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:: ‘PT’

VANE E A SUCESSÃO DE 2016

marco wense1Marco Wense

Nem chegou 2015 e lá vem Marco Wense com 2016, é o que vou escutar durante toda semana no Café Pomar, tradicional ponto de encontro para o bate-papo político e o famoso cafezinho.

Se for um médico pediatra, que gosta de usar o palavreado da profissão no dia a dia, vai questionar a prematuridade da análise, que ela nasceu antes do tempo.

Alguns leitores vão buscar o ditado popular de que não se deve colocar a carroça na frente dos bois, que o artigo é intempestivo, consequência dos devaneios políticos do modesto colunista.

A discussão sobre a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB) já é assunto obrigatório. E a maior dúvida é se o chefe do Executivo vai disputar o segundo mandato (reeleição).

Ora, ora, se está na boca do povo e a voz do povo é a voz de Deus – Vox Populi, Vox Dei –, então nada de precipitado e extemporâneo: o processo sucessório já começou.

A primeira legenda a colocar lenha na fogueira da sucessão é o PSDB do prefeiturável Augusto Castro. Pessoas bem próximas do tucano espalham que Vane não será candidato porque tem um acordo com o PCdoB.

São favas contadas a candidatura de Geraldo Simões pelo Partido dos Trabalhadores. O único petista com condições eleitorais para disputar o Centro Administrativo Firmino Alves.

O DEM de Maria Alice, ex-dama de ferro do ainda vivo fernandismo, tem a opção do médico Antonio Vieira, que não esconde a vontade, o esforço e a determinação de ser o candidato da legenda.

Bandeira é citado como nome do PDT.

Bandeira é provável como nome do PDT.

O presidente estadual do PDT, deputado Félix Júnior, não abre mão de candidatura própria. Dois nomes são citados nos bastidores da legenda brizolista: o do médico Antonio Mangabeira e do juiz Marcos Bandeira.

Tem Leninha Alcântara, a Leninha da Autoescola Regional. O problema é que a simpática postulante não sabe o que quer. É sempre hesitante, sem lado, politicamente sem rumo. É a Leninha versus Leninha.

O PMDB de Renato Costa, o PPS de Mariana Alcântara, o PTB do vereador Ruy Miscócio Machado e o PV do também edil Glebão não terão sequer pré-candidatos. São coadjuvantes.

O grande mistério é se Claudevane Leite vai disputar o segundo mandato. A decepção do alcaide com os políticos e a desilusão com a política são cada vez mais perceptíveis. Saltam aos olhos.

O chamado “núcleo duro” do vanismo, representado por Oton Matos, Marcos Cerqueira e Silas Alves, respectivamente controlador-geral, secretário de Finanças e chefe de gabinete, vem fracassando nas diversas tentativas de diminuir o PCdoB.

Geraldo Simões e Augusto Castro torcem para que o pega-pega entre comunistas e anticomunistas fique mais acirrado. Petistas e tucanos falam até em conflito com viés religioso.

Adianto aos assíduos clientes do Café Pomar, sempre ávidos e ansiosos por informações, que nem o próprio Vane sabe se será ou não candidato à reeleição. Pelo andar da carruagem, não.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PSB NO GOVERNO DE RUI

A coluna Satélite, do Correio, confirma na edição de hoje o que este blog antecipou em outubro: o PSB fará parte do governo de Rui Costa. Uma reunião da cúpula do partido, incluindo Lídice da Mata e os deputados eleitos Bebeto Galvão e Fabíola Mansur, se reuniram com Rui na quinta passada, dia de Santa Bárbara.

“O quinteto socialista deixou o encontro certo de que a legenda ganhará assento no segundo e terceiro escalões do futuro governo, mas mantiveram em aberto negociações para emplacar uma das 24 secretarias de Rui”.

A dúvida é se o partido terá o mesmo espaço conquistado no período Wagner, quando ocupou a pasta do Turismo.

PT PROMETE EXPULSAR ENVOLVIDOS EM CORRUPÇÃO NA PETROBRAS

Rui Falcão, presidente do PT nacional.

Rui Falcão, presidente do PT nacional.

O Diretório Nacional do PT aprovou hoje (29) resolução objetivando o combate à corrupção. No documento, o partido mostra-se favorável ao prosseguimento da investigação de denúncias de corrupção na Petrobras, dentro dos marcos legais e sem partidarismo. Em entrevista, o presidente do PT, Rui Falcão, reafirmou o compromisso do partido na luta contra corrupção. “Temos o compromisso histórico de combater implacavelmente a corrupção”, salientou.

Rui Falcão ressaltou que petistas comprovadamente envolvidos em ilícitos da Petrobras serão expulsos da legenda. “Concluídas as investigações, queremos que os corruptos sejam punidos. Se houver alguém do PT implicado com provas, ele será expulso”, adiantou.

Na resolução aprovada hoje pelo diretório, os petistas afirmam que o partido tem o desafio de reafirmar liderança no combate à corrupção sistêmica no Brasil. “Foi durante os governos Lula e Dilma que se estabeleceram, como políticas de Estado, as principais políticas de combate à corrupção”, diz trecho da resolução.

Em outra parte, a resolução aprovada pelos petistas revela a “disposição firme e inabalável” do partido de apoiar o combate à corrupção. “Qualquer filiado que tiver, de forma comprovada, participado de corrupção deve ser imediatamente expulso, como já afirmou publicamente o presidente do partido. Ao mesmo tempo, aprofundaremos a luta pela reforma política, em particular pela proibição do financiamento de candidaturas eleitorais por empresas”.

Na entrevista, Rui Falcão acrescentou que a abertura do diálogo por parte da presidenta Dilma Rousseff foi concretizada no discurso de ontem (28), no encerramento do primeiro dia de reuniões do Diretório Nacional do PT, em Fortaleza. “A disposição da presidenta foi materializada de forma muito direta e correspondeu às expectativas que a direção do partido tinha sobre o comportamento dela em relação à sociedade e aos partidos”, assinalou o presidente do PT. Informações da Agência Brasil.

JOSIAS NO GOVERNO BAIANO

O artigo do deputado federal Josias Gomes, publicado aqui no blog, foi visto como sinal de que ele deverá ocupar a Pasta da Agricultura no governo de Rui Costa. O texto do parlamentar petista defende a escolha de Dilma Rousseff para a mesma área no governo federal. A presidente quer a senadora peemedebista Kátia Abreu no Ministério da Agricultura.

O artigo pode permitir esta leitura, mas Josias pode ocupar uma outra pasta na gestão do companheiro Rui, a de Indústria, Comércio e Mineração. A Seagri é comandada hoje pelo PP, partido do vice-governador eleito, João Leão. O PP quer manter o controle da Agricultura, mas com “porteira fechada” e o retorno de Eduardo Salles ao cargo. O ex-secretário foi eleito deputado estadual.

O governador eleito promete divulgar o secretariado ainda na primeira quinzena de dezembro, mas só após o dia 10. Na segunda (1º), Rui anuncia como ficará a estrutura administrativa do Estado. Secretarias serão extintas, assim como órgãos e empresas.

KÁTIA ABREU SOMA

josias gomesJosias Gomes

Quero dar o testemunho de quem conviveu com a atual senadora Kátia Abreu, ao tempo em que ela exercia a função de deputada federal, e, juntos, participávamos da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Tem muito de rebate exagerado no que a mídia divulga sobre as reações de petistas à indicação da senadora Kátia Abreu para futura ministra da Agricultura do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff.

Apesar do exagero, é conveniente reconhecer a existência, sim, de divergências decorrentes de posições firmes, de um lado e do outro, na defesa de pontos de vista econômicos, e, até, políticos, durante a história mais recente da política nacional.

Nada, porém, que a própria história, ora em diante, não consiga fazer superar a partir de uma visão de complementaridade entre a agricultura que se pratica em larga escala e a agricultura familiar. Ambas, da maior importância para a agricultura brasileira.

Fundamental que se reconheça o papel desempenhado pelos governos Lula e Dilma no fortalecimento da agricultura brasileira como um todo. Uma agricultura que se impõe de forma irresistível no cenário econômico mundial.

Assim, considero absolutamente acertada a decisão da presidenta Dilma Rousseff em convocar a senadora Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura, decisão tomada pela presidente com os olhos voltados para um presente e um futuro de unidade total da agricultura brasileira.

Em segundo lugar, porque a provável futura ministra da Agricultura é filiada a um partido da maior importância na aliança estabelecida pelo PT no governo, que é o PMDB. O mesmo PMDB do vice-presidente reeleito, Michel Temer.

Volto a destacar, pelo bem da verdade: nunca a agricultura brasileira como um todo foi tão beneficiada no Brasil quanto aconteceu desde 2003, quando o ex-presidente Lula assumiu e nomeou para ministro da Agricultura o empresário Roberto Rodrigues.

Desde aquela data que o Ministério da Agricultura bem representa os negócios da agropecuária em escala de alta produção, enquanto o Ministério do Desenvolvimento Agrário passou a representar – bem, e sem contestação – a agricultura familiar.

Nessa medida, Kátia Abreu deve assumir a Agricultura para dar continuidade a uma política que elevou a agricultura nacional a padrões internacionais de produtividade, com o reconhecimento do mundo inteiro.

O PT está firme no propósito de ajudar a presidenta Dilma na continuidade do seu excelente governo, apesar de reconhecer a existência de questionamentos localizados, e legítimos, mas possíveis de serem superados.

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MARINA E O GOVERNO DILMA

marco wense1Marco Wense

Marina seria o contraponto da oposição raivosa, que não respeita as regras do jogo democrático, que arquiteta um “terceiro turno”, que defende o retorno dos militares.

Quem tem crédito para criticar uma eventual “direitização” do governo Dilma é a ala do Partido dos Trabalhadores oxigenada pela ideologia como base da luta política.

Não é fácil para esse segmento do PT, defensor da agricultura familiar e da reforma agrária, aceitar uma Kátia Abreu como ministra da Agricultura e um Joaquim Levy como titular da Fazenda.

O governo assume o risco de perder o apoio de uma importante parcela do petismo, sem dúvida a mais fiel e aguerrida, como a do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST.

Kátia Abreu é uma inconteste liderança dos agropecuaristas e pessoa de inteira confiança dos grandes latifundiários. Presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que representa 27 federações estaduais, 2.142 sindicatos rurais e mais de um milhão de produtores sindicalizados.

Em relação a Joaquim Levy, a ala esquerdista do PT diz que é “símbolo do neoliberalismo”, que é isso e aquilo, que é pupilo de Armínio Fraga, e usa até o argumento de que o economista teria votado em Aécio Neves.

A troça do senador Aécio de que “Levy na Fazenda é como se um grande quadro da CIA fosse comandar a KGB” foi considerada infeliz, descabida e inoportuna até pelos tucanos.

A chacota do mineirinho, cada vez mais adepto do “quanto pior, melhor”, do circo pegando fogo, não foi digerida nem pelo próprio Levy, de quem Aécio se diz amigo de priscas eras. Mui amigo.

A presidente Dilma Rousseff tem o apoio incondicional do PT transigente, que faz concessões, defensor da composição de forças como requisito indispensável para governar. A tal da governabilidade.

Quando questionada sobre Joaquim Levy e Kátia Abreu, a ambientalista Marina Silva prefere a saída da diplomacia e, diplomaticamente, sai pela tangente.

A postura de Marina seria outra se sua posição fosse de neutralidade no segundo turno presidencial. Teria mais autoridade, mais legitimidade para contestar medidas conservadoras e a “direitização” do governo.

O apoio de Marina ao candidato Aécio Neves (PSDB) tirou dela a condição de líder de uma oposição respeitada, diferente da que esquece que a presidente Dilma foi democraticamente e constitucionalmente reeleita.

Marina seria o contraponto da oposição raivosa, que não respeita as regras do jogo democrático, que arquiteta um “terceiro turno”, que defende o retorno dos militares. Uma oposição inspirada no golpismo lacerdista: Se ganhar, não toma posse. Se tomar posse, não governa.

Marina Silva deixou de ser a protagonista do oposicionismo para ser a coadjuvante. Deixou de ser presidenciável para ser a vice de Aécio na sucessão de 2018.

ruy-machadoVANE E O LEGISLATIVO

Não existe o “tanto faz” na política. Tudo indica que o preferido do prefeito Claudevane Leite para a presidência da Câmara de Vereadores é Ruy Machado (PTB).

Nos corredores do Centro Administrativo, o comentário é de que a eleição de Ruy é o primeiro passo para enfraquecer o PCdoB. O atual presidente, o comunista Aldenes Meira, é candidato a um segundo mandato.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PT FARÁ PESQUISA PARA MAPEAR ANTIPETISMO

PT rachadoAssustado com os altos índices de rejeição a candidatos do partido nas eleições deste ano, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT encomendou uma ampla pesquisa nacional para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.

Ainda nesta semana, a Marissol, empresa responsável por parte das pesquisas que nortearam a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, vai apresentar uma proposta inicial de questionário. A ideia é consultar eleitores em todos os Estados do País e fazer uma bateria de pesquisas qualitativas.

O resultado vai servir de base para os debates da última etapa do 5º Congresso Nacional do partido, marcada para junho do ano que vem em Salvador (BA). A direção petista e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendem usar o Congresso, instância máxima de decisões do partido, para fazer uma série de reformas, com objetivo de resgatar valores históricos da legenda e reconectar o PT com setores dos quais se afastou nestes 12 anos de poder, como os movimentos sociais e a intelectualidade de esquerda.

A cúpula do PT já tem um diagnóstico primário das causas do antipetismo. Segundo dirigentes, a onda começou nos protestos de junho de 2013, quando militantes petistas foram agredidos em manifestações em São Paulo, tomou corpo durante o processo eleitoral deste ano e continuou depois das eleições, com as manifestações contra a presidente Dilma.

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COARACI INAUGURA NOVA UBS EM DEZEMBRO

Prefeita entrega unidade no aniversário de Coaraci

Prefeita entrega unidade no aniversário de Coaraci

A Prefeitura de Coaraci programou para o dia 12 de dezembro – data do aniversário da cidade – a inauguração da nova unidade básica de saúde do bairro Maria Gabriela. A comunidade é uma das mais populosas e carentes de Coaraci.

O novo posto recebeu investimentos de R$ 407.891,00, fruto de convênio do município com governo federal. A unidade de saúde tem projeto arquitetônico que segue os padrões do Ministério da Saúde.

“Era um compromisso nosso oferecer uma unidade capaz de prestar um atendimento de qualidade às famílias do bairro”, afirma a prefeita Josefina Castro (PT). Atualmente, os moradores do Maria Gabriela são atendidos em um posto improvisado, o é motivo de queixas da própria comunidade e do Conselho Municipal de Saúde.

Unidade de saúde em fase de conclusão - foto Ascom Coaraci

Obras estão em fase de conclusão (foto Ascom Coaraci)

BICO QUEBRADIÇO

marco wense1Marco Wense

A diferença do lamaçal petista para o tucano é na impunidade.  Os larápios petistas foram julgados e condenados. Os gatunos tucanos sequer foram a julgamento. Continuam livres e soltos.

“Como brasileiro, sinto vergonha”, diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o escândalo da Petrobras. Que coisa, hein! O FHC indignado com a corrupção. Vai terminar virando uma figura folclórica.

O cartel das empreiteiras assalta os cofres da Petrobras há pelo menos 15 anos, desde que a empresa era comandada por Henri Philippe Reichstul, nomeado pelo então presidente FHC para o cobiçado cargo.

Esse Henri causou prejuízos bilionários trocando ativos da estatal com a espanhola Repsol. Ficou conhecido por tentar privatizar a Petrobras. Chegou até a propor a mudança do nome Petrobras para Petrobrax.

Durante o reinado de FHC, Paulo Roberto Costa, réu no processo que investiga o desvio de bilhões de reais na estatal, foi gerente de Produção e Exploração (1995), diretor da Gaspetro (1997) e diretor geral.

Na era FHC, os réus viravam vítimas com o bolso cheio, os delegados eram afastados e os juízes removidos. Alguém se lembra de um mangangão preso no governo FHC ou de alguma devolução de dinheiro?

E os mensalões? O Ministério Público Federal considerou o mensalão do PSDB como o embrião do mensalão do PT. Tem algum mangangão tucano preso? Nem manganguinho.

A diferença do lamaçal petista para o tucano é na impunidade.  Os larápios petistas foram julgados e condenados. Os gatunos tucanos sequer foram a julgamento. Continuam livres e soltos.

O combate à corrupção no governo Dilma Rousseff alcançou as esferas dos corruptores. A Lava Jato vai terminar fortalecendo a presidente, que quer tudo apurado, doa a quem doer.

Alguns jornalistas, defensores do “terceiro turno”, escrevem que a prisão de gente graúda se deve a instituições que funcionam com independência, citando o Ministério Público, Polícia Federal, Congresso Nacional e o STF.

Ora, ora, por que essas instituições não tiveram o mesmo procedimento no governo FHC? Não eram independentes? Agiam de acordo com os interesses do Executivo, do mandatário-mor de plantão?

A reeleita presidente Dilma Vana Rousseff tem razão quando diz que a Operação Lava Jato vai “mudar para sempre as relações entre a sociedade brasileira, o Estado e as empresas privadas”.

O lado cômico do escândalo da Petrobras é FHC se dizendo envergonhado com a corrupção. Das duas, uma: ou tomou alguma pancada na cabeça ou sofre de “memorinite”.

Ao admirar exageradamente a sua própria imagem, sua paixão por si mesmo, o príncipe da privataria tucana esquece que tem telhado de vidro e bico quebradiço.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ROSEMBERG SERÁ O CANDIDATO DO PT À PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Rosemberg é o nome do PT.

Rosemberg é o nome do PT.

A Comissão Política do Diretório Estadual do PT se reuniu e ratificou a decisão tomada, por unanimidade, pela bancada estadual que lançou a candidatura do deputado estadual Rosemberg Pinto à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia.

Segundo o presidente do diretório baiano do PT, Everaldo Anunciação, a decisão de lançar candidatura foi tomada baseada na tradição dos poderes legislativos, de acompanhar a decisão das urnas, cabendo a presidência da Casa ao partido que elege o maior número de parlamentares.  “Mas o partido sempre abriu mão dessa prerrogativa”.

Ele adiantou “que é consenso o diálogo com as bancadas aliadas” e, neste sentido, sugere uma reunião com presidentes dos partidos para discutir a eleição, “até porque outros candidatos da base já lançaram seus nomes”.

Everaldo lembra que através do diálogo foi construída uma aliança vitoriosa nestas últimas eleições. “Vamos continuar trilhando este mesmo caminho com relação à eleição na Assembleia”.

TRÊS NOMES COM A COTAÇÃO EM ALTA

josef-viv-lenildo

Nas discussões em torno do futuro secretariado do governador eleito Rui Costa (PT), três nomes sul-baianos surgem com força. Dois deles são prefeitos petistas que tiveram papel decisivo na campanha do sucessor de Jaques Wagner: Josefina Castro, de Coaraci, e Lenildo Santana, de Ibicaraí.

Quando a campanha majoritária patinava no Sul da Bahia, a dupla de prefeitos tomou a rédea da mobilização e promoveu uma carreata com o então candidato por seis cidades, começando em Almadina e terminando com um grande comício em Ibicaraí. O evento teve repercussão tão positiva, que o vice-governador Otto Alencar, eleito para o Senado, sempre diz ter sido aquele o momento em que passou a acreditar com mais força na possibilidade de vitória de Rui.

Josefina e Lenildo, ambos em segundo mandato, também demonstraram força ao dar, nos respectivos municípios, as maiores votações aos seus candidatos a deputado federal e estadual (Geraldo Simões e Rosemberg Pinto).

Um terceiro nome sul-baiano que aparece com força para a composição do governo é o de José Vivaldo de Mendonça Filho, atual diretor executivo da CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional). Reconhecido como executivo competente, Vivaldo se encaixa no perfil técnico que Rui afirma desejar para sua administração.

BANDA PODRE

marco wense1Marco Wense

Como não bastasse a turma das mãos sujas, o Parlamento corre o risco de ser presidido por Eduardo Cunha, líder do PMDB. O deputado carioca tem mais de 50 processos contra veículos de comunicação e jornalistas.

A bancada mais numerosa da próxima legislatura, superando a do PT, PMDB e PSDB, respectivamente com 70, 66 e 54 parlamentares, é a dos reeleitos com problemas na justiça.

Os 73 deputados federais respondem a 150 inquéritos e várias ações penais: corrupção, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, sonegação fiscal e crime contra a Lei de Licitações.

Como são “representantes” do povo e “respeitados” homens públicos, a previsão é de que não aconteça nada com nenhum deles. O nada aí é cadeia, ficar atrás das grades, literalmente presos.

Como não bastasse a turma das mãos sujas, o Parlamento corre o risco de ser presidido por Eduardo Cunha, líder do PMDB. O deputado carioca tem mais de 50 processos contra veículos de comunicação e jornalistas.

Se Cunha fosse do PT, os jornalões e a revista Veja estariam cobrando da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) uma posição firme em relação ao pretendente.

E por falar na ABI, ela sumiu. Escafedeu-se. Qualquer semelhança com a União Nacional dos Estudantes, a ex-atuante UNE, é fato.

marina-versus-dilmaMARINA VERSUS DILMA

Marina Silva anda dizendo, se referindo a sua ex-rival na disputa pelo Palácio do Planalto, que “a realidade desmantela o marketing eleitoral da presidente Dilma”.

A declaração da ambientalista foi provocada pela elevação da taxa básica de juros de 11% para 11,25 pelo Banco Central.

Marina não tem crédito para falar de mudança de comportamento. Como pré-candidata fazia uma defesa implacável da “nova política”. Quando virou candidata, mudou. Subiu até no palanque da família Bornhausen, lá em Santa Catarina.

Dizia que a polarização entre o PT e o PSDB era nociva à democracia, que nunca apoiaria nem o petismo e, muito menos, o tucanato. Terminou apoiando Aécio Neves no segundo turno.

O próximo passo de Marina é retomar a coleta de assinaturas para legalizar a Rede Sustentabilidade. Ninguém sabe se para ser candidata ou vice de Aécio na sucessão de 2018.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O “ACORDÃO” NA CPI DA PETROBRAS

Comentários desairosos pintaram aqui no blog ao reproduzirmos nota do conceituado jornalista Josias de Souza, da Folha e do portal UOL, dando conta de um acordão entre governo e oposição na CPI da Petrobras.

Talvez ainda incrédulos, alguns leitores questionaram a notícia e passaram a atacar o blog por reproduzir “notícia distorcida”. Outros, ensandecidos, passaram a falar da primavera e do verão

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) até que tergiversou (!), mas confirmou o acordão que excluía da convocação à CPI da Petrobras nomes de políticos. Por este acordo, foram convocados apenas agentes com cargos na petrolífera, suprimindo políticos que tiveram seus nomes citados nas delações premiadas da Operação Lava-Jato.

É interessante ler toda a matéria publicada pela Folha (aqui).

DILMA, O PT E A OPOSIÇÃO

marco wense1Marco Wense

Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.

Quando um petista se queixa das dificuldades que cercam a presidente Dilma Rousseff, eu tento acalmá-lo dizendo que é assim mesmo, que faz parte do jogo político.

Dependendo do “paciente”, recomendo até um chá de paquetá, feito com capim santo, limão, água de flor e açúcar. Nada de sal ou qualquer outro ingrediente.

Enfrento a crescente lamúria com um forte e consistente argumento: seria pior, muito pior, se Dilma fosse derrotada. Aí, nem tico, nem taco, como diz o ditado popular.

A oposição, deixando de fora os imbecis que uivam por uma interferência militar ou pelo “fora Dilma”, faz o seu papel. Tem legitimidade e todo o direito de se opor, reclamar e espernear.

Quem não deve criar problemas para o governo Dilma é o PT, sob pena de virar o principal aliado do oposicionismo. Tem que ajudar na construção do diálogo com os diversos segmentos da sociedade e, principalmente, com o Congresso Nacional.

A discussão sobre a candidatura de Lula em 2018 é intempestiva, só faz oxigenar o radicalismo de uma oposição ainda atônita e inconformada com a derrota.

Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.

Tudo que o tucanato deseja é que o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças caiam na sua armadilha, na arapuca do “quanto pior, melhor”.

É bom lembrar que Lula desceu do palanque assim que soube da vitória de Dilma. O Lula agora é outro. É o Lulinha paz e amor.

Do outro lado, um Aécio Neves apelando até para o demônio, dizendo que “o diabo se envergonharia da campanha do PT”. Xô, satanás! Sangue de Cristo tem poder.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PT E PSDB FAZEM ACORDO EM CPI DO PETROBRAS

petrobrasJosias de Souza | Blog do Josias

Sob refletores, Aécio Neves fez um pronunciamento de mostruário no plenário do Senado. Peito estufado, soou enfático: “Chamo a atenção desta Casa e dos brasileiros para o que vou dizer.” As frases saltavam-lhe dos lábios embebidas de sangue. “Qualquer diálogo tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições daqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história desse país, já conhecido como petrolão.”

Com loquacidade ensaiada, Aécio aproveitou os mais de 51 milhões de votos que recebeu dos brasileiros para elevar a estatura da oposição. Longe dos holofotes, no entanto, o PSDB dialogou com o PT para rebaixar o teto na CPI da Petrobras. A portas fechadas, tucanos, petistas e Cia. definiram o que não desejam investigar. No melhor estilo uma mão suja a outra, tiraram de cena políticos e operadores que estão pendurados de ponta-cabeça no noticiário sobre o escândalo da Petrobras.

Pelo lado do PT, foi à gaveta o requerimento de convocação do tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de fazer o traslado da propina da Petrobras até as arcas do petismo. Enfurnaram-se também as convocatórias da senadora Gleisi Hoffmann e do seu marido, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações). Ela foi delatado como beneficiária de uma youssefiana de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. Ele foi apontado como uma espécie de agenciador.

No jogo de proteção mútua, o tucanato tirou de cena um potencial depoente chamado Leonardo Meirelles. Trata-se do empresário que, investido da autoridade de laranja do doleiro Alberto Youssef, declarou à Justiça Federal ter repassado propinas extraídas de negócios da Petrobras para o deputado pernambucano Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB federal, já morto.

Os acertos que transformaram o discurso de Aécio em palavras cenográficas foram feitos numa reunião a portas fechadas, antes do início da sessão da CPI. O repórter Gabriel Mascarenhas conta que o deputado petista Marco Maia, relator da comissão, achou tudo normalíssimo: “Gente, foi um acordo político, feito por todos os presentes, que se resolveu, em função da falta de densidade das denúncias, não produzir nenhum tipo de oitiva neste momento.”

O deputado tucano Carlos Sampaio dançou conforme a música, um chorinho bem brasileiro: “Decidimos excluir os agentes políticos e os citados nas delações premiadas. Abrimos mão de ouvir Gleisi e Vaccari. Todo mundo concordou.” Repita-se, por eloquente, a última frase: “Todo mundo concordou”. Espanto! De novo: “Todo mundo concordou”. Pasmo! Mais uma vez: “Todo mundo concordou”. Estupefação.”

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PT DISPUTARÁ PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Rosemberg é o nome do PT na disputa.

Rosemberg é o nome do PT na disputa.

Com a presença do presidente do Partido dos Trabalhadores na Bahia, Everaldo Anunciação, e de dirigentes estaduais do partido, a bancada petista, que continuará sendo a maior da Casa na próxima legislatura, se reuniu na tarde desta terça-feira (4) para avaliar o quadro político pós-eleitoral e as perspectivas para o próximo período na Bahia e no Brasil.

Ao final das conversas, deputados e dirigentes partidários amadureceram uma decisão que unifica todas as forças internas: depois de abrir mão da prerrogativa reservada à maior bancada quanto à indicação para presidir o Legislativo nos últimos anos, o PT terá candidato a presidência da Assembleia Legislativa, nas eleições para a Mesa Diretora, em fevereiro de 2015.

Até aqui, o nome posto no partido é o do deputado estadual reeleito Rosemberg Pinto, atual líder do PT na Assembleia. A decisão foi tomada com base na tradição das casas legislativas, de acompanhar a decisão das urnas, cabendo o comando do poder à agremiação que teve mais votos, elegendo assim o maior número de parlamentares.

O presidente Everaldo Anunciação disse que o PT cultiva o princípio da renovação de seus quadros no parlamento, seja as do rodízio na liderança da bancada ou mesmo na recondução aos mandatos. “Em nosso último congresso, mudamos o estatuto e colocamos limite para reeleição de deputados, por exemplo, que só podem acumular três mandatos”, explica Everaldo.

Outro ponto consensual é que o PT irá dialogar com as  bancadas aliadas e com outros partidos para viabilizar o nome petista na presidência do Legislativo baiano. Do outro lado da disputa pela presidência da Assembleia está um aliado, o atual presidente e deputado reeleito Marcelo Nilo (PDT).

OS FATORES QUE RECONDUZIRAM DILMA À PRESIDÊNCIA

Rosivaldo PinheiroRosivaldo Pinheiro | [email protected]

 

A reeleição da presidenta Dilma se deve tanto ao reconhecimento das ações positivas das políticas públicas de inclusão social, de certificação das regiões Norte e Nordeste por sua inserção de forma mais dinâmica ao processo de desenvolvimento brasileiro e outra série de ações.

 

 

As eleições deste ano trouxeram à luz discussões sobre diversos temas que carecem de uma melhor análise, dentre eles o pensamento de que a grande mídia detinha o controle absoluto da verdade. Esse domínio foi posto em xeque pelas redes sociais, que intervinham quase instantaneamente à medida que as notícias eram divulgadas pelos grandes veículos de comunicação, expondo novas versões do retratado, especialmente quando a “informação” tinha a clara intenção de interferir no processo eleitoral. Esses veículos são o que chamo de “mídia organizada em prol eleitoral”.

Nesse contexto, a reeleição da presidenta Dilma se deve tanto ao reconhecimento das ações positivas das políticas públicas de inclusão social, de certificação das regiões Norte e Nordeste por sua inserção de forma mais dinâmica ao processo de desenvolvimento brasileiro e outra série de ações, quanto aos olhos e ouvidos atentos da sociedade, que desconstruiu, em momentos cruciais da campanha, a “mídia organizada em prol eleitoral”, pela plataforma mais democrática da atualidade, a internet.

Com relação ao reconhecimento das regiões Norte e Nordeste, essa lógica, até o fim da década de 1990, acontecia de forma superficial: esporádica e descontinuada, com vistas quase sempre a gerar mercados de consumo para as regiões Sul e Sudeste, já que estas contaram, ao longo dos séculos, com o apoio direto do Estado brasileiro para atingirem um melhor grau de avanço econômico. Desta forma, obtinham vantagens em relação às demais regiões do Brasil.

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VANE: “ESTOU CONFORTÁVEL NO PRB”

Por enquanto, Vane fica no PRB (Foto Pimenta).

Por enquanto, Vane fica no PRB (Foto Pimenta).

O prefeito Claudevane Leite quis dar um ponto final (ou de até breve) nas discussões sobre se vai ou não para o PT. Por meio de sua assessoria, Vane disse que está confortável no PRB e tem amigos no PT e em outros partidos:

– Estou confortável no PRB. Tenho amigos no PT, do qual fiz parte, como tenho no PCdoB, no PSD e em outros partidos, mas não está nos meus planos fazer qualquer mudança agora.

Por ora, Vane diz não pensar em mudar de legenda, pelo menos, pelos próximos seis meses. Ao mesmo tempo em que reafirma que fica no PRB, ainda dá pistas para qual legenda poderia ir. Se não o PT, para o PSD, do senador eleito Otto Alencar.

PCdoB é possibilidade remota por ser do arco de alianças e ter, no mesmo partido, o seu vice,Wenceslau Júnior, além do futuro suplente de deputado federal Davidson Magalhães.

QUE OS SENHORES DESÇAM DO PALANQUE

marco wense1Marco Wense

A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.

Antes de comentar o artigo de hoje, devo dizer que fui criticado por leitores contrários à minha declaração de voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Faço também um devido, oportuno e necessário esclarecimento: não sou da imprensa. Apenas um modesto e esforçado colaborador do Diário Bahia e do Blog PIMENTA.

Respeito quem acha que jornalista que escreve sobre política não deve dizer que vai votar em fulano ou sicrano, sob pena de perda de credibilidade.

Tenho outra opinião: prefiro o jornalista que tem lado, que defende sua posição com firmeza, sem tapeação e, principalmente, sem o deplorável e nojento puxa-saquismo.

Voltando ao comentário, confesso que cheguei a rascunhar sobre o que diria em uma eventual vitória de Aécio Neves (PSDB), já que o tucano, com mais de 70% das urnas apuradas, estava com cinco pontos percentuais na frente de Dilma.

Resolvi escrever um parágrafo – que seria o primeiro do artigo – que servisse tanto para Aécio como para Dilma, era só tirar do texto o nome do perdedor. Segue abaixo, literalmente.

“A eleição acabou. A vitória maior é da democracia, em que pese um processo eleitoral mais agressivo do que propositivo. Agora é descer do palanque e torcer para que (Aécio ou Dilma) faça um bom governo”.

Ledo engano. O palanque continua armado. Não querem aceitar o incontestável resultado das urnas. Apostam na instabilidade política e na desarrumação institucional. São adeptos do quanto pior, melhor.

O que se espera de todos é responsabilidade, respeito aos Poderes da República, ao Estado democrático de direito, ao povo brasileiro e a nossa Constituição.

Que os senhores desçam do palanque. Não há mais espaço para os golpistas de plantão. A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.

Dilma Rousseff foi democraticamente reeleita. Ponto final.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CHORORÔ DOS TAPETEIROS

marco wense1Marco Wense

Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.

O PSDB sabe que o resultado da eleição presidencial é incontestável. Não há nada que possa servir de elemento para solidificar qualquer tipo de questionamento.

O pedido de auditoria especial protocolado no TSE, instância maior da Justiça Eleitoral, só tem um único e sórdido objetivo: bagunçar o ambiente democrático.

A intenção dos tapeteiros, ainda inconformados com a inconteste derrota nas urnas, é deslegitimar a vitória de Dilma Rousseff, criando um cenário de instabilidade política.

Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.

Daqui a quatro anos tem outra eleição, em que pese ter o ex-presidente Lula como candidato. Pelo andar da carruagem, vão terminar engolindo novamente o “sapo barbudo”, como diria o saudoso Leonel Brizola.

VANE, O PT E A REELEIÇÃO

Vane entrevista Pimenta 6 Foto Gabriel OliveiraO melhor conselho para o prefeito Claudevane Leite, em relação ao seu retorno ao Partido dos Trabalhadores, é deixar o assunto em compasso de espera.

Qualquer decisão agora, aceitando ou não o convite do presidente estadual Everaldo Anunciação, com o endosso do governador eleito Rui Costa, seria intempestiva, precipitada e politicamente atabalhoada.

O chefe do Executivo, sob pena de arrependimento de difícil reparo, deve esperar os pontos da reforma política que serão legitimados pela consulta popular, seja através de plebiscito ou referendo.

E qual seria o ponto decisivo para o prefeito? Sem dúvida, o instituto da reeleição. Duas perguntas são pertinentes: 1) a reforma política vai acabar com o direito de disputar o segundo mandato consecutivo? 2) o fim da reeleição vai alcançar a próxima sucessão municipal?

Se a reeleição continuar valendo para 2016, o prefeito deve ir para o PT e ser o candidato natural da legenda, independente da vontade, calundu, birra ou arrufo de Geraldo Simões.

O PT de GS vai reivindicar, como contrapartida pelo apoio ao segundo mandato, em uma disputa com o PC do B, a indicação do vice na chapa encabeçada pelo gestor do Centro Administrativo.

Alguns secretários, defensores da permanência do chefe no PRB, partido do bispo Márcio Marinho, representante-mor da Igreja Universal, temem uma recaída do alcaide ao petismo.

Qualquer desentendimento entre vanistas, petistas e comunistas, com o agravante do PCdoB lançar Davidson Magalhães, fortalece a irreversível candidatura do prefeiturável Augusto Castro (PSDB).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.






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