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:: ‘Serra’

O PATINHO FEIO E O GOLPE

marco wense1Marco Wense

 

O Brasil vai sair dessa grave crise, mais política e ética do que econômica. Os bons políticos querem. Todos nós queremos. Só os idiotas e imbecis torcem pelo “quanto pior, melhor”.

 

O quarteto tucaniano, composto por Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, não tem um ponto de equilíbrio em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

FHC e Aécio defendem dois caminhos: o da renúncia de Dilma, que é um ato unilateral, e o do Tribunal Superior Eleitoral, que vai julgar se houve abuso de poder e financiamento irregular na campanha de 2014.

O posicionamento pela renúncia, que leva o vice a assumir a presidência da República, é de mentirinha. Querem um desfecho contra Dilma e Temer. Ou seja, via TSE, que, julgando procedente a ação do PSDB, poderia definir por novas eleições, no prazo de até 90 dias, ou pela posse de Aécio Neves, segundo colocado no processo sucessório. O comando do Palácio do Planalto ficaria, interinamente, com o incendiário Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. É bom lembrar que Cunha pode virar réu a qualquer momento. O evangélico parlamentar é investigado pela Lava Jato, acusado de ter recebido uma propina de cinco milhões de dólares no esquema do petrolão.

O senador José Serra concorda com a renúncia de Dilma, mas não quer nem ouvir falar do TSE. Torce por uma decisão do TCU condenando as chamadas “pedaladas fiscais”. Por mais estranho que pareça, Serra é um pró-Temer. Trabalha, sorrateiramente, contra o “companheiro” Aécio. Serra quer ser uma espécie de super-ministro em um eventual governo peemedebista. Com Aécio Neves no poder, o tucano-temista seria impiedosamente isolado, tratado com desdém, defenestrado. O roqueiro e doidão Lobão, cotado para ser o titular do ministério da Cultura, teria mais prestígio do que Serra.

Uma decisão desfavorável a Dilma no Tribunal de Contas da União abriria as portas do Congresso para um processo de impeachment por crime de responsabilidade. Temer assumiria o comando do País se o afastamento fosse concretizado.

Sobre as “pedaladas”, escrevi, em 31 de julho, que os governos de FHC (1995-2002) e o de Lula (2003-2010) maquiaram as contas públicas para garantir o pagamento do seguro desemprego. O TCU não tomou nenhuma providência. O que antes era aceitável é agora crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Bastou um piscar de olhos na direção do impeachment.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o corpo, a alma e o espírito voltados para a eleição de 2018, é contra o impeachment. É outro que vem rifando Aécio Neves. Para que o projeto seja aberto pela Câmara, é preciso o apoio de 342 deputados. Seguindo para o Senado, o aval tem que ser dado por 54 senadores.

Parabéns a Renan Calheiros, presidente do Senado, que, juntamente com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, trabalham na criação de uma agenda positiva, suprapartidária, de interesse nacional. O Brasil acima da politicagem.

Quando questionado sobre a grave crise, o senhor Aécio Neves, até hoje inconformado com o inquestionável resultado das urnas, diz, com aquele inerente deboche, que “cabe ao governo, e não à oposição, buscar soluções”.

Ora, o PSDB não aponta soluções porque não tem competência para apontá-las. A sinceridade parte do próprio tucanato, do vice-presidente nacional da legenda e ex-governador de São Paulo Alberto Goldman: “o PSDB não tem projeto de País”. Finaliza dizendo que “a legenda não é capaz de dizer o que faria se tivesse vencido as eleições do ano passado”.

Setores da chamada “grande imprensa” e importantes lideranças políticas de oposição começam a perceber que o impeachment é o pior dos cenários. João Roberto Marinho, um dos três sócios majoritários das Organizações Globo, diz que “o sucessor da presidente Dilma será quem vencer as eleições de 2018”. Editorial da Folha de São Paulo que “a ala aecista não pode subordinar os meios jurídicos a seus fins eleitorais, vergando as regras da democracia para encurtar o caminho até o poder”.

Clique no link abaixo para ler o artigo na íntegra.

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SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DA CHUVA NO ES

Comerciantes de Teixeira de Freitas, no Extremo-Sul baiano, arrecadaram 6,5 mil quilos de alimentos para vítimas da chuva no Espírito Santo.

O presidente do Sindicato do Comércio (Sincomercio), Flávio Guimarães, informou ao PIMENTA que os donativos serão enviados ainda nesta quinta-feira (26).

O Espírito Santo é castigado pelas chuvas mais intensas dos últimos 90 anos, deixando mais de 45 mil desabrigados e 21 mortos.

DATAFOLHA: DILMA VAI A 47% E VANTAGEM SOBRE OPOSITORES AUMENTA PARA 17 PONTOS

Dilma amplia vantagem eleitoral, segundo Datafolha.

Dilma amplia vantagem eleitoral, segundo Datafolha.

Os novos números da corrida presidencial colhidos pelo Datafolha na quinta e sexta-feiras (28 e 29) revelam a presidente Dilma Rousseff reconquistando o eleitorado, enquanto a oposição deixa de aproveitar vácuo.

Se na pesquisa de 11 de outubro a vantagem de Dilma era de seis pontos percentuais no cenário principal, agora chega a 17 pontos.

Dilma saiu de 42% e foi a 47%. Aécio Neves (PSDB) oscilou de 21% para 19% e Eduardo Campos (PSB) caiu de 15% para 11%.

A presidente tem ameaçada a reeleição em primeiro turno apenas quando os candidatos de oposição são substituídos por José Serra (PSDB) e Marina Silva (PSB). A petista vai a 41%, Marina despenca de 28% para 24% e Serra desliza de 20% para 19%. Porém, a soma dos opositores dá 43%.

Os números foram publicados hoje pela Folha de São Paulo e revelam um ex-presidente Lula imbatível, variando entre 52% e 56% das intenções de voto mesmo em cenário mais duro, tendo Marina Silva e José Serra como adversários. A pesquisa consultou  4.557 pessoas em 194 municípios na quinta e sexta, segundo o instituto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Confira todos os cenários clicando no Leia mais, abaixo.

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UNIVERSO PARALELO

DE LIVROS E GENERALIZAÇÕES MENTIROSAS

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1LivroMuita gente dá o mesmo conselho: “leia, leia, leia”, mas não dizem a suas vítimas o que elas devem ler. A leitura, como toda nova experiência, tem potencial de nos realizar ou frustrar. Creio, sem ser especialista no tema, que há textos adequados à idade, ao nível de saber e à sensibilidade de cada um de nós. Com livros, assim como com crianças, precisamos nos munir de isenção e coragem. “Adoro crianças!” – ouço com frequência esta generalização, mentirosa como todas as generalizações. Eu também gosto muito de crianças, mas reconheço que algumas delas são profundamente irritantes. Livros também são adoráveis, mas haveremos de admitir que muitos deles são intransponíveis.

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Umberto eco e a erudição que machuca

Alguns livros de difícil leitura para não iniciados: Os sertões (Euclides da Cunha), A divina comédia (Dante Alighieri), Os lusíadas (Camões), A montanha mágica (Thomas Mann), O pêndulo de Foucault (Umberto Eco). Não digo que são livros “ruins”, mas que não se destinam a leitores inexperientes. João Ubaldo Ribeiro diz que Os sertões é de fácil leitura, mas eu considero a primeira parte, A terra, “desestimulante”, para quem não é engenheiro, geólogo, ou coisa do gênero. Há quem liste Machado de Assis entre os “difíceis”, eu não. Já O pêndulo de Foucault, confesso, sob o peso da erudição de Umberto Eco, abandonei em meio à leitura, há muitos anos, e nunca mais o retomei.

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ENTRE PARÊNTESES, ou

3BrasilUsar apelido gera esquecimento do nome
Dia desses, José Serra errou, numa entrevista de tevê, o nome do País. “O Brasil chama-se Estados Unidos do Brasil”, disse o eterno candidato. A gafe seria desculpável, não fosse o status de quem a cometeu, pois é regra não escrita chamarmos nossa pátria mãe gentil pelo apelido, o que nos leva ao esquecimento do nome completo (o Brasil já foi “Estados Unidos”, hoje é “República Federativa”). A lembrança me veio ao ler afirmação do professor Arléo Barbosa, dando conta de que Ilhéus é também uma simplificação. O título São Jorge dos Ilhéus, que vem dos tempos coloniais, nunca foi mudado – e eu não sabia. Creio que estamos todos condenados à Lei do Menor Esforço.

O MITO GRECO-LATINO EM NOSSA LINGUAGEM

Certa vez, cometi uma resenha de interessante livro de poemas, Tear de aracnídeos, do professor Jorge de Souza Araújo. Destaquei que o autor me surpreendeu com sua densa erudição a respeito desses artrópodes, definindo-os, apontando-os como anteriores ao homem e mapeando-os por lugares nunca dantes imaginados. Lembro desse episódio, antigo de quase oito anos, ao me deparar com texto que fala da presença do mito greco-latino em nossa linguagem do dia a dia – e entre os verbetes me deparo com este mesmo que a gentil leitora imaginou: aracnídeo, isto é, a aranha e a teia que lhe desgraçou a vida, bem ao jeito da tragédia grega.
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5AracnePequena e triste estória de uma aranha

A primeira aranha do mundo era uma mocinha chamada Aracne, não garanto que bonita, mas prendada, pois era famosa pela qualidade dos tecidos que fazia. Um tanto metidinha, ela se gabou de que tecia melhor do que Atena (deusa da guerra, da sabedoria e dos ofícios), que se irritou ao ser comparada com uma mortal. Aracne achou pouco e ainda desafiou a deusa para um concurso, a medir quem era melhor tecelã. Aracne, que não se emenda, produziu uma obra que zombava dos deuses, mostrando que eles também erravam, mas um trabalho “tecnicamente” impecável. Vencida em seu próprio campo, Atena ficou tiririca – e decidiu se vingar da mocinha audaciosa.

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Uma deusa muito irritada com o marido

Suspense para lembrar que a grega Atena é conhecida na mitologia latina por Minerva. Ela é filha de Júpiter (Zeus, entre os gregos), espécie de rei dos deuses, associado com o céu e o trovão (entidade próxima ao Xangô do candomblé, segundo Verger, que vocês conhecem). A mãe de Atena/Minerva é Hera/Juno, rainha dos deuses, deusa das mulheres e do casamento, esposa de Zeus/Júpiter, uma mulher muito irritada com o marido, que é dado a pular a cerca. Já se vê que pedigree não falta à deusa Atena. Ah, sim: para se vingar da desfeita de Aracne, ela transformou a mocinha em aranha, condenada a tecer até o fim dos tempos.

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BILL EVANS E A VOLTA DO FUNDO DO POÇO

O pianista Bill Evans, que críticos e músicos aplaudiram a valer, viveu uma carreira irregular, com problemas não diferentes daqueles de Charles Parker, Ray Charles e outros: muita droga e, após, saída de cena para desintoxicar-se. Em 1961, quando Scott La Faro, seu baterista favorito, morre num acidente de carro (aos 25 anos!), Evans decide que o jazz perdera o significado. Mergulhou na droga, mais do que nunca, e ninguém imaginava como terminaria se, certa noite, Chuck Israels não surgisse em sua vida. Evans foi tocado pela vontade que Israels demonstrou de tocar com ele, diz o crítico Bruno Schiozzi. “Essa proposta me levou a recomeçar”, completa Evans.
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Influenciado pelos grandes do piano

Com Israels, Evans sai da crise, passando a tocar também com feras como Freddie Hubbard, Stan Getz, Tony Bennett e Claus Ogerman (este, uma das admirações de Tom Jobim).  Para o crítico Joachim Berendt, “o fraseado elegante e as harmonias sofisticadas de Bill Evans atestam influências de Debussy, Ravel e, voltando no tempo, Chopin”. Sua carreira, igual à de tantos no jazz, foi encurtada devido às drogas, que minaram sua saúde: morreu (aos 51 anos) de insuficiência hepática e hemorragia interna provocadas pelo uso de heroína e cocaína. Este Summertime (1965) é uma mostra dos vários temas gravados pelo “novo” trio: Evans (piano), Israels (contrabaixo) e Paul Motian (bateria).

O.C.

DATAFOLHA: HADDAD 17 PONTOS À FRENTE DE SERRA

Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que o cenário do segundo turno em São Paulo vai se definindo a favor de Fernando Haddad (PT). Finalizado nesta quinta-feira, 18, o levantamento traz o ex-ministro da Educação com 49% das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) aparece com 32%. Considerados os votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60% e Serra, 40%.

A rejeição ao tucano cresceu bastante com relação à pesquisa feita pelo Datafolha nos dias 5 e 6 de outubro. Em um intervalo de apenas 12 dias, o índice dos que não votariam em Serra de jeito nenhum subiu de 42% para 52%. A rejeição ao petista é de 34%.

Há indicações de que a reprovação ao prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia Serra, explique em parte o declínio do candidato do PSDB. Outro fator é que Haddad atraiu a maior parcela dos que, no primeiro turno, votaram em Gabriel Chalita (PMDB) ou em Celso Russomano (PRB). Com informações da Folha Online.

PARA KASSAB, SERRA PODE APOIAR DILMA

Do Uol

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) confirmou nesta sexta-feira (2) a conversa com o presidente do PT, Rui Falcão, em que disse que José Serra (PSDB) preferiria a reeleição de Dilma Rousseff a apoiar uma eventual candidatura do também tucano Aécio Neves à Presidência em 2014.

“Eu falei em meu nome. Eu disse, em algum momento do ano passado, que eu achava que existia um risco se o Serra fosse prefeito, diante da tensão que existia, de até não apoiar [Aécio Neves]. Isso eu falei mesmo, é verdade”, afirmou o prefeito.

TIRIRICA QUER DISPUTAR ELEIÇÃO COM SERRA

O palhaço Tiririca, que é também deputado federal e foi o puxador de votos do PR no estado de São Paulo na eleição de 2010, pensa em disputar a prefeitura paulistana este ano. O Partido da República, que não sabia se apoiava Fernando Haddad (PT) ou José Serra (PSDB), optou por apresentar o folclórico pré-candidato. De acordo com a legenda, a decisão de seu a partir de sugestões recebidas de eleitores.

O PR é aliado do PT no plano federal, mas tem fortes ligações com o tucanato paulista. Sair com Tiririca seria uma maneira de evitar problemas nas duas relações… Ou aumentar o poder de barganha e garantir bons cargos no futuro.

Quem sabe Tiririca venha a desistir da candidatura para se tornar, talvez, o secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo…

DILMA PERDE EM 8 CIDADES NA BAHIA – TODAS ADMINISTRADAS POR ALIADOS

Seis delas são geridas pelo PT

O candidato derrotado José Serra (PT) conseguiu bater a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) em oito dos 417 municípios baianos, conforme levantamento feito pelo Pimenta com base nos últimos números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E o levantamento mostra que seis das cidades são administradas pelo PT, uma pelo PCdoB e outra pelo PMDB, todos partidos da base aliada da primeira presidenta da história do Brasil.

A derrota mais significativa ocorreu em Vitória da Conquista. O PT administra o município há 14 anos e foi lá que Dilma encerrou sua campanha no Nordeste, na última terça, 26. Em Conquista, Serra ganhou com uma frente superior a 17 mil votos. Em votos válidos, deu 55,91% a 44,09% para Serra.

Outras derrotas em cidades administradas pelo PT foram em Camamu (54,5% a 45,5%), Buerarema (56,5% a 43,5%), Itapetinga (50,11% a 49,89%), Itororó (52,05% a 47,95%) e Senhor do Bonfim (51,42% a 48,58%).

Dois outros municípios onde Dilma não venceu são administrados também por aliados. Ituaçu (50,03% a 49,97% para Serra) é administrada pelo PCdoB. Já em Tancredo Neves, administrada pelo PMDB, repetiu-se o que ocorreu no primeiro turno, quando Serra bateu Dilma. Agora, por 54,52% a 45,48%.

Se perdeu nessas cidades, Dilma – e o governador Jaques Wagner – podem comemorar vitória na Bahia. Por aqui, ela saiu com 70,85% dos votos. Em alguns municípios, ela saiu das urnas com quase 90% dos votos. Foi o caso de Itaguaçu da Bahia (88,9%)

SINAL DE ALERTA

Além de ter passado aperto para vencer José Serra (PSDB) em Itabuna (50,96% a 49,04%) e ter perdido em Vitória da Conquista, considerada a cidade mais “serrista” da Bahia, Dilma Rousseff (PT) perdeu para o tucano em duas importantes cidades do sudoeste baiano.

Em Itororó, Serra bateu Dilma por 52,05% a 47,95%. Já em Itapetinga, o ex-governador de São Paulo saiu das urnas com 50,11% dos votos, deixando a presidente eleita com 49,89%.

Os dois municípios são governados pelo PT.

PETISTA VENCE EM ITABUNA POR 1.999 VOTOS

Urnas são entregues no cartório eleitoral em Itabuna (Foto Pimenta).

A apuração em Itabuna foi concluída e a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), bateu José Serra (PSDB) no município por uma diferença de 1.999 votos. Foram 52.855 votos obtidos por Dilma contra 50.856 de Serra. Em percentuais, dá 50,96% a 49,04%.

Tanto em Itabuna como em Ilhéus, os dois maiores municípios sul-baianos, a votação da petista ficou bem abaixo da média baiana. Em Ilhéus, Dilma obteve 62,83% dos votos e Serra, 37,17%. A apuração ainda não foi concluída no estado. Por enquanto, ela abocanha 70% dos votos válidos.

POR QUE O DISCURSO DE SERRA NÃO NOS ATINGE?

Daniela Galdino

O favelismo cenográfico comprova muito mais do que o cinismo político: confirma o distanciamento entre Serra e os eleitores pobres

Segundo o nosso digno Mano Brown, na democracia de Serra, se houver duas crianças, sendo uma magra e faminta e outra robusta e bem alimentada, o “Zé” joga o único sanduíche para cima e aguarda para que a “justiça social seja feita”.

Essa alusão comprova o que Serra ignora: os desiguais precisam ser tratados de maneira diferente, para que a justiça social ocorra. Além de concordar com Brown, não me espanto com essa atitude do tucano, afinal, para quem foi capaz de levar ao ar, no programa eleitoral, uma favela cenográfica, isso é coisa pouca.

O favelismo cenográfico comprova muito mais do que o cinismo político: confirma o distanciamento entre Serra e os eleitores pobres – que falam o português não canônico, que nem sempre fazem as três refeições por dia, mas que, contraditoriamente, figuram, em época de eleições, nas “missões humanitárias aliadas” do PSDB.

A fala de Serra, sempre rasa como uma piscina regan tamanho P, possui uma baixa ressonância numa parcela significativa da população brasileira. Jamais se deve esperar, no discurso circular do tucanato paulicêntrico, preocupações com o Brasil profundo.

Certamente não foi durante os 8 anos do governo FHC – tendo Serra como Ministro em duas pastas de destaque, é bom lembrar – que os maiores programas sociais foram implementados, muito menos as ações afirmativas nas universidades, nem a ampliação do numero de universidades federais, ou o incentivo à educação quilombola, o respeito à diversidade e a democratização na distribuição de recursos para financiamento de projetos socioeducativos, culturais e de geração de renda.

Essas e outras medidas foram tomadas nas duas gestões do governo Lula, somente os desavisados por opção ou os distanciados dos pobres por motivos de assepsia não percebem isso.

Uma pergunta para o (e)leitor: como o candidato tucano pode combater as desigualdades, se o passado da era FHC/Serra no governo federal nos legou um recorde imbatível no desmantelamento da educação em todos os seus níveis e modalidades? Como democratizar a universidade brasileira dentro de um projeto político que, por varias vezes, já nos deu provas incontestes de uma “privataria” desvairada?

O suplicio mesmo do Brasil é o PSDB. Esse partido, que movido por um paulicentrismo tipo exportação, tenta, a cada eleição, medir o Brasil pela régua de São Paulo. Obviamente pela régua da classe média paulistana, que se autoproclama esclarecida o suficiente para dizer ao resto do país o que precisamos. Ao ignorar diversidades regionais, ao voltar as costas para os reais problemas das classes populares, o discurso de Serra e dos seus aliados – em geral representantes de DEMo – só pode nos oferecer um conjunto de propostas incipientes para reverter os níveis de pobreza no país.

É por esses – e outros – motivos que a candidatura tucana, no primeiro turno, teve desempenho irrisório nas regiões mais pobres do Brasil, a exemplo de amplas áreas do norte e nordeste. Mas, como já era de se esperar, para justificar esses resultados, o discurso paulicentrista difunde a idéia de que nessas mesmas áreas pobres os eleitores são desprovidos de discernimento para votar.

Com isso, Serra e seus comparsas fixam mais uma figurinha no seu vasto álbum de equívocos e, numa só tacada, retomam infelizes idéias a respeito de nós, nordestinos, por exemplo. Eu, ironicamente, agradeço a Serra, com isso, ele comprova a distância enorme que nos separa. Distância que, fica confirmado, ele tem cada vez menos condições de ultrapassar.

Daniela Galdino é professora da UNEB, Doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos pelo CEAO/UFBA, Professora da Rede Estadual da Bahia

POLÍCIA RETÉM BANDEIRA NA HORA DO VOTO

Eleitores cadastrados em seções dos colégios Estadual, Amélia Amado e Lourdes Veloso estão sendo proibidos pela Polícia Militar de votar com bandeiras de seus respectivos candidatos. As seções ficam na 27ª Zona Eleitoral, no bairro São Caetano.

O Pimenta testemunhou várias pessoas sendo impedidas de votar com a bandeira, mas os policiais dizem que não estão autorizados a falar sobre de onde partiu a ordem.

A legislação eleitoral (Lei 9.504/97) permite que o cidadão vote com a bandeira do seu candidato ou partido, mas de forma “silenciosa e individual”, sem aglomerações. Essa manifestação pode ocorrer com o uso de “bandeiras, broches e adesivos”, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PARA ONDE ELES IRÃO

Da coluna Painel (Folha de S. Paulo):

Beira-mar A candidata petista manifestou a assessores preferência por uma praia como destino para o descanso pós-eleitoral.

Pergunta você Até a noite de sexta, ninguém, no entorno de Serra, arriscava palpite sobre o local de refúgio do candidato uma vez encerrado o segundo turno.

PESQUISAS APONTAM VITÓRIA DE DILMA

Dilma em vantagem na reta final (Foto Monica Alves/Exame).

O eleitorado brasileiro assiste a uma enxurrada de pesquisas neste sábado (30). Seja Datafolha, Ibope, Vox Populi ou Sensus, todas apontam a eleição de Dilma Rousseff (PT) com vantagem que varia de 10 a 21 pontos, a depender do instituto, diante de José Serra (PSDB).

CONFIRA PESQUISAS FEITAS HOJE (VOTOS VÁLIDOS %)

Datafolha
Dilma Rousseff (PT) – 55%
José Serra (PSDB) – 45%

Pesquisa ouviu 6.554 eleitores neste sábado (30) e foi encomendada pela Folha e Rede Globo. A margem de erro é de 2 pontos.

Ibope
Dilma Rousseff (PT): 56%
José Serra (PSDB): 44%

Pesquisa ouviu 3.010 entrevistas neste sábado (30), sob encomenda do Estadão e Rede Globo. Margem de erro de 2 pontos.

Vox Populi
Dilma Rousseff (PT) – 61%
José Serra (PSDB) – 39%

Pesquisa ouviu 3 mil eleitores neste sábado (30), encomendada pelo Portal IG. Margem de erro de 1,8 ponto.

Sensus
Dilma Rousseff (PT) – 57,2%
José Serra (PSDB) – 42,8%.

Pesquisa ouviu 2 mil eleitores neste sábado (30), encomendada pela Confederação Nacional de Transporte (CNT). Margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

PROCURA-SE UM PRESIDENTE PARA O BRASIL!

Manuela Berbert

Sentei para escrever esse texto e fiquei me perguntando, de frente para o computador, como começar. Minha maior preocupação hoje é não parecer aqui uma pessoa partidária. Até porque, neste exato momento, confesso não ter vontade de torcer por nenhuma das duas opções que estão aí, candidatos a governar o meu Brasil.

Procurei no dicionário virtual o conceito da palavra INTEGRIDADE.  E li que “ela significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, imparcial, brioso, pundonoroso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, justo e perfeito, puro de alma e de espírito”. Onde está a integridade nas duas opções que temos?

Definitivamente, estou confusa. Montaram um personagem chamado Dilma, que eu não sei de onde saiu nem o que já fez da vida, e querem que eu a eleja como a autoridade máxima do Poder executivo e da República, a maior liderança do meu país. Lula tem feito campanha para ela 24 horas por dia, empenhado, e eu gostaria de prestigiá-lo nessa empreitada, mas não tenho coragem. Falta alguma coisa nessa mulher. Às vezes acho que é simpatia. Às vezes acho que lhe falta inspirar confiança. Não tenho certeza do que falta, e por isso fico receosa.

Conheço José Serra. Lembro dos seus grandes feitos na área da saúde no Brasil. Aliás, foi levantando a bandeira da qualidade da saúde que eu o conheci, e aprendi a admirá-lo. Já parei na frente da TV para vê-lo explicar campanhas de vacinação, dentre outras coisas. Mas o tempo e a convivência podem ser cruéis com as pessoas. E acho que foi mais ou menos isso que aconteceu. A convivência, especialmente nesse período de campanha eleitoral, arranhou a minha simpatia por ele.

O horário político é ridículo e os debates foram, TODOS, um atentado à moral da população.

O horário político é ridículo e os debates foram, TODOS, um atentado à moral da população. Não vi nem ouvi propostas, planos de governo, promessas. Essas duas pessoas que estão aí hoje almejando liderar o meu país conseguiram denegrir a própria imagem dia após dia, numa luta incansável de provar que o outro é PIOR. Estou quase acreditando que correto foi o palhaço Tiririca, que foi autêntico ao ‘dar as caras’ dizendo que ‘pior do que está não fica’.

Abri os jornais e as revistas, buscando informações, e não as tive. Só li dossiês pagos, agressões, desafetos. E ainda tive que recordar episódios tristes da história do meu Brasil, porque eles fizeram questão de resgatar e citar indivíduos que eu gostaria de esquecer. Enquanto um dizia ‘fulano é seu amigo e isso prova que você não presta’, o outro respondia ‘mas você é amigo de fulano de tal, que fez pior ainda’. Aquele velho ‘jogo infantil’ que algumas mães têm, colocando sempre a culpa no comportamento do filho do vizinho.

É, querido fiel leitor, sinto uma dor no peito ao dizer que a impressão que tenho é que domingo o Brasil vai eleger o menos pior. A que ponto chegamos hein? Triste realidade. O poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare disse um dia que ‘os miseráveis não têm outro remédio a não ser a esperança’. A mais pura verdade. Independente do nosso voto e partido estamos todos pautados na incerteza do futuro e somos todos miseráveis, vestidos da esperança de que aquele que seja eleito não nos decepcione TANTO.

Procuro um presidente para o meu Brasil e não acho. Não acredito nas opções que me deram. Não confio nas informações que tenho. Sequer posso observar as pesquisas. Baiana de nascimento e de alma me apego às frases de efeito, como a de Marcio Vitor, do Psirico. Sim, a desilusão já chegou à nossa cultura popular. Numa de suas canções, em que relata a miséria do povo que vive nos morros, há uma frase interessante: “‘ê chuá chuá, temporal que leva tudo, só minha fé não vai levar”…

Manuela Berbert é apresentadora de TV, publicitária e colunista do Diário Bahia.

Sentei para escrever esse texto e fiquei me perguntando, de frente para o computador, como começar. Minha maior preocupação hoje é não parecer aqui uma pessoa partidária. Até porque, neste exato momento, confesso não ter vontade de torcer por nenhuma das duas opções que estão aí, candidatos a governar o meu Brasil.

CARREATA E BANDEIRAÇO NA RETA FINAL

Se alguém pensava estar livre das ações da campanha após o fim do horário eleitoral, saiba que não é bem assim. Em Itabuna, por exemplo, partidários de José Serra (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT) vão às ruas em busca de mais votos para os presidenciáveis.

A campanha da petista promove carreata neste sábado (30) puxada pelo deputado federal Geraldo Simões. A atividade está prevista para começar às 8 horas deste sábado, saindo da praça do bairro de Fátima. Um bandeiraço na praça Adami fecha a campanha tucana que, em Itabuna, tem como maiores cabos eleitores os democratas.

COM SERRA, A INCERTEZA É MAIOR

Marco Wense

Se alguém ainda tem dúvida sobre o voto na disputa pelo Palácio do Planalto, basta lembrar que a incerteza com o tucano José Serra é muito maior do que com a petista Dilma Roussef.

O enigmático candidato do PSDB não apresentou uma linha sobre o seu plano de governo, o que é lamentável.  A candidata do PT esboçou uma lista de diretrizes dando ênfase ao combate a pobreza.

É incrível. Mas o ex-governador de São Paulo continua achando que os brasileiros viviam melhor no governo Fernando Henrique Cardoso, que foi marcado pelo aumento do desemprego, arrocho salarial e entrega do patrimônio público.

Para Serra, tudo é uma farsa. O tucano integra os 3% que acham o governo Lula péssimo. O engraçado é que 67% dos eleitores de Serra estão satisfeitos com o atual governo, que tem um índice de aprovação de 83%.

José Serra não consegue esconder o seu preconceito com os nordestinos.  Na discussão sobre segurança pública, no debate da TV. Bandeirantes, o tucano escolheu um baiano para ilustrar o seu pensamento: “Hoje, um criminoso da Bahia que está andando na Rua do Rio de Janeiro, se pedir o documento não acontece nada”.

Agora, sem mostrar nenhum constrangimento, o presidenciável do PSDB quer que suas eleitoras conquistem os votos dos indecisos através dos atributos físicos. O candidato implora: “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 votos”.

O enigmático José Serra, cada vez mais surpreendente, ainda passa a receita para a sedução eleitoral: “É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45”.

Esse Serra é uma figura, digamos, inominável. É de um cinismo impressionante. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem toda razão quando diz que “o Serra tem uns demônios dentro dele que, às vezes, nem ele mesmo controla”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

OS VOLÁTEIS

O sindicalista Jairo Araújo, liderança dos comerciários no sul da Bahia, prefere não levar em conta as pesquisas divulgadas nos últimos dias. Ontem, o Ibope dava 14 pontos de vantagem para Dilma Rousseff (PT) e o Datafolha de hoje revela um diferença parecida em relação a José Serra – uma frente de 12 pontos. E explica a descrença:

– Pra mim, há uma massa de eleitores que ainda está entre um e outro.

Jairo tem preferência por Dilma e participa de mobilizações para atrair mais votos para a petista. Há pouco, estava na praça Adami, centro de Itabuna, participando de um bandeiraço. Para ele, é essa massa “volátil” que decidirá se teremos um presidente ou uma presidenta.

DILMA AMPLIA VANTAGEM NO IBOPE: 57% A 43%

Do G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) aponta Dilma Rousseff (PT) com 57% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 43% na disputa em segundo turno pela Presidência da República.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 55% e 59%, e Serra, entre 41% e 45%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 20, Dilma aparecia com 56% dos votos válidos e Serra com 44%.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, de 26 a 28 de outubro. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo 37596/2010.

Votos totais

Pelo critério de votos totais (que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos), Dilma Rousseff soma 52% das intenções de voto, e José Serra, 39%. As intenções de voto em branco ou nulo acumulam 5%, segundo o Ibope. Os eleitores indecisos são 4%.

Nos votos totais da pesquisa anterior do Ibope, do último dia 20, Dilma tinha 51%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 4%.

AS COMPANHIAS DOS PRESIDENCIÁVEIS NO “DIA D”

Ilimar Franco, d´O Globo

A candidata do PT, Dilma Rousseff, vai acompanhar a apuração dos votos no Palácio da Alvorada, ao lado do presidente Lula, de dirigentes do PT e da campanha, e dos governadores Jaques Wagner (PT-BA) e Eduardo Campos (PSB-PE).

O candidato do PSDB, José Serra, ficará em sua própria casa, em São Paulo, ao lado de familiares e alguns poucos assessores.

Os demais políticos tucanos e dirigentes da campanha devem se reunir na casa do secretário de Cultura Andrea Matarazzo, também em São Paulo.

O comando do PMDB vai se concentrar na casa do presidente da Câmara e vice da chapa governista, Michel Temer (SP), em Brasília.

O FERIADÃO E A ABSTENÇÃO

No histórico das eleições brasileiras, a abstenção sempre costuma ser maior no segundo turno. Contribui para isso o desaparecimento, nesta etapa, dos cabos eleitorais ligados aos candidatos a deputado, que resolvem sua vida no primeiro tempo.

Mas o receio é de que neste ano a abstenção seja ainda maior que em eleições anteriores, devido ao feriado de terça-feira, 2. Em muitas cidades, as prefeituras já decretaram ponto facultativo. E alguns estados, como o Rio de Janeiro, transferiram o feriado do Dia do Servidor Público (que é hoje, 28 de outubro) para segunda-feira, 1º de novembro, criando um belo de um feriadão.

Analistas estimam que a abstenção, que ficou em 18% no primeiro turno, alcance 22% neste domingo. Alguns deles acreditam que o feriado prolongado atrapalhará tanto Serra (PSDB) quanto Dilma (PT), mas a maioria dos observadores acha que a desvantagem do tucano neste particular é maior, pois ele tem a maioria dos eleitores das classes A e B.








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