WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba










dezembro 2019
D S T Q Q S S
« nov    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

editorias






:: ‘PT’

FIM DO CICLO

marco wense1Marco Wense

Assim que veio à tona o escândalo do mensalão, Tarso Genro, um dos mais lúcidos petistas, defendeu a tese de que o PT teria que fazer uma reciclagem, uma profunda reflexão.

Tarso, ex-governador do Rio Grande do Sul, hoje articulador de uma frente nacional de esquerda, foi pisoteado pela cúpula do PT, faltando pouco para declará-lo como “persona non grata”.

O tempo passou. Agora tem o petrolão, as propinas, os mensalinhos, os “pixulecos” e, para piorar, uma justiça que só enxerga a roubalheira do PT.

Tarso diz, e com toda razão, que “o PT chegou ao fim de um ciclo, que a candidatura de Lula seria inviável com a crise do governo Dilma. Finaliza dizendo que “o partido precisa ter mais humildade de verificar, no sistema de alianças que pretende compor, se há um nome mais adequado para 2018”.

Concordo com o ilustre Tarso Genro, mas faço uma ressalva: a humildade tem que ser mostrada na sucessão municipal de 2016, sob pena do PT ficar isolado na eleição de 2018.

Só agora, depois da prisão de José Dirceu, do leite derramado, é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala em “reflexão profunda no PT”. O creme dental quando sai do tubo não volta mais.

mangabeiraBOAS NOTÍCIAS

O pré-candidato do PDT, Antônio Mangabeira, tem recebido boas notícias para sua campanha: 1) 65% do eleitorado não pretendem votar em candidatos que já foram prefeitos de Itabuna. 2) o seminário sobre educação que o PDT vai realizar em Itabuna poderá contar com a participação do senador Cristovão Buarque 3) o partido está prestes a receber filiados do PSB insatisfeitos com o rumo da legenda na sucessão do prefeito Vane. 4) cresce o número de médicos declarando apoio a sua candidatura. 5) os 4,5% nas pesquisas de intenção de votos. Para quem começou agora, sem dúvida um bom começo. 6) a opinião, até mesmo entre os eleitores de outros candidatos, de que é um bom nome. O vereador Ruy Machado, presidente do PTB, tem razão quando diz que “Mangabeira é um candidato sem vícios”.

Augusto-Castro12-300x221COM A MESMA MOEDA

Um conhecido petista de Itabuna, quando questionado sobre a dianteira do deputado e prefeiturável Augusto Castro (PSDB) nas pesquisas, usa a mesma expressão dos tucanos em relação ao ex-presidente Lula: “Sua vez vai chegar”. O que se comenta nos bastidores é que existe uma espécie de dossiê contra o parlamentar tucano, que o documento é arrasador.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PRÉVIAS DO PT EM CONQUISTA

Márcio Matos entra na disputa interna do PT.

Márcio Matos entra na disputa interna do PT.

O PT não terá vida fácil nas eleições de 2016 em Vitória da Conquista. O partido governa a cidade há 19 anos consecutivos, mas os planos para a sucessão do próximo ano não contarão, pelo menos no primeiro turno, com apoio de antigos aliados, como o PCdoB, que lançou o nome do deputado estadual Jean Fabrício.

Ontem, para apimentar ainda mais o processo – internamente, uma das tendências internas do partido lançou nome para a sucessão, Márcio Matos, da direção nacional do Movimento Sem-Terra (MST). Márcio deverá se desligar do cargo para disputar a prefeitura conquistense. Ele tem 30 anos e é filho do ex-deputado e ex-prefeito de Conquista Jadiel Matos e integra a tendência Esquerda Popular Socialista (EPS), do PT.

Com a sinalização de Márcio, podem ocorrer prévias para a definição de um nome do PT à sucessão de Guilherme Menezes. Outro nome já posto é o do deputado estadual José Raimundo, ex-prefeito de Conquista. Zé Raimundo, no entanto, enfrenta resistências de Guilherme. De acordo com as últimas pesquisas, quem lidera a corrida eleitoral na “Suíça Baiana” é o peemedebista Herzem Gusmão.

O DILEMA DE GERALDO

marco wense1Marco Wense

O que se comenta nos corredores do Palácio de Ondina é que o PCdoB, com Vane fora da disputa, tende a uma reaproximação com Geraldo Simões, sob pena de ficar isolado no processo sucessório

Pessoas bem próximas do ex-deputado Geraldo Simões, assentadas no argumento de que o PT não faria tamanha malvadeza com um ilustre e histórico filiado, tratavam sua saída da legenda como uma invencionice.

Os geraldistas, para fugir do assunto e encerrar a conversa, diziam que era mais uma intriga da oposição, da desinformação de setores da imprensa e de incautos comentaristas políticos.

E quando os “incendiários de plantão” citavam o PMDB dos irmãos Vieira Lima como opção partidária, era um Deus nos acuda, cruz credo, um xô satanás.

Esses mesmos correligionários, que achavam que tudo não passava de mais uma picuinha inerente ao movediço e traiçoeiro processo político, já defendem um xaveco do líder-mor com o peemedebismo.

O problema é que a candidatura de Geraldo Simões depende do prefeito Claudevane Leite. Ou seja, GS só será candidato se o enigmático chefe do Executivo não disputar o segundo mandato.

São favas contadas que a reeleição de Vane conta com o apoio do governador Rui Costa e do diretório estadual do PT, tendo na linha de frente o ex-geraldista e ex-vereador Everaldo Anunciação.

E como fica o PCdoB? Se Vane for candidato, fica tudo no mesmo. E se o prefeito desistir da reeleição, os comunistas lançam candidato próprio? Confesso que tenho minhas dúvidas.

Aliás, o que se comenta nos corredores do Palácio de Ondina é que o PCdoB, com Vane fora da disputa, tende a uma reaproximação com Geraldo Simões, sob pena de ficar isolado no processo sucessório.

O que se espera, diante de um iminente e inevitável bafafá entre o PCdoB e o PRB, entre os prefeituráveis Davidson Magalhães e Roberto José, é uma neutralidade do chefe do Executivo.

O dilema de Geraldo Simões vai ficar cada vez mais intenso, já que a posição do prefeito Claudevane Leite só será conhecida na véspera do limite permitido para se mudar de partido.

Vale ressaltar que o “sim” de Vane, decidindo enfrentar as urnas na eleição de 2016, está condicionado ao comportamento do segmento evangélico diante da reeleição.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PARA ALELUIA, DUPLA BA-VI CAIU POR CULPA DO PT; EVERALDO DIZ QUE DEPUTADO ESTÁ FORA DE ÓRBITA

Everaldo x Aleluia.

Everaldo x Aleluia.

Da Tribuna da Bahia

Ao justificar o posicionamento contrário da bancada do Democratas na Câmara Federal que foi contra a criação da Autoridade Pública de Governança do Futebol, previsto na Medida Provisória 671/2015, conhecida com MP do Futebol, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) fez uma afirmação intrigante. Para o parlamentar, a entidade, que acompanharia a gestão dos clubes, seria uma tentativa de estatizar o futebol e citou exemplos de fracasso do público ‘administrando” o privado: “a queda do Bahia e do Vitória foi culpa do PT. Eles que afundaram os clubes”.

Em tese, Aleluia apontou para figuras ligadas ao PT, como o presidente do Bahia na época do rebaixamento, Fernando Schmidt, personagem muito ligada ao ex-governador Jaques Wagner, mas que é filiado ao PSB, hoje aliado do governo Rui Costa (PT). No Vitória, a pessoa mais próxima ao PT é o deputado federal José Rocha (PR), que é presidente do Conselho Deliberativo do clube, que também já presidiu o rubro-negro. Quando o Vitória caiu no ano passado, o responsável pelo clube era Carlos Falcão.

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, não gostou de ver mais uma responsabilidade na lista de culpas do partido. “As derrotas nas eleições majoritárias deixaram Aleluia fora de órbita. É simplesmente ridículo que um deputado federal que representa um estado como a Bahia esteja tão atrasado na forma de pensar e com o tamanho da hipocrisia que ele vem revelando em alguns temas relacionados ao país. Acho que ele precisa de uma reciclagem, e como o DEM está acabando, que seja urgente”, atacou.

DILMA, PT E A OPOSIÇÃO

marco wense1Marco Wense

Os principais defensores do impeachment podem ser réus a qualquer momento.

Se existisse outra oposição, diferente dessa protagonizada por tucanos (PSDB) e democratas (DEM), o governo da presidente Dilma Rousseff estaria mais fragilizado, sem força para reagir.

Quando o assunto é a desenfreada cobiça do poder, o PT e o PSDB são a mesma coisa, comportam-se do mesmo jeito. Rezam na cartilha de que o fim justifica os meios. O petismo com o mensalão e o petrolão. O tucanato com os escândalos da reeleição e das privatizações.

Ora, não é a vontade de partidos e de lideranças pregadoras do golpismo, ainda inconformadas com o fracasso nas urnas, que vão respaldar um pedido de impeachment, e sim provas sólidas obtidas pelas instituições.

Os principais defensores do afastamento da presidente Dilma podem ser réus a qualquer momento. O presidente da Câmara dos Deputados, o incendiário Eduardo Cunha, é alvo da Operação Lava Jato.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, já é réu em processo na Justiça Federal de Brasília. O senador é acusado de ter recebido propina da construtora Mendes Junior para apresentar emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira.

Agripino Maia, dirigente-mor do diretório nacional do DEM, coordenador da campanha do candidato Aécio, é acusado de receber propina de R$ 1 milhão para aprovar uma lei que torna obrigatório a inspeção veicular no seu estado, o Rio Grande do Norte.

Como não bastasse, tem o depoimento do doleiro Alberto Youssef dizendo que Aécio Neves pegava mesada de US$ 120 mil. O ex-presidenciável comandava uma das diretorias de Furnas no então governo FHC.

Ainda vem o José Serra defendendo a implantação do parlamentarismo, querendo ser primeiro-ministro, como se o parlamento brasileiro, adepto do toma-lá-dá-cá, estivesse preparado para tal missão.

E, para finalizar, o sincero e corajoso depoimento de Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB: “Os tucanos não são capazes de dizer o que fariam se tivessem vencido as eleições presidenciais. Nós não temos um projeto de país”.

Portanto, uma óbvia e inquestionável conclusão: a oposição, desprovida de credibilidade e coerência, não tem moral para acusar ninguém. É o sujo falando do mal lavado, como diria a ex-presidenciável Luciana Genro.

PS – Se a presidente Dilma Rousseff, na condição de ex-presidente da República do Brasil, resolvesse escrever um livro sobre a banda podre do PT, o título seria “Nunca vi nada igual”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

HUMBERTO COSTA E AÉCIO NEVES TROCAM ACUSAÇÕES NO PLENÁRIO DO SENADO

Costa e Aécio trocam acusações no Senado (Fotomontagem Pimenta).

Costa e Aécio trocam acusações no Senado (Fotomontagem Pimenta).

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), leu hoje (7), em plenário, uma nota da bancada do partido com críticas ao PSDB e seu presidente, senador Aécio Neves (MG), por uma postura que classificou de “golpista” em relação ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Em resposta, Aécio foi à tribuna e disse, em discurso, que se Dilma não conseguir cumprir seu mandato, “não será por culpa da oposição, será porque burlou a lei”.

No texto, o líder petista diz que o partido de oposição tenta dar um golpe quando se une à imprensa para tentar criminalizar o PT e a presidenta no Tribunal de Contas da União por “ações contábeis normais, que sempre foram feitas em suas administrações”.

A alegação se refere ao relatório do TCU que aponta como ilegais manobras fiscais feitas pelo governo no ano passado, que vêm sendo chamadas de “pedaladas” e pelas quais a presidenta Dilma Rousseff pode ter a prestação de contas rejeitada pelo Congresso.

Humberto Costa também classificou como “moral de ocasião” a postura dos tucanos ao tentarem criminalizar as doações de empresas ao PT nas últimas eleições, quando o PSDB também teria recebido doações das mesmas empresas.

“Se o PSDB quer criminalizar doações legais e transparentes de campanhas feitas ao PT, quando se sabe que aquele partido oposicionista recebeu, em valores maiores, doações feitas pelas mesmas empresas, isso é golpe, sim. O Estado Democrático de Direito não admite o uso cínico, hipócrita e oportunista da moral de ocasião e a utilização despudorada dos ‘dois pesos e duas medidas’, como aconteceu no caso do mensalão do PSDB”, afirma a nota.

Em critica direta ao senador Aécio Neves, derrotado em segundo turno por Dilma nas últimas eleições, a nota dos senadores petistas o acusa de estar numa “busca frenética pelo “quanto pior, melhor” e pela ingovernabilidade da presidenta.

“Aécio Neves, que parece cada vez mais inspirado pelo espírito golpista da UDN de Carlos Lacerda, deveria se inspirar mais na figura democrática e visceralmente antigolpista de seu avô, Tancredo Neves”, diz o texto lido em plenário pelo líder do PT.

Logo após a conclusão da leitura por Humberto Costa, foi a vez de o presidente do PSDB subir à tribuna para responder as acusações. Aécio Neves ressaltou que seu partido quer apenas a independência das instituições de controle e fiscalização do governo, como TCU e a Polícia Federal, e que não trabalha por uma crise institucional no país. “Nós dissemos com todas as letras que o PSDB não é e jamais quererá ser protagonista de qualquer movimento de instabilidade da vida pública brasileira”, afirmou.

:: LEIA MAIS »

PT DISCUTE ALIANÇAS NA BAHIA

Everaldo: alianças em 2016

Everaldo: alianças em 2016

As alianças do PT baiano para 2016 começam a ser discutidas nesta segunda (6), em Salvador, durante reunião da Executiva Estadual do partido. Também serão avaliadas a continuidade das ações conjuntas com os movimentos sociais e o calendário de encontros nos Territórios de Identidade.

O presidente do PT/Bahia, Everaldo anunciação, comemorou o destaque da pauta e disse que “foi muito estimulante a receptividade do povo baiano ao partido (durante o congresso nacional da legenda)”.

Um dos assuntos de hoje deverá ser o processo eleitoral em Vitória da Conquista, onde o PCdoB, tradicional aliado, rompeu relações e disse que terá candidato em 2016.

FABRÍCIO DISPUTARÁ PREFEITURA DE CONQUISTA

Fabrício anuncia intenção de disputar prefeitura de Conquista.

Fabrício anuncia intenção de disputar prefeitura de Conquista.

O deputado estadual Jean Fabrício (PCdoB) anunciou sua pré-candidatura a prefeito de Vitória da Conquista, após reunião com a cúpula do partido em Salvador. Fabrício se disse “pronto, disposto e preparado” para a disputa.

Sabemos das dificuldades que teremos pela frente, mas a candidatura vai para disputa pra valer, vamos ganhar a simpatia do eleitorado e trabalhar com todas as forças para vencer o pleito – afirmou.

O anúncio da pré-candidatura, com disposição para ir até o fim, marca um rompimento com o PT do prefeito Guilherme Menezes, de quem os cururus sempre foram aliados. Conquista é o terceiro maior município baiano, governado pelo PT há quase 20 anos e de forma ininterrupta.

A CARTA DE SALVADOR E O “LULA 2018”

Lula é estrela de congresso nacional do PT. Evento começa hoje, em Salvador.

Lula é estrela de congresso nacional do PT. Evento começa hoje, em Salvador.

Do Brasil 247

O PT começa a articular a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2018 já no 5° Congresso Nacional do PT, que ocorre de quinta-feira (11) a sábado (13) na capital baiana. A carta intitulada “Declaração de Salvador” foi divulgada na terça-feira (9) pelo partido e será apresentada no Congresso do partido.

No documento, o partido propõe uma nova política de alianças, ancorada por uma frente de partidos e movimentos sociais. “A estratégia de frente é nosso caminho para firmar uma nova aliança social, que incorpore setores novos e tradicionais da classe trabalhadora, das camadas médias, da intelectualidade e do empresariado simpático ao nosso projeto nacional”, diz o texto.

O documento será usado pelo partido para dissociar a imagem de Lula das crises enfrentadas pelo partido recentemente, ao mesmo tempo que o PT buscará mostrá-lo como o candidato das esquerdas, com apoio dos movimentos populares e dos partidos que hoje compõe a base de sustentação do governo Dilma.

“A América Latina tem se constituído em uma das principais frentes de resistência a essa estratégia, pela via autônoma que a região busca construir desde a eleição dos presidentes Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva, na virada do século, seguida de triunfos eleitorais progressistas em outros países importantes”, diz o texto.

Em outra parte, aparece: “O Brasil, desde 2003, quando toma posse Lula, é um dos pilares da nova realidade latino-americana, em suas conquistas e desafios”.

FOGO AMIGO – E INIMIGO

Dilma e Lula não vão ter vida fácil no congresso nacional do PT que vai se realizar em Salvador sexta que vem. Vão enfrentar o fogo amigo e o inimigo.

No amigo, algumas alas petistas dizem que não engolem o ajuste de Joaquim Levy (Fazenda) e prometem bradar.

Inimigo

O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri, articulador de protestos nas redes sociais, também vem para a festa.

Quinta (16h) ele comanda protesto nas cercanias do Pestana, onde o PT fará o encontro no dia seguinte, atacando os petistas.

Da Coluna Tempo Presente, d´A Tarde

DE OLHO NA PREFEITURA, GERALDO CONVERSA COM DR. EDSON E AZEVEDO

Ruy Machado, José Adervan, Azevedo, Geraldo e Alah (Foto Reprodução).

Ruy Machado, José Adervan, Azevedo, Geraldo e Alah (Foto Reprodução).

O ex-deputado Geraldo Simões sonha em retornar ao comando da Prefeitura de Itabuna. Após a reflexão que disse ter feito desde quando deixou o mandato, em janeiro, o petista iniciou as negociações em busca de apoio para 2016. Hoje, ele conversou longamente com o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Itabuna Edson Dantas (PSB).

– Foi uma conversa muito boa com Dr. Edson – afirmou, enfatizando ter boas relações com o PSB baiano. Geraldo, no entanto, terá que esperar pela conclusão das negociações do PSB com o PPS. Os dois partidos ensaiam uma fusão que deverá ser oficializada em junho.

O petista, após conversas com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse ter consolidado ainda mais a sua posição em disputar a prefeitura local. Do ministro e ex-governador baiano, Geraldo ouviu conselhos e, talvez mesmo por isso, tenha decidido negociar, como o próprio diz, “para além do centro”.

Numa entrevista ao PIMENTA há dez dias, ele afirmou que buscaria a união de setores da política e da sociedade itabunense. Não demorou há, no final de semana, reunir-se com o ex-prefeito Capitão Azevedo, de quem espera apoio para a peleja municipal de 2016. “Foi um encontro casual”, despista Geraldo, mas afirmando que haverá novo papo.

O encontro com o ex-prefeito teve, ainda, a participação do vereador Ruy Machado (PTB), do empresário José Adervan e do advogado Alah Góes. Ainda não se sabe qual será a reação do eleitorado a uma possível junção de Geraldo com Azevedo, que, por enquanto, está no DEM.

GERALDO DIZ QUE ATÉ PODE SAIR DO PT POR CANDIDATURA A PREFEITO

Geraldo Simões 3Geraldo Simões, ex-deputado federal e ex-prefeito de Itabuna, concedeu sua primeira entrevista, após mais de dois meses de reflexões. O petista deixou o parlamento federal em janeiro e, hoje, começa a trabalhar a pré-candidatura a prefeito de Itabuna. Por ela, disse, pode até sair do PT, mas afirmou estar tranquilo. A tranquilidade talvez tenha vindo depois de longa conversa com o ministro da Defesa, o ex-governador Jaques Wagner.

Se vai sair do PT, é algo que será definido até o outubro. É o prazo máximo. Pode ir para o PMDB ou PSB. Nesta entrevista ao PIMENTA, Geraldo fala de alianças para 2016 (disse que irá além do centro), dos próprios erros que resultaram em não reeleição, futuro de Itabuna e diálogo com o PT e partidos. Também aborda acenos de alianças com partidos como Pros, Solidariedade e PTB. Revelou que pode até conversar com Fernando Gomes e Azevedo por 2016, “pensando em Itabuna”.

Confira.

BLOG PIMENTA – O senhor não conseguiu ser reeleito para deputado federal em 2014 e de lá para cá disse que entraria em um momento de reflexão. Fez essa reflexão?

GERALDO SIMÕES – Tenho refletido muito. Primeiro, pela situação da cidade, a situação da região. O que foi feito no mandato, o que poderia ter sido feito e que não foi, o que podemos fazer daqui pra frente e onde eu cometi erros que não me ajudaram na reeleição.

E dessa reflexão, a que conclusão o senhor chegou?

Foi uma eleição difícil, em que as realizações, os feitos de um parlamentar tiveram um peso pequeno. O peso maior foi o dos recursos volumosos nas campanhas. E eu nunca tive relação com pessoas que financiam campanhas. As minhas sempre foram modestas. Eu sempre me elegi deputado federal com R$ 300 mil, que é um valor de eleição de vereador. Esse é um erro que eu acho que vou continuar com ele, não ter relações com grandes financiadores de campanha. Acho que poderia ter mais aliados e também poderia, antes da campanha, ter trabalhado mais em Itabuna.

O senhor falou em ter mais aliados. O que faltou? Foi um erro seu, de movimentação do próprio mandato?

Eu perdi aliados exatamente porque a concorrência ganhou de mim na ajuda financeira. Foi uma eleição difícil, do ponto de vista de financiamento

Então, hoje, o senhor diria que para se eleger é dinheiro?

Espero que Brasília mude. O PT tomou uma decisão de não receber dinheiro de empresas. O PT. Os candidatos ainda podem receber dinheiro de empresas, e isso vai ser decidido no congresso do partido. Mas o PT decidir sozinho não é bom, porque fica uma luta desigual. Como é que o PT não vai receber dinheiro de empresários e outros partidos vão receber? Tinha que ter uma mudança na legislação eleitoral que se proíba financiamento de empresas nas campanhas. Poderia até pessoa física, mas pessoa jurídica jamais.

O senhor vê saída para o PT?

Vejo, sim. Nós já passamos por dificuldades – claro que nenhuma com essa dimensão. É a gente corrigir os erros, mudar comportamentos e práticas, principalmente nessa relação com os empresários, e colocar o país para gerar empregos e melhorar a vida das população.

 ______________

É o pior momento da história do PT e muito desgaste de nosso partido. E com muita dificuldade de governar da presidenta Dilma, por conta do aumento da inflação, do desemprego, de promessas de campanha que ela ainda não teve condições de cumprir.

 

Como o senhor está enxergando os governos de Rui e de Dilma?

Nós estamos passando pelo pior momento do Partido dos trabalhadores em toda sua existência, muito desgaste de nosso partido. E com muita dificuldade de governar da presidenta Dilma, por conta do aumento da inflação, do desemprego, de promessas de campanha que ela ainda não teve condições de cumprir, enfim, um momento difícil do governo. Aí, junta a crise do PT com o momento difícil do governo e dá uma situação ruim. E na Bahia, o que tenho notícias, é que Rui, em reuniões que realiza, diz que não tem dinheiro para investir esse ano. Para se ter ideia, o reajuste do funcionalismo, que seria a correção da inflação, está sendo dividido em duas parcelas. Isso é uma situação concreta da situação financeira do estado e do país. Então, tudo isso atrapalha o PT.

O senhor fez uma reflexão de resultado eleitoral. Mas, em relação aos seus mandatos, no que eles ajudaram mudar a vida da cidade e da região?

Em Brasília, eu votava nos grandes temas. Mas eu apenas votava. Os temas regionais eu tomava a frente, encampava, propunha. Hoje, vejo colegas meus querendo ir em frente da Petrobras, frente do Banco do Brasil, disso, daquilo. Não vejo ninguém falando em frente do cacau, da Ceplac, a frente para o terreno da Universidade Federal do Sul da Bahia. [O último].

Mas como avalia a sua atuação parlamentar?

Foi meu melhor mandato. Começo pela Universidade Federal do Sul da Bahia, que não vinha para Itabuna. Dilma, Haddad, Mercadante, queriam em Porto Seguro. Ela dormiu em Porto Seguro e amanheceu em Itabuna. Veja o Preço mínimo do cacau. A política de preço mínimo existe desde 1940 no Brasil, e o cacau nunca havia sido incluído, por que Brasília pensava que cacau era produto de gente rica. Eu convenci a presidenta Dilma a incluir o cacau e nunca mais teremos a arroba de cacau sendo vendida a R$ 50,00, como foi há oito anos. Veja a proposta de demarcação de terras indígenas ali em Ilhéus, Buerarema, Una. É uma barbaridade. São 47 mil hectares, demarcar significa expulsar 20 mil agricultores e trabalhadores rurais. A demarcação está prontinha lá em Brasília. Não saiu, pode ter certeza, pelo meu trabalho. E espero que não saia, porque seria uma demarcação injusta. Emendas de bancadas para a rodovia Ilhéus/Itabuna, para a barragem do rio Colônia e recursos, como ninguém nunca botou, para cidades da região. Nunca vi outros deputados, nesses últimos 50 anos, fazer tanto quanto eu fiz nesse último mandato. Mas é o que eu disse: os feitos nessa eleição pesaram menos que os financiamentos de campanha.

______________

Eu pretendo ser candidato a prefeito nas eleições de 2016 em Itabuna. Vou manter a minha candidatura

No cenário mais próximo, o senhor é pré-candidato a prefeito?

Eu pretendo, com um conjunto de amigos meus e em torno de 70% do Diretório do Partido dos Trabalhadores, ser candidato a prefeito nas eleições de 2016 em Itabuna.

O PT, pelo menos parte dele, não apoia o governo municipal, que é da base do governo estadual e também do federal. O senhor iria para o enfrentamento para garantir…

Vou manter a minha candidatura.

CONFIRA a íntegra da entrevista clicando no link
:: LEIA MAIS »

RELAXE E…

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Marta, que também é sexóloga, respondeu a um batalhão de repórteres: “relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos”.

A senadora Marta Suplicy eleita pelo PT retornou às manchetes dos grandes jornais após a entrega da carta pedindo para sair do partido. Ela é famosa por suas frases e a que mais repercutiu foi dita em 2007, quando era ministra do Turismo, durante os problemas nos aeroportos do país.

Questionada sobre qual incentivo teria o brasileiro para viajar Marta, que também é sexóloga, respondeu a um batalhão de repórteres: “relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos”.

As palavras ficaram sendo repetidas pelos veículos de comunicação. Alguns jornalistas criticavam duramente, outros ironizavam. Aproveitavam e lembravam outras frases pronunciadas durante sua carreira política.

Após o fato, a ministra embarcou num voo junto com o presidente Lula e vários ministros. No avião dirigiu-se ao chefe do executivo e pediu desculpas pela derrapada:

– Presidente, me desculpa pelos transtornos que causei ao governo com aquela resposta.

– Tem nada não, Marta, relaxe e goze – respondeu Lula para o deleite da plateia.

Marival Guedes é jornalista e escreve no Pimenta às sextas.

A OPOSIÇÃO E O “JÁ GANHOU”

marco wense1Marco Wense

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Uma desmesurada euforia começa a tomar conta dos prefeituráveis de oposição ao governo Rui Costa. Todo o alvoroço é assentado em pesquisas que apontam uma crescente insatisfação com o PT.

Os pré-candidatos oposicionistas atingem o ápice do otimismo quando parte do eleitorado diz que não vota em candidato petista em hipótese nenhuma, nem que a vaca tussa.

Lá em Salvador, a reeleição de ACM Neto é dada como certa. A cúpula do Democratas fala até em uma vitória acachapante, a maior da história sucessório soteropolitana.

Puxando para Itabuna, o tucano Augusto Castro, obviamente do PSDB, não pode enveredar pelo caminho do “já ganhou”. O menosprezo aos adversários é uma inominável burrice.

Castro, reeleito para o parlamento estadual, pode até comemorar o bom resultado da consulta popular, em que aparece na frente dos ex-alcaides Fernando Gomes, Geraldo Simões e José Azevedo.

Desaconselhável é a comemoração com soberba, como andam fazendo os correligionários bem próximos do tucano, achando que sua eleição para o cobiçado Centro Administrativo é irreversível. São favas contadas.

O petista Geraldo Simões foi eleito prefeito de Itabuna pegando carona no impeachment do então presidente Collor. Augusto Castro, além da alta rejeição do governo Vane, é quem mais se beneficia com o desgaste do PT.

Vale ressaltar que muitos petistas de Itabuna, até mesmo integrantes do diretório municipal, estão mudando de opinião. Ou seja, que a saída de GS do PT já não é tão ruim como pensavam.

Geraldo tem duas opções: o PSB da senadora Lídice da Mata e o PMDB dos irmãos Vieira Lima. O segundo caminho é mais impactante, já que GS entraria no peemedebismo sob a compulsória condição de fazer oposição ao governador Rui Costa e a presidente Dilma Rousseff.

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Não posso deixar de registrar que a ex-primeira dama Juçara Feitosa é a maior defensora da permanência de “minha pedinha” no petismo: “Dou risada quando falam que Geraldo vai sair do PT”.

Percentualmente, diria que GS tem 40% para permanecer no Partido dos Trabalhadores, 30% para se tornar um neogeddeliano, 20% para o PSB e 10% para outra legenda.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TESOUREIRO DO PT, JOÃO VACCARI É PRESO EM SÃO PAULO

Vaccari, tesoureiro do PT, foi preso em São Paulo (Foto Marcelo Camarco/Agência Brasil).

Vaccari, tesoureiro do PT, foi preso em São Paulo (Foto Marcelo Camarco/Agência Brasil).

A Polícia Federal (PF) em São Paulo prendeu hoje (15) o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que será levado para Curitiba. A prisão ocorreu durante a 12ª etapa da Operação Lava Jato.

Vaccari é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base em depoimentos de delatores da operação. Eles afirmam que o tesoureiro intermediou doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras e que o dinheiro foi usado para financiar campanhas políticas.

Vaccari foi detido em casa. Segundo a PF, haverá entrevista coletiva às 10h em Curitiba para falar sobre a prisão. Da Agência Brasil.

PMDB, PT E O CONVITE PARA GERALDO

Flávio Barreto: convite foi para Geraldo...

Flávio Barreto: convite foi para Geraldo.

O PMDB baiano convidou o ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões para filiar-se ao partido. Duas vezes prefeito de Itabuna, deputado estadual na década de 90 e federal por três mandatos, o fundador do PT em Itabuna terá, ainda, tempo razoável para se decidir. O prazo final de filiação para quem pretende disputar eleição em 2016 é outubro.

Este blog perguntou ao presidente do PT itabunense, Flávio Barreto, se ele também pode ir para o PMDB. Aliado do ex-deputado, Flávio não quis dar espaço para problemas internos:

– O convite [do PMDB] foi para Geraldo e [esses convites] é muito natural na política, principalmente neste período que antecede o prazo limite para filiação. Ainda que fosse para mim, tenho uma tarefa para cumprir, que termina em 2017. Temos muito a conquistar à frente do nosso partido – afirmou, descartando deixar o PT.






WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia