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:: ‘Sesi’

INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO LEVA ESTUDANTES A IREM ALÉM DA SALA DE AULA

Alunos do Programa de Iniciação Científica em Tecnologias Verdes da Escola SESI Djalma Pessoa || Fotos Gilberto Jr/Copeprhoto/Sistema Fieb

Experiência do SESI Bahia com pesquisa no ensino médio, iniciada em 2012, vem colecionando resultados e premiações em competições científicas pré-universitárias do Brasil e do mundo

À vontade entre reagentes, tubos de ensaios e microscópios, eles estão buscando compreender os fenômenos naturais e sociais e encontrar soluções que extrapolam as experiências de sala de aula. Estamos falando de estudantes com idades entre 15 e 18 anos que têm em comum o gosto pela ciência e encontraram nas escolas da Rede SESI de Educação na Bahia o ambiente propício para desenvolver estas habilidades, seja nas ciências exatas, humanas ou em linguagens.

Tudo começou a ganhar forma a partir de 2012. Neste ano, o laboratório deixou de ser apenas um espaço de atividades complementares às aulas de química, física e biologia para funcionar como um espaço de produção de ciência, dando origem ao Programa de Iniciação Científica da Rede SESI. Desde então, de lá saíram projetos como a telha ecológica, feita com o reaproveitamento de resíduos da casca de coco, uma pesquisa com microalgas, que reduz a concentração de CO2 no ambiente, do bioplástico produzido a partir da fécula de mandioca e uso da casca de laranja como catalisador para a indústria de fármacos. Ou ainda, na área de humanas, pesquisa sobre as subjetividades em sala de aula, lançando um olhar sobre a mulher professora na Escola SESI, e desenvolvimento de um software para gerenciar o percurso formativo dos estudantes.

Laboratório da escola SESI Djalma Pessoa é dedicado à pesquisa em Tecnologias Verdes || Foto Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB

Atualmente, o programa tem mais de 200 estudantes inscritos de todas as sete escolas da capital e interior e, em 2020, este número irá chegar a 500 alunos. A principal novidade é que o SESI Bahia passará a oferecer aos seus estudantes bolsas de iniciação científica.  “A bolsa não é o fim, mas um meio de fomentar ainda mais o engajamento dos estudantes que também precisam ser desafiados a gerir recursos para colocar em prática suas ideias”, explica a gerente de Educação e Cultura do SESI Bahia, Cléssia Lobo.

Coordenador do Programa de Iniciação Científica da Rede SESI, o professor Fernando Moutinho explica que o espaço do laboratório é usado para desenvolver competências e habilidades que vão além de experiências científicas. “O programa de iniciação científica e a inserção do estudante no desenvolvimento soluções para aplicações reais permitem que a gente trabalhe inovação e empreendedorismo – no sentido da capacidade de mobilizar recursos e pessoas para atingir um objetivo e colocar as hipóteses em prática”, detalha Moutinho. Para ele, neste ambiente, o estudante desenvolve capacidades socioemocionais, aprende a gerir conflitos, improvisar materiais e métodos, a lidar com a diversidade, além de exercitar a proatividade, o trabalho em equipe e habilidades técnico-científicas.

PIONERISMO LEVA ESCOLA BAIANA A COLECIONAR
PRÊMIOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

Nicole (esquerda) e Yasmin foram premiadas no final de outubro com pesquisa com microalga, voltada para a produção agrícola || Foto Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB

A Escola SESI Djalma Pessoa, de ensino médio, foi responsável por desenvolver a experiência da iniciação científica na Rede SESI, colecionando importantes resultados. O principal deles foi a conquista, em 2018, de uma premiação internacional, quando três alunos da escola foram selecionados para participar da Intel-ISEF, maior feira pré-universitária internacional de ciências, que reúne estudantes de vários países nos Estados Unidos. Um deles, Gabriel Negrão, voltou de lá com uma premiação: o 3º lugar no Prêmio Especial da Sociedade de Espectroscopia de Pittsbourgh e menção honrosa da American Chemical Society dos Estados Unidos.

Pesquisa que criou um biofilme para ajudar na germinação de grãos conquistou o 3º lugar na categoria Bioquímica e Química na Mostratec 2019 || Foto Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB

Em 2019, a escola voltou a se destacar com uma pesquisa que desenvolveu um biofilme a partir da biomassa de microalga que ajuda a potencializar a germinação de sementes. A pesquisa conquistou o 3º lugar na categoria Bioquímica e Química na Mostratec 2019, realizada no final do mês de outubro. A Mostratec é uma das mais importantes feiras de ciências realizadas no Brasil e uma das portas de entrada para a Intel-ISEF. Na defesa do projeto estavam as estudantes Yasmin Teles Fonseca e Nicole Melo de Almeida que são orientadas pelo professor Fernando Moutinho e co-orientadas pela professora Jamile da Cruz Caldas.

Nicole de Almeida conta como foi gratificante participar de todo o processo, desde a elaboração da pesquisa, passando pela aceitação do projeto pela Mostratec e a participação do evento em si. “A experiência foi completa. Entendemos como funciona uma grande feira de ciência e tivemos a oportunidade de estar em contato com pessoas que debatem o tema que a gente estuda. Se fosse resumir o processo inteiro até a premiação, a palavra que mais representa é amadurecimento”, resume a estudante.

ESCOLA BAIANA É A FINALISTA DO PAÍS EM
PRÊMIO INTERNACIONAL VOLTADO PARA EDUCAÇÃO

Estudantes têm à disposição uma estrutura equipada para desenvolver experimentos e suas pesquisas || Foto Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB

A pesquisa que desenvolveu um biofilme para ajudar na germinação de sementes e foi premiada na Mostratec 2019 faz parte da linha de pesquisa em Tecnologias Verdes do laboratório de ciências da Escola SESI Djalma Pessoa. Além desta pesquisa, o laboratório desenvolve outros experimentos. Um deles é voltado para a absorção de metais pesados no descarte de pilhas usando a quitosana.

Outras duas pesquisas tratam do uso das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s) no combate à proliferação das larvas do mosquito Aedes Aegypti, através do tensoativo obtido do extrato da folha de araçá (Psidium Cattleianum) e um protótipo sistemático de reutilização da água que é descartada no processo de destilação.

Com o capital intelectual acumulado desde 2012, a Escola SESI Djalma Pessoa foi a única de ensino médio do Brasil selecionada entre os finalistas do Prêmio Zayed de Sustentabilidade. A instituição baiana concorre com representantes do México e da Colômbia.

Os alunos do programa de Iniciação Científica têm a oportunidade de vivenciar na prática a rotina de laboratório || Foto Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB

O projeto inscrito pelo SESI Bahia é bastante ambicioso e visa ampliar o Programa de Iniciação Científica em Tecnologias Verdes. A ideia é proporcionar aos estudantes da escola a construção de conhecimento em educação ambiental a partir da experimentação prática e prototipagem de projetos autorais de pesquisa e engenharia aplicada em tecnologias sustentáveis. Outro viés é contribuir também para a formação de professores para desenvolver o ensino da iniciação científica no ensino médio.  A proposta também prevê oferecer às escolas da rede pública, situadas no entorno da Escola SESI Djalma Pessoa, a oportunidade de inserir os estudantes em um programa de iniciação científica.

Espaço do laboratório da Escola SESI Djalma Pessoa abriga diversas pesquisas e tem atualmente 30 estudantes inscritos || Foto Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB

O resultado do Prêmio Zayed será conhecido no dia 13 de janeiro de 2020 e se o SESI for vencedor será premiado com o valor de US$ 100 mil para investir no programa de pesquisa da escola. “Nosso objetivo é impulsionar ainda mais o trabalho de iniciação científica na escola e tornar o SESI uma referência na formação de estudantes e capacitação de professores nesta área”, destaca a gerente Cléssia Lobo. Este ano, em seu décimo segundo ciclo anual de premiação, o Prêmio recebeu um recorde de 2.373 inscrições de 129 países.

Para o professor Fernando Moutinho, que elaborou o projeto que concorre ao Prêmio Zayed, estar entre os 30 projetos finalistas é uma realização. De acordo com o professor, a Fundação Zayed é uma instituição conhecida mundialmente pelo engajamento ambiental e por reconhecer iniciativas de educação para os objetivos do desenvolvimento sustentável. “A educação do SESI Bahia estar inserida neste ambiente da indústria, posiciona a Rede SESI de Educação com viés tecnológico e inovador, dialogando com a sustentabilidade. Participar de um grupo tão seleto de projetos finalistas, com uma relevância mundial na área de educação científica em  que sempre busquei trabalhar, é uma realização”, diz Moutinho.

Experiência de fazer parte do programa de pesquisa inclui criar protótipos e usar ferramentas de mensuração || Foto Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB

O Prêmio Zayed de Sustentabilidade foi lançado em 2008 com o nome Prêmio Zayed Future Energy por iniciativa de líderes dos Emirados Árabes com o objetivo de incentivar e fortalecer a inovação em energias renováveis e homenagear o fundador da premiação, o xeique Zayed bin Sultan Al Nahyan.

SESI ANUNCIA AMPLIAÇÃO DA REDE DE EDUCAÇÃO NO INTERIOR DA BAHIA

Após expandir a rede de Ensino Médio para o interior, o
SESI agora vai ampliar presença do Ensino Fundamental II

Escola deve estimular os estudantes a viverem novas experiências em sala de aula, no SESI, alunos têm contato desde cedo com a iniciação científica || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

Nos últimos cinco anos, o Serviço Social da Indústria na Bahia (SESI Bahia) ampliou a oferta de vagas de ensino médio no interior. A partir de 2020, a instituição também passará a oferecer o ensino fundamental, a partir do 6º ano (clique aqui e saiba mais). A expansão do ensino fundamental começou em 2019, na Escola SESI João Ubaldo Ribeiro, do município de Luís Eduardo Magalhães, quando foram abertas 134 vagas do 6º ao 9º ano.

No próximo ano letivo, haverá novas vagas também em Barreiras, Vitória da Conquista, Ilhéus e Feira de Santana, totalizando 560 novos alunos de ensino fundamental. Atualmente, o SESI Bahia tem mais de 7.000 estudantes matriculados na capital e interior.

A gerente de Educação do SESI Bahia, Cléssia Lobo, explica que a ampliação da rede atende a uma demanda dos pais que conhecem a metodologia educacional do SESI. “Nossa intenção é levar para o ensino fundamental todo o referencial de educação que o SESI oferece, incluindo educação tecnológica com robótica, ambientes de aprendizagem inovadores, com laboratórios, metodologias ativas e atividades de cultura, já a partir do 6º ano do ensino fundamental. No 9º ano, os alunos também começam a ter aulas de iniciação científica, o que é um diferencial do SESI”, destaca a gerente de Educação.

Laís Cerqueira, de 11 anos, vem descobrindo novas formas de aprendizagem com uso de metodologias inovadoras || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

DESAFIOS EM EDUCAÇÃO

O modelo de educação do SESI é a síntese de mais de 50 anos de tradição em educação na Bahia com base em um programa nacional que é adotado em todo o país. Aliado a isso, um processo de formação contínua das equipes pedagógicas assegura uma atualização constante dos profissionais de educação.

Na avaliação de Cléssia Lobo, a escola enfrenta um grande desafio nos dias atuais que é tornar-se atrativa aos olhos de uma juventude hiperconectada e que tem vários focos de interesse mediados pela tecnologia. “Entender o que pensam as novas gerações e conquistar o interesse dos jovens pelos estudos é um desafio que permeia todo o processo pedagógico nos dias atuais. Atento a isso, o SESI Bahia tem apostado em novas tecnologias e metodologias em sala de aula, de forma a tornar mais interessante a experiência de aprendizagem, colocando o estudante como protagonista do seu aprendizado”, reitera Cléssia.

SESI oferece ensino fundamental na sua rede há mais de 50 anos na Bahia || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

A estudante Laís Apoena Miranda de Cerqueira, de 11 anos, aluna do 7º ano, da Escola SESI Bernardo Martins Catharino, ingressou na rede SESI em 2019. “Conhecia alunos que faziam parte da escola SESI e queria muito estudar aqui. Ao chegar, vi que a escola me oferecia muitas possibilidades e que me desafia a aprender”, sintetiza a estudante, que elogia a instituição. “Fiquei impressionada com a estrutura da escola e com a forma de ensinar dos professores, que utilizam materiais diferentes e tornam as aulas mais interessantes”, detalha.

Laís, que passou por outras escolas, enxerga que o SESI pode oferecer a ela várias oportunidades. “Aqui eu vejo que posso ampliar meus estudos e experimentar outras possibilidades para aprender”, complementa.

SESI ANUNCIA AMPLIAÇÃO DA REDE DE EDUCAÇÃO NO INTERIOR DA BAHIA

Após expandir a rede de Ensino Médio para o interior, o
SESI agora vai ampliar presença do Ensino Fundamental II

Escola deve estimular os estudantes a viverem novas experiências em sala de aula, no SESI, alunos têm contato desde cedo com a iniciação científica || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

Nos últimos cinco anos, o Serviço Social da Indústria na Bahia (SESI Bahia) ampliou a oferta de vagas de ensino médio no interior. A partir de 2020, a instituição também passará a oferecer o ensino fundamental, a partir do 6º ano (clique aqui e saiba mais). A expansão do ensino fundamental começou em 2019, na Escola SESI João Ubaldo Ribeiro, do município de Luís Eduardo Magalhães, quando foram abertas 134 vagas do 6º ao 9º ano.

No próximo ano letivo, haverá novas vagas também em Barreiras, Vitória da Conquista, Ilhéus e Feira de Santana, totalizando 560 novos alunos de ensino fundamental. Atualmente, o SESI Bahia tem mais de 7.000 estudantes matriculados na capital e interior.

A gerente de Educação do SESI Bahia, Cléssia Lobo, explica que a ampliação da rede atende a uma demanda dos pais que conhecem a metodologia educacional do SESI. “Nossa intenção é levar para o ensino fundamental todo o referencial de educação que o SESI oferece, incluindo educação tecnológica com robótica, ambientes de aprendizagem inovadores, com laboratórios, metodologias ativas e atividades de cultura, já a partir do 6º ano do ensino fundamental. No 9º ano, os alunos também começam a ter aulas de iniciação científica, o que é um diferencial do SESI”, destaca a gerente de Educação.

Laís Cerqueira, de 11 anos, vem descobrindo novas formas de aprendizagem com uso de metodologias inovadoras || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

DESAFIOS EM EDUCAÇÃO

O modelo de educação do SESI é a síntese de mais de 50 anos de tradição em educação na Bahia com base em um programa nacional que é adotado em todo o país. Aliado a isso, um processo de formação contínua das equipes pedagógicas assegura uma atualização constante dos profissionais de educação.

Na avaliação de Cléssia Lobo, a escola enfrenta um grande desafio nos dias atuais que é tornar-se atrativa aos olhos de uma juventude hiperconectada e que tem vários focos de interesse mediados pela tecnologia. “Entender o que pensam as novas gerações e conquistar o interesse dos jovens pelos estudos é um desafio que permeia todo o processo pedagógico nos dias atuais. Atento a isso, o SESI Bahia tem apostado em novas tecnologias e metodologias em sala de aula, de forma a tornar mais interessante a experiência de aprendizagem, colocando o estudante como protagonista do seu aprendizado”, reitera Cléssia.

SESI oferece ensino fundamental na sua rede há mais de 50 anos na Bahia || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

A estudante Laís Apoena Miranda de Cerqueira, de 11 anos, aluna do 7º ano, da Escola SESI Bernardo Martins Catharino, ingressou na rede SESI em 2019. “Conhecia alunos que faziam parte da escola SESI e queria muito estudar aqui. Ao chegar, vi que a escola me oferecia muitas possibilidades e que me desafia a aprender”, sintetiza a estudante, que elogia a instituição. “Fiquei impressionada com a estrutura da escola e com a forma de ensinar dos professores, que utilizam materiais diferentes e tornam as aulas mais interessantes”, detalha.

Laís, que passou por outras escolas, enxerga que o SESI pode oferecer a ela várias oportunidades. “Aqui eu vejo que posso ampliar meus estudos e experimentar outras possibilidades para aprender”, complementa.

SESI OFERECE 1.270 VAGAS PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM ILHÉUS, EUNÁPOLIS E CONQUISTA

Vagas gratuitas para os ensinos fundamental e médio na unidade de Ilhéus

O Serviço Social da Indústria (Sesi Bahia) na Bahia  está com inscrições abertas para 1.910 vagas de Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio (1º ao 3º ano) para quem tem mais de 18 anos. Os cursos são gratuitos e ofertados na modalidade a Distância (EaD).

Para o sul da Bahia, são 520 vagas para os ensinos fundamental II e médio, na Escola Adonias Filho, no Km 13 da Rodovia Ilhéus/Itabuna (BR 415).No extremo-sul, são 211 vagas para o ensino médio na unidade de Eunápolis, na Avenida David Jonas Fadini, no bairro Juca Rosa; e outras 320 em Teixeira de Freitas, na Av. São Paulo, na Vila Verde, ao lado do shopping Pátio Mix.

Há ainda 540 vagas nos ensinos fundamental II e médio para Vitória da Conquista, no sudoeste, e outras 319 na unidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. Em Conquista, a Escola Sesi Anísio Teixeira funciona na AV. Olívia Flores, número 3900; e Luís Eduardo na Escola Sesi Escola João Ubaldo Ribeiro, no Loteamento Aroldo da Cruz, Florais Lea.

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SESI BAHIA PROMOVE SEMANA DA EJA EM ILHÉUS E OUTRAS OITO CIDADES

Sesi realiza semana Eja em nove cidades|| Foto Ângelo Pontes

O Serviço Social da Indústria (Sesi Bahia) realiza simultaneamente em nove cidades do estado, entre os dias 13 a 17 deste mês, a III Semana da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nesta edição do evento, o tema abordado é “EJA Interativa: articulando saberes e tecnologia”.

A expectativa é superar as edições passadas que mobilizaram mais de quatro mil alunos de todo o estado. A Semana da EJA é o momento de valorização dos trabalhos desenvolvidos e mediados pelos estudantes do Sesi Bahia. Também é uma oportunidade para que a comunidade conheça as atividades desenvolvidas.

As atividades incluirão palestras, oficinas de currículo, inclusão digital, robótica, Scracht, exposições, momento cultural e apresentações musicais. As ações serão realizadas em parceria com prefeituras, universidades e outras instituições de educação.

CIDADES INCLUÍDAS

As cidades incluídas na programação da Semana da EJA são Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Juazeiro (programação acontece na última semana de maio), Eunápolis, Luís Eduardo Magalhães, Vitória da Conquista, Jequié e Brumado.

O Sesi Bahia oferece cursos gratuitos de Educação de Jovens e Adultos em todo o estado. Em 2018, a entidade registrou mais de oito mil alunos matriculados na EJA, que é oferecida em modalidade a distância, com 20% de aulas presenciais.

ITABUNA: PALESTRA GRATUITA ORIENTA EMPREGADORES SOBRE O eSOCIAL

Michel Lima: atenção às novas exigências com o e-Social || Foto Maurício Maron

O Sebrae em Itabuna vai promover na próxima segunda-feira (20), das 19h às 21h, a palestra gratuita “Desvendando o eSocial, uma abordagem teórica e prática”, com o contador e consultor de empresas, especializado nas áreas Trabalhistas e Previdenciárias, Heleno Rocha. O evento, no auditório do Hotel Tarik, tem a parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi) e as inscrições podem ser feitas na Loja Virtual do Sebrae.

De acordo com o gerente adjunto do Sebrae em Ilhéus, Michel Lima, o palestrante vai orientar os microempreendedores individuais que têm funcionário e os donos de micro e pequenas empresas sobre as novas regras do Programa eSocial. “O evento visa orientá-los sobre a importância de estarem atentos a declaração de dados dos empregados e ao cumprimento dos prazos para que não venham ser penalizados”, declarou Michel.

O sistema informatizado visa alinhar informações passadas pelos empregadores sobre seus empregados, relacionados a contribuições previdenciárias, vínculos, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, informações sobre o FGTS, entre outros.

As regras do eSocial passaram a valer desde o dia 1º de julho em todo o país, e é uma iniciativa conjunta do Ministério do Trabalho, Caixa Econômica, Secretaria de Previdência, INSS e Receita Federal. A mudança visa reduzir a burocracia, unificando eletronicamente as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas que as empresas devem prestar sobre os seus empregados.

Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (73) 3613-9734 ou 99974-2262 ou na agência de atendimento do Sebrae em Itabuna, que fica na Rua Paulino Vieira, nº 175, Edifício Lizete Mendonça, Centro.

ILHÉUS: SESI ABRE 220 VAGAS EM CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Aulas do curso serão ministradas na unidade da Fieb, na Ilhéus-Itabuna || Foto Pimenta

Aulas do curso serão ministradas na unidade da Fieb, na Ilhéus-Itabuna || Foto Pimenta

O Serviço Social da Indústria (Sesi) abriu 220 vagas de qualificação em minicursos para profissionais de Ilhéus, Itabuna e região. Os cursos de curta duração serão ministrados na unidade integrada da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no quilômetro 13 da Rodovia Ilhéus-Itabuna, e oferecem certificação, segundo a diretora de Relações com o Mercado, Ana Dantas.

São 11 cursos em várias áreas, cada um deles com 20 vagas. Os cursos oferecidos são os de Oratória; Excel; Excel Avançado; NR 05 Cipa; NR 10 Segurança em Eletricidade (Básico); NR 10 Instalações e Serviços em Eletricidade; e NR 35 Trabalho em Altura.

CURSOS DE LIDERANÇA

A Unidade do Sesi Sul também oferecerá cursos de liderança. São eles Desenvolvimento de Líderes: Liderança Essencial; Desenvolvimento de Líderes: Líder Coach; Desenvolvimento de Líderes: Gestão de Equipes Eficazes; e Desenvolvimento de Líderes: Gestão para Resultados.

Os valores dos cursos variam de R$ 100,00 a R$ 250,00, e todos oferecem certificação. Informações sobre os cursos podem ser obtidas pelo telefone 73-3222-7080 ou 3222-7081, de segunda a sexta, das 8h às 17h.

ALBAN, DA FIEB: “CRIAMOS AS CONDIÇÕES DE INTERIORIZAÇÃO DA INDÚSTRIA”

Ricardo Alban, presidente da Fieb (Foto Pimenta).

Alban, presidente da Fieb (Foto Pimenta).

Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban inaugurou na última sexta (2), na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), a unidade integrada de ensino e capacitação profissional. O complexo reúne serviços IEL, Sesi e Senai, representando investimento superior a R$ 19 milhões.

Após a inauguração da unidade ilheense, Alban concedeu entrevista ao PIMENTA. Abordou o processo de interiorização da indústria na Bahia, investimentos em qualificação profissional e a necessidade das reformas previdenciária e trabalhista.

Para ele, não deve haver solução de continuidade na votação das reformas, apesar da crise política instalada em Brasília. Também aborda o embate ético que juntou grupos de empresários e políticos. Alban defende atitude proativa. Assim como o dirigente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade, Alban separa a minoria dos empresários corruptos daquilo que representa o empreendedor brasileiro. Confira:

PIMENTA – O sr. defende que, apesar da crise política, não haja solução de continuidade na votação das reformas trabalhista e previdenciária. Por que o sr. considera as reformas imprescindíveis?

ALBAN – As reformas são necessárias para criar as condições macroeconômicas e o país volte a crescer. Não podemos conviver com legislação trabalhista de 50, 60 anos atrás. O mundo mudou, as relações de trabalho mudaram. O trabalhador hoje não é o mesmo de 60 anos atrás. Temos que modernizar. Eu não enxergo perdas de direitos [com as reformas], mas de buscar o negociado sobre o legislado. Óbvio que temos que ter certos controles.

PIMENTA – E a reforma previdenciária?

ALBAN – O governo anterior já mostrava essa necessidade [da reforma previdenciária]. O mundo inteiro já fez. A França já fez duas vezes, os Estados Unidos… Nós estamos em um mundo cada vez mais longevo. O mundo está ficando velho. Precisamos adequar a realidade de longevidade com a capacidade financeira de manter os programas de previdência.

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DEBATE ÉTICO – Existem empresários e empresários, políticos e políticos. Isso tudo faz parte de uma sociedade. O que não podemos é fazer com que uma realidade minoritária prevaleça sobre uma realidade total. Precisamos dar muito mais valor aos bons exemplos e atitudes positivas.

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PIMENTA – O presidente da CNI abordou o debate ético ao citar relacionamento entre o empresariado e os políticos. O que os empresários podem fazer para mudar estas práticas?

ALBAN – Nós já colaboramos. Logicamente, existem empresários e empresários, políticos e políticos. Isso tudo faz parte de uma sociedade. O que não podemos é fazer com que uma realidade minoritária prevaleça sobre uma realidade total. Precisamos dar muito mais valor aos bons exemplos e atitudes positivas do que ficar sempre valorizando os maus exemplos. Óbvio que precisamos corrigir, tomar as providências necessárias. Precisamos pensar proativamente. Precisamos consertar o presente, mas sem perder de vista o depois, o amanhã.

PIMENTA – As unidades integradas da Fieb são parte dessa filosofia?

ALBAN – Isso é um dever nosso. É uma prova inequívoca que o Sistema S dá resultado. Esses recursos [para construir unidades de ensino e capacitação] são das empresas, não são recursos tirados do trabalhador. Nós também somos responsáveis por criar as condições quer seja de educação, quer seja de profissionalização, quer seja de inovação e de sustentabilidade na área da indústria.

PIMENTA – Qual o impacto da Unidade Integrada ilheense para a indústria sul-baiana?

ALBAN – Com certeza, nosso objetivo é que as unidades integradas representem um processo de industrialização em todo o estado da Bahia. Estamos fazendo esse equipamento aqui, em Ilhéus, também em Vitória da Conquista, Luís Eduardo Magalhães, em Barreiras, Feira de Santana e, até o próximo ano, em Juazeiro. Criamos as condições de interiorização da indústria e, com isso, nós teremos uma Bahia mais igual, mais equitativa no processo industrial.

OFICINAS DO SESI

O Sesi de Ilhéus está oferecendo uma série de oficinas culturais para dependentes de trabalhadores de indústrias da região. O público-alvo são crianças e adolescentes de 8 a 16 anos, que podem frequentar gratuitamente aulas de teatro, pintura, desenho, dança e iniciação musical. Entre os instrutores, estão o maestro Antônio Melo, a professora da dança Soanne Marry e o artista plástico Carlos Macalé.

As oficinas, que coincidem com o período das férias escolares, são realizadas no turno matutino, às segundas, quartas e sextas, no próprio Sesi. A duração dos cursos é de três meses.

 

LÂMINAS DE RAIO X VIRAM BOLSAS EM SAMBAITUBA

Cléia Araújo espera ganhar dinheiro com a bolsa ecológica

Um curso de fabricação de bolsas artesanais mexeu com a comunidade ilheense de Sambaituba. Nele, cerca de 30 pessoas – a maioria mulheres – aprenderam a produzir os acessórios usando uma matéria-prima inusitada: lâminas de raio x. “As bolsas são bonitas, laváveis e têm grande durabilidade”, conta a professora Norma Sena, instrutora do curso, enfatizando que algumas peças já foram vendidas para compradores dos Estados Unidos e Itália.

O curso em Sambaituba foi uma iniciativa da Bahia Mineração (Bamin), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), com o objetivo de estimular a geração de renda na comunidade da zona norte de Ilhéus. Outra proposta é difundir o respeito ao meio ambiente, com a prática da reciclagem.

Alunos, como a dona de casa Cléia Araújo, esperam ganhar dinheiro com a “bolsa ecológica”. Ela afirmou querer “transformar esse conhecimento em uma nova fonte de renda”.

Romualdo Lisboa: “A gente faz a desconstrução do marketing”

Em 2007, quando o governo do prefeito Valderico Reis em Ilhéus se afundava em uma sucessão de escândalos, os principais personagens daquela história política macabra se transportaram, em forma de verdadeiros mondrongos, para os palcos e ruas de Ilhéus. Surgia Teodorico Majestade, o prefeito da fictícia Ilha Bela, e todo o seu “staff” de malandros.

Criação de Romualdo Lisboa, encenada pelo Teatro Popular de Ilhéus, Teodorico é um tapa na cara da classe política, a vingança do povo ou a “desconstrução do marketing”, como diz o autor. A peça, indicada para dois prêmios Braskem, foi encenada no Rio de Janeiro e participou recentemente da 6ª Mostra Latino Americana de Teatro, em São Paulo. Sucesso de público e crítica, teve casa cheia todos os dias numa temporada de dois meses na capital paulista.

Sai o prefeito, entra o vice. Agora é a vez do Inspetor-Geral, que estreou em São Paulo e ainda terá uma temporada de dois meses por lá, antes de chegar a Ilhéus. Com sua linguagem universal, o Teatro Popular conquista outros palcos.

Leia abaixo os principais trechos do bate-papo do PIMENTA com o criador de Teodorico e do Inspetor :

PIMENTA – Como vocês chegaram à Mostra Latino-Americana?

Romualdo Lisboa – É a Cooperativa Paulista de Teatro que faz um levantamento das produções, sai para ver coisas. No nosso caso, eles sabiam que a gente já tinha feito temporada no Rio, Salvador e havíamos sido indicados para dois prêmios Braskem, o que despertou o interesse. O curioso é que durante a mostra, a crítica para a maioria dos espetáculos não foi boa. Eles contratam críticos de todos os países que participam e cada espetáculo é avaliado por dois deles. No começo, as análises estavam muito ruins, o que deixou os organizadores preocupados.

PIMENTA – Até Teodorico entrar em cena…
RL – Aconteceu que alguns espetáculos, antes do fim da semana, começaram a ganhar uma crítica bacana. Os da Colômbia e da Argentina, por exemplo, ajudaram a melhorar a crítica. O nosso espetáculo estava programado para o final e a opinião dos críticos foi muito boa. O resultado foi que Teodorico acabou fazendo a primeira temporada longa naquele teatro do Sesi e iniciou um projeto de vincular mais a comunidade da zona leste de São Paulo àquele espaço cultural.

PIMENTA – Eles já conheciam a experiência do Teatro Popular em Ilhéus?

RL – Eles conhecem a nossa identidade aqui na região, sabem como nós tornamos a Casa dos Artistas mais próxima da comunidade, como a gente vai para os bairros, os distritos. Essa política do grupo lhes interessou para aquele espaço. Estrategicamente foi bacana, porque a gente lotou sempre. Os ingressos eram reservados para três, quatro semanas. Estreamos no dia 13 de maio e ficamos até 2 de julho, realizando nesse período 32 apresentações.

 

Tinha gente que chegava e dizia: ‘vocês estão falando de Campinas? Porque tá acontecendo isso lá em Campinas’.

 

PIMENTA – Isso significa que o público paulista entendeu perfeitamente a mensagem de Teodorico
RL – Isso foi muito legal. Tinha gente que chegava e dizia: “vocês estão falando de Campinas? Porque tá acontecendo isso lá em Campinas”. Ou seja, a história não é só de Ilhéus, ela é universal.

PIMENTA – Vocês tinham ideia da dimensão que a peça tomaria quando começaram a encená-la na rua e até em frente à Prefeitura de Ilhéus (no período de crise política que levou à cassação do então prefeito Valderico Reis)?
RL – Não tínhamos a menor ideia. Teodorico eu escrevi com raiva e aquilo me deixou muito mal no começo. Houve uma cobrança das pessoas, que chegavam ali da janela (da Casa dos Artistas) e gritavam : “e aí, vocês não vão fazer nada não, é?”. Eram professores, gente da imprensa, que estavam indignados com aquela sequência de escândalos.

PIMENTA – Você conseguiu transformar essa raiva em um negócio engraçado.
RL – É, à medida que ia escrevendo, eu perdi a raiva e o negócio começou a ficar tão engraçado que a gente decidiu fazer uma pesquisa sobre literatura de cordel. O texto de Teodorico foi todo escrito em cordel, em sextilhas. Foi muito divertido. Em vez da gente fazer uma coisa com raiva, agredindo de maneira panfletária, a gente fez uma brincadeira.

PIMENTA – Que é muito mais eficaz…
RL – Com certeza, o humor é muito mais poderoso. O então prefeito de Ilhéus me encontrou algumas vezes e virou a cara, gritou, me xingou, e eu me divertia demais com aquilo. Havia uma evento grande, nós íamos mesmo sem sermos convidados. Os personagens estavam lá na porta, tocando, cantando, e de repente o prefeito chegava e via, e se via, era um inferno. Chegou num nível de estresse dele com isso que o então presidente da Fundação Cultural, Arléo Barbosa, negou uma pauta pra gente no Teatro Municipal. Ele dizia que até liberava a pauta, desde que a gente não encenasse Teodorico. Dizia assim: “ah, vocês têm tantos espetáculos legais, façam os outros, esse não”. Arléo Barbosa é uma pessoa super gente fina, mas estava numa situação em que não tinha autonomia. Como a gente não aceitava deixar de encenar a peça, ele aconselhava: “então fale com o prefeito”. Eu fui falar e o prefeito me enxotou de lá. O segurança dele é que interveio para que ele não me batesse. No dia seguinte, a gente colocou em todos os jornais que o prefeito havia censurado Teodorico Majestade no teatro.

 

Um começa a entregar o outro, até que o prefeito toma uma decisão. Eu não sei se na vida real isso é possível, mas na nossa história acontece.

 

PIMENTA – Quanto tempo durou a censura?

RL – A notícia saiu no sábado e a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Ilhéus) nos convidou para participar no mesmo dia de um almoço oferecido à imprensa. Eles pediram que levássemos algum espetáculo nosso e é claro que a gente levou Teodorico (risos). O prefeito estava lá e a gente encenou a peça diante dele. Naquele momento, meio na pressão, ele anunciou que o espetáculo poderia ser apresentado no teatro. Isso foi menos de 24 horas depois dele ter me enxotado da Prefeitura.

PIMENTA – E O Inspetor…?
RL – O Inspetor é a segunda parte de Teodorico. Sai o prefeito, entra o vice Gilton Munheca. Ele e a família estão numa situação muito bacana, vivendo dias muito felizes. A mulher vive na capital, só anda no luxo. Ele distribuindo uísque, fazendo festas. O irmão dele, Zé de Minga, é o responsável pelas festas. É uma orgia o tempo inteiro.

PIMENTA – Até que…
RL – Aí surge uma carta, avisando da chegada de um Inspetor-Geral, que viria em missão secreta para apurar todos os malfeitos. Então eles ficam alucinados: Gilton Munheca, Cacau das Treitas, Pai Didão, Jorge Paraíba e a mulher do prefeito, que na nossa história é a secretária de Educação. E um começa a entregar o outro, até que o prefeito toma uma decisão. Eu não sei se na vida real isso é possível, mas na nossa história acontece (risos). Ele toma a iniciativa de mandar arrumar a casa. Manda colocar funcionários para melhorar a limpeza das ruas, pintar meio-fio, consertar aqui e ali, trocar luz dos postes…
Nesse ínterim, surge a história de que tem uma pessoa estranha na única pensão da cidade. Aí eles entendem que só pode ser o inspetor geral e vão tentar comprar o cara. O prefeito leva o dito inspetor-geral pra casa, cada um leva um dinheirinho e o cara fica cheio de grana. No final das contas ele vai embora noivo da filha do prefeito, já perto do casamento, mas há uma série de outros fatos que complicam toda essa história.

PIMENTA – Na essência, o que tem de diferente nessa história em relação à de Teodorico?
RL – Diferentemente de Teodorico, O Inspetor-Geral… traz uma outra perspectiva desse universo. É quase um processo de expiação. A gente promove uma vingança no Teodorico, a gente se vinga dele e de todos os outros. E no Inspetor-Geral, a gente só constata esse tipo com quem a gente está lidando. Em seu discurso final, o prefeito diz assim: “Somos porcos miseráveis, grandes ratos abomináveis”. Ele e todos os demais acabam se enxergando como um mal para a sociedade.

PIMENTA – E o público acaba os enxergando como de fato são…
RL – A ideia é fazer a identificação dessa espécie de gente. É preciso que o público, quando vir na TV aquele discurso muito bem arrumado, ele enxergue as deformações daquele discurso. A gente faz a desconstrução do marketing, precisa fazer.

PIMENTA – Quando O Inspetor estreia em Ilhéus?
RL – Só depois que a gente encerrar o contrato com o Sesi de São Paulo, que inclui uma próxima temporada em outubro e novembro, no teatro da Vila das Mercês. É possível ainda uma temporada extra, de um mês, que pode ser em dezembro ou janeiro. Isso significa que provavelmente só em fevereiro a gente esteja aqui em Ilhéus com o espetáculo.

SESI BATE O CRUZEIRO E LEVA SUPERLIGA

O paulista Sesi consegue seu primeiro título da Superliga (Foto Victor Schwaner/Vipcomm).

O Sesi bateu o Sada Cruzeiro por 3 sets a 1 (25×19, 19×25, 27×25 e 25×17) e conquistou seu primeiro título de campeão da Superliga de Vôlei. O jogo foi disputado no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, lotado por 18 mil torcedores.

Comandado pelo ex-jogador Giovane Gavio, o Sesi teve, em quadra, a força do melhor jogador do mundo, Murilo, e do atacante Wallace, além do líbero Serginho. Murilo foi escolhido o melhor jogador da partida.

Giovane se tornou o primeiro brasileiro a conquistar a Superliga como atleta e técnico. A edição 2010/2011 foi encerrada, além da entrega de medalhas, com a premiação aos melhores em cada fundamento. Abaixo:

Sidão (Sesi) – melhor saque da Superliga
Acácio (Cruzeiro) – melhor bloqueador
Murilo (Sesi) – melhor recepção
Serginho (Sesi) – Melhor defesa
William (Cruzeiro) – Melhor levantador

SEQUÊNCIA DE TEODORICO ENTRA EM SELEÇÃO DO SESI/SP

Ely Izidro interpretando Teodorico. Agora é com o vice

O brilhante Teatro Popular de Ilhéus mais uma vez dá orgulho a quem vibra quando a produção cultural da região conquista o lugar que merece. Disputando com grupos teatrais de todo o País, o projeto de montagem do espetáculo “O Inspetor Geral: sai o prefeito, entra o vice” acabou como um dos quatro roteiros classificados pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) de São Paulo.

A montagem, baseada na obra do escritor russo Nicolai Gogol, com adaptação do TPI, será encenada nos teatros do Sesi da capital paulista, com temporada prevista de dois meses. O período em que ocorrerão as apresentações ainda será divulgado.

“O Inspetor Geral…” é a segunda parte da consagrada  “Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito”. Na peça, o texto de Gogol ganha pinceladas da literatura de Cordel e a concepção estética característica do Teatro Popular de Ilhéus.

Em sua obra, Gogol expôs os problemas de ordem moral da sociedade russa na primeira metade do século XIX, com destaque para a corrupção da política. “Isso tem tudo a ver com o panorama político atual”, afirma Romualdo Lisboa, diretor do TPI.








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