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:: ‘Rio Cachoeira’

BARRAGEM DO RIO COLÔNIA PODE ALAVANCAR A ECONOMIA EM ITABUNA, MAS NÃO RESOLVE FALTA DE ÁGUA

erick maiaErick Maia | erickmaia13itb@gmail.com

De acordo com estudos do próprio município, a média de perdas de faturamento está em torno de 56% e ainda existem regiões da cidade que ultrapassam estratosféricos 70%, bem acima da média baiana de 30,27% e da nacional, 38,8%.

Garantir água com qualidade, quantidade e regularidade, conforme preconiza a Lei Nacional de Saneamento, tornou-se um grande desafio, principalmente para as médias e grandes aglomerações populacionais. Um exemplo emblemático é a crise da água em São Paulo, por se tratar da maior e mais rica cidade brasileira. Em Itabuna, em um passado não tão recente, porém não tão longe, tivemos que conviver com crises gravíssimas de abastecimento d’água. Aqui, além das estiagens prolongadas, pesou a falta de reservação, que afetou, à época e ainda hoje, a qualidade de vida da população e o crescimento da economia local.

Recentemente, conseguiu-se a primazia de ter em solo grapiúna um importante indutor de desenvolvimento econômico que é o gás natural. Raríssimos municípios do estado da Bahia foram beneficiados com essa matriz energética de baixo custo e menos poluente. Contudo, nada disso é relevante sem um componente elementar, a água.

Nesse sentido, a construção de uma barragem que atenda as demandas socioeconômicas de Itabuna, há décadas, vem sendo discutida pelas lideranças políticas locais e pela própria sociedade. Várias alternativas foram analisadas, desde a captação no rio das Contas, passando pelo rio do Braço e Almada, até que, definitivamente, concluiu-se, através de estudos de viabilidade ambiental, técnica e econômica, que a melhor solução para o momento seria no rio Colônia.

Hoje temos uma indicação concreta do Governo do Estado, apesar dos percalços envolvendo licitações, de que a tão esperada barragem será construída no município de Itapé. Contudo, cabe um questionamento importante a ser feito. Será que a barragem do rio Colônia resolverá, realmente, a demanda por água em Itabuna?

Um estudo de impacto ambiental realizado pela CERB (Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia) revelou que a construção da Barragem no Rio Colônia atenderia a duas finalidades principais. A primeira referia-se ao abastecimento de água, já a segunda, ao controle de enchentes no Rio Cachoeira, que, periodicamente, afetam as comunidades ribeirinhas.

Outro aspecto citado foi a garantia de uma vazão mínima, ecológica, que contribuísse em épocas de estiagem para diluição dos esgotos lançados no Cachoeira e, por consequência, inibisse o mau odor exalado pelo rio, além da proliferação das chamadas “baronesas”. Assim sendo, fica entendida a relação de ganhos ambientais, e até certo ponto sociais, da construção da barragem do rio Colônia.

Porém, ainda não está claro, se, finalizando-se a obra, o abastecimento de água à população e as indústrias de Itabuna estará garantido. Um indício é que a construção da barragem não contempla a adutora que, teoricamente, traria a água do município de Itapé até Itabuna. Se nada for feito, a alternativa será continuar captando água no rio Cachoeira, nas intermediações do bairro Nova Ferradas, cuja qualidade da água é inferior a do rio Colônia e seu tratamento muito mais caro e complexo.
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CORPO DE JOVEM QUE SE AFOGOU NO CACHOEIRA É ENCONTRADO

Michel desapareceu ao tentar pegar uma bola (Foto Reprodução).

Michel desapareceu ao tentar pegar uma bola (Foto Reprodução).

O corpo de Michel Thomas Morça foi localizado por volta das 5h30min da manhã deste sábado (6) no Rio Cachoeira, na área central de Itabuna. O jovem estava desaparecido desde as 20h40min da última quinta-feira (4), quando entrou no rio para pegar uma bola (relembre aqui). Ele e amigos jogavam futsal numa quadra na cabeceira da Ponte do São Caetano.

Populares avistaram o corpo de Michel e acionaram o Grupamento do Corpo de Bombeiros. Ontem, bombeiros mergulhadores fizeram buscas no rio por mais de oito horas em busca do corpo. O trabalho foi suspenso depois das 18h. A baixa visibilidade dentro d´água impedia a agilidade nas buscas. O corpo estava a cerca de 300 metros do ponto onde ele se afogou ao tentar pegar a bola.

Michel tinha 17 anos e era filho único de Junail Morça. O jovem morava no Banco Raso, bairro vizinho à quadra onde jogava bola quase que diariamente com amigos e vizinhos de bairro. Ontem, amigos eram vistos chorando e lamentando a perda, enquanto os bombeiros faziam as buscas no Cachoeira.

JOVEM DESAPARECE NO RIO CACHOEIRA; BOMBEIROS FAZEM VARREDURA

Bombeiros fazem varredura em áreas próximas ao local onde Michel desapareceu (Foto Oziel Aragão / Plantão Itabuna).

Bombeiros fazem varredura em busca do corpo de Michel (Foto Oziel Aragão / Plantão Itabuna).

Michel tinha 17 anos (Foto Reprodução).

Michel tinha 17 anos (Foto Reprodução).

Um jovem de 17 anos desapareceu por volta das 20h40min desta quinta (4) no Rio Cachoeira, em Itabuna. Michel Thomas Morça, morador do Banco Raso, se afogou ao tentar pegar uma bola após o “baba” na quadra de esportes da Beira-Rio, no centro da cidade.

De acordo com amigos,o “baba” estava terminando, quando Michel deu um chute e a bola caiu no Cachoeira. O jovem foi pegar a bola e demorou. Os amigos foram surpreendidos com pedido de socorro.

Um dos jovens, Bruno Lemos, entrou na água e tentou socorrer o amigo, mas não conseguiu. “Ele disse que estava sentindo cãibra”, disse Bruno ao PIMENTA.

O jovem que tentou socorrer o amigo estava em estado de choque. “Vi ele morrendo na minha frente”, repetia, desconsolado, na calçada da Beira-Rio. Pouco tempo depois, com a chegada do Corpo de Bombeiros, Bruno voltou à margem do rio para auxiliar os bombeiros.

Após dez minutos de análise do local, a guarnição, preparada para casos de afogamento, acionou outra equipe com bote. Por questões de segurança, segundo o Subtenente Vasconcelos, as buscas ao corpo de Michel será feita somente no início da manhã desta sexta-feira.

Vasconcelos explicou que a equipe foi acionada para um salvamento, o que dispensaria um bote. Seguindo protocolo de segurança, afirmou, o bombeiro não faz buscas pelo corpo à noite em águas escuras. Um bote foi usado para fazer varredura no local.

A mãe do jovem chegou meia hora após o afogamento de Michel, sendo amparada por parentes e auxiliada por bombeiros. Atualizado às 5h36min.

PARA DEPUTADO, FALTA VONTADE POLÍTICA PARA “DESENROLAR” BARRAGEM DO COLÔNIA

Canteiro de obras está abandonado desde agosto de 2013

Canteiro de obras está abandonado desde agosto de 2013

A novela em torno da obra da barragem do Rio Colônia segue sem previsão de desfecho. Em setembro, o governo do estado relançou edital do projeto, cuja execução fora interrompida em agosto de 2013, seis meses após o início dos trabalhos.

Como já noticiado pelo Pimenta, a licitação para contratar uma nova empresa acabou frustrada, já que não houve interessadas na sessão marcada para a abertura das propostas.

A situação, mais uma vez, vira mote para alfinetadas dos opositores. O deputado estadual Augusto Castro (PSDB) puxa as críticas, ao afirmar que “falta vontade política” para fazer a obra andar.

A barragem é apontada como solução para dar regularidade ao sistema de abastecimento de Itabuna e Itapé, além de aumentar a vazão do Rio Cachoeira, do qual o Colônia é afluente.

Em setembro, ainda durante a campanha, o então candidato a governador Rui Costa falava com entusiasmo sobre o projeto. “Conhecida a empresa vencedora (da licitação), vamos garantir que as obras prossigam e o cronograma seja cumprido”, declarou Rui à época.

FORÇA E BELEZA DO RIO CACHOEIRA

Rio Cachoeira na região central de Itabuna (Foto Eri Lavinscky).

Rio Cachoeira na região central de Itabuna (Foto Eri Lavinscky).

Embora o homem tente antecipar a morte do Rio Cachoeira, ele insiste em continuar vivo. O bicho homem lhe dá injeções letais na forma de esgoto, dejetos industriais, tudo lançado no leito do Velho Cachoeira sem nenhum tipo de tratamento. O sopro de vida vem a cada cheia, a cada chuva forte.

Às vezes, o rio generoso manda recados. Por sua natureza e quando recebe “sustança”, avisa que é preciso mais respeito. Causa alguns estragos para dizer que, se deixarem, ele vive. E, se deixarem, ele nos alimenta e mata a sede. Basta um pouco de cuidar, um pouco de carinho. A imagem do Cachoeira, acima, foi captada pelo jornalista Eri Lavinscky ontem ao final da tarde.

NOVA LICITAÇÃO DA BARRAGEM DO COLÔNIA NÃO ATRAI EMPRESAS

Barragem teve obras interrompidas no ano passado (Reprodução Pimenta).

Barragem teve obras interrompidas no ano passado (Reprodução Pimenta).

As obras de construção da Barragem do Rio Colônia, em Itapé, no sul da Bahia, vão demorar ainda mais. Nenhuma empresa se interessou pela nova licitação da barragem.

A apresentação de propostas estava marcada para hoje, mas a licitação deu deserta. A previsão é de que a licitação seja relançada até o início de janeiro. A obra é uma das promessas do governador eleito, Rui Costa.

A barragem do Colônia é considerada a solução para o abastecimento de água em Itabuna e para a perenização de um outro rio,  o Cachoeira, que corta a área urbana de Itabuna.

Com a obra, os cálculos são de que o volume de captação e vazão da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), que abastece os lares de Itabuna, dobre para até 1,5 mil litros por segundo.

A primeira licitação foi realizada no final de 2012 e a ordem de serviço assinada em 8 de janeiro do ano passado. O valor total, incluindo barragem, indenização e desvio de rodovia, chega a R$ 71 milhões.

O RETRATO DA POLUIÇÃO DO CACHOEIRA

Rio Cachoeira Poluição2

(Foto Jéssica Dias).

O nível de poluição do Rio Cachoeira pode ser medido pela cor da água e pelo odor que libera em dias chuvosos. Hoje, por exemplo, o cenário pela manhã era este captado na fotografia. Além da cor escura e do forte odor, essa larga camada de espuma dá a exata medida do que nós, itabunenses, e das populações acima estão fazendo com o nosso rio. Os estragos são incalculáveis. De tão maltratado, o rio já perde um de seus cartões postais na área urbana de Itabuna, a Ilha do Jegue.

“GRITO DA ÁGUA” TERÁ ABRAÇO AO RIO CACHOEIRA EM ITABUNA

Rio Cachoeira fornece 24% da água consumida pelo itabunense (Foto José Nazal).

Rio Cachoeira corta área urbana de Itabuna (Foto José Nazal).

No Dia Mundial da Água, amanhã (22), Itabuna promoverá um grito pela recuperação do Rio Cachoeira. O Grito da Água começa com a concentração no Jardim do Ó, às 10 horas, percorrendo a Avenida do Cinquentenário até a Praça Camacã. De lá, segue para as avenidas Aziz Maron e Mário Padre (Beira-Rio), onde participantes darão abraço simbólico no Rio Cachoeira.

Será o primeiro Grito da Água em Itabuna. O evento está sendo organizado pelo coletivo Fiscal Grapiúna e a base sul-baiana Sindae (Sindicato dos Trabalhadores em Água Esgoto e Meio Ambiente na Bahia).

RIO CACHOEIRA DEGRADADO

Erick Maia é diretor da base do Sindae em Itabuna. Ele explica que o grito é apartidário e tem a finalidade de provocar discussão quanto à recuperação do Rio Cachoeira e aos recursos hídricos. “Itabuna tem quase 220 mil habitantes e apenas 8,7% do esgoto produzido no município é tratado”, diz.

Ainda segundo Erick, 17 projetos industriais não andam porque o município não dispõe de oferta de água suficiente para atender à demanda. Segundo ele, na área de Ferradas, a falta d´água afeta até mesmo o projeto de construção de mais de 2,1 mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. O município também enfrenta dificuldades para captar recursos para o saneamento básico.

ASSOREAMENTO À VISTA?

Rio Cachoeira Assoreamento

(Foto Pimenta).

Uma máquina retroescavadeira de grande porte está sendo utilizada pela Prefeitura de Itabuna para fazer a limpeza das margens do Rio Cachoeira, no trecho central da cidade. Pessoas temem o risco de assoreamento, embora técnicos digam que a margem será recomposta. Fica o alerta.

RIO CACHOEIRA HÁ DEZ ANOS

Rio que dá beleza à região central de Itabuna é maltratado (Foto Ed Ferreira).

Há dez anos, o Rio Cachoeira já registrava grau elevado de poluição, principalmente no trecho urbano de Itabuna. A foto acima, de Ed Ferreira, é de 2002.

O cenário piorou nos últimos anos. Ao avaliar as condições dos rios baianos, o coordenador do sistema de monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio, assim definiu a situação atual do Cachoeira:

– O rio Cachoeira, por exemplo, quando atravessa Itabuna, piora as suas condições por causa da coleta irregular de lixo, falta de educação da população, que joga objetos em seu curso e, ainda, pelo esgoto a céu aberto que é despejado em suas águas.

O GRITO DO RIO CACHOEIRA

Cena desta quinta à tarde, mostra degradação acelerada do Rio Cachoeira (Foto Luiz Conceição)

Depois de cerca de quatro meses sem chuva forte, o Rio Cachoeira começa a receber água nova de suas cabeceiras e a exalar mau cheiro insuportável de esgoto sanitário que contamina a parte central de Itabuna. Nuvens de espumas se acumulavam nesta quinta na barragem na região central de Itabuna.

A maioria dos municípios ao longo do corpo d’água não conta com serviço de saneamento básico para coleta e tratamento de esgotos sanitários que correm para o rio. Isto provoca contaminação por metais pesados e matéria orgânica a jusante da pequena barragem construída em frente ao bairro da Conceição, onde toneladas de baronesas (aguapés) se acumulam ao longo dos períodos de seca.

Os novos gestores municipais eleitos em 7 de outubro passado deveriam juntar esforços para cobrar do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Cidades recursos para despoluir o rio, revitalizá-lo e torná-lo limpo outro vez. Ou mesmo pressionar os senadores, deputados federais baianos e os estaduais para recuperar tanto a Bacia do Cachoeira como a do Rio Almada, de onde vem mais de 70% da água que abastece os lares itabunenses.

MARCOS FROTA E O RIO CACHOEIRA

Ontem, o ator e artista circense Marcos Frota agradeceu a recepção em Itabuna e criticou o abandono do Rio Cachoeira. O ator lembrava que esta era a quarta vez no município e estava muito triste com o que via.

– É o nosso rio, abandonado, me deixou triste demais. Como é que a população deixa o rio desta maneira.

As apresentações do circo-show do artista ocorrem no estacionamento do Shopping Jequitibá, um dos trechos onde a fedentina do rio beira o insuportável.

JUÇARA FEITOSA: “NOSSO ADVERSÁRIO É O DEM”

A suplente de senadora e petista Juçara Feitosa disputará a prefeitura de Itabuna pela segunda vez. A convenção que confirmará a candidatura ocorre no próximo dia 30.

Ela acredita que o atual modelo de administração em Itabuna “está esgotado” e defende que os partidos da base aliada se juntem à sua candidatura “pelo desenvolvimento da cidade”.

Juçara também crê que a alta aprovação popular da presidente Dilma Rousseff ajudará a quebrar resistência do itabunense em eleger uma mulher prefeita.

Nesta entrevista, a ex-secretária de Desenvolvimento Social desfere estocada no Capitão Azevedo (DEM). Para ele, o prefeito enganou o eleitor com promessa de “20 mil bolsas renda, carteiras de motorista gratuita, terra pra todo mundo e prefeitura móvel”

PIMENTA – A senhora teve 42 mil votos em 2008, mas perdeu a eleição para seu oponente por 12 mil fotos de frente. Por que manter sua candidatura?

JUÇARA FEITOSA - Itabuna e região estão recebendo grandes investimentos. É importante que o município esteja próximo dos governos federal e estadual, pois o modelo que administra a cidade, o DEM, está esgotado, sem criatividade e sem capacidade de gestão. Por isso, sou candidata.

Mas esse discurso de proximidade com os governos federal e estadual já não deu certo, não é? 

Os governos Dilma e Wagner são do PT e vão nos ajudar a colocar Itabuna no contexto do desenvolvimento. Estamos vivendo isso com o Brasil e queremos que seja assim também com a nossa cidade.

A presidente Dilma pode ajudar sua campanha?

A presidente Dilma se mostra grande gestora, faz excelente trabalho e é respeitada mundialmente por isso. O Brasil, após Lula e com Dilma, só tem boas notícias. Acredito que podemos fazer o mesmo com Itabuna. Ter boas notícias em vez de ser apontada como campeã da dengue, campeã da mortalidade infantil, campeã em índices de violência.

Como está a sua pré-campanha?

Tenho conciliado apoios e conversado com as pessoas. Tenho visto de perto as carências de famílias mais humildes de nossa cidade. Percebo o desejo de mudança para vida digna, de qualidade e compromisso com a saúde, infraestrutura dos bairros e o social.

A saúde é das áreas mais criticadas em Itabuna. O que fazer?

Defendo que é urgente reformular a política de saúde, aplicando além dos 15% exigidos pela Constituição, e reforçar os recursos federais e estaduais que vêm para o município. Reorganizar os hospitais e recuperar e melhorar as unidades básicas de saúde com mais cotas de exames, médicos, remédios, equipamentos. Defendo ainda criar centros especializados de saúde da mulher e da criança.

 

RECURSOS FEDERAIS: As obras começam, mas não terminam, ou fazem obra de qualidade duvidosa.

 

A senhora fala em afinidades do seu partido e de seu projeto com os governos estadual e federal. Mas a cidade tem tido muitas obras.

É verdade, mas são obras estruturantes previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que não mede esforços em repassar recursos para cidades acima de 200 mil habitantes. Os projetos chegam, as ações são importantes, mas os recursos não são aplicados como deveriam pela prefeitura. As obras começam, mas não terminam ou se faz obra de qualidade duvidosa.

Um dos grandes debates nesta eleição será o avanço da criminalidade. Qual seria a solução para a violência?

É preciso ação firme no combate à violência que afeta crianças, jovens e toda a sociedade. O combate não pode ter somente repressão, mas políticas públicas inclusivas. Defendo a criação da Secretaria da Segurança Pública e Trânsito e ações coordenadas com o Ministério Público e polícias Civil e Militar, além de programas sociais para jovens de 15 a 29 anos, a faixa mais vulnerável, inserindo-os no grupo de população economicamente ativa da sociedade.

Como está o quadro de alianças para sustentação de sua candidatura a prefeita?

Já temos um número significativo de partidos, mas isso será definido até o dia 30 de junho, dia de nossa convenção.

As conversas com os partidos da base aliada do governo estão em que nível?

Estamos conversando com todos. O PT trabalha pela união e defesa do povo, independente das vaidades das lideranças. O nosso adversário é o DEM.

 

O VICE: Não definimos ainda. Será uma grande surpresa que iremos apresentar na nossa convenção.

 

Quem será o candidato a vice de sua chapa?

Não definimos ainda. Será uma grande surpresa que iremos apresentar na nossa convenção, no dia 30.

O PCdoB se mantém ressentido com o PT pelo episódio envolvendo o vereador Wenceslau Junior. Há diálogo com os comunistas?

Itabuna deve estar acima desses sentimentos. Caminhamos para fortalecer a cidade, que não pode perder tempo nem oportunidades.

A militância petista está animada com sua nova pré–candidatura?

A militância do partido está firme e confiante.

As eleitoras de Itabuna estão dispostas a mudar de opinião e votar na senhora?

A mulher tem papel importante na sociedade e sente mais as dificuldades dos serviços públicos de saúde, educação, infraestrutura, má-qualidade de vida e a violência. Tenho certeza que as mulheres de Itabuna responderão a esse chamamento.

A imagem da presidente Dilma pode contribuir para reforçar sua campanha nessa direção?

A presidenta Dilma será um dos nossos exemplos. Queremos convencer as mulheres que, mais próximos dos governos federal e estadual, poderemos realizar os investimentos na infraestrutura dos bairros, na saúde, na educação e na qualificação das pessoas.

 

ESTOCADA EM AZEVEDO: Não nos utilizaremos de mentiras nem falsas promessas, a exemplo de 20 mil bolsas renda, carteiras de motorista gratuita, terra pra todo mundo e prefeitura móvel…

 

Como a senhora acha que será a campanha no rádio e na TV?

Vamos fazer uma campanha de alto nível. Não nos utilizaremos de mentiras nem falsas promessas, a exemplo de 20 mil bolsas renda, carteiras de motorista gratuita, terra pra todo mundo e prefeitura móvel e de portas abertas… Itabuna não quer mais essa enganação. Mostraremos projetos concretos para provar a nossa real intenção em priorizar o cuidado com a cidade.

A senhora foi secretária municipal de Assistência Social como avalia o setor atualmente?

Quando dirigi a Assistência Social, fizemos ou trouxemos vários programas como Viva Maria, Grapiúna Cidadão, Alimenta Itabuna e Bolsa-Família. Muitos desses meninos conseguiram o primeiro emprego na Coelba, Banco do Brasil e na Prefeitura. Os projetos já não oferecem as mesmas oportunidades e caiu em qualidade. Poderia hoje estar atendendo a 30 mil famílias, mas não passa de 19 mil. Isso mostra a falta de prioridade e descaso com os mais humildes.

O Rio Cachoeira está morrendo. O que fazer para recuperá-lo?

A barragem do Rio Colônia é uma forma de recuperar o nosso Rio Cachoeira e irá melhorar o fornecimento de água e garantir abastecimento para mais de 50 anos. O Inema já concedeu a licença prévia e ajustes estão sendo feitos para que a licença definitiva saia. Além disso, o Governo Wagner está elaborando um plano diretor de saneamento básico em Itabuna que irá coletar e tratar 100% do esgoto.

As ações de saneamento que a senhora fala incluiria devolver o patrimônio, fundir a Emasa com a Embasa ou a privatização?

Está fora de cogitação a transferência da Emasa ao Estado ou à iniciativa privada. A empresa é municipal e precisa ser fortalecida e reestruturada para que continue cuidando das ações de saneamento. Pena que se tenha se transformado em cabide de emprego. A Emasa é essencial para continuar a atender a população carente com tarifas diferenciadas de água e esgoto e até isenções tarifárias.

SINDICATO PROTESTA CONTRA DEGRADAÇÃO DO RIO CACHOEIRA

Leito do Rio Cachoeira no trecho urbano de Itabuna.

O 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, será marcado com uma  manifestação de protesto contra a falta de saneamento em Itabuna. O Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto do Estado da Bahia (Sindae) convocou a população para uma caminhada pela Avenida do Cinquentenário, saindo do Jardim do Ó, às 15 horas.

A marcha deve contar com o apoio de parlamentares e entidades dos movimentos sindical e popular e vai denunciar a situação de deterioração ambiental em que se encontra o Rio Cachoeira. Em Itabuna,  100%  do esgoto domiciliar e industrial são  jogados sem nenhum tratamento pela Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) no leito do rio.

DENÚNCIA CONTRA A EMASA

Dirigentes do Sindae distribuíram material em que acusam a Emasa de paralisar estações elevatórias de esgoto, acumular dívidas e impor péssimas condições de trabalho.

Outra queixa é a falta de investimento no setor: o maior ocorrido agora foi com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Além disso, foram repassados recursos pelo Ministério das Cidades para a cobertura do córrego Lava-Pés (Amélia Amado), no valor de R$ 12,8 milhões.

PEIXES MORREM NO RIO CACHOEIRA

Uma cena triste e lamentável vem sendo presenciada por quem caminha pelas margens do Rio Cachoeira, no trecho que corta o centro de Itabuna: trata-se da morte de milhares de peixes pela falta de oxigênio, agravada pela estiagem. Sob a chamada “ponte velha”, por exemplo, é assustador o “tapete” de peixes mortos boiando nas águas fétidas do rio.

A degradação do Cachoeira resulta principalmente da falta de política de saneamento básico no município. A cidade joga quase 100% de seus dejetos diretamente no rio, sem tratamento, cometendo um crime ambiental que o transforma num canal a cada dia mais poluído.

O mau cheiro contamina o ar ao longo do rio durante o dia e grande parte do centro da cidade e bairros adjacentes à noite. Sem ação efetiva para retirar o esgoto do rio e o lixo de suas margens, a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) mantém na conta de água a cobrança da taxa de coleta e tratamento de esgoto.

Estiagem acentua a poluição do Rio Cachoeira (foto Luiz Conceição/Pimenta)

MEMÓRIAS DO RIO CACHOEIRA

Cena do documentário sobre o Cachoeira (foto Victor Aziz)

O resultado de dois anos de pesquisas sobre a história do rio que tem tudo a ver com o próprio surgimento da civilização grapiúna será apresentado no próximo dia 22, às 19h30min, em um evento no Centro de Cultura Adonias Filho. É o projeto “Memórias do Rio Cachoeira”, uma iniciativa do Núcleo de Produções Artísticas (Nuproart), juntamente com a Panorâmica Produções e a banda Manzuá.

A história do rio é contada por pescadores, lavadeiras, areeiros, entre outras pessoas cuja sobrevivência sempre dependeu do Cachoeira. O trabalho que será apresentado no próximo dia 22 é um CD com 12 músicas compostas a partir de poemas de autores itabunenses como Cyro de Mattos, Valdelice Pinheiro, Daniela Galdino e Ruy Póvoas, e um documentário de 60 minutos.

A iniciativa foi vencedora do edital de Apoio à Produção de Conteúdo em Música no Estado da Bahia, da Secretaria Estadual da Cultura, Fundo de Cultura da Bahia  e Fundação Cultural do Estado.

Abaixo, clipe da música “Correnteza” (letra de Ruy Póvoas), interpretada pela Manzuá: