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:: ‘Saneamento’

RECLAMAÇÃO ATENDIDA

Após reclamação registrada ontem aqui no PIMENTA, a Emasa enviou equipe para fazer o reparo na rede de esgoto da Rua Felipe Argolo, no Castália, na manhã desta quarta-feira, 25. Tratava-se de uma obstrução, removida em cerca de meia hora.

Os moradores, penhoradamente, agradecem.

EMASA COMPARECE NA JOÃO TIMÓTEO

Serviço foi realizado na tarde desta segunda (foto Pimenta)

Serviço foi realizado na tarde desta segunda (foto Pimenta)

A Emasa atendeu aos reclamos dos moradores da Rua João Timóteo, no bairro Castália, e finalmente resolveu o problema na rede de esgoto daquele logradouro. O serviço foi realizado na tarde desta segunda-feira, 1º, acabando com um riacho de dejetos que fazia parte da paisagem do local há dois meses.

A situação da João Timóteo foi denunciada pelo PIMENTA na quinta-feira, 28.

ONDE ESTÁ A EMASA?

Há dois meses, esse é o cenário na Rua João Timóteo (foto Pimenta)

Há dois meses, esse é o cenário na Rua João Timóteo (foto Pimenta)

Moradores de um trecho da Rua João Timóteo, no bairro Castália, convivem há cerca de dois meses com um riacho de esgoto em suas portas. Incomodados com a sujeira e o mau cheiro, já acionaram a Emasa, mas nehuma providência foi tomada. Um morador chegou a falar com o próprio presidente da empresa, Ricardo Campos, no dia 18 de março, e o mesmo afirmou que enviaria uma equipe imediatamente.Passaram-se dez dias, e nada…

Campos tem reclamado do cenário de terra arrasada que encontrou na Emasa, o que estaria dificultando seu trabalho. Justificativa plausível, mas que não pode virar pretexto para a falta de ação, já que o presidente está na função exatamente para enfrentar as dificuldades.

Ou ele esperava que fosse fácil?

UM JARDIM NO ESGOTO

Esgoto estourou e corre pelo que resta de asfalta nas ruas Alagoas e Maranhão.

Esgoto estourou e corre pelo que resta de asfalto nas ruas Alagoas e Maranhão…

Os moradores das ruas Alagoas e Maranhão, no Jardim Vitória, já não sabem a quem recorrer para que a técnicos da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) deem o ar da graça e, claro, uma solução para a fedentina causada pela rede de esgoto, que estourou há mais de um mês.

Moradores já acionaram Emasa e Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), mas nada de solução até agora. Já há quem pense em recorrer, pessoalmente, ao prefeito. Ou ao bispo. Os mais radicais pensam em não pagar o IPTU 2013 se a solução não chegar a tempo…

Esgoto fétido transforma horas de sossego em pesadelo no Jardim Vitória.

… E transforma horas de sossego em pesadelo no Jardim Vitória.

O ASSUNTO É A EMASA

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Itabuna tem uma deficiência histórica no serviço de abastecimento de água, não apenas relacionada à oferta, como também a uma rede de distribuição obsoleta e incapaz de atender bem à população, ainda que haja água suficiente. Outro problema gravíssimo é a falta de saneamento, pois, como se sabe, quase 90% dos dejetos vão sem tratamento para o Rio Cachoeira, um crime ambiental contra o qual não se ouvem protestos equivalentes à dimensão do estrago.

Junta-se aos problemas estruturais, uma sucessão de gestões ineficientes, que não apenas não souberam resolver as demandas, como ainda por cima as agravaram. Não é surpresa, portanto, o quadro identificado pelo novo presidente da Emasa, Ricardo Campos, que chegou à empresa sem encontrar sequer os produtos utilizados para purificar a água consumida pelos itabunenses. Há ainda um débito milionário a ser sanado, o que inclui os salários atrasados dos funcionários nos dois últimos meses de 2012, além do décimo terceiro.

Nesta terça-feira, dia 15, a fórmula para descascar esse abacaxi será apresentada pelo presidente da Emasa e pelo prefeito Vane do Renascer, em uma entrevista coletiva programada para as 10h da manhã, no gabinete do chefe do executivo. Na semana passada, Campos anunciou que fará uma auditoria e determinará a revisão de todos os contratos assinados nas últimas gestões (confira aqui).

SANEAMENTO NO NOVA CALIFÓRNIA

A Prefeitura de Itabuna deu início às obras de saneamento do bairro Nova Califórnia e parte baixa do Califórnia. Os trabalhos tiveram início na sexta-feira, 13, e têm prazo de conclusão estimado em seis meses, prevendo-se a implantação de uma rede de esgoto com 4 mil metros de extensão.

A obra tem recursos assegurados de R$ 2,9 milhões, do Ministério das Cidades. A Emasa (Empresa Municipal de Água e Saneamento) afirma que 2.400 famílias serão beneficiadas.

De acordo com o governo municipal, a execução vai gerar 60 empregos diretos e a intenção é contratar essa mão de obra nas próprias comunidades atendidas pelo projeto.

A GRAÇA DO LIXO EM ITABUNA

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.
Gregório de Mattos

Gustavo Felicíssimo | gfpoeta2@hotmail.com

Enquanto nossa indignação não ganhar as ruas, esse estado de coisas continuará como está: piorando sempre.

Muito ouvi falar sobre a reportagem da Rede Globo acerca do problema do lixo em Itabuna, mas como cultivo o saudável hábito de quase não assistir a programas de TV, excetuando os de futebol, não vi a reportagem, muito embora esteja percebendo a repercussão avassaladora que a mesma vem tendo.

De tudo que li nada sintetiza tão bem o problema como o poema A graça do lixo em Itabuna, escrito pelo Piligra e disseminado pelo mesmo via Facebook. Trata-se de um soneto tecido sob o signo da ironia, em que o autor mostra-nos a “Farsa reinando em tribuna…” e vai além, diz-nos que “No lixo repousa a graça / Da cidade de Itabuna!”.

É fácil compreender a dialética do autor, pois os lixões são depósitos sem nenhum tratamento, com a diferença de que são institucionalizados, isto é, autorizados pela prefeitura. Esses depósitos causam a poluição do solo, das águas que bebemos e do ar, pois as queimas espontâneas são constantes. Muita gente pensa que se o lixão está longe de sua casa, ele não está lhe causando problemas. Isso é um grave engano.

Pior ainda é o fato de que o lixão atrai a população mais carente, que passa a se alimentar dos restos encontrados e a sobreviver dos materiais que podem ser vendidos. E o que o poeta faz é nos dizer, com outras palavras, que esse tipo de degradação humana não pode mais ser tolerada “No lixo que traz a morte…”.

E assim caminhamos, não apenas com os lixões, mas também com as escolas em estado de penúria, a segurança pública que não oferece segurança, os hospitais sucateados, as vias urbanas mal pavimentadas, a cegueira entranhada no poder e a inevitável corrupção cada vez mais galopante. É por isso que o vocábulo “graça” – que aqui no nordeste é também sinônimo de “nome próprio” ou “alcunha” -, grafado no título do poema e no penúltimo verso esconde um escárnio, pois estaria o poeta dizendo-nos que “No lixo repousa o nome/ Da cidade de Itabuna”. Não rimaria, mas faria muito mais sentido.

Enquanto nossa indignação não ganhar as ruas, esse estado de coisas continuará como está: piorando sempre. Cabe à sociedade organizada, aos líderes comunitários, aos sindicatos, associações de bairro e aos raríssimos políticos de boa fé reagirem a tantos desmandos e descalabros.

Para finalizar, deixo sugestão às autoridades (in) competentes e comunidade em geral para que assistam ao documentário Lixo Extraordinário, dirigido pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley, também pela britânica Lucy Walfer, sobre o trabalho do fotógrafo e artista plástico Vik Muniz, conhecido e reconhecido no mundo das artes por conta das suas obras feitas com materiais orgânicos e recicláveis, uma forma revolucionária de fazer arte. Ovacionado por grandes artistas, o documentário, lançado no Brasil e Reino Unido, tem aproximadamente 90 minutos e versa sobre arte e sobre pessoas sofridas que trabalham em um lixão.

Sem mais delongas, pois esse assunto me deixa um lixo. Vamos ao poema.

A graça do lixo em Itabuna…

Piligra

Eu sinto o cheiro do lixo,
No lixo o cheiro mais forte,
Pago a preço sempre fixo
O prefixo da má sorte…
 
Eu não entendo de sufixo,
Muito menos de suporte,
O mal cheiro não é prolixo
No lixo que traz a morte…
 
A morte cheira a desgraça,
Traça que corrói fortuna,
Do lixo nasce a trapaça,
Farsa reinando em tribuna…
 
– No lixo repousa a graça
Da cidade de Itabuna! 

Gustavo Felicíssimo é escritor e editor da Mondrongo Livros – A Editora do Teatro Popular de Ilhéus.

O PROBLEMA DO LIXO

Ricardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

Trata-se de uma preocupação nacional e um problema que em Itabuna se acentuou nos últimos 30 anos, sem que até hoje ninguém tenha dado solução adequada.

 

Chega em bom momento a Itabuna a equipe de reportagem do Jornal Nacional para uma matéria sobre a destinação do lixo. Esse é de fato um problema grave no município, assim como na imensa maioria das cidades brasileiras, e que precisa ser enfrentado e resolvido com urgência máxima. Uma verdade que não pode ser escondida é que, quando o assunto é o destino incorreto dos resíduos, Itabuna não está só.

Há pouco tempo, o jornal A Tarde estampou foto das mais dantescas em sua primeira página, mostrando uma “estrada de lixo” na vizinha cidade de Ibicaraí. Diante da lente do excelente fotógrafo Luiz Tito, estendia-se um tapete multicolorido e certamente de odor indescritível, daqueles que são bem apreciados pelos ratos e urubus. Em vez de um aterro sanitário, o detrito apodrece na estrada e na beira do rio Colônia, para onde escorre o chorume assassino. O Colônia, como se sabe, deságua no nosso sofrido Cachoeira.

Ilhéus, também aqui do lado, é outro exemplo de má destinação dos resíduos sólidos. Onde deveria haver um aterro sanitário, compartilhado com a cidade de Uruçuca, existe um lixão onde catadores disputam o lixo com os urubus. Segundo consta, a falta de manutenção do acesso às glebas onde os detritos deveriam ser lançados e aterrados fez com que, ao longo do tempo, o material fosse despejado de qualquer jeito e em qualquer parte, inviabilizando totalmente o aterro. A Conder, num projeto em parceria com o município, procura resolver a situação, mas essa história já dura mais de cinco anos.

A reportagem do JN no ar certamente jogará luzes sobre a situação e, no caso de Itabuna, fará com que as autoridades acelerem as providências mais do que necessárias. A boa notícia é que os primeiros passos já foram dados, com medidas que estão enquadradas na Política Nacional de Saneamento.

Segundo o diretor de Projetos da Secretaria de Planejamento de Itabuna, Miguel Augusto Batista, há mais de dois anos o município está num processo em que pleiteia a utilização de recursos federais no desenvolvimento do Plano Municipal de Saneamento. E este plano tem como vertentes o lixo, o abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgoto e o sistema de drenagem. A elaboração conta com o acompanhamento do Conselho Municipal do Meio Ambiente e de técnicos, como o próprio Batista e o professor Anderson Alves, especialista respeitado na área ambiental. Alves afirma que Itabuna está construindo um marco legal para o setor.

A previsão é de que o Plano Municipal de Saneamento esteja pronto até junho de 2013 e é bom lembrar que a Lei de Resíduos Sólidos determina que todos os lixões do país sejam transformados em aterros sanitários até 2014. Trata-se, como se vê, de uma preocupação nacional e um problema que em Itabuna se acentuou nos últimos 30 anos, sem que até hoje ninguém tenha dado solução adequada.

Cobrar providências para resolver essa questão é extremamente necessário, mas é preciso estar atento para o provável uso político-eleitoral que a matéria do JN irá acarretar, com direito a discursos demagógicos daqueles que, em ano de eleição, apresentam-se como detentores de receitas milagrosas para todos os males. Tal uso denunciará evidente e barato oportunismo, principalmente se os dedos que apontarem estiverem sujos…

Ricardo Ribeiro é advogado e um dos blogueiros do PIMENTA.

BAHIA: UM ESGOTO SÓ (ITABUNA, “ORGULHOSAMENTE”, DÁ SUA CONTRIBUIÇÃO)

Rio Cachoeira recebe quase todo o esgoto dos itabunenses

Dados do censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados em reportagem de George Brito para o jornal A Tarde, mostram que na Bahia predomina a mais vergonhosa e absurda irresponsabilidade no que se refere à questão do saneamento básico.

Segundo os dados do instituto, nada menos que 1.650.615 domicílios no Estado não têm esgotamento sanitário adequado. Isso significa que toda a bagaceira vai parar “in natura” no meio ambiente, principalmente nos rios. É um crime contra a natureza e tudo o que dela faz parte, inclusive as pessoas que vivem nas cidades e já sofrem hoje, mas irão sofrer muito mais no futuro se essa calamidade continuar.

O problema atinge desde bairros da capital até a maioria das cidades do interior. Em todo o Estado, a Embasa (Empresa Baiana de Água e Saneamento) oferece esgotamento sanitário a somente 72 dos 417 municípios. O serviço da empresa chega para 3,9 milhões de cidadãos, ou 27,8% dos “sobreviventes”. Os demais se valem de instituições privadas ou autarquias municipais, como o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Itabuna – como não poderia deixar de ser – aparece mais uma vez como exemplo negativo. Na cidade, que tem pouco mais de 200 mil habitantes (quarta população do Estado), quase todo o esgoto é lançado diretamente no Rio Cachoeira, que já garantiu a sobrevivência de muita gente, sobretudo pescadores e lavadeiras, mas acabou virando um canal de imundície.

ITABUNA DEBATE O SANEAMENTO

 

Rio Cachoeira é destino de quase todo o esgoto produzido pelos itabunenses e morre um pouco a cada dia

O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) de Itabuna promove, na próxima terça-feira, 06, a partir das 19 horas,  no auditório da FTC, o seminário “Em Debate o Saneamento Básico”. O evento se propõe a discutir a situação do abastecimento de água, do destino do esgoto e dos resíduos sólidos no município.

De acordo com o conselho, esses temas serão debatidos à luz da lei 11.445/07, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Estão previstas as participações de especialistas em meio ambiente e na legislação específica sobre a matéria, além do Ministério Público. Um dos painéis irá demonstrar a relação existente entre saneamento e a saúde da comunidade.

LEMBRARAM DO NOVA CALIFÓRNIA

O bairro Nova Califórnia, um dos mais desprezados pelos governos itabunenses, deverá ser contemplado com obras de infraestrutura no valor de R$ 2,9 milhões. Há pouco, na entrega da urbanização da Rua da Palmeira (bairro Califórnia), o prefeito José Nilton Azevedo informou que a outra comunidade será atendida com ligações à rede de abastecimento de água e ainda saneamento, drenagem e pavimentação.

A promessa é de que os trabalhos começam em 40 dias.

COMITÊ REAFIRMA OPOSIÇÃO À VENDA DA EMASA

Representantes de partidos e sindicatos participaram da criação do comitê

A possibilidade de concessão dos serviços de água e abastecimento de Itabuna à iniciativa privada, considerada real pelo presidente da Emasa, Geraldo Briglia, já enfrenta forte oposição. Há pouco, lideranças de vários partidos (PCdoB,PTB,PPS, PMDB,PMN e PT) manifestaram-se na Câmara de Vereadores contra a ideia.

Um comitê formado por lideranças políticas e sindicais foi constituído para defender a manutenção da Emasa sob controle público. Segundo o ex-vereador Luís Sena (PCdoB), que articula o comitê juntamente com o ex-deputado estadual Renato Costa (PMDB), uma das ações propostas é a realização de um debate sobre a política de saneamento no município.

O grupo discutirá uma agenda em nova reunião, marcada para a próxima semana. “Estaremos mobilizados para combater com veemência qualquer tentativa de venda ou concessão da Emasa, que o atual governo volta a articular”, avisa Sena.

Em entrevista ao PIMENTA, o prefeito José Nilton Azevedo (DEM) assegurou que mudar a gestão da Emasa para a iniciativa privada estaria fora dos planos do governo. Porém, no mesmo dia em que ele deu essa declaração ao blog, Geraldo Briglia falou que a concessão é uma hipótese a ser considerada.

EMASA MALTRATA MORADORES DO FONSECA

Moradores convivem há mais de 30 dias com esse cenário e o forte mau-cheiro produzido pelos dejetos (foto Tempo Presente)

A Emasa abriu uma vala de 50 metros na praça principal do bairro Fonseca, em Itabuna, para reparos na rede de esgoto, mas não concluiu o serviço. Faz mais de 30 dias que os moradores da área convivem com o forte mau-cheiro produzido pelos dejetos e a empresa alega mil dificuldades para terminar o que começou. Até a mudança de presidente é apontada como percalço…

A população, que não tem nada a ver com tais desculpas, mas sofre com a incompetência escancarada, queixa-se de doenças causadas pela fedentina. A manicure Ofélia Santana dos Santos, ouvida pelo blog Tempo Presente, afirma que o odor se acentua à noite.

“Todo dia coloco um pano molhado debaixo da porta para não entrar o fedor,  mas não tem jeito; amanheço todos os dias com forte coriza e minha família não está se alimentando direito”, reclama Ofélia, que mora no Fonseca há 38 anos.

GERALDO BRIGLIA ASSUME COMANDO DA EMASA

Confirmando o que o PIMENTA havia antecipado em primeira mão, o engenheiro Geraldo Briglia assume nesta quinta-feira, 30, a presidência da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Itabuna (Emasa). Ele vai substituir o também engenheiro Alfredo Melo.

A posse de Briglia no cargo ocorrerá logo mais, às 11h30min, no gabinete do prefeito José Nilton Azevedo, com quem o blog conversou há pouco. Segundo o prefeito, Alfredo Melo pediu para sair da Emasa alegando desgaste no cargo.

Há rumores de que o governo municipal opera para transferir a empresa para a iniciativa privada. Briglia teria sido escolhido para conduzir o processo rumo à privatização.

PROJETO MELHORA LIGAÇÃO ENTRE SÃO ROQUE E SANTO ANTÔNIO

Obras iniciaram pela instalação do sistema de drenagem (foto Waldyr Gomes)

A Prefeitura de Itabuna promete entregar até o final de julho as obras de infraestrutura que vão melhorar a interligação entre os bairros São Roque e Santo Antônio. O projeto conta com recursos de R$ 1,2 milhão do Ministério das Cidades e já está com a etapa de drenagem e saneamento concluída em alguns trechos.

A intenção do governo é finalizar as obras a tempo de incluí-las no programa de inaugurações do aniversário de 101 anos do município. Moradores do loteamento Monte Líbano e do bairro Novo Horizonte estão entre os beneficiados pela melhoria urbana.

 

ITABUNA, QUARTA-FEIRA, 16H

 

PISCINÃO DE AZEVEDO - Avenida Ilhéus estava deste jeito às 16h26min, duras horas depois da chuva do início da tarde. A obra do canal resolverá?

As imagens acima – e abaixo – foram captadas pelo Pimenta entre 16h05 e 16h27min desta quarta. Revelam o descaso dos poderes públicos com a infraestrutura e o saneamento básico de Itabuna. Ações mínimas, como desobstrução de bueiros, parecem que foram esquecidas até mesmo no centro da cidade. A população tem sua parcela de culpa ao fazer das ruas depósitos de lixo.

Na rua São Vicente de Paulo, centro, onde fica a sede da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), moradores, pedestres e motoristas sofrem: basta uma chuvinha para alagar a via. E quando para de chover, a rua vira um misto de águas pluviais e esgoto.

“Dá trabalho andar por aqui ou estacionar”, diz Haroldo Pinto, que reside em um apartamento vizinho à sede da Emasa. “A rua fica alagada e vira essa lama”, diz, apontando a “mistura” de água e esgoto. Uma funcionária da Escola Profissionalizante Zélia Lessa afirmou ao PIMENTA que a Emasa “desistiu” de tentar fazer a limpeza do local. “É chover e vira esse esgoto aí”.

A chuva não foi forte, durou menos que dez minutos, mas essa era imagem duas horas depois, em frente à sede administrativa da Emasa, na rua São Vicente de Paulo, centro. A empresa é a responsável pelas ações de saneamento na cidade. Que ironia!

Às 16h25min - A cena é constante na avenida Ilhéus quando chove. Nada muda, apesar das reclamações de lojistas e moradores da avenida localiada no centro da cidade e próximo à Emasa.

A foto clicada exatamente às 16h07 revela pedestre tendo que usar a pista de rolamento, na avenida Inácio Tosta Filho-praça José Bastos, em frente à FTC. O carro ficou "ilhado".

Cena irrita pedestres numa das regiões mais movimentadas da cidade.






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