cidadelle

abril 2014
D S T Q Q S S
« mar    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  


itao

:: ‘sul da Bahia’

FALA, BAHIA

A Bahia FM Sul lança amanhã (23), às 8h, no Tarik, o programa Fala Bahia Sul. O jornalístico terá uma hora de duração. Na primeira meia hora, trará as notícias do estado, com transmissão de Salvador e apresentação de Emerson José. Na segunda parte, o Fala Bahia abrirá espaço para as notícias do sul da Bahia, com Raphael Marques e Mayara Souza e Evandro Lima.

A emissora sul-baiana amplia a participação do jornalismo na sua grade. O programa busca competir com o Jornal das Sete, da Morena FM, apresentado por Tuka Souza e Paulo Vicente, com edição do jornalista Ailton Silva e produção de Paulo Brito.

ZAIRO NO TIME DOS FICHAS SUJAS

Zairo teve as contas reprovadas pela Câmara.

Zairo teve as contas reprovadas pela Câmara.

Novo ficha suja na praça.

Alvo de investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o ex-prefeito de Canavieiras teve mais um motivo de dor de cabeça para a sua carreira política: ontem, a Câmara de Vereadores reprovou as contas de 2012 do ex-gestor.

No plenário, o ex-prefeito conseguiu apenas cinco de seis votos necessários para derrubar parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que recomendou rejeição das contas de 2012. Dentre as irregularidades, investimento em educação abaixo dos 25% e licitações irregulares, conforme a corte.

Como teve – e exerceu – o seu direito a defesa no legislativo, o ex-prefeito fica inelegível por oito anos com o resultado da votação.

PARQUE TECNOLÓGICO NA CEPLAC

Representantes das quatro instituições assinam protocolo na reitoria da UFSB (Foto Águido Ferreira).

Representantes das instituições assinam protocolo na reitoria da UFSB (Foto Águido Ferreira).

Um protocolo de intenções assinado entre quatro instituições poderá resultar na criação de um parque tecnológico na sede regional da Ceplac, na Rodovia Ilhéus-Itabuna. A proposta reúne, além da Ceplac, as universidades Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Federal do Sul da Bahia (UFSB) e o campus ilheense do IFBA.

A ideia do parque surgiu na Ceplac e ganhou corpo. Até a assinatura do protocolo, ocorreram negociações e um seminário de quatro dias, na semana passada. Para o reitor da UFSB, Naomar Monteiro, o parque tecnológico significa a “reinvenção” da Ceplac como instituição.

O superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart, enfatizou que, para se chegar à proposta que envolve quatro instituições, pesquisadores do órgão federal visitaram projetos semelhantes no país, avaliando pontos positivos e negativos. A partir daí, definiu-se qual a potencialidade do parque discutido agora.

“AGRONEGÓCIO EXPULSA MÃO DE OBRA E COLOCA EM SEU LUGAR MÁQUINA E VENENO”, DIZ STÉDILE

Stédile5O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, 60, esteve em Salvador no último final de semana, onde participou de uma plenária sobre o Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva. Stédile é graduado em economia pela PUC do Rio Grande do Sul e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México.

Nesta entrevista, ele fala também sobre a Reforma Agrária nos governos FHC, Lula e Dilma e diz que o agronegócio utiliza veneno que está o provocando câncer. Stédile também vê o Congresso Nacional dominado pelas bancadas ruralista e do empresariado e faz uma avaliação sobre as próximas eleições.  Confira a entrevista concedida a Marival Guedes, especialmente para o Pimenta.

BLOG PIMENTA – Vamos começar fazendo uma comparação entre os mandatos de Fernando Henrique, Lula e de Dilma sobre a Reforma Agrária.

JOÃO PEDRO STÉDILE - No Brasil, a rigor, nunca tivemos Reforma Agrária no que ela representa, que é um programa de governo que leve a democratização do acesso à terra a todos. FHC abriu as portas para as grandes empresas internacionais, mas teve um azar: o agronegócio, na sua ganância de tomar conta das terras, cometeu dois grandes massacres que deixaram a população indignada. Teve aquela nossa grande marcha à Brasília que fez com que FHC se obrigasse a um programa de assentamentos que foi até razoável, mas foi fruto dos massacres em Carajás e no Paraná.

PIMENTA – Com Lula, houve uma grande expectativa…

STÉDILE - Nós tínhamos esperança de que o governo Lula pudesse acelerar, mas, infelizmente, ele seguiu apenas a política de assentamentos. Então, onde havia pressão política, houve desapropriações. Nós mantivemos, digamos assim, o mesmo ritmo do governo FHC.

______________

A reforma agrária praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao Governo Dilma.

______________

PIMENTA – E estes três anos e três meses do governo Dilma?

STÉDILE - Agora, está praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao governo Dilma, porque não avançou na Reforma Agrária.

PIMENTA – Quais os motivos?

STÉDILE – A resposta simplista seria que falta vontade política do governo, mas não é bem assim. A nossa avaliação é de que a correlação de forças na luta de classe na agricultura piorou no governo Dilma. Piorou em função da crise do capitalismo internacional, houve uma avalanche de capital internacional que veio se proteger no Brasil. Investiram em usinas, hidrelétricas, praticamente desnacionalizaram todo o setor canavieiro e compraram muita terra. Isso representa a força do capital que chega lá no interior, compra terra, controla o comércio etc.

______________

O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá.

______________

PIMENTA – Pode citar um exemplo?

STÉDILE – O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá. A segunda explicação é que, dentro do governo Dilma, há uma presença maior do agronegócio.  Terceira mudança: o Congresso no governo Dilma é mais ruralista. Aquilo que no governo tava parado – e nos ajudava -, o agronegócio avançou pelo Congresso fazendo chantagem. Esta bancada fazia as mudanças, como foi o episódio do Código Florestal, e impunha ao governo como uma derrota. Estas três circunstâncias levaram o governo Dilma a recuar com relação à Reforma Agrária.

PIMENTA  – O que o MST reivindica a curto, médio e longo prazos?

STÉDILE – De curto prazo, a Carta e a pauta que entregamos na audiência durante nosso congresso, em 13 de fevereiro passado, quando sinalizamos para a presidenta: olha, nós entendemos a correlação de forças, que não depende de vontades pessoais. Mas, ao seu alcance, estão, imediatamente, antes de terminar o governo, algumas medidas concretas de emergência.

______________

Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia.

______________

PIMENTA – E quais seriam?

STÉDILE – Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia. É um absurdo que nós tenhamos acampamentos com oito anos, pessoas morando debaixo de lona preta. Segunda medida, aqui para Nordeste, nós descobrimos que dentro dos perímetros irrigados, já com tudo pronto, o governo botou água, gastou milhões de reais, existem 80 mil lotes vagos, porque, na política burra do Dnocs e da Codevasf, eles fazem primeiro o perímetro irrigado e depois fazem o edital de licitação em que só o pequeno empresário do sul vem aqui. No caso da Bahia, a região de Juazeiro. E, depois, abandonam.

PIMENTA – Quais as razões para esse abandono?

STÉDILE – Porque eles criam uma ilusão: “vou plantar manga, abacaxi e vou bamburrar de dinheiro.” O mercado mundial de frutas já tá tomado. Não é chegar assim: vou exportar manga pra Europa e vou ganhar dinheiro. Não há mais mercado pra fruta na Europa, nem sequer da uva. Ao contrário, toda a produção do perímetro irrigado no Nordeste, hoje vai para o mercado nacional, porque aumentou a renda do brasileiro. Então, é melhor vender no Brasil que no exterior.

PIMENTA – O que foi feito com estes lotes?

STÉDILE – Estão vagos. Tem 80 mil lotes vagos, tudo pronto com água passando. E nós falamos pra Dilma: pelo amor de Deus, bote sem-terra nestes lotes. Não precisa gastar nada, nem desapropriação, pra eles produzirem alimentos.

______________

A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. É só ter coragem.

______________

PIMENTA – A questão do trabalho escravo também consta na carta. Qual a reivindicação?

STÉDILE – A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. Não interessa se é produtiva ou improdutiva. É um crime hediondo, primeiro motivo absoluto, o cara que pratica trabalho escravo tem que ter [a área] desapropriada. Então, é só ter coragem e pegar os processos e somente aí já teríamos 566 fazendas.

PIMENTA – Quais as ações do MST a partir de agora?

STÉDILE – Nós temos três inimigos do pobre do campo: o primeiro é o latifúndio atrasado, que ainda é improdutivo ou que paga mal aos trabalhadores e que agride a natureza. O segundo é o agronegócio, que é moderno, mas não gera riqueza para o povo brasileiro. E o terceiro é este sistema geral, mundial, que transformou o Brasil numa economia de exportação de matéria-prima, apenas. E não fica nenhuma riqueza aqui.

______________

Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem.

______________

PIMENTA – Quem controla as exportações?

STÉDILE – O agronegócio aumenta cada vez mais as exportações, mas Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem. Então, se queremos que o cacau seja um produto orgânico para produzir chocolate para o povo brasileiro, temos que derrotar este sistema destas empresas transnacionais. São nossas inimigas.

Para ler a íntegra, clique no link a seguir: :: LEIA MAIS »

COELBA MUDA SISTEMA DE EMISSÃO DE CONTA DE ENERGIA

Kit que será usado pelo leiturista, no sul da Bahia, a partir do dia 14 (Foto Divulgação).

Kit que será usado pelo leiturista, no sul da Bahia, a partir do dia 14 (Divulgação).

A fatura de energia elétrica poderá ser entregue imediatamente após a leitura de consumo, na região de Itabuna, a partir do dia 14. A mudança no processo de leitura e faturamento foi anunciado pela Coelba nesta semana.

Além de Itabuna e Ilhéus, a mudança chegará a 41 outros municípios do sul da Bahia, atingindo cerca de 740 mil clientes. A previsão é de que o novo sistema seja implantado em todo o estado até o final deste ano.

De acordo com a Neonergia, o investimento total é de R$ 30 milhões para compra de equipamentos, capacitação de profissionais e implantação do sistema na Coelba.

A mudança faz com que a empresa visite o cliente só uma vez por mês. No sistema atual, são duas idas até o consumidor: medição do consumo e entrega da fatura.

Os leituristas, segundo a coordenação da Coelba em Itabuna, irão utilizar kit com coletor de dados e impressora térmica. Para preservar os dados, o papel utilizado é resistente à água.

“O novo formato da fatura mantém todas as informações contidas na conta anterior”. Os equipamentos, de acordo com a empresa, serão rastreados 24 horas por dia. Se roubado, o equipamento recebe comando de bloqueio que trava o acesso às informações.

MORRE GERSON VARJÃO, EX-PREFEITO DE ITAJU

Gerson Varjão foi prefeito de Itaju por dois mandatos

Gerson Varjão foi prefeito de Itaju por dois mandatos

O produtor rural Gerson Varjão, ex-prefeito de Itaju do Colônia, faleceu às 4h40min desta segunda-feira (31) em Itabuna, no Hospital Calixto Midlej Filho. Ele estava internado há cinco meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer uma Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Varjão tinha 71 anos de idade, foi vereador por uma vez e prefeito de Itaju do Colônia, no Sul da Bahia, por duas ocasiões, sendo a última no período de 1997 a 2000.

O velório será no SAF, na Avenida Juca Leão, em frente ao Grapiúna Tênis Clube, em Itabuna, onde vive a maior parte da família, segundo explicou o sobrinho e afilhado Elinho Almeida, que é vereador de Buerarema.

O enterro será amanhã, às 10h, no Cemitério Campo Santo, onde também foi enterrado o pai de Varjão. O ex-prefeito deixa esposa, Zélia Lacerda, e quatro filhos: Ana Paula Varjão, Ana Carla, Gerson Filho e Jefferson.

INSTITUTO CABRUCA LANÇA 2ª EDIÇÃO DO CONCURSO “ÁRVORES DO SUL DA BAHIA”

O Instituto Cabruça lançará a segunda edição do Concurso Maiores Árvores do Sul da Bahia, no próximo dia 27, às 17h, na Fazenda Yrerê, no quilômetro 11 da Rodovia Ilhéus-Itabuna. Serão premiados os donos de dez propriedades onde forem localizados os maiores exemplares de pau-brasil na região.

De acordo com a coordenação, o objetivo do concurso é “formar produtos ecoturísticos associados à cadeia produtiva do cacau e do chocolate”, bem como estimular o turismo rural e auxiliar na preservação da mata atlântica.

As inscrições poderão ser feitas na sede do Instituto ou pelo site www.cabruca.org.br, além dos escritórios da Ceplac. Em 2013, o concurso premiou as propriedades com os maiores exemplares de jequitibá.

EXÉRCITO RETORNA PARA ÁREA DE CONFLITO

Comboio ExércitoTropas do Exército começaram a retornar para a zona do conflito entre agricultores e autodeclarados tupinambás no sul da Bahia, após retirada iniciada na última segunda (10). A informação foi confirmada há pouco pelo presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Ilhéus, Una e Buerarema (Aspaiub), Abiel Silva.

Anteontem, o governador Jaques Wagner havia pedido a prorrogação do estado de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na área de 47,3 mil hectares reivindicada pelos autodeclarados indígenas. A área foi definida de acordo com estudo da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Ontem, o deputado federal Geraldo Simões disse que o estudo contém “vícios”. O parlamentar defende a manutenção dos produtores na região, assim como a permanência das tropas do Exército. Geraldo é favorável aos pequenos produtores. Mais de 20 mil pessoas residem na área do conflito.

ÍNDIOS PRESSIONAM EM BRASÍLIA

Ontem, cerca de 40 índios do sul da Bahia foram à Brasília pressionar o governo para que agilize o processo de demarcação. Enquanto Geraldo defende dos produtores e assentados da região, outro petista, o deputado federal Valmir Assunção, defende a demarcação da área que abrange os municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, e daria apoio aos indígenas na capital federal.

Valmir é criticado pelos produtores e agricultores familiares, parte deles oriunda do movimento sem-terra, a exemplo de Juraci Santana, assassinado em 11 de fevereiro, no Assentamento Ipiranga, em Una. “Não entendemos a posição dúbia de Valmir, que surgiu no movimento sem-terra”, critica um produtor.

EXÉRCITO DEIXA BASES DE SEGURANÇA EM ÁREA DE CONFLITO NO SUL DA BA

Tropa com mais de 600 homens está no sul da Bahia desde fevereiro (Foto Pimenta).

Tropa com mais de 600 homens está no sul da Bahia desde fevereiro (Foto Pimenta).

Exército e Marinha deixaram a região de conflito entre produtores rurais e índios e autodeclarados tupinambás, na região que envolve Ilhéus, Una e Buerarema. De acordo com as primeiras informações, as três bases de segurança (pacificação) instaladas na área de 47,3 mil hectares foram desmontadas entre ontem e hoje (11).

As Forças Armadas estavam no sul da Bahia desde o dia 14 de fevereiro, após o governador Jaques Wagner recorrer à Garantia da Lei e Ordem (GLO) e passar ao governo federal a responsabilidade pela segurança pública na área do conflito.

ASSASSINATO DE AGRICULTOR

Hoje faz um mês que o agricultor Juraci Santana foi executado a tiros, no Assentamento Ipiranga, no Maroim, em Una. Até o momento, ninguém foi preso. A retirada das tropas do Exército é considerada uma vitória para os tupinambás, que estariam planejando uma caminhada ecológica na área do conflito.

OFICIAL NEGA QUE EXÉRCITO TENHA LANÇADO GÁS DE PIMENTA EM ALUNOS DA UESC

Por meio do departamento de comunicação, o Exército negou que fuzileiros tenham lançado gás de pimenta contra alunos da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na última sexta (21), por volta do meio-dia, quando um comboio de 5 veículos da tropa passou em frente à universidade.

Alunos que participavam de trote à margem da BR-415 afirmam que um dos fuzileiros atirou gás de pimenta contra o grupo.

Segundo o oficial de comunicação da 6ª Região Militar, Costa Neto, não houve “algum tipo de denúncia formal”que pudesse servir de base para investigação. Segundo ele, postagens no Facebook relatando o assunto teriam “contradições”.

Costa Neto disse que estava no primeiro veículo do comboio e não percebeu “nenhuma anormalidade ou conduta inadequada da tropa”. Ainda segundo o oficial, quando as viaturas se depararam com os estudantes, eles prontamente deram passagem. “Os nossos militares encararam com muita naturalidade a atividade dos alunos na rodovia”.

Ainda segundo o oficial de comunicação, “qualquer desvio de conduta não será admitido e qualquer denúncia formal recebida será prontamente investigada, sendo os envolvidos devidamente responsabilizados, de acordo com os preceitos legais vigentes”.

SUL DA BAHIA TEM 23 MUNICÍPIOS SEM DELEGADO

policiacivilUma comissão pressiona o governo para que os aprovados no último concurso para delegado da Polícia Civil sejam logo convocados. Para isso, muniu-se de argumentos. Levantamento feito por esta comissão indica que 173 municípios baianos estão sem delegados. Destes, 23 estão localizados no sul da Bahia.

Conforme a comissão de aprovados no concurso, fazem parte desta lista na região municípios como Almadina, Camacan, Floresta Azul, Barra do Rocha e Itagibá. Em Itabuna, faltam titulares em três delegacias, segundo a comissão.

O último concurso da PC aprovou 195 candidatos. Pelas projeções do governo, a primeira convocação deve sair apenas em março – isto num cenário mais otimista. O governo atrasa as nomeações alegando falta de caixa, mas o grupo diz que o estado, por causa da Copa 2014, teria orçamento superior a R$ 1,2 bilhão para a segurança pública.

CONFLITO NO SUL DA BA: ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES COBRA AGILIDADE DO GOVERNO

abiel-silva-santos

O presidente da Associação dos Pequenos Agricultores de Ilhéus, Una e Buerarema-Aspaiub, Abiel Silva Santos, está em Brasilia onde se reúne com representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério da Justiça.

No CNJ, ele trata da questão da segurança jurídica dos produtores que vem tendo suas terras invadidas por supostos índios tupinambás. Segundo ele, “a polícia cumpre as reintegrações de posse determinadas pela Justiça, mas logo em seguida as fazendas são novamente invadidas e nada acontece”.

No Ministério da Justiça, ele pretende obter uma cópia que confirma a devolução à Funai do processo de uma área de 47 mil metros quadrados no Sul da Bahia. “Temos a confirmação de que o processo, repleto de irregularidades, foi devolvido, mas queremos ter isso documentado, porque só assim teremos garantia de que as invasões estão fora de lei”, afirma.

Confira a íntegra no Blog do Thame

CONFLITO NO SUL DA BAHIA: MANIFESTANTES DESTRÓEM PONTE NA BR-101

Os manifestantes estão cumprindo a ameaça feita mais cedo, em Buerarema, e iniciaram a destruição de uma ponte na BR-101, próximo ao trevo de acesso ao município. Eles protestam contra a passividade do Governo Federal na questão que envolve produtores rurais e índios e autodeclarados tupinambás no sul da Bahia.

Nesta madrugada, Juraci Santana, líder do Assentamento Ipiranga, em Una, foi assassinado a tiros (confira mais informações abaixo). Populares ameaçam usar dinamites para detonar a ponte na BR-101. Abaixo, fotos divulgadas pelo jornalista Daniel Thame em seu blog.

Manifestantes destróem ponte na BR-101, em Buerarema (Fotos Blog do Thame).

Manifestantes destróem ponte na BR-101, em Buerarema (Fotos Blog do Thame).

GERALDO CULPA MINISTRO DA JUSTIÇA POR VIOLÊNCIA NO CAMPO: “ELE QUER FAZER MÉDIA COM ÓRGÃOS INTERNACIONAIS”

Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

O deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) culpou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pela nova onda de violência na área de 47,3 mil hectares disputada por agricultores e índios e autodeclarados tupinambás. Nesta madrugada, um agricultor do Assentamento Ipiranga foi assassinado (confira post abaixo). Juraci Santana havia relatado ao deputado as ameaças feitas por supostos tupinambás.

- O ministro recuou e retirou a base [de pacificação] que estava no limite do conflito, no Rio Cipó. Quando ele retirou, [o cacique] Babau fez três dias de festa e retomou as quatro fazendas [onde houve reintegração na semana passada] – disse Geraldo ao PIMENTA.

A base de segurança (ou de pacificação) foi desmontada menos de duas semanas após a sua instalação. O ministro, acusa Geraldo, ordenou o desmonte após audiência com Babau, em Brasília. A Força Nacional deixou a área na noite de sexta-feira (7).

O parlamentar petista foi ainda mais duro com José Eduardo Cardozo. “Ele não assume as suas funções de ministro. Quer fazer média com entidades internacionais. Devemos ao ministro da Justiça, que não controla os seus órgãos, como a Funai, a insegurança no meio rural”.

Geraldo citou as invasões e conflitos no Extremo-Sul do Estado e as novas invasões em Itaju do Colônia, nesta semana. “Na região de Pau Brasil e Itaju, [os índios] querem ampliar a reserva. Era 8 mil hectares, passou para 50 mil e agora querem 80 mil”. Para ele, Cardozo tem se eximido de suas responsabilidades como ministro.

FORÇA NACIONAL DESMONTA BASE E TUPINAMBÁS RETOMAM 4 FAZENDAS

Homens da Força Nacional deixam bases de pacificação (Foto Gilvan Martins/Pimenta-Arquivo).

Homens da Força Nacional em ação de reintegração há dez dias (Foto Gilvan Martins/Pimenta-Arquivo).

A Força Nacional de Segurança confirmou o anunciado e desmontou a base de pacificação erguida na Fazenda São José, na região de acesso à Serra do Padeiro, em Buerarema, neste final de semana. Caminhão-guincho e veículos foram contratados para fazer a retirada da estrutura.

A retirada da base ocorreu após ordem do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A base foi a segunda montada pela Polícia Federal e pela Força Nacional de Segurança (FNS) na região de 47,3 mil hectares disputada por agricultores e índios e autodeclarados tupinambás e tornou-se alvo dos indígenas.

A instalação permitiu que quatro propriedades fossem reintegradas pela PF e FNS. Depois da desmontagem da base de pacificação, todas as quatro fazendas foram novamente ocupadas pelos indígenas no final de semana.

- Existe uma omissão das autoridades, uma briga entre os poderes. A Justiça manda reintegrar, a Federal e a Força Nacional reintegram e o governo não pune os invasores -  lamenta o vice-presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Ilhéus, Una e Buerarema, Alfredo Falcão. 

Falcão teme a retomada da onda de violência, principalmente em Buerarema, por causa do recuo do Ministério da Justiça. “Para pegar fogo aqui, é só riscar o fósforo”, disse o produtor ao PIMENTA ao retratar o clima de tensão na área após a retirada de uma das bases de segurança. 

A região disputada por agricultores e indígenas possui cerca de 800 propriedades, das quais aproximadamente 100 foram invadidas nos últimos anos por quem se autointitula tupinambá. “Aqui não há propriedade grande, mas há um clima de terror. Todos andam de cabeça baixa, temem ser o próximo alvo”, diz Falcão.

GOVERNO RECUA APÓS CRÍTICAS DO CIMI E PROCURADOR

O recuo do Governo Federal na estratégia de reintegração de fazendas se deu depois de críticas do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Ligada à Igreja Católica, a entidade de defesa dos indígenas disse que o governo havia optado por “militarizar” a região em conflito.

As críticas foram intensificadas, também, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que se mostrou contrário às reintegrações por meio de liminares.

RETOMADA DAS INVASÕES EM ITAJU

O final de semana também foi de apreensão para produtores rurais do município de Itaju do Colônia. Pelo menos três propriedades foram invadidas por pessoas que se identificam como pataxós.

As invasões no município surpreenderam lideranças rurais, pois a área está totalmente demarcada. “Estão invadindo propriedades fora do alvo da decisão do Supremo Tribunal Federal”, disse um produtor ao PIMENTA. Existe a ameaça de invasão a outras duas propriedades nas próximas horas.

Produtores acreditam que as invasões em Itaju sejam estratégia dos indígenas para tirar o foco de Buerarema e dispersar as forças de segurança federais (PF e Força Nacional).

GRUPO INVESTE PARA REATIVAR RESORT DE ALTO PADRÃO EM CANAVIEIRAS

Resort de alto padrão em Canavieiras será reativado por grupo de empresários (Foto Walmir Rosário).

Resort de alto padrão em Canavieiras será reativado por grupo de empresários (Foto Walmir Rosário).

Um grupo de investidores liderados pelo empresário Sérgio Kalil vai reativar o Ilha de Atalaia Resort (Forte das Marés), na Praia da Costa, em Canavieiras. O projeto de reforma e ampliação foi apresentado ao prefeito Almir Melo, na semana passada.

Com os investimentos anunciados, o resort se tornará o maior hotel de Canavieiras, município localizado na Costa do Cacau. Além dos 33 apartamentos e bangalôs, o hotel terá 96 novos apartamentos. O hotel reabrirá no verão 2014-2014, conforme previsão do grupo.

De acordo com Sérgio Kalil, o hotel de alto padrão deverá ser operado pela CVC, que já é a maior emissora de turistas para Canes. O grupo lançará um condomínio de alto padrão com 200 unidades residenciais, na área de 120 mil metros quadrados.

VANE DEFENDE REGIÃO METROPOLITANA

Vane terá audiência com Wagner, mas antes participa de sessão na Câmara (Foto Pimenta).

Prefeito acredita que região metropolitana ajudará municípios a resolver demandas que lhes são comuns (Foto Pimenta/Arquivo).

O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite (PRB), defendeu na manhã desta quarta-feira (29) a proposta de criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia. Segundo ele, essa forma de organização facilitará o atendimento de demandas comuns às cidades da região.

Como exemplos dessas demandas, o prefeito citou transporte coletivo, saúde e destinação de resíduos. “O anúncio e o início da implantação de projetos e investimentos na região, como a universidade federal, o porto Sul, a ferrovia Oeste-Leste, o gasoduto, entre outros, tornam ainda mais oportuno e urgente formalizar a região metropolitana, para que o planejamento e os resultados desse desenvolvimento sejam integrados, com benefício para todos”, complementou o gestor.

A defesa da região metropolitana foi feita pelo prefeito na abertura de seminário que aborda o tema. O evento é realizado no hotel Tarik Fontes.

A LOCALIZAÇÃO DO NOVO AEROPORTO

Aeroporto será construído à margem direita da Rodovia Ilhéus-Itabuna.

Aeroporto será construído à margem direita da Rodovia Ilhéus-Itabuna (em destaque).

Há dez dias, o governo estadual publicou decreto no qual declara como de utilidade pública uma área de 979 hectares entre a Ceplac e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus.

Com base nas coordenadas presentes no decreto, o analista Wallace Anderson de Souza e o engenheiro agrimensor Pablo Cardoso, ambos do Incra, elaboraram em especial para o PIMENTA a plotagem que permite visualizar a área que será impactada pelo decreto.

O novo aeroporto faz parte do plano de investimentos logísticos Complexo Intermodal Porto Sul, executado pelos governos federal e estadual com a participação da iniciativa privada. O projeto prevê construção de porto e aeroporto em Ilhéus, além da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O aeroporto ainda não tem previsão de início de construção. A obra demandará, segundo o secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, investimentos da ordem de R$ 270 milhões.

ITACARÉ: CHACINA DEIXA 4 PESSOAS MORTAS

Casa onde ocorreu chacina nesta madrugada de quinta (Reprodução TV Santa Cruz).

Casa onde ocorreu chacina nesta madrugada de quinta (Reprodução TV Santa Cruz).

Quatro pessoas foram executadas e os corpos carbonizados nesta madrugada de quinta-feira (9) no Bairro Ladeira Grande, em Itacaré, no sul da Bahia.

José Orlando dos Santos, Renildo Neres dos Santos, José Valter Santos do Rosário e uma quarta vítima, identificada apenas como Romário, receberam tiros na cabeça. Os corpos foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) em Ilhéus.

As execuções ocorreram dentro de uma casa, incendiada em seguida pelos executores. A polícia ainda não descobriu a autoria dos crimes nem prendeu os executores.