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:: ‘Sesi’

SESI BAHIA PROMOVE SEMANA DA EJA EM ILHÉUS E OUTRAS OITO CIDADES

Sesi realiza semana Eja em nove cidades|| Foto Ângelo Pontes

O Serviço Social da Indústria (Sesi Bahia) realiza simultaneamente em nove cidades do estado, entre os dias 13 a 17 deste mês, a III Semana da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nesta edição do evento, o tema abordado é “EJA Interativa: articulando saberes e tecnologia”.

A expectativa é superar as edições passadas que mobilizaram mais de quatro mil alunos de todo o estado. A Semana da EJA é o momento de valorização dos trabalhos desenvolvidos e mediados pelos estudantes do Sesi Bahia. Também é uma oportunidade para que a comunidade conheça as atividades desenvolvidas.

As atividades incluirão palestras, oficinas de currículo, inclusão digital, robótica, Scracht, exposições, momento cultural e apresentações musicais. As ações serão realizadas em parceria com prefeituras, universidades e outras instituições de educação.

CIDADES INCLUÍDAS

As cidades incluídas na programação da Semana da EJA são Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Juazeiro (programação acontece na última semana de maio), Eunápolis, Luís Eduardo Magalhães, Vitória da Conquista, Jequié e Brumado.

O Sesi Bahia oferece cursos gratuitos de Educação de Jovens e Adultos em todo o estado. Em 2018, a entidade registrou mais de oito mil alunos matriculados na EJA, que é oferecida em modalidade a distância, com 20% de aulas presenciais.

ITABUNA: PALESTRA GRATUITA ORIENTA EMPREGADORES SOBRE O eSOCIAL

Michel Lima: atenção às novas exigências com o e-Social || Foto Maurício Maron

O Sebrae em Itabuna vai promover na próxima segunda-feira (20), das 19h às 21h, a palestra gratuita “Desvendando o eSocial, uma abordagem teórica e prática”, com o contador e consultor de empresas, especializado nas áreas Trabalhistas e Previdenciárias, Heleno Rocha. O evento, no auditório do Hotel Tarik, tem a parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi) e as inscrições podem ser feitas na Loja Virtual do Sebrae.

De acordo com o gerente adjunto do Sebrae em Ilhéus, Michel Lima, o palestrante vai orientar os microempreendedores individuais que têm funcionário e os donos de micro e pequenas empresas sobre as novas regras do Programa eSocial. “O evento visa orientá-los sobre a importância de estarem atentos a declaração de dados dos empregados e ao cumprimento dos prazos para que não venham ser penalizados”, declarou Michel.

O sistema informatizado visa alinhar informações passadas pelos empregadores sobre seus empregados, relacionados a contribuições previdenciárias, vínculos, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, informações sobre o FGTS, entre outros.

As regras do eSocial passaram a valer desde o dia 1º de julho em todo o país, e é uma iniciativa conjunta do Ministério do Trabalho, Caixa Econômica, Secretaria de Previdência, INSS e Receita Federal. A mudança visa reduzir a burocracia, unificando eletronicamente as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas que as empresas devem prestar sobre os seus empregados.

Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (73) 3613-9734 ou 99974-2262 ou na agência de atendimento do Sebrae em Itabuna, que fica na Rua Paulino Vieira, nº 175, Edifício Lizete Mendonça, Centro.

ILHÉUS: SESI ABRE 220 VAGAS EM CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Aulas do curso serão ministradas na unidade da Fieb, na Ilhéus-Itabuna || Foto Pimenta

Aulas do curso serão ministradas na unidade da Fieb, na Ilhéus-Itabuna || Foto Pimenta

O Serviço Social da Indústria (Sesi) abriu 220 vagas de qualificação em minicursos para profissionais de Ilhéus, Itabuna e região. Os cursos de curta duração serão ministrados na unidade integrada da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no quilômetro 13 da Rodovia Ilhéus-Itabuna, e oferecem certificação, segundo a diretora de Relações com o Mercado, Ana Dantas.

São 11 cursos em várias áreas, cada um deles com 20 vagas. Os cursos oferecidos são os de Oratória; Excel; Excel Avançado; NR 05 Cipa; NR 10 Segurança em Eletricidade (Básico); NR 10 Instalações e Serviços em Eletricidade; e NR 35 Trabalho em Altura.

CURSOS DE LIDERANÇA

A Unidade do Sesi Sul também oferecerá cursos de liderança. São eles Desenvolvimento de Líderes: Liderança Essencial; Desenvolvimento de Líderes: Líder Coach; Desenvolvimento de Líderes: Gestão de Equipes Eficazes; e Desenvolvimento de Líderes: Gestão para Resultados.

Os valores dos cursos variam de R$ 100,00 a R$ 250,00, e todos oferecem certificação. Informações sobre os cursos podem ser obtidas pelo telefone 73-3222-7080 ou 3222-7081, de segunda a sexta, das 8h às 17h.

ALBAN, DA FIEB: “CRIAMOS AS CONDIÇÕES DE INTERIORIZAÇÃO DA INDÚSTRIA”

Ricardo Alban, presidente da Fieb (Foto Pimenta).

Alban, presidente da Fieb (Foto Pimenta).

Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban inaugurou na última sexta (2), na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), a unidade integrada de ensino e capacitação profissional. O complexo reúne serviços IEL, Sesi e Senai, representando investimento superior a R$ 19 milhões.

Após a inauguração da unidade ilheense, Alban concedeu entrevista ao PIMENTA. Abordou o processo de interiorização da indústria na Bahia, investimentos em qualificação profissional e a necessidade das reformas previdenciária e trabalhista.

Para ele, não deve haver solução de continuidade na votação das reformas, apesar da crise política instalada em Brasília. Também aborda o embate ético que juntou grupos de empresários e políticos. Alban defende atitude proativa. Assim como o dirigente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade, Alban separa a minoria dos empresários corruptos daquilo que representa o empreendedor brasileiro. Confira:

PIMENTA – O sr. defende que, apesar da crise política, não haja solução de continuidade na votação das reformas trabalhista e previdenciária. Por que o sr. considera as reformas imprescindíveis?

ALBAN – As reformas são necessárias para criar as condições macroeconômicas e o país volte a crescer. Não podemos conviver com legislação trabalhista de 50, 60 anos atrás. O mundo mudou, as relações de trabalho mudaram. O trabalhador hoje não é o mesmo de 60 anos atrás. Temos que modernizar. Eu não enxergo perdas de direitos [com as reformas], mas de buscar o negociado sobre o legislado. Óbvio que temos que ter certos controles.

PIMENTA – E a reforma previdenciária?

ALBAN – O governo anterior já mostrava essa necessidade [da reforma previdenciária]. O mundo inteiro já fez. A França já fez duas vezes, os Estados Unidos… Nós estamos em um mundo cada vez mais longevo. O mundo está ficando velho. Precisamos adequar a realidade de longevidade com a capacidade financeira de manter os programas de previdência.

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DEBATE ÉTICO – Existem empresários e empresários, políticos e políticos. Isso tudo faz parte de uma sociedade. O que não podemos é fazer com que uma realidade minoritária prevaleça sobre uma realidade total. Precisamos dar muito mais valor aos bons exemplos e atitudes positivas.

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PIMENTA – O presidente da CNI abordou o debate ético ao citar relacionamento entre o empresariado e os políticos. O que os empresários podem fazer para mudar estas práticas?

ALBAN – Nós já colaboramos. Logicamente, existem empresários e empresários, políticos e políticos. Isso tudo faz parte de uma sociedade. O que não podemos é fazer com que uma realidade minoritária prevaleça sobre uma realidade total. Precisamos dar muito mais valor aos bons exemplos e atitudes positivas do que ficar sempre valorizando os maus exemplos. Óbvio que precisamos corrigir, tomar as providências necessárias. Precisamos pensar proativamente. Precisamos consertar o presente, mas sem perder de vista o depois, o amanhã.

PIMENTA – As unidades integradas da Fieb são parte dessa filosofia?

ALBAN – Isso é um dever nosso. É uma prova inequívoca que o Sistema S dá resultado. Esses recursos [para construir unidades de ensino e capacitação] são das empresas, não são recursos tirados do trabalhador. Nós também somos responsáveis por criar as condições quer seja de educação, quer seja de profissionalização, quer seja de inovação e de sustentabilidade na área da indústria.

PIMENTA – Qual o impacto da Unidade Integrada ilheense para a indústria sul-baiana?

ALBAN – Com certeza, nosso objetivo é que as unidades integradas representem um processo de industrialização em todo o estado da Bahia. Estamos fazendo esse equipamento aqui, em Ilhéus, também em Vitória da Conquista, Luís Eduardo Magalhães, em Barreiras, Feira de Santana e, até o próximo ano, em Juazeiro. Criamos as condições de interiorização da indústria e, com isso, nós teremos uma Bahia mais igual, mais equitativa no processo industrial.

OFICINAS DO SESI

O Sesi de Ilhéus está oferecendo uma série de oficinas culturais para dependentes de trabalhadores de indústrias da região. O público-alvo são crianças e adolescentes de 8 a 16 anos, que podem frequentar gratuitamente aulas de teatro, pintura, desenho, dança e iniciação musical. Entre os instrutores, estão o maestro Antônio Melo, a professora da dança Soanne Marry e o artista plástico Carlos Macalé.

As oficinas, que coincidem com o período das férias escolares, são realizadas no turno matutino, às segundas, quartas e sextas, no próprio Sesi. A duração dos cursos é de três meses.

 

LÂMINAS DE RAIO X VIRAM BOLSAS EM SAMBAITUBA

Cléia Araújo espera ganhar dinheiro com a bolsa ecológica

Um curso de fabricação de bolsas artesanais mexeu com a comunidade ilheense de Sambaituba. Nele, cerca de 30 pessoas – a maioria mulheres – aprenderam a produzir os acessórios usando uma matéria-prima inusitada: lâminas de raio x. “As bolsas são bonitas, laváveis e têm grande durabilidade”, conta a professora Norma Sena, instrutora do curso, enfatizando que algumas peças já foram vendidas para compradores dos Estados Unidos e Itália.

O curso em Sambaituba foi uma iniciativa da Bahia Mineração (Bamin), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), com o objetivo de estimular a geração de renda na comunidade da zona norte de Ilhéus. Outra proposta é difundir o respeito ao meio ambiente, com a prática da reciclagem.

Alunos, como a dona de casa Cléia Araújo, esperam ganhar dinheiro com a “bolsa ecológica”. Ela afirmou querer “transformar esse conhecimento em uma nova fonte de renda”.

Romualdo Lisboa: “A gente faz a desconstrução do marketing”

Em 2007, quando o governo do prefeito Valderico Reis em Ilhéus se afundava em uma sucessão de escândalos, os principais personagens daquela história política macabra se transportaram, em forma de verdadeiros mondrongos, para os palcos e ruas de Ilhéus. Surgia Teodorico Majestade, o prefeito da fictícia Ilha Bela, e todo o seu “staff” de malandros.

Criação de Romualdo Lisboa, encenada pelo Teatro Popular de Ilhéus, Teodorico é um tapa na cara da classe política, a vingança do povo ou a “desconstrução do marketing”, como diz o autor. A peça, indicada para dois prêmios Braskem, foi encenada no Rio de Janeiro e participou recentemente da 6ª Mostra Latino Americana de Teatro, em São Paulo. Sucesso de público e crítica, teve casa cheia todos os dias numa temporada de dois meses na capital paulista.

Sai o prefeito, entra o vice. Agora é a vez do Inspetor-Geral, que estreou em São Paulo e ainda terá uma temporada de dois meses por lá, antes de chegar a Ilhéus. Com sua linguagem universal, o Teatro Popular conquista outros palcos.

Leia abaixo os principais trechos do bate-papo do PIMENTA com o criador de Teodorico e do Inspetor :

PIMENTA – Como vocês chegaram à Mostra Latino-Americana?

Romualdo Lisboa – É a Cooperativa Paulista de Teatro que faz um levantamento das produções, sai para ver coisas. No nosso caso, eles sabiam que a gente já tinha feito temporada no Rio, Salvador e havíamos sido indicados para dois prêmios Braskem, o que despertou o interesse. O curioso é que durante a mostra, a crítica para a maioria dos espetáculos não foi boa. Eles contratam críticos de todos os países que participam e cada espetáculo é avaliado por dois deles. No começo, as análises estavam muito ruins, o que deixou os organizadores preocupados.

PIMENTA – Até Teodorico entrar em cena…
RL – Aconteceu que alguns espetáculos, antes do fim da semana, começaram a ganhar uma crítica bacana. Os da Colômbia e da Argentina, por exemplo, ajudaram a melhorar a crítica. O nosso espetáculo estava programado para o final e a opinião dos críticos foi muito boa. O resultado foi que Teodorico acabou fazendo a primeira temporada longa naquele teatro do Sesi e iniciou um projeto de vincular mais a comunidade da zona leste de São Paulo àquele espaço cultural.

PIMENTA – Eles já conheciam a experiência do Teatro Popular em Ilhéus?

RL – Eles conhecem a nossa identidade aqui na região, sabem como nós tornamos a Casa dos Artistas mais próxima da comunidade, como a gente vai para os bairros, os distritos. Essa política do grupo lhes interessou para aquele espaço. Estrategicamente foi bacana, porque a gente lotou sempre. Os ingressos eram reservados para três, quatro semanas. Estreamos no dia 13 de maio e ficamos até 2 de julho, realizando nesse período 32 apresentações.

 

Tinha gente que chegava e dizia: ‘vocês estão falando de Campinas? Porque tá acontecendo isso lá em Campinas’.

 

PIMENTA – Isso significa que o público paulista entendeu perfeitamente a mensagem de Teodorico
RL – Isso foi muito legal. Tinha gente que chegava e dizia: “vocês estão falando de Campinas? Porque tá acontecendo isso lá em Campinas”. Ou seja, a história não é só de Ilhéus, ela é universal.

PIMENTA – Vocês tinham ideia da dimensão que a peça tomaria quando começaram a encená-la na rua e até em frente à Prefeitura de Ilhéus (no período de crise política que levou à cassação do então prefeito Valderico Reis)?
RL – Não tínhamos a menor ideia. Teodorico eu escrevi com raiva e aquilo me deixou muito mal no começo. Houve uma cobrança das pessoas, que chegavam ali da janela (da Casa dos Artistas) e gritavam : “e aí, vocês não vão fazer nada não, é?”. Eram professores, gente da imprensa, que estavam indignados com aquela sequência de escândalos.

PIMENTA – Você conseguiu transformar essa raiva em um negócio engraçado.
RL – É, à medida que ia escrevendo, eu perdi a raiva e o negócio começou a ficar tão engraçado que a gente decidiu fazer uma pesquisa sobre literatura de cordel. O texto de Teodorico foi todo escrito em cordel, em sextilhas. Foi muito divertido. Em vez da gente fazer uma coisa com raiva, agredindo de maneira panfletária, a gente fez uma brincadeira.

PIMENTA – Que é muito mais eficaz…
RL – Com certeza, o humor é muito mais poderoso. O então prefeito de Ilhéus me encontrou algumas vezes e virou a cara, gritou, me xingou, e eu me divertia demais com aquilo. Havia uma evento grande, nós íamos mesmo sem sermos convidados. Os personagens estavam lá na porta, tocando, cantando, e de repente o prefeito chegava e via, e se via, era um inferno. Chegou num nível de estresse dele com isso que o então presidente da Fundação Cultural, Arléo Barbosa, negou uma pauta pra gente no Teatro Municipal. Ele dizia que até liberava a pauta, desde que a gente não encenasse Teodorico. Dizia assim: “ah, vocês têm tantos espetáculos legais, façam os outros, esse não”. Arléo Barbosa é uma pessoa super gente fina, mas estava numa situação em que não tinha autonomia. Como a gente não aceitava deixar de encenar a peça, ele aconselhava: “então fale com o prefeito”. Eu fui falar e o prefeito me enxotou de lá. O segurança dele é que interveio para que ele não me batesse. No dia seguinte, a gente colocou em todos os jornais que o prefeito havia censurado Teodorico Majestade no teatro.

 

Um começa a entregar o outro, até que o prefeito toma uma decisão. Eu não sei se na vida real isso é possível, mas na nossa história acontece.

 

PIMENTA – Quanto tempo durou a censura?

RL – A notícia saiu no sábado e a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Ilhéus) nos convidou para participar no mesmo dia de um almoço oferecido à imprensa. Eles pediram que levássemos algum espetáculo nosso e é claro que a gente levou Teodorico (risos). O prefeito estava lá e a gente encenou a peça diante dele. Naquele momento, meio na pressão, ele anunciou que o espetáculo poderia ser apresentado no teatro. Isso foi menos de 24 horas depois dele ter me enxotado da Prefeitura.

PIMENTA – E O Inspetor…?
RL – O Inspetor é a segunda parte de Teodorico. Sai o prefeito, entra o vice Gilton Munheca. Ele e a família estão numa situação muito bacana, vivendo dias muito felizes. A mulher vive na capital, só anda no luxo. Ele distribuindo uísque, fazendo festas. O irmão dele, Zé de Minga, é o responsável pelas festas. É uma orgia o tempo inteiro.

PIMENTA – Até que…
RL – Aí surge uma carta, avisando da chegada de um Inspetor-Geral, que viria em missão secreta para apurar todos os malfeitos. Então eles ficam alucinados: Gilton Munheca, Cacau das Treitas, Pai Didão, Jorge Paraíba e a mulher do prefeito, que na nossa história é a secretária de Educação. E um começa a entregar o outro, até que o prefeito toma uma decisão. Eu não sei se na vida real isso é possível, mas na nossa história acontece (risos). Ele toma a iniciativa de mandar arrumar a casa. Manda colocar funcionários para melhorar a limpeza das ruas, pintar meio-fio, consertar aqui e ali, trocar luz dos postes…
Nesse ínterim, surge a história de que tem uma pessoa estranha na única pensão da cidade. Aí eles entendem que só pode ser o inspetor geral e vão tentar comprar o cara. O prefeito leva o dito inspetor-geral pra casa, cada um leva um dinheirinho e o cara fica cheio de grana. No final das contas ele vai embora noivo da filha do prefeito, já perto do casamento, mas há uma série de outros fatos que complicam toda essa história.

PIMENTA – Na essência, o que tem de diferente nessa história em relação à de Teodorico?
RL – Diferentemente de Teodorico, O Inspetor-Geral… traz uma outra perspectiva desse universo. É quase um processo de expiação. A gente promove uma vingança no Teodorico, a gente se vinga dele e de todos os outros. E no Inspetor-Geral, a gente só constata esse tipo com quem a gente está lidando. Em seu discurso final, o prefeito diz assim: “Somos porcos miseráveis, grandes ratos abomináveis”. Ele e todos os demais acabam se enxergando como um mal para a sociedade.

PIMENTA – E o público acaba os enxergando como de fato são…
RL – A ideia é fazer a identificação dessa espécie de gente. É preciso que o público, quando vir na TV aquele discurso muito bem arrumado, ele enxergue as deformações daquele discurso. A gente faz a desconstrução do marketing, precisa fazer.

PIMENTA – Quando O Inspetor estreia em Ilhéus?
RL – Só depois que a gente encerrar o contrato com o Sesi de São Paulo, que inclui uma próxima temporada em outubro e novembro, no teatro da Vila das Mercês. É possível ainda uma temporada extra, de um mês, que pode ser em dezembro ou janeiro. Isso significa que provavelmente só em fevereiro a gente esteja aqui em Ilhéus com o espetáculo.

SESI BATE O CRUZEIRO E LEVA SUPERLIGA

O paulista Sesi consegue seu primeiro título da Superliga (Foto Victor Schwaner/Vipcomm).

O Sesi bateu o Sada Cruzeiro por 3 sets a 1 (25×19, 19×25, 27×25 e 25×17) e conquistou seu primeiro título de campeão da Superliga de Vôlei. O jogo foi disputado no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, lotado por 18 mil torcedores.

Comandado pelo ex-jogador Giovane Gavio, o Sesi teve, em quadra, a força do melhor jogador do mundo, Murilo, e do atacante Wallace, além do líbero Serginho. Murilo foi escolhido o melhor jogador da partida.

Giovane se tornou o primeiro brasileiro a conquistar a Superliga como atleta e técnico. A edição 2010/2011 foi encerrada, além da entrega de medalhas, com a premiação aos melhores em cada fundamento. Abaixo:

Sidão (Sesi) – melhor saque da Superliga
Acácio (Cruzeiro) – melhor bloqueador
Murilo (Sesi) – melhor recepção
Serginho (Sesi) – Melhor defesa
William (Cruzeiro) – Melhor levantador

SEQUÊNCIA DE TEODORICO ENTRA EM SELEÇÃO DO SESI/SP

Ely Izidro interpretando Teodorico. Agora é com o vice

O brilhante Teatro Popular de Ilhéus mais uma vez dá orgulho a quem vibra quando a produção cultural da região conquista o lugar que merece. Disputando com grupos teatrais de todo o País, o projeto de montagem do espetáculo “O Inspetor Geral: sai o prefeito, entra o vice” acabou como um dos quatro roteiros classificados pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) de São Paulo.

A montagem, baseada na obra do escritor russo Nicolai Gogol, com adaptação do TPI, será encenada nos teatros do Sesi da capital paulista, com temporada prevista de dois meses. O período em que ocorrerão as apresentações ainda será divulgado.

“O Inspetor Geral…” é a segunda parte da consagrada  “Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito”. Na peça, o texto de Gogol ganha pinceladas da literatura de Cordel e a concepção estética característica do Teatro Popular de Ilhéus.

Em sua obra, Gogol expôs os problemas de ordem moral da sociedade russa na primeira metade do século XIX, com destaque para a corrupção da política. “Isso tem tudo a ver com o panorama político atual”, afirma Romualdo Lisboa, diretor do TPI.










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