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:: ‘PT’

WALTER PINHEIRO NO PV – E NA BASE DE NETO

Pinheiro pode se filiar ao PV, segundo Álvaro Dias.

Pinheiro pode se filiar ao PV, segundo Álvaro Dias.

Álvaro Dias concedeu entrevista à Gazeta do Povo e acabou por revelar para qual partido ele e um grupo de senadores devem ir. De acordo com o senador tucano, a tendência é que ele e colegas como Walter Pinheiro filiem-se ao PV.

Pinheiro foi eleito senador pelo PT baiano, mas mostra descontentamento com a legenda desde o final do primeiro Governo Lula – com o estouro do Mensalão – e quase deixa o partido para ingressar no Psol. Manteve-se no partido, por onde chegou ao Senado com o apoio do então governador Jaques Wagner e do presidente Lula.

Ainda na entrevista à publicação paranaense, Álvaro Dias revelou que o grupo de seis senadores pensa em construir uma alternativa à polarização PT-PSDB e ter um nome para disputar a presidência da República em 2018.

Até aqui, o senador Pinheiro evita falar em saída do PT. O Pimenta já tentou entrevistas para tratar deste tema com o senador, mas, por meio de sua assessoria, diz que esta não é uma preocupação do momento. Caso mantenha-se essa tendência de Pinheiro ingressar no PV, ele passará a fazer parte da base de apoio ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), com quem estaria conversando. Como se sabe, Neto já se lançou na disputa para 2018.

O DIA EM QUE AS “GUERRILHAS” SE INTENSIFICARAM NAS REDES SOCIAIS

marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

No último dia 26, aniversário do ex-presidente Lula e do segundo turno das eleições do ano passado, as “guerrilhas” nas redes sociais se intensificaram.

No Twitter, a hashtag criada para a comemoração do aniversário de 70 anos do ex-presidente alcançou o primeiro lugar nos Trending Topics Brasil e o sexto nos mundiais.

A oposição não deixou passar em branco, reagiu postando banners e vídeos. Nas guerrilhas entre governo e oposição os alvos principais foram Lula, Dilma, Aécio, Eduardo Cunha e o juiz Sérgio Moro.

Alguns internautas repetiram a baixaria do cantor Fabio Júnior num show em Nova York, quando o público xingou a presidenta Dilma e o artista informa que o dedo perdido de Lula está enfiado no nosso (deles).

Mas houve críticas criativas contra o governo. Por exemplo, um banner com a foto da presidenta escrito: “Volta Dilma. Queremos de volta a Dilma que elegemos em outubro.”

O site Sensacionalista ironiza a justiça postando matéria com o título Para escapar da cadeia, preso usa máscara de Eduardo Cunha. O texto afirma que ‘um guarda chegou a ver o falso Cunha cruzando o portão, mas não fez nada’. “Eu reconheci, mas sei que esse a gente não pode prender, então nem me mexi”.

AécioEm meio aos requentamentos, um banner, criado especialmente para o dia 26, exibe a histórica foto dos tucanos no final da apuração do segundo turno na casa da irmã de Aécio Neves.

O clima antes era de comemoração com brindes em taças de champanhe. Mas, no momento desta foto, Dilma já está à frente e nas imagens se  destacam, atônitos, Aécio Neves, o presidente nacional do DEM, Agripino Maia, e o apresentador Luciano Hulk.

O texto: Hoje faz um ano… Que eu não paro de rir com esta foto.

 

Marival Guedes escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

FORA DO TRILHO

marco wense1Marco Wense

 

Uma coisa é certa: só o governador Rui Costa pode evitar que o trem do governismo saia do trilho. É bom lembrar que o chefe do Executivo não é de duas conversas, conversa mole e, muito menos, de conversinha.

 

O suplente de deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB) sonha com uma ampla união em torno da sucessão do prefeito Claudevane Leite, que já declarou que não será candidato à reeleição.

Davidson quer uma junção em torno dele. Acha que Geraldo Simões, por ser do PT, vai ter dificuldades. Quando questionado sobre Roberto José, trata logo de descartá-lo: “Não será candidato”.

Como resposta a contundente afirmação do comunista, Roberto se reúne com o comando estadual do PSD e diz que é candidatíssimo, que não abre mão da sua legítima e democrática pretensão.

“Não há mais espaço para a velha política e os velhos modos de fazer política”, alfineta Roberto José. A verdade é que o relacionamento entre o prefeiturável do PSD e do PCdoB tende a ficar mais aceso, intenso e incontrolável.

Tem ainda o imbróglio entre o PT e o PCdoB em torno da Codeba. É que os comunistas andavam dizendo que os petistas apoiariam a candidatura de Davidson em troca de um cargo na Companhia das Docas do Estado da Bahia.

Tiririca da vida, Geraldo Simões, ainda a maior liderança do petismo grapiúna, desmentiu os camaradas com uma fina ironia: “Se o PCdoB não teve força para manter um gerente do Ciretran, vai ter força para indicar um diretor da Codeba?”

Difícil mesmo é colocar no mesmo palanque os evangélicos de Vane, os comunistas de Davidson, os lulistas de Geraldo Simões, o núcleo duro do vanismo, os robertistas do PSD e o pessoal do PRB da Igreja Universal.

Outro detalhe é que tanto Geraldo como Davidson dão como favas contadas o apoio do PSB, desconsiderando a pré-candidatura de Carlos Leahy. O ex-presidente da CDL diz, peremptoriamente, que vai até o fim.

As articulações em torno do processo sucessório vêm de cima para baixo, o que não é nenhuma novidade. Se diretório municipal e nada é a mesma coisa, imagine comissão provisória. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo. O que prevalece são os interesses da cúpula.

Uma coisa é certa: só o governador Rui Costa pode evitar que o trem do governismo saia do trilho. É bom lembrar que o chefe do Executivo não é de duas conversas, conversa mole e, muito menos, de conversinha.

MANGABEIRA E AS PESQUISAS

mangabeiraO pré-candidato do PDT, médico Antônio Mangabeira, acredita que vai iniciar o ano de 2016 com uma boa pontuação nas pesquisas de intenção de votos.

Mangabeiristas mais otimistas falam até em um percentual acima de 10%. O prefeiturável, no entanto, acha que as coisas vão acontecer no seu devido tempo.

Mangabeira, que é o presidente do diretório municipal, comunga com a opinião de que a eleição é complicada: “Temos que trabalhar muito. Não é fácil enfrentar o populismo demagógico”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PT VERSUS PT

marco wense1Marco Wense

 

Já pensou se José Dirceu resolve externar suas opiniões em uma entrevista bombástica para a imprensa? Seria um Deus nos acuda. Rui Falcão seria o primeiro a condená-lo.

 

O governador Rui Costa acerta quando diz que “o PT não pode pressionar a presidente Dilma pelos jornais”. E mais razão ainda quando declara que não emite opiniões publicamente sobre “muitas coisas”, sob pena de causar instabilidade.

A alfinetada foi para Rui Falcão, presidente nacional da legenda, que andou cobrando de Dilma a demissão do ministro Joaquim Levy (Fazenda). O dirigente-mor do petismo é adepto do “Fora Levy”.

“É legítimo externar minhas opiniões”, rebate Rui Falcão. A presidente Dilma, lá da Suécia, sem esconder sua peculiar irritação, respondeu secamente: “Ele (Levy) não está saindo do governo. Ponto final”.

Pois é. Já pensou se José Dirceu resolve externar suas opiniões em uma entrevista bombástica para a imprensa? Seria um Deus nos acuda. Rui Falcão seria o primeiro a condená-lo. É bom torcer para que o ex-todo poderoso continue longe de um acordo de delação premiada.

Ao caro e estimado leitor do Diário Bahia e do conceituado blog Pimenta, confesso que fiquei curioso sobre essas “muitas coisas” do governador Rui Costa.

DUPLA COMEMORAÇÃO

Não foi só o antifernandismo que comemorou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito Fernando Gomes pela Justiça Federal. O tucanato também vibrou. O caminho está aberto para que o deputado Augusto Castro seja o candidato da coligação PSDB-DEM-PMDB-PPS na sucessão de Claudevane Leite.

O atento leitor indagaria: E José Azevedo? Para os augustianos é só uma questão de tempo para que o capitão seja laçado pela inelegibilidade, fazendo companhia ao seu criador.

Então, tudo com bolinhas azuis para o tucano-prefeiturável? Não é bem assim. O próximo passo de Augusto é conquistar a confiança de Fernando e Azevedo. Os dois ex-alcaides têm declarado, em conversas reservadas, que não confiam no parlamentar.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PAULO FRANCIS, PETROBRAS, CAETANO E JAGUAR

marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

Contra Caetano, criticou uma entrevista que o cantor fez com Mick Jagger. O artista reagiu disparando: “Bicha amarga e mau caráter.” A briga trouxe algo de positivo, a composição Reconvexo (“Meu som te cega, careta, quem é você?”) foi para Francis.

 

 

O nome do jornalista Paulo Francis retorna à mídia por causa da Petrobras.

Ele afirmou no Manhattan Connection, em 1996, que os diretores da estatal tinham milhões de dólares no exterior.

A diretoria entrou com um processo na corte americana cobrando 100 milhões de dólares por danos morais. Sem provas, ficou tenso e morreu de infarto.

Elio Gaspari atribuiu à Petrobras o assassinato” do jornalista.

Francis era polêmico, preconceituoso, arrogante e não gostava de nordestinos. Uma das suas frases antológicas está no livro O melhor do mau humor, (Ruy Castro): “Os baianos invadiram o Rio para cantar ‘Ó, que saudades eu tenho da Bahia…’ Bem, se é por falta de adeus, PT saudações.”

Contra Caetano, criticou uma entrevista que o cantor fez com Mick Jagger. O artista reagiu disparando: “Bicha amarga e mau caráter.” A briga trouxe algo de positivo, a composição Reconvexo (“Meu som te cega, careta, quem é você?”) foi para Francis.

Outra polêmica foi com o diretor do Pasquim e da editora Codecri, Jaguar, que contou a história numa palestra em Itabuna.

Paulo Francis escreveu o livro Cabeça de Papel e pediu pra publicar na Codecri. Jaguar leu os originais, não gostou e devolveu.

Extremamente vaidoso, o jornalista ficou magoado. Passou a criticar o editor e vice-versa. Quando retornou de férias ao Brasil (trabalhava na Globo em NY), Jaguar telefonou pedindo um artigo para o Pasquim. Francis respondeu:

-És um cara de pau. Sei que você anda me esculhambando e agora liga pedindo artigo.

Jaguar reagiu com o humor que predominava no Jornal:

-Francis, é que sou muito vaidoso e toda vez que eu falo mal de você sou aplaudido.

Foi novamente aplaudido.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

MORRE EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS

Dutra lutava contra câncer (Foto ABr).

Dutra lutava contra câncer (Foto ABr).

Morreu na madrugada deste domingo (4), em Belo Horizonte, o ex-senador José Eduardo Dutra (PT-SE), ex-presidente do PT e da Petrobras. Ele tinha 58 anos e lutava contra um câncer. O corpo dele deve ser velado e cremado na capital mineira, nesta segunda-feira (5).

Carioca, Dutra trilhou sua trajetória política em Sergipe. Dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) entre 1988 e 1990, presidiu o Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina) de 1989 a 1994, ano em que se elegeu senador.

José Eduardo Dutra foi presidente da Petrobras de janeiro de 2003 a julho de 2005. Dois anos depois, presidiu Petrobras Distribuidora, onde permaneceu até agosto de 2009.

Ele presidiu o PT entre 2010 e 2011, quando renunciou ao mandato que só terminaria em 2012 por problemas de saúde. Dutra foi um dos coordenadores da campanha da primeira eleição da presidente Dilma, ao lado do ex-ministro Antônio Palocci e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Com o agravamento da doença, ele se afastou da vida partidária para cuidar da saúde. Atualmente era o primeiro suplente do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Do Congresso em Foco

DAVIDSON, GERALDO E O PT

marco wense1Marco Wense

 

PT e PCdoB é uma velha história de amor e ódio. Não tenho nenhuma dúvida de que estarão de mãos dadas na sucessão de 2016. A união dos vermelhinhos é imprescindível para a sobrevivência política do petismo e do comunismo.

 

 

A exoneração do coordenador do Detran em Itabuna, subtenente Gilson Nascimento, indicado pelo PCdoB, me fez lembrar da música “Pode vir quente que estou fervendo”, composta por Carlos Imperial e interpretada pelo rei Roberto Carlos e o tremendão Erasmo Carlos.

O suplente de deputado federal Davidson Magalhães, líder inconteste do comunismo no sul da Bahia, pré-candidato à sucessão do prefeito Claudevane Leite, abriu o verbo contra o PT e sua articulação política.

Davidson Magalhães parecia aquele de priscas eras, do saudoso tempo agitado da política estudantil, gesticulando e bradando em voz alta: “Isso é um absurdo, vai ter troco”.

Já fui o alvo preferencial dos seus inflamados e frenéticos discursos na então FESPI, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), quando candidato à presidência do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do DA de Direito. Perdi no primeiro embate, mas sair vitorioso no segundo. Não foi fácil enfrentar os aguerridos meninos do PCdoB. Eu era do PDT, brizolista convicto, mas os danados diziam que eu era da “direitona”. Ser de direita naquele tempo, no ambiente estudantil, era suicídio político.

Sobre o deputado estadual petista Rosemberg Pinto, responsável pela indicação do novo diretor do cobiçado órgão, Davidson disse que “o rapaz não tem nenhuma representatividade, não teve nem três mil votos entre Itabuna e Ilhéus”.

E mais: 1) “… não vamos fazer a transferência do cargo, isso é uma agressão ao resultado da eleição de Itabuna, Ilhéus e Região, uma agressão aos 17 mil votos que tivemos”. 2) “… é por este tipo de coisa que o PT está isolado. É esse tipo de atitude que dificulta aliança com o PT”. 3) “… vai ter troco, vai ter troco”. 4) “… não tenho medo de ameaça nenhuma ao meu mandato”.

O “vai ter troco” foi o desabafo que mais pontuou no duro discurso do prefeiturável. Tiririca da vida, um pouco nervoso, Davidson lembrava um ACM versus Waldir Pires.

Qual seria o “troco” de Davidson Magalhães? Foi o questionamento mais ouvido do pós-descarrego. No início, todos pensavam que o “troco” seria o fim do diálogo com o também pré-candidato Geraldo Simões.

Davidson, no entanto, sabendo que o PCdoB precisa do PT e vice-versa, tratou logo de isentar o PT de Geraldo Simões: “O PT fez um absurdo em Itabuna, não digo que é o PT de Itabuna”.

Como uma espécie de advogado de Geraldo Simões, Davidson foi mais além: “Tem gente querendo ocupar o espaço do ex-deputado, não vão nos jogar contra Geraldo Simões aqui em Itabuna”.

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DAVIDSON CRITICA MUDANÇA NO DETRAN EM ITABUNA E PROMETE “TROCO” NO GOVERNO

Davidson ficou irritado com mudança no Detran e bateu no governo.

Davidson: irritado com mudança no Detran.

O deputado federal Davidson Magalhães bateu forte no Governo Rui Costa, ontem (12), por causa da exoneração do coordenador do Detran em Itabuna, subtenente Gilson Nascimento. Para o deputado, o governo foi desleal com o PCdoB. “Vai ter troco. Isso não é possível”. O ataque ocorreu durante almoço em homenagem a Gilson em uma churrascaria de Itabuna.

Davidson disse ter levado a sua insatisfação ao próprio Rui Costa, a quem afirma ter dito que a mudança foi “uma agressão” ao PCdoB. O cargo deverá ser assumido pelo advogado Edmundo Tavares, por indicação do deputado Rosemberg Pinto e do deputado federal licenciado e secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, ambos do PT. Edmundo espera concluir curso, até a próxima semana, para assumir.

“A articulação política do governo fez um absurdo em Itabuna”, disse Davidson, enfatizando que a gestão de Gilson era considerada referência até dentro do governo. “Nós temos uma gestão excelente no Detran”.

O parlamentar federal disse não ter medo de perder o mandato (ele é segundo suplente na coligação com o PT) e rejeitou o cargo de diretor do SAC em Itabuna.”O PCdoB não é o partido da boquinha. Nós não queremos aquele cargo lá,”, completou. Ele afirma reconhecer a importância do SAC, mas reprova a atitude do governo e, por isso, rejeita a mudança.

Nas pancadas em Rui e na articulação política, Davidson também lembrou do início da campanha eleitoral, em 2014, para falar da lealdade do seu partido. Citou que o PCdoB fechou com Rui, embora o petista estivesse com 6% nas pesquisas. Um vídeo com o discurso do deputado foi divulgado pelo site Chapa Quente.

Sobrou até para gente do próprio partido do parlamentar. Davidson, que é da executiva estadual do PCdoB, mandou recado para o presidente da Câmara de Itabuna, Aldenes Meira.

– Quem do PCdoB estiver assanhado para indicar cargo lá, que faça sozinho. É uma migalha e não corresponde á nossa força política. Se alguém quiser fazer sozinho, que faça. Mas enfrentará as consequências dentro do partido.

MUDANÇA DE CRITÉRIOS

Coube a Aldenes a indicação do nome para substituir Maria Fernanda Galvão no comando do SAC em Itabuna. Nanda Galvão chegou ao cargo por indicação do ex-deputado Geraldo Simões.

A mudança de critérios para indicação dos cargos no governo estadual tem provocado insatisfações. Pelas regras atuais, somente os ex-candidatos a deputados estadual e os eleitos para a Assembleia Legislativa indicam os ocupantes de cargos. Foi isso que deu direito a Aldenes da indicação para o SAC. E levou à derrota política de Davidson no Detran de Itabuna e de Geraldo no SAC.

Davidson bateu na articulação política do governo, em Josias Gomes e, ainda mais forte, em Rosemberg Pinto, enfatizando que o parlamentar teve menos de 3 mil votos em Ilhéus e de 2 mil em Itabuna. Rosemberg, porém obteve mais de 16 mil votos no Território Litoral Sul.

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“NÃO PODEM ME CULPAR DE UMA REGRA
DEFINIDA COM O PCdoB”, DIZ ROSEMBERG

 

PORFÍRIO DIZ QUE FICA NO PT

O assessor parlamentar Manoel Porfírio descartou sua ida para o PCdoB. “Não desejo sair do PT”, disse, acrescentando que mantém ótimas relações com a direção do PCdoB itabunense.

Ainda sobre eventuais desavenças com o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, Porfírio diz que não foi posto “na geladeira”. “Prova disso é que almoçamos há duas semanas, juntos, eu, o presidente estadual do PT, [Everaldo Anunciação], e o secretário Josias”, disse Porfírio.

Por fim, o assessor parlamentar do vereador Paulinho do INSS diz manter relações cordiais com políticos de todos os matizes. E enfatizou: “De membros do PCdoB a Val Cabral”, complementando que teve um prolongado “bate-papo com Geraldo Simões [ex-deputado federal]”, na Ceplac.

APÓS DEMITIR MAIS DE 100 FUNCIONÁRIOS, FERNANDA GASTARÁ R$ 150 MIL COM FUTEBOL

Fernanda prioriza futebol.

Fernanda prioriza futebol.

A Seleção de Uruçuca é dona da segunda melhor campanha do Intermunicipal de Futebol 2015. O desempenho da equipe guarda relação, também, com o investimento mensal da prefeitura com o selecionado.

Até o final do ano, a prefeita Fernanda Silva (PT) gastará uma bolada com a equipe de futebol, segundo o site Políticos do Sul da Bahia. Serão R$ 150 mil até o final do ano.

No último dia 3, entrou em vigor lei que autoriza o município a repassar R$ 37,5 mil para a Liga Uruçuquense de Futebol Amador (Lufa). A grana visa manter a seleção, uma das mais caras do campeonato.

O valor é considerado alto em tempos de crise nos municípios e demissões em prefeituras, inclusive a de Uruçuca, que demitiu mais de cem trabalhadores nos últimos dois meses, conforme o site.

O JUÍZO DOS OBEDIENTES

marco wense1Marco Wense

 

O caminho menos espinhoso, em decorrência do desgaste do PT e de um governo municipal com nota baixa, é o da oposição, em que pese a falta de credibilidade dos seus dois prefeituráveis.

 

O desejo-mor do governismo é o mesmo da oposição: um rompimento interno nas hostes do adversário. Ou seja, Fernando Gomes versus José Azevedo e Geraldo Simões versus Davidson Magalhães.

Oposicionistas e situacionistas concordam que a união é imprescindível para conquistar a cobiçada prefeitura de Itabuna, o mais populoso e importante município do sul da Bahia.

Já é consenso que o lado que dividir perde a eleição. O eleitorado de Fernando Gomes e José Azevedo, assim como o de Geraldo Simões e Davidson Magalhães, pertence a um mesmo campo.

O problema é que cada um se acha melhor do que o outro e nenhum quer ser companheiro de chapa. Geraldo Simões, por exemplo, chegou a dizer que é “velho demais para ser vice”.

O governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, ambos em plena campanha para o Palácio de Ondina – o petista querendo se reeleger e o democrata querendo seu lugar –, só esperam o momento certo para definir o candidato.

Disse aqui, na coluna da última sexta-feira de agosto, que o governador Rui Costa não vai aceitar dois candidatos da mesma base aliada. O mesmo raciocínio vale para ACM Neto.

A oposição tem outro nome, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB). O tucano entraria no jogo em caso de inelegibilidade de José Azevedo e Fernando Gomes, que continuam “sujos” diante da Lei da Ficha Limpa.

O prefeito Claudevane Leite, que desistiu de disputar mais quatro anos de governo, vai apoiar o nome apontado pelo governador Rui Costa. O PRB, partido do alcaide, se não lançar candidatura própria, deve apoiar o candidato da coligação DEM, PSDB e PMDB.

O caminho menos espinhoso, em decorrência do desgaste do PT e de um governo municipal com nota baixa, é o da oposição, em que pese a falta de credibilidade dos seus dois prefeituráveis.

Não acredito em cisão e, muito menos, rebeldia. Talvez um passageiro calundu. Fernando Gomes, Capitão Azevedo, Geraldo Simões e Davidson Magalhães vão seguir a ordem do comando maior.

Concluo dizendo que os pré-candidatos serão obedientes aos seus chefes políticos. Rui Costa ainda tem um bom tempo no poder e ACM Neto é um fortíssimo candidato na sucessão de 2018.

Manda quem pode, obedece quem tem juízo. A ditadura das agremiações partidárias e o mandonismo dos senhores dirigentes são implacáveis. Eles se acham proprietários vitalícios de suas legendas. É assim que funciona.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O PATINHO FEIO E O GOLPE

marco wense1Marco Wense

 

O Brasil vai sair dessa grave crise, mais política e ética do que econômica. Os bons políticos querem. Todos nós queremos. Só os idiotas e imbecis torcem pelo “quanto pior, melhor”.

 

O quarteto tucaniano, composto por Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, não tem um ponto de equilíbrio em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

FHC e Aécio defendem dois caminhos: o da renúncia de Dilma, que é um ato unilateral, e o do Tribunal Superior Eleitoral, que vai julgar se houve abuso de poder e financiamento irregular na campanha de 2014.

O posicionamento pela renúncia, que leva o vice a assumir a presidência da República, é de mentirinha. Querem um desfecho contra Dilma e Temer. Ou seja, via TSE, que, julgando procedente a ação do PSDB, poderia definir por novas eleições, no prazo de até 90 dias, ou pela posse de Aécio Neves, segundo colocado no processo sucessório. O comando do Palácio do Planalto ficaria, interinamente, com o incendiário Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. É bom lembrar que Cunha pode virar réu a qualquer momento. O evangélico parlamentar é investigado pela Lava Jato, acusado de ter recebido uma propina de cinco milhões de dólares no esquema do petrolão.

O senador José Serra concorda com a renúncia de Dilma, mas não quer nem ouvir falar do TSE. Torce por uma decisão do TCU condenando as chamadas “pedaladas fiscais”. Por mais estranho que pareça, Serra é um pró-Temer. Trabalha, sorrateiramente, contra o “companheiro” Aécio. Serra quer ser uma espécie de super-ministro em um eventual governo peemedebista. Com Aécio Neves no poder, o tucano-temista seria impiedosamente isolado, tratado com desdém, defenestrado. O roqueiro e doidão Lobão, cotado para ser o titular do ministério da Cultura, teria mais prestígio do que Serra.

Uma decisão desfavorável a Dilma no Tribunal de Contas da União abriria as portas do Congresso para um processo de impeachment por crime de responsabilidade. Temer assumiria o comando do País se o afastamento fosse concretizado.

Sobre as “pedaladas”, escrevi, em 31 de julho, que os governos de FHC (1995-2002) e o de Lula (2003-2010) maquiaram as contas públicas para garantir o pagamento do seguro desemprego. O TCU não tomou nenhuma providência. O que antes era aceitável é agora crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Bastou um piscar de olhos na direção do impeachment.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o corpo, a alma e o espírito voltados para a eleição de 2018, é contra o impeachment. É outro que vem rifando Aécio Neves. Para que o projeto seja aberto pela Câmara, é preciso o apoio de 342 deputados. Seguindo para o Senado, o aval tem que ser dado por 54 senadores.

Parabéns a Renan Calheiros, presidente do Senado, que, juntamente com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, trabalham na criação de uma agenda positiva, suprapartidária, de interesse nacional. O Brasil acima da politicagem.

Quando questionado sobre a grave crise, o senhor Aécio Neves, até hoje inconformado com o inquestionável resultado das urnas, diz, com aquele inerente deboche, que “cabe ao governo, e não à oposição, buscar soluções”.

Ora, o PSDB não aponta soluções porque não tem competência para apontá-las. A sinceridade parte do próprio tucanato, do vice-presidente nacional da legenda e ex-governador de São Paulo Alberto Goldman: “o PSDB não tem projeto de País”. Finaliza dizendo que “a legenda não é capaz de dizer o que faria se tivesse vencido as eleições do ano passado”.

Setores da chamada “grande imprensa” e importantes lideranças políticas de oposição começam a perceber que o impeachment é o pior dos cenários. João Roberto Marinho, um dos três sócios majoritários das Organizações Globo, diz que “o sucessor da presidente Dilma será quem vencer as eleições de 2018”. Editorial da Folha de São Paulo que “a ala aecista não pode subordinar os meios jurídicos a seus fins eleitorais, vergando as regras da democracia para encurtar o caminho até o poder”.

Clique no link abaixo para ler o artigo na íntegra.

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FIM DO CICLO

marco wense1Marco Wense

Assim que veio à tona o escândalo do mensalão, Tarso Genro, um dos mais lúcidos petistas, defendeu a tese de que o PT teria que fazer uma reciclagem, uma profunda reflexão.

Tarso, ex-governador do Rio Grande do Sul, hoje articulador de uma frente nacional de esquerda, foi pisoteado pela cúpula do PT, faltando pouco para declará-lo como “persona non grata”.

O tempo passou. Agora tem o petrolão, as propinas, os mensalinhos, os “pixulecos” e, para piorar, uma justiça que só enxerga a roubalheira do PT.

Tarso diz, e com toda razão, que “o PT chegou ao fim de um ciclo, que a candidatura de Lula seria inviável com a crise do governo Dilma. Finaliza dizendo que “o partido precisa ter mais humildade de verificar, no sistema de alianças que pretende compor, se há um nome mais adequado para 2018”.

Concordo com o ilustre Tarso Genro, mas faço uma ressalva: a humildade tem que ser mostrada na sucessão municipal de 2016, sob pena do PT ficar isolado na eleição de 2018.

Só agora, depois da prisão de José Dirceu, do leite derramado, é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala em “reflexão profunda no PT”. O creme dental quando sai do tubo não volta mais.

mangabeiraBOAS NOTÍCIAS

O pré-candidato do PDT, Antônio Mangabeira, tem recebido boas notícias para sua campanha: 1) 65% do eleitorado não pretendem votar em candidatos que já foram prefeitos de Itabuna. 2) o seminário sobre educação que o PDT vai realizar em Itabuna poderá contar com a participação do senador Cristovão Buarque 3) o partido está prestes a receber filiados do PSB insatisfeitos com o rumo da legenda na sucessão do prefeito Vane. 4) cresce o número de médicos declarando apoio a sua candidatura. 5) os 4,5% nas pesquisas de intenção de votos. Para quem começou agora, sem dúvida um bom começo. 6) a opinião, até mesmo entre os eleitores de outros candidatos, de que é um bom nome. O vereador Ruy Machado, presidente do PTB, tem razão quando diz que “Mangabeira é um candidato sem vícios”.

Augusto-Castro12-300x221COM A MESMA MOEDA

Um conhecido petista de Itabuna, quando questionado sobre a dianteira do deputado e prefeiturável Augusto Castro (PSDB) nas pesquisas, usa a mesma expressão dos tucanos em relação ao ex-presidente Lula: “Sua vez vai chegar”. O que se comenta nos bastidores é que existe uma espécie de dossiê contra o parlamentar tucano, que o documento é arrasador.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PRÉVIAS DO PT EM CONQUISTA

Márcio Matos entra na disputa interna do PT.

Márcio Matos entra na disputa interna do PT.

O PT não terá vida fácil nas eleições de 2016 em Vitória da Conquista. O partido governa a cidade há 19 anos consecutivos, mas os planos para a sucessão do próximo ano não contarão, pelo menos no primeiro turno, com apoio de antigos aliados, como o PCdoB, que lançou o nome do deputado estadual Jean Fabrício.

Ontem, para apimentar ainda mais o processo – internamente, uma das tendências internas do partido lançou nome para a sucessão, Márcio Matos, da direção nacional do Movimento Sem-Terra (MST). Márcio deverá se desligar do cargo para disputar a prefeitura conquistense. Ele tem 30 anos e é filho do ex-deputado e ex-prefeito de Conquista Jadiel Matos e integra a tendência Esquerda Popular Socialista (EPS), do PT.

Com a sinalização de Márcio, podem ocorrer prévias para a definição de um nome do PT à sucessão de Guilherme Menezes. Outro nome já posto é o do deputado estadual José Raimundo, ex-prefeito de Conquista. Zé Raimundo, no entanto, enfrenta resistências de Guilherme. De acordo com as últimas pesquisas, quem lidera a corrida eleitoral na “Suíça Baiana” é o peemedebista Herzem Gusmão.

O DILEMA DE GERALDO

marco wense1Marco Wense

O que se comenta nos corredores do Palácio de Ondina é que o PCdoB, com Vane fora da disputa, tende a uma reaproximação com Geraldo Simões, sob pena de ficar isolado no processo sucessório

Pessoas bem próximas do ex-deputado Geraldo Simões, assentadas no argumento de que o PT não faria tamanha malvadeza com um ilustre e histórico filiado, tratavam sua saída da legenda como uma invencionice.

Os geraldistas, para fugir do assunto e encerrar a conversa, diziam que era mais uma intriga da oposição, da desinformação de setores da imprensa e de incautos comentaristas políticos.

E quando os “incendiários de plantão” citavam o PMDB dos irmãos Vieira Lima como opção partidária, era um Deus nos acuda, cruz credo, um xô satanás.

Esses mesmos correligionários, que achavam que tudo não passava de mais uma picuinha inerente ao movediço e traiçoeiro processo político, já defendem um xaveco do líder-mor com o peemedebismo.

O problema é que a candidatura de Geraldo Simões depende do prefeito Claudevane Leite. Ou seja, GS só será candidato se o enigmático chefe do Executivo não disputar o segundo mandato.

São favas contadas que a reeleição de Vane conta com o apoio do governador Rui Costa e do diretório estadual do PT, tendo na linha de frente o ex-geraldista e ex-vereador Everaldo Anunciação.

E como fica o PCdoB? Se Vane for candidato, fica tudo no mesmo. E se o prefeito desistir da reeleição, os comunistas lançam candidato próprio? Confesso que tenho minhas dúvidas.

Aliás, o que se comenta nos corredores do Palácio de Ondina é que o PCdoB, com Vane fora da disputa, tende a uma reaproximação com Geraldo Simões, sob pena de ficar isolado no processo sucessório.

O que se espera, diante de um iminente e inevitável bafafá entre o PCdoB e o PRB, entre os prefeituráveis Davidson Magalhães e Roberto José, é uma neutralidade do chefe do Executivo.

O dilema de Geraldo Simões vai ficar cada vez mais intenso, já que a posição do prefeito Claudevane Leite só será conhecida na véspera do limite permitido para se mudar de partido.

Vale ressaltar que o “sim” de Vane, decidindo enfrentar as urnas na eleição de 2016, está condicionado ao comportamento do segmento evangélico diante da reeleição.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PARA ALELUIA, DUPLA BA-VI CAIU POR CULPA DO PT; EVERALDO DIZ QUE DEPUTADO ESTÁ FORA DE ÓRBITA

Everaldo x Aleluia.

Everaldo x Aleluia.

Da Tribuna da Bahia

Ao justificar o posicionamento contrário da bancada do Democratas na Câmara Federal que foi contra a criação da Autoridade Pública de Governança do Futebol, previsto na Medida Provisória 671/2015, conhecida com MP do Futebol, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) fez uma afirmação intrigante. Para o parlamentar, a entidade, que acompanharia a gestão dos clubes, seria uma tentativa de estatizar o futebol e citou exemplos de fracasso do público ‘administrando” o privado: “a queda do Bahia e do Vitória foi culpa do PT. Eles que afundaram os clubes”.

Em tese, Aleluia apontou para figuras ligadas ao PT, como o presidente do Bahia na época do rebaixamento, Fernando Schmidt, personagem muito ligada ao ex-governador Jaques Wagner, mas que é filiado ao PSB, hoje aliado do governo Rui Costa (PT). No Vitória, a pessoa mais próxima ao PT é o deputado federal José Rocha (PR), que é presidente do Conselho Deliberativo do clube, que também já presidiu o rubro-negro. Quando o Vitória caiu no ano passado, o responsável pelo clube era Carlos Falcão.

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, não gostou de ver mais uma responsabilidade na lista de culpas do partido. “As derrotas nas eleições majoritárias deixaram Aleluia fora de órbita. É simplesmente ridículo que um deputado federal que representa um estado como a Bahia esteja tão atrasado na forma de pensar e com o tamanho da hipocrisia que ele vem revelando em alguns temas relacionados ao país. Acho que ele precisa de uma reciclagem, e como o DEM está acabando, que seja urgente”, atacou.

DILMA, PT E A OPOSIÇÃO

marco wense1Marco Wense

Os principais defensores do impeachment podem ser réus a qualquer momento.

Se existisse outra oposição, diferente dessa protagonizada por tucanos (PSDB) e democratas (DEM), o governo da presidente Dilma Rousseff estaria mais fragilizado, sem força para reagir.

Quando o assunto é a desenfreada cobiça do poder, o PT e o PSDB são a mesma coisa, comportam-se do mesmo jeito. Rezam na cartilha de que o fim justifica os meios. O petismo com o mensalão e o petrolão. O tucanato com os escândalos da reeleição e das privatizações.

Ora, não é a vontade de partidos e de lideranças pregadoras do golpismo, ainda inconformadas com o fracasso nas urnas, que vão respaldar um pedido de impeachment, e sim provas sólidas obtidas pelas instituições.

Os principais defensores do afastamento da presidente Dilma podem ser réus a qualquer momento. O presidente da Câmara dos Deputados, o incendiário Eduardo Cunha, é alvo da Operação Lava Jato.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, já é réu em processo na Justiça Federal de Brasília. O senador é acusado de ter recebido propina da construtora Mendes Junior para apresentar emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira.

Agripino Maia, dirigente-mor do diretório nacional do DEM, coordenador da campanha do candidato Aécio, é acusado de receber propina de R$ 1 milhão para aprovar uma lei que torna obrigatório a inspeção veicular no seu estado, o Rio Grande do Norte.

Como não bastasse, tem o depoimento do doleiro Alberto Youssef dizendo que Aécio Neves pegava mesada de US$ 120 mil. O ex-presidenciável comandava uma das diretorias de Furnas no então governo FHC.

Ainda vem o José Serra defendendo a implantação do parlamentarismo, querendo ser primeiro-ministro, como se o parlamento brasileiro, adepto do toma-lá-dá-cá, estivesse preparado para tal missão.

E, para finalizar, o sincero e corajoso depoimento de Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB: “Os tucanos não são capazes de dizer o que fariam se tivessem vencido as eleições presidenciais. Nós não temos um projeto de país”.

Portanto, uma óbvia e inquestionável conclusão: a oposição, desprovida de credibilidade e coerência, não tem moral para acusar ninguém. É o sujo falando do mal lavado, como diria a ex-presidenciável Luciana Genro.

PS – Se a presidente Dilma Rousseff, na condição de ex-presidente da República do Brasil, resolvesse escrever um livro sobre a banda podre do PT, o título seria “Nunca vi nada igual”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

HUMBERTO COSTA E AÉCIO NEVES TROCAM ACUSAÇÕES NO PLENÁRIO DO SENADO

Costa e Aécio trocam acusações no Senado (Fotomontagem Pimenta).

Costa e Aécio trocam acusações no Senado (Fotomontagem Pimenta).

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), leu hoje (7), em plenário, uma nota da bancada do partido com críticas ao PSDB e seu presidente, senador Aécio Neves (MG), por uma postura que classificou de “golpista” em relação ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Em resposta, Aécio foi à tribuna e disse, em discurso, que se Dilma não conseguir cumprir seu mandato, “não será por culpa da oposição, será porque burlou a lei”.

No texto, o líder petista diz que o partido de oposição tenta dar um golpe quando se une à imprensa para tentar criminalizar o PT e a presidenta no Tribunal de Contas da União por “ações contábeis normais, que sempre foram feitas em suas administrações”.

A alegação se refere ao relatório do TCU que aponta como ilegais manobras fiscais feitas pelo governo no ano passado, que vêm sendo chamadas de “pedaladas” e pelas quais a presidenta Dilma Rousseff pode ter a prestação de contas rejeitada pelo Congresso.

Humberto Costa também classificou como “moral de ocasião” a postura dos tucanos ao tentarem criminalizar as doações de empresas ao PT nas últimas eleições, quando o PSDB também teria recebido doações das mesmas empresas.

“Se o PSDB quer criminalizar doações legais e transparentes de campanhas feitas ao PT, quando se sabe que aquele partido oposicionista recebeu, em valores maiores, doações feitas pelas mesmas empresas, isso é golpe, sim. O Estado Democrático de Direito não admite o uso cínico, hipócrita e oportunista da moral de ocasião e a utilização despudorada dos ‘dois pesos e duas medidas’, como aconteceu no caso do mensalão do PSDB”, afirma a nota.

Em critica direta ao senador Aécio Neves, derrotado em segundo turno por Dilma nas últimas eleições, a nota dos senadores petistas o acusa de estar numa “busca frenética pelo “quanto pior, melhor” e pela ingovernabilidade da presidenta.

“Aécio Neves, que parece cada vez mais inspirado pelo espírito golpista da UDN de Carlos Lacerda, deveria se inspirar mais na figura democrática e visceralmente antigolpista de seu avô, Tancredo Neves”, diz o texto lido em plenário pelo líder do PT.

Logo após a conclusão da leitura por Humberto Costa, foi a vez de o presidente do PSDB subir à tribuna para responder as acusações. Aécio Neves ressaltou que seu partido quer apenas a independência das instituições de controle e fiscalização do governo, como TCU e a Polícia Federal, e que não trabalha por uma crise institucional no país. “Nós dissemos com todas as letras que o PSDB não é e jamais quererá ser protagonista de qualquer movimento de instabilidade da vida pública brasileira”, afirmou.

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PT DISCUTE ALIANÇAS NA BAHIA

Everaldo: alianças em 2016

Everaldo: alianças em 2016

As alianças do PT baiano para 2016 começam a ser discutidas nesta segunda (6), em Salvador, durante reunião da Executiva Estadual do partido. Também serão avaliadas a continuidade das ações conjuntas com os movimentos sociais e o calendário de encontros nos Territórios de Identidade.

O presidente do PT/Bahia, Everaldo anunciação, comemorou o destaque da pauta e disse que “foi muito estimulante a receptividade do povo baiano ao partido (durante o congresso nacional da legenda)”.

Um dos assuntos de hoje deverá ser o processo eleitoral em Vitória da Conquista, onde o PCdoB, tradicional aliado, rompeu relações e disse que terá candidato em 2016.

FABRÍCIO DISPUTARÁ PREFEITURA DE CONQUISTA

Fabrício anuncia intenção de disputar prefeitura de Conquista.

Fabrício anuncia intenção de disputar prefeitura de Conquista.

O deputado estadual Jean Fabrício (PCdoB) anunciou sua pré-candidatura a prefeito de Vitória da Conquista, após reunião com a cúpula do partido em Salvador. Fabrício se disse “pronto, disposto e preparado” para a disputa.

Sabemos das dificuldades que teremos pela frente, mas a candidatura vai para disputa pra valer, vamos ganhar a simpatia do eleitorado e trabalhar com todas as forças para vencer o pleito – afirmou.

O anúncio da pré-candidatura, com disposição para ir até o fim, marca um rompimento com o PT do prefeito Guilherme Menezes, de quem os cururus sempre foram aliados. Conquista é o terceiro maior município baiano, governado pelo PT há quase 20 anos e de forma ininterrupta.






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