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MÍNIMO DE 35% DE CACAU NO CHOCOLATE DÁ BASTA NO “FAZ DE CONTA”, DIZ BEBETO

Bebeto defende chocolate com mínimo de 35% de cacau puro.

Bebeto: chocolate com mínimo de 35% de cacau.

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados obriga as indústrias de chocolate a adicionar, no mínimo, 35% de cacau puro ao chocolate produzido no Brasil. Autor da proposta, o deputado Bebeto Galvão (PSB-BA) voltou a defender, ontem (24), na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços a mudança, que fortaleceria ainda mais a cadeia produtiva do cacau.

A medida, segundo Bebeto, busca a valorização do produtor e proteger o consumidor. “Quando se aumenta a massa de cacau na industrialização do chocolate, aumenta o nível de produção e provoca uma melhora comercial para quem produz”, acredita. Na outra ponta, está o consumidor. “Com esse projeto, daremos um basta a um verdadeiro faz de conta, afinal hoje em dia nós comemos massa hidrogenada dizendo que é cacau, comemos açúcar achando que é chocolate”, argumenta Bebeto.

O parlamentar baiano apelou por um consenso entre os setores envolvidos para garantir o avanço do projeto na Câmara. “Mesmo com toda boa vontade desta Casa e a dedicação da agricultura e dos deputados, não chegamos ainda a um texto de consenso com os representantes das indústrias que aportam sempre a este debate critérios de natureza técnica e impedimentos para chegar conclusivamente ao resultado”.

DEMANDA

Uma das discussões é se há oferta de cacau no mercado suficiente para atender a demanda gerada pela possível aprovação da lei. “A indústria do chocolate está disposta a indicar sugestão de aprimoramento no texto? Se é para convergir, é preciso fazer o esforço para a convergência”, provoca. Bebeto diz ver disposição do setores envolvidos para chegar a essa disposição. De acordo com ele, o projeto já deveria ter sido votado no início do ano. “Já chegamos a um limite que não dá para postergar mais esse debate”, completa”.

BAHIA QUER SER REFERÊNCIA NA PRODUÇÃO DE CHOCOLATES FINOS, DIZ GOVERNADOR

Rui concede entrevista a emissora francesa (Foto Divulgação).

Rui concede entrevista a emissora francesa (Foto Divulgação).

O governador Rui Costa chegou ontem (26) em Paris. Seu primeiro compromisso foi um almoço com empresários da cadeia do cacau e do chocolate do Brasil que estão na capital francesa para participar do 22º Salon du Chocolat, maior evento do mundial do setor. Durante a reunião, foram discutidas ações relacionadas ao desenvolvimento da cadeia. Em seguida, o governador Rui Costa participou de um encontro com representantes dos trades turísticos baiano e francês, na Embaixada do Brasil na França.

No encontro com os empresários da cadeia do cacau e do chocolate, Rui reforçou que é preciso agregar mais valor ao produto feito tanto por grandes cacauicultores como por agricultores familiares.

TURISMO E CHOCOLATE

Na Embaixada brasileira, que vem dando suporte às ações do Governo da Bahia na França, o enfoque foi a divulgação do Destino Bahia, com destaque para a Costa do Cacau. Durante o evento, o governador concedeu uma entrevista à Rádio França Internacional (RFI). Os temas abordados foram os setores cacau e turismo, principais destaques da viagem de Rui.

Ele ressaltou que na Bahia, turismo e chocolate formam um casamento perfeito. “Falar de cacau na Bahia é falar da história, do processo de desenvolvimento e urbanização da região sul do nosso estado. Estamos aqui para apoiar esse produto tão importante para a economia baiana que já sustentou o estado e hoje se recupera. Nossa meta é verticalizar a cadeia produtiva do cacau, com produção de chocolate fino”, disse à emissora francesa.

Antes do encontro de Rui com o trade, o Governo do Estado promoveu, na Embaixada, uma capacitação para cerca de 40 operadoras francesas sobre as atrações do turismo na Bahia, em especial da Costa do Cacau. O objetivo é atrair um público cada vez maior de franceses que já formam um dos principais grupos turistas a visitar todos os anos o estado.

NA ROTA DO CACAU

O secretário estadual de Turismo, José Alves, que faz parte da comitiva do governador, disse que um evento voltado à cadeia do chocolate é uma grande oportunidade para divulgar o estado e atrair visitantes franceses.

“O Salon du Chocolat é uma porta de entrada para nós divulgarmos a Costa do Cacau. Temos famílias que produzem amêndoas selecionadas, de alta qualidade. A cada colheita o produto vem ganhando mais qualidade. Isso é importante porque vai gerar um chocolate melhor ainda”, disse o secretário.

ELEITO VEREADOR, COSME ANÃO PENSA EM PROJETOS PARA OS PEQUENOS

Cosme (Foto Tyrone Perrucho).

Cosme foi o oitavo mais votado para uma das 11 vagas em Canavieiras (Foto Tyrone Perrucho).

Tyrone Perrucho

Aos 53 anos de idade, solteiro e apreciador da literatura de cordel, Cosme Costa dos Santos, o Cosme Anão, acaba de ser eleito vereador em Canavieiras com 461 votos.

Cosme Anão viveu largado no mundo até uns cinco anos atrás, conforme ele mesmo conta. Foi quando tomou a decisão de parar de beber, começar a estudar e curvar-se aos ensinamentos do Cristo, ingressando numa igreja evangélica

Daí para cá ele cresceu aos olhos das pessoas que até então o viam apenas como uma miniatura de gente, exótica e engraçada, pelos seus exíguos 0,84 centímetros de estatura com fisionomia e modos de homem feito.

A consagração veio neste 2 de outubro, quando Cosme Anão saiu das urnas como um pequeno gigante, com votação bem maior que a de outras 114 pessoas que concorriam a uma vaga na Câmara Municipal de Canavieiras. Ele nem ficou tão distante assim dos candidatos mais votados, Ricardo Dantas, 561 votos, e Tiago Medrado, 637 votos.

“Um dia ele apareceu aqui dizendo que, com o estudo que estava fazendo, pensava em deixar de ser trabalhador rural e procurar um emprego de escritório”, recorda Talmo de Roxinho, mecânico de automóveis da Oficina Esperança.

O projeto ganhava corpo entre os amigos quando o próprio Cosme, ao ir votar em eleição passada, pensou que ele próprio poderia se candidatar um dia a alguma coisa e sair pedindo que votassem nele, quem sabe daria certo.

A professora Flávia Modesto da Silva afirma que Cosme Anão foi um dos mais dedicados alunos do Projeto de Alfabetização Mova Brasil, que é patrocinado pelo Instituto Paulo Freire e Petrobras, e que funcionou em Canavieiras até o ano passado.

“Ele foi um dos 12 aprovados de uma turma de 18 alunos”, informa professora Flávia. “Cosme fez comigo da 1ª à 4ª série, já sabe ler, escrever e interpretar um texto razoavelmente. As naturais dificuldades serão superadas com a continuidade do estudo, sobretudo com o exercício da leitura”.

VOTO DE PROTESTO – E DE GRATIDÃO

Catalisador do voto de protesto de uns, Cosme Anão ganhou também muitos votos de reconhecimento e gratidão, de eleitores que viram nele um humilde brasileiro lutando pela sobrevivência e merecedor de apoio.

Para Cosme, valeu muito o incentivo que teve dos amigos, como Sargento Vitorino, candidato a vereador que ficou como suplente, com 423 votos, e Edmar Luz, 2º colocado na eleição de prefeito, com 5.509 votos. Vários outros amigos e familiares também colaboraram, seja com o material de propaganda e estratégias de campanha, seja para seus discursos em palanque e visita aos eleitores.

Nos últimos dias, Cosme Anão está se familiarizando com o Regimento Interno da Câmara, lendo-o com alguma dificuldade, mas com gosto, o mesmo gosto com que já vinha lendo livros que, nos últimos tempos, retirava por empréstimo na Biblioteca Pública Afrânio Peixoto. Ele tem pensado também em projetos que poderá apresentar na Câmara, sempre preocupado em “incentivar os pequenos e fracos, que nem eu, a melhorar de vida”.

TERNO DA POSSE

Preocupação adicional, por exigência do protocolo, tem sido com a confecção, sob medida, do terno da posse, prometido por um amigo. Ele quer que paletó, calça, camisa, gravata e sapatos sejam sem muito aperto. “Sofro de pressão alta e sou muito calorento, e parece que o calor faz subir ainda mais minha pressão”, explica.

UBAITABA FAZ FESTA PARA ISAQUIAS QUEIROZ; ATLETA DESEMBARCA EM ILHÉUS AMANHÃ

Isaquias desfilará em carro do Corpo de Bombeiros, em Ubaitaba, nesta sexta.

Isaquias desfilará em carro do Corpo de Bombeiros, em Ubaitaba, nesta sexta (Foto A. Brasil).

Isaquias Queiroz, o maior medalhista brasileiro numa única Olimpíada, será homenageado nesta sexta-feira (26), às 17 horas,  em Ubaitaba, no Sul da Bahia. O canoísta deverá desembarcar no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, às 15h40min, quando deverá ser recebido por milhares de pessoas, dentre elas, o governador Rui Costa, que anunciou, na terça (23), um centro de treinamento para a canoagem em Ubaitaba.

Ele chega à sua cidade natal uma semana após se consagrar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, conquistando uma medalha de bronze na canoagem 200 metros e duas medalhas de prata nas categorias 1.000m da canoagem velocidade individual e canoa dupla 1.000m, esta ao lado do também baiano Erlon Silva, de Ubatã.

Isaquias Queiroz deverá desfilar pelas ruas da cidade num carro do Corpo de Bombeiros, exibindo as três medalhas olímpicas, informa o Blog do Thame. O atleta seguirá até as margens do Rio de Contas, onde iniciou sua trajetória esportiva,  até se consagrar como um dos grandes nomes do esporte brasileiro.

A homenagem está sendo organizada pela Associação Cacaueira de Canoagem.

JUVENAL: “A MODERNIDADE CHEGOU E ENGOLIU A VELHA CEPLAC”

Juvenal: Ceplac precisa ir além dos portões.

Juvenal Maynart.

Juvenal Maynart, ex-superintendente regional da Ceplac, tem uma visão polêmica do órgão federal que, por décadas, foi uma das principais referência para a antes pujante região sul da Bahia. Para ele, o que antes era sinônimo de região cacaueira hoje precisa se reinventar. “A modernidade chegou e engoliu a velha Ceplac”.

O ex-superintendente empolga-se ao falar de outros temas que se relacionam ao – e com o – órgão federal, a exemplo de sistema cabruca e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Para ele, a instalação do Centro de Formação em Tecnologias Agroflorestais representa um novo paradigma, assim como a própria universidade.

Confira um papo rápido com ele, que, na segunda passada, disse rejeitar um retorno ao comando regional da Ceplac. 

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A UFSB acaba de lançar um equipamento que sequer estava previsto para Itabuna, em seu planejamento inicial. O que muda na relação institucional e como o produtor e a sociedade vão ser beneficiados?

Juvenal Maynart – Entendo que a instalação do Centro de Formação em Tecnologias Agroflorestais, numa proposta de levar domínio dessas tecnologias – com a transversalidade da sustentabilidade ao produtor, será uma revolução na ciência e na extensão rural. É a ocupação do novo paradigma. A implantação de uma visão da extensão que levará engenheiros florestais e agrônomos a núcleos regionais, em que a ciência prática será a validadora do final de cursos de cada discente (aluno), um projeto com aplicação prática será o passaporte para a conclusão do curso. É uma visão totalmente nova de extensão.

Explique o que o senhor chama de novo paradigma na ciência e na extensão. Para onde ele nos levaria, em sua visão?

Juvenal – É uma visão de extensão multiplicada com tecnologia, inovação, sustentabilidade e, acima de tudo, a matriz de cacau cabruca em usos de Áreas de Proteção Permanente (APP), a implantação de reservas legais com árvores nativas, dentro de um projeto maior, a Conservação Produtiva, que é o que foi validado na Rio+20. Aonde nos levaria? À recuperação das bacias dos rios Cachoeira e do Almada. Falei de tecnologia, uso do sistema cabruca em APP, implantação de reservas com nativas. Isso resultaria na recuperação das nascentes e das nossas bacias.

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A Ceplac ainda fala em contratar novos extensionistas para ir de porteira em porteira, chegando pela manhã e saindo à tarde, esperando o almoço do fazendeiro e pleiteando meia diária do governo.

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A UFSB vai “engolir” a Ceplac?

Juvenal – Estamos falando de uma instituição que tem, nesse campo de que tratamos, um pró-reitor que emplacou um artigo na capa da Nature. A Ceplac se tornou uma instituição analógica. Falei que a nova extensão é revolucionária, exatamente, porque prevê uma multiplicação a partir de um uso intenso da tecnologia. A Ceplac ainda fala em contratar novos extensionistas para ir de porteira em porteira, chegando pela manhã e saindo à tarde, esperando o almoço do fazendeiro e pleiteando meia diária do governo. Não há espaço para esse extensionista no modelo proposto pela UFSB.

Vai engolir?

Juvenal – A modernidade chegou e engoliu a velha Ceplac, mesmo que esta ainda não tenha sido digerida. Já a UFSB, chega antenada com a modernidade no fazer científico. O que a sociedade clama é que a Ceplac seja capaz de se ajustar ao novo paradigma, que seja mais moderna, que se insira dentro da GigaSul, a rede de banda larga que vai atender a UFSB, mas também às outras instituições. Claro, não é apenas estar dentro dessa rede, mas o que vai se fazer estando ali.

O que quer a Ceplac?

Juvenal – Na verdade, a luta do velho é pela manutenção do status quo. Quando falo do velho, falo de seu corpo diretivo. A luta do velho é apenas por um mecanismo que dá a ele plenos poderes, que é a singularidade ceplaqueana. Querem ser autônomos, distantes do Ministério da Agricultura. Será que essa singularidade é boa para a sociedade? Claro que não. Essa luta pelo velho modelo só atende a esse desejo de se manter fechado dentro daqueles portões.

Há saída?

Juvenal – Claro. Se o velho estiver disposto a se adaptar ao novo modelo, é claro que a sociedade abraça. Agora, não dá para continuar eternamente enganando. A sociedade está atenta, os produtores melhoraram seu discurso e a imprensa está acompanhando tudo.

O senhor já foi superintendente para a Bahia e foi coautor desse processo de aproximação entre Ceplac e UFSB. Voltaria a dirigir o órgão nesse momento?

Juvenal – Como agente político, em exercício pleno dessa proposta, como quadro de meu partido, [o PMDB], estou disposto a ajudar no debate. Agora, pensar numa volta à Superintendência, jamais. Me sinto realizado com o trabalho feito. Figurinha repetida não completa álbum.

CRISE HÍDRICA: MUNICÍPIOS E ENTIDADES CONHECEM PROJETO DE PRATIGI

Representantes de entidades governamentais e ONGs conheceram projeto (Foto Viviane Cabral).

Representantes de governos e ONGs conheceram projeto (Foto Viviane Cabral).

Representantes de entidades sul-baianas visitaram, nesta semana, a Organização de Conservação da Terra (OCT), em Ibirapitanga, para conhecer de perto o Projeto Produtor de Água Pratigi (PAP). O projeto da Agência Nacional de Águas (ANA) busca a redução da erosão e assoreamento dos mananciais nas áreas rurais.

Iniciado em Ibirapitanga, o PAP está sendo expandido para Ibirapitanga e Igrapiúna, na região do baixos-ul da Bahia, com a implementação da lei municipal de Pagamento Por Serviço Ambiental (PSA). Com a Lei aprovada, a OCT, em parceria com a ANA e o Ministério Público, por meio do Núcleo de Defesa da Mata Atlântica, atuará na restauração de nascentes, adequação de estradas rurais, qualificação da lavoura cacaueira e assistência técnica dos produtores.

A ideia, segundo o diretor executivo da OCT, Volney Fernandes, é incentivar os produtores rurais a adotar boas práticas de proteção e conservação da água e do solo, geraçando serviços ambientais. “Em contrapartida, os agricultores familiares recebem incentivos financeiros, não financeiros e assistência técnica gratuita, participando do projeto e por aderirem às boas práticas de conservação ambiental e produtiva”.

A experiência chamou a atenção de representantes de entidades sociais, governamentais e não governamentais, que visualizaram a oportunidade de replicá-la em outras localidades, a exemplo da Região Cacaueira, que sofre uma crise hídrica.

Para o presidente da Amurc e prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, o projeto motiva uma política de enfrentamento no sul da Bahia, com o envolvimento de toda a comunidade, para buscar a revitalização da Mata Atlântica. “A iniciativa sinaliza uma direção de valorização ambiental e produz um resultado para as gerações futuras”.

O promotor público e coordenador do Núcleo de Defesa da Mata Atlântica, Yuri Lopes de Melo, aprovou a iniciativa do Projeto Produtores de Água e destacou a importância de replicar na nascente do Rio Almada, que abastece os municípios de Itabuna, Itajuípe, Coaraci e Almadina, onde o órgão público já desenvolve um projeto que atende 50 nascentes em 30 propriedades. “Eu vejo com grande esperança, para que podemos começar um projeto de recuperação de nascentes, que embora seja lento, mas é eficiente e gera resultados futuros”.

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O QUE FIZEMOS COM O CACHOEIRA…

Situação do Rio Cachoeira numa área onde a Emasa consegue captar água a cada 12 horas, em Nova Ferradas.

Situação do Rio Cachoeira em trecho a 300 metros da estação de captação de Nova Ferradas.

Tristeza é o sentimento de quem vê a situação do Rio Cachoeira, em Itabuna, nas imediações da unidade de captação de Nova Ferradas. Onde antes se captava, em média, 250 litros por segundo, hoje é possível retirar não mais que 60 litros por segundo, por 12 horas, e com igual intervalo.

O trecho está praticamente seco, com pequenos poços de onde a Emasa ainda retira água (por meio de transposição) para abastecer bairros da zona oeste do município. Não se sabe até quando vai dar…

Com a seca de mais de nove meses, a região perdeu 80% de sua reserva de água. Além de Itabuna, outros municípios, como Itajuípe, Camacan e Ilhéus também enfrentam racionamento. No curto prazo, não há muito o que fazer, além de esperar a chuva.

Infelizmente, em vários trechos o velho Cachoeira vai ficando cada vez menos parecido com um rio. Para quem o conheceu em outros tempos, é realmente de chorar.

A (BOA) INTERAÇÃO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO

WALMIR~1Walmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Desenvolvimento, e não o simples crescimento baseado em alguns números e estatísticas, é o que nossas cidades precisam para promover oportunidades a todos os segmentos sociais. No caso de Canavieiras, o turismo que se avizinha é o da melhor idade e ecumênico, bastando, apenas que a cidade ofereça todas os serviços que esses turistas se sintam em casa.

 

Em tempo de recursos cada vez mais escassos, só resta aos municípios brasileiros buscar novos paradigmas de administração pública. Há muito não se consegue junto aos governos Federal e estaduais recursos suficientes para atender as necessidades mais prementes dos municípios, com responsabilidades crescentes no atendimento à população.

Aquele modelo de simples crescimento, calcado na implantação de obras sem planejamento não mais funciona hoje. A população, embora cada vez mais pobre e sem perspectivas, possui modernos instrumentos de comunicação rápidos e eficientes: as chamadas redes sociais, disponíveis em qualquer smartfone conectado a internet.

E o avanço tecnológico provocou uma mudança comportamental em toda a população, sem distinção da sua estratificação econômica e social. Determinada pessoa pode até não saber analisar determinada situação de forma pedagógica, mas tem o conhecimento do fato e sua metodologia de discernimento é o caixa do supermercado.

Daí, o cuidado redobrado do governante em mudar seus conceitos: ao invés do simples e atrasado crescimento, terá que perseguir o desenvolvimento, adotando o planejamento municipal e não só o das finanças, como sempre aconteceu. Qual a cidade que queremos, quais os recursos que dispomos e quais as nossas prioridades?

Tudo isso deverá estar contemplado no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) como linha mestra a ser seguida. Para elaborá-la, ou reformá-la, precisamos do apoio de técnicos especialistas em cidades e vontade política de executar suas recomendações, transformadas em lei balizadora do zoneamento urbano.

Agora, passados 10 anos da aprovação do Plano Diretor Urbano Municipal, é hora de recolocar Canavieiras no caminho do desenvolvimento, com propostas dentro de novas perspectivas. Para tanto, é primordial instrumentalizar o processo com uma política urbana concreta, baseada na vocação econômica e nas possibilidades futuras.

E parceiros para essa monumental empreitada não faltam. Temos hoje na região a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), com conhecimento acumulado sobre nossos municípios, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com uma proposta acadêmica diferenciada, o que a permite atuar de acordo com a realidade local.

Abrindo um parêntese, essa é a segunda grande oportunidade de Canavieiras integrar o rol dos municípios turísticos de fluxo perene. O primeiro foi o Projeto Canes (Complexo de Atividades de Natureza Econômica e Social), elaborado em 1990 pelos urbanistas André Sá e Francisco Mota e o economista Paulo Gaudenzi.

Nas ações complementares ao projeto Canes, a desapropriação de áreas no centro e na Ilha da Atalaia, para a implantação de hotéis, pousados e cabanas de praias padronizadas, bem como unidades residenciais. O Projeto Canes foi o primeiro grande vetor do desenvolvimento turístico de Canavieiras, proposta era a de transformá-la numa cidade que conseguisse reunir todas as condições de oferecer ao turista uma hospitalidade de primeira linha.

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“MADE IN BAHIA”

O governador Rui Costa está em missão na China e busca fechar negócios em várias, dentre elas a de infraestrutura e logística. Protocolos assinado ontem (8) podem acelerar obras do Porto Sul e da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), com grande impacto para a economia do sul da Bahia. Na bagagem, Rui levou exemplares de chocolates finos produzidos na região cacaueira baiana e com alto teor de cacau. Confira vídeo.

FERIADO TRANQUILO NAS RODOVIAS ESTADUAIS

Polícia deu ênfase ao trabalho preventivo, intensificando as abordagens a veículos (foto Assessoria CIPRv/Itabuna)

Polícia deu ênfase ao trabalho preventivo, intensificando as abordagens a veículos (foto Assessoria CIPRv/Itabuna)

A paz prevaleceu neste feriado nas rodovias estaduais que cortam a região. De acordo com balanço da Operação Carnaval, divulgado pela Companhia Independente da Polícia Rodoviária de Itabuna, houve redução em 50% do número de acidentes com vítima fatal e de 63% em ocorrências sem vítimas.

Em números absolutos, foram três acidentes nos quais as vítimas sofreram ferimentos leves e seis em que os ocupantes dos veículos envolvidos saíram ilesos. O único caso com vítima fatal aconteceu no sábado, dia 6, na BA 262, que liga Ilhéus a Uruçuca. Segundo a polícia, a mulher que perdeu a vida não portava documentos e foi identificada como Hélia, por meio de testemunhas. Outras quarto pessoas estavam no mesmo veículo, mas sofreram apenas ferimentos com pouca gravidade.

A estratégia da polícia foi intensificar as abordagens a veículos, coibindo infrações como a não utilização do cinto de segurança. Ao longo da operação, iniciada no dia 4 e encerrada na manhã desta quarta-feira, foram emitidos 153 autos de infração, a maioria de motoristas que estavam sem o cinto. Houve ainda a retenção de 12 veículos e a apreensão de documentos em situação irregular.

A Companhia é responsável pelo policiamento das estradas do Sul, Extremo-Sul e parte do Sudoeste do estado. Para o Major PM Manoilzo Bonfim, que comanda a unidade, o trabalho preventivo surtiu o efeito esperado. “Este é sem dúvida um saldo positivo para nós, pois houve redução do número de acidentes em relação ao ano passado”, destaca.

APÓS CURTIÇÃO, ASSALTANTES SÃO PRESOS COM CARROS ROUBADOS

Carros foram recuperados após alerta de policial em uma praia (Fotomontagem Pimenta).

Carros foram recuperados após alerta de policial em uma praia (Fotomontagem Pimenta).

Assaltantes presos com veículos roubados.

Assaltantes presos com veículos roubados.

Uma guarnição da Polícia Militar prendeu dois assaltantes e recuperou dois veículos, em Buerarema, neste feriadão. A investigação dos criminosos começou em uma praia, quando um policial de folga suspeitou deles e checou as placas dos carros.

A dupla e outros dois assaltantes estavam com um VW Gol, com placa de Itabuna, e um Ford Fusion, licenciado em Ilhéus, ambos roubados. O policial lançou as imagens dos quatro criminosos e dos veículos em um grupo de WhatsApp da PM.

Os assaltantes presos foram identificados como Carlos Aragão, de 23 anos, e Danilo Souza Araújo, de 20. Ambos residem em Buerarema. O Gol foi roubado no centro de Itabuna e o Fusion em Ilhéus. Atualizado às 9h40min – 08/02.

FAZENDA DE TURISMO RURAL INVESTE EM MARCA PRÓPRIA DE CHOCOLATE

Gerson e Dadá investem na própria marca de chocolate (Foto Maurício Maron/Agência Sebrae).

Gerson e Dadá investem na própria marca de chocolate (Foto Maurício Maron/Agência Sebrae).

Renata Smith | Agência Sebrae

O casal Gerson Marques e Dadá Galdino é proprietário da Fazenda Yrerê, na zona rural de Ilhéus, no sul da Bahia. Integrada ao projeto do Sebrae Indústria Setorial Ilhéus – Derivados de Cacau, a propriedade é um case de sucesso no segmento do Turismo Rural. Na sede, os visitantes, a maioria de estrangeiros, são recepcionados pelos donos e por trabalhadores rurais. Em três horas, conhecem a história e o funcionamento da fazenda, degustam pratos típicos, ouvem ‘causos’ locais dos antigos coronéis de cacau e ainda visitam o maior orquidário da região.

Neste mês, os empresários lançam um novo produto para agregar valor a sua produção de cacau e oferecer mais um atrativo aos turistas: uma marca própria de chocolates finos feitos com amêndoas selecionadas e teor de 54% e 70% de cacau puro. O chocolate será produzido em parceria com o Instituto Cabruca e as primeiras unidades serão em barras de 80g e bombons de 12g.

Gerson Marques destaca que os chocolates de origem do Sul da Bahia estão ganhando o reconhecimento mundial e se tornando um bom e lucrativo negócio. “Os turistas antes chegavam perguntado por novelas. Hoje, a procura é por chocolates e vamos tê-los em nossa linha de produtos”, afirma.

Esta nova fase dos negócios também conta com o apoio do Sebrae, segundo o empresário. “Teremos uma consultoria para desenvolvimento do produto, envolvendo aspectos administrativos, financeiros e de marketing para a evolução da marca”.

O gestor do projeto Derivados do Cacau, Eduardo Andrade, destaca ainda que os empresários da Yrerê “conhecem bem o potencial do turismo rural e vivenciam a parceria com o Sebrae de forma criativa”.

De acordo com Dadá Galdino, “a nossa proposta é oferecer aos visitantes uma experiência única, provocando e estimulando seus sentidos, através da visão, paladar, olfato e audição em uma viagem diferente, uma experiência que vale para a vida inteira”.

DERIVADOS DE CACAU

O projeto Indústria Setorial Ilhéus – Derivados de Cacau atende a 40 micro e pequenas empresas do Sul da Bahia com ações subsidiadas em até 80% para suporte de gestão, tecnologia e mercado. O planejamento até 2018 apresentará, entre outros resultados, uma receita acumulada de R$ 1,8 milhão envolvendo os pequenos negócios na região.

Os interessados em conhecer mais sobre o projeto podem procurar o ponto de atendimento do Sebrae em Ilhéus, na Praça José Marcelino, nº 100, Centro, ou pelo telefone (73) 3634-4068.

ECOBIKE REÚNE 800 CICLISTAS EM CANAVIEIRAS

Jô França anima centena de ciclistas da EcoBike, em Canes (Foto Walmir Rosário).

Jô França anima centena de ciclistas da EcoBike, em Canes (Foto Walmir Rosário).

Cerca de 800 ciclistas participaram da 11ª edição do Ecobike, um dos maiores eventos ciclísticos do interior da Bahia. De acordo com a organização, o evento reuniu participantes de 16 cidades baianas, que percorreram 18,2 quilômetros da sede de Canavieiras até a Fazenda Santa Cruz. “Este evento tem apoio incondicional da Prefeitura de Canavieiras, e já faz parte do calendário de eventos da nossa cidade”, disse Almir Melo, que deu as boas-vindas à galera do pedal.

Segundo o empresário Ériston Nascimento, da Bike Shop, o passeio ciclístico superou todas as expectativas em termos de público e de organização. “O crescimento foi em torno de 30%. Muitos kits foram vendidos via internet, além das vendas diretas realizadas nos postos de venda de Itabuna e Ilhéus e em Canavieiras”

O percurso seguiu pela BA-001 até a BA-274 (Transouricana), em direção ao povoado de Ouricana. Durante todo o caminho, o locutor de rodeios e outros eventos, Jô França, animou e incentivou os ciclistas. Na chegada, na Fazenda Santa Cruz, às margens do rio Salsa, os ciclistas foram recepcionados pelo grupo Sambaê.

NAZAL LEVANTA SUSPEITA SOBRE DECRETO DE CRIAÇÃO DE ÁREA INDUSTRIAL EM ILHÉUS

Nazal levanta problemas e soluções em discussão sobre Ilhéus.

Nazal levanta problemas e soluções em discussão sobre Ilhéus.

Um dos mais profundos estudiosos de Ilhéus, José Nazal concedeu entrevista ao Tabuleiro (Conquista FM), na qual abordou temas caros ao sul da Bahia, a exemplo do Porto Sul e o projeto da nova estrada que liga Ilhéus-Itabuna, na margem oposta à rodovia atual. São 30 minutos de bate-papo com o apresentador Vila Nova. Nazal também falou do decreto do prefeito Jabes Ribeiro, que criou nova área industrial em Ilhéus, à margem do Rio Cachoeira, na ligação do município com Itabuna.

– O Estatuto (da Cidade) diz que toda mudança tem que ser discutida com a população. Ali é como área de expansão urbana. É bairro. Tem uma coisa misteriosa no ar, mas não dá para suspeitar de outra coisa a não ser interesse obscuro, escuso [com a criação da área industrial]. O MP [Ministério Público estadual] já está tomando providência – disse Nazal.

Diante da observação de que Jabes argumentou ter criado a área industrial na rodovia por causa do Porto Sul, Nazal esclareceu que a área de logística do complexo intermodal será em Itabuna, à margem da BR-101, entre o município e Itajuípe. “Não há nenhuma lógica na área. A estrada virou uma avenida”, observou, pontuando a necessidade da gestão explicar o “que se quer fazer ali”.

Nazal é pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PTB e lamentou que a cidade tenha tido, nos últimos 100 anos, cinco planos diretores, mas sempre não colocados em prática. Ele faz parte de um grupo nacional que estuda o desenvolvimento de dez cidades brasileiras, dentre elas Ilhéus. Nazal cita Maringá (PR). O município paranaense já está discutindo, há algum tempo, a Maringá de 2047. Confira a íntegra da entrevista no vídeo abaixo.

SUPERINTENDÊNCIA DA CAIXA NA BEIRA-RIO

Superintendência sul-baiana funcionará no Jequitibá Trade Center, na Aziz Maron (Foto Pimenta).

Superintendência sul-baiana funcionará no Jequitibá Trade Center, na Aziz Maron (Foto Pimenta).

A superintendência da Caixa Econômica no sul da Bahia terá nova sede. Sai da Avenida do Cinquentenário para o Jequitibá Trade Center, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), onde já funciona uma agência da instituição financeira. O centro empresarial fica em frente ao Shopping Jequitibá.

A mudança para o novo local havia sido definida há quatro anos, como antecipou o Pimenta à época, e a transferência se dá agora, após a conclusão das obras do centro empresarial. Comandada por Marcus Vinícius Nascimento desde 2012, a superintendência regional da Caixa abrange municípios do sul, baixo-sul e extremo-sul do Estado.



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