WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
festival chocolate






alba










junho 2019
D S T Q Q S S
« maio    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

editorias






:: ‘PT’

PROTESTO CONTRA DILMA EM SALVADOR REÚNE POLÍTICOS; ALELUIA É VAIADO

Manifestação em Salvador ficou concentrada na Barra (Foto Sayonara /Agência Brasil).

Manifestação em Salvador ficou concentrada na Barra (Foto Sayonara Moreno/Agência Brasil).

Manifestantes contrários ao governo Dilma reuniram-se às 10h, na Barra, bairro de classe média em Salvador. O ato acabou há pouco, no mesmo local. Segundo a Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto, que se encerrou no Farol da Barra, onde houve dispersão dos participantes por volta das 13h.

O Farol da Barra é um dos principais pontos turísticos da capital baiana. Do local, os manifestantes seguiram para o Mirante Cristo da Barra, outro ponto turístico, onde os participantes posaram para uma fotografia, rezaram um Pai Nosso e aplaudiram, ao meio-dia, o juiz Sérgio Moro, que julga, em primeira instância, os processos resultantes da Operação Lava Jato.

A manifestação na capital baiana também foi marcada por vaias ao deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA). O parlamentar, ligado ao prefeito ACM Neto, terminou sendo alvo de apupos ao discursar em cima de um trio elétrico. Redação com informações da Agência Brasil.

ÀS RUAS, COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS!

josias gomesJosias Gomes | dep.josiasgomes@camara.gov.br

 

Juristas renomados, muitos deles não alinhados com o PT, inclusive um ministro do Supremo Tribunal Federal, estão criticando abertamente a condução coercitiva decidida pelo juiz Sérgio Moro, considerando-a como contrárias às regras judiciais.

 

O inconformismo toma conta do PT e de seus militantes, e tal sentimento encontra razão de ser em função de tudo o que as elites brasileiras vêm armando contra o partido e  contra as conquistas sociais que vêm marcando a história do Brasil, desde 2003.

Na verdade, também essas elites estão inconformadas pelo fato de que alguém vindo das camadas menos favorecidas da população chegou ao poder, e, então, trabalhou incansavelmente na busca de construir uma sociedade menos injusta, no país.

Arma-se todo um aparato para comprometer moral e eticamente o PT, seus líderes e todos os que ousaram, desde 2003, colaborar na construção de um país mais justo para com os seus filhos, o que aos poucos vai sendo conseguido.

Essa turma, a mesma que deseja dar sequência a toda uma história de poder inteiramente voltada para os interesses dos mais ricos, aproveita um período de crise econômica, provocada por uma situação econômica mundial desfavorável, para pregar a desarmonia.

Não é preciso muito conhecimento de história, afinal, para reconhecer que em 500 anos de existência, o povo brasileiro apenas assistiu à sucessão de gestores com o mesmo objetivo: o de fazer perpetuar os interesses dos poderosos.

Desde o início desse processo, agora, de tentativa de desmoralização do PT e de seus líderes que o objetivo é um só, sempre buscado de forma escancarada: destruir a imagem do companheiro e ex-presidente Lula, símbolo maior das mudanças ocorridas no Brasil, nos últimos anos.

Nesse tenebroso 04 de março de 2016 acabou se materializando o maior objetivo das elites, quando, não contentes em revistar a casa de Lula, acabaram levando o ex-presidente, à força, para prestar depoimento à Polícia Federal.

Juristas renomados, muitos deles não alinhados com o PT, inclusive um ministro do Supremo Tribunal Federal, estão criticando abertamente a condução coercitiva decidida pelo juiz Sérgio Moro, considerando-a como contrárias às regras judiciais.

Como disse Lula, ele nunca se negou a prestar depoimento à Polícia Federal, e o fez em outros momentos, tão logo foi chamado para tal procedimento, inexistindo, portanto, causa para que a condução coercitiva fosse determinada.

:: LEIA MAIS »

MUDANÇA INEVITÁVEL

ricardo artigosRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

É muito difícil negar que a artilharia da Operação Lava Jato esteja intencionalmente direcionada ao governo e ao PT. Não que inexistam motivos para tanto, mas quando a Polícia Federal e o MPF escolhem o que investigar, e depois o que levar ao público, demonstram o direcionamento de suas baterias.

O PT merece toda reprimenda pelas falcatruas em que se meteu. Não importa se o fez para sustentar a governabilidade ou se, entusiasmada com a facilidade do acesso, gente do governo aproveitou a deixa para também se beneficiar no campo pessoal. Pouco importa até mesmo se “sempre foi assim”, pois o fato é que precisa deixar de ser, urgentemente, e se a bomba caiu no colo do PT, azar o dele.

É plausível acreditar que a rapinagem não terá fim, com o Partido dos Trabalhadores ou sem ele. O “sempre foi assim” traz implícita a mensagem de que “sempre será”, mas a esperança é que, após o escárnio ter vencido o cinismo, como disse a ministra Carmem Lúcia, a justiça se estabeleça de uma vez por todas, e para todos.

Pode ser ilusão, utopia, ingenuidade. A Lava Jato pode não passar de uma farsa das elites para tirar o PT do poder e varrê-lo do mapa político nacional… Pode ser e em vários momentos realmente isso fica muito claro, até porque há precedentes históricos.

No entanto, o Brasil de 2016 não é o mesmo de 1954. Espera-se que uma sociedade mais informada, atuante e exigente continue a cobrar um padrão ético de comprometimento dos políticos e de si mesma. Quem experimentou os avanços conquistados nos últimos anos dificilmente aceitará o retrocesso, e a forte rejeição ao atual governo demonstra isso.

Espera-se que o mesmo nível de exigência se mantenha, não importa quem venha a despachar no Palácio do Planalto.

Ricardo Ribeiro é advogado.

GERALDO DIZ QUE CONDUÇÃO DE LULA É AÇÃO POLÍTICA DA PF

Geraldo critica ação da PF.

Geraldo critica ação da PF.

O ex-deputado federal Geraldo Simões (PT) condenou a maneira como a Operação Lava Jato tratou o ex-presidente Lula, levado coercitivamente para depor na manhã de hoje.

“É uma sucessão de fatos que vão se encaixando. Uma delação de Delcídio Amaral que não houve, a versão transformada em fato pela mídia e em seguida esse fato lamentável, que afronta a democracia”, afirma.

Geraldo lembra que existem duas delações oficiais de Alberto Yousseff e Fernado Moura contra Aécio Neves e nenhuma contra Lula. “Mas os tucanos são intocáveis”, ironiza. Para completar que, no entendimento dele, a “Polícia Federal virou polícia política do PSDB”. Com informações do Blog do Thame.

VANE, REELEIÇÃO E GERALDO

marco wense1Marco Wense

 

Como não acredito em nenhuma rebeldia por parte de Geraldo Simões, o mínimo que o ex-prefeito pode fazer é corpo mole na campanha ou, então, tentar indicar o vice na chapa majoritária.

 

E como fica Geraldo Simões? É a primeira pergunta que é feita quando o assunto é a possibilidade do prefeito Claudevane Leite disputar o segundo mandato.

Os que não acreditam na candidatura do alcaide usam até argumentos religiosos, dizendo, por exemplo, que o chefe do Executivo é evangélico e, como tal, não iria voltar atrás na sua decisão de não enfrentar as urnas.

Os irmãos, no entanto, sejam do mesmo templo ou não, concordam em um ponto: toda movimentação para que Vane dispute à reeleição é a prova inconteste de que a cúpula do PT não quer Geraldo Simões.

E quem mais tenta convencer o prefeito para que pegue a toalha do chão e enfrente mais um round é o governador Rui Costa, mesmo sabendo do preocupante índice de rejeição.

Rui sabe que a tão decantada unidade, que é imprescindível tanto pelo lado da oposição como do governismo, só será alcançada com o prefeito buscando o segundo mandato.

Davidson Magalhães e Roberto José, prefeituráveis do PCdoB e do PSD, legendas da base aliada do governo, já declararam que abrem mão das suas pretensões se Vane for o candidato.

Carlos Leahy, que é outro postulante pelo PSB, partido que tem cargos de primeiro escalão no governo estadual, fica numa posição de dúvida. A senadora Lídice da Mata, que preside a legenda, é aliada de primeira hora do governador.

Como não acredito em nenhuma rebeldia por parte de Geraldo Simões, o mínimo que o ex-prefeito pode fazer é corpo mole na campanha ou, então, tentar indicar o vice na chapa majoritária.

A conclusão de todo esse emaranhado, de todo esse imbróglio, é que o governador Rui Costa não tem um bom relacionamento político com Geraldo Simões.

PINÓQUIO

Tinha um fulano de tal, lá de Salvador, espalhando na cidade que o doutor Mangabeira teria desistido da candidatura. Veio a Itabuna somente com essa missão. Espalhou o boato e retornou a capital. Não adianta espernear, o prefeiturável do PDT só vai deixar de ser candidato depois do dia 2 de outubro. Deixem o homem se candidatar. Que coisa, hein!

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ITABUNA: NOME DA BASE SERÁ DEFINIDO ATÉ ABRIL, DIZ JOSIAS GOMES

(Foto Pimenta)

(Foto Pimenta)

O governador Rui Costa espera haver unidade da sua base nas eleições municipais de Itabuna, lançando apenas um nome para disputar a sucessão no maior município sul-baiano. No último final de semana, o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, se reuniu com o ex-prefeito Geraldo Simões, pré-candidato a prefeito de Itabuna, e o presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, para costurar essa unidade.

Ao Pimenta, Josias disse que as negociações envolvem outros nomes do arco de alianças – Davidson Magalhães (PCdoB) e Carlos Leahy (PSB). “Esse processo será conduzido com calma. O nome da base deve sair até abril”.

Segundo Josias, o prefeito Vane do Renascer, que desistiu da reeleição, ajuda no processo de construção da unidade da base. Confira principais trechos da entrevista.

Blog Pimenta – O senhor se reuniu com petistas, o prefeiturável Geraldo Simões entre eles. Já existe uma definição do nome da base?

Josias Gomes – Conversamos com Geraldo e vamos construir essa unidade da base, identificar o melhor nome. Esse processo será conduzido com calma. O nome deve sair até abril. Estamos conversando com Vane, que ajuda nesse processo. Além de Geraldo, vamos também conversar com os outros candidatos da base, Davidson Magalhães e Carlos Leahy.

Pimenta – E Roberto José?

Josias – O que estamos propondo são as condições para que nossos partidos tenham uma candidatura. Nesse sentido, é de nosso interesse que ele consiga entender o propósito. E acho que dá para fazer isso muito bem. Vou aí [em Itabuna] para conversa com Davidson e, em seguida, fazer esse caminho.

Pimenta – O PSD apoiará o nome da base?

Josias – Otto [Alencar] tem sido um grande parceiro nosso. Temos estado com ele, já analisamos uma série de questões como, por exemplo, onde o partido tem interesse. Estamos muito alinhados. O PSD, assim como todos da base, tem sido parceiro. Nenhum [partido] tem se colocado em situação de confronto. Agora, é claro que cada partido tem um interesse eleitoral, ampliar número de prefeitos e vereadores.

Pimenta – E o PT, como se coloca nesse processo?

Josias – O presidente estadual do PT me disse que o partido deve apoiar aliados em mais de 300 municípios. E vai concorrer em pouco mais de 100. Ou seja, o partido vai apoiar, abrir mão na maioria dos municípios. Estamos buscando essa construção.

______________

PINHEIRO DE SAÍDA – Na visão dele próprio, seu ciclo no PT já se encerrou. E temos conversado no sentido de contribuir. É um grande parlamentar, é uma opção.

______________

 

Pimenta – O senador Walter Pinheiro deixará o PT? De fato, irá para o PSD?

Josias – Ele me disse que ainda não havia decidido. Na visão dele próprio, seu ciclo no PT já se encerrou. E temos conversado no sentido de contribuir. É um grande parlamentar, é uma opção. Ele deve ir para um partido da base [governista]. Conversou com o PDT, teve com Otto e com o pessoal da Rede.

Pimenta – Ou vai para a base de ACM Neto, como já foi especulado?

Josias – Eu não sei se houve isso, essa conversa. Seria uma coisa tão extravagante para a história dele fazer uma movimentação dessa… Não está no horizonte dele. Para mim, ele sempre negou [a ida para a base de Neto]. Pinheiro em 2010 não era o queridinho [do partido, quando foi eleito senador]. Teve nosso apoio. Fomos para cima e foi o escolhido com 80% dos votos da minha corrente [no PT, sendo depois eleito senador].

______________

CARMELITA, JABES E BEBETO – Como são nomes da base, preferimos que os partidos discutam, definam. Diferente de Itabuna. Estive com Carmelita, com Bebeto. Tenho conversado bastante.

______________

Pimenta – Falando da disputa no eixo Ilhéus-Itabuna, Professora Carmelita (PT) é candidata?

Josias – É sim. Lá, em Ilhéus, temos situação diferente da de Itabuna. Existem as candidaturas de Jabes e Carmelita. Podemos ter, também, Jabes e Bebeto. Carmelita pode fazer movimentação no sentido de apoiar Bebeto ou receber apoio do PSB. Pode resultar nisso: PT e PSB contra Jabes, esse tipo de situação. Como são nomes da base, preferimos que os partidos discutam, definam. Diferente de Itabuna. Estive com Carmelita, com Bebeto. Tenho conversado bastante. Demora um pouco mais pra definir em Itabuna.

______________

PESQUISA ELEITORAL EM ITABUNA – É o tipo de situação que não recomenda fazer projeção. Rui é um exemplo disso. Acabou eleito. Hoje, o que há é um sentimento. E pesquisa quantitativa não consegue identificar isso.

______________

Pimenta – O que as pesquisas sinalizam em Itabuna?

Josias – Não temos trabalhado com pesquisa quantitativa. Hoje, em fevereiro, não faz muita diferença para a eleição, que ocorre em outubro. Em 2012, [Jaques] Wagner pedia a desistência de Carmelita no início daquele ano. No período da campanha, chegamos a ter 32% a 30% entre ela e Jabes. É o tipo de situação que não recomenda fazer projeção. Rui é um exemplo disso. Acabou eleito. Hoje, o que há é um sentimento. E pesquisa quantitativa não consegue identificar isso. Em Itabuna, há o sentimento de setores da sociedade de que, isoladamente, sem ter esse diálogo com Estado e sem União, o prefeito não vai resolver as grandes questões daí.

Pimenta – E Salvador?

Josias – Há essa movimentação de PT mais PCdoB, PSD. Tem a candidatura de Sargento Isidório. Se esses partidos se entenderem para fazer confrontação política e ideológica com o Neto… Isso, espero que a gente consiga construir. Essa eleição não é fácil para Neto. Não se iluda. Sem ter contraponto, é fácil. Essa eleição em Salvador ainda tem desdobramentos. Rui é bem avaliado aqui. Teremos um confronto político bem interessante.

PT BATE O MARTELO EM ITABUNA MAIS 10 CIDADES

Encontro petista definiu pré-candidaturas em 11 municípios (Foto Divulgação).

Encontro petista definiu pré-candidaturas em 11 municípios (Foto Divulgação).

Geraldo: rumo ao consenso.

Geraldo: rumo ao consenso.

O Diretório Estadual do PT definiu os nomes de 11 pré-candidatos na Bahia. Além de Itabuna, com Geraldo Simões, o partido bateu o martelo em municípios onde disputa a sucessão, como Camaçari (Luiz Caetano); Senhor do Bonfim (Carlos Brasileiro); Feira de Santana (Zé Neto); Serrinha (Gika Lopes); Cruz das Almas (Orlando Filho); Jacobina (Amauri Teixeira); e Itamaraju (Dalva Tisio).

Os outros tentarão a reeleição: João Bosco, em Teixeira de Freitas; Jussara Márcia, em Dias D’Ávila; e Francisco de Assis, em Conceição do Coité.

Em Itabuna, Geraldo Simões, cuja candidatura enfrentava desconfianças de adversários e até de companheiros petistas, já amealhou o consenso na cúpula petista e no governo Rui Costa. Isso, porque ficou definido que a eleição será uma forma de defesa do legado do Partido dos Trabalhadores nos âmbitos nacional e estadual. Efeito Lava Jato.

Por outro lado, será utilizada a estratégia do Programa de Governo Participativo (PGP), em versão municipal. Foi o mesmo expediente que, largamente utilizado em 2014, fez com que o então desconhecido Rui Costa saísse do quase anonimato no estado para a vitória no primeiro turno na eleição de governador.

Aos poucos, o tabuleiro das eleições vai ganhando todas as peças. No pós-carnaval, o PT mostrou que o ano-novo eleitoral acabou de começar. Dos maiores municípios baianos, a situação ainda está a ser definida em Vitória da Conquista – pelo menos em termos de pré-candidatura.

ELEIÇÃO DE LÍDERES PARTIDÁRIOS MOVIMENTA RETOMADA DE TRABALHOS LEGISLATIVOS

Congresso tem semana de definição de líderes partidários (Foto Wilson Dias/ABr).

Congresso tem semana de definição de líderes partidários (Foto Wilson Dias/ABr).

A retomada dos trabalhos legislativos a partir da próxima terça-feira (2) deverá ser marcada pelas reuniões e conversas internas entre as bancadas dos 27 partidos políticos que têm representação no Congresso Nacional. A maior parte deles escolherá seus líderes após o carnaval, quando o ano legislativo começará de fato.

A definição das lideranças partidárias terá grande relevância para o quadro político do ano que se inicia. Cabe aos líderes, por exemplo, indicar os membros que irão compor a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Não só por isso a definição de quem comandará cada bancada interessa ao governo. Os líderes também orientam como os deputados votarão os diversos projetos de interesse do Planalto que estarão na pauta da Câmara e do Senado.

PT E PMDB

Nas maiores bancadas as negociações já começaram. Os deputados do PMDB negociaram durante o recesso as regras e candidaturas para sua liderança. Ao fim, está decidido que os candidatos poderão se registrar até o dia 3 e a eleição ocorrerá dia 17. Até o momento estão postas as candidaturas do atual líder, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e de Hugo Mota (PMDB-PB). O deputado Leonardo Quintão (MG), que havia se lançado para a disputa, desistiu de concorrer e declarou apoio a Picciani.

No Senado, a escolha para a liderança peemedebista está associada às negociações para a eleição da presidência da Casa, que ficará novamente com o PMDB por ter a maior bancada, e do comando da Executiva Nacional do partido. A tendência, no entanto, é que o novo líder seja escolhido por consenso, após as negociações.

O PT também começou as negociações para a definição de seu líder nas duas Casas. No Senado, entretanto, a disputa ainda não tem definição e a escolha de um nome para assumir a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos da Casa está sendo tratada com mais urgência, porque o partido perdeu o posto desde que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso. O que se sabe até o momento é que o atual líder petista, Humberto Costa (PE), não quer ser reconduzido ao cargo porque vai se dedicar às eleições municipais em Pernambuco.

BAIANO DISPUTA LIDERANÇA

Na Câmara, três nomes estão na disputa para liderar a bancada: Afonso Florence (BA), Paulo Pimentel (RS) e Reginaldo Lopes (MG). A escolha pode ocorrer na próxima quarta-feira (3), quando a bancada se reunirá para tratar do assunto.

:: LEIA MAIS »

TROCA DE PRESENTES

marco wense1Marco Wense

 

Se houvesse uma troca de presentes entre o PT e o PSDB, o tucanato daria um colar de pena de tucano e receberia uma simbólica estrela. O colar seria pendurado no pescoço e a estrela fixada no peito.

 

 

 

A desenfreada roubalheira na Petrobras, segundo o Ministério Público Federal, começou em 1999. Passou pelos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A SBM, só para citar um exemplo, em acordo com o MP, confessou a propina de 140 milhões de dólares no Brasil. O PSDB fica cada vez mais igual ao PT. A ex-candidata à presidência da República pelo PSOL, a gaúcha Luciana Genro, diria que é “o sujo falando do mal lavado”.

Se houvesse uma troca de presentes entre o PT e o PSDB, o tucanato daria um colar de pena de tucano e receberia uma simbólica estrela. O colar seria pendurado no pescoço e a estrela fixada no peito.

 (Foto Pimenta).

(Foto Pimenta).

AÉCIO, O MAIS CHATO

Pois é. O delator Carlos Alexandre Rocha, mais conhecido como Ceará, trabalhava como entregador de propina para o doleiro Alberto Youssef. Na sua delação, disse que Aécio Neves, ex-candidato à presidência da República e atual presidente nacional do PSDB, “era o mais chato para cobrar o dinheiro”.

Já estou imaginado o tucano do outro lado da linha, com aquele seu jeito, pressionando o Ceará: “Cadê, cadê, cadê o meu?

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A FILA ANDA

marco wense1Marco Wense

 

Os planos A e B, com Lula e Jaques Wagner, podem ser sucumbidos pela Operação Lava Jato. Nos bastidores, já se conversa sobre o plano C. O que faz lembrar o ABC do Cabloco Alencar.

 

O ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner é o segundo nome do PT para disputar à sucessão presidencial de 2018. O primeiro da fila é Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-governador da Bahia tem feito de tudo para agradar a militância do Partido dos Trabalhadores. Anda criticando a gestão do ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e dizendo que o impeachment do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é só uma questão de tempo.

E por falar em Cunha, não tem como não concordar com o deputado federal Jarbas Vasconcelos, um dos fundadores do PMDB: “Cunha é doente, cínico e psicopata”.

Sobre Levy, Wagner morde e assopra. Fala do processo de desgaste na relação com o Congresso e diz que “a dose aplicada na economia no lugar de ser remédio, virou veneno”. Assopra dizendo que Levy “é uma pessoa de boa fé”.

Cheguei a dizer, por mais de uma vez, assim que escolheram o titular da Fazenda, que sua permanência não seria duradoura, que a ala gastadora do PT, acostumada com o derrame de dinheiro público, fritaria Levy.

Pois é. Não deu outra. O esperado aconteceu. Bastou o ano eleitoral de 2016 aproximar, para que o “Fora Levy” viesse à tona. A gastança do PT não seria compatível com um ministro conhecido como “Joaquim da Tesoura”.

Não sou nenhum economista. Mas o óbvio ululante, seja no setor público como no privado, é que não deve gastar mais do que se arrecada. Ou se faz o ajuste fiscal, dando um chega-prá-lá na banda irresponsável do PT, ou, então, a descida para o abismo. O caos. O fim do PT e do petismo.

O problema é que quanto mais se fala na opção Wagner para a sucessão de 2018, fica a impressão de que o comando nacional do PT jogou a toalha em relação ao ex-presidente Lula.

O plano B é a prova inconteste de que os petistas passaram a acreditar que a Operação Lava Jato pode incriminar sua liderança-mor, tornando-a eleitoralmente inviável na busca do terceiro mandato.

Mas nem tudo são flores para o carioca-baiano. A cúpula do petismo e algumas de suas principais lideranças ficaram danados da vida com a declaração de Wagner de que o PT “se lambuzou” no poder.

Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, disse que a confissão de Wagner foi “profundamente infeliz e desrespeitosa”, que faz “coro com o antipetismo raivoso que anda em moda na direita e na extrema direita do país”.

Clique no link e confira o artigo na íntegra :: LEIA MAIS »

PROPOSTA DO PSB DEIXA ALISSON BALANÇADO

Alisson de malas prontas para o PSB.

Alisson de malas prontas para o PSB.

O vereador Alisson Mendonça, ainda no PT de Ilhéus, recebeu convite da direção estadual do PSB para se juntar à legenda. O chamado, claro, tem relação com a eleição que se avizinha, em outubro.

Mendonça, que coleciona mandatos no legislativo, há tempos sonha trocar de casa, deixar a câmara e rumar para a nova sede administrativa da prefeitura, na Conquista, mas na condição de prefeito.

No velho PT não tem vez. Na atual legenda, o nome da professora Carmelita está mais que certo para a disputa pela prefeitura. Mais cedo, o Políticos do Sul da Bahia, falou da proposta da legenda das pombinhas e do deputado federal Bebeto Galvão.

O PSB, que mandou o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e até então pré-candidato a prefeito, Vivaldo Mendonça, para um cargo na Casa Civil do governo Dilma, é o destino menos drástico para Alisson Mendonça. Os dois partidos possuem mais afinidades que discordâncias.

O vereador afirmou estar balançado pela proposta, mas se recusa a confirmar uma data para a festa de filiação.

EVERALDO DIZ QUE PT MANTERÁ ALIANÇAS E PARTICIPAÇÃO POPULAR EM ELEIÇÕES DE 2016

Executiva do Diretório se reuniu para discutir estratégias para 2016 (Foto Divulgação).

Executiva do Diretório se reuniu para discutir estratégias para 2016 (Foto Divulgação).

A Executiva Estadual do PT se reuniu ontem (18), em Salvador, e decidiu manter a politica de alianças e a participação popular nas campanhas para as eleições de 2016.

O presidente do diretório estadual do PT, Everaldo Anunciação, disse que a legenda trabalhará agora na “criação de conteúdo para programas do governo em parceria com a base aliada e definir uma agenda de candidaturas em abril, conforme a Resolução Nacional “.

Além dos membros da executiva, participaram o deputado federal Afonso Florence, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto, e o líder da bancada do partido, deputado estadual Rosemberg Pinto.

Também estiveram presentes os presidente do PT de Feira de Santana, Aécio Moreira, e de Vitória da Conquista, Rude Maturano, municípios onde a eleição pode ser decidida em dois turnos.

ALDENES ESPEROU E…

Depois da tempestade, Aldenes indicou Héllade para o SAC ( Reprodução Políticos do S da Bahia).

Aldenes indicou Héllade para o SAC (Foto Políticos do Sul da Bahia).

O deputado federal Davidson Magalhães esperneou e atirou, quando perdeu a indicação da chefia do Detran em Itabuna. À época, fez ameaças diretas ao presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Aldenes Meira, caso este indicasse alguém para a gerência do SAC em Itabuna.

A tempestade passou, tudo se ajeitou e Aldenes, baiano que faz política em estilo “mineirinho”, indicou Héllade Guimarães para o comando do posto do SAC em Itabuna. Já está nomeada.

A escolha de Aldenes foi considerada positiva por setores da esquerda, dado o perfil de Héllade, que já passou pelo Cesol Litoral Sul e tem histórico ligado ao movimento estudantil superior e da juventude.

Em tempo: Davidson percebeu, tempos depois, a furada em que embarcou ao atirar com gosto no deputado estadual Rosemberg Pinto, um dos nomes de confiança do governador Rui Costa. Inteligente que é, recolheu a metralhadora.

O CRESCIMENTO DE MANGABEIRA

marco wense1Marco Wense

 

O crescimento de Mangabeira é uma realidade. “Tem tudo para ser o próximo prefeito de Itabuna”, diz o inteligentíssimo, polêmico e inquieto Juvenal Maynart, figura-mor do diretório municipal do PMDB.

 

Assim que o médico Antônio Mangabeira lançou sua pré-candidatura a prefeito de Itabuna, com o aval do deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do PDT, eu fiz um comentário dizendo que o prefeiturável seria a grande surpresa da sucessão de Claudevane Leite.

Essa surpresa pode ser interpretada como uma boa votação ou, então, uma vitória nas urnas, dando início a um novo ciclo político e uma nova maneira de administrar.

Outro ponto é que a eleição de Mangabeira é o primeiro passo para acabar com o enraizado populismo demagógico, protagonizado pelo ainda forte fernandismo, o decadente geraldismo e o trôpego azevedismo.

As pessoas começaram a dizer que a minha opinião era suspeita porque o PDT era o meu partido, que a candidatura de Mangabeira não passava de fantasia e de um grande pesadelo, devaneios da Coluna Wense.

Trinta dias depois – ou mais, não me lembro o tempo certo –, tive acesso a uma pesquisa de intenção de votos em que Mangabeira já pontuava. Mas o que chamou mais atenção foi 65% do eleitorado dizendo que não votariam em quem já foi prefeito, se referindo, obviamente, a Fernando Gomes, Geraldo Simões e o Capitão Azevedo.

Analisando esse desejo de mudança, do chega pra lá nos políticos ditos profissionais, nas chamadas velhas raposas do processo eleitoral, concluí que o nome de Mangabeira poderia ocupar o espaço deixado pelos que estavam descrentes com a política.

Não deu outra. A pré-candidatura do também administrador de empresas, bacharel em Direito e estudante de Engenharia Civil e Ambiental, começou a crescer.

Recente consulta sobre a sucessão já coloca o pedetista na terceira posição. E mais: a tendência é de crescimento. Mangabeiristas já apostam em um rápido empate técnico com o segundo colocado.

A ascensão de Mangabeira já chegou ao conhecimento do governador Rui Costa (PT), do presidente estadual do PMDB, ex-ministro Geddel Vieira Lima, e do prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM).

O crescimento de Mangabeira é uma realidade. “Tem tudo para ser o próximo prefeito de Itabuna”, diz o inteligentíssimo, polêmico e inquieto Juvenal Maynart, figura-mor do diretório municipal do PMDB.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

SENADORES DO PT RECOMENDAM SUSPENSÃO DE DELCÍDIO DA LEGENDA

Senador Delcídio do Amaral continua preso.

Senador Delcídio do Amaral continua preso.

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado divulgou nota nesta sexta-feira (4) em que recomenda à Comissão Executiva Nacional do partido, reunida extraordinariamente hoje, em São Paulo, a suspensão provisória do senador Delcídio do Amaral (MS) da legenda, “tendo em conta a gravidade dos fatos que redundaram na prisão do senador”.

A nota recomenda ainda que seja aberto um processo para investigar o senador em comissão de ética “cabível”. Nesses casos, parlamentares são investigados por uma comissão do partido no estado de origem, no caso de Delcídio, Mato Grosso do Sul. No entanto, diante da gravidade das denúncias, há quem defenda – no âmbito do PT – que o caso vá para a comissão da Executiva Nacional.

Delcídio do Amaral está preso preventivamente, por tempo indeterminado, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, investigado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. O senador foi gravado em conversa com o advogado e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Na gravação ele sugeriu plano de fuga de Cerveró para a Espanha passando pelo Paraguai.

Além da situação de Delcídio do Amaral, na reunião em São Paulo, a Executiva do PT também vai tratar do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

GERALDO, DAVIDSON E ROBERTO JOSÉ

marco wense1Marco Wense

 

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

 

Já estou ficando repetitivo quando digo que o PT de Geraldo Simões e o PCdoB de Davidson Magalhães vão caminhar juntos na sucessão do prefeito Claudevane Leite.

A união entre petistas e comunistas é uma questão de pura sobrevivência política. O cenário aponta uma dependência que tende a ficar cada vez mais escancarada.

Se a junção é considerada como favas contadas, então podemos dizer que o candidato do governismo será Geraldo Simões, com o PCdoB indicando o companheiro da chapa majoritária.

E Roberto José, que é do PSD do senador Otto Alencar, que é aliado do governador Rui Costa, como fica? Vai aceitar passivamente a fritura em torno da sua pré-candidatura?

Ora, até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o governador Rui Costa não medirá esforços para que a base aliada tenha um só candidato a prefeito.

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual – Geraldo Simões, Davidson Magalhães, Roberto José e Carlos Leahy, respectivamente PT, PCdoB, PSD e PSB –, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

É bom lembrar que a senadora Lídice da Mata, dirigente-mor do PSB, além de ter um bom relacionamento com o governador Rui Costa, comunga com a opinião de que qualquer cisão na base só faz ajudar a oposição.

Robertistas, obviamente os mais lúcidos e politizados, já defendem uma aproximação de Roberto José com o médico Antônio Mangabeira, pré-candidato pelo PDT do saudoso Leonel Brizola.

Muita coisa ainda vai acontecer na movediça areia da sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

GEDDEL EM ITABUNA

JuvenalMaynart CeplacAmanhã, sábado (28), o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o mano Lúcio Vieira Lima, cotadíssimo para substituir Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, estarão em Itabuna para discutirem a sucessão do prefeito Claudevane Leite.

Serão recebidos pelo presidente do diretório do PMDB, Pedro Arnaldo, pelo médico Renato Borges da Costa, o pré-candidato Fernando Vita, o vereador Antônio Cavalcante e, principalmente, por Juvenal Maynart.

Digo principalmente, porque Geddel tem a oportunidade de parabenizar pessoalmente Maynart não só pelo bom trabalho realizado na Ceplac, quando superintendente do órgão, como na valorosa contribuição para a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

JUIZ AFIRMA QUE NÃO HÁ PROVAS CONTRA LULA, QUE É DEFENDIDO POR PETISTA

Everaldo diz que insinuações contra Lula focam eleições de 2018.

Everaldo diz que insinuações contra Lula focam eleições de 2018.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava jato em primeira Instância, afirmou na decisão que determinou a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, que não há prova alguma de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteja envolvido em atos ilícitos.

Sobre o assunto o presidente do Diretório do PT baiano, Everaldo Anunciação, contesta as insinuações contra o ex-presidente da República. “As pessoas só podem ser punidas com fatos concretos”, assinala.

Para ele, a tentativa de “colocar o ex-presidente no centro da operação é uma armação da grande mídia e de setores da oposição”. O foco, diz Everaldo, é atingir a candidatura de Lula para presidente em 2018.

– Eles não aceitam a continuidade de um projeto voltado para quem mais precisa. Por isto, ficam espalhando mentiras, mas estamos tranquilos.

Apesar do rebuliço das prisões de Bumlai ontem e da prisão do senador Delcídio do Amaral hoje (25), Everaldo afirma que o partido está tranquilo. “Queremos que a polícia continue investigando como nunca investigou e que a Justiça possa punir dentro da lei. Temos tranquilidade sobre a idoneidade da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula”.

SENADOR É PRESO PELA PF POR ATRAPALHAR INVESTIGAÇÕES DA LAVA JATO

O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), chegou por volta das 8h15 desta quarta-feira (25) à sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A prisão do senador foi autorizada pelo ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski. De acordo com informações obtidas pelo Estadão, o senador teria tentado atrapalhar as investigações.

No Senado, a Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão nos gabinetes da liderança do governo e do senador. A Polícia Legislativa impede o acesso da imprensa ao local, informa a Agência Brasil.

Na Superintendência da PF, a assessoria do senador informou que recebeu a notícia da prisão com surpresa e que não sabe do que se trata. Ainda segundo a assessoria, o advogado do parlamentar, Maurício Leite, deve chegar a Brasília em duas horas. Atualizada às 10h15min.

LEVI, AUGUSTO E O PALETÓ

marco wense1Marco Wense

 

O candidato que sai na frente, costuma perder. Vai definhando, definhando, e termina sendo o terceiro mais votado. Esse discurso do “já ganhou”, além de desaconselhável, só acaba em uma grande frustração.

 

Davidson Samuel, do conceituado blog Pimenta, salvo engano no mês de agosto, me liga e diz: “Wense, Jairo Costa, do Correio da Bahia, que faz a Coluna Satélite, acaba de me ligar pedindo seu celular. Vai ligar pra você”.

Eu tinha discordado de um comentário sobre o processo sucessório de Itabuna. Depois de uma civilizada conversa, ficou tudo democraticamente acertado: Jairo continuou com sua opinião e eu com a minha.

É preciso acabar com essa mania, com essa babaquice de achar que tudo que se escreve nos jornais da capital é inquestionável, que seus jornalistas políticos não erram. Uma inominável bobagem.

Agora discordo de uma análise de Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde, responsável pela coluna Tempo Presente, sobre o mesmo assunto: a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Levi, pelo qual tenho uma grande admiração, dá como favas contadas a vitória do tucano Augusto Castro se Davidson Magalhães (PCdoB) e Geraldo Simões (PT) continuarem desunidos.

“Augusto Castro pode encomendar o paletó”, diz Levi. É evidente que qualquer cisão no governismo ajuda a oposição e vice-versa.

A histórica briguinha entre petistas e comunistas só vai durar o tempo que o governador Rui Costa achar que ainda é cedo para dizer “chega”. O pega-pega entre PT e PCdoB não é duradouro.

Nem mesmo o próprio Augusto tem certeza de que será o nome da oposição na disputa pelo cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves. O jogo daqui de baixo vai ser decidido lá por cima.

É bom lembrar ao caro Levi que o oposicionismo também tem seus imbróglios. É público e notório que os ex-alcaides Fernando Gomes e o Capitão Azevedo, ambos do DEM, não confiam em Augusto Castro (PSDB).

Outro detalhe, caro Levi, é que Augusto Castro, hoje na frente nas pesquisas de intenção de votos, não vai ficar só pilotando em céu de brigadeiro. Sua aeronave vai enfrentar grandes tempestades.

Aqui em Itabuna, caro Levi, o candidato que sai na frente costuma perder. Vai definhando, definhando, e termina sendo o terceiro mais votado. Esse discurso do “já ganhou”, além de desaconselhável, só acaba em uma grande frustração.

O que ficou estranho foi Levi Vasconcelos concluir seu comentário dizendo que “faltam 11 meses para as eleições e até lá muita água vai rolar”.

Ora, se tem muita água para rolar, então não tem nada decidido, mesmo que Davidson não se entenda com Geraldo. Aconselho ao prefeiturável Augusto Castro não encomendar o paletó.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia