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:: ‘PT’

O IMBRÓGLIO

Marco Wense

(Foto Max Haack/Bahia Notícias).

O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, tem razão quando diz que “a chapa majoritária sairá do projeto nacional”. Nas entrelinhas, a declaração é dirigida para os companheiros que querem Waldir Pires como candidato a senador.

O projeto nacional, que tem como prioridade a eleição de Dilma Rousseff para o Palácio do Planalto, é um verdadeiro rolo compressor. Quem ficar na frente da presidenciável é impiedosamente esmagado.

Os defensores do nome de Waldir Pires sabem que a parada é indigesta. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, trabalha nos bastidores para que César Borges seja o titular de uma das duas vagas para o Senado.

Uma possível desistência do conselheiro do TCM, Otto Alencar, em decorrência do seu estado de saúde, pode amenizar o imbróglio da composição da chapa majoritária.

O governador Jaques Wagner, tido como um hábil articulador político, com Otto fora da disputa, ficaria com três nomes para três vagas: uma para a vice e duas para o Senado da República.

Como está totalmente descartada a possibilidade de uma chapa puro-sangue, Waldir Pires (PT) e César Borges (PR) seriam os candidatos ao Senado. A deputada Lídice da Matta, do PSB e ex-prefeita de Salvador, seria a vice de Wagner.

Waldir Pires faria uma “dobradinha” com César Borges. Os dois lado a lado no palanque com o governador Jaques Wagner. Coisas da política. Da moderna política, com gatos e lebres no mesmo balaio.

SÓ O PT

A professora Miralva Moitinho, agora no comando do PT de Itabuna, tem que ter cuidado com as palavras, sob pena de isolar a legenda na sucessão municipal de 2012.

“Quem trabalha por Itabuna é o PT”, esse tipo de declaração, além de politicamente desaconselhável, cria obstáculos para um futuro entendimento, principalmente com o PCdoB, o PSB e suas respectivas lideranças.

Acredito que Miralva, que também é diretora da Direc-7, depois de uma imprescindível reflexão, vai entender que sua principal missão é aproximar o PT dos partidos e não afastá-lo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

JOSIAS GOMES: “A RAÇA DO DEM ESTÁ ACABANDO”

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O ex-deputado federal e ex-presidente do PT na Bahia, Josias Gomes, está com o pé na estrada para voltar à Câmara dos Deputados. Passou recentemente alguns dias em Itabuna, segundo ele para manter contatos com grupos que o apoiam nesta cidade e em outras da região sul da Bahia.

Numa entrevista ao Pimenta, o político abordou de maneira positiva a aproximação entre o governador Jaques Wagner e forças que fizeram parte do núcleo duro do antigo carlismo, a exemplo do senador César Borges. Para o ex-deputado, a ampliação da base é necessária para consolidar o processo de mudança no comando do Estado. No entanto, ele afirma que o modelo da gestão não será alterado pelas novas composições.

Josias também relembrou o episódio do mensalão que, segundo ele, não passou de uma tentativa da oposição e da “imprensa golpista” de interromper o mandato do presidente Lula. Embora elogie o chamego de Wagner com os legatários do carlismo, o ex-deputado não perdoa o DEM, ao lembrar que o ex-presidente do PFL (antiga sigla do partido), Jorge Bornhausen, vaticinou o fim da “raça” do PT. “Felizmente, a raça que está acabando é a dele e não a nossa”, contra-atacou o petista.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

O que você pensa a respeito da costura política que vem sendo realizada pelo governador Wagner? O grupo não está muito permeável aos antigos carlistas?

Com relação às críticas dos petistas a essa “aproximação ao carlismo”, eu vejo com naturalidade. Não fosse assim não seríamos esse partido com uma multiplicidade de correntes e pensamentos, que torna o PT especial. Agora, tem mais gente de fora do PT que não está compreendendo o momento político que a Bahia vive, que é de transição. E essa transição o governador Jaques Wagner conduz de forma ímpar, reerguendo valores democráticos importantíssimos e ampliando o espaço da cidadania. Ao mesmo tempo, sabe-se que nós temos a necessidade de aumentar o espaço do PT junto com os aliados na política estadual para que o processo se conclua com o nosso partido sendo o grande timoneiro desse momento político rico que nós estamos vivendo. Se por um lado os petistas fazem a crítica, correta ou não, por outro a preocupação de alguns está no fato de que a ampliação implica na possibilidade concreta de ganharmos as eleições. E isso incomoda muita gente.

É fácil explicar essas novas opções de Wagner para o eleitorado?

Não se trata de uma mudança de rumo estratégico do PT em relação ao eleitorado cativo e tradicional do PT. Nossas políticas públicas voltadas para o atendimento da maioria do povo baiano vão continuar existindo. Nós continuaremos sendo um partido de esquerda, socialista. O que estamos buscando, se ocorrer a vinda do senador César Borges, é a ampliação do nosso raio de ação política no Estado, o que difere radicalmente da visão de que nós estamos nos misturando ao carlismo. São os políticos egressos dessa corrente que já enxergam no PT uma nova forma de se fazer política e estão vindo pra cá. Eles terão que ser bem-vindos, a exemplo do que Lula fez no País quando, precisando ampliar sua base de sustentação no Congresso, buscou apoio em setores que antes não seguiam conosco. Nem por isso nós deixamos de fazer as mudanças estruturais no País e de nos mantermos como o partido de esquerda e socialista que somos.

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“Ao destroçar o núcleo hegemônico do carlismo, só quem ganha é o PT, que tem massa crítica, organização social e é um partido do tamanho da Bahia e da grandeza do povo baiano”

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Mas há alguns anos esse cenário que está sendo traçado na Bahia seria inimaginável.

Essa é uma situação normal na política de um Estado onde há quarenta anos foi criado um modo próprio de agir na política e pouco espaço restou. Agora, as pessoas precisam entender que nós estamos nisso por mérito do nosso partido. Não devemos favor a quem quer que seja do carlismo por ter chegado aonde chegamos. Foi por mérito, porque fizemos e temos uma militância aguerrida, movimento social e sindical conosco e esses companheiros e companheiras de todo o Estado é que nos tornaram esse partido líder, que está promovendo transformações das mais importantes, seja no campo da educação, da saúde, seja na remontagem da infraestrutura do Estado, como também operando em alta na política baiana. Ao destroçar o núcleo hegemônico do carlismo, só quem ganha é o PT, que tem massa crítica, organização social e é um partido do tamanho da Bahia e da grandeza do povo baiano. Quem ganha é o PT, ao desmontar esse esquema e ser o partido que recebe grande parte das pessoas que foram legatárias de um tipo de política que já está ultrapassado.

Essas alianças se dão porque figuras como César Borges e Fernando de Fabinho acreditam no projeto do PT ou seria, para eles, uma estratégia de sobrevivência política?

Eu acredito na seriedade das pessoas e tenho visto várias lideranças locais dizendo que pela primeira vez elas estão vendo pessoas fazerem política de outra forma na Bahia. Eu acredito na mudança das pessoas, embora alguns possam até vir por achar que sem governo não dá para sobreviver politicamente.

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“Para quem esteve na oposição e agora está na situação não há nada que não possa ser modificado”

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Quando o governador nomeia para a Procuradoria-Geral do Estado um nome que ficou em último lugar na lista tríplice, ele não acaba se assemelhando ao carlismo também nas práticas administrativas?

Essa é uma questão pela qual nós temos até que nos penitenciar porque lá atrás nós éramos muito defensores da tese de que o primeiro lugar é que deveria ser indicado a qualquer custo. Acontece que a legislação é clara ao prever que são os três mais votados que vão à chancela do governador. Ele ouviu os três e ponderou que para o andamento do processo no Ministério Público convinha a indicação do terceiro colocado. Havia uma crítica nossa, mas para quem esteve na oposição e agora está na situação não há nada que não possa ser modificado. Eu não vejo esse episódio como uma semelhança ao carlismo. Nós somos, eu repito, um partido socialista e de esquerda.

Até onde o governo Wagner estaria disposto a ceder para que haja uma harmonização de interesses com as novas forças que passarão a apoiá-lo?

Todo governo tem um núcleo orientador das suas ações e aqui eu não me refiro a pessoas, mas a um núcleo ideológico e político. Esse é um centro do qual nós não podemos nos afastar. Em qualquer administração do PT, isso é muito patente. As políticas públicas devem ser bem feitas, gerenciadas com muito carinho, transparência e a capacidade de chegar aos que mais necessitam do serviço público com muita qualidade. Essa marca do PT tem orientado todas as nossas gestões e disso nós não vamos abrir mão. Não tenho dúvida de que o ato de ceder na política é importante, mas não devemos perder os princípios norteadores das nossas ações.

A capacidade de articulação do governador Wagner sempre foi elogiada. Você acha que o Wagner administrador está no mesmo nível?

A crítica que se faz à nossa gestão é muito em função primeiro de um preconceito de que o PT não sabe administrar, que só sabia fazer greve etc. e infelizmente alguns setores na Bahia ainda continuam com essa visão. Depois, tem o fato de ser a primeira vez que participamos da administração do Estado e ainda a circunstância de termos administrado poucas grandes cidades baianas. Então, a visão das pessoas é a de que nós não temos técnicos para gerir a máquina pública, o que é uma falácia. Se fosse assim, o governo Lula não seria o sucesso que é. Haverá oportunidade agora na eleição de provarmos o que foi feito nesses quatro anos e o que foi realizado pelo governo anterior. Assim a população poderá observar que temos, sim, gerentes capazes de fazer muito bem feito, com o olhar voltado especialmente para os que mais necessitam do serviço público.

Voltando ligeiramente à política de alianças, podemos considerar que o governo Lula só começou a se acertar quando se abriu mais para os aliados…

Tudo é um aprendizado. Foi o primeiro governo de Lula, uma gestão na qual estávamos ancorados à Carta ao Povo Brasileiro e precisávamos cumprir com aquilo. É natural que no primeiro momento tenhamos tido erros e acertos. Agora, se fizermos um balanço, e o povo brasileiro está fazendo, terão destaque os acertos do nosso governo, inclusive o fato de termos aberto espaço para os aliados. E isso é uma marca do nosso partido, apesar de as pessoas dizerem que nós gostamos de administrar sozinhos, o que não é verdade. De 36 ministérios no governo federal, o PT tem apenas 18.

A participação do PT é menor no governo baiano.

O importante é que na Bahia os cargos foram divididos para o PT e os partidos aliados de modo que todos pudessem ocupar posições de ponta. Você pode ver que os partidos aliados estão em grandes secretarias, que aliás estão tocando muito bem. Não podemos deixar de reconhecer o trabalho que o PP vem fazendo, assim como o PDT, o PCdoB, o PSB, o PV… Então, observe que tanto os aliados quanto o PT estão contemplados na gestão.

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“A violência não é um fenômeno baiano, mas um problema que aflige a humanidade e isso nos remete a uma questão de valores”

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Como você analisa a dificuldade do governo Wagner para enfrentar os problemas relacionados à segurança pública?

O governador Jaques Wagner tem sido muito competente para enfrentar esse problema que a Bahia, o Brasil e o mundo enfrentam. Na verdade, a violência não é um fenômeno baiano, mas um problema que aflige a humanidade e isso nos remete a uma questão de valores. As pessoas precisam se dar conta de que nos encontramos numa situação em que determinados valores que serviam para a agregação e o controle social passaram a não ser mais respeitados. Estão surgindo determinadas mudanças de comportamento nas pessoas… É um choque ver as gangues que aparecem em Salvador proveniente de gente de classe média-alta, que você jamais poderia imaginar. Claro que a repressão ao crime tem recrudescido, tanto nas grandes cidades quanto no interior. O aumento do efetivo humano, da quantidade de viaturas nas polícias civil e militar, são fatos notórios, mas ao mesmo tempo nós temos que buscar outras explicações que deem conta dessa mudança comportamental no povo brasileiro. É algo que nos assusta ver como a banalização da vida está sendo uma constante.

Já que você almeja retornar à Câmara dos Deputados, que projeto de lei defenderia para atacar o problema da violência? Reduzir a maioridade penal seria uma solução?

Essa questão de reduzir a maioridade é uma bobagem, até porque o nosso sistema prisional não ressocializa ninguém. Eu creio que as políticas sociais implementadas no Brasil pelo governo Lula ajudarão sobremaneira a elevar a auto-estima do povo e assim reduziremos muito a questão da violência. Claro que não é atributo de pobre e favelado serem violentos, mesmo porque eu acabei de citar a existência de gangues de classe média. Quero dizer que o conjunto da obra é que fará uma mudança comportamental para melhor do povo brasileiro de modo geral.

Como você vê o envolvimento cada vez maior de policiais militares e civis com o tráfico e grupos de extermínio?

Lamentavelmente, ainda existe uma parte da polícia que exige certo cuidado por parte dos governantes. Não sei se é despreparo ou má-índole mesmo, mas o fato é que isso cria uma sensação de insegurança. Eu quero deixar claro para a população que isso logicamente não é o que predomina. São exceções que infelizmente existem, mas as corporações são muito bem preparadas para a defesa do povo. Os desvios comportamentais estão presentes na sociedade e a polícia é também um extrato da nossa sociedade.

A classe política de modo geral enfrenta um descrédito e a sua situação não é diferente, em função do desgaste enfrentado no primeiro mandato com o episódio do “mensalão”. Como está sendo o trabalho de reconquistar o eleitor?

Em relação a mim, a recepção à proposta de voltar à Câmara tem sido muito positiva. Felizmente, as pessoas entenderam que houve um forte exagero, uma tentativa, por meio daquela crise de 2005, chamada crise do mensalão, de desestabilização do presidente Lula. Na verdade, desestabilização é pouco, pois a direita entendeu que aquele era o momento de decretar o impeachment de Lula. Eles não imaginavam ser possível que um governo de esquerda tivesse sucesso no país e já sentiam uma necessidade de intervenção brusca no sentido de interromper esse governo que viria a mudar sensivelmente a face política brasileira. Nesse sentido, é lapidar a frase do então presidente do PFL (atual DEM), senador Jorge Bornhausen, que disse: “está na hora de acabar com essa raça”. Felizmente, o Jorge Bornhausen profetizou errado, pois a raça que está acabando é a dele e não a nossa.

Mas você saiu bem chamuscado do episódio…

Eu fui tragado por aquela onda de parte da imprensa brasileira, mas essa fase passou. O PT recuperou a sua imagem perante a população e tem sido muito frutífera a minha busca pelo retorno à Câmara. Por outro lado, sempre houve processos semelhantes na história política do Brasil, como se deu com Getúlio Vargas. Há uma recorrência nesse tema na política brasileira, o que desacredita muito os políticos. Parte da imprensa insiste nessa tese porque cada vez mais o povo se interessa por política e, num momento como esse, o interesse maior é pelo partido da vez, que é o Partido dos Trabalhadores. Não interessa à imprensa golpista, que está a serviço da minoria que governou o país durante mais de 500 anos, que o PT faça história nesse país positivamente como está fazendo. Neste ano, a imprensa golpista já tentou emplacar três histórias de corrupção no PT: a primeira com (Fernando) Pimentel, que estaria transacionando com doleiro – o procurador que está investigando essa questão declarou que o Pimentel não estava indiciado pelo que o noticiário falou; depois veio o caso da banda larga, onde disseram que o companheiro José Dirceu estava fazendo transações e de novo houve desmentido, inclusive da CGU…

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“Se não tivéssemos atacado, talvez hoje a Petrobras, o Banco do Brasil, a Codevasf, a Chesf e tudo mais estaria privatizado”

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O José Dirceu admitiu que recebeu R$ 620 mil para consultoria a empresas interessadas na expansão da banda larga.

Mas isso não tem relação com o projeto do governo de reequipar a Telebras para implantar a banda larga em todo o País. Na medida em que isso deixa de ser feito por empresas privadas e passa a ser feito pelo Estado, quem é contra o Estado grande, como os tucanos e o DEM,  vai tentar de toda forma denegrir, criando situações para que nós façamos o que eles fizeram, privatizar o País como eles tentaram. Se nós não tivéssemos atacado em boa hora, talvez hoje a Petrobras, o Banco do Brasil, a Codevasf, a Chesf e tudo mais estaria privatizado.

O terceiro caso seria o do Bancoop…

Pois é, mais uma vez o promotor que acusa o Vaccari [João Vaccari Neto, secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT], a história dele vocês podem conferir na imprensa que ele, o promotor, sempre serviu aos tucanos. Essa é uma história requentada, pois a questão do Bancoop vem há mais de dez anos. Eles requentam e trazem nesse momento para vir reacender esse tema de corrupção junto ao PT. Isso não cola, não há hipótese de colar em nós essa pecha. O povo brasileiro já sabe distinguir o que é essa tal imprensa golpista.

A denúncia é do promotor. Então, seria ele também um golpista?

O promotor requentou uma denúncia de mais de dez anos contra a Cooperativa dos Bancários de São Paulo e foi procurar a imprensa. O [José Carlos] Blat é conhecido nisso e aparece novamente com a mesma história.

Voltando ao plano estadual, Wagner liquida a fatura no primeiro turno?

Eu torço para que isso ocorra. Quatro anos não é um tempo suficiente para que nós possamos concluir esse processo de transição política, de afirmação da cultura dos direitos junto à população e de mudar a concepção da gestão pública. Existem acertos do núcleo político do governo, que tem atuado com muita maestria e criado, em consequência, a possibilidade real de ganharmos essa eleição no primeiro turno.

JOSIAS DEFENDE AMPLIAÇÃO NA BASE DE JW

O Pimenta entrevistou há pouco o ex-deputado federal e ex-presidente do diretório baiano do PT, Josias Gomes.

Atualmente ocupando cargo na Assembleia Legislativa da Bahia, o político encontra-se em franca mobilização para voltar a Brasília. E é também francamente favorável à política de aproximação que o governador Jaques Wagner promove com relação a forças ligadas ao antigo carlismo. Para Josias, o PT ampliará as alianças sem abrir mão de suas diretrizes no governo, embora ele saiba que algumas concessões são inevitáveis.

O ex-deputado acredita que o episódio do mensalão, do qual saiu chamuscado, teve uma cobertura exagerada por parte de setores da mídia, em um esquema para forçar o impeachment do presidente Lula. “Eles não acreditavam que um ex-operário teria condições de governar esse país”, afirmou.

Josias Gomes lembra a frase do senador Jorge Bornhausen que, na época da crise do mensalão, disse, referindo-se ao PT: “está na hora de acabar com essa raça”.  Na opinião do petista, “a raça que está acabando é a do DEM”.

Por enquanto é só. O Pimenta publica a entrevista completa neste final de semana.

VEREADORA PETISTA ORGANIZA EVENTO PARA PAULO SOUTO

Segundo o Políticos do Sul da Bahia, a petista Lenya, vereadora em Itapitanga, já escolheu de que lado ficará nas eleições de 2010 na disputa pelo Palácio de Ondina. Amanhã, 12, o ex-governador Paulo Souto (DEM) estará no município sul-baiano para proferir palestra sobre a violência na Bahia. E é justamente a vereadora quem organiza o evento.

Ela já havia anunciado que não apoiaria candidato petista na disputa por vagas à Assembleia Legislativa nem à Câmara Federal. Pelo jeito, não vai dar seu votinho para que Jaques Wagner, também petista, permaneça na cadeira de governador.

JOSIAS CISCANDO NO GOVERNO DO DEM

Gilson, Josias e Rosário... "Só amizade" (foto Waldir Gomes)

A Bahia é mesmo outra e o estouro de boiada que se seguiu à morte do babalorixá do carlismo agora atinge seu ápice, com a ampliação irrestrita promovida pelo governador Wagner. Não há barreiras, a conversa e os acordos são livres. César Borges e Fernando de Fabinho que o digam…

Prova desse clima de liberdade se viu na manhã desta quarta-feira (10), na Prefeitura de Itabuna. Em pleno território do DEM, o petista Josias Gomes tentava catequizar o secretário municipal de Assuntos Governamentais e Comunicação, Walmir Rosário, e o titular da Administração, Sargento Gilson.

Os dois membros do governo Azevedo, pelo que se sabe, estão mais chegados politicamente ao deputado estadual e futuro candidato a federal, Luiz Argolo, do PP. Mas há quem simpatize muito com o petista naquele eclético centro administrativo.

VISITA DE LULA ADIA “TOUR” PELA EUROPA

A professora Miralva Moitinho tomou posse como presidenta do PT na última sexta-feira, 5, e já sabe que terá de adiar a sua turnê por Europa e Estados Unidos. Nada muito grave. É que justo no dia 23 deste mês o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff vêm a Itabuna para inaugurar o Gasoduto do Nordeste (Gasene) e, claro, fazer campanha eleitoral disfarçada.

A tão sonhada viagem da diretora da Direc 7/Secretaria Estadual de Educação ficará para depois. Nada de zanga. São os ossos do ofício em tempos de burguesia, teacher.

Seu Jorge tem musiquinha especial pra tia Mimi…

WAGNER CONFIRMA VINDA DE LULA AO SUL DA BAHIA

Wagner comemora ações do Governo Federal

O governador Jaques Wagner aproveitou o programa “Conversa com o Governador” desta terça-feira (09) para destacar as ações empreendidas na Bahia pelo Governo Federal. E confirmou que o presidente Lula, acompanhado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, estará no sul do Estado ainda este mês.

“O presidente Lula mais uma vez estará na Bahia, inaugurando uma grande obra, disse Wagner. Ele fazia referência ao Gasene (Gasoduto Sudeste-Nordeste). A vinda será programada para uma data entre 20 e 25 de março.

A primeira etapa da distribuição do gás natural no sul do Estado vai atender as unidades da Trifil, DPAM/Nestlé e um posto de combustíveis da rede Universal, em Itabuna, além da Veracel Celulose, em Eunápolis, e da Suzano Papel e Celulose, no município de Mucuri.

Clique no player abaixo e ouça o programa:

BA: PT TERÁ SÓ UMA VAGA NA MAJORITÁRIA

São próximas de zero as chances do PT obter uma vaga ao Senado Federal na sucessão baiana. Quem afirma é uma fonte da alta cúpula do Palácio de Ondina. “O governador Wagner já deixou claro que o PT terá apenas uma vaga na majoritária”. Essa vaga, por exclusão, é a do próprio Galego.

A fonte rebate informação de que a presença de Waldir Pires na chapa seria uma vontade do governador (confira abaixo). “Para aglutinar, teremos que abrir espaço para outros partidos. Wagner expôs essa necessidade e trabalha para ampliar a aliança”.

WAGNER QUER CÉSAR E WALDIR PARA O SENADO

Waldir pode estar garantido na chapa. Wagner quer

EXCLUSIVO

Fonte ligadíssima às confabulações do poder estadual assegura que o governador Jaques Wagner (PT) tem preferência pelos nomes de César Borges (PR) e Waldir Pires (PT) como candidatos ao Senado. Na construção desejada pelo governador, Otto Alencar ocuparia o posto de vice na chapa majoritária.

Essa é a hora da pergunta inevitável: e o que será de Lídice da Mata?

Pois é, os petistas concluíram que a deputada do PSB não agrega muita coisa à chapa, uma vez que sua popularidade é concentradíssima na capital baiana. Por isso, a opção deverá ser mesmo alçar Otto para vice, ficando Borges na briga por uma das cadeiras no Senado.

Com relação ao senador do PR, a avaliação é de que sua confirmação na chapa irá provocar uma revoada de prefeitos do antigo carlismo no interior. Resta apenas costurar com o PSB a situação de Lídice, que certamente sairá arreliada desse processo.

Para todos os efeitos, o governador já disse que jamais ofereceu a vaga no Senado à deputada, em troca de sua desistência em favor de Walter Pinheiro nas eleições muncipais de 2008.

GARRAFÃO QUER ENTRAR NO PT

Como o governo Wagner está cada vez mais amorfo e carlista, prenunciando um segundo mandato meio “Frankstein”, não há mais nada capaz de espantar quem observa o cenário político baiano.

Uma das últimas novidades é a de que o ex-prefeito de Floresta Azul, o contestadíssimo Garrafão, estaria abandonando o PMDB e o ministro Geddel Vieira Lima. Decidiu mudar de partido para apoiar a reeleição do governador petista.

O ex-prefeito,  que ficou conhecido pelos retumbantes desvios de recursos públicos, está convencido de que Wagner é a melhor opção. Tanto que, entre os partidos nos quais estuda se filiar, encontra-se… o PT!

VÍDEO SATIRIZA A REVISTA VEJA

DENÚNCIA DO MP-SP DETONA “ESQUEMA PETISTA”

Laura Diniz | Revista Veja

Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop.

Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados. Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros.

Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína (veja depoimentos abaixo). Agora, começa-se a entender por quê.

Na semana passada, chegaram às mãos do promotor José Carlos Blat mais de 8 000 páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008.

O que elas revelam é que, nas mãos de dirigentes petistas, a cooperativa se transformou num manancial de dinheiro destinado a encher os bolsos de seus diretores e a abastecer campanhas eleitorais do partido.

“A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002.”

Na sexta-feira, o promotor pediu à Justiça o bloqueio das contas da Bancoop e a quebra de sigilo bancário daquele que ele considera ser o principal responsável pelo esquema de desvio de dinheiro da cooperativa, seu ex-diretor financeiro e ex-presidente João Vaccari Neto.

Vaccari acaba de ser nomeado o novo tesoureiro do PT e, como tal, deve cuidar das finanças da campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência.

Um dos dados mais estarrecedores que emergem dos extratos bancários analisados pelo MP é o milionário volume de saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop para ela mesma ou para seu banco: 31 milhões de reais só na pequena amostragem analisada.

ACUSADO, VACCARI REBATE VEJA

A respeito de matéria publicada pela revista Veja desta semana, esclareço:

1. Presidi a Bancoop de 2005 até a semana passada, quando me desliguei da cooperativa para assumir minhas funções como Secretário de Finanças e Planejamento do PT;

2. Nunca houve nenhum tipo de acusação contra mim e não respondo a nenhum processo, civil ou criminal

3. Em relação à investigação envolvendo a Bancoop, sempre nos colocamos à disposição das autoridades, agindo com total transparência, disponibilizando documentos e fazendo os esclarecimentos necessários à Promotoria e aos cooperados.

4. Repudio o tipo de jornalismo antiético praticado por Veja, que diz ter passado seis meses “investigando” o caso e em nenhum momento procurou ouvir a mim ou a Bancoop.

João Vaccari Neto
Secretário de Finanças e Planejamento do PT

CUIDADO COM O CAMINHO, PREFEITO!

O prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PSB), vai precisar de um GPS político para não se perder em Salvador, nesta segunda-feira (08). O primeiro dia útil da semana foi o escolhido para sacramentar o apoio de Lima ao governador Jaques Wagner (PT).

Como se sabe, já “rolou um clima” fortíssimo entre o prefeito e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). E como o ilheense já mostrou ser um tanto volúvel, tem gente sugerindo um reforço na orientação para evitar qualquer mudança de rota na capital baiana.

O medo é que Newton Lima se perca no caminho e, em vez de dirigir-se à Governadoria, acabe indo para o bairro Costa Azul, onde fica a sede do diretório estadual do PMDB.

Todo cuidado é pouco!

“QUEM TRABALHA POR ITABUNA É O PT”, CUTUCA MIRALVA

A professora Miralva Moitinho passou à história do PT itabunense como a primeira mulher a presidir o diretório local.

Içada ao posto com o auxílio das mãos de ferro do ‘coroné’ Geraldo Simões, tido e havido como o dono da legenda nos limites de Itabuna, a diretora da Direc 7 afirma que o primeiro desafio será movimentar a base, recriar os núcleos do PT nos bairros. “Vamos botar o PT na rua, de onde ele nunca deveria ter saído”.

A solenidade de posse ocorreu no início da noite desta sexta-feira, 5, no escritório político do deputado Geraldo Simões, na Beira-Rio. “A nossa sede está em reforma”, justifica Miralva.

A nova presidenta promete tirar o PT itabunense da toca e puxar o debate interno, debate de ideias sobre a postura que se quer em relação ao governo municipal. “Não estaremos aqui para brincadeira”, diz, observando que se quer construir uma oposição de agenda positiva.

Afiada, Miralva acredita que há passividade administrativa em Itabuna. “O DEM tem o prefeito, mas quem trabalha por Itabuna é o PT”, cutuca. É uma referência aos mais de R$ 210 milhões – a conta é dos petistas – que os governos estadual e federal estão investindo no município em áreas como saneamento, reurbanização e habitação.

DEBATES DE VOLTA

O partido também sinaliza uma ofensiva em ano eleitoral. Miralva quer recuperar a imagem de partido de frente, motivar a militância. Taí um desafio daqueles. Os petistas, em boa parte, estão desmotivados com o fim dos debates e da pluralidade de ideias e comando-de-uma-nota-só. Há quem compare a nova presidenta à dirigente do DEM, Maria Alice Pereira (confira). Miralva, digamos, repele tal tentativa.

A primeira mulher na presidência do diretório terá o desafio de planejar o PT para o embate eleitoral de 2012 na terrinha. Enquanto a disputa municipal não chega, as atenções se voltam para os níveis federal e estadual. “2010 vai ser Dilmais”, brinca, usando trocadilho que será espalhado em camisas e material do próprio partido (se a legislação deixar).

BASSUMA DIZ QUE RUY ESTÁ PROMOVENDO FACTÓIDE

O deputado federal e pré-candidato a governador da Bahia pelo PV, Luiz Bassuma, menosprezou a proposta de um grupo de dissidentes do partido, que pensa  no nome do médico ilheense Ruy Carvalho para a candidatura à sucessão de Jaques Wagner.

Em uma reunião da Comissão Executiva Nacional do PV, ontem (dia 04), em Brasília, o deputado classificou a pretensão da dissidência como “insustentável, política e ambientalmente” (sic).

Seguro, Bassuma afirmou que não haverá bate-chapa para a escolha do candidato do PV. “O pré-candidato do PV ao Palácio de Ondina sou eu, com o apoio da executiva nacional e da maioria do partido no Estado”.  Ele acusou o grupo de Ruy Carvalho de estar tentando tumultuar o processo.

“Esse pequeno grupo até dezembro defendia que o PV não tivesse candidatura própria ao governo, por conta de interesses pessoais. Como não conseguiram, agora partem para a utilização de factóides”, disparou o deputado.

Bassuma acusou o ministro da Cultura Juca Ferreira de ser um dos mentores da articulação para minar a sua pré-candidatura, com a intenção de beneficiar o PT. Ele ainda afirmou que os verdes não podem continuar sendo “apêndice” dos petistas.

Ao ouvir a história, um membro do Partido Verde em Ilhéus ironizou. “Curioso é que quando estava no PT, até pouco tempo atrás, o deputado não fazia qualquer crítica à condição de apêndice, satélite, cauda ou correia de transmissão do PV em relação aos petistas. É muito volúvel o deputado”, alfinetou o correligionário de Bassuma, que pediu para não ter sua identidade revelada.

SEM PODER, A EX-DAMA-DE-FERRO CHOROU

Ela chorou, soluçou, bateu no PT, deu conselhos ao prefeito Capitão Azevedo. É a nova fase da presidenta do DEM de Itabuna, Maria Alice Pereira. A versão chorosa, “mais humana”, vem sendo apresentada depois que ela foi preterida no governo do capitão, ficando de fora.

Um dos trechos fará a turma do PT estrilar:

– O governador Jaques Wagner é esperto o suficiente – aliás, todos eles dessa sigla partidária o que sabem é aproveitar a mídia. Uma Bahia que está na televisão não é a Bahia que nós vivenciamos, não é a Bahia que nós vemos. A Bahia da televisão quem não estiver dentro da Bahia quer vir correndo.

A presidenta do DEM local, aliás, pôs-se a fazer críticas (coerentes até certo ponto) à (in)segurança:

– A insegurança campeia em todos os bairros da nossa cidade. Em qualquer bairro você está sendo assaltado em plena luz do dia, tem pedágio em alguns bairros e você não pode entrar. Eu andava livremente em todos os bairros da cidade. Hoje eu repenso quando tenho que sair para ir a um bairro.

Entendeu por que o “coerente até certo ponto”? Quem pode dizer que se andava livremente de um bairro para o outro ao final dos anos 90 e início dos anos 2000? Antigamente, e o ano era 1998, matava-se jornalista que circulava numa rua em que, nos seus extremos, existiam (e ainda existem!) um batalhão da Polícia Militar e um Complexo Policial.

Confira a íntegra da entrevista concedida à Celina Santos (clique aqui para ler).

AMARAL DIZ QUE ESTÁ COM GEDDEL

O prefeito Luiz Amaral, de Jequié, oficialmente, afasta qualquer possibilidade de abandonar o ministro Geddel Vieira Lima, também do PMDB, na corrida à sucessão do Palácio de Ondina (confira aqui).

Através de sua assessoria, falou da relação cordial com o governador Jaques Wagner e disse que abordou o petista para falar do projeto de modernização no trânsito de Jequié, além de receber viatura para a polícia.

A relação com Wagner, diz, “é institucional”. O prefeito de Jequié sustenta ainda que, “por ser partidário, jamais escondeu preferência pelo PMDB, que apresenta o ministro Geddel como candidato a governador”.

PREFEITO PEEMEDEBISTA REAPROXIMA-SE DE WAGNER

WAgner e Luís Amaral em Itamari

Wagner recebe cumprimentos efusivos de Amaral, do PMDB.

O prefeito de Jequié, Luís Amaral (PMDB), chamou a atenção de todos na passagem de Jaques Wagner por Itamari. O peemedebista fez questão de ir ao encontro do governador, cumprimentando-o de forma efusiva. Os cenários sombrios para o lado da candidatura do ministro Geddel Vieira Lima, também do PMDB, tem levado boa parte dos correligionários a aproximar-se do seu principal adversário na disputa de 2010, o petista JW. Amaral, por exemplo, não perde tempo.

PORTO: VEREADOR PEDE IMPEACHMENT DE ABADE

Abade: entre a cruz e a espada.

O clima esquentou de vez em Porto Seguro. Acossado por denúncias de irregularidades em seu governo, o prefeito Gilberto Abade (PSB) foi surpreendido com o pedido de prisão preventiva do seu braço-direito, o secretário de Governo e Comunicação, Edésio Lima, este já exonerado ontem.

Não bastasse esta carga, lá vem mais uma: o vereador Gilvan Florêncio, do PT, entrou com pedido de impeachment do prefeito. O requerimento será analisado pelo legislativo local. Gozado é que, há menos de uma semana, o partido negociava a sua entrada no governo do pessebista.

A cúpula petista, aliás, está da vida com o vereador, pois acredita que houve precipitação e suspeita que tenha alguém querendo aparecer no processo. Seria o próprio Gilvan, que deseja disputar uma vaga à Assembleia Legislativa em 2010.

Quem está rindo à toa com esses acontecimentos é o ex-prefeito Ubaldino Júnior (PMDB), destronado do governo em 2002, após ser acusado de desviar mais de R$ 50 milhões dos cofres públicos municipais.

REDIMIDO

Da coluna Tempo Presente, de A Tarde

Os ventos sopram tão suaves para os petistas que até o ex-deputado Josias Gomes, náufrago nas urnas de 2006 por ter sido o único baiano envolvido no escândalo do Mensalão, está animado. Domingo último ele fez encontro em Salvador esperando 150 pessoas e apareceram mais de 350. Lá estavam o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, e o presidente da CUT, Martiniano Costa.

Só faltou mesmo José Dirceu se oferecendo para coordenar a campanha.






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