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:: ‘rosivaldo pinheiro’

DESAFIOS DE UMA DEMOCRACIA

Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

O Brasil e o mundo não aceitam a obscuridade como regra no exercício da governança, nem decisões que firam o estado democrático de direito e os tratados internacionais. A democracia exige a aceitação do contraditório e a tolerância às diferenças.

 

É perfeitamente compreensível a decisão democrática do voto. Sabemos que essa decisão ocorre, na maioria das vezes, por avaliações subjetivas do que por variáveis mensuráveis, embora o que os eleitores declamem seja que as escolhas estejam em sintonia com as propostas dos candidatos aos problemas que atingem a nossa vida individual e em comunidade. Fosse essa a verdadeira medida para a escolha, dificilmente teríamos na liderança das disputas e no pós-eleição tanta gente frustrando as expectativas dos eleitores Brasil afora.

No cenário atual, essa frustração leva a posicionamentos radicais. E parte significativa das pessoas parece, ultimamente, ter liberado os seus monstros interiores, o lado obscuro da personalidade – um espírito primitivo com um misto de irracionalidade, pondo em risco a nossa própria liberdade, face às tensões criadas por esses posicionamentos no ambiente social que nos cerca.

A discussão em curso exige um olhar mais aprofundado, uma superação do viés partidário quase sempre raso e fruto do maniqueísmo existente: o bem versus o mal. É preciso percebermos que o resultado das urnas por si só não garantirá ao eleito superar as divisões atualmente existentes.

Essa superação só se dará se o eleito conseguir se posicionar como líder representante de todos, condição necessária para que assuma o poder e seja revestido da autoridade que o cargo exige, adotando as prerrogativas necessárias e estabelecendo o conjunto de ações para a gestão do país num ambiente de normalidade, de paz social e com o devido respeito à independência e harmonia entre os poderes.

O Brasil e o mundo não aceitam a obscuridade como regra no exercício da governança, nem decisões que firam o estado democrático de direito e os tratados internacionais. A democracia exige a aceitação do contraditório e a tolerância às diferenças.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

TEMPO DE ESPERANÇA

Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Precisamos entender que não existirá ano novo se continuarmos a repetir os erros que cometemos no ano velho.

 

Estamos chegando ao final de 2017. Um ciclo importante aconteceu durante o trajeto percorrido nesses 365 dias. Caminhamos em estradas certas e incertas e vivenciamos a saga natural da vida: nascimento e morte.

Dia primeiro um novo itinerário nos será dado. Será um novo ciclo, a partida para uma nova missão, perspectivas e esperanças estarão no imaginário de todos nós. Teremos uma nova oportunidade para fazer uma autoavaliação e, se necessário, praticarmos mudanças. Precisamos identificar se nossa necessidade é usar mais o coração ou a razão.

Não podemos nos prender à ansiedade do futuro ao ponto de esquecermos o presente, deixando de viver os dois e acabando nos comportando como zumbis da nossa própria existência. Precisamos entender que não existirá ano novo se continuarmos a repetir os erros que cometemos no ano velho.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

ROSIVALDO DEIXA O PCdoB, APÓS 25 ANOS

Rosivaldo deixa o PCdoB, após 25 anos.

Rosivaldo deixa o PCdoB, após 25 anos.

O economista e ex-secretário de Indústria e Comércio de Itabuna, Rosivaldo Pinheiro, tornou pública, há pouco, a sua desfiliação do PCdoB, quando emitiu uma carta falando dos 25 anos no partido.

“Saio com os pés na probidade e a consciência nutrida pela certeza de não me calar diante dos equívocos observados na condução política do partido e no trato aos seus filiados (base partidária), o que veio piorando ao longo do tempo, sendo agravados durante o período de participação na última gestão municipal (2013-2016), tempo em que amadureci a decisão de me afastar.”

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Após 25 anos de filiado (dezembro de 1992) e quase 30 anos de lutas ao lado do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – ingressei ainda jovem, em 1984, no movimento estudantil e lutei para a estadualização da UESC desde 1988 –, comunico aos amigos, apoiadores, simpatizantes e toda a comunidade de Itabuna que não mais faço parte da referida agremiação política. Oficializei minha desfiliação no dia 24 deste mês.

Estive entre os mais votados para vereador de Itabuna nos pleitos eleitorais de 2008, 2012 e 2016, e contribuí de forma direta com todos os projetos eleitorais definidos pela direção partidária desde 1984.

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ROSIVALDO PINHEIRO ESTREIA “PONTO DE VISTA”, NA RÁDIO NACIONAL

Rosivaldo comandará programa na nacional.

Rosivaldo comandará programa na Nacional.

Rosivaldo Pinheiro estreia, neste sábado (26), seu novo programa na Rádio Nacional 870 AM, o Ponto de Vista, das 9h às 10h. O programa será de variedades, com comentários sobre os últimos acontecimentos no sul da Bahia e no mundo, participação dos ouvintes e com dois quadros, o “Música e Sua História” e “Hora do Riso”.

Economista, ex-secretário de Indústria e Comércio de Itabuna e articulista, Rosivaldo explica qual será a tônica do programa. “O Ponto de Vista será leve, com uma mistura bacana de comentários, música, humor e a participação dos ouvintes”, disse ele.

A ideia, segundo ele, é levar ao ar um programa que informe, “mas que não perca a leveza que precisamos ter no dia a dia”, especialmente num sábado. “Será uma honra voltar à equipe da Nacional, especialmente no mesmo dia de Bené [Ederivaldo Benedito], Roberto de Souza e João Matheus”, diz Rosivaldo.

UNIDADE DEMOCRÁTICA: CAMINHO PARA SUPERAÇÃO DAS CRISES

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

A mais recente delação de Marcelo Odebrecht colocou mais lenha na fogueira em que hoje está a política brasileira. Vivemos um momento de muita agitação, instabilidade institucional e uma crise econômica de grande repercussão na vida das famílias. Saímos divididos das urnas da última eleição presidencial e as forças opositoras decidiram que aquele era o melhor momento para criar resistência à governabilidade da presidente reeleita.

Com a agenda de obstáculos então imposta nas Casas Legislativas, no mercado financeiro e em outros setores, como parte da mídia, houve a tomada do controle político do país por essa coalizão, a união Cunha, Aécio e Temer construiu as pautas bombas, até chegarem à tese das pedaladas fiscais, que dias depois do impeachment foi “regularizada” num circo nacional. Deram o golpe de mestre.

O desejo de extirpar a corrupção acabou sendo o pano de fundo para levar parcela significativa da população às ruas. Uma ofensiva política e midiática construiu o senso comum de que a causa e o efeito de todos os males nacionais era o PT, partido hegemônico, que liderava as forças que comandavam o governo central há 12 anos e que tem alguns nomes inseridos na corrupção. O resultado desse processo, todos sabemos, além da queda da presidente, foi termos nossas maiores empresas atingidas, produzindo uma massa de desempregados que, segundo o Dieese, passam de 13,5 milhões de pessoas.

Os autores da tese para chegarem ao poder se deleitam no governo central sem apresentar uma saída para a crise. Ao contrário, diante da crise política que virou crise econômica, eles tentam modificar a estrutura de Estado, construída a partir da Constituição de 1988 e ampliada pelas políticas públicas de inserção socioeconômica implantadas no ciclo do PT.

Esse esforço trouxe de volta as políticas neoliberais e a tese do estado mínimo, programa diferente à escolha que o povo fez nas urnas. Por outro lado, a Operação Lava Jato, por mais que sofra críticas de ser seletiva, não pode ser paralisada, e os que antes atacavam o governo, usando a bandeira de combate à corrupção, se vêm agora expostos e citados nas delações. A extensão da crise política não fora dimensionada pelos idealizadores do impeachment.

Na saga pelo poder, pensaram que uma vez tomando posse do Planalto conseguiriam afogar a Lava Jato. Erram duplamente: esqueceram-se de mensurar as novas ferramentas (redes sociais) que retroalimentam e pressionam as instituições a seguirem em frente no cumprimento dos seus papéis, e a perda de apoio popular em função das medidas de retiradas de direitos.

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

A VIDA E OS CICLOS QUE NOS CERCAM

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Foquemos na prática do bem e lutemos a partir dos nossos lares por uma cidade e um país melhores. Não nos deixemos cair em tentação e sigamos na busca por ciclos que nos façam cidadãos e cidadãs com maior inserção no mundo das coisas positivas.

 

O ano está terminando e com ele vem a certeza da realização de alguns planos, o registro de alguns nascimentos, a não realização de objetivos traçados e a despedida de pessoas importantes para a nossa comunhão. São os ciclos da vida…

Além deles, os ciclos da vida em comunidade: o nosso país e a clara realidade de classes jurídica e política envoltas em um tsunami de problemas, a corrupção e a teia de interesses ramificada nos mais altos escalões e estruturas de decisões. Ciclos da ganância.

Assistimos ao perdão de dívidas de grandes empresários. A fixação de teto para despesas com saúde, educação e seguridade social, reforma da previdência e leis trabalhistas. Ciclos do capital.

Estamos vivendo um momento que nos impacta diante das centenas de narrativas que nos deixam boquiabertos ao percebermos quanto de dinheiro é surrupiado dos serviços essenciais. São tantos os casos que já não conseguimos reagir com tenacidade, nos sentimos fracos, oprimidos e incrédulos. Ciclos do silêncio.

Um novo ano bate à nossa porta… Esperamos que sejam estabelecidos novos paradigmas e que nossas vidas melhorem. Precisamos continuar nossas lutas, vencer os desafios que aparecerão no caminho e estabelecer objetivos novos. Manter a fé na vida e no que virá será o que nos fortalecerá no percurso da vida. Ciclos da existência.

Foquemos na prática do bem e lutemos a partir dos nossos lares por uma cidade e um país melhores. Não nos deixemos cair em tentação e sigamos na busca por ciclos que nos façam cidadãos e cidadãs com maior inserção no mundo das coisas positivas.

Feliz Ciclo Novo!

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

ACESSIBILIDADE: O ESPAÇO URBANO E SEUS CONFLITOS

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A Conferência das Cidades deste ano, inclusive, propõe o imenso desafio de melhorar a qualidade de vida atual e possibilitar avanços consistentes para não se comprometer a sustentabilidade futura.

 

As cidades também são conhecidas como “espaços de conflitos”, tamanhas são as necessidades de atendimento a diversas expectativas dos seus residentes. Dentro desse cenário existem agravantes, um deles é que a instalação dos equipamentos físicos (fixos) atende aos interesses dos investidores públicos e privados e não à necessidade primária dos que buscam o atendimento das suas pautas reivindicatórias, gerando uma série de impactos à vida dos munícipes. A mutação da realidade após a instalação das novas construções impacta no direcionamento do fluxo – indivíduos, produtos, ideias e tudo que se move.

A alteração do espaço urbano visa atenuar os conflitos oriundos dos movimentos organizados em prol de influenciar na organização da cidade, tendo em vista a contemplação dos seus anseios, e isso exige do poder público uma série de investimentos. À medida que há uma evolução da sociedade no aspecto do conhecimento dos seus direitos, há uma intensificação dos debates, influenciando diretamente na forma de organização da cidade.

A Conferência das Cidades deste ano, inclusive, propõe o imenso desafio de melhorar a qualidade de vida atual e possibilitar avanços consistentes para não se comprometer a sustentabilidade futura. O tema da conferência das cidades esse ano atende ao objetivo de compreensão das funções das cidades: Função Social da Cidade e da Propriedade; Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas.

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ITABUNA: SUPLENTES SÓ ASSUMEM APÓS DEFINIÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL

Piçarra, Júnior Brandão, Neide de Carlito, Glebão, Nadson Monteiro e Rosivaldo assumem.

A presidência da Câmara de Itabuna fará consulta à Justiça Eleitoral na próxima quarta-feira, 2, para saber quais dos suplentes devem tomar posse em lugar dos seis vereadores afastados na última quinta, 26, pela juíza Rosineide Almeida. Os suplentes que assumem em lugar dos afastados por envolvimento no Caso dos Créditos Consignados na Câmara (confira abaixo).

Embora vista como manobra do presidente da Casa, Rui Machado (PRP), a consulta expõe questionamento relacionado a dois dos suplentes, Antônio Félix Nascimento, o Piçarra, que trocou o PSDB pelo DEM, e Neide de Carlito, que deixou o PMN e abrigou-se no PTN. Ambos poderiam, conforme entendimento, estar impedidos de assumir. A legislação, no entanto, deixa claro que o mandato é do suplente diplomado. A presidência do legislativo quer conferir a ordem cronológica da diplomação em 2008.

AFASTADOS E SUPLENTES

Na quinta-feira, 26, atendendo ao pedido do Ministério Público estadual, a juíza substituta da 1ª Vara da Fazenda Pública, Rosineide Almeida de Andrade, determinou o afastamento temporário pelo prazo de 90 dias dos vereadores Clóvis Loiola (PSDC), Raimundo Pólvora (DEM), Ricardo Bacelar (PSC), Roberto de Souza (PR), Solon Pinheiro (DEM) e Wenceslau Júnior (PCdoB) do exercício do mandato.

Segundo a decisão da magistrada, a medida visa salvaguardar a instrução processual. Eles são investigados por envolvimento no esquema de fraude na obtenção de empréstimos consignados na Câmara.

Com o afastamento dos vereadores titulares, tomam posse os suplentes Maria Neide Oliveira, a Neide de Carlito (hoje no PTN), Júnior Brandão (hoje no PT), Antônio Félix Nascimento, o Piçarra (DEM), e Rosivaldo Pinheiro (PCdoB). A decisão mantém Glaby Andrade, o Glebão (PV), e Nadson Monteiro (PPS), suplentes que assumiram em janeiro passado, com o afastamento dos vereadores Clóvis Loiola e Ricardo Bacelar em outro processo.

UM BRINDE À VIDA

Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

Celebramos a chegada de 2011. No ano que passou, tivemos alegrias, tristezas, frustrações, decepções, derrotas e vitórias. Perdemos algum amigo ou parente, mas também comemoramos a chegada de algum recém-nascido. Todos esses sentimentos estão diretamente ligados ao ciclo da vida humana e até mesmo a morte faz parte desse contexto.

Caberá a cada um de nós entendermos a ação da mão de Deus e valorizar aquilo que nos fará fortes e vencedores ou, simplesmente, caracterizar aqueles que se comportarão como derrotados e invocarão sempre as mazelas e dores acumuladas ao longo dessa caminhada.

A oportunidade é para agradecermos as conquistas. Para rever atitudes, corrigir rumos, planejar novos objetivos, fixar metas e traçar estratégias. É preciso ser firme e entender que a diferença entre vencedores e vencidos estará sempre na forma com que cada pessoa enfrenta os desafios cotidianos.

Não devemos encontrar culpados para os nossos problemas, mas entender que todos nós somos responsáveis por tudo que nos acontece e que só com o exercício da humildade e do perdão conseguiremos evoluir enquanto ser humano.

Que o ano de 2011 permita que vençamos as adversidades encontradas no caminho. Que possamos valorizar e respeitar a vida e adotar sempre postura de lucidez diante das contrariedades. Sejamos autores da nossa história e não vítimas dela. Procuremos entender os outros além do que é superficial.

Sejamos felizes e conscientes de que o indivíduo só é importante quando transcende a posição de ser isolado e passa a fazer parte, de modo efetivo e participativo, da sua comunidade.

Adeus ano velho e Feliz ano novo!

PATRULHA GERAL

Atração que  começou a ser apresentada há poucos dias, na Rádio Nacional de Itabuna, o programa Patrulha Geral vai rapidamente se firmando no horário das 16h30min às 18h, considerado nobre no rádio itabunense. Sob o comando de Fábio Roberto, o Patrulha tem participação de Rosivaldo Pinheiro e um conteúdo recheado, com noticiário policial, política, interesse público e muitos outros assuntos.

Nesta quinta-feira, um dos temas oolocados em pauta pelo apresentador foram os repasses federais para municípios sul-baianos neste início de junho. Itabuna, por exemplo, recebeu nos dias 1º e 2 de junho, transferências que totalizaram R$ 2.169.834,03.  Já os cofres públicos ilheenses foram abastecidos com R$ 1.781.726,28, conforme apurou o olho vivo do Patrulha Geral.

REGIÃO CACAUEIRA: CRISE E SUPERAÇÃO

Rosivaldo Pinheiro

Os ventos do progresso que sopram na direção da região sul trazem consigo a energia da esperança. É a oportunidade que esta região tem para vencer a crise instalada há quase três décadas.

Suas causas são conhecidas: a inércia do governo baiano que privilegiou ao longo do tempo a Região Metropolitana de Salvador em detrimento das demais regiões do Estado; a introdução do paradigma neoliberal no Brasil e o advento da vassoura-de-bruxa, ocorridos a partir do meado da década de oitenta.

O modelo econômico adotado na Bahia utilizou o produto financeiro gerado pela região do cacau para financiar a infraestrutura da capital baiana e do seu entorno. As receitas geradas aqui foram a principal fonte utilizada para construir o Centro Industrial de Aratu e o Polo Petroquímico de Camaçari.

Com a mudança do centro dinâmico da acumulação de capital para o setor industrial, a economia baiana, especialmente na área química e petroquímica, ganhou destaque nacional e internacional. Em contrapartida, o cacau perdeu importância como fator gerador de riquezas e passou a ter pouca relevância na pauta de exportação brasileira.

Além da desatenção do Estado, a região cacaueira enfrentou a partir de meados da década de oitenta a implantação do “modelo neoliberal” no Brasil e o advento da vassoura-de-bruxa.

O pensamento econômico da corrente política que dominava a Bahia e o Brasil defendia um modelo de desenvolvimento baseado no esvaziamento da presença do “Estado na economia”, e na “soberania do mercado”.

Para vencer a crise, adotou um receituário tímido, tendo como principal ação a concessão de empréstimos para os cacauicultores.

A falta de planejamento e orientação adequada; os critérios para concessão de financiamentos; a falta de responsabilidade solidária entre financiadores e financiados endividou ainda mais o setor agrícola, funcionando, portanto, como mais um elemento complicador.

Esses feitos produziram em nossa região uma profunda crise, sem, em contrapartida, termos por parte dos governantes do estado, e da união, medidas compensatórias que levassem em conta nossa contribuição para a estruturação do parque industrial baiano, e as potencialidades locais.

Os defensores do neoliberalismo, “estado mínimo”, tinham seu modelo de desenvolvimento centrado em dois pilares básicos: as privatizações (transferência das empresas públicas para a iniciativa privada), sob o argumento de que na estrutura do Estado estas empresas atuariam de forma ineficiente; e a soberania do mercado, que funcionaria sob a tutela e competência do capital financeiro internacional.

O mercado seria o fio condutor do desenvolvimento, assumindo o papel de protagonista do processo de fortalecimento econômico do país.

Os instrumentos que começam a se materializar agora vão em direção contrária ao “pensamento neoliberal”, que se instalou no Brasil no fim da década de 80 com a eleição de Collor de Melo e, atingiu seu ápice na década de 90 com os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso.

Fazem parte de um conjunto de ações que compõem o “modelo de desenvolvimento” que só é e será possível via a presença do estado como “impulsionador e ordenador do processo econômico”.

O impulso esperado por estes instrumentos é a tentativa do Estado e da União saldar uma dívida histórica com esta “região-estado” que, ao logo dos anos, produziu riquezas e que, ao enfrentar sua maior crise, não recebeu de volta ações compatíveis à sua contribuição.

O funcionamento do Gasene, o Complexo Intermodal (Ferrovia/Porto/Aeroporto) e Zona de Processamento de Exportação (ZPE) representam o lançamento das bases para rompermos com o modelo da monocultura cacaueira, possibilitando desbravarmos nossas potencialidades para além do cultivo do fruto dourado.

Rosivaldo Pinheiro é economista e pós-graduado em gestão de cidades.

O ÚLTIMO DIA DO ANO

Rosivaldo Pinheiro

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Hoje é o último dia do ano de 2009. Para uns, o ano que se encerra foi bom, para outros, ruim. E assim, a vida segue, com sucesso, derrota e tudo mais que a complexa compreensão humana possa adjevitar.

Lembremos do poeta Gonzaquinha: “fico com a resposta das crianças, que a vida é bonita, é bonita, e é bonita…, viver e não ter a vergonha de ser feliz… ser um eterno aprendiz”.

A cada ano encerra-se um e inicia-se outro ciclo, sepultam-se os fatos negativos e revigoram-se as esperanças em tempos melhores. Tudo dentro da máxima humana em reinventar a sua própria história.

Nós, os animais mais “inteligentes,” conseguimos criar um simbolismo de recontar a continuidade e, assim, paramos a cada intervalo de trezentos e sessenta e poucos dias e, recomeçamos do primeiro.

Esta recontagem cria um ciclo virtuoso, nos empurra a buscar uma energia nova, a acreditar que é possível chegar ao topo da montanha dos nossos sonhos, por si; já seria essa uma idéia impagável: “recomeçar a continuidade.”

Apostamos todas as fichas e esperanças em realizar, no novo ciclo, tudo aquilo que até então não conseguimos, essa genial atitude, só poderia vir de uma espécie animal “inteligente”, cuja imagem se assemelha ao Deus soberano.

Pensemos na responsabilidade que temos diante de tamanha gratidão divina. Não pensemos que somos deuses, mas que fomos potencializados de maneira especial pelo criador, com inteligência suficiente para alterar nosso “habitat”, possibilitando assim, condicioná-lo as nossas necessidades e, por vezes aos nossos exacerbados hábitos consumistas.

Procuremos no ano que se aproxima socializarmos afetos, coloquemos em prática os costumes ensinados por nossos pais: pratiquemos hábitos simples de civilidade, respeito e atenção aos mais velhos, cuidado especial com os mais novos, solidariedade, atenção, perdão e amor.

Que possamos minimizar nossas ações de depredação ao nosso “planeta terra”, que sejamos ecumênicos, tolerantes com as diferenças. Que consigamos transitar pelas avenidas das nossas consciências combatendo os efeitos das barbáries humanas. Que tenhamos todos, um especial “recomeço de continuidade”. Boas Festas!

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em planejamento e gestão de cidades.










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