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:: ‘Tucano’

TUCANO QUER EVITAR “CHEQUE EM BRANCO”

O deputado estadual Augusto  Castro (PSDB) chamou de “cheque em branco” a proposta do Governo do Estado de obter autorização para antecipar R$ 1,1 bilhão em receitas. O valor deverá ser destinado ao pagamento de dívidas.

Para o tucano, trata-se de “um projeto imoral, que vai gerar uma dívida até 2018, além de perder mais de R$ 200 milhões só pela antecipação da receita orçamentária”.

Castro afirmou que a oposição está unida contra a proposta.

PARA TUCANO, PROJETO PORTO SUL ESTÁ “MUITO SOLTO”

Castro defendeu criação de comitê de acompanhamento

Em uma crítica à suposta lentidão do governo baiano nas ações relativas a projetos de logística, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) disse ontem que a articulação em torno do Porto Sul estaria “muito solta”. Para o parlamentar tucano, que faz oposição a Jaques Wagner, o Estado precisa “priorizar esse projeto e trabalhar de forma integrada”.

Castro defendeu a criação de uma comissão de acompanhamento do Porto Sul e da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Ele propõe que o grupo seja constituído por representantes das secretarias estaduais da Indústria Naval e Portuária, Meio Ambiente, Relações Institucionais e Casa Civil, além do Ibama e das empresas Valec (estatal federal que gere obras na malha ferroviária) e Bamin, mineradora que pretende construir um terminal privativo dentro do Porto Sul. o comitê seria integrado ainda por membros das comissões do Porto Sul, Fiol e de Infraestrutura e Meio Ambiente na Assembleia Legislativa.

O comentário e a proposta do tucano foram feitos durante visita do presidente da Bamin, Francisco Viveiros, à Assembleia. O presidente estava acompanhado pelo secretário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa.

DEPUTADO QUER GAP EM JUNHO

Pelo projeto encaminhado pelo Governo da Bahia à Assembleia Legislativa, a Gratificação da Atividade Policial (GAP) IV será paga aos PMs a partir de novembro. Mas a oposição se movimenta para forçar o governador Jaques Wagner a antecipar o benefício, que foi um dos principais motes do movimento grevista que abalou a Bahia nos primeiros dias de fevereiro.

Uma emenda do deputado Augusto Castro (PSDB) propõe que a GAP IV seja paga já a partir do mês de junho, o que o governo recusa sob o argumento de que o impacto no orçamento será elevado, com reflexo no limite prudencial de gastos com a folha de pagamento.

O oposicionista diz que se o governo quiser, tem como pagar.

AS FRAUDES NA ÉPOCA DAS CÉDULAS ELEITORAIS

Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br

O magistrado respondeu que não concordava com ingratidão e informou-se sobre os votos em branco. Eram 63. Todos presenteados a Ubaldo.

No dia seguinte às eleições de 2006, Alexandre Garcia iniciou seu comentário no Bom Dia Brasil com a frase: “urnas eletrônicas derrubam oligarquias”. Referia-se às derrotas, nas disputas estaduais, dos grupos de Antônio Carlos Magalhães, Sarney e Collor.

As cédulas eleitorais facilitavam várias modalidades de fraude. As vítimas não conseguiam provas e quando “esperneavam” ouviam chacotas do tipo:  “é choro de perdedor”. E acabou. Alguns acreditavam que foram “traídos pelo povo”.

Waldir x Waldeck

Antônio Carlos Magalhães e Waldeck Ornellas chegaram a ocupar as duas vagas da Bahia no Senado, alijando Waldir Pires. Em algumas urnas, Ornellas teve mais votos que o chefe. Waldir não acreditou em traição e pediu recontagem dos votos. Nunca foi atendido.

Numa das modalidades, os eleitores pegavam a cédula, fingiam que colocavam na urna, guardavam e repassavam para ser preenchida por um cabo eleitoral. Afinal, garantem os coronéis,“ eleitor é bicho descarado, a gente não deve confiar”. Quando havia determinada quantidade, um “eleitor de confiança” votava.

Havia também o golpe da alteração dos mapas onde constava a quantidade de votos dos candidatos. Muitas vezes estes boletins eram uma espécie de rascunho escrito a lápis. Pra não alterar a totalização de cada mapa, utilizando lápis e borracha, o golpista colocava pra seu candidato a mesma quantidade que subtraía de outro.

Votos em branco

Os eleitores, involuntariamente, contribuíam para as fraudes quando deixavam a cédula “em branco”. Era fácil. Muita gente dormiu eleita e acordou derrotada. As decisões, na calada da noite, eram tomadas pelos caciques, figuras que até hoje atrasam a democracia partidária. Mas cada partido tem o coronel que merece.

Ainda sobre os brancos, Ubaldo Dantas foi secretário estadual de Saúde no governo Roberto Santos, período em que foram construídos hospitais em algumas cidades. Tornou-se mais conhecido ( não deve-se usar o termo “popular”, quando se trata de Ubaldo) e candidatou-se a deputado federal.

Em Tucano, enfrentou uma tragédia eleitoral. Não teve sequer um voto. Zero. Indignado, o prefeito Gildásio Penedo procurou o juiz eleitoral e desabafou: “doutor, o município foi deselegante com o doutor Ubaldo. Mais que isso, foi ingrato”. O magistrado respondeu que não concordava com ingratidão e informou-se sobre os votos em branco. Eram 63. Todos presenteados a Ubaldo.

Marival Guedes é jornalista e escreve no PIMENTA às sextas.








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