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:: ‘Reúne Ilhéus’

SOBRE O PRIMEIRO ANO DO GOVERNO DE MÁRIO/NAZAL

Gerson Marques

 

 

Diferentemente de Jabes, que foi eleito com a minoria dos votos, Mário foi eleito por grande maioria e com muito carisma. Tem muita força e gordura para queimar…

 

 

Governar Ilhéus não é fácil. Além dos problemas normais de governança, existe aqui uma cultura política depreciativa, atávica e especulativa.

Há quatro anos, após seu primeiro ano de governo, o ex-prefeito Jabes Ribeiro já estava triturado. O vitorioso movimento dos jovens do Reúne Ilhéus reduziu Jabes a cinzas em menos de um ano. Daí em diante, seu governo foi pato manco, com um fim foi melancólico. Sem chances de se reeleger, tentou a “contragosto” um caminho com Cacá Colchões, obtendo uma votação de pouco mais de onze mil votos.

Diferentemente de Jabes, que foi eleito com a minoria dos votos, Mário foi eleito por grande maioria e com muito carisma. Tem muita força e gordura para queimar…

Claro que tem muitos problemas, que o governo tem erros, mas longe de ser sequer equivalente ao primeiro ano de Jabes.

Mário tem uma qualidade que nunca vi em nenhum prefeito de Ilhéus: trabalha muito e tem muita iniciativa. Com seu estilo brincalhão e alegre cativou o governador Rui Costa, com quem trata direto, sem intermediários. Dessa parceria sairá a sua obra mais importante: uma reforma completa no sistema de saúde da cidade.

Não tenho dúvida de que, ao final do segundo para o terceiro ano de governo, a saúde pública de Ilhéus será modelo, com postos médicos recuperados, hospital materno-infantil, hospital da Costa do Cacau e UPA(Unidade de Pronto Atendimento).

Mário abriu diálogo com as categorias de trabalhadores da PMI e deu o reajuste que Jabes congelou por quatro anos.
Tomou iniciativa em relação ao trágico problema do endividamento trabalhista do município caminhando para saneá-lo.

Em outra frente, se prepara para obras que vão mudar a cidade. Algumas já estão sendo executadas, outras projetadas e outras sendo licitadas.

Quem conhece a maquina pública sabe que o primeiro ano de um governo é sempre o mais difícil, mas, se tiver mão firme e ideias claras, somado a um planejamento e coordenação, o governo entrará nos trilhos.

Claro que existem problemas e parte da equipe ainda não disse pra que veio. Daí surge outra qualidade de Mário: ele é reativo e sabe transformar críticas em soluções e problemas em respostas.

Nestes tempos de redes sociais tem gente que reduz o mundo ao seu pequeno círculo de curtidas e compartilhamentos imaginando estar ali uma espécie de realidade. Ledo engano, a vida corre lá fora, é real e palpável.

O governo Mário/Nazal está só no começo.

Gerson Marques é produtor e presidente da Associação de Produtores de Chocolates do Sul da Bahia.

JABES EM SILÊNCIO

Barreto caminha ao lado de Jabes (Reprodução Arquivo).

Barreto caminha ao lado de Jabes (Reprodução Arquivo).

No sábado (29), Igor do Carmo, estudante e membro do Reúne Ilhéus, foi esfaqueado em praça pública. A acusação recai sobre Fábio Barreto, que vem a ser uma espécie de segurança (informal, pois não nomeado) do prefeito Jabes Ribeiro.

Barreto depôs e negou que tenha golpeado Igor. A vítima e testemunhas reafirmam o “segurança” como autor da tentativa de homicídio. Como noticiado, o golpe foi desferido durante um tumulto na saída de Jabes da Câmara de Vereadores.

Contra o prefeito, pesa a acusação de que deu fuga a Barreto. Jabes mantém-se em silêncio desde o sábado.

INTEGRANTE DO REÚNE ILHÉUS É ESFAQUEADO NA SAÍDA DE EVENTO COM PREFEITO

Igor foi atingido durante tumulto em frente à Câmara (Foto Reprodução/Ilhéus24h).

Igor foi atingido durante tumulto em frente à Câmara (Foto Reprodução/Ilhéus24h).

O estudante Igor do Carmo foi esfaqueado por um homem que acompanhava o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, ao final da manhã deste sábado (29), em frente à Câmara de Vereadores.

O golpe teria sido aplicado por Fábio Barreto durante confusão no momento em que o prefeito saía do plenário do legislativo, conforme o Ilhéus24h.

Igor foi atingido nas costas. O jovem foi encaminhado por uma guarnição da Polícia Militar para a Clínica Coci.

A equipe de segurança do prefeito é acusada de utilizar spray de pimenta durante o tumulto.

Apesar da acusação contra Fábio Barreto, até o momento ele não foi preso. O PIMENTA não conseguiu contato com a Secretaria de Comunicação.

PREFEITO DEU FUGA A ACUSADO, DIZ IGOR

A vítima do golpe de faca, Igor Carmo, concedeu entrevista ao site Defensor. Carmo diz que a própria equipe de segurança do prefeito Jabes Ribeiro causou o tumulto. Barreto aproximou-se do estudante e desferiu o golpe.

Ainda em vídeo do Defensor, Igor afirma que Fábio Barreto deixou o local no carro do prefeito ilheense (confira entrevista na íntegra).

O QUE HÁ POR TRÁS DO AUMENTO DE PASSAGEM?

Reajuste da passagem Ilhéus

Reúne Ilhéus

Ano de eleição, prefeito com alta rejeição, pressão dos empresários (que também são políticos), todo procedimento sem transparência, desde a licitação até a auditoria, sem qualquer participação da sociedade civil.

O movimento Reúne Ilhéus, ainda no auditório da Justiça Federal, teve a oportunidade de ter uma conversa com o responsável pela auditoria da FIPE – Fundação Instituto de Pesquisa Econômica, o Professor André, que reafirmou que “o tempo não foi suficiente para se estabelecer análises mais rígidas e detalhadas sobre o transporte coletivo como um todo”, deixando claro que inevitavelmente pode ter sido induzido a reproduzir em dados os anseios do sistema.

Há cerca de uma semana antes da Audiência na Justiça Federal, as empresas ingressaram com pedido de aumento e, na oportunidade, o prefeito Jabes Ribeiro afirmou que esperaria o resultado da auditoria realizada pela FIPE, ficando outra dúvida, o resultado já não estava pronto? O relatório foi concluído em 3 dias?

A formatação do preço se dá através de uma profunda análise do IPK – Índice de Passageiros por KM. Porém, os documentos entregues por Jabes Ribeiro ao movimento Reúne Ilhéus, no ano passado, não dispunha da quilometragem total dos ônibus por mês. Desse modo, não se pode estabelecer o IPK, consequentemente o preço da tarifa.

Para completar, numa ação na justiça (processo 967442-6/2006), o relatório final do perito acerca do transporte de passageiros urbano de Ilhéus é que a tarifa do ônibus é calculada com base na metodologia nacional da GEIPOT, que entrou em desuso e não leva em consideração o fator quilometragem, logo, o discurso de que a cidade possui grandes distâncias em algumas linhas, o que encarece a tarifa, é uma inverdade.

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RESULTADO DE ESTUDO DA TARIFA DE ÔNIBUS PROVOCA CONFRONTO E VAIAS PARA JABES

Estudante mascarado mostra bala disparada pela PM (Foto Maurício Maron/JBO).

Estudante mascarado mostra bala disparada pela PM (Foto Maurício Maron/JBO).

Jornal Bahia Online

A realização de um estudo sobre o valor da tarifa no transporte coletivo de Ilhéus era vista pelo Movimento Reúne Ilhéus como essencial para a redução no valor da tarifa. Não é o que aponta o trabalho feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), instituição ligada à Universidade de São Paulo. O estudo revela a necessidade de um aumento no valor da tarifa, que pode variar de R$ 2,60 a R$ 2,70.

O anúncio deste diagnóstico não pôde sequer ser concluído ontem à noite. Estudantes que compareceram à sede da Justiça Federal, onde aconteceu a audiência, não gostaram do resultado e protestaram. O prefeito Jabes Ribeiro; o vice, Carlos Machado, secretários, assessores municipais e vereadores tiveram que contar com a segurança de guardas municipais e de PMs para conter os ânimos dos manifestantes e deixarem o local.

Na saída, mais confusão. Os protestos continuaram. Estudantes ameaçaram atacar um ônibus que trafegava pela área e a PM agiu. Balas de borracha foram disparadas contra o grupo. Um estudante foi atingido. Mascarados provocavam a polícia e xingavam as autoridades locais. O clima de tensão só foi controlado quase uma hora depois do prefeito Jabes Ribeiro deixar o local sob fortes vaias.

Clique e confira imagens do confronto e a matéria na íntegra

REÚNE ILHÉUS DISCUTIRÁ AUMENTO DE TARIFA DE ÔNIBUS

Reúne Ilhéus liderou movimentou que levou milhares às ruas (Foto Maurício Maron).

Reúne Ilhéus liderou movimentou que levou milhares às ruas (Foto Maurício Maron).

Do Jornal Bahia Online

O Reúne Ilhéus está de volta. O movimento criado ano passado para lutar pela diminuição na tarifa do transporte coletivo e por uma devassa nos contratos entre a Prefeitura e as empresas concessionárias do sistema está marcando uma nova assembleia geral para a próxima quarta-feira, na praça Pedro Mattos (Teatro Municipal).
O encontro ocorre após o anúncio de que as empresas Viametro e São Miguel teriam ingressado na justiça solicitando um novo aumento na tarifa. Na contramão do que reivindicou o movimento, que era a redução da tarifa para 2 reais, as empresas alegam um “desequilíbrio econômico-financeiro” e solicitam um reajuste nas tarifas, dos atuais R$ 2,40 para R$ 3,19.

EMPRESAS QUEREM TARIFA DE ÔNIBUS A R$ 3,19 EM ILHÉUS

Viametro e São Miguel querem tarifa a R$ 3,19 em Ilhéus (Foto Railan Nascimento).

Viametro e São Miguel querem tarifa a R$ 3,19 em Ilhéus (Foto Railan Nascimento).

As empresas São Miguel e Viametro ingressaram com ação na Justiça para reajustar a tarifa de R$ 2,40 para R$ 3,19. De acordo com o processo, as duas detentoras das concessões de transporte público alegam “desequilíbrio econômico-financeiro” com o valor de R$ 2,40, que entrou em vigor em julho de 2012.

As duas empresas entregaram planilhas e queriam tarifa a R$ 3,12 no ano passado. O município não concedeu o reajuste por causa da pressão popular e do Movimento Reúne Ilhéus, que acampou em frente à sede da prefeitura (Palácio Paranaguá) por cem dias. Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi instalada em Ilhéus para analisar a “caixa-preta” do transporte público, mas a bancada governista travou as investigações.

O secretário de Desenvolvimento Urbano de Ilhéus, Isaac Albagli, afirmou que qualquer reajuste somente será concedido após a conclusão de auditoria no sistema de transporte. O estudo é feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O “REÚNE” TÁ VIVO

Auditoria no transporte foi lembrada na Câmara (foto Maurício Maron / JBO)

Auditoria no transporte foi lembrada na Câmara (foto Maurício Maron / JBO)

A turma do movimento Reúne Ilhéus, que atanazou a vida do prefeito Jabes Ribeiro com um acampamento que durou quase 100 dias em frente ao Palácio Paranaguá, aparentemente saiu de cena. Mas só aparentemente.

Nesta terça-feira ( 18), alguns dos integrantes do movimento fizeram coro no protesto contra o gestor municipal durante a abertura dos trabalhos da Câmara de Vereadores. Um dos temas lembrados na manifestação foi a auditoria do sistema de transporte coletivo, bandeira do Reúne.

Jabes, aliás, vive um inferno astral. Hoje o vereador Alisson Mendonça (PT) pedirá a cassação do prefeito por suposto crime de improbidade na tramitação da lei orçamentária. Esta, no entanto, é uma ação que deve incomodar mais pelo barulho do que pelo potencial de dano efetivo.

MEMBROS DO REÚNE ILHÉUS CRIAM CICLOFAIXA NA LOMANTO JÚNIOR

Ciclofaixa pintada por voluntários ligados ao Reúne Ilhéus nesta madrugada (Foto Mário Schneider).

Ciclofaixa pintada por voluntários do Reúne Ilhéus nesta madrugada (Foto Mário Schneider).

Membros do coletivo de resistência Reúne Ilhéus criaram nesta madrugada de terça (31) a primeira ciclofaixa de Ilhéus, na Avenida Lomanto Júnior (Pontal). “Estes foram só os primeiros quilômetros, agora que venham os próximos”, disse Mário Schneider, o “Shi”, um dos líderes do movimento.

O grupo planeja novas ciclofaixas em áreas de Ilhéus. Para isso, vai procurar colaboradores para, afirma Shi, continuar “dando exemplo”.

SECRETÁRIO NEGA TER SIDO INTIMADO

Albagli diz que objetos estão à disposição dos proprietários no parque de operações da Prefeitura

Albagli diz que objetos estão à disposição dos proprietários no parque de operações da Prefeitura

O secretário de Obras e Trânsito da Prefeitura de Ilhéus, Isaac Albagli, nega a informação de que foi intimado pela polícia a devolver objetos e dinheiro pertencentes a membros do movimento Reúne Ilhéus. O grupo alega que barracas, mesas, máquina fotográfica, um notebook e cerca de R$ 400,00 desapareceram durante a operação de desocupação realizada pela Prefeitura no dia 21 de outubro.

Albagli diz que sua pasta não foi responsável pela retirada do acampamento do Reúne Ilhéus da porta da Prefeitura, embora tenha disponibilizado infraestrutura para a operação. Ele sustenta que toda a ação foi filmada e o vídeo de 17 minutos, sem cortes, será apresentado nesta quarta-feira (6) na 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Corpin).

“Não há qualquer fundamento nessa informação de que fui intimado, essa turma quer fazer exploração política com meu nome”, afirma Albagli. Ele alega que o vídeo gravado durante a operação mostra que nenhum dos fiscais do município entrou nas barracas e informa que todos os objetos recolhidos – segundo ele, apenas mesas, cadeiras e barracas – estão à disposição dos proprietários no parque de operações da Prefeitura, na Avenida Roberto Santos.

Ainda de acordo com Albagli, também seria inverídica a informação sobre a existência de dinheiro, câmera fotográfica e notebook no acampamento do Reúne Ilhéus. O secretário, no entanto, levanta uma suspeita. Segundo ele, um dos trechos do vídeo gravado durante a desocupação mostra um dos integrantes do movimento saindo de uma barraca com uma mochila nas costas. O mesmo rapaz reaparece no vídeo três minutos depois, já sem a mochila.

SECRETÁRIO É INTIMADO A DEVOLVER OBJETOS E DINHEIRO DO REÚNE ILHÉUS

Movimento deu queixa contra operação feita pela Prefeitura.

Movimento deu queixa contra operação feita pela Prefeitura.

A delegada titular da Furtos e Roubos em Ilhéus, Rita de Cássia Oliveira, intimou o secretário de Obras e Trânsito, Isaac Algabli, para que devolva, “com a maior brevidade possível”, objetos e dinheiro subtraído pelo município na desocupação do Reúne Ilhéus em outubro. A intimação entregue estabeleceu como data para entrega a quarta (6), às 9 horas, na própria delegacia.

De acordo com membros do Reúne Ilhéus, barracas, mesas, máquina fotográfica, notebook e mais de R$ 400,00 foram levados pelos servidores que atuaram na desocupação em frente ao Palácio Paranaguá. A desocupação ocorreu enquanto parte dos integrantes do movimento dormia.

As barracas e os pertences foram levados em um caminhão, supostamente, para uma área da Secretaria de Obras. O Reúne Ilhéus ocupou a área em frente ao Paranaguá por 97 dias, sendo expulso do local em uma ordem de reintegração obtida pelo município.

PERSEGUIÇÃO

Além da subtração dos objetos e dinheiro do movimento, há outra queixa contra a gestão municipal. O prefeito Jabes Ribeiro é acusado de perseguir Mário Schneider, integrante do Reúne Ilhéus e servidor público. O gestor municipal teria ordenado o corte de salário de Mário como retaliação ao movimento.

AGORA VAI, JABES?

Jabes Ribeiro5Na próxima quarta (23), o Reúne Ilhéus completaria 100 dias de ocupação da área frontal ao Palácio Paranaguá. Como publicado abaixo, Polícia Militar, Guarda Municipal e setor de fiscalização da Prefeitura orquestraram a desocupação, o que ocorreu nesta manhã de segunda (21).

Nestes 97 dias de ocupação, o prefeito Jabes Ribeiro se negava a frequentar o palácio, alegando temor de ser agredido.

Não terá mais desculpas para não “bater o ponto” no palácio.

 

OS 100 DIAS DO REÚNE ILHÉUS

Reúne Ilhéus divulgação

Placar exibido pelo movimento nos 90 dias de resistência.

Os meninos e meninas do coletivo Reúne Ilhéus dão uma demonstração de resistência e certeza de objetivos aos movimentos sociais no sul da Bahia. Estão prestes a completar 100 dias em frente ao Palácio Paranaguá, em Ilhéus, para cobrar do município respostas concretas e que resultem em melhoria do sistema de transporte coletivo.

É natural que um movimento assim não encontre respaldo tanto no governo – afinal, está sendo acossado – e em outros setores da sociedade que fazem questão de se tornarem dependentes do Poder Público.

Se não têm apoio de movimentos organizados do patronato e de poderes públicos, as doações de alimentos recebidas de empresários e de ilheenses comuns reforçam a justeza de propósito do movimento. Afinal, o ilheense tem uma das passagens mais caras do interior do país – R$ 2,40, concedido pelo governo anterior – e só não houve reajuste por causa da pressão da sociedade e, claro, da resistência dos membros do Reúne Ilhéus, que pedem tarifa a R$ 2,00.

Mas o “Reúne” demonstrou que não é só isso. É exigir o passe-livre estudantil, é exigir que se abra a caixa-preta do transporte coletivo urbano – e cobrar melhorias no sistema. É, também, cobrar dos vereadores que investiguem a “mina de ouro” ilheense.

É natural, pois, que este movimento contrarie muitos, pois as mesmas empresas que são alvos do Reúne Ilhéus são aquelas que, geralmente, beneficiam políticos em busca de conquistar – ou manter – mandatos.

O prefeito Jabes Ribeiro, por exemplo, recebeu R$ 150 mil da família Carletto em sua campanha pelo Palácio Paranaguá. E a família é, justamente, a controladora da ViaMetro, uma das empresas que exploram o transporte público urbano no município.

Força, Reúne Ilhéus. Haverá quem, ainda hoje, diga que o movimento pode ficar desacreditado. Estes, podem estar sendo financiados pelos ocupantes do poder de plantão. Ou pelas empresas…

P.S.: Hoje, o grupo já é considerado o maior ato de ocupação do País. Estranho é que muitos poderosos se unam para que o movimento se desfaça, mas não se reúnem para analisar as propostas da “gurizada”. É a sociedade que temos…

PROTESTO IRREVERENTE NO DESFILE EM ILHÉUS

Danilo Oliveira, do Reúne Ilhéus, encarnou Jabes Ribeiro, confrontado com o contrato do transporte coletivo (Foto Maurício Maron/Jornal Bahia Online).

Danilo Oliveira, do Reúne Ilhéus, encarnou Jabes Ribeiro, confrontado com o contrato do transporte coletivo (Foto Maurício Maron/Jornal Bahia Online).

Do Jornal Bahia Online

As semelhanças físicas entre o prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro e o militante do Movimento Reúne Ilhéus, Danillo Oliveira, transformaram o desfile do Sete de Setembro em uma grande diversão em Ilhéus, agora pela manhã. Em um paletó, segundo ele, de marca pra lá de famosa, Danillo encarnou o prefeito de fato e de direito e levou “Jabes” para liderar o desfile do Movimento, hoje a principal dor-de-cabeça do prefeito.

Thiago Pacheco apresenta as "marcas" deixadas pela "Família Gurita" (Foto Maurício Maron/Bahia Online).

Thiago Pacheco apresenta as “marcas” deixadas pela “Família Gurita” (Foto Maurício Maron/Bahia Online).

Ao invés de violência, o movimento apostou na irreverência. Estudantes de olhos pintados, “vítimas” da agressão da Câmara de Vereadores, carregavam faixas questionando  qual independência estava, ali, sendo comemorada. Um caixão era carregado enquanto estudantes choravam. “Se a pergunta é Independência ou morte, acreditem, é morte. A cidade morreu. Estamos promovendo o velório”, afirmavam.

A única intervenção da Polícia foi no sentido de que alguns manifestantes retirassem máscaras. Mas o pedido não foi atendido. Em alguns momentos, o grupo parava e explicava os motivos da manifestação. “Estamos resistindo pela cidade, pela melhoria do nosso transporte”. Aplausos vinham das sacadas de prédios e das poucas pessoas que insistiram em acompanhar na chuva o desfile oficial, que contou apenas com militares, ordem Demolay e estudantes do Colégio da Polícia Militar.
Confira imagens e mais informações do desfile em Ilhéus no Jornal Bahia Online

EM NOTA, BISPO COBRA DO GOVERNO SOLUÇÃO PARA O CAOS EM ILHÉUS

Dom Mauro defende diálogo e conclama ilheenses a não perder a esperança.

Dom Mauro defende diálogo e conclama ilheenses a não perder a esperança.

A Diocese de Ilhéus emitiu nota pública nesta sexta-feira (6) para cobrar do prefeito Jabes Ribeiro uma solução para o caos instalado no município sul-baiano. “As manifestações surgidas por todos cantos clamam por soluções junto aos responsáveis da administração da nossa cidade. A população já não suporta mais essa situação”, pontua a nota assinada pelo bispo Dom Mauro Montagnoli

A nota diz ainda que a Igreja Católica se coloca à disposição para mediar solução do embate do governo municipal com servidores e com o Coletivo Reúne Ilhéus. Os servidores estão em greve há quase 50 dias e cobram, pelo menos, a reposição das perdas inflacionárias do último ano, o que corresponde a 5,84% de reajuste.

Já o movimento Reúne Ilhéus, cobra mais transparência no sistema de transporte público, com redução da passagem e auditoria nos sistema. A Câmara de Vereadores aprovou Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as empresas São Miguel e Via Metro.

Nós últimos dias, o Reúne Ilhéus tem sofrido com tentativas do governo de criminalizar o movimento, que foi acionada judicialmente tanto pela Prefeitura como pela associação das empresas de ônibus.

Ainda em nota, o bispo conclama a não desanimar. “Não podemos ficar desiludidos com a corrupção daqueles que “em vez de buscar o bem comum procuram seu próprio benefício”. Dom Mauro ainda lembra ensinamento do Papa Francisco: “nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar”. Confira a íntegra da nota pública

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A (VELHA) POLÍTICA DE JABES

Do Blog Agravo

O prefeito Jabes Ribeiro mandou vários contratados da secretaria de Assistência Social para a câmara de vereadores, com o objetivo de tumultuar a sessão que vai apreciar o pedido de afastamento do prefeito e a CEI do transporte público.

Faltando menos de uma hora para começar a sessão, o plenário da câmara já está cheio de contratados, impedindo que o pessoal do Reúne Ilhéus e do movimento dos sindicatos ocupem a câmara.

Segundo informações, Jabes convidou os contratados afirmando ser uma reunião sobre o pagamento de dois meses de salários atrasados.

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PARA ALISSON, JABES GOVERNA MAL E ERRA AO MEDIR FORÇA COM SERVIDORES

Alisson recomenda diálogo ao prefeito.

Alisson recomenda diálogo ao prefeito.

O vereador Alisson Mendonça (PT) disse hoje que o sentimento em Ilhéus é de final de gestão. “Eu nunca vi um sentimento desse num governo que se inicia”, justificou em entrevista ao programa O Tabuleiro (Conquista FM). Alisson criticou a falta de diálogo por parte do prefeito Jabes Ribeiro. “Início de mandato com prefeitura fechada, Reúne Ilhéus na porta e o servidor não é chamado para diálogo [mais de 30 dias após a greve]”.

Alisson também fez críticas a Jabes por querer culpar o funcionalismo pela crise. Segundo ele, o prefeito atribui à greve geral a falta de atendimento na saúde e o não funcionamento das escolas. “Isso não é verdade, é mentira. A saúde e a educação iam mal antes. Postos médicos fechados, sem remédio”, denunciou.

Ele também afirmou que existe escola na região da Lagoa Encantada que ainda não funcionou neste ano. “Estamos no mês oito e [a escola] nem abriu porta”.

Por fim, disse que o prefeito vai perder se quiser “medir forças” com o funcionalismo e movimentos sociais, como Reúne Ilhéus.

– Jabes já foi eleito por pequena parcela da população, governa mal e vai para queda de braço com esses movimentos? Vai perder. Claro que vai peder – disse, ponderando que nessa queda de braço quem perde é a população em geral, que está vivendo em cidade “suja, feia, esburacada”. E completou dizendo que torce para a cidade voltar à normalidade.

PREFEITO CUBANO PARA ILHÉUS

Antes, o vereador havia observado a disposição do prefeito em atribuir ao PT ações como a greve do funcionalismo ou a atuação do Reúne Ilhéus. Alisson ainda comentou a proposta de um ouvinte da emissora de trocar Jabes por um prefeito cubano.

JABES DIZ QUE NÃO HÁ COMO REDUZIR TARIFA DE ÔNIBUS

O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, não pisa no Palácio Paranaguá há quase 40 dias. Ontem à noite, foi surpreendido pelos integrantes do Reúne Ilhéus enquanto comia acarajé na Praça Castro Alves (Praça do Acarajé da Irene). Não viu outro caminho a não ser conversar com os manifestantes. Aliás, a conversa foi a de sempre: disse que não há como reduzir a tarifa de ônibus nem conceder passe livre aos estudantes. A foto é de Luiz Fernandes Ferreira.

O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, não pisa no Palácio Paranaguá há quase 40 dias. Ontem à noite, foi surpreendido pelos integrantes do Reúne Ilhéus enquanto comia acarajé na Praça Castro Alves (Praça da Irene). Não viu outro caminho a não ser conversar com os manifestantes. Aliás, a conversa foi a de sempre: disse que não há como reduzir a tarifa de ônibus nem conceder passe livre aos estudantes. Por fim, pediu aos estudantes a desocupação da frente do palácio e passem a acampar na praça ao lado. A foto é de Luiz Fernandes Ferreira.

A PRIMEIRA NOTIFICAÇÃO

Jovens do Reúne Ilhéus notificados de liminar favorável à Atranspi (Foto Abrahão de Oliveira Santos).

Oficial, de bigode, notifica Reúne Ilhéus  (Foto Abrahão de Oliveira Santos).

Ontem à tarde, cinco membros do movimento Reúne Ilhéus foram notificados de liminar judicial que assegura a circulação de ônibus às empresas Viametro e São Miguel. A liminar foi concedida em favor Associação das Empresas de Transporte de Passageiros de Ilhéus (Atranspi) pelo juiz da 4ª Vara dos Feitos Cíveis, Comerciais e de Relações de Consumo, Jorge Luiz Dias Ferreira, e prevê multa de dez salários mínimos caso o movimento impeça a entrada e saída de pessoas e veículos nas garagens da São Miguel e da Viametro.

REÚNE ILHÉUS COBRA PUNIÇÃO CONTRA A SÃO MIGUEL E ACUSA A VIAMETRO

Ônibus foram impedidos de sair durante manifestação na porta da Viametro (Foto RI).

Ônibus foram impedidos de sair durante manifestação na porta da Viametro (Foto RI).

Membros do movimento Reúne Ilhéus cobraram do prefeito Jabes Ribeiro punição, com base na Lei Orgânica do Município, contra a Viação São Miguel. O movimento montou barricadas na porta da garagem da Viametro, ontem (20), impedindo a circulação da frota da empresa, e a outra concessionária decidiu recolher os seus ônibus.

– O alcaide só não explica os motivos que levaram uma das empresas [a São Miguel] a recolher os ônibus mesmo não tendo nenhum tipo de manifesto na porta da empresa e nem fala em punição por conta desta medida.

A associação das empresas cita ataque a um ônibus da São Miguel como justificativa para ter recolhido a frota. O ataque teria ocorrido na Ponte Lomanto Júnior (Pontal), por volta das 4h30min de ontem (20). O movimento também acusa o prefeito de promover campanha para desgastá-lo.

A decisão de fazer a manifestação na garagem Viametro, ontem, ocorreu após análise dos balancetes da empresa. De acordo com o Reúne Ilhéus, a empresa do Grupo Rota Transportes obteve receita bruta de R$ 20.008.402,55 e líquida de R$ 18.667.843,77, quando descontados R$ 600.252,00 de ISS,  R$ 600.252,00 de Cofins e R$ 130.054,62 de PIS.

Para o movimento, o lucro da empresa contrasta com “o péssimo serviço oferecido”. E acusa a empresa de “exploração do trabalhador e do cidadão”. Com a desoneração de PIS e Cofins das empresas, promovida pelo Governo Federal, os manifestantes cobram redução da passagem em Ilhéus. Pelos cálculos do governo, tarifas podem ser reduzidas em até R$ 0,27 com a desoneração.

O Reúne Ilhéus sustenta que pressionará o legislativo a instalar Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as duas empresas. O documento foi entregue ontem e possui “grande” número de “denúncias de profissionais e populares” que utilizam o sistema de transporte.

OCUPAÇÃO CONTINUA
O movimento também decidiu continuar acampado em frente ao Palácio Paranaguá, sede do governo municipal. A ocupação chega hoje ao 38º dia. Este também é o tempo que o prefeito Jabes Ribeiro não vai ao Palácio. Segundo afirmou numa entrevista a este blog, em julho, teme ser agredido fisicamente pelos manifestantes.

“JABES, A LENDA” BOMBA NO FACEBOOK

O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, está há 34 dias sem pisar os pés na sede do governo municipal, o Palácio Paranaguá. Afirma que se sente constrangido em ir ao Palácio tendo à frente do prédio histórico um acampamento de membros do Reúne Ilhéus. Numa entrevista ao PIMENTA, o prefeito revelou o temor de, assim como o ex-governador Mário Covas, ser agredido fisicamente.

Ontem, o Reúne Ilhéus espalhou nas redes sociais esta montagem que já conta com mais de 500 compartilhamentos. A maioria cobra o “reaparecimento” do prefeito, outros lembram que o chefe do Executivo reside em Salvador.

Jabes e a Lenda








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