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:: ‘Roberto de Souza’

ESPOSA DE VEREADOR PRESIDIRÁ A FICC

A advogada Sandra Pontes, esposa do vereador Roberto de Souza (PR), é a nova presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). A posse ocorreu há pouco, no gabinete do prefeito Capitão Azevedo, informa o Políticos do Sul da Bahia. Sandra substitui o escritor Cyro de Mattos, que resistiu na presidência da fundação por dois anos e oito meses e sob intensas críticas do meio artístico.

A mudança contempla o PR e, ao mesmo tempo, o vereador Roberto de Souza, antes adversário ferrenho do capitão. Numa entrevista ao PIMENTA, Souza explicou que ninguém lhe ofereceu um ombro amigo quando diante dos intensos bombardeios do inimigo Ruy Machado, hoje presidente da Câmara, e do advogado Carlos Burgos, homem da articulação política do governo. E bateu firme em antigos aliados, o ex-prefeito Geraldo Simões e o vereador Wenceslau Júnior.

FICC TERÁ NOVO PRESIDENTE

Encontra-se na mesa do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, o pedido de exoneração do poeta Cyro de Mattos da presidência da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). Segundo informações obtidas pelo PIMENTA, o autor de “Vinte Poemas do Rio” alegou motivos de saúde para pedir o boné.

Azevedo ainda não se manifestou sobre o pedido, mas é liquido e certo que aceitará sem resistência e até com alívio. O cargo de presidente da Ficc será preenchido por indicação do vereador Roberto de Souza (PR), o mais novo aliado do governo municipal.

GERALDO REBATE CRÍTICA DE ROBERTO DE SOUZA

GS: "Nós nos afastamos de Roberto ao perceber sua aproximação com o governo Azevedo"

O vereador Roberto de Souza, do PR de Itabuna, foi entrevistado neste sábado, 21, pelo PIMENTA e revelou ressentimentos com alguns ex-companheiros. Ex-primeiro-secretário do legislativo itabunense, Roberto acha que foi abandonado, e aponta o deputado federal Geraldo Simões (PT) e o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) como alguns dos que lhe viraram as costas nos momentos de dificuldade.

Nesta segunda-feira, 23, o PIMENTA conversou com Geraldo Simões, que nega veracidade à queixa do republicano. Segundo GS, o PT somente afastou-se de Roberto quando percebeu a aproximação dele com o prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM). Algo à primeira vista complicado, já que o governo Azevedo alimentou o bombardeio contra o vereador, embora hoje se saiba que desde aquela época Roberto já procurava o suporte da Prefeitura para não sucumbir politicamente. Essa, pelo menos, é a tese do deputado.

Geraldo disse ainda que apoiou as duas últimas eleições do vereador e, na última delas, em 2008, chegou a preterir nomes do PT e indicar fortes cabos eleitorais (João Marcos de Lima, da 7ª Dires, teria sido um deles) para pedir votos para Roberto.

“Ele não pode me acusar de traição”, afirma o petista.  Ele lembrou ainda que dois irmãos de Roberto (Saulo e Carlos Pontes de Souza, respectivamente, no Derba e na Embasa) ocupam altos cargos no governo Wagner, enquanto o “brother” vereador se alia à administração municipal do DEM.

Confira a entrevista

AZEVEDO ESCOLHIDO O “JUDAS DO ANO”

O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM), foi eleito o Judas Iscariotes do ano, bem à frente de figuras como o prefeito ilheense Newton Lima (PSB), o deputado federal Geraldo Simões (PT) e o governador Jaques Wagner (PT). O “desempenho” neste ano repete 2010, quando também foi o escolhido.

O segundo mais “bem” votado foi o deputado estadual Coronel Santana (PTN). A escolha está ligada à sua defesa pela anexação do bairro universitário do Salobrinho ao município de Itabuna. Ilheenses dizem que Santana é “traidor” das causas regionais.

Mereceram destaque na “corrida” pelo título de Judas do Ano, também, os vereadores itabunense, os mais citados foram, pela ordem, Ricardo Bacelar (PSB), Roberto de Souza (PR) e Clovis Loiola (sem partido). Entre os edis ilheenses, destaque para os “traíras” Alisson Mendonça (PT) e Jailson Nascimento (PMN).

DIDI E A PRIMEIRA SECRETARIA DA CÂMARA

Didi pediu pra sair

Uma das mais intensas brigas políticas recentes em Itabuna se deu em torno da primeira-secretaria da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores. O cargo foi durante várias gestões comandado pelo vereador Roberto de Souza (PR), que perdeu a cadeira com a ascensão de Ruy Machado (PRP) à presidência.

Fala-se que antes houve um acordo para Roberto continuar na primeira-secretaria, mas na hora de registrar a chapa na Secretaria Parlamentar, o nome do vereador do PR não constava. Deu confusão, bate-boca, briga na justiça.

Pois agora, de repente, o vereador Didi do INSS (PDT), atual primeiro-secretário, decidiu abrir mão do cobiçado cargo, que tem a atribuição de administrar o funcionamento da casa, celebrar contratos, assinar pagamentos. Ou seja, trabalha com aquilo que os políticos muito apreciam: dinheiro.

Para a plateia, o discurso é de que a primeira-secretaria exige dedicação em tempo integral e Didi não possui tanta disponibilidade. Ele diz que este será seu último mandato e quer levá-lo em ritmo suave e pouco trabalhoso. Uma sessãozinha às quartas e olhe lá.

Nos bastidores da Câmara, porém, a versão é de que Didi acha que Ruy Machado concentra poderes e controlou com mão de ferro a nomeação dos cargos da Mesa. O primeiro-secretário sentiu-se sem “margem de manobra” e não topou ir pra briga, preferindo pedir o boné.

Informação colhida pelo PIMENTA dá conta de que o vereador Claudevane Leite (PT) é o mais cotado para substituir Didi no cargo de primeiro-secretário.

CÂMARA REABRE TRABALHOS AMANHÃ

A Câmara de Vereadores de Itabuna inicia nesta terça-feira, 15, às 14 horas, os trabalhos ordinários da atual legislatura. A sessão será comandada pelo novo presidente da Casa, Ruy Machado (PRP). A nova gestão terá como principal desafio superar a mancha provocada pela administração de Clovis Loiola (PPS), acusado de desvios que superam a casa dos R$ 4 milhões.

Na próxima sexta, 18, o Ministério Público estadual ouvirá o ex-diretor de Recursos Humanos da Câmara, Kléber Ferreira. O ex-diretor promete abrir o bico e revelar como o ex-presidente manejava o dinheiro da Casa. Até agora, já foram ouvidos os vereadores Clovis Loiola (PPS), Roberto de Souza (PR) e Ricardo Bacelar (PSB), que integravam a Mesa Diretora, e os ex-diretores Alisson Cerqueira e Eduardo Freire.

LOIOLA E ROBERTO SÃO OUVIDOS PELO MP

Roberto de Souza e Loiola

O vereador Clóvis Loiola (PPS), ex-presidente da Câmara de Itabuna, e seu colega Roberto de Souza (PR) foram ouvidos nesta segunda-feira, 07, pelo Ministério Público. A audiência faz parte do processo que apura desvios milionários no legislativo municipal.

Loiola foi apontado como responsável pelo “desaparecimento” de pelo menos R$ 2 milhões da Câmara. Parte do dinheiro foi desviada num esquema que envolvia a empresa Mosaico Fábrica de Resultados, que recebia R$ 47 mil mensais do legislativo. Desse dinheiro, R$ 7 mil era a comissão da empresa e o restante era devolvido ao então chefe de gabinete de Loiola, Eduardo Menezes. Este, por sua vez, afirmou que repassava os valores ao ex-presidente.

Roberto de Souza, que era primeiro-secretário da Câmara à época dos fatos, foi considerado omisso, mesmo enquadramento dado ao vereador Ricardo Bacelar (PSB), que será ouvido nesta terça-feira, 8, às 10 horas da manhã.

Também foram ouvidos nesta segunda-feira, Eduardo Menezes e o ex-diretor administrativo da Câmara, Alisson Cerqueira. Já o ex-chefe do setor de Recursos Humanos, Kleber Ferreira, apresentou atestado médico e conseguiu ser liberado do depoimento.

“LOIOLAGATE”: BACELAR DEPÕE NA 6ª

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Loiola, Roberto e Bacelar serão ouvidos pelo Ministério Público (Montagem Pimenta).

A promotora pública Thiara Rusciolelli começa a ouvir nesta sexta-feira, 14, os envolvidos no “Loiolagate”. O primeiro a depor na sede do Ministério Público estadual em Itabuna é o ex-segundo secretário da Mesa da Câmara de Vereadores, Ricardo Bacelar (PSB), às 14h.

A reportagem do PIMENTA entrou em contato com o vereador, mas Bacelar disse ter sido orientado a não falar. A orientação partiu do advogado contratado para defendê-lo. No dia 16 de dezembro, a promotora Thiara Rusciolelli pediu o afastamento preventivo do vereador Ricardo Bacelar e dos colegas de legislatura Roberto de Souza (PR) e Clovis Loiola (PPS).

Contra Loiola pesam acusações de desvios de recursos e fraude em licitações. Souza e Bacelar são acusados, no mínimo, de omissão diante das delitos que podem ter sangrado os cofres públicos em mais de R$ 1 milhão.

O escândalo de corrupção no legislativo itabunense ficou conhecido como Loiolagate. A promotoria pública aguarda para a próxima semana a decisão da Justiça sobre o pedido de afastamento dos três vereadores e de indisponibilidade dos bens do trio, de empresas envolvidas no caso de corrupção e de três ex-assessores da Casa.

PREPARA A CANELA

Esse modelo é meio suspeito, mas intimida

O vereador Roberto de Souza (PR) não compareceu à posse de Ruy Machado na presidência da Câmara de Itabuna, nesta segunda-feira, 3, mas nem por isso escapou das piadinhas do plenário. Muita gente lembrou que, numa longa experiência de três mandatos no legislativo, foram bem poucas as ocasiões em que Roberto não ocupou cargo relevante na mesa diretora.

Há pelo menos três presidências, o vereador vinha exercendo a cobiçada função de primeiro-secretário, que é uma espécie de gerente da casa, por quem tudo passa. O cargo agora será ocupado pelo vereador Edvaldo Reis Fonseca, o “Didi do INSS”.

Roberto, a partir de hoje, muda de uma sala ampla e bem equipada para outra menor, igual à dos vereadores chamados na gíria da Câmara de “canelas secas” (traduza por “sem privilégios”).

Na sessão de ontem, um gaiato falava que compraria um par de caneleiras par dar de presente ao vereador do PR.

RUY É ELEITO PRESIDENTE DA CÂMARA

Gerson e Ruy (à direita) comemoram eleição (Foto View Sílvio).

Por 9 votos a 1, o vereador Ruy Machado (PRP) foi eleito o novo presidente da Câmara de Itabuna em disputa encerrada há pouco no plenário. Ele tomará posse na próxima segunda, 3, às 9h, em substituição a Clovis Loiola (PPS). Apesar de adversário de Ruy, Loiola acabou sendo o décimo voto do novo presidente.

Os vereadores Roberto de Souza (PR), Milton Gramacho (PRTB) e Raimundo Pólvora (PPS) abandonaram o plenário na hora da votação. O novo presidente assume tendo o compromisso de “moralizar” a Câmara e construir a sede do legislativo.

A chapa vencedora ainda é composta por Gerson Nascimento (PV) na vice, Didi do INSS na primeira secretaria, Milton Cerqueira na segunda secretaria e o petista Claudevane Leite assume a terceira secretaria. Rose Castro (PR) assume a terceira vice-presidência.

Ruy Machado foi eleito após uma intensa disputa judicial. Ele havia sido escolhido presidente em um pleito ocorrido há quase um mês e considerado irregular pela Justiça, que determinou nova disputa.

Do outro lado estava Roberto de Souza (PR), escolhido para a presidência da Casa em 5 de junho de 2009. A eleição também foi considerada irregular.

JUSTIÇA MANTÉM NOVA ELEIÇÃO NA CÂMARA

O juiz Érico Bastos, da Vara Cível e da Fazenda Pública, manteve para amanhã (31), às 9h30min, a eleição que vai escolher a nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Itabuna. O magistrado indeferiu o pedido de embargos de declaração do grupo do vereador Roberto de Souza (PR).

Os embargos foram contra a decisão do juiz Wilson Gomes, que, na terça-feira (29), havia decidido pela anulação das eleições de junho de 2009 e a de novembro deste ano e que apontaram, respectivamente, Roberto de Souza e Ruy Machado (PRP) para a presidência da Casa.

“COM LOIOLA, TODOS VIRAMOS LADRÕES”

Para o vereador Ruy Machado (PRP), que nesta sexta-feira, 31, disputa a presidência da Câmara de Itabuna, o atual presidente Clóvis Loiola (PPS) fez com que todos os membros do legislativo municipal passassem a ser vistos pela população como ladrões.

A declaração foi feita durante entrevista do vereador no programa Cacá Ferreira (Rádio Nacional). Machado se referia aos escândalos em série produzidos na gestão de Loiola, os quais foram identificados por uma Comissão Especial de Inquérito e levaram o Ministério Público a pedir o afastamento do presidente da Câmara, além do primeiro-secretário Roberto de Souza (PR) e do segundo-secretário Ricardo Bacelar (PSB).

“A gestão de Loiola fez com que todos os vereadores se tornassem ladrões, aos olhos da população”, comentou o vereador. Ele acrescentou ainda que, no seu caso, “um idoso”, isso “não fica bem”.

MACHADO PEDIU NOVA ELEIÇÃO E LOIOLA NEGOU

Loiola, Roberto de Souza e Ruy Machado: três personagens de uma ópera-bufa na Câmara de Itabuna

O primeiro-secretário da Câmara de Vereadores de Itabuna, Roberto de Souza (PR), “fez a festa” no plenário na tarde desta terça-feira, 21. Isto porque o presidente do legislativo, Clóvis Loiola (PPS), negou o requerimento apresentado por um bloco de oito vereadores para que fosse realizada nova eleição da mesa diretora.

O resumo da ópera:

Roberto de Souza alterou o Regimento Interno e foi eleito em meados de 2009 para comandar a Câmara no biênio 2011-2012. Posteriormente, houve nova emenda ao Regimento e decidiu-se pela nova eleição. Montada a chapa com o vereador Ruy Machado (PRP) na cabeça, Souza se aliou a Loiola para boicotar a eleição.

Ainda assim, um grupo de oito vereadores -Ruy Machado à frente – realizou a eleição “na tora”, no dia 30 de novembro passado, inclusive forçando a entrada no plenário. Machado foi eleito, mas sua vitória é questionada.

Roberto de Souza, agora com o apoio do ex-inimigo Loiola, reivindica a condição de presidente eleito e afirma que tomará posse em 2011. Machado diz o mesmo, mas – confiante na maioria de que dispõe – protocolou o requerimento com o pedido de nova eleição. Para ele, seria apenas uma questão de reprisar a vitória, agora até mais folgada, porque conta com o apoio de mais um vereador: Solon Pinheiro (PSDB).

Mas Roberto de Souza sustenta que Machado, ao propor a nova eleição, reconheceu que a sua vitória foi construída de maneira ilegítima. E, como Loiola não aceitou o requerimento, o primeiro-secretário declarou hoje no plenário que será ele o empossado presidente ano que vem.

É briga feia, que está longe de terminar e, pior, não terá vencedores. Todos os vereadores já estão derrotados por montarem a maior presepada em série já vista na história da política itabunense.

“LOIOLAGATE”: PROMOTORA PEDE BLOQUEIO DE BENS DE VEREADORES, EX-DIRETORES DA CÂMARA E DONOS DE EMPRESAS

Na ação em que pede o afastamento de vereadores da Câmara de Itabuna (reveja aqui), a promotora pública Thiara Rusciolelli também requer a indisponibilidade dos bens de Clovis Loiola (PPS), Roberto de Souza (PR) e Ricardo Bacelar (PSB).

O pedido de indisponibilidade atinge os ex-diretores da Câmara Kleber Ferreira, Alisson Cerqueira e Eduardo Freire, além dos sócios-diretores das empresas Mozaico – Fábrica de Resultados, Wilma Suely Monteiro Gomes, DMS-Serviços de Portaria e Robson Nascimento da Silva.

Todos os nomes foram investigados pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta para apurar esquema de corrupção na Câmara de Itabuna. O relatório da CEI recomendou a cassação do mandato do vereador e presidente da Casa, Clovis Loiola, e citou Roberto de Souza como omisso na fiscalização dos atos da presidência.

Roberto é primeiro-secretário da Câmara. Bacelar é segundo secretário e foi um dos nomes apontados como envolvidos no esquema de desvio de dinheiro na Casa, segundo Loiola. Tanto Roberto como Bacelar negaram que tivessem participação nas empresas fantasmas que ganharam contratos suspeitos e com licitação realizada somente após contratação e pagamento de serviços às mesmas.

Das empresas citadas, a Mozaico – Fábrica de Resultados teria sido, conforme investigações, a que mais foi utilizada nos desvios de recursos. Ela era dona da conta de publicidade da Casa e recebia R$ 47 mil mensais, valor que seria para cobrir anúncios institucionais e comissão da agência.

De acordo com o ex-diretor administrativo da Câmara, Eduardo Freire, a agência assegurava uma mesada de, pelo menos, R$ 10 mil ao presidente Clovis Loiola.

O relatório foi entregue ao Ministério Público na semana passada, dias após o Grupo de Ação Comunitária (GAC) e a OAB-Itabuna irem à promotoria reforçar as denúncias e pedir punição contra os envolvidos no esquema milionário de desvio de dinheiro público.

“O Ministério Público foi ágil nesse momento muito triste para Itabuna”, diz o coordenador do GAC, Cléber Moreira Lima. “Agora, ficamos na expectativa do despacho do juiz [Gláucio Klipel]”, disse.

Às 16h30min – Por meio da Assessoria do MP, a promotora aponta que os desvios ocorriam utilizando-se de mecanismos como licitação fraudulenta, empréstimos consignados e contratação indevida de servidores. A promotora também acrescenta que pessoas estranhas ao quadro funcional recebiam diárias da Câmara, como é o caso de Poliana Nascimento, esposa do presidente Clovis Loiola.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE AFASTAMENTO DE LOIOLA, ROBERTO DE SOUZA E RICARDO BACELAR

EM PRIMEIRA MÃO

Loiola, Roberto e Bacelar são investigados pelo Ministério Público (Fotomontagem Pimenta).

A promotora Thiara Rusciolelli ingressou, nesta manhã de quinta-feira (16), com pedido de liminar para que a Justiça afaste, preventivamente, os vereadores Clovis Loiola (PPS), Roberto de Souza (PR) e Ricardo Bacelar (PSB). O Ministério Público estadual investiga um esquema de corrupção que teria desviado, pelo menos, R$ 1 milhão da Câmara de Vereadores de Itabuna.

O pedido deverá ser julgado pelo juiz da 2ª Vara Cível e da Fazenda Pública, Gláucio Klipel. Loiola é o presidente da Câmara e Roberto de Souza e Ricardo Bacelar ocupam, respectivamente, a primeira e a segunda secretarias da Mesa Diretora do legislativo.

A promotoria iniciou na semana passada as investigações sobre o “Loiolagate”, como ficou conhecido o esquema de desvio de dinheiro do legislativo por meio de empresas fantasmas, notas frias e obtenção de crédito consignado por meio fraudulento.

Quatro empresas foram utilizadas para drenar recursos públicos na Câmara. Vereadores também são citados num esquema de adulteração de contracheques para aumentar a margem consignável de empréstimos tanto dos parlamentares como de assessores. Em alguns casos, o crédito concedido era 340% superior ao permitido por lei.

Além dos três vereadores, a promotora cita no pedido liminar apresentado ao juiz Gláucio Klippel o afastamento dos já exonerados ex-diretores Alisson Cerqueira e Kleber Ferreira. Na semana passada, a promotora Thiara Rusciolelli recebeu das mãos do relator da CEI do Loiolagate, Claudevane Leite (PT), as conclusões da investigação feita pela Câmara.

A subseção da OAB-Itabuna disse que a decisão do Ministério Público é importante para dar uma resposta à sociedade e restabelecer a moralidade no legislativo. “Não esperávamos outra atitude da promotora, que nos prometeu agilidade nas investigações de corrupção na Câmara. Agora, esperemos a decisão da Justiça”, disse o presidente da OAB-Itabuna, Andirlei Nascimento. A promotora foi procurada, mas estava em horário de almoço.

JUDICIÁRIO EXTINGUE PROCESSO SOBRE ELEIÇÃO DE ROBERTO DE SOUZA

Machado já experimenta o terno da posse, mas sua situação é incerta

Em resposta à ação movida pelos vereadores Ruy Machado (PRP) e Rose Castro (PR), contra a eleição do colega Roberto de Souza (também do PR) para a presidência da Mesa Diretora da Câmara de Itabuna, o judiciário “decidiu não decidir”.

O pronunciamento do titular da 2ª Vara Cível e Fazenda Pública dá conta de que, como houve uma segunda eleição, na qual Ruy Machado foi eleito presidente, ocorreu o que se chama em linguajar jurídico de perecimento do objeto. O entendimento é o de que, escolhido novo presidente, a eleição anterior estaria automaticamente anulada.

Machado comemora, mas esse pronunciamento não exclui a possibilidade de que outra ação, que venha a questionar a legalidade da eleição do próprio vereador do PRP, resulte em uma eventual anulação desta. Ou seja, a situação do presidente eleito é insegura.

O caso pode caminhar para o que a maioria considera mais coerente: uma terceira eleição.

A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DE ITABUNA

Loiola (atual presidente), Roberto de Souza e Ruy Machado - protagonistas em um cenário político macabro

A poucos dias de 2011, ninguém sabe ao certo quem será o presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna. Dois reivindicam o comando da casa: Roberto de Souza (PR), eleito com grande antecedência graças a uma mexida no Regimento Interno da Casa, e Ruy Machado (PRB), escolhido em 30 de novembro passado, após outra futucada nas regras do jogo e na fechadura do plenário, que havia sido trancado para impedir a eleição.

Indagada sobre o imbróglio, a secretária parlamentar Margareth Brandão, grande conhecedora do legislativo itabunense, não titubeia. Segundo ela, as duas eleições estão irregulares e, portanto, devem ser anuladas para que uma terceira decida quem será o presidente. Considere como uma espécie de tira-teima.

Para se ver a que nível de esculhambação chegou a política local…

A BANCADA DOS GAZETEIROS

Do Trombone

Nunca se soube do vereador Ruy Machado que este fosse um exemplo de assiduidade nas sessões plenárias da Câmara de Itabuna. Agora, líder de uma bancada que se autodenomina “independente”, parece que expande seus conhecimentos gazeteiros aos liderados, que também, de uma hora para outra, deram para faltar às sessões.

A de hoje, por exemplo, seria para iniciar a discussão da lei orçamentária de 2011, mas só apareceram no Plenário Raymundo Lima quatro vereadores: o atual presidente Clóvis Loiola, o presidente eleito Roberto de Souza, Raimundo Pólvora e o líder do governo Milton Gramacho.

Aliás, parte da bancada “independente” foi vista no edfício Módulo Center, famoso centro médico, empresarial e abrigo de grandes escritórios advocatícios. É lá também onde se instala o escritório da estatal baiana do gás natural, a BahiaGás, comandada pelo PC do B.

Por coincidência, o vereador Ruy Machado se fazia acompanhar, na hora da sessão, no edfício Módulo Center, pelo colega comunista Wenceslau Júnior e os dois advogados que patrocinam sua defesa na tentativa de derrubar Roberto de Souza da Mesa da Câmara – Ruy é o segundo eleito para o mesmo cargo no singular legislativo itabunense. Todos assessorados, ainda, pelo secretário demissionário da Administração, Sargento Gilson.

Olha o exemplo, “presidente”!

NÃO É BEM ASSIM…

Na última segunda, falávamos aqui da quase-eternidade do vereador Roberto de Souza (PR) no cargo de primeiro-secretário da Câmara de Itabuna. Ele estaria há 12 anos num dos principais assentos da mesa diretora da “Casa (que não é) do Povo”.

Ex-presidente da Câmara, Emanoel Acilino (PT) lembra que nos seus dois anos de gestão teve como primeiro-secretário Geraldo Barbosa (“Gegéu”), já falecido. Ou seja, o reinado de Roberto sofreu interrupção entre 2003 e 2004, embora o dublê de radialista e vereador tenha ocupado a segunda secretaria neste período – cargo menos pomposo, mas que tem lá sua serventia…

“NÃO QUERO ME ETERNIZAR NO CARGO”, DIZ ROBERTO

O vereador Roberto de Souza pode, após 12 anos, ficar sem a primeira secretaria da Mesa Diretora da Câmara. Ele não abriu mão do cargo. Talvez seja ejetado por uma aliança de oposicionistas e governistas, sem a sua participação.

O “alvo”, porém, observa: “eu abriria mão do cargo para qualquer um em quem eu confiava”. E cita os nomes de Claudevane Leite, Ricardo Bacelar e Wenceslau Júnior. Observe o leitor que o verbo confiar foi usado por Roberto no passado.

Vereadores dizem que o primeiro-secretário assinou papel em branco para a composição da chapa porque imaginava ser – o próprio! – mantido no cargo na futura Mesa, para o período 2011-2012.

Roberto diz que o acordo não foi esse. “Conversei que os cargos de primeiro e segundo secretários tinham que ficar nas mãos do bloco independente. Isso não foi cumprido”. Ao saber da mudança de planos, o vereador subiu a rampa da Câmara e rasgou o papel em branco.

Num papo em que revelou estar magoado com os colegas de “oposição”, Roberto disse não querer se eternizar no cargo. “Eu não quero. Assim como afirmo que não tenho acordo com Loiola e Milton Gramacho. O que fizemos foi alertá-los para o erro na tramitação das mudanças no Regimento Interno”.

Sobre o necessário cancelamento da eleição da nova Mesa Diretora, o ainda primeiro secretário faz troça: “levaram a orquestra e esqueceram do maestro”, diz, numa alusão clara ao conhecimento que tem no Regimento Interno da Câmara. “Faço política com a cabeça”, emenda.

NOVA ELEIÇÃO DA CÂMARA É CANCELADA

A nova eleição da mesa diretora da Câmara de Itabuna, que estava marcada para esta terça-feira (30), foi cancelada em mais um triste capítulo da bagunça na qual se transformou o legislativo municipal. A presidência da Casa aceitou os argumentos do primeiro secretário, Roberto de Souza, reconhecendo irregularidades na tramitação do projeto que alterou o Regimento Interno da Câmara.

A Casa teria aprovado apenas as emendas ao projeto de resolução que cancelava a eleição realizada em 5 de junho do ano passado e que dava a presidência da Mesa ao vereador Roberto de Souza (PR).

A nova decisão é vista como resultado de uma aliança entre os vereadores Clóvis Loiola (PPS), Milton Gramacho (PRTB) e Roberto. Ele nega e diz que, “ao contrário de muitos”, conhece o Regimento Interno e fez ver os erros cometidos.

Na última sexta, a maioria absoluta dos vereadores se reuniu num restaurante na rodovia Ilhéus-Itabuna e decidiu pela composição de uma chapa que tem Ruy Machado (PRP) como presidente. Essa chapa teria, pelo menos, 9 dos 13 votos (relembre aqui). Caso não haja mobilização para corrigir os erros de tramitação da matéria, a chapa encabeçada pelo vereador Roberto de Souza – eleita por antecipação em 2009 – poderá assumir o comando da Câmara.

SENA CRITICA “BALCÃO DE NEGÓCIOS” NA CÂMARA

Luís Sena exerceu mandato de vereador de Itabuna por 12 anos (1997-2008). É com a visão de quem esteve no legislativo por tanto tempo que o cururu define como “lamentável” o quadro hoje visto na “Casa do Povo”.

– É lamentável tanto pela [baixa] produção de projetos e proposituras quanto pela qualidade das discussões. Deixa muito a desejar. Para complementar, ainda temos estas denúncias de malversação.

Sena, presidente de honra do PCdoB itabunense, faz críticas duras ao presidente da Câmara, Clovis Loiola (PPS), que “aproveitou para fazer essa coisa toda que está aí”. Loiola é acusado de pilotar um esquema que desviou mais de R$ 1 milhão dos cofres da Câmara e deverá ser julgado pelo Conselho de Ética do legislativo.

O relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do “Loiolagate” apontou o presidente da Casa como responsável pelo esquema de corrupção e citou o primeiro secretário Roberto de Souza (PR), por ter se omitido no papel de fiscalizador dos atos do presidente.

Embora descrente, o ex-vereador enxerga uma luz no fim do túnel para atual legislatura, caso a nova Mesa Diretora que assume em janeiro tiver o “compromisso de resgatar o papel ético e de respeito à coisa pública”. E compara: “Nem com Pedro Egídio [ex-presidente da Câmara] se viu tantos escândalos, não se chegou a esse nível de hoje no Legislativo”.

Sena critica a submissão da Câmara ao prefeito Capitão Azevedo (DEM) e diz que “a comunidade tem que lembrar que vereador joga papel importante na defesa dos interesses da sociedade”.

Para ele, os partidos têm o dever de qualificar melhor seus quadros e os nomes oferecidos para a disputa legislativa. E afirma que não dá mais para votar em vereador simplesmente porque é do bairro ou fez um favor.

Sena acredita que dessa visão assistencialista nasce o vereador que faz do mandato “um balcão de negócios, quer ter boa relação com o prefeito e cargos na prefeitura”.

– Eu tentei nos meus mandatos afastar a ideia de que vereador é só pra fiscalizar. Tem de propor, puxar discussões, debater ideias. Por isso mesmo, meu nome chegou a ser cogitado para disputar a prefeitura [em 2008].

O É QUE É ISSO, ROBERTO?

Eleito presidente da Câmara de Itabuna, por antecipação, o vereador Roberto de Souza (PR) pisou no tomate ao indicar os seus nomes para a Comissão de Transição.

Dentre os escolhidos está o dentista Rodrigo Pontes de Souza da Silva. O jovem é sobrinho do hoje primeiro secretário e, possivelmente, presidente da Casa a partir de 1º de janeiro.

E por que possivelmente?

Porque hoje a Câmara se reuniu para decidir mudança no Regimento Interno que terá, como efeito prático, a anulação da eleição antecipada de Roberto de Souza, no ano passado.

A resolução que anula o pleito foi idealizada pelos governistas, a mando do secretário Carlos Burgos e do prefeito José Nilton Azevedo. Seria votada hoje, mas Roberto entrou com emenda e a discussão ficou para amanhã. Se aprovada, a resolução “mela” a eleição antecipada. E dá o comando da Casa, de bandeja, ao prefeito Capitão Azevedo e o secretário Burgos.

Em tempo: os cargos da Comissão de Transição, num total de seis, não são remunerados.

AZEVEDO REABRE BALCÃO DE NEGÓCIOS

Pólvora reverte exonerações.

Após exonerar todos os ocupantes de cargos comissionados indicados pelo vereador Raimundo Pólvora (PPS), o prefeito Capitão Azevedo (DEM) deu um cavalo de pau e já admite rever a decisão.

O vereador Raimundo Pólvora teve uma “preliminar” com Azevedo e este marcou uma conversa definitiva para amanhã, em seu gabinete, visando reacomodar as indicações do edil. “Houve uma conversa preliminar, de ajustes”, afirma o “canetado”.

Pólvora acredita que os exonerados voltem aos seus postos até a próxima segunda-feira, dependendo apenas da publicação das nomeações no Diário Oficial. “Tá tudo resolvido, foi apenas uma falha”, diz, sem apontar onde estava o “erro”.

Os comissionados da “asa” de Pólvora foram exonerados sem dó nem piedade por Azevedo na última sexta-feira, 3. O vereador foi saber das exonerações via Pimenta na Muqueca.

O prefeito quer “disciplinar” o edil e tê-lo sob redéa curta. Pólvora é um dos poucos fiéis ao vereador Roberto de Souza (PR), que enfrenta investigação e virou alvo do gestor municipal.

DRAGON – AO GOSTO DO CHEFE

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E AGORA, PSDB?

Marco Wense

Os tiros deflagrados pela campanha do tucano José Serra, tendo como alvo Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência da República, estão saindo pela culatra. Nenhum deles, até agora, nem de raspão atingiu a petista.

O problema é que Dilma Rousseff vem se transformando em uma inesperada surpresa, até mesmo para o presidente Lula. Os oposicionistas estão sobressaltados com o desempenho da ex-ministra no processo eleitoral.

Dilma, para o desespero do tucanato, está mais solta. Vem conquistando o seu próprio espaço. Já não depende tanto da “garupa” – palavra usada pela oposição – do maior cabo eleitoral da história republicana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma fatia do eleitorado, que faz sua opção de voto sem a influência de quem esteja apoiando o candidato, começa a caminhar em direção a Dilma. Para esses eleitores, que antes eram considerados indecisos, a petista tem luz própria.

Os marqueteiros da campanha de Serra estão perdidos diante de uma Dilma cada vez mais surpreendente, andando com seus próprios pés e com uma disposição para liquidar a fatura logo no primeiro turno.

Além de ter que enfrentar o impressionante poder de transferência de votos do presidente Lula, os tucanos se deparam com uma Dilma mais Dilma e menos Lula. Uma Dilma mostrando que tem competência para governar o Brasil.

SIGILO

De início é bom dizer que é preciso colocar na cadeia os responsáveis pela quebra do sigilo fiscal da filha do presidenciável José Serra (PSDB).

Os tucanos, no entanto, irresponsavelmente, ficam insinuando que o PT e a candidata da legenda ao Palácio do Planalto, a ex-ministra Dilma Rousseff, têm participação no escabroso caso.

Se ficar comprovado que o PT não tem nada com esse neo-escândalo, o candidato José Serra vai ficar na história da República como protagonista da maior surra eleitoral de todos os tempos.

Vale lembrar que a figura do “aloprado”, expressão usada pelo presidente Lula, é inerente a qualquer agremiação partidária. Os mensalões da vida estão aí, envolvendo os aloprados do PT, DEM, PMDB e PSDB.

O POLÊMICO BENÉ

Até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o jornalista Ederivaldo Benedito, mais conhecido como Bené, é um adepto fervoroso da polemicidade e da irreverência.

Sobre o imbróglio na Câmara de Vereadores de Itabuna, o polêmico Bené, na frente do programa “Bom Dia Bahia”, Rádio Nacional, tem três bombásticas opiniões: 1) o vereador Roberto de Souza, primeiro secretário da Mesa, busca o apoio político de Geddel e Fernando Gomes na tentativa de salvar seu mandato. 2) a futura presidência do Legislativo caminha para as mãos de Claudevane Leite, o Vane do Renascer. 3) Roberto de Souza só tem o apoio dos vereadores Raimundo Pólvora e do comunista Wenceslau Júnior.

A expectativa fica por conta de outras declarações de Bené em relação a outros vereadores e, principalmente, sobre a Comissão Especial de Inquérito (CEI), presidida por Milton Gramacho, da base aliada do prefeito José Nilton Azevedo (DEM)

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.








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