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:: ‘Recife’

AZUL ACABA COM VOOS RECIFE-ILHÉUS

Azul acaba com vôos ligando Ilhéus e Recife (Foto Allan Martins Antunes).

Azul acaba com vôos ligando Ilhéus e Recife (Foto Allan Martins Antunes).

A Azul Linhas Aéreas acabará com os voos entre Ilhéus e Recife, pouco menos de três meses depois de inaugurá-lo. Os voos diretos ligando o sul da Bahia e a capital pernambucana apresentavam tarifas promocionais de até R$ 79,90.

A companhia aérea não informou o motivo da extinção da rota. O voo tinha frequência semanal e foco no turista pernambucano que buscava o litoral do sul da Bahia. Os últimos embarques entre os dois destinos ocorrerão em 30 de julho. Agora, a opção será por meio de conexão em Salvador, deixando a viagem mais cara.

AZUL INAUGURA VOO ILHÉUS-RECIFE

Azul inaugura voo semanal Ilhéus-Recife (Foto Allan Martins Antunes).

Azul inaugura voo semanal Ilhéus-Recife (Foto Allan Martins Antunes).

A Azul Linhas Aéreas inaugura neste sábado (19) voos semanais e sem escalas entre Recife (PE) e Ilhéus. A tarifa está disponível a partir de R$ 159,90. Os voos atenderão, principalmente, à demanda da Azul Viagens, de acordo com a empresa.

A ligação semanal terá voo partindo de Ilhéus para a capital pernambucana, às 14h17min. O voo de Recife para o sul da Bahia também será à tarde (17h45min).

“Queremos levar o Brasil inteiro ao Recife e aos demais estados do Nordeste”, afirma Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul.

ANAC AUTORIZA VOO RECIFE-ILHÉUS PELA AZUL

Azul obtém autorização para voo direto Recife-Ilhéus, a partir de março.

Azul obtém autorização para voo direto Recife-Ilhéus, a partir de março.

Josenaldo: incremento para o turismo de Ilhéus.

Josenaldo: incremento para o turismo de Ilhéus.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou voos diretos da Azul entre Recife (PE) e Ilhéus (BA).

A frequência será semanal, sempre aos sábados. A venda de passagem já começou e, por enquanto, o bilhete varia de R$ 199,90 a R$ 418,90.

Os voos partem dos dois destinos no período da tarde. A partir do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, às 14h47min. E decola do Terminal Gilberto Freire (Recife) às 17h45min.

No último dia 25, a Azul anunciou um plano de expansão para as regiões Norte e Nordeste do país (relembre aqui). O número de voos a partir da capital pernambucana dobrará até maio.

TRADE COMEMORA

A frequência semanal da Azul é comemorada pelo trade ilheense. “Será uma linha direta para alavancar o turismo local com uma nova demanda”, disse ao Pimenta.blog o secretário de Turismo de Ilhéus, Josenaldo Cerqueira.

Outra cidade da Bahia que terá voo para Recife será Porto Seguro, porém com escala em Salvador, começando em 2 de abril. Na média, três voos por semana, a partir de R$ 642,90.

AZUL TERÁ VOO DIRETO ENTRE RECIFE E ILHÉUS

Azul terá voo semanal direto entre Recife e Ilhéus (Foto Allan Martins Antunes).

Azul terá voo semanal direto entre Recife e Ilhéus (Foto Allan Martins Antunes).

A Azul Linhas Aéreas terá voo direto e com frequência semanal entre Recife (PE) e Ilhéus (BA). A pretensão da empresa é dobrar o número de destinos partindo da capital pernambucana, conforme anúncio feito nesta segunda (25).

O voo inaugural deverá ocorrer em 15 de março.

A compra de passagem ligando Recife e o município sul-baiano ainda não está liberada, pois o voo ainda depende de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil. Hoje, a viagem entre Recife e Ilhéus tem conexão em Salvador. Para meados de março, custa entre R$ 339,90 e R$ 666,90.

Outro destino baiano com voo semanal partindo do Recife será Porto Seguro, em abril. De acordo com comunicado da empresa, a Azul passará a ter voos conectando todas as capitais nordestinas. O foco das ampliações de voos partindo de Recife é o interior do Nordeste, segundo a empresa. Confira a previsão de inauguração de voos, abaixo, no “leia mais”.

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RUI COSTA É O PRIMEIRO ENTREVISTADO DO BA-TV

Renata Campos recebe condolências do deputado e candidato Rui Costa.

Renata Campos recebe condolências do deputado e candidato Rui Costa.

Os três principais candidatos ao governo baiano serão entrevistados pela Rede Bahia (emissoras afiliadas à Rede Globo no estado) no BA-TV. A série será aberta nesta segunda (18) com o candidato do PT, Rui Costa, às 19h15min.

Desconhecido da grande maioria do eleitorado baiano, o petista terá o desafio de passar bem as suas propostas e, eventualmente, fazer a defesa do legado do seu criador, Jaques Wagner, governo do qual foi secretário de Relações Institucionais e da Casa Civil. De Wagner, recebeu o apelido de “Pai da Mobilidade”, além de elogios de do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff.

EDUARDO CAMPOS

Ontem, Rui esteve em Recife para as homenagens e despedida ao ex-governador e candidato à presidência da República, Eduardo Campos, enterrado na capital pernambucana, após desastre aéreo do qual ele e mais seis pessoas foram vítimas. Rui esteve com a viúva de presidenciável, Renata Campos. Além dele, participaram das homenagens o candidato a vice-governador, João Leão (PP), e ao Senado, Otto Alencar (PSD).

COPA 2014: O DIA DO MASSACRE HOLANDÊS

Van Persie e Robben marcaram duas vezes cada um (Foto Alex Grimm/Getty Image-Fifa).

Van Persie e Robben marcaram duas vezes cada um (Foto Alex Grimm/Getty Image-Fifa).

A sexta-feira, 13!, foi daqueles dias para espanhol esquecer quando o tema é futebol. Foi uma tarde-noite de três jogos na Copa do Mundo e inacreditáveis 11 gols. Não pela quantidade do todo, mas de uma das partes, a que diz respeito ao confronto Espanha x Holanda. Agora, um resumo. Na sequência, o que temos para hoje.

México 1 x 0 Camarões, em Natal [Melhor em Campo: Giovani dos Santos].
Espanha 1 x 5 Holanda, em Salvador [Melhor em Campo: Robin van Persie].
Chile 3 x 1 Austrália, em Cuiabá [Melhor em Campo: Alexis Sánchez].

Neste sábado (14), a Copa 2014 terá:

Colômbia x Grécia, às 13h, em Belo Horizonte (MG);
Uruguai x Costa Rica, às 16h, em Fortaleza (CE);
Inglaterra x Itália, às 18h, em Manaus (AM); e
Costa do Marfim x Japão, às 22h, em Recife (PE).

MIRE-SE NO EXEMPLO DAS MÃES DE ABREU E LIMA

Xico SáXico Sá | Folha

Filho meu não bota a mão no alheio. Que o velho coração materno bata mais forte. Para o filho trombadinha e para o filho político.

É preciso, no meio da bandalheira e dos arrastões, louvar as mães de Abreu e Lima.

As mães que deram início ao movimento de devolução das mercadorias saqueadas durante a greve/ motim da PM de Pernambuco na semana passada.

A delegacia da cidade mais parece Casas Bahia. A todo instante chegam geladeiras, máquinas de lavar, tablets… e outras mercadorias fetiches.

Vi e ouvi declarações comoventes. Filho meu não bota a mão no alheio, disse uma dessas anônimas e honestíssimas brasileiras a um telejornal. Ela mesma foi devolver um eletrodoméstico levado por um dos seus meninos.

Depois que as mães reagiram, começou uma onda de devolução das mercadorias. Deu vergonha em quem havia cometido os saques no comércio da cidade da região metropolitana do Recife.

Essa honra materna é a salvação da lavoura.

Filho meu não bota a mão no alheio. Que o velho coração materno bata mais forte.

Para o filho trombadinha e para o filho político.

Para o filho taxista, para o filho empresário, para o filho dono de restaurante na cidade do Rio de Janeiro.

Para todo amor filial.

Que as mães de Abreu e Lima sirvam de exemplo. Bravas como as mães da praça de Maio.

Clique e confira a coluna na íntegra

UNIVERSO PARALELO

A RIXA QUE SE CONSERVA EM BANHO-MARIA

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1Veneza BrasileiraCearenses e pernambucanos não se bicam. Mas, inimigos cordiais, mantêm sua rixa em banho-maria, coisa parecida com o fogo de monturo que arde entre Ilhéus e Itabuna. Sendo o Recife cortado pelos rios Capibaribe e Beberibe, com muitas pontes, os orgulhosos pernambucanos chamaram a cidade de Veneza brasileira. Várias músicas abordam o tema, a exemplo de Recife, cidade Veneza (de cuja autoria não lembro) e, sobretudo, Veneza americana (Nelson Ferreira-Ziul Matos). Esta, em 1969, com lei sancionada pelo prefeito Augusto Lucena, foi oficializada como “Canção do Recife”. Veneza brasileira ganhou de cearenses mais despeitados uma paródia indigna: Venérea brasileira.

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Versos que vão do simples ao simplório

A letra de Veneza americana, por certo, não ganharia o Nobel de Literatura.  São versos que ultrapassam a condição de simples e atingem a de simplórios. Talvez por isso o povo, nas ruas do Recife, não tome conhecimento deles: “É Veneza americana/ do mais lindo céu de anil,/ minha terra hospitaleira,/ namorada do Brasil./ Seus coqueiros junto ao mar/ no mais doce farfalhar/ a trazer tranquilidade,/ crescem, crescendo a beleza/ desta cidade Veneza,/ ninho de felicidade./ E o Capibaribe a rir é,/ no seu curso a seguir/ da cidade a própria vida,/ a poesia imorredoura,/ a mensagem sedutora/ da Veneza tão querida”. Recife merece coisa melhor.

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3 AfroditeLembranças de Vênus são pouco nobres

Resta lembrar que a expressão doença venérea (antigamente, “doença da rua”, hoje DST) tem origem nobre: nasce de Vênus, a deusa romana do amor e do sexo (equivalendo, mais tarde, à Afrodite dos gregos). Muito popular, Vênus era a figura maior de uma festa anual, de que participavam com igual entusiasmo “senhoras da família romana” e prostitutas. Júlio César se dizia descendente da deusa. Aquele poderoso romano não gostaria de saber que sua deusa, dois mil anos depois, seria lembrada pelo nome de um grupo de “doenças da rua”. Ou por uma camisa que, não se apressem, não é, a rigor, peça de vestuário: camisa de Vênus, aquela.

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O LUGAR-COMUM PARECE A HIDRA DE LERNA

Leitores habituais desta coluna (desculpem minha imodéstia de pensar em “leitores habituais”) hão de estranhar: “Ele nunca mais falou em lugar-comum, um dos seus temas preferidos”. E é verdade: nunca mais falei em lugar-comum, um dos meus temas preferidos. Falemos, então, para não despertar suspeitas de que eu haja aderido a tão danoso artifício de linguagem. Não aderi, continuo inimigo declarado dessa repetição enfadonha, também chamada de clichê, chapa, carimbo e coisas outras. O lugar-comum se assemelha àquela hidra de Lerna (lembram-se?), de quem, ao se cortar uma cabeça nascia outra no mesmo lugar.
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Se você sabe quem é Loki, não me diga

A mais notável cabeça dessa hidra, nos últimos tempos, refere-se a… recheio!

Mentes preguiçosas e repetidoras de “novidades” aposentaram o verbo encher, trocado por rechear. Nada mais está cheio, repleto ou ocupado por: está recheado de. Uma consulta rápida a veículos que me cercam fornece o abono necessário: “Setembro está recheado de shows dos ex-participantes do The Voice”, diz um blog; um colunista de filmes dispensáveis alardeia: “Thor – o Mundo Sombrio está recheado de cenas com Loki” (por favor, me deixem morrer na ignorância, não me digam quem é Loki); importante jornal do interior paulista me vem com esta: “Último dia do Viva Bauru está recheado de atrações”.

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5 Maxixe de gringoNa culinária rechear “pega” muito bem

Encerremos a pequena lista para não afugentarmos quem lê este espaço: noutro blog, um leitor diz que ele (o blog, não o leitor!) “é muito bem feito e sempre está recheado com as melhores dicas de livros” (provavelmente o sujeito precisa ler um, de Estilística). E para não dizerem que ando de mau humor, afirmo-lhes que encontrei também uma prática receita de pimentão recheado com carne moída – e isto me leva a afirmar que o verbo rechear, no espaço da cozinha, está com emprego corretíssimo. A propósito, a gentil leitora sabe fazer maxixe de gringo recheado? Não sei fazer, mas a ideia de comê-lo  bem temperado (os colunistas sociais diriam… “degustá-lo” – argh!) me deixa com a boca recheada de água!

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COMOVENTE ENCONTRO DE PRES E LADY DAY

7 Lester YoungBillie Holiday, “a mais comovente cantora do jazz”, tinha como saxofonista preferido Pres Lester Young. Este a apelidou de Lady Day, e ela o chamou de Pres, abreviatura de President – até os postes da Coelba sabem disso. Em 1951, os dois rompem relações – não era fácil conviver com a grande cantora – e se reencontram três anos depois, de forma emocionante, no I Festival de Newport, com a nata da época: Dizzy Gillespie, Oscar Peterson, Lester Young, Ted Wilson e outros bads do jazz. Chove muito e cerca de 13 mil pessoas têm, a maior parte do tempo, os pés na lama. Billie vai cantar; Pres, de cara amarrada, está nos bastidores.
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A música como remédio para desavenças

Lady Day está ao lado de Ted Wilson (piano), Buck Clayton (trompete), Jo Jones (bateria), Gerry Mulligan (sax barítono), Vic Dickenson (trombone) e Milt Hinton (contrabaixo). Só falta mesmo o velho Pres, de amizade estremecida. Quando ela surge em cena e canta a primeira frase de “Billie´s blue” (Lord, I love my man), um dos temas preferidos da antiga dupla, o tenorista não resiste: pega seu já maltratado sax (diz o folclore que o instrumento era emendado com esparadrapo), sobe ao palco sem ser chamado e retoma seu lugar ao lado de Billie. A versão aqui mostrada, entretanto (talvez de 1944), tem Roy Eldridge (trompete,  uma abertura à Armstrong), Jack Teagarden (trombone), Coleman Hawkins (sax tenor), Art Tatum (piano) e outros stars.

                                                                                                                                                                                                                                                                      O.C.

UNIVERSO PARALELO

PASSE LIVRE E A CONTRADIÇÃO ABERTA

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1SimancaOs tipos mais conservadores, que querem tratar os movimentos sociais na pancada, uniram-se aos progressistas, em apoio ao Movimento Passe Livre (MPL), escancarando uma contradição. Coerente mesmo foram as PMs da Bahia e de São Paulo, fazendo o que é da sua tradição fazer: baixar o pau (v. charge de Simanca). Cientistas sociais e palpiteiros em geral estão incertos quanto ao que pretende a massa: vagamente, menos corrupção, mais educação (quase criei uma “palavra de ordem”), mais saúde pública, menos futebol, mais seriedade com o dinheiro público, menos safadeza…  No atacado, todos aprovamos esta pauta, mas falta a ela o varejo, o foco concreto e claro.

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Movimento (ainda) simpático à direita

Tem sido uma festa protestar contra tais coisas (e ainda a sogra chata, o vizinho ranzinza e o preço do tomate), mas não me divirto tanto. Entendo ser este um movimento de esquerda (se me permitem usar a velha classificação francesa, para mim ainda válida). E a direita não tarda a tratar essa turma como trata índios, sem-terra e semelhantes, todos incluídos na vasta lista de “baderneiros”. Por menos disso ela já derrubou um presidente e pôs o Brasil em “ordem unida” durante 21 anos, enquanto arrancava as unhas dos descontentes. Freado o aumento das tarifas, o MPL, ao voltar às ruas (espero que volte), deverá focar-se em um dos muitos problemas nacionais.

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“DOR DE AMOR DÓI MAIS DO QUE BURSITE”

3Dor de amorO verbo amar transitivo indireto (com a preposição “a”) foi, em tempo que longe vai, exclusivo jargão religioso. “Amar a Deus sobre todas as coisas”, está grafado na tábua. A gramática quer, em relação a coisas e pessoas, o verbo não preposicionado. Amar era também de uso menos extenso: homens amavam mulheres, mulheres amavam homens, homens e mulheres amavam suas mães, estas os amavam sem medidas… Os para-choques repetiam uma frase produzida por alguém de coração dilacerado (ou vítima de crônica subliteratura): “Amor só de mãe!” – ai que me embriago de tanta poesia! Compreende-se. Quem leu Rubem Braga sabe que “dor de amor dói mais do que bursite”.
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Velha calça desbotada ou coisa assim
Voltando ao amar transitivo direto, diga-se que ele foi “democratizado”. Amavam-se pessoas, hoje se ama praia, macarrão com queijo, sorvete de coco, carro novo, a velha calça desbotada e, de moto, ama-se o vento na cara. São modismos que o tempo nos traz: conheço uma jovem senhora que ama seu iPhone de recentíssima geração (será isto o chamado sexo virtual que nunca entendi?). A boa linguagem, pela qual poucos na mídia ainda se interessam, recomenda que se goste das coisas citadas acima, sendo vedado amá-las. Se, por acaso, alguém não sabe a diferença entre gostar e amar, que tente beijar uma máquina. Adianto-lhes que não funciona, a não ser que seja uma… “máquina”.
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5Batata fritaAdoração ao arroxa e à batata frita
Cartola, em licença poética escreveu: “Não quero mais amar a ninguém…”, e caiu em “erro”, por usar a forma “religiosa” (“Não quero mais amar ninguém”, diz a norma). E quase tudo que foi dito vale para o verbo adorar, que igualmente nos remete à igreja. Adorar só a Deus e signos sagrados, era assim que era. Depois, o povo, que não está nem aí para gramáticas e gramáticos, mudou a regra. Hoje, com todo respeito, adora-se batata frita, novela de tevê, show de arrocha e de dupla “caipira”. Pelo sentido “clássico” do termo, tem-se a ideia de que o maluco se ajoelha diante do pacote de fritas e também genuflectido assiste à novela das nove. Medonhos tempos, estes.

QUEM DERA QUE ESSA RUA FOSSE MINHA!…

As ruas nos falam de dados momentos, lembranças que ficaram. “Se essa rua fosse minha/ eu mandava ladrilhar/ com pedrinhas de brilhante/ só pra ver meu bem passar”, diz o antigo frevo Vassourinhas. Antônio Maria (“o bom Maria”, como o chamava Vinícius, seu colega de quarto), morando no Rio e, ferido de saudades da terrinha, abre seu Frevo nº 3 dizendo: “Sou do Recife, com orgulho e com saudade”, para depois introduzir “Rua antiga da Harmonia,/ da Saudade, da Amizade e da União…/ São lembranças noite e dia”. Em poucos versos, quatro ruas de nomes sonoros, que mexem com os sentimentos da gente: harmonia, saudade, amizade, união.
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7AlceuMachado de Assis fala das ruas do Rio

Meu endereço em Buerarema era Manuel Vitorino, 6 (esquina com Siqueira Campos) – mania que as pessoas têm por vultos estranhos à cidade. Isso mudou um pouco. Já temos na antiga Macuco as ruas Paulo Portela, Manuel Lins, Pastor Freitas – personagens locais e já mortos, comme il faut. Mas eu queria falar era do fascínio que os nomes de ruas exercem sobre mim e, pelo que vejo, em vários autores. Lembro aqui de três deles, tocando o tema: Machado de Assis, Antônio Maria e Alceu Valença. Nos contos de Machado é possível saber muito do velho Rio, pelas ruas que o mestre cita: Larga de S. Joaquim, da Alfândega, do Lavradio, da Quitanda e, naturalmente, do Ouvidor.

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Um amor que sumiu nas ruas do Recife

“Sob uma chuvinha miúda, triste e cortante, como no enterro de Brás Cubas, o menino passeia sua melancolia por estas ruas que, transeuntes apressados sequer suspeitam, lhe pertenceram um dia. E chora as mudanças: mudou a cidade, mudaram os tempos, mudou ele, que ficou depressivo e meio adulto, morreu de velha a caramboleira, silenciaram os sabiás e bem-te-vis da infância que se foi” (Antônio Lopes: Luz sobre a memória – Agora Editoria Gráfica/1999). Perdidão da Silva, Alceu Valença parece procurar seu amor sumido nas ruas do Sol, da Aurora, da Matriz, das Ninfas, da Boa Viagem, da Soledade – mas como sempre acontece em casos semelhantes, o esforço é vão.

(O.C.)

ÔNIBUS DA ASA BRANCA COM 23 PASSAGEIROS É ASSALTADO EM FEIRA

Ônibus assaltado na BR-101 nesta sexta-feira (Foto Aldo Matos/Acorda Cidade).

Do Acorda Cidade

Vinte e três passageiros de um ônibus de turismo da empresa Asa Branca foram assaltados nesta sexta-feira (23), no km 148, da BR-101, sentido Alagoinhas/Feira de Santana.

De acordo com as vítimas, quatro homens mascarados e armados,que estavam em um veículo preto, interceptaram o ônibus eobrigaram o motorista a parar.

O veículo, de placa PEI-8844, seguia em excursão de Recife para Porto Seguro. Os passageiros prestaram queixa no Complexo Policial Investigador Bandeira, em Feira de Santana. Leia mais

UNIVERSO PARALELO

MUNDO VISTO POR SAPO NO FUNDO DO POÇO

Ousarme Citoaian
Circula na internet um texto de ataque grosseiro aos que adotam a forma presidenta. É um monte de sandices que a direita ora desempregada chama de “aula de português”, misturando presidenta, adolescenta, pacienta e eleganta no mesmo pacote grotesco, etiquetado como “linguagem do PT e seus sequazes”. Trata-se de estultice travestida de erudição, somada a falta do que fazer e preconceito – nascido nas mesmas fontes que se opunham a Lula por ele ser “analfabeto” e beber cachaça. O ex-presidente chamou isso de “pequenez da oposição”. Disse-o bem, pois parte do seu enorme prestígio pode ser creditada justamente a opositores que têm do mundo essa visão de sapo no fundo do poço.

O TERMO “PRESIDENTA” É ANTERIOR AO PT

A palavra presidenta é muito mais velha do que o grupo político hoje no poder em Brasília. O português Castilho (Antônio Feliciano de), nascido em1800 (e lá se vão dois séculos e pico!), a empregou – citado por Mário Barreto (Novos Estudos da Língua Portuguesa). Ariano Suassuna também grafa presidenta várias vezes na sua obra maior, O Romance d´A Pedra do Reino/1971. Numa busca rápida (minha edição – a 5ª da José Olympio – tem mais de 750 páginas!), encontro duas referências (pág. 304 e 391): ele trata Dona Carmem Gutierrez Torres Martins como “presidenta perpétua” da enigmática entidade As virtuosas damas do cálice sagrado de Taperoá.

GROTESCA “AULA” DE PRECONCEITO E MÁ-FÉ

A prometida “aula de português” se frustra, sufocada por despreparo, preconceito e má-fé. A analogia de  presidente (gênero masculino) com adolescente, paciente e elegante (comuns de dois) é fraudulenta – e ninguém precisa ser linguista para saber dessas coisas primárias. Eu sempre advoguei presidenta, mas tenho como aceitáveis as duas formas (presidente, consagrada pelo uso, e presidenta, por ser gramaticalmente correta). Mas há controvérsias. Para Marcos de Castro (A Imprensa e o Caos na Ortografia) só existe uma forma: “mulher sempre será a presidenta”, diz ele, “não só como reivindicação feminista, mas também por questão linguística”.

AFINAL, QUAL É A PIOR FALA BRASILEIRA?

Perguntaram ao professor Pasquale Cipro Neto (famoso comentador de questões de língua portuguesa na mídia) onde se falava o pior português do Brasil e ele insinuou que era São Paulo, exemplificando com “dois pastel” e “acabou as ficha” (esqueceu “um chopes, mano”). Para ele, influência italiana. Mas não há unanimidade quanto a isso. Linguistas outros alertam que suprimir o “s” do plural não é “privilégio” de paulistas, mas uma prática comum nas camadas ditas incultas, do Oiapoque ao Chuí (ou ao Caburaí, se preferem). Nas nossas feiras, por exemplo, ouve-se que a dúzia de banana-maçã custa “dois real”.

SÃO PAULO EXPORTA PARA TODO BRASIL

Há expressões de paulistês que incomodam ouvidos habituados à pronúncia “nacional”, o padrão Rio de Janeiro (de acordo com Antenor Nascentes). É mal falado o português que chama a letra E (aberto) de Ê (fechado) – ou apelida o O de Ô. Sotaques de gente como Sabrina Sato (tenho um Asterix e os Vikings dublado por ela, uma tragédia) e Neto (aquele que comenta futebol na tevê) agridem ouvidos não paulistas. Mas o filólogo Marcos de Castro (obra citada) destaca como a pior coisa que se faz em São Paulo a frase do tipo “Nós estamos em cinco”, que ele diz ter ouvido até do carioca Jô Soares. Exportação de São Paulo, para o Rio.

DON FERNANDO PEREIRA LEITE, O GROSSO

Em outros tempos, dizia-se que o Maranhão, berço de Gonçalves Dias (foto), Raimundo Correia, Ferreira Gullar, Alcione e Humberto de Campos, falava o melhor português do Brasil. São Luís era então cidade “culta”, a Atenas brasileira. Noutro momento, por “contaminação” da cultura francesa, o maranhense estranhava se alguma pessoa se dirigia a outra de forma descortês. Conta o acadêmico José Sarney que lá pelo século XIX governava a província um certo D. Fernando Pereira Leite de Foyos, que destoava dos bons modos vigentes na área, por isso foi vitimado pela impiedade do povo: devido à sua escassa fineza de trato com os maranhnses, ganhou o sugestivo epíteto de Cavalo Velho.

VIVEMOS NOS TEMPOS DE CAVALO VELHO

Parece que vivemos aqui tempos daquele Cavalo Velho, como se a Bahia fosse um imenso curral (ou um presépio de bestas, como suspeitava Gregório de Mattos). O tempo passou, os bons modos e a linguagem foram jogados no mesmo saco de lixo da “globalização”, e hoje expressar-se deselegantemente é uma lei a ser seguida. Ser grosso é ser pop, e o que era regra virou exceção. Quanto ao sotaque, dizem os linguistas, há de  se preservá-lo, pois é uma forma de ligar o indivíduo e sua aldeia, responder à “pasteurização” da linguagem e valorizar os falares locais. Então, defendamos o direito de Sabrina (foto) e Neto, apesar da estranheza a nossos ouvidos nordestinos.

A PARAÍBA, APESAR DA FAMA, É FEMININA

“Paraíba masculina, mulher macho, sim senhor!” – diz o verso de Humberto Teixeira, gravado por Luiz Gonzaga, e que tanto constrangimento causou à mulher paraibana. O pior de tudo é que a “maldade” foi feita a um dos, se bem me lembro, dois únicos estados brasileiros “femininos”. O outro é a Bahia. Há predominância de nomes “masculinos” (Amazonas, Rio de Janeiro, Amapá, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e outros) e “neutros” (Goiás, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, por exemplo). “Eu vim da Bahia/ e algum dia eu volto pra lá”, diz a canção de Gil. Fala-se “Vim do Rio (ou do Pará e do Tocantins) e “Vim de São Paulo (de Brasília, de Goiânia, de Macuco).

OS ESTRANHOS POENTES DE TELMO PADILHA

Imagino (e tomara que os linguistas não me vejam como gafanhoto na seara que lhes pertence) que se trata, nos casos de São Paulo, Minas, Goiânia, Sambaituba e semelhantes (que não aceitam o  artigo ”o” ou “a”), de vestígio do gênero neutro latino. Mas deixo a explicação para quem dispuser de melhor engenho e arte do que eu. “Que artista é este que pinta/ estranhos poentes em Ilhéus?”, interroga Telmo Padilha, abonando nossa tese: o poeta não poderia dizer no ou na Ilhéus (a palavra, para este efeito, não é masculina nem feminina). Mas essa forma “neutra” também sofre pressão de escolhas regionais. O exemplo que me ocorre é Recife. Ou… o Recife.

ANTÔNIO MARIA TINHA SAUDADE DO RECIFE

“Eu nasci em Recife” seria a construção a nos tentar, pois a cidade, aparentemente, está no grupo dos neutros. Mas os recifenses fizeram sua própria regra: vou ao Recife, moro no Recife, gosto do Recife, pretendo passar o carnaval no Recife. Esse falar é típico local, para quem Recife é masculino, sim senhor. Gilberto Freire (foto) escreveu Assombrações do Recife Velho e Roberto Beltrão, no rastro, O Recife assombrado. “Sou do Recife/ com orgulho e com saudade” – chora o grandalhão Antônio Maria, no Frevo nº 3 do Recife. Observe-se a “masculinização” da palavra, a partir do título da música, cantada aqui por Geraldo Maia (ousei um incidental de Frevo nº 1 do Recife, do mesmo autor, com Betânia).

(O.C)








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