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:: ‘Rio’

GOVERNO DECIDE FAZER INTERVENÇÃO NA SEGURANÇA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO

O presidente Michel Temer decidiu decretar intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada durante uma reunião na noite de ontem (15.fev.2018) no Palácio da Alvorada.

A medida atende a pedido do governador Luiz Fernando Pezão (MDB-RJ). O interventor será o general Braga Netto, que comandará as atividades dos bombeiros, da polícia militar e civil no Estado.

O decreto precisará ser aprovado em até 10 dias pelo Congresso, mas tem efeito imediato a partir da publicação. Caberá ao presidente, Eunício Oliveira, marcar uma sessão para analisar a matéria.

Temer deve assinar o decreto nesta 6ª feira (16.fev.2018).  Os últimos detalhes do texto serão fechados hoje. Confira mais no Poder360.

APÓS CASOS DE ESTUPRO COLETIVO, ONU PEDE TOLERÂNCIA ZERO À VIOLÊNCIA

violencia mulherA ONU Mulheres Brasil divulgou, ontem (26), nota em que se solidariza com as jovens do Rio de Janeiro e do Piauí que foram vítimas de estupros coletivos e pede ao poder público dos dois estados que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento dos casos. A organização também pede à sociedade brasileira “tolerância zero” a todas as formas de violência contra as mulheres e a sua banalização.

Ontem (26), a Polícia Civil do Rio de Janeiro tomou depoimento de uma jovem de 16 anos que informou ter sido drogada e estuprada por diversos homens. O crime foi denunciado após um vídeo com imagens da jovem desacordada e com órgãos genitais expostos ter sido postado na internet. No vídeo, um homem diz que “uns 30 caras passaram por ela”.

Em Bom Jesus, sul do Piauí, uma jovem de 17 anos afirmou ter sido violentada por quatro adolescentes e um rapaz de 18 anos, na madrugada do dia 20. Após uma briga com o namorado, a jovem teria ingerido bebida alcoólica e os suspeitos se aproveitaram da embriaguez para cometer o crime. A jovem foi encontrada amarrada dentro de uma obra abandonada.

A nota, assinada pela representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, observa que os dois casos “bárbaros” se assemelham pelo fato de que as duas adolescentes teriam sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e por terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de substâncias com álcool e drogas.

“Como crime hediondo, o estupro e suas consequências não podem ser tolerados nem justificados sob pena do comprometimento da saúde física e emocional das mulheres, as quais devem dispor de todas as condições para evitar a extensão do sofrimento das violências perpetradas”, registra o texto. Da Agência Brasil

CACHOEIRA DE ESGOTO

No detalhe, é possível perceber melhor o vazamento que cai direto no Rio Cachoeira (foto Pimenta)

A Emasa precisa tomar alguma providência para acaba com um vazamento na tubulação que leva esgoto da estação elevatória situada próximo ao Príncipe Hotel até a estação de tratamento do bairro São Judas.

O cano está danificado há um bom tempo e a Emasa tem conhecimento do problema. O mais grave é que os dejetos caem diretamente no Rio Cachoeira, cada vez mais poluído e quase morto no trecho que corta Itabuna.

O PIMENTA entrou em contato com a assessoria da empresa, mas não havia informações sobre essa situação. O setor se comprometeu a buscar esclarecimentos com técnicos da Emasa.

BARONESAS VOLTAM A SE ACUMULAR NO CACHOEIRA

Local onde a vegetação se acumula exala forte mau cheiro (foto Pimenta)

A pouca chuva que caiu em Itabuna nos últimos dias não ajudou a melhorar a situação nas estações de captação de água, mas foi suficiente para provocar novo acúmulo de baronesas no Rio Cachoeira.

A vegetação está represada na altura da barragem situada no centro da cidade. No local, o rio exala forte mau cheiro e forma a já conhecida espuma, que indica o alto teor de poluentes na água.

Por volta das 8 horas de hoje (19), um único funcionário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano era visto puxando quantidades mínimas de baronesa para o sangradouro da barragem.

DESCONHECIMENTO POPULAR SOBRE A ÁGUA É PROBLEMA A SER ENFRENTADO, DIZ ONG

Rios Agência BrasilDa Agência Brasil

Nesse sábado (22), dia em que se comemorou o Dia Mundial da Água (22), importante lembrar que um dos principais problemas que o Brasil precisa enfrentar é a falta de conhecimento da população sobre a realidade dos recursos hídricos no país, afirma o coordenador do Programa Água para a Vida da organização não governamental (ONG) WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas.

Para ele, a população está muito distante do tema água, que só chama a atenção quando há uma crise instalada. “As pessoas não procuram se informar de onde vem a água que consomem e o que podem fazer para garantir o abastecimento, há um desconhecimento geral. Os governantes têm sua culpa, as empresas e a mídia, também, e essa falta de esclarecimento reflete no cidadão.”

Kimura cita a pesquisa que o WWF faz a cada cinco anos sobre a percepção dos brasileiros sobre a água. Na última, em 2012, mais de 80% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar da ANA [Agência Nacional de Águas], que é o órgão regulador dos recursos hídricos. “Há consciência sobre como economizar e de que pode faltar água. Mais de 70% das pessoas sabem dos problemas, mas o desconhecimento ainda é grande”, disse o especialista.

Outro problema é a má governança dos recursos hídricos, acrescenta Kimura. “É muito difícil dizer se vamos conseguir, ou não, suprir nossas demandas e é grande a chance de termos problemas no futuro com a gestão que tem sido feita”, disse ele, destacando que o Brasil está muito bem em termos de leis, como, por exemplo, a Política Nacional de Recursos Hídricos , o Conselho Nacional de Recursos Hídricos e os comitês de bacias hidrográficas, mas que não estão sendo implementados e fiscalizados como deveria.

“Fizemos a lição de casa até um certo ponto e precisamos mudar essa trajetória, fugir das consequências desse cenário que as Nações Unidas [ONU] projetam. Temos um arcabouço legal, bons modelos, mas a vontade política para fazer algo consistente está muito baixa, não só no âmbito federal, mas nos estados e municípios também”, destaca o coordenador do Programa Água para a Vida.

O Relatório de Desenvolvimento Mundial da Água 2014 , de autoria da ONU-Água, prevê que, em 2030, a população global necessitará de 35% a mais de alimento, 40% a mais de água e 50% a mais de energia.

“O tema água esta abaixo das prioridades. A ANA é um órgão técnico de excelência, mas os governos locais não dão conta de implementar os instrumentos que já existem, a sociedade não cobra, e as empresas só se mexem quando têm que cumprir a lei”, argumenta Kimura.

De acordo com ele, o terceiro gargalo na gestão dos recursos hídricos é o mau uso da terra. “As cidades vão crescendo, ficam dependendo de reservatórios, a maioria poluídos, e ocupando áreas de nascentes, que são os ovos de ouro da galinha. O planejamento urbano tem que ser levado muito a sério, e o setor de recursos hídricos precisa estar inserido.”

Para Kimura, na área rural, também há uma tendência de agravamento do problema com a flexibilização do Código Florestal , aprovado em 2012. Para ele, a diminuição das Áreas de Preservação Permanente (APPs), que agora levam em conta o tamanho da propriedade, coloca em risco os mananciais de água.

A Política Nacional de Irrigação, instituída no ano passado, também pode constituir um problema para o especialista do WWF, já que o crédito financeiro e as outorgas para captação de água vão aumentar.  “É como uma poupança: estamos dando cada vez mais senhas para acessar a nossa caderneta, mas ninguém põe dinheiro lá. Então, temos que ter um trabalho sério de proteção das nascentes e área de recarga de aquífero”, destaca Kimura, explicando que existem áreas de terra mais permeáveis que outras que precisam ter uma cobertura florestal em cima e que, por desconhecimento das pessoas, são pavimentadas ou assoreadas.

CONTRA A GANÂNCIA DOS BOTECOS

Raul Seixas entoava em um de seus maiores sucessos: “já que agora pra fazer sucesso, todo mundo tem que reclamar”… E nunca antes na história deste país a letra de Eu também foi reclamar caiu tão bem. Dos 20 centavos a mais do buzu aos gastos exorbitantes com a Copa Fifa, o que não falta é motivo para gritaria…

Seguindo nessa “vibe”, cariocas lançaram uma nova onda de protestos neste verão em que a Cidade Maravilhosa mais parece uma fornalha. O alvo da bronca são os botecos e os altos preços que cobram na loira gelada, alguns chegando a vender cada garrafa de 600 ml por 10 reais.

Retados com o arrocho, grupos de bebedores inveterados idealizaram um movimento chamado “isoporzaço”, no qual abastecem caixas térmicas e vão lavar a alma em praças da cidade.

O movimento boêmio, que os cabeças definem como etílico-político, é uma ação pacífica . Por enquanto, não apareceu nenhum “beer block” na área.

TOPLESSAÇO ATRAI POUCAS MULHERES NO RIO

Vladimir Platonow | Agência Brasil

O protesto marcado pelo Facebook tinha mais de 8 mil pessoas confirmadas, mas só seis mulheres tiveram coragem de exibir os seios na manhã deste sábado (21), na Praia de Ipanema, na altura do Posto 9. O evento batizado de toplessaço foi organizado contra a repressão a uma atriz, no dia 14 de novembro, que posava para fotos de divulgação de uma peça, no Arpoador, quando foi abordada por policiais militares e obrigada a se cobrir.

Apesar do pouco número de participantes, o toplessaço atraiu um grande número de curiosos e de profissionais de imprensa e serviu para despertar a discussão sobre o tema. A argentina Natália Lorenzo, que mora no Brasil há dez anos, se surpreendeu com a curiosidade das pessoas.

“Acho que a repressão ainda é grande, por isso nós mulheres temos que vir fazer estas coisas. Na Argentina também é proibido, o que é ridículo. Isto aqui é uma manifestação, não é uma promoção, não estou aqui para me mostrar”, disse Natália, que pintou nas costas a frase “Este corpo é meu”.

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SUGESTÃO DA VEREADORA

baronesas

Segundo Carmem, o rio está “um gramado perfeito”

A  vereadora itabunense Maria do Carmo Ferreira, mais conhecida como Carmem do Posto Médico, do PR, fez o plenário dar uma sonora gargalhada na sessão desta quarta-feira, 2. Carmem, que normalmente concentra suas críticas na questão da saúde pública, demonstrou que tem outras preocupações. Como o esporte, por exemplo.

A vereadora sugeriu que o secretário de Esportes do município, Ewans Maxwell, considere a possibilidade de utilizar o Rio Cachoeira como local de jogos do Campeonato Interbairros de Futebol. E justificou o conselho: “o rio tá um gramado perfeito”.

A referência era ao “tapete” de baronesas que há muito cobre boa parte do espelho d’água do velho e poluído Cachoeira.

O DESABAFO DE ZECA PAGODINHO

“Dá nojo de políticos”

BROWN AMADURECEU!

Manuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Brown amadureceu. E provou isso quando disse à imprensa, antes de partir para Los Angeles, que o prêmio era um grande acontecimento, mas uma festa de outro país.

Percussionista renomado, Carlinhos Brown é conhecido como o Cacique da Bahia. Foi um dos criadores do samba-reggae e em 1989 fez parte da banda de Caetano Veloso, estourando tanto no Brasil quanto no exterior com a música Meia lua inteira. Aventurou-se como compositor, conquistou o Troféu Caymmi, um dos mais importantes da música baiana, e rodou o mundo com João Gilberto, Djavan e João Bosco. Talentosíssimo, porém, bastante polêmico. E isso assustava até os fãs mais fiéis.

Lembro dele à frente da Timbalada, ainda na década de 90, quando projetou a banda nacional e internacionalmente. Elevou a autoestima do Candeal, onde nasceu, e norteou a vida de muitos jovens do bairro, onde ainda desenvolve projetos sociais.

Conheci um jovem timbaleiro em terras sergipanas, onde nos tornamos amigos. Numa ocasião, já em Itabuna, contou-me que o cantor estava em clima de despedida da Timbalada. Quando questionei o seu futuro na banda, respondeu-me que ficaria onde o Cacique determinasse, e toca na banda solo de Carlinhos Brown até hoje.

Confesso que fiquei surpresa com tamanha devoção, já que o cantor que eu conhecia, até então, era exagerado em tudo: ele gritava demais, pulava demais, xingava demais, era alvo de críticas, vaias etc.

Mas foi a partir do Projeto Tribalistas, um trabalho desenvolvido com Marisa Monte e Arnaldo Antunes, em 2002, que Brown começou a amadurecer. Prêmios, milhões de cópias vendidas e um homem mais comedido, num tom de voz mais baixo e frases conectadas entre si.  Acho que de lá para cá ele só cresceu profissionalmente: carreira internacional com base sólida na Europa, shows, produções de discos, de trilhas para espetáculos de dança, filmes, dentre outras produções.

Se a indicação ao Oscar fosse em 1998, ano em que Carlinhos ficou nu em cima de um trio elétrico no Carnaval de Salvador, o Brasil teria ficado tenso, receoso do que ele poderia “aprontar”. Mas Brown amadureceu. E provou isso quando disse à imprensa, antes de partir para Los Angeles, que o prêmio era um grande acontecimento, mas uma festa de outro país, e que a sua realidade era o chão da Bahia. Talvez estivesse prevendo a sabotagem da qual foi vítima no tão sonhado tapete vermelho. Salve Brown!

VICE VITALÍCIO

Em consequência da final da Taça Guanabara, na qual o Vasco mais uma vez não teve sorte e terminou com mais um vice-campeonato no currículo, o que não falta é gozação dos adversários. Nas redes sociais, circula até uma “Resolução da Presidência” da CBF, cujo número é, claro, 171.

Diz o “documento” que o alvinegro passa a ser reconhecido como “vice em qualquer competição que participar, não podendo ser mais sacaneado pelos torcedores dos outros times de futebol”. Informa ainda que “se persistirem as gozações, fica caracterizado bullying por parte dos torcedores rivais”.

Publique-se, intime-se e cumpra-se!

JORNAL DESTACA DEGRADAÇÃO DO CACHOEIRA

A intensa degradação do Rio Cachoeira é destacada em matéria que saiu nesta segunda-feira, 23, no jornal A Tarde, de Salvador. A repórter Ana Cristina Oliveira ouviu pescadores, lavadeiras e areeiros, que já tiveram sua sobrevivência dependente do rio, mas hoje relatam um quadro de desilusão, pobreza e até de fome em comunidades itabunenses como Ferradas, Nova Itabuna e Bananeira.

A história da ligação entre o rio, seus personagens e o desenvolvimento de Itabuna, é contada no documentário “Memórias do Rio Cachoeira”, dirigido por Victor Aziz.

O Cachoeira hoje, lamentavelmente,  é só memória…

SABACUZINHO

Nosso repórter rodoviário, Cláudio Rodrigues, imaginou coisas ao passar pela estrada que liga Porto Seguro a Santa Cruz Cabrália e deparar com esta placa, que indica o rio Sabacuzinho. Ao sujeito de mente conspurcada parecem águas de duplo sentido, mas o Sabacuzinho é, como está claro, um carinhoso diminutivo do Sabacu, que vem a ser um dos nomes pelos quais é conhecida uma ave simpática, o socó.

Fora essa questão etmológica, faz-necessário informar que o Sabacuzinho é um dos mais importantes rios da zona norte de Porto Seguro, fazendo parte da bacia do Buranhém.

Claudinho, que não perde tempo, já projetou um comercial da cerveja Devassa com sua garota-propaganda, a ex-santinha Sandy, a deleitar-se no Sabacuzinho com uma loira gelada na mão.

É cheio de ideia esse repórter…

AS ESCOLAS E SEUS ASSASSINOS

Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

 

Tratam a educação de maneira empírica e irresponsável, fazendo experiência com a vida alheia. São verdadeiros futuricidas, que vêm destruindo várias gerações.

 

A atitude insana de Wellington Menezes colocou o Brasil no mapa dos crimes cometidos por psicopatas em escolas, ceifando vidas de crianças indefesas. O massacre de Realengo assombra e revolta toda a sociedade, que compartilha a dor de familiares e amigos diante da tragédia. O país sangra e chora.

Tudo já se falou sobre o crime brutal e, diante do estupor, há quem pense em transformar escolas em espécies de bunkers inexpugnáveis, separadas de um mundo terrível e assustador. É a resposta do medo, não da razão.

A escola, como disse o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, é espaço de interação com a comunidade. Pelo menos na teoria.

Aproveitando a deixa do prefeito carioca, que tal fazer com que as escolas se tornem efetivamente aquele espaço de interação, aprendizado e desenvolvimento humano? Que tal os governos passarem a se preocupar de verdade com o que está acontecendo nos estabelecimentos de ensino?

Após a barbárie em Realengo, a cúpula da política do Rio de Janeiro “entrou” na escola. Os homens do poder deveriam entrar nelas mais vezes e talvez pudessem se chocar com uma realidade que certamente devem conhecer, mas só de ouvir falar.

Do Rio para Itabuna, no sul da Bahia. Em certas escolas municipais desta cidade, alguns alunos são liberados para casa mais cedo, porque não há merenda para todos. Pelo menos uma delas, no bairro Califórnia, usa o seguinte critério: os estudantes que moram mais perto saem primeiro. Com fome.

Em casa, muitas dessas crianças também não têm o que comer e ainda encontram pais brutalizados pela miséria, quando não pelo vício em álcool e drogas como o crack. Relatos de professoras dão conta de que há crianças que choram desesperadamente na hora da volta para casa, temendo o que as espera. Não vivem num lar, mas em um inferno cotidiano que lhes retira tudo o que deveria fazer parte de uma infância: a alegria, as brincadeiras, a segurança, o exemplo, os sonhos.

Do portão para dentro, além de faltar merenda, também não há estímulo, principalmente financeiro, para que os professores desenvolvam um trabalho de melhor qualidade.

Em Itabuna, utiliza-se o método de ensino por ciclos de aprendizagem, sem o devido funcionamento das classes de integração. Alunos são aprovados sem aprender, apenas porque as estatísticas devem mostrar a redução dos índices de repetência. Muitos chegam à sexta série sem saber ler, mas o sistema segue registrando seus “progressos”.

Muito antes de Wellington Menezes, já se falava em alunos agressores e homicidas nas escolas, em professores ameaçados e assassinados (houve casos recentes em Itabuna), na venda de drogas e trânsito de armas dentro dos estabelecimentos de ensino. Em vários deles, o clima é de medo e não é de hoje.

Os sinais de que o sistema educacional brasileiro está falido já foram dados há muito tempo, mas as autoridades se negam a reconhecê-los ou não dão importância. Tratam a educação de maneira empírica e irresponsável, fazendo experiência com a vida alheia. São verdadeiros futuricidas, que vêm destruindo várias gerações.

Antes do assassino Wellington Menezes, muita gente puxou e continuará puxando o gatilho que condena tantos filhos deste país. Seja à morte cruel e prematura, seja a uma vida que muito se assemelha a isso.

 

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros responsáveis pelo Pimenta e também escreve no Política Etc.










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