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:: ‘Saneamento’

SANEAMENTO NO NOVA CALIFÓRNIA

A Prefeitura de Itabuna deu início às obras de saneamento do bairro Nova Califórnia e parte baixa do Califórnia. Os trabalhos tiveram início na sexta-feira, 13, e têm prazo de conclusão estimado em seis meses, prevendo-se a implantação de uma rede de esgoto com 4 mil metros de extensão.

A obra tem recursos assegurados de R$ 2,9 milhões, do Ministério das Cidades. A Emasa (Empresa Municipal de Água e Saneamento) afirma que 2.400 famílias serão beneficiadas.

De acordo com o governo municipal, a execução vai gerar 60 empregos diretos e a intenção é contratar essa mão de obra nas próprias comunidades atendidas pelo projeto.

A GRAÇA DO LIXO EM ITABUNA

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.
Gregório de Mattos

Gustavo Felicíssimo[email protected]

Enquanto nossa indignação não ganhar as ruas, esse estado de coisas continuará como está: piorando sempre.

Muito ouvi falar sobre a reportagem da Rede Globo acerca do problema do lixo em Itabuna, mas como cultivo o saudável hábito de quase não assistir a programas de TV, excetuando os de futebol, não vi a reportagem, muito embora esteja percebendo a repercussão avassaladora que a mesma vem tendo.

De tudo que li nada sintetiza tão bem o problema como o poema A graça do lixo em Itabuna, escrito pelo Piligra e disseminado pelo mesmo via Facebook. Trata-se de um soneto tecido sob o signo da ironia, em que o autor mostra-nos a “Farsa reinando em tribuna…” e vai além, diz-nos que “No lixo repousa a graça / Da cidade de Itabuna!”.

É fácil compreender a dialética do autor, pois os lixões são depósitos sem nenhum tratamento, com a diferença de que são institucionalizados, isto é, autorizados pela prefeitura. Esses depósitos causam a poluição do solo, das águas que bebemos e do ar, pois as queimas espontâneas são constantes. Muita gente pensa que se o lixão está longe de sua casa, ele não está lhe causando problemas. Isso é um grave engano.

Pior ainda é o fato de que o lixão atrai a população mais carente, que passa a se alimentar dos restos encontrados e a sobreviver dos materiais que podem ser vendidos. E o que o poeta faz é nos dizer, com outras palavras, que esse tipo de degradação humana não pode mais ser tolerada “No lixo que traz a morte…”.

E assim caminhamos, não apenas com os lixões, mas também com as escolas em estado de penúria, a segurança pública que não oferece segurança, os hospitais sucateados, as vias urbanas mal pavimentadas, a cegueira entranhada no poder e a inevitável corrupção cada vez mais galopante. É por isso que o vocábulo “graça” – que aqui no nordeste é também sinônimo de “nome próprio” ou “alcunha” -, grafado no título do poema e no penúltimo verso esconde um escárnio, pois estaria o poeta dizendo-nos que “No lixo repousa o nome/ Da cidade de Itabuna”. Não rimaria, mas faria muito mais sentido.

Enquanto nossa indignação não ganhar as ruas, esse estado de coisas continuará como está: piorando sempre. Cabe à sociedade organizada, aos líderes comunitários, aos sindicatos, associações de bairro e aos raríssimos políticos de boa fé reagirem a tantos desmandos e descalabros.

Para finalizar, deixo sugestão às autoridades (in) competentes e comunidade em geral para que assistam ao documentário Lixo Extraordinário, dirigido pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley, também pela britânica Lucy Walfer, sobre o trabalho do fotógrafo e artista plástico Vik Muniz, conhecido e reconhecido no mundo das artes por conta das suas obras feitas com materiais orgânicos e recicláveis, uma forma revolucionária de fazer arte. Ovacionado por grandes artistas, o documentário, lançado no Brasil e Reino Unido, tem aproximadamente 90 minutos e versa sobre arte e sobre pessoas sofridas que trabalham em um lixão.

Sem mais delongas, pois esse assunto me deixa um lixo. Vamos ao poema.

A graça do lixo em Itabuna…

Piligra

Eu sinto o cheiro do lixo,
No lixo o cheiro mais forte,
Pago a preço sempre fixo
O prefixo da má sorte…
 
Eu não entendo de sufixo,
Muito menos de suporte,
O mal cheiro não é prolixo
No lixo que traz a morte…
 
A morte cheira a desgraça,
Traça que corrói fortuna,
Do lixo nasce a trapaça,
Farsa reinando em tribuna…
 
– No lixo repousa a graça
Da cidade de Itabuna! 

Gustavo Felicíssimo é escritor e editor da Mondrongo Livros – A Editora do Teatro Popular de Ilhéus.

O PROBLEMA DO LIXO

Ricardo Ribeiro | [email protected]

Trata-se de uma preocupação nacional e um problema que em Itabuna se acentuou nos últimos 30 anos, sem que até hoje ninguém tenha dado solução adequada.

 

Chega em bom momento a Itabuna a equipe de reportagem do Jornal Nacional para uma matéria sobre a destinação do lixo. Esse é de fato um problema grave no município, assim como na imensa maioria das cidades brasileiras, e que precisa ser enfrentado e resolvido com urgência máxima. Uma verdade que não pode ser escondida é que, quando o assunto é o destino incorreto dos resíduos, Itabuna não está só.

Há pouco tempo, o jornal A Tarde estampou foto das mais dantescas em sua primeira página, mostrando uma “estrada de lixo” na vizinha cidade de Ibicaraí. Diante da lente do excelente fotógrafo Luiz Tito, estendia-se um tapete multicolorido e certamente de odor indescritível, daqueles que são bem apreciados pelos ratos e urubus. Em vez de um aterro sanitário, o detrito apodrece na estrada e na beira do rio Colônia, para onde escorre o chorume assassino. O Colônia, como se sabe, deságua no nosso sofrido Cachoeira.

Ilhéus, também aqui do lado, é outro exemplo de má destinação dos resíduos sólidos. Onde deveria haver um aterro sanitário, compartilhado com a cidade de Uruçuca, existe um lixão onde catadores disputam o lixo com os urubus. Segundo consta, a falta de manutenção do acesso às glebas onde os detritos deveriam ser lançados e aterrados fez com que, ao longo do tempo, o material fosse despejado de qualquer jeito e em qualquer parte, inviabilizando totalmente o aterro. A Conder, num projeto em parceria com o município, procura resolver a situação, mas essa história já dura mais de cinco anos.

A reportagem do JN no ar certamente jogará luzes sobre a situação e, no caso de Itabuna, fará com que as autoridades acelerem as providências mais do que necessárias. A boa notícia é que os primeiros passos já foram dados, com medidas que estão enquadradas na Política Nacional de Saneamento.

Segundo o diretor de Projetos da Secretaria de Planejamento de Itabuna, Miguel Augusto Batista, há mais de dois anos o município está num processo em que pleiteia a utilização de recursos federais no desenvolvimento do Plano Municipal de Saneamento. E este plano tem como vertentes o lixo, o abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgoto e o sistema de drenagem. A elaboração conta com o acompanhamento do Conselho Municipal do Meio Ambiente e de técnicos, como o próprio Batista e o professor Anderson Alves, especialista respeitado na área ambiental. Alves afirma que Itabuna está construindo um marco legal para o setor.

A previsão é de que o Plano Municipal de Saneamento esteja pronto até junho de 2013 e é bom lembrar que a Lei de Resíduos Sólidos determina que todos os lixões do país sejam transformados em aterros sanitários até 2014. Trata-se, como se vê, de uma preocupação nacional e um problema que em Itabuna se acentuou nos últimos 30 anos, sem que até hoje ninguém tenha dado solução adequada.

Cobrar providências para resolver essa questão é extremamente necessário, mas é preciso estar atento para o provável uso político-eleitoral que a matéria do JN irá acarretar, com direito a discursos demagógicos daqueles que, em ano de eleição, apresentam-se como detentores de receitas milagrosas para todos os males. Tal uso denunciará evidente e barato oportunismo, principalmente se os dedos que apontarem estiverem sujos…

Ricardo Ribeiro é advogado e um dos blogueiros do PIMENTA.

BAHIA: UM ESGOTO SÓ (ITABUNA, “ORGULHOSAMENTE”, DÁ SUA CONTRIBUIÇÃO)

Rio Cachoeira recebe quase todo o esgoto dos itabunenses

Dados do censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados em reportagem de George Brito para o jornal A Tarde, mostram que na Bahia predomina a mais vergonhosa e absurda irresponsabilidade no que se refere à questão do saneamento básico.

Segundo os dados do instituto, nada menos que 1.650.615 domicílios no Estado não têm esgotamento sanitário adequado. Isso significa que toda a bagaceira vai parar “in natura” no meio ambiente, principalmente nos rios. É um crime contra a natureza e tudo o que dela faz parte, inclusive as pessoas que vivem nas cidades e já sofrem hoje, mas irão sofrer muito mais no futuro se essa calamidade continuar.

O problema atinge desde bairros da capital até a maioria das cidades do interior. Em todo o Estado, a Embasa (Empresa Baiana de Água e Saneamento) oferece esgotamento sanitário a somente 72 dos 417 municípios. O serviço da empresa chega para 3,9 milhões de cidadãos, ou 27,8% dos “sobreviventes”. Os demais se valem de instituições privadas ou autarquias municipais, como o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Itabuna – como não poderia deixar de ser – aparece mais uma vez como exemplo negativo. Na cidade, que tem pouco mais de 200 mil habitantes (quarta população do Estado), quase todo o esgoto é lançado diretamente no Rio Cachoeira, que já garantiu a sobrevivência de muita gente, sobretudo pescadores e lavadeiras, mas acabou virando um canal de imundície.

ITABUNA DEBATE O SANEAMENTO

 

Rio Cachoeira é destino de quase todo o esgoto produzido pelos itabunenses e morre um pouco a cada dia

O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) de Itabuna promove, na próxima terça-feira, 06, a partir das 19 horas,  no auditório da FTC, o seminário “Em Debate o Saneamento Básico”. O evento se propõe a discutir a situação do abastecimento de água, do destino do esgoto e dos resíduos sólidos no município.

De acordo com o conselho, esses temas serão debatidos à luz da lei 11.445/07, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Estão previstas as participações de especialistas em meio ambiente e na legislação específica sobre a matéria, além do Ministério Público. Um dos painéis irá demonstrar a relação existente entre saneamento e a saúde da comunidade.

LEMBRARAM DO NOVA CALIFÓRNIA

O bairro Nova Califórnia, um dos mais desprezados pelos governos itabunenses, deverá ser contemplado com obras de infraestrutura no valor de R$ 2,9 milhões. Há pouco, na entrega da urbanização da Rua da Palmeira (bairro Califórnia), o prefeito José Nilton Azevedo informou que a outra comunidade será atendida com ligações à rede de abastecimento de água e ainda saneamento, drenagem e pavimentação.

A promessa é de que os trabalhos começam em 40 dias.

COMITÊ REAFIRMA OPOSIÇÃO À VENDA DA EMASA

Representantes de partidos e sindicatos participaram da criação do comitê

A possibilidade de concessão dos serviços de água e abastecimento de Itabuna à iniciativa privada, considerada real pelo presidente da Emasa, Geraldo Briglia, já enfrenta forte oposição. Há pouco, lideranças de vários partidos (PCdoB,PTB,PPS, PMDB,PMN e PT) manifestaram-se na Câmara de Vereadores contra a ideia.

Um comitê formado por lideranças políticas e sindicais foi constituído para defender a manutenção da Emasa sob controle público. Segundo o ex-vereador Luís Sena (PCdoB), que articula o comitê juntamente com o ex-deputado estadual Renato Costa (PMDB), uma das ações propostas é a realização de um debate sobre a política de saneamento no município.

O grupo discutirá uma agenda em nova reunião, marcada para a próxima semana. “Estaremos mobilizados para combater com veemência qualquer tentativa de venda ou concessão da Emasa, que o atual governo volta a articular”, avisa Sena.

Em entrevista ao PIMENTA, o prefeito José Nilton Azevedo (DEM) assegurou que mudar a gestão da Emasa para a iniciativa privada estaria fora dos planos do governo. Porém, no mesmo dia em que ele deu essa declaração ao blog, Geraldo Briglia falou que a concessão é uma hipótese a ser considerada.

EMASA MALTRATA MORADORES DO FONSECA

Moradores convivem há mais de 30 dias com esse cenário e o forte mau-cheiro produzido pelos dejetos (foto Tempo Presente)

A Emasa abriu uma vala de 50 metros na praça principal do bairro Fonseca, em Itabuna, para reparos na rede de esgoto, mas não concluiu o serviço. Faz mais de 30 dias que os moradores da área convivem com o forte mau-cheiro produzido pelos dejetos e a empresa alega mil dificuldades para terminar o que começou. Até a mudança de presidente é apontada como percalço…

A população, que não tem nada a ver com tais desculpas, mas sofre com a incompetência escancarada, queixa-se de doenças causadas pela fedentina. A manicure Ofélia Santana dos Santos, ouvida pelo blog Tempo Presente, afirma que o odor se acentua à noite.

“Todo dia coloco um pano molhado debaixo da porta para não entrar o fedor,  mas não tem jeito; amanheço todos os dias com forte coriza e minha família não está se alimentando direito”, reclama Ofélia, que mora no Fonseca há 38 anos.

GERALDO BRIGLIA ASSUME COMANDO DA EMASA

Confirmando o que o PIMENTA havia antecipado em primeira mão, o engenheiro Geraldo Briglia assume nesta quinta-feira, 30, a presidência da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Itabuna (Emasa). Ele vai substituir o também engenheiro Alfredo Melo.

A posse de Briglia no cargo ocorrerá logo mais, às 11h30min, no gabinete do prefeito José Nilton Azevedo, com quem o blog conversou há pouco. Segundo o prefeito, Alfredo Melo pediu para sair da Emasa alegando desgaste no cargo.

Há rumores de que o governo municipal opera para transferir a empresa para a iniciativa privada. Briglia teria sido escolhido para conduzir o processo rumo à privatização.

PROJETO MELHORA LIGAÇÃO ENTRE SÃO ROQUE E SANTO ANTÔNIO

Obras iniciaram pela instalação do sistema de drenagem (foto Waldyr Gomes)

A Prefeitura de Itabuna promete entregar até o final de julho as obras de infraestrutura que vão melhorar a interligação entre os bairros São Roque e Santo Antônio. O projeto conta com recursos de R$ 1,2 milhão do Ministério das Cidades e já está com a etapa de drenagem e saneamento concluída em alguns trechos.

A intenção do governo é finalizar as obras a tempo de incluí-las no programa de inaugurações do aniversário de 101 anos do município. Moradores do loteamento Monte Líbano e do bairro Novo Horizonte estão entre os beneficiados pela melhoria urbana.

 

ITABUNA, QUARTA-FEIRA, 16H

 

PISCINÃO DE AZEVEDO - Avenida Ilhéus estava deste jeito às 16h26min, duras horas depois da chuva do início da tarde. A obra do canal resolverá?

As imagens acima – e abaixo – foram captadas pelo Pimenta entre 16h05 e 16h27min desta quarta. Revelam o descaso dos poderes públicos com a infraestrutura e o saneamento básico de Itabuna. Ações mínimas, como desobstrução de bueiros, parecem que foram esquecidas até mesmo no centro da cidade. A população tem sua parcela de culpa ao fazer das ruas depósitos de lixo.

Na rua São Vicente de Paulo, centro, onde fica a sede da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), moradores, pedestres e motoristas sofrem: basta uma chuvinha para alagar a via. E quando para de chover, a rua vira um misto de águas pluviais e esgoto.

“Dá trabalho andar por aqui ou estacionar”, diz Haroldo Pinto, que reside em um apartamento vizinho à sede da Emasa. “A rua fica alagada e vira essa lama”, diz, apontando a “mistura” de água e esgoto. Uma funcionária da Escola Profissionalizante Zélia Lessa afirmou ao PIMENTA que a Emasa “desistiu” de tentar fazer a limpeza do local. “É chover e vira esse esgoto aí”.

A chuva não foi forte, durou menos que dez minutos, mas essa era imagem duas horas depois, em frente à sede administrativa da Emasa, na rua São Vicente de Paulo, centro. A empresa é a responsável pelas ações de saneamento na cidade. Que ironia!

Às 16h25min - A cena é constante na avenida Ilhéus quando chove. Nada muda, apesar das reclamações de lojistas e moradores da avenida localiada no centro da cidade e próximo à Emasa.

A foto clicada exatamente às 16h07 revela pedestre tendo que usar a pista de rolamento, na avenida Inácio Tosta Filho-praça José Bastos, em frente à FTC. O carro ficou "ilhado".

Cena irrita pedestres numa das regiões mais movimentadas da cidade.

5 MINUTOS DE CHUVA E…

Os moradores da Rua Floresta, no São Caetano, estão elevando as mãos ao céu e rogando a São Pedro que segure um pouquinho a “torneira”. Os sofredores temem a repetição desta tarde, quando a rua ficou completamente alagada com apenas cinco minutos de chuva.

Rua alagada com apenas cinco minutos de chuva.

SANEAMENTO EM ITACARÉ SERÁ INAUGURADO NESTA TERÇA

O novo sistema de saneamento de Itacaré já está em operação desde junho e a inauguração chegou a ser marcada para o dia 30 daquele mês, mas acabou adiada na última hora. A cerimônia foi reagendada para esta terça-feira, dia 28, às 9 horas, e contará com as presenças do secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, e do presidente da Embasa, Abelardo Oliveira.

O sistema de esgotamento sanitário custou R$ 7,6 milhões e já atende aos 34 mil habitantes do município. A estrutura tem 12 quilômetros de rede coletora, seis estações elevatórias, estação de tratamento de esgotos e emissário final.

ALFREDO COM DATA DE VALIDADE

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) cedeu a mais um capricho do secretário da Fazenda, Carlos Burgos. Dará mais um brinquedinho (público) à família do secretário: a presidência da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).

Octaviano Burgos assume o comando da empresa a partir de outubro – segundo fontes da própria Emasa – ejetando o presidente Alfredo Melo.

A “Burguesia” passa ao controle com a tarefa de acelerar o processo de privatização da Emasa.

EMBASA É ELEITA A 2ª MELHOR DO PAÍS EM SERVIÇOS PÚBLICOS

O itabunense Abelardo Filho preside a Embasa.

Levantamento da revista IstoéDinheiro põe a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A (Embasa) em segundo lugar no ranking das melhores empresas prestadoras de serviços públicos no país. A publicação avaliou as práticas gerenciais das 500 maiores empresas instaladas no Brasil. A primeira do ranking é a Casa da Moeda. Na área de saneamento, a Embasa é a primeira do país, conforme a Dinheiro.

A avaliação por setores deu ainda à estatal baiana de saneamento o primeiro lugar na área de Recursos Humanos e o segundo lugar nas categorias Inovação e Qualidade, e Responsabilidade Social. A Embasa ainda obteve o quinto lugar no quesito Governança Corporativa.

Este blog não poderia deixar de fazer o registro. A empresa, que por muitas vezes esteve para ser vendida em gestões passadas, hoje alcança esse nível de gestão justamente no período em que é presidida por um itabunense, Abelardo de Oliveira Filho.

SANEAMENTO EM ITACARÉ E APODRECIMENTO NO CACHOEIRA

Rio Cachoeira virou repositório de dejetos

Enquanto em Itabuna a Emasa assassina o Rio Cachoeira, que recebe quase 100% dos esgotos residenciais e industriais – “in natura” -, em Itacaré a Embasa acaba de investir cerca de R$ 7,6 milhões em um moderno sistema de saneamento. São 12 mil metros de rede coletora, seis estações elevatórias, uma estação de tratamento e um emissário de 34 metros.

Segundo o gerente da unidade regional da Embasa em Itabuna, Cláudio Fontes, a estação de tratamento implantada em Itacaré emprega tecnologia de primeiro mundo, com uso de equipamento ultravioleta na desinfecção do esgoto. A nova rede será inaugurada nesta quarta-feira, 30, às 15 horas, com a presença do governador Jaques Wagner.

A itabunense Emasa, que opera os serviços de abastecimento e saneamento (esgotado) por concessão (vencida em agosto de 2009) da Embasa, insiste em continuar gerindo um setor no qual já ficou demonstrada sua ineficiência. O presidente da empresa estadual, Abelardo Oliveira, diz que a Embasa tem condições de investir no saneamento de Itabuna, pondo um fim à barbaridade que se comete contra o Rio Cachoeira. A empresa municipal resiste.

Só não se sabe porque o Ministério Público, sempre tão disposto a zelar pelos interesses da sociedade, não mete o bedelho nessa controvérsia. Ao persistir na omissão, contribui decisivamente para destruir um rio que agoniza.

AZEVEDO TENTA “DESENTERRAR CABEÇA DE JEGUE”

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, está em Brasília, com a missão de discutir com o ministro da Integração Nacional, João Santana, detalhes sobre as obras de saneamento do canal do Lavapés. O encontro está agendado para a manhã desta segunda-feira (26).

A obra, na avenida Amélia Amado, conta com recursos de R$ 12,8 milhões do Governo Federal, mas ainda não recebeu oficialmente o aval do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá). Várias mudanças foram feitas no projeto original (que previa o “encapsulamento” das águas do Lavapés) e técnicos do instituto já teriam adiantado ao governo municipal que a outorga será deferida.

O saneamento do canal, além da reurbanização da avenida Amélia Amado, está incluído entre as ações do governo municipal para este ano em que Itabuna festeja os seus cem anos. Há quem acredite, porém, que a obra somente vá sair, com boa vontade, no centésimo-primeiro aniversário.

JUSMARI APOIARÁ REELEIÇÃO DE JW

Wagner ao lado da "baixinha" Jusmari Oliveira, de Barreiras.

O governador Jaques Wagner acaba de receber o apoio da prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira (PR), em seu projeto de reeleição. A prefeita aproveitou a visita do petista ao município e disse que não seguirá o seu partido.

“Já respondi anteriormente processo por infidelidade partidária e não me custará nada responder mais um. Eu declaro a você, governador, todo o apoio à sua reeleição”.

Até aqui, o PR, comandado pelo senador César Borges, não definiu quem apoiará na disputa pelo Palácio de Ondina, apesar de estar mais próximo de Geddel Vieira Lima (PMDB) e Paulo Souto (DEM).

Enfática no apoio ao governador, Jusmari disse ter encontrado na gestão do Galego “a sensibilidade que sempre buscamos em mais de 20 anos de caminhada na busca da construção da justiça social e da dignidade do povo do Oeste da Bahia”.

A rasgação de seda em praça pública ocorreu durante anúncio de investimentos do governo estadual na área de saneamento básico. São R$ 78 milhões aplicados em esgotamento sanitário e abastecimento de água no município. Nos últimos dias, Wagner recebeu apoios de prefeitos do PR, do DEM (Azevedo entre eles) e do PMDB.

MUDANÇA DE FOCO…

A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) parece ter mudado o foco de sua atuação. Só isso pode explicar o acontecido lá pelas bandas do bairro Lomanto Júnior: o cidadão, indignado com o esgoto correndo “a céu aberto” na rua que leva o nome do escritor Ciro de Matos (o endereço foi grafado assim…), acionou a empresa.

Foi ao escritório central, montou acampamento e avisou que de lá sairia quando uma equipe fosse designada para reparar a indecência que era o esgoto correndo por toda a rua – e com aquele odor insuportável que espanta cliente da Itadil e fiel de uma igreja.

A equipe deu uma passadinha por lá, mas aí veio a surpresa: os operários disseram que a Emasa lida apenas com água. E orientaram a vítima do infortúnio a bater em outra porta.

E o pobre do cidadão pensava que o S de Emasa tinha algo a ver com… saneamento. Talvez seja S de Sadia – só pra sacanear…

NÃO PENSE PEQUENO, AZEVEDO!

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) não pode se dar ao luxo de pensar pequeno e querer uma “minibarragem” para resolver o abastecimento de água de Itabuna.

É incrível, mas o prefeito propôs que a barragem no rio Colônia tenha metade da capacidade de reservação de água (em vez dos 62,7 milhões de litros cúbicos de água, ele propõe apenas 30 milhões).

Para o prefeito, o projeto sendo reduzido à metade, terá a capacidade de resolver a falta dágua em Itabuna mesmo em períodos críticos.

Não se sabe por quem ele foi orientado, mas Azevedo, por certo, não deve estar apostando na capacidade do município em atrair projetos industriais. Se ficar do jeito que ele quer, a barragem servirá apenas para resolver o abastecimento residencial. E não terá capacidade de atender à demanda industrial.

A proposta de uma barragem à metade da pensada e projetada pelo Governo do Estado, ao anunciar os R$ 36,1 milhões para a obra, será levada pelo prefeito ao secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence. Os dois sentam-se à mesa na próxima segunda-feira.

Hora de pensar grande, Azevedo.

ACERTANDO OS PONTEIROS

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Apesar da tensão inicial por conta da troca de ofícios entre Emasa e Embasa (confira aqui), a reunião de hoje significou avanço importante quanto ao futuro da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) e, também, do abastecimento em Itabuna. Esta avaliação foi feita tanto por representantes do município como do estado.

Para que os ponteiros se acertem de vez e a discussão ocorra com agilidade, os dois lados devem finalizar a discussão sobre o contrato de comodato entre Emasa e a estatatal estadual Embasa. Um levantamento contratado pela Embasa junto à Universidade de São Paulo (USP) definiu em R$ 30 milhões o valor dos equipamentos cedidos à Emasa.

Inicialmente, este será o valor pretendido pela Embasa como ressarcimento. Caberá à prefeitura rediscutir valores. O próximo passo será definir se a Emasa continua com o serviço de abastecimento ou a empresa estadual assume. O prefeito Capitão Azevedo quer deixar tudo como está, sabido que a Emasa não tem condições de investimentos.

Do outro lado, são três as propostas, uma delas a de gestão compartilhada. A dúvida é saber se o município topa. De acordo com a assessoria de governo, primeiro, será apurado como seria esse compartilhamento de gestão em que Emasa e Embasa assumiriam a gestão do saneamento básico.

A Embasa entra na parada com todo o vigor. Tem a seu favor o fato de investir de forma pesada e maciça em saneamento em todo o estado, vide os exemplos de cidades como Teixeira de Freitas, Feira de Santana e Lauro de Freitas, localidades que receberão mais de R$ 325 milhões em investimentos, recursos do Água para Todos, o maior programa de saneamento do Brasil.

Durante a reunião de hoje entre prefeito Capitão Azevedo e os presidentes Alfredo Melo (Emasa) e Abelardo Filho (Embasa) e o secretário de Assuntos Governamentais, Walmir Rosário, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence, antecipou que o governador Jaques Wagner tem o maior interesse de investir – pesado – na área de saneamento em Itabuna. Basta o município sinalizar ou pela gestão compartilhada ou pela Embasa assumindo o abastecimento.

Outro ponto é a construção da barragem. Pelo dito do lado da Embasa, esta ação teria recursos imediatamente. Está claro que, Emasa à frente, dificilmente os recursos chegariam para esta obra. Aí, a questão é muito mais legal do que política.

Ouvido pelo Pimenta, o secretário de Assuntos Governamentais e Comunicação Social, Walmir Rosário, disse que a reunião foi muito boa e reafirmou a necessidade de concluir a discussão sobre o inventário de bens da Embasa emprestados em regime de comodato à Emasa. No mais, é conhecer as propostas dos dois lados.

camara itabuna






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