WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
rota






alba










junho 2019
D S T Q Q S S
« maio    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

editorias






:: ‘Salobrinho’

RECADASTRAMENTO BIOMÉTRICO

José Nazal || nazalsoub@gmail.com

 

Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

 

Ilhéus está entre os municípios escolhidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obrigados a ter no pleito eleitoral desse ano votação obrigatória com o novo sistema de reconhecimento biométrico. Avanço!

Desde o ano de 2015 teve início o recadastramento, obrigando os eleitores a comparecer perante a Justiça Eleitoral para proceder a troca de título. Fiz o meu recadastramento em 2016, com toda tranquilidade, sem fila e sem estresse. Há cinco dias do prazo final para o comparecimento temos visto, em todos os locais oficiais utilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), imensas filas, que começam a ser formadas na noite anterior de cada dia.

Consultando o sítio do TSE, encontramos os dados com o perfil dos eleitores de Ilhéus, com o número de 137.977 eleitores cadastrados conforme tabela de faixa etária elaborada com base nos dados encontrados:

Nos últimos dias a mídia vem noticiando que apenas 70% dos eleitores atenderam ao apelo legal para recadastramento oficial. Contesto esse número, explicando minhas razões.

A média de abstenção dos últimos dez pleitos eleitorais é de 25%, sendo que nos três últimos aumentou para 26,4%, considerando o número de eleitores novos, cadastrados antes de cada pleito. Nessa conta, em torno de um quarto do número de eleitores, deve ser considerado os falecidos, os que tem mais de setenta anos e estão desobrigados a votar, conta que é fechada com os que realmente se abstiveram, cada um com sua razão. O número de eleitores com mais de 70 anos é conhecido: 13.569; o número de mortos e dos obrigados que se abstiveram é impossível de calcular. O fato é que, normalmente, entre 95 e 100 mil eleitores comparecem para o escrutínio.

Desta, considerando os dados acima apresentados, minha opinião é que o número real de eleitores está em torno de 115 mil cadastrados. Vale ressaltar que é considerável o número de eleitores de Castelo Novo, Rio do Braço, Banco do Pedro, Banco Central, Pimenteiras e Inema, que são eleitores dos municípios de Uruçuca, Itajuípe e Coaraci. Muitos de Salobrinho também votam em Itabuna.

A informação obtida hoje junto ao TRE é que se aproxima de cem mil eleitores cadastrados, igual número do comparecimento do pleito de 2016. Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

José Nazal é vice-prefeito de Ilhéus, fotógrafo e memorialista.

FALTA DE ESTRUTURA EM ESCOLA PREJUDICA ALUNOS NO SALOBRINHO

Água invade sala de aula em escola do Salobrinho.

Água invade sala de aula em escola do Salobrinho.

Alunos têm aula em sala alagada.

Alunos têm aula em sala alagada.

O início do ano letivo nas escolas da rede pública municipal de Ilhéus ocorreu nessa segunda-feira (27), mas os problemas parecem ter “repetido” o ano 2014. Um caso que chama a atenção é o da escola do Salobrinho.

O problema é histórico. Como há mais de três décadas, o espaço físico Escola Municipal do Salobrinho só abriga a metade dos alunos matriculados no estabelecimento, aproximadamente 1.000 alunos. Os estudantes do ensino fundamental II (6º ao 9º ano) até 2003 ocupavam salas cedidas pela Uesc.

Desde 2003, os alunos retornaram ao prédio escolar do bairro, desalojando as crianças da educação infantil, que passaram a estudar em salas denominadas “anexas”, espaços sem ventilação, luz solar, instalações sanitárias precárias, sem acesso para deficientes e funcionários suficientes para limpeza.

Em 2015, a situação não mudou. Até a sexta-feira (24), a Secretaria de Educação de Ilhéus não havia definido a nova direção da escola, o que, segundo profissionais da rede, prejudica o planejamento do ano letivo.

A presidente da Associação de Moradores do bairro, Zenilda Rosa, em reunião com pais de alunos, se comprometeu a mobilizar a comunidade e cobrar das autoridades providências. O bairro é representado na Câmara Municipal por dois vereadores, um deles presidente da Casa. Salobrinho também tem o status de “bairro universitário”.

OS LIMITES ENTRE ILHÉUS E ITABUNA

Ninguém pense que está morto e enterrado o debate em torno dos limites territoriais entre Ilhéus e Itabuna. Entre o final deste mês e a primeira quinzena de fevereiro, estarão na área técnicos do IBGE e da Superintendência de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia (SEI), órgão ligado à Secretaria de Planejamento do Estado. Missão: dirimir todas as dúvidas que possam existir no que diz respeito ao assunto.

As informações colhidas pelos técnicos vão compor um relatório e este será encaminhado à Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa da Bahia. Nesta, um dos que têm assento é o deputado Coronel Santana (PTN), aquele que propôs a anexação do bairro ilheense do Salobrinho ao município de Itabuna.

PREOCUPAÇÃO

A presença frequente de uma viatura da Secretaria de Trânsito de Itabuna no bairro ilheense do Salobrinho levanta preocupações na Prefeitura de Ilhéus. Os mais temerosos já pensam que o prefeito do município vizinho utiliza alguma tática de ocupação do território, com vistas a uma futura apropriação. Evocam a rumorosa Batalha de Quiricós, quando Ilhéus e Itabuna enfrentaram uma ferrenha disputa em torno dos limites que as separam.

Fontes do Salobrinho dizem que não há conflito no front. A missão da viatura é mais prosaica, mas de estrito interesse do prefeito Capitão Azevedo, que é de Itabuna, porém com raízes e vínculos familiares  naquele bairro de Ilhéus…

Tá explicado.

O CRIMINOSO SEMPRE VOLTA AO LOCAL DO CRIME

Zelão

O que parecia ser apenas uma crise gerada pela ganância, acabou – mesmo sem que os seus principais protagonistas desejassem – revelando a trama de um crime maior.

Ao defenderem a “incorporação” do Bairro Salobrinho, sob a alegação de que a população daquele bairro de Ilhéus depende mais dos serviços públicos de Itabuna, os defensores da “causa perdida” revelaram um crime eleitoral: – Grande parte dos eleitores do Salobrinho vota em Itabuna.

Ao fazer o recadastramento, apenas da 27ª (Vigésima Sétima) Zona Eleitoral de Itabuna, a Justiça Eleitoral de Itabuna, deixou de fora os eleitores da 28ª (Vigésima Oitava), onde devem estar cadastrados os “eleitores fantasmas” vindos de outro município.

As suspeitas sobre a “migração” de eleitores não residentes em Itabuna já existiam desde o pleito de 2004, quando uma dirigente partidária foi acusada de ter sido pega, no dia da eleição, com cerca de dois mil títulos de eleitor (o que não foi confirmado pela Justiça Eleitoral). Falou-se naquela época que a “fábrica de títulos” tinha origem na sede do SAC/Itabuna.

Por infeliz coincidência, membros do mesmo grupo que havia se beneficiado desde 2004 com a “criminosa migração de eleitores” fazem parte do grupo que quer “oficializar” o crime.

Zelão é astuto observador da cena política sulbaiana.

SÍNDROME DE NAPOLEÃO

Gerson Marques | gersonilheus@gmail.com

 

Não seria necessário lembrar que o Coronel Deputado tem uma longa história de serviços prestados às causas do autoritarismo e da ditadura.

 

Mal-assessorado ou mal-intencionado, sabe-se lá, o coronel, deputado Gilberto Santana, inventou um factoide certo de que isso pode render votos ao seu projeto de se tornar prefeito em Itabuna. A ideia mirabolante é tomar grande parte do território de Ilhéus, estendendo a fronteira itabunense para logo depois da Uesc (sentido Itabuna/Ilhéus). Da noite para o dia, seriam de Itabuna não somente os dois hipermercados, como também Ceplac, Uesc, Salobrinho, seus habitantes, bichos, rios e florestas.

Pode-se até imaginar uma reunião do deputado com sua assessoria como em uma cena do famoso desenho animado dos anos noventa, “Pink e Cérebro”, em que um dos personagens fricciona as mãos e diz: “qual a ideia genial para dominarmos o mundo hoje, chefe?”, no que o chefe dana a apresentar suas ideias mirabolantes que nunca dão certo.

O Coronel Deputado faz parte de uma comissão da Assembleia Legislativa encarregada de resolver exatamente litígios territoriais entre as cidades baianas. Ao inventar esse factoide, ele abre mão da condição de juiz e torna-se parte, o que o descredencia completamente para permanecer na comissão. Nesse caso, paira sobre o deputado uma suspeição, ele já tomou lado antes de concluir os trabalhos.

:: LEIA MAIS »

INEMA, PIMENTEIRA E O PECADO DA GULA

Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

 

A população, no entanto, ainda depende da prefeitura ilheense, porque há mais de 20 anos cometeu o pecado da gula. Caiu na tentação de Jabes…

 

Bem no comecinho da década de 80, houve um movimento para que os distritos de Inema e Pimenteira, pertencentes a Ilhéus, se unissem para virar um município independente. Foi um momento em que vários distritos da Bahia se emanciparam, a exemplo de Jussari, que à época pertencia a Itabuna. Inema e Pimenteira quiseram surfar na onda, mas a tentativa foi sufocada por um churrasco.

No dia marcado para o plebiscito, um belo domingo de sol, o então prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, realizou uma festa no litoral norte do município, com música e fartura de carne e bebida. Tudo à vontade, de graça (inclusive o transporte), exclusivamente para moradores de Pimenteira e Inema. A ideia, naturalmente, era boicotar o plebiscito, que de fato acabou não acontecendo por falta de eleitores. Caíram todos na armadilha jabista e, em função disso, os distritos continuam até hoje atrelados a Ilhéus.

Os citados distritos ficam a cerca de 80 quilômetros da sede e o acesso se dá por estradas muito ruins, o que faz a distância parecer maior. Devido à localização remota, serviços essenciais não são prestados aos moradores a contento, o que motiva queixas frequentes. A população, no entanto, ainda depende da prefeitura ilheense, porque há mais de 20 anos cometeu o pecado da gula. Caiu na tentação de Jabes…

A história do churrasco que fulminou o sonho emancipacionista dos distritos de Ilhéus vem à memória no momento em que o deputado estadual Gilberto Santana (PTN) suscita a possibilidade de mexer na geografia ilheense. Não para emancipar Inema e Pimenteira, mas para torná-los distritos de outro município: Coaraci.

Santana também defende que o bairro do Salobrinho seja transferido para Itabuna, o que não somente colocaria os supermercados Makro e Atacadão em território itabunense, como ainda reservaria a este município a Universidade Estadual de Santa Cruz.

As sugestões do deputado não foram bem aceitas pelos ilheenses, que invadiram o espaço de comentários do PIMENTA com a “faca nos dentes” a fim de defender seu território. Santana acabou bombardeado pelos leitores do blog e agora deve estar arrependido da hora em que expôs a ideia de esquartejar o mapa de Ilhéus.

 

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA e também escreve no Política Et Cetera.

OBRAS NO SALOBRINHO

A Prefeitura de Ilhéus iniciou a realização de obras de infraestrutura no bairro do Salobrinho, atendendo as ruas do Ouro, São Francisco e a Rua da Fonte. Os serviços vão incluir instalação de rede de drenagem de águas pluviais, esgotamento sanitário, contenção de encostas, além da construção de escadas e rampas de acesso, e pavimentação com o uso de paralelepípedos.

As obras foram iniciadas nesta quarta-feira, 23, e têm prazo de conclusão estipulado em 120 dias.








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia