta de fisgar peixes graúdos, principalmente no campo político. São eles que dão manchetes nos grandes jornais.

É bom lembrar que Geddel não é um José Dirceu, hoje o maior herói do PT, mesmo que nenhuma liderança do partido, incluindo aí o próprio Lula, queira tirar uma foto ao seu lado.

CONTINUA O MESMO
tucano

Os petistas andam dizendo, em tom de deboche com ingredientes provocativos, que o PSDB é o partido mais democrático do Brasil.

A provocação é mais acentuada no tucanato baiano, que está dividido entre o “Fica Temer”, “Fora Temer” e o “em cima do muro”.

Na frente do “Fica Temer”, garantindo o seu emprego, o deputado licenciado Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo.

Protagonizando o “Fora Temer”, o também parlamentar João Gualberto, cotado para ser o candidato da legenda ao Palácio de Ondina em caso de desistência de ACM Neto (DEM).

E, por último, seguindo o que é de verdade o PSDB, a marca da agremiação, o outro federal Jutahy Magalhães sendo porta-voz do “em cima do muro”.

O PSDB continua o mesmo. Sempre na incerteza e cada vez mais sem identidade.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia e editor d´O Busílis.

GERALDO: “A SAÍDA É A RENÚNCIA DE TEMER”

Geraldo: eleição indireta não pacifica.

Geraldo: eleição indireta não pacifica o país.

Ex-prefeito de Itabuna e deputado federal por três mandatos, Geraldo Simões engrossa o coro por novas eleições no país, após as revelações de ontem (17). O presidente da República, Michel Temer, de acordo com O Globo, foi pego negociando o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, também do PMDB.

Diz Geraldo:

– A situação é muito grave. A saída é a renúncia [de Temer]. Eleição indireta não pacifica o país”, diz o petista.

Geraldo, porém enxerga dificuldades em realização de novas eleições, uma de ordem constitucional e outra por causa de jogador no time adversário ao do campo político dele. “É muito difícil. Eles [do campo conservador] estão sem candidato”.

Questionado se João Dória, tucano e prefeito de São Paulo, não seria esse nome, o petista completou: “acho que não”.

EM CONQUISTA, MAIS QUE UM “FORA, TEMER”

A reação ao Governo Temer foi ampliada em Vitória da Conquista, como registrado nesta foto do Blog do Anderson. Por lá, o movimento pede algo além da saída do presidente da República. A citação ao PMDB não é à toa. É, também, o partido do prefeito do município, Herzem Gusmão, que sucede o petista Guilherme Menezes.

A reação ao Governo Temer foi ampliada em Vitória da Conquista, como registrado nesta foto do Blog do Anderson. Por lá, o movimento pede algo além da saída do presidente da República. A citação ao PMDB não é à toa. Trata-se do partido do prefeito do município, Herzem Gusmão. Conquista, uma das economias do estado que mais crescem, foi governada pelo PT de 1997 a 2016.

CUNHA E A DELAÇÃO PREMIADA

marcowenseMarco Wense, d´O Busílis

 

Pobre país que tem um presidente da República sendo encurralado por um Eduardo Cunha da vida.

Já disse aqui que Eduardo Cunha não pretende ser um José Dirceu e se transformar em “herói” do PMDB como o petista é para o PT.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, um dos protagonistas do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, já mandou vários recados ameaçando uma delação premiada.

A última advertência foi em forma de anedota contada aos agentes penitenciários do Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

“Era uma vez cinco irmãos. Um virou presidente, três viraram ministros e um foi preso”, disse Cunha.

O que virou presidente é Michel Temer, o preso é o próprio Eduardo Cunha e os ministros são Eliseu Padilha, Moreira Franco e Romero Jucá.

Pois é. A próxima bravata, na iminência de acontecer, pode ser através de uma musiquinha, quem sabe até em ritmo de São João.

Pobre país que tem um presidente da República sendo encurralado por um Eduardo Cunha da vida.

Marco Wense é editor do site O Busílis.

A ESTRATÉGIA DE ACM NETO PARA 2018

Neto traça estratégias para 2018.

Neto traça estratégias para 2018.

Uma viagem do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), esta quinta-feira, a Vitória da Conquista, inaugura uma série de visitas de “caráter cirúrgico” a municípios estratégicos do interior dentro de um plano que sua articulação política preparou tendo em vista a sucessão estadual de 2018, segundo o Política Livre.

Neto deve ir a muitas outras cidades sempre, no entanto, sob o carimbo de agenda administrativa para não caracterizar desde já que está em campanha para suceder o governador Rui Costa (PT). A iniciativa se junta a algumas outras com o mesmo objetivo.

Estão, entre elas, cita o site “a decisão do prefeito de reservar um espaço na agenda para receber, em Salvador, prefeitos e vereadores do interior, além de montar um grupo de trabalho com o objetivo de discutir os problemas do Estado, com participação de gente tanto de fora quanto de dentro do governo”.

SENADORA DEIXA O PT

Ângela decidiu se filiar ao PDT de Ciro Gomes.

Ângela decidiu se filiar ao PDT de Ciro Gomes.

O PT sofreu baixa em sua bancada no Senado Federal. Ângela Portela, de Roraima, comunicou que está deixando o partido. A senadora decidiu filiar-se ao PDT para disputar a reeleição.

Ângela estava no PT desde 2007, no qual ingressou após ser eleita deputada federal pelo PTC. Concorreu ao Senado em 2010, sendo eleita.

UNIDADE DEMOCRÁTICA: CAMINHO PARA SUPERAÇÃO DAS CRISES

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

A mais recente delação de Marcelo Odebrecht colocou mais lenha na fogueira em que hoje está a política brasileira. Vivemos um momento de muita agitação, instabilidade institucional e uma crise econômica de grande repercussão na vida das famílias. Saímos divididos das urnas da última eleição presidencial e as forças opositoras decidiram que aquele era o melhor momento para criar resistência à governabilidade da presidente reeleita.

Com a agenda de obstáculos então imposta nas Casas Legislativas, no mercado financeiro e em outros setores, como parte da mídia, houve a tomada do controle político do país por essa coalizão, a união Cunha, Aécio e Temer construiu as pautas bombas, até chegarem à tese das pedaladas fiscais, que dias depois do impeachment foi “regularizada” num circo nacional. Deram o golpe de mestre.

O desejo de extirpar a corrupção acabou sendo o pano de fundo para levar parcela significativa da população às ruas. Uma ofensiva política e midiática construiu o senso comum de que a causa e o efeito de todos os males nacionais era o PT, partido hegemônico, que liderava as forças que comandavam o governo central há 12 anos e que tem alguns nomes inseridos na corrupção. O resultado desse processo, todos sabemos, além da queda da presidente, foi termos nossas maiores empresas atingidas, produzindo uma massa de desempregados que, segundo o Dieese, passam de 13,5 milhões de pessoas.

Os autores da tese para chegarem ao poder se deleitam no governo central sem apresentar uma saída para a crise. Ao contrário, diante da crise política que virou crise econômica, eles tentam modificar a estrutura de Estado, construída a partir da Constituição de 1988 e ampliada pelas políticas públicas de inserção socioeconômica implantadas no ciclo do PT.

Esse esforço trouxe de volta as políticas neoliberais e a tese do estado mínimo, programa diferente à escolha que o povo fez nas urnas. Por outro lado, a Operação Lava Jato, por mais que sofra críticas de ser seletiva, não pode ser paralisada, e os que antes atacavam o governo, usando a bandeira de combate à corrupção, se vêm agora expostos e citados nas delações. A extensão da crise política não fora dimensionada pelos idealizadores do impeachment.

Na saga pelo poder, pensaram que uma vez tomando posse do Planalto conseguiriam afogar a Lava Jato. Erram duplamente: esqueceram-se de mensurar as novas ferramentas (redes sociais) que retroalimentam e pressionam as instituições a seguirem em frente no cumprimento dos seus papéis, e a perda de apoio popular em função das medidas de retiradas de direitos.

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

“O PT FUNCIONA NA CASA DO EX-PREFEITO”, DIZ JACKSON MOREIRA

Jackson Moreira disputou comando do PT itabunense.

Jackson Moreira disputou comando do PT itabunense.

Candidato derrotado na disputa pela presidência do diretório do PT de Itabuna, Jackson Moreira defendeu uma união do partido e mudança de postura do principal líder da legenda no município, Geraldo Simões.

– Estamos no firme propósito de participar da direção colegiada, recuperar essa história rica do nosso partido, mas a postura do principal líder municipal da legenda e de um ex-petista e hoje filiado ao PSL não ajuda. Geralmente, o vencedor é magnânimo com o vencido – ensina Jackson em contato com o PIMENTA.

De acordo com o petista, o ex-filiado passou a tripudiar de pessoas que não votaram em Flávio Barreto, seu adversário na disputa interna. “O ex-filiado tripudiava e mandava imagem dizendo para ir chorar no Pé do Caboclo, em Salvador”, indigna-se. Jackson ressalva que a postura de Flávio é diferente (“o presidente se posta com bastante decência, é pessoa solidária, companheira”).

Jackson defende que Geraldo faça uma reavaliação e se reaproxime de nomes como o deputado estadual Rosemberg Pinto, “que hoje é nossa maior liderança regional, buscar o campo e tempo perdidos, conquistar mandato de deputado federal e, quem sabe, voltar à prefeitura em 2020. Mas, para que isso aconteça, não dá para conquistar desse jeito de hoje, tripudiando das pessoas e fazendo jogo de palavras”, afirma.

VOTAÇÃO EM QUEDA

Na opinião de Jackson, o PT itabunense precisa também de uma reavaliação. Dos 3,5 mil filiados, só 2.240 estavam aptos a votar no último domingo (9), segundo ele. “Porém, pouco mais de 470 pessoas foram votar”, acrescentou.

Jackson também observou que o PT já obteve 40 mil votos em Itabuna. “Na última eleição [a prefeito], tivemos apenas para 8 mil”. Segundo ele, “o PT funciona na casa do ex-prefeito”.

DESEMPENHO

Jackson também avaliou seu desempenho na disputa, quando obteve 31% dos votos válidos. “Passamos mais de 40 dias, junto com Geraldo, buscando uma unificação. Sinalizaríamos para a militância a responsabilidade que temos com a cidade e com a reeleição de Rui Costa e a eleição do presidente Lula”, diz. “É injusto o ex-prefeito criticar o nosso governador tendo cargos para as três cunhadas no governo”, alfinetou.

Segundo ele, na véspera do registro das chapas, Geraldo teria comunicado da “impossibilidade de marchar” juntos também na disputa pela Estadual, com Everaldo Anunciação, o que impediu a unidade municipal. “Ele não deu outra alternativa a não ser formar outra chapa”.

SEM MILITÂNCIA

Jackson também afirma que, neste processo eleitoral, não houve participação da militância. “Parte da militância não foi votar, mas filiados do partido. Foi mais votação de cartório. “Cem votos da outra chapa, foram de filiados que moram em Ferradas. Filiados, mas não militantes”.

REELEITO COM 69% DOS VOTOS, FLÁVIO FALA DE DESAFIOS DO PT EM ITABUNA

 Flávio fala em união de partido e atração da juventude.

Flávio fala em união de partido e atração da juventude.

O presidente do Diretório do PT de Itabuna, Flávio Barreto, foi reeleito com 69% dos votos válidos, ontem (9), em disputa contra um dos nomes históricos do partido, o ceplaqueano Jackson Primo. Flávio obteve 369 votos ante 167 de Jackson. De acordo com a comissão eleitoral, 571 filiados votaram, sendo 36 votos em branco e 16 nulos.

O resultado na eleição para a estadual, ficou assim: Waldenor Pereira com 322 votos, Everaldo Anunciação, 155; e Fernanda Silva, 39. Waldenor teve apoio de Flávio e do ex-deputado Geraldo Simões. Everaldo foi apoiado por Jackson.

DENTRO DO ESPERADO

Flávio disse que o percentual de votos alcançado ficou dentro do esperado. “Na primeira, nós obtivemos 65%”, assinala, apontando crescimento. O dirigente fala em fazer uma gestão colegiada, não centrada na figura do presidente, procurar o outro lado da disputa. “Agora é unir o partido. Nosso foco são as lutas contra a reforma da Previdência e o ataque à CLT, além de reeleição de Rui Costa [a governador] e eleição do presidente Lula”.

O dirigente do PT também comentou a possibilidade de vitória do deputado federal Waldenor Pereira para o comando do diretório estadual do partido. “Temos mais de 50% dos delegados para a estadual [na apuração até aqui]”, assinalou. Para ele, as perdas do PT baiano nos últimos anos também contribuíram para a votação obtida por Waldenor. Em 2016, o partido perdeu dois terços das prefeituras no estado, mesmo com o governo estadual tendo boa aceitação, observou.

ATRAIR A JUVENTUDE

Falando de mandato, o presidente reeleito diz que um dos planos para o diretório local é atrair a juventude. “O partido vai fazer campanha para filiar jovens e também atrair a juventude. Muitos nasceram na gestão [nacional] do PT. Não sabiam o peso da mão da direita. Estão conhecendo agora. A juventude tem bandeiras comuns às do partido, a exemplo da Reforma da Previdência e questões de gênero”.

Flávio avalia que os resultados até aqui acabam fortalecendo o ex-deputado Geraldo Simões, “que trabalhou também para fazer essa aliança [com Waldenor Pereira], mantendo a liderança com o apoio da direção estadual”.

MARAÚ: GRACINHA PEDE NOVO ESTÁDIO E ESTRADAS ASFALTADAS

Gracinha, Everaldo Anunciação e, à direita, o secretário Josias Gomes.

Gracinha, Everaldo Anunciação e, à direita, o secretário Josias Gomes.

O secretário Josias Gomes, titular da Secretaria de Relações Institucionais (Serin) do Estado, recebeu em audiência, em Salvador, a prefeita reeleita de Maraú, Maria das Graças Viana, Gracinha (PP), além de Everaldo Anunciação, presidente estadual do PT.

A prefeita reivindicou obras de infraestrutura e construção de estádio. “Queremos apoio para construir um estádio de futebol, no bairro Independência. O projeto, no valor de R$ 352 mil, já foi encaminhado à Sudesb”, disse a prefeita de Maraú.

Ele também reivindicou o auxílio do governo do Estado para a realização do Carnaval no povoado de Saquaíra, a perfuração – pela Cerb – de 3 poços artesianos nas localidades de Piabinha, Saquaíra, e Tabocas, e o envio de uma ambulância.

“Outra importante medida será o asfaltamento dos oito quilômetros da estrada de Faísqueira (distrito de Ubaitaba) até Ibiaçu e dos 14 quilômetros até a BR-030”, afirmou.

O município possui 21 mil habitantes – distribuídos entre a sede e 18 povoados. É um dos mais importantes destinos turísticos da Bahia, inserido na Costa do Dendê, e recebe visitantes do Brasil e estrangeiros, em busca de conhecer as suas inúmeras atrações turísticas.



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