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:: ‘Rubem Alves’

SER PROFESSOR

Jaciara Santos PrimoreJaciara Santos | jaciarasantos@primoreconsultoria.com.br

 

Apesar de saber que estamos em uma sociedade em que não existe grande reverência à profissão de professor. De modo que se torna cada dia mais desafiador desempenhar tal papel.

 

 

Quando era criança, no caminho para a escola, ouvia uma voz que mencionava:  ̶ Já vai passando a professorinha.

Tratava-se de um vizinho, que teimava em articular tal profecia. Eu ficava extremamente irritada e imediatamente retrucava:  ̶ Professora, nunca!

Naquela época, tinha a visão de que professor não seria a melhor profissão a seguir. O tempo foi passando e fui buscar especializar-me, estudar, perseguir a tão desejada qualificação profissional. De repente encontrei-me numa sala de aula e lembrei da frase que ouvia repetidamente, naqueles anos idos. Percebi, então, que aquela tão “temida”profecia se cumprira.

Hoje, quando entro em sala de aula, sinto-me inteiramente realizada profissionalmente e dei um novo significado àquele sentimento tão limitado perante tão grandiosa profissão.

Ser professor é um nobre ofício. Apesar de saber que estamos em uma sociedade em que não existe grande reverência à profissão de professor. De modo que se torna cada dia mais desafiador desempenhar tal papel.

Ainda mais por isso, desejo a todos que tem esse legado, muita força, determinação, ânimo, resiliência e, acima de tudo, muito amor. Pois ser professor é mais que uma profissão, é uma missão de vida!

Ensinar
é um exercício
de imortalidade.
De alguma forma
continuamos a viver
naqueles cujos olhos
aprenderam a ver o mundo
pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre
jamais…                                           Rubem Alves

Jaciara Santos é coach e coordenadora de processos.

AS REDES SOCIAIS E A SUA GERAÇÃO HIPOCRISIA

Manuela BerbertManuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

O grande problema é que para essa Geração Hipocrisia do século XXI, que cria mitos e astros diariamente, a depressão do vizinho é apenas um drama, um chiliquezinho a mais.

E, de repente, todo mundo leu Viva o povo brasileiro, quando Rubem Alves morreu. Não, pera!, esse texto era do João Ubaldo Ribeiro, jornalista e também escritor, que faleceu algum (muito pouco, inclusive!) tempo depois. E eu fiquei me perguntando quantas pessoas de fato sabiam sequer quem eram aqueles caras e o que eles acrescentaram para a cultura nacional. Não, pera, quem acrescentou mesmo foi o Ariano Suassuna, aquele que escreveu novelas para a toda-poderosa-salve-salve Rede Globo. Não? Ele não escreveu novelas? Ah, sei lá, só sei que eu lembro muito bem do Selton Mello interpretando um cara meio nordestino, meio sertanejo, na telinha do Plim Plim, e soube que foi ele quem inventou o cara. E assim, entre erros, acertos e achismos, caminha a incrível Geração Hipocrisia, aquela que compartilha tudo nas redes sociais, ainda que não saiba do que de fato se trata!

Que geração é essa, que aguarda ansiosamente pela edição brasileira daquele evento bombástico, o Tomorrowland? Ela sabe que a atração principal desse mega show não é a Ivete Sangalo?! Que geração é essa que adora a Rihanna e a Jude Law? Não, a Jude na verdade é O Jude? É homem? Ah, tudo bem, ele também é ator, mas num lapso de segundos de esquecimento achei que fosse aquela gostosona que até veio cantar na abertura da Copa do Mundo com a Claudia Leitte. É que, sei lá, mas de alguma forma, como a abertura foi bastante criticada nas redes sociais, eu também esqueci o seu nome.

Ok, essa é a Geração Hipocrisia! E ela agora lamenta profundamente a morte daquele ator americano (e eu na verdade nem sei se ele é mesmo americano ou marciano), e fico pensando como pode um cara que sempre fez comédia, morrer depressivo. Depressão mata, e mata muito. E tem matado cada vez mais. O grande problema é que para essa Geração Hipocrisia do século XXI, que cria mitos e astros diariamente, a depressão do vizinho é apenas um drama, um chiliquezinho a mais. Ah, sei lá porque fulano tá depressivo! Eu tô aqui super ocupado com a informação de que o clipe novo da Madonna não teve o mesmo número de acessos do último, e o seu upload no youtube já passa dos cinco minutos! Nossa, como ela deve estar arrasada com isso! Diva, minha querida, meus sinceros sentimentos!

Manuela Berbert é publicitária, colunista do Diário Bahia e blogueira no www.colanamanu.com.br

RUBEM ALVES JAMAIS MORRERÁ

Professor Aldineto MirandaAldineto Miranda | erosaldi@hotmail.com

Educar, para ele, é brincar, se divertir, pois aquilo que não toca o coração não é apreendido de verdade; no máximo, decorado pelo tempo necessário para depois ser descartado.

Ao ligar o computador e buscar as notícias do dia, me deparo com o comunicado do falecimento de Rubem Alves. No momento, eu fiquei um tanto quanto atordoado, triste, descrente… Como? Rubem Alves morreu?! É o tipo de pessoa que temos a impressão de que nunca partirá. Mas, pensando melhor, não é uma impressão, é uma verdade! Rubem Alves jamais morrerá, assim como a esperança jamais morre. E dessa forma me refiro a ele no presente, pois ele é o teólogo da esperança, o filósofo das emoções, o pedagogo do amor…

Quem é educador, e não somente professor, mas educador de verdade, compromissado com uma educação que vai além dos muros da escola, muito além de teorias e didatismos, com certeza teve o Rubem como um dos seus grandes inspiradores.

Rubem Alves nasceu em Boa Esperança. Mais tarde, escreveu o livro Teologia da esperança. Parece-me que a esperança sempre o acompanhou por toda a sua vida. Ele desejava uma escola sem paredes que separassem as pessoas, um educador que ensinasse não somente a pensar, mas principalmente a sentir, a sorrir e a ver as coisas mais simples da vida.

Rubem Alves compreendeu como ninguém que a beleza está na simplicidade, e Deus emana em tudo que é simples. Não aquele deus sisudo de alguns religiosos, mas sim o que se encontra nos olhos de uma criança, e na beleza de uma flor que desabrocha…

Ah, as crianças! Rubem Alves era admirador das crianças, e desconfio que isso se devia ao fato de nunca ter deixado morrer a sua criança interior. Na verdade, educar, para ele, é brincar, se divertir, pois aquilo que não toca o coração não é apreendido de verdade; no máximo, decorado pelo tempo necessário para depois ser descartado.

Ele criou imagens maravilhosas para designar o que é ser professor, ou melhor, educador, o designando como um feiticeiro, aquele que, por meio das suas palavras, possibilita transformações e criação de realidades…

Rubem confessa em seu livro Conversas com quem gosta de ensinar: “Não sei como preparar o educador. Talvez isto não seja necessário, nem possível… É necessário acordá-lo”. Teólogo, filósofo, psicanalista, pedagogo, pai, avô, homem, criança, inspiração… Esse grande homem traz em si varias facetas, própria de um ser humano além do seu tempo, mas ao mesmo tempo, imerso nele.

Como a educação e a vida seriam melhores se ouvíssemos e seguíssemos metade do que esse grande mestre nos ensinou, a todo o momento nos alfinetando para que acordássemos e víssemos na criança ela própria e não o adulto que poderá vir a ser, para que percebêssemos a criança que há em todos nós. Ou seja, mais paixão e menos razão. Seria um tempero que deixaria a vida bem mais doce.

No pequeno comentário sobre o livro citado acima, o Rubem Alves afirma que tem medo de morrer: Morrer Rubem Alves? Não brinque conosco, seu menino traquino… Imortais nunca morrem!

Aldineto Miranda é professor do IFBA, graduado e especialista em Filosofia e mestre em Letras, Linguagens e Representações.

MORRE ESCRITOR E EDUCADOR RUBEM ALVES

 

Escritor e educador faleceu hoje após nove dias internado (Foto Divulgação).

Escritor e educador faleceu hoje após nove dias internado (Foto Divulgação).

Internado desde o último dia 10 com pneumonia, no Hospital Centro Médico de Campinas, no interior paulista, morreu hoje (19), às 11h50min, o escritor e educador Rubem Alves.

Em boletim divulgado mais cedo, os médicos que o assistiam informaram sobre uma piora do estado de saúde do escritor, com agravamento das funções renal, pulmonar e circulatória, que evoluíram para um quadro de falência múltipla orgânica. A nota foi assinada pelo cardiologista intensivista Roberto Munimis.

Rubem Alves nasceu em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais, no dia 15 de setembro de 1933, e morava em Campinas, onde mantinha um instituto para promover a inserção social por meio da educação. O Instituto Rubem Alves também dá assistência a educadores.

Além de escritor e pedagogo, Rubem Alves era poeta, filósofo, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo, psicanalista, acadêmico e autor de livros para crianças. É considerado uma das principais referências no pensamento sobre educação e tem uma bibliografia que conta com mais de 160 títulos distribuídos em 12 países.

RUBEM ALVES EM IPIAÚ

Ipiaú oferece uma boa oportunidade para discutir a educação, nesta quarta (16), na abertura da jornada pedagógica da rede municipal de ensino. E quem abre a programação por lá é ninguém mais ninguém menos que Rubem Alves, um dos maiores especialistas em educação no Brasil.

Rubem Alves vai abordar o tema “Ressignificando a assertividade na educação”, numa palestra voltada a educadores da rede do município sul-baiano. A secretária de Educação, Norma Suely Calhau, e o prefeito Deraldino Araújo comandam a mesa de abertura.



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