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:: ‘Teatro Popular de Ilhéus (TPI)’

TPI PARTICIPA DO FESTIVAL DE TEATRO DA CAATINGA

Teodorico Majestade é uma sátira política de grande sucesso no sul da Bahia

O Teatro Popular de Ilhéus está a caminho de Irecê, onde participará do IV Festival de Teatro da Caatinga. O evento começa nesta sexta (19) e será encerrado no próximo dia 27. É a primeira vez que o grupo ilheense se apresenta na cidade.

O espetáculo do TPI que participará do festival será Teodorico Majestade – As últimas horas de um prefeito. Sucesso desde 2006, a montagem é uma sátira política em cordel.

Assinada e dirigida pelo dramaturgo Romualdo Lisboa, a obra é uma das atrações do evento que, além do grupo baiano, conta com projetos nacionais e internacionais.

A apresentação do Teatro Popular de Ilhéus será neste sábado (20), às 20 horas, no auditório do Colégio Modelo de Irecê. No elenco de Teodorico…, os atores Aldenor Garcia, Cabeça Isidoro, Ely Izidro, Tânia Barbosa e Takaro Vítor.

TPI FARÁ AUDIÇÃO DE ELENCO PARA NOVO ESPETÁCULO

Teatro Popular fará audição de elenco para montagem de espetáculo

Teatro Popular fará audição de elenco para montagem de espetáculo

O grupo Teatro Popular de Ilhéus (TPI) anunciou nesta segunda-feira (4) a realização de uma audição de elenco para o seu novo espetáculo, com estreia prevista em novembro e direção assinada por Romualdo Lisboa.

O novo espetáculo fará parte da Trilogia da Guerra, projeto que  conta exclusivamente com o financiamento do público teve como primeira montagem “Os fuzis da senhora Carrar”, de Bertolt Brecht.

Os interessados em participar da seleção têm até o próximo sábado (9) para preencher formulário online, disponível na página www.teatropopulardeilheus.com.br.

Após isso, os pré-selecionados serão contatados pelo grupo e convocados para a audição na noite de terça-feira (12), na Tenda Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes.

Apenas as pessoas que preencheram o formulário e foram contatadas poderão participar do evento, segundo a direção do TPI. A participação na pré-seleção é aberta para homens e mulheres, incluindo não atores, com idade mínima de 18 anos.

TEATRO POPULAR DE ILHÉUS 

Fundado em 1995, por Équio Reis, o TPI mantem atividades ininterruptas ao longo de seus 22 anos.  Em seu portfólio, possui mais de 40 espetáculos estreados e participações em festivais nacionais e internacionais de Teatro, com indicações aos prêmios Shell e Braskem.

Atualmente, o grupo, também administra o espaço cultural Tenda Teatro Popular de Ilhéus e é apoiado financeiramente pelo Programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

FESTIVAIS SÃO DESTAQUES NA PROGRAMAÇÃO DO TPI EM SETEMBRO

Tenda do TPI divulga programa de setembro || Foto Lucas Vitorino

Tenda do TPI divulga programa de setembro || Foto Lucas Vitorino

Saiu a programação de setembro da Tenda Teatro Popular de Ilhéus. Os destaques são os festivais Latino-Americano de Teatro da Bahia (Filte) e Sonora – Ciclo de compositoras.

Realizado em Salvador e Ilhéus, o Filte acontece na Tenda nesta sexta (1º) e sábado (2), às 20h, com apresentação do espetáculo Os fuzis da senhora Carrar, do Teatro Popular de Ilhéus (TPI). O ingresso, que pode ser adquirido na bilheteria do espaço cultural, custa R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A classificação indicativa é 14 anos.

Surgido a partir de um movimento internacional na internet, o Sonora reunirá mulheres criadoras do sul da Bahia nos dias 15 e 16, com a realização da Oficina gratuita Corpo e Mandinga (9h), por Evani Tavares, e shows de diversas compositoras (19h), além do Bazar das Comadres. :: LEIA MAIS »

TPI DEBATE IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS DA REFORMA PREVIDENCIÁRIA

Professor Sérgio Ricardo debate reforma.

Professor Sérgio Ricardo debate reforma.

Nesse sábado (18), às 19h30min, a Tenda Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, será palco de um debate gratuito com o tema “Impactos econômicos e sociais da reforma da Previdência”.

O bate-papo contará com a presença do professor Sérgio Ricardo Ribeiro Lima, do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Como moderador, o diretor e dramaturgo, Romualdo Lisboa, do grupo Teatro Popular de Ilhéus (TPI).

Em seguida, os participantes do evento terão a oportunidade de assistir a apresentação do espetáculo “Medida por medida”, uma comédia do TPI, baseada na obra de William Shakespeare, que trata de assuntos como justiça, abuso de poder e castidade.

Recentemente, o espetáculo foi contemplado por um edital do setorial de teatro do Fundo de Cultura da Bahia, sendo apresentado em seis municípios do sertão baiano.

Conforme explicou Romualdo Lisboa, o debate desse sábado tem o objetivo de trazer para o ambiente local uma importante discussão sobre uma proposta do governo que afeta diretamente o povo brasileiro.

CURRÍCULO

Doutor em sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),  Sérgio Ricardo Ribeiro Lima possui também mestrado em Economia Política pela Universidade Federal da Paraíba (hoje UFCG). Atualmente é professor titular no curso de Ciências Econômicas da UESC, onde fundou e coordena o CACES, projeto responsável pela elaboração de boletins trimestrais de conjuntura econômica e social dos municípios de Ilhéus e Itabuna.

MEDIDA POR MEDIDA

A história da peça se desdobra a partir das decisões de Ângelo, juiz implacável que substitui o Duque de Viena, cumprindo à risca as leis contra a fornicação. O espetáculo foi montado durante a ocupação do Teatro Castro Calves, em Salvador, pelo Teatro Popular de Ilhéus, vencedor, em 2014, do edital do projeto TCA.Núcleo.

CIA SENHAS DE TEATRO PROMOVE ATIVIDADES CULTURAIS EM ILHÉUS

Circo Negro é uma das atrações trazidas para Ilhéus pela Cia Senhas de Teatro (Foto Maringas Maciel).

Circo Negro é uma das atrações da Cia Senhas em Ilhéus (Foto Maringas Maciel).

Ilhéus será a primeira cidade a ser contemplada com ações do projeto Circo Negro em Circulação no Nordeste, realizado pela CiaSenhas de Teatro. De 8 a 11 de junho, o grupo de Curitiba apresentará seu premiado espetáculo Circo Negro, sempre às 20 horas, na Tenda do Teatro Popular de Ilhéus (TPI).

Além da peça, o projeto oferecerá oficina de formação de plateia voltada a alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e realizará o encontro Ação de Com-Vivência, cujo público-alvo é a classe artística regional. Todas as atividades, incluindo as apresentações teatrais, são gratuitas.

O projeto Circo Negro em Circulação no Nordeste conta com patrocínio do Ministério da Educação e Cultura e da Petrobrás Distribuidora. A iniciativa foi selecionada pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2015/2016. Entre os principais objetivos das ações estão proporcionar uma aproximação com a arte teatral, promover a troca de experiências artísticas e construir novos espaços de comunicação entre artistas de teatro no Brasil.

A CiaSenhas de Teatro é um coletivo que atua em Curitiba desde 1999, formado por artistas-pesquisadores das Artes Cênicas. Desde sua fundação, a companhia tEm se dedicado à investigação da linguagem cênica, mantendo o enfoque no trabalho do ator-criador.

CIRCO NEGRO

Desde sua estreia em 2013, Circo Negro tem participado de inúmeros festivais e realizado apresentações em diversas regiões do Brasil. A montagem tem traz o texto do argentino Daniel Veronese, Traduzido por André Carreira, sob a direção de Sueli Araújo.

Misturando realidade e ficção num jogo permanente com o público, Circo Negro é teatro apresentando o teatro. A citação ao circo está presente em todos os elementos visuais e sonoros, criando a paisagem de um tempo-espaço situado entre as imagens do circo mítico em contraste com o lugar do próprio teatro. A peça tem classificação 18 anos e conta com acessibilidade para pessoas com deficiências auditivas e visuais.

CONTO&CANTIGAS ABRE PROGRAMAÇÃO DO TPI EM 2016

Contos&Cantigas abre programação do TPI deste ano (Foto TPI).

Contos&Cantigas abre programação do TPI deste ano (Foto TPI).

A programação da Tenda Teatro Popular de Ilhéus em janeiro começa nesta sábado (9), às 17h, com o Conto&Cantigas, com atores e músico contando histórias de forma dramatizada. A apresentação, com classificação indicativa livre, será na área verde da tenda, na Avenida Soares Lopes.

A programação da Tenda ainda segue com apresentação da Companhia Circo da Lua (dia 16); 9º Encontro Grapiúna de Compositores e Compositoras (dia 15); e Tributo Grapiúna: Eles e Elas Cantam (dia 22). No dia 23, haverá lançamento do disco IsmeraRock & O Calibre Dobrado. A apresentação de Medida Por Medida, peça do grupo do Teatro Popular de Ilhéus inspirada na obra homônima de William Shakespeare, encerra a programação de janeiro. Serão três dias – 28, 29 e 30.

A programação completa está disponível na internet, por meio do link http://goo.gl/pzFt58, no aplicativo Tenda Teatro Popular de Ilhéus (download na Google Play Store) e nos folhetos informativos distribuídos no próprio espaço cultural.

CIRCO E TEATRO NA TENDA DO TPI

Companhia Circo da Lua se apresenta na Tenda do TPI (Foto Divulgação).

Companhia Circo da Lua se apresenta na Tenda do TPI (Foto Divulgação).

A Tenda Teatro Popular de Ilhéus, localizada na Avenida Soares Lopes, terá a apresentação do espetáculo Há vagas no circo!“, da Companhia Circo da Lua, composta por artistas argentinos e brasileiros que interpretam palhaços numa divertida história. Será nesta sexta (9), às 19h.

A classificação indicativa para Há vagas no circo! é livre, recomendada especialmente às crianças. O ingresso individual custa R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia), à venda bilheteria da Tenda.

Já no sábado (10), também às 19h, o grupo Teatro Popular de Ilhéus (TPI) apresenta na Tenda o 3 Encena, espetáculo de comemoração aos vinte anos do grupo.

Em trio, atores relembram cenas de montagens feitas pelo TPI ao longo desses anos. A classificação indicativa é de 14 anos. O ingresso individual custa R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia), podendo ser adquirido na bilheteria da Tenda.

JORGE PORTUGAL NO “IMPROVISO, OXENTE!”

Secretário Jorge Portugal participa do Improviso no dia 3 (Foto Mateus Pereira).

Secretário Jorge Portugal participa do Improviso no dia 3 (Foto Mateus Pereira).

A primeira edição do Improviso, Oxente!, do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), será com o secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal. O evento está previsto para 3 de setembro, na Tenda do TPI, na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus. O tema central do Improviso com Jorge Portugal será cultura e educação.

O evento é um mix de debates com intervenções artísticas. Ainda no dia 3, o debate terá as presenças dos professores Álamo Pimentel (Universidade Federal do Sul da Bahia-UFSB) e Jules Soares (Universidade Estadual de Santa Cruz-Uesc). O pedagogo e escritor Pawlo Cidade será o mediador do debate.

O Improviso, Oxente! também debaterá, em setembro, legislação e políticas públicas (dia 10), formação de professores (17) e o lugar da arte na escola e o lugar da escola na arte (dia 24).

DIA DE CURTAS NO CINECLUBE ÉQUIO REIS

Os curtas-metragens Meu colégio contra o diretor e O filme de Carlinhos estarão em cartaz no Cineclube Équio Reis, hoje (3), a partir das 18h, na tenda do Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes. A entrada é gratuita e a classificação, livre.

O filme Meu colégio… é uma produção de estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), enquanto O filme de Carlinhos se trata de obra com cenas gravadas em Ipiaú e participante do Festival de Cannes 2015.

TENDA DO TPI RECEBE MANUTENÇÃO E REABRE NA SEGUNDA QUINZENA

Tenda do TPI passa por manutenção (Foto Karoline Vital).

Tenda do TPI passa por manutenção (Foto Karoline Vital).

Karoline Vital

A programação da Tenda Teatro Popular de Ilhéus (TPI) estará suspensa nos próximos 15 dias, mas os trabalhos não irão parar. O espaço cultural vai baixar a lona para receber serviços de manutenção e prepara novidades para receber o público em seu retorno. “Neste ano, temos muitas atividades especiais para celebração dos 20 anos do TPI. Planejamos diversas surpresas para aqueles que já acompanham nosso trabalho e ainda queremos atrair uma nova plateia”, adiantou a coordenadora de teatro, Tânia Barbosa.

Nos últimos dias, foram retirados materiais e desmontados equipamentos e estruturas internas da Tenda TPI a fim de baixar a lona a partir desta semana. Entre as adequações que serão realizadas, estão serviços de limpeza, pintura, manutenção e troca do cordoamento. A previsão é que a manutenção seja concluída em até 10 dias. “Essa requalificação do espaço visa não apenas o conforto do público, que poderá desfrutar de um ambiente ainda mais agradável, mas também a comodidade dos artistas que vêm se apresentar”, explica o coordenador administrativo, Antônio Melo.

Inaugurada há dois anos, a Tenda TPI é administrada pelo Teatro Popular de Ilhéus, que loca a estrutura do Circo Show Brasil. Sua programação regular é mantida através do Programa de Apoio a Instituições Culturais de Ações Continuadas, do Fundo de Cultura da Bahia. Além de apresentações de teatro, dança e música, o local disponibiliza uma biblioteca aberta à visitação, oferecendo ainda cursos e oficinas artísticas.

O espaço cultural ainda possui um programa de fidelidade, o Cartão TPI, que oferece meia-entrada em todas as atividades e tratamento personalizado. Os titulares do cartão têm descontos em produtos e nos seguintes estabelecimentos comerciais: Lanchonete Praça do Mestre, Pizzaria Pinocchio, Livraria Papirus, Restaurante La In e Discovery Idiomas. Para aderir ao programa, basta preencher um cadastro e pagar uma taxa anual. Como contrapartida, as empresas interessadas em fechar parceria têm suas logomarcas divulgadas na programação impressa e no espaço cultural.

ONDE ESTÁ O FLÂNEUR? POR UMA EDUCAÇÃO DO OLHAR

Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

Vivemos, com a tecnologia, uma contradição. Embora produzamos um sem número de imagens, não dedicamos tempo à contemplação. Esta, se surge, é rapidamente substituída por uma nova imagem – antes mesmo de a anterior ser fixada e fruída.

Na última semana acompanhei uma apresentação do espetáculo Cine Incidental, do Teatro Popular de Ilhéus. Encenado na sede da associação de moradores de um bairro popular da cidade, o espetáculo consiste na projeção de dois filmes de Chaplin acompanhado de trilha sonora executada ao vivo por músicos que se revezam em diversos instrumentos. O humor atemporal de Chaplin, em conjunto com a sensibilidade dos músicos, torna o Cine Incidental uma bela experiência de ser contemplada.

Durante a exibição, contudo, foi a plateia que chamou minha atenção. Uma garota, aparentando 11 ou 12 anos, demonstrava estar se divertindo bastante e assistia atentamente ao espetáculo – pela tela de seu celular. Não apenas assistia, ela gravava a apresentação na íntegra! Como já conhecia o espetáculo, fiquei observando-a por algum tempo. Vez ou outra seu bracinho cansava e tremia a filmagem. Imediatamente ela corrigia e voltava a enquadrar a cena. Pensei: se o espetáculo era digno de ser gravado, por que não simplesmente apreciá-lo?

A lógica capitalista contemporânea parece impelir todos ao acúmulo. Não apenas o acúmulo de riquezas materiais, mas também ao acúmulo de experiências. E, num tempo em que as tecnologias seduzem e parecem facilitar as ações humanas, podemos poupar a memória e acumular arquivos digitais de sentimentos e sensações. Mesmo que nunca os resgatemos. Apenas o prazer momentâneo de registrar – dominar? – aquele momento, já basta. A contemplação é substituída pelo registro, a lembrança é substituída pela memória (digital).

A contemporaneidade parece sublimar a figura do flâneur. Surgida na obra de Baudelaire, a expressão francesa remete ao observador, ao “vagabundo” que dedica sua vida à contemplação do cotidiano. Vagabundo surge entre aspas por ser um contraponto à lógica produtivista e acumuladora que a modernidade instaurou. Vivemos, com a tecnologia, uma contradição. Embora produzamos um sem número de imagens, não dedicamos tempo à contemplação. Esta, se surge, é rapidamente substituída por uma nova imagem – antes mesmo de a anterior ser fixada e fruída.

Valorizemos as tecnologias, contudo dediquemo-nos a reeducar o olhar. A vida é acelerada, mas é passível de ser contemplada. O projeto pedagógico da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) propõe que seus calouros experimentem a educação do sensível. Muitos chegam à universidade em busca de uma relação utilitarista e acumulativa com o saber. Já no primeiro quadrimestre de estudos, todos frequentam o componente curricular Fórum Interdisciplinar: experiências do sensível.

Neste espaço, os estudantes são convidados a refletir e a observar o mundo que os cerca, suas famílias, comunidades, região e a expressar sua visão sobre estes. Esta expressão surge através de relatos, textos, desenhos, pinturas, gravações ou no suporte que pareça mais adequado. Mas independente disso, as ações surgem da obrigação curricular de contemplar: a natureza, o território, os sons, as imagens. O interdisciplinar do título significa que todos devem passar por essa experiência. Espera-se com isso, num futuro não muito distante, artistas mais sensíveis, professores mais cuidadosos, mas também médicos mais humanos, engenheiros mais compassivos.

Espera-se com isso, uma sociedade que sabe valorizar o que tem de mais importante. Suas pessoas. Tudo isso por meio da da educação. A educação do olhar.

Felipe de Paula é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

“MEDIDA POR MEDIDA” FAZ SUCESSO EM ESTREIA NA TENDA DO TPI

Peça montada pelo TPI fez sucesso em Salvador e na estreia em Ilhéus (Fotos Karoline Vital).

Peça montada pelo TPI fez sucesso em Salvador e na estreia em Ilhéus (Foto Karoline Vital).

Karoline Vital

O tempo instável não superou a vontade do público de acompanhar a primeira apresentação de Medida por Medida em Ilhéus. A plateia de quase 500 pessoas assistiu a todos os minutos da nova montagem do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), na última sexta-feira (09). Na noite do dia 10, o sucesso se repetiu e a frente da Tenda TPI foi tomada pelo público, que riu, vibrou e se emocionou com a comédia. Nesta semana, o espetáculo segue para a porta da Catedral. Em respeito à Novena de São Sebastião, as apresentações serão às 20h30min de hoje e quarta (dias 13 e 14).

Medida por Medida é a primeira peça de William Shakespeare a ser montada pelo grupo ilheense que completa duas décadas em agosto deste ano. As apresentações em Ilhéus fecham o projeto Shakespeare – Teatro Popular em Construção, aprovado pelo edital de ocupação do Complexo Teatro Castro Alves, TCA.NÚCLEO 2014, em seleção organizada pelo Teatro Castro Alves e Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Entre agosto e dezembro do ano passado, foram realizadas apresentações de espetáculos, seminários, debates, oficinas, além de intercâmbio com o grupo Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte.

A história de Medida por Medida se desenrola a partir das decisões do severo Ângelo, juiz que substitui o Duque de Viena, fazendo cumprir as leis contra a fornicação de forma implacável.  A partir disso, Cláudio é condenado à morte por ter engravidado sua amada Julieta. Para reverter a sentença, Isabella, noviça e irmã do prisioneiro, tenta negociar com Ângelo, que coloca como condição para atender o pedido a entrega da virgindade da donzela.

SUCESSO EM CASA

Para o diretor Romualdo Lisboa, a volta a Ilhéus foi muito esperada pelos artistas e pelo público. Medida por Medida estreou no dia 10 de dezembro na capital baiana, com duas semanas de apresentações no Largo do Campo Grande.

– Estávamos ansiosos para mostrar aos nossos conterrâneos o resultado dos quatro meses de trabalho em Salvador, quando trocamos conhecimentos e experiências com profissionais do Centro Técnico do TCA, do Clowns de Shakespeare, Shicó do Mamulengo e tantos outros artistas e estudiosos que colaboraram para a nossa montagem – disse Romualdo.

As apresentações em Ilhéus são gratuitas e contam com apoio da Secretaria Municipal de Cultura. O espetáculo é apresentado em um reboque, que se transforma em palco, projetado pelo arquiteto Carl Von Hauenschild.

A adaptação do texto de Shakespeare foi feita por Romualdo Lisboa e Fernando Yamamoto (Clowns). Os figurinos e adereços de Medida por Medida ficam a cargo do potiguar Shicó do Mamulengo e do ilheense Justino Vianna, que também criou a maquiagem. A direção musical foi criada por Elielton Cabeça (TPI) e Marco França (Clowns).

TPI RECEBE TEMPORADA DO “VERÃO CÊNICO”

Espetáculo "Nas alturas" é atração do Verão Cênico em Ilhéus.

Espetáculo “Nas alturas” é atração do Verão Cênico em Ilhéus.

A Tenda Teatro Popular de Ilhéus (TPI) foi um dos espaços escolhidos para sediar parte da programação da terceira edição da Temporada Verão Cênico. Na próxima quarta-feira (26), estreia A conferência, do Oco Teatro Laboratório, de Salvador.

Nos dias 27 e 29, antes de A conferência, o público poderá assistir ao número circense Nas alturas, do Circo Redondo e Daniela Frantz, de Ibicoara. No dia 2 de dezembro, A Outra Companhia de Teatro, de Salvador, apresenta O que de você ficou em mim. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 e as apresentações começam às 19 horas.

A Conferência discute relações sociais, incluindo relações de poder, migração e política, com uma pitada de bom humor. Em cena, o caos urbano, o bombardeio de informações, a poluição visual e sonora, o consumo exacerbado e a perda de valores. O espetáculo exprime o conceito e a estética da obra “As Cidades Invisíveis”, do escritor italiano Italo Calvino. A montagem é dirigida por Luis Alonso, que também assina a dramaturgia com Paulo Atto. A classificação indicativa é 16 anos.

Integrando a categoria “Mostra Cenas Curtas” da Temporada Verão Cênico, Nas Alturas mescla técnicas de dança contemporânea e de acrobacia aérea em tecido. Através de movimentos ritmados no solo e no ar, a performance foge dos padrões clássicos do circo, reinventando o uso do tecido de forma fluida. A criação e performance é de Daniela Franz.

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BANDA CRIME ORGANIZADO SE APRESENTA NA TENDA DO TPI

Da esquerda para a direita estão Ismera Rock, Lula Soares Lopes, Eloah Monteiro (sentada), Chico Dias e Elielton Cabeça - Foto de Andreza Mona

Ismera Rock, Lula Soares Lopes, Eloah Monteiro, Chico Dias e Elielton Cabeça (Foto Andreza Mona).

Karoline Vital

O que acontece quando músicos-pensadores se reúnem para questionar as contradições do estilo de vida contemporâneo? A resposta será dada às 20 horas desta quinta-feira (18), com a estreia da banda Crime Organizado, na Tenda Teatro Popular de Ilhéus (TPI).

O grupo, que se autoclassifica como MBP (Música Brasileira Progressiva), traz um repertório autoral, misturando ritmos brasileiros ao rock and roll e suas vertentes. As entradas custam R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia para estudantes, idosos, titulares do Cartão TPI.

Por meio da sua atitude irreverente, a banda sul-baiana Crime Organizado aborda temas polêmicos do cotidiano. Ao mesmo tempo em que fala de política e critica absurdos tolerados no dia a dia, aborda também amor, sexo e liberdade. O som tenta ser ilógico e as letras são provocativas e bem humoradas, compostas por Elielton Cabeça e Eloah Monteiro.

Segundo Eloah, que divide os vocais e violão com Elielton Cabeça, embora a sonoridade de Crime Organizado busque ser disforme, assim como a corrupção e outros crimes banalizados, também provoca a identificação do público nas letras simples e diretas, propondo que todos se entendam como criminosos. O grupo conta ainda com os talentos de Ismera Rock na guitarra, Chico Dias no baixo e Lula Soares Lopes na bateria.

Quem quiser garantir o seu lugar na estreia de Crime Organizado e aproveitar o ingresso promocional a R$ 5,00 pode fazer sua reserva pelos telefones (73) 4102-0580 e 9145-1801. As entradas podem ser pagas à vista, nos cartões de crédito ou débito e com o Vale Cultura.

LOUD´N HEAVY NO SÁBADO

O rock segue dominando a Tenda TPI. No próximo sábado (20), o Ilhéus Loud ‘n Heavy vem para agradar os aficionados pelo som pesado de três bandas independentes da região. A primeira edição do evento vai contar com Kerberus (thrash metal), Locomotiva (hard rock), Enttropia (hard rock) e Exterminator (thrash/death metal). Os shows acontecem a partir das 19 horas. As entradas custam R$ 20 e R$10.

ILHEENSE FATURA PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO

Amaurih Oliveira é anunciado como vencedor na categoria Revelação (Foto Divulgação).

Amaurih Oliveira é anunciado como vencedor na categoria Revelação (Foto Divulgação).

O ator ilheense Amaurih Oliveira sagrou-se vencedor, na categoria Revelação, do Prêmio Braskem de Teatro. O premiação foi entregue nesta noite de quarta (23), no Teatro Castro Alves, em Salvador.

Amaurih faturou o prêmio por sua atuação na peça Éramos gay. O prêmio chega em um momento singular do ator. Em janeiro, Amaurih protagonizou com a colega Patrícia Pillar, em Amores Roubados (Globo), uma das cenas mais comentadas da televisão brasileira nos últimos anos.

Amaurih integrou por três anos o elenco do Teatro Popular de Ilhéus (TPI). Assim que foi indicado ao prêmio Braskem, o ator ilheense concedeu entrevista à jornalista Karoline Vital. Amaurih fala da carreira, do teatro e da cultura sul-baiana. A entrevista pode ser conferida aqui.

AMAURIH OLIVEIRA DISPUTA PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO

Amaurih Oliveira

O ator ilheense Amaurih Oliveira é um dos indicados ao Prêmio Braskem de Teatro 2014. Ele concorre com mais três atores e um diretor, na categoria Revelação, pelo seu desempenho no musical Éramos Gays. O resultado será divulgado no dia 23 de abril, durante cerimônia na sala principal do Teatro Castro Alves, em Salvador.

Ao longo de 10 anos de carreira, o artista já trabalhou no teatro, cinema, publicidade e televisão. Criado no bairro do Malhado, filho de um mecânico e uma dona de casa, Amaurih Oliveira estreou na peça Amigas de breves e longas datas, do dramaturgo Gildon Oliveira. Durante mais de três anos, integrou o elenco do Teatro Popular de Ilhéus e da Cia. Boi da Cara Preta, participando dos infantis Ita – um tupinambá em busca do manto sagrado e Auto do Boi da Cara Preta, além do épico Vida de Galileu.

Em 2010, Amaurih foi aprovado no curso de Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no qual se graduou no início deste ano. Após mudar para a capital baiana, trabalhou com o Bando de Teatro Olodum, em Cabaré da Rrrrraça, e participou de montagens didáticas dirigidas por grandes nomes do teatro, como Hebe Alves, Meran Vargens e Elaine Cardim.

No cinema, o ilheense fez participações em A Última Estação e A Coleção Invisível. Na televisão, o jovem participou das minisséries da Rede Globo Como Aproveitar o Fim do Mundo, contracenando com Danton Mello e Alinne Moraes, e Amores Roubados, na qual sua cena quente com Patrícia Pillar foi bastante comentada na blogosfera. Confira principais trechos da entrevista concedida por Amaurih à jornalista Karoline Vital, especialmente para o Pimenta.

BLOG PIMENTA – Como a indicação ao Braskem te impactou?

AMAURIH OLIVEIRA – Fiquei muito feliz com a indicação, ela veio no momento certo. Não esqueçamos que este é o ano da justiça. Os impactos são positivos, começam a notar ainda mais o seu trabalho. Ser reconhecido pelo seu empenho é muito bom!

PIMENTA – Ao longo dos seus 10 anos de carreira, quais os maiores desafios ao viver da arte?

AMAURIH – Todos nós sabemos que não é nada fácil administrar os altos e baixos da profissão. O que a gente tem que ter é coragem para arriscar e, de alguma forma, descobrir o caminho mais leve, mais tranquilo.

______________Amaurih Oliveira vivendo André no musical Éramos Gays -  foto Diney Araújo

A avaliação da arte é algo muito subjetivo. Às vezes, você se prepara bem para um teste, sabe que seu desempenho foi bom, mas o avaliador não simpatizou tanto com você

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PIMENTA – E o fator sorte existe para dar certo no meio artístico?

AMAURIH – Existe. A avaliação da arte é algo muito subjetivo. Às vezes, você se prepara bem para um teste, sabe que seu desempenho foi bom, mas o avaliador não simpatizou tanto com você.

PIMENTA – O que a mudança para Salvador acrescentou em sua vida?

AMAURIH – Minha vinda para Salvador me ajudou a enxergar a carreira de uma forma mais profissional, mais exigente. Não sou perfeccionista, mas  a gente tem que saber o que quer. Os desafios são muitos e eles sempre existirão.

______________Vida de Galileu do Teatro Popular de Ilhéus - foto Anabel Mascarenhas

Desde criança, com sete, oito anos de idade, eu sabia que queria ser ator. Inventava brincadeiras fantásticas, ora imitava um cantor de axé, uma loucura gostosa.

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PIMENTA – A formação acadêmica foi decisiva para sua carreira?

AMAURIH – Não precisa fazer faculdade de Teatro para ser ator. Eu escolhi fazer por uma questão de vivência prática. A universidade nos dá um suporte de aprendizado legal. Desde criança, com sete, oito anos de idade, eu sabia que queria ser ator. Inventava brincadeiras fantásticas, ora imitava um cantor de axé, uma loucura gostosa. Aos 15 anos, estreei na minha primeira peça. A graduação foi importante para eu ter contato com os mestres da UFBA, o que é necessário a partir do momento que você está aberto ao aprendizado.

PIMENTA – Qual trabalho julga o mais importante na sua carreira?

AMAURIH – Nós aprendemos com todos os trabalhos que fazemos. O artista se constrói com muito suor, é difícil escolher um. Ter produzido com o Teatro Popular de Ilhéus, com o Bando de Teatro Olodum, ter vivido três anos de prática contínua na universidade e de sobra vivenciar gostosas participações na TV, fazem de mim um homem grato. Julgo todas as experiências importantes.

PIMENTA – Como encara a repercussão da cena tórrida que fez com Patrícia Pillar, na minissérie Amores Roubados?

AMAURIH – Foi incrível. O mais interessante é perceber que nós, atores negros, podemos ser vistos na TV fazendo não só empregados domésticos, escravos ou ladrões. Eu tive a oportunidade de reencontrar a Patrícia Pillar logo depois que a cena foi ao ar.

______________Amaurih e P Pillar

Foi uma cena muito difícil para nós dois. Mas, graças ao desempenho de toda equipe, modéstia à parte, ficou bem feita.

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PIMENTA – E como foi esse reencontro?

AMAURIH – Ela ficou empolgadíssima com a repercussão. Foi uma cena muito difícil para nós dois. Mas, graças ao desempenho de toda equipe, modéstia à parte, ficou bem feita.

PIMENTA – Depois de ingressar nesse novo universo, como é a relação com Ilhéus e suas origens?

AMAURIH – Costumo dizer que Salvador me dá régua e compasso. Ilhéus é o meu ninho, sempre vou querer o melhor para nossa cidade, para minha família, meus amigos queridos e os colegas do Teatro Popular de Ilhéus.

PIMENTA – Como a vivência no Teatro Popular de Ilhéus te influenciou?

AMAURIH – Esse grupo é massa! Guardo boas lembranças dos tempos do espetáculo “Vida de Galileu”, do “Auto do Boi da Cara Preta”… Nossa, vivi tanta coisa boa com eles! Parafraseando Márcio Meirelles, diretor do Bando de Teatro Olodum, o TPI é um grupo que se faz necessário e essencial. Eu não sei o que seria da nossa região e da minha história sem eles. Quem ainda não viu o trabalho do grupo, tem a obrigação de conhecer. O que estão fazendo lá na Tenda é incrível!

Amaurih Oliveira no Auto do Boi da Cara Preta, da Cia. Boi da Cara Preta - foto Felipe de Paula______________

Precisamos que o poder público e toda a sociedade respeitem mais o trabalho dos nossos artistas e procurem investir com dignidade. Temos atores, cantores, bailarinos de qualidade.

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PIMENTA – O que falta em Ilhéus e na região para o fortalecimento das artes cênicas?

AMAURIH – Precisamos que o poder público e toda a sociedade respeitem mais o trabalho dos nossos artistas e procurem investir com dignidade. Temos atores, cantores, bailarinos de qualidade. Os profissionais querem muito produzir mas, de um modo geral, não se facilita nada. Não tem apoio, não tem investidores, é uma crise que vem desde antes da vassoura-de-bruxa. Espero que a mentalidade mude. Torço muito para que as coisas melhorem em nossa região.

REITOR DA UFESBA NO ‘IMPROVISO, OXENTE!’ ESPECIAL

Naomar é convidado do "Improviso, Oxente!"

Naomar é convidado do “Improviso, Oxente!”

O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) vai promover edição especial do Improviso, Oxente! nesta terça-feira (15), Dia do Professor. Às 19 horas, na Tenda do TPI, educadores e público vão poder bater papo com o reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), Naomar Almeida Filho.

Naomar abordará o tema “Educação para Competências Criativas”. De acordo com a direção do Teatro Popular, o tema do Improviso, Oxente! foi escolhido “a partir de questionamentos sobre como a Educação pode se valer da criatividade para evoluir em meio às reviravoltas econômicas, sociais e políticas”.

A edição é uma homenagem aos professores, mas a atividade é aberta ao público. A proposta é que os participantes possam fazer comentário ou perguntas ao convidado da noite. A entrada é gratuita. A Tenda do TPI fica na Avenida Soares Lopes.

TPI ESTREIA EM ITABUNA COM “TEODORICO” E “O INSPETOR GERAL”

Teodorico Majestade é um dos sucessos do Teatro Popular de Ilhéus (Foto Karoline Vital).

Teodorico Majestade é um dos sucessos do Teatro Popular de Ilhéus (Foto Karoline Vital).

O segundo final de semana de setembro será recheado de boas atrações teatrais no Centro de Cultura Adonais Filho, em Itabuna. Além do Comício Gargalhada, com o global Rodrigo Sant´anna, o palco do CCAF receberá duas peças do Teatro Popular de Ilhéus (TPI).

Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito será encenada no dia 13 no palco do centro de cultura. No sábado (14), é a vez d´O Inspetor geral, outra grande criação do Teatro Popular de Ilhéus.

Teodorico… contra as desventuras de um prefeito de vários esquemas, enquanto O Inspetor… traz a saga de um vice-prefeito que ganha o poder com a cassação de Teodorico. As duas peças são inspiradas na crise política vivida em Ilhéus no último período da década passada.

A qualidade do texto, direção, produção e elenco fez com que as produções fossem indicadas a prêmios nacionais como o Braskem. Apesar de grande sucesso em temporadas em outros estados, as peças não tinham entrada em cartaz na vizinha Itabuna.

O “reparo” ocorre justamente no período em que o Teatro Popular de Ilhéus entra na “maioridade”: está completando 18 anos neste mês de agosto. Para comemorar a data, há programação especial na Tenda do TPI sempre de quinta a sábado, a partir das 20h. A partir de hoje e até sábado (15 a 17), a peça em cartaz é 1789, a mais nova produção ilheense.

EMPREENDEDORISMO DO TPI ATRAI SEBRAE

Lendas da Lagoa foi uma das atrações do novo espaço do TPI (Foto Karoline Vital).

Lendas da Lagoa foi uma das atrações da estreia da Tenda do TPI (Foto Karoline Vital).

A apresentação do novo espaço e da programação de abril do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) emocionaram o público no último final de semana. Agora, os projetos e ações do TPI têm nova casa, uma tenda na Avenida Soares Lopes, classificada como um marco histórico pelo diretor Romualdo Lisboa. “É o início da luta por nossa sede própria, que comporte nossas ações e dê a possibilidade de ampliarmos nosso trabalho”.

Pelos próximos três meses, a tenda será patrocinada pelo Sebrae. A coordenadora regional do serviço de apoio a micro e pequenas empresas, Claudiana Figueiredo, destacou o pontecial criativo e a riqueza imaterial do sul da Bahia. Segundo Claudiana, o Teatro Popular de Ilhéus é “referência regional como empreendedor cultural e o Sebrae está aberto como parceiro na busca por investidores”.

O Sebrae assumiu os custos com o aluguel da tenda pelos próximos três meses, período no qual o TPI vai trabalhar na captação de recursos para manter o espaço por meio de financiamentos via leis de incentivo à cultura.

O TPI, aliás, mostra ousadia com o lançamento do Aldeia das Artes, projeto cultural que envolverá, além de teatro e circo, ocas de estrutura metálica para atividades culturais e ações voltadas à economia criativa. O arquiteto Carl Von Hauenschild diz que a ideia de parque, na Soares Lopes, “não beneficiará apenas o grupo, mas a região sulbaiana”. Hauenschild apresentou a concepção do parque cultural.

PROGRAMAÇÃO

A programação da tenda do TPI tem nesta terça, 9, às 19 horas, a exibição do documentário Os magníficos, dentro da proposta do Cineclube Équio Reis. A entrada é franca. Amanhã, na mostra Mondrongo Filmes, haverá exibição de vídeos produzidos ou apoiados pelo núcleo de produção audiovisual do TPI.

MÚSICA E LITERATURA NA CASA DOS ARTISTAS

O DJ Jef Rodriguez passa dicas para aluno do projeto em apresentação em frente à Casa dos Artistas (Foto Karoline Vital).

Jef e aluno de discotecagem em apresentação na Casa dos Artistas (Foto Karoline Vital).

Daniela Galdino participa de encontro de escritores na CA.

Daniela Galdino participa de encontro de escritores na CA.

Quarta-feira de música e poesia no projeto Transeuntes, do Teatro Popular de Ilhéus (TPI). Hoje, 27, o DJ Jef Rodriguez  dá seu show particular com uma pick up montada em frente à Casa dos Artistas, na Jorge Amado, centro. Jef, que também é vocalista da banda OQuadro, vai tocar suas experiências musicais como DJ, a partir das 17h, e mostrar o que os alunos da Fundação Fé e Alegria aprenderam nas aulas de discotecagem.

Logo após, às 19h, os professores-escritores Daniela Galdino e Piligra participam do encontro de escritores na Casa dos Artistas, numa iniciativa da Mondrongo Livros, do TPI, com a mediação do escritor e poeta Gustavo Felicíssimo.

Daniela Galdino escreveu o poético Inúmera e Piligra lançou Fractais e de A odisseia de Jorge Amado. Na Casa dos Artistas, ambos vão falar do processo criativo e das influências em suas obras, interagindo com o público no espaço cultural.






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