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:: ‘TV Bahia’

MAIS DE 100 FUNCIONÁRIOS DEVEM SER DEMITIDOS PELA REDE BAHIA

Rede Bahia deve demitir mais de 100 funcionários

Desde a última semana correm “boatos” nos bastidores da comunicação que a Rede Bahia irá promover um elevado corte na sua equipe de contratados. De acordo com o Bahia Notícias,  os profissionais começaram a ser avisados na manhã desta quinta-feira (2) e o número de desligamentos pode ser superior a 100.

Já há informações do desligamento de, pelo menos, três produtoras de jornalismo da TV Bahia com muito tempo de casa, Telma Verçosa, Mara Viana e Márcia Freire. A baixa será em todos os veículos da empresa, o que inclui a TV, sites, rádios e jornal impresso.

A medida, inclusive, foi iniciada no setor de jornalismo da instituição, o que inclui produtores, repórteres e apresentadores, e também da área técnica. O BN entrou em contato com a assessoria de comunicação da Rede Bahia para obter um posicionamento oficial, mas ainda não obteve resposta.

HOMENAGEM AO “GLOBO ESPORTE” DETONOU DEMISSÃO DE PATRÍCIA ABREU DA RECORD

Patrícia Abreu foi demitida no final de agosto, quando entraria em férias || Foto Divulgação

Uma homenagem aos 40 anos do Globo Esporte, do qual foi apresentadora, teria sido o principal motivo da demissão de Patrícia Abreu da TV Itapoan, emissora afiliada da Rede Record em Salvador, aponta o site Notícias da TV. Segundo a publicação, uma resposta da jornalista a um seguidor no Instagram, dizendo que sentia saudades de apresentar o programa da concorrente provocou onda de prints (cópias) da mensagem e distribuição entre funcionários da Itapoan na sequência.

Patrícia, que é itabunense, foi a primeira mulher a apresentar a edição baiana do Globo Esporte na TV Bahia. Ela começou na televisão em uma emissora da Rede Record, a TV Cabrália, na década de 90, em Itabuna, de onde seguiu para a concorrente sul-baiana, a TV Santa Cruz, afiliada da Globo, e estava na TV Bahia, quando foi contratada pela Record, no ano passado, para apresentar o BA Record, na faixa das 19h.

A homenagem foi feita no Instagram, justamente no dia em que o Globo Esporte completava 40 anos no ar, em agosto passado. Vários seguidores elogiaram a jornalista por ela, apesar de estar na principal concorrente, fazer a menção ao programa, destacando personagens e a história do programa esportivo. A demissão ocorreu no dia anterior ao que seria o início das férias.

Ainda ao Notícias da TV, Patrícia disse ter sido surpreendida com a decisão dos diretores da TV Itapoan. Até procurou, dia após ser demitida, o diretor-geral da emissora do Bispo Macedo, porém Fábio Turcilho a ignorou durante encontro casual em um shopping da capital baiana.

PARA ROSEMBERG, OPERAÇÃO DA PF CONTRA WAGNER “PARECEU MISSA ENCOMENDADA”

Rosemberg considera ação contra Wagner “missa encomendada”

Ex-líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Rosemberg Pinto disse que “há algo estranho” na movimentação da Polícia Federal na Operação Cartão Vermelho, deflagrada nesta segunda e que tem como um dos alvos o ex-governador Jaques Wagner.

Por meio do Twitter, o deputado se pronunciou. “O inquérito da PF está paralisado desde 2013. Inclusive, nesse período, não foi solicitado nenhum tipo de documento a Jaques Wagner. Cinco anos depois, a PF resolve ir na casa dele buscar provas e leva a TV Bahia junto. Há algo estranho”.

A TV Bahia pertence à Rede Bahia, da família do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que é pré-candidato a governador. A operação contra Wagner ocorre depois que ele teve o nome cogitado como Plano B do PT, caso Lula não possa disputar a eleição à presidência da República, impedido pela Lei da Ficha Limpa.

MISSA ENCOMENDADA

O parlamentar ainda disse que, a ele, “pareceu missa encomendada” a ação do Judiciário e da PF contra Wagner. “No momento em que o nome de Wagner passa a ser debatido nacionalmente numa possível substituição a Lula, surge uma operação da PF, acompanhada pelas câmeras da TV Bahia”, afirmou, via Twitter.

REDE BAHIA DEMITE ÂNCORA DO BA-TV

Jefferson Beltrão deixa Rede Bahia, após 25 anos (Foto Divulgação).

Jefferson Beltrão deixa Rede Bahia, após 25 anos (Foto Divulgação).

A Rede Bahia demitiu o âncora do seu principal programa jornalístico, o BA-TV, ontem à tarde, e prepara mudanças na sua grade de programação, conforme especulações da imprensa baseadas em informações de funcionários do grupo de comunicação. Ontem à noite, nem Jefferson Beltrão nem Kátia Guzzo estiveram na bancada do BA-TV. Camila Marinho apresentou o telejornal.

As demissões devem atingir, pelo menos, 37 profissionais na capital baiana, incluindo outras empresas da Rede Bahia (além da TV Bahia/Salvador, portal G1/Bahia, Ibahia e Jornal Correio). A emissora não emitiu nota nem informou se irá se pronunciar quanto às demissões.

O jornalista Jefferson Beltrão, que também apresentava o Programa das 7, da na Globo FM, disse ter sido pego de surpresa pela decisão da Rede Bahia. Pronunciou-se por meio do Facebook. Lembrou dos 25 anos de Globo FM e 7 anos de TV Bahia, à frente do jornalístico noturno. “Amigos, muito obrigado pelas manifestações de carinho e consideração. Meu desligamento da Rede Bahia pode ter sido uma surpresa, inclusive pra mim, mas estou tranquilo e confiante. A vida é sábia pra nos ensinar a cada instante e agora não está sendo diferente”.

Jefferson ainda agradeceu as mensagens recebidas. “Desde quando minha saída atingiu a mídia, foram muitas as manifestações de apoio e incentivo – o que muito me motiva a continuar aberto a novas oportunidades. Agora é pensar pra frente, enxergar novos projetos, continuar sendo feliz. Abraço forte a todos”.

2006 E A ESPERANÇA PETISTA

As pesquisas de 2006 e 2014 do Ibope/Rede Bahia para aferir o cenário da corrida ao Palácio de Ondina foram feitas em datas próximas e tiveram resultados semelhantes, próximos. Tanta semelhança levou a campanha petista a desenvolver uma campanha em redes sociais com boa sacada. Agora é aguardar o final do final – se a história se repete (com um petista sendo eleito) ou se o final feliz será para o outro lado (com a eleição de Paulo Souto).

vacina petista

JUSTIÇA PROÍBE PT DE USAR IMAGEM DE SOUTO NA TELEVISÃO

Souto no BA-TV na semana passada.

Souto no BA-TV na semana passada.

O PT foi proibido de usar a imagem de Paulo Souto em seus programas de televisão no horário eleitoral, conforme decisão do juiz Mário Reinaldo Miranda Braga em atenção a liminar impetrada pela coligação do candidato do DEM.

Na última semana e também ontem à tarde, o programa do petista Rui Costa usou imagens de uma entrevista do ex-governador para mostrar que Paulo Souto mentiu ao dizer que construiu novos hospitais em Alagoinhas e em Ribeira do Pombal.

O trecho é de uma entrevista concedida por Souto ao BA-TV (TV Bahia) na terça (19). Nela, o ex-governador disse que construiu vários hospitais quando governou a Bahia numa resposta aos apresentadores Kátia Guzzo e Jefferson Beltrão, dentre eles um em Alagoinhas e outro em Ribeira do Pombal. Porém, os hospitais já existem há mais de 30 anos.

A decisão do juiz Mário Reinaldo Braga determina multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da ordem. A legislação eleitoral impede o uso de imagem.

PROFESSOR CONFIRMA QUE DANIELA DEFINIU GIL E CAETANO COMO “DO PASSADO”

O portal Terra revelou diálogos ocorridos nos bastidores da gravação do Aprovado, da TV Bahia, em janeiro deste ano, e que trazem a cantora Daniela Mercury afirmando que Caetano Veloso e Gilberto Gil “são do passado”. Daniela não gostou do “presente” de carnaval e partiu pro ataque em plena avenida (confira o vídeo abaixo).

Logo depois, o site publicou entrevista com uma das pessoas que participaram da gravação do programa, o professor Paulo Miguez, da Universidade Federal da Bahia e ex-secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.

Fala professor: – Confirmo todos os diálogos, confirmo as minhas respostas, a interlocução foi exatamente aquela. Agora, só foram suprimidos alguns palavrões que ela disse, que vocês não publicaram porque certamente não ficaria bem serem publicados pelo Terra (confira a entrevista).

Agora, o vídeo de Daniela tentando livrar-se do “pepino”:

TUDO ISSO ACONTECENDO… E O ITABUNA REBAIXADO!

Final do Baianão: deu Vitória.

Ricardo Luzbel, do Bahia Notícias, revela que está intensa a disputa das principais emissoras de televisão pelos direitos de transmissão do Campeonato Baiano 2011. Há três anos, a Rede Record/TV Itapoan transmite os jogos do Estadual.

O contrato encerrou no último domingo e a TV Bahia/Rede Globo entrou na parada, oferecendo R$ 15 milhões à Federação Baiana de Futebol (FBF), para transmitir a competição em 2011, além de adiantar R$ 1 milhão a Bahia e Vitória. A TV Itapoan informou que cobre o valor da rede dos Magalhães.

Campeonato Baiano era produto dispensado até 2006, quando a TV Educativa transmitia os principais jogos do Estadual. E os ilheenses puderam assistir à conquista do Colo Colo – campeão estadual daquele ano -, sem precisar ir a Salvador.

Em 2007, as transmissões já foram compradas – a preços irrisórios – pela TV Itapoan. Com a entrada de patrocinadores com a Petrobras, o interesse das tevês baianas cresceu. E muito! Para os itabunenses, resta a dor de ver toda essa valorização e ter de assistir ao time disputando a Segunda Divisão em 2011. Ai, como dói…

UNIVERSO PARALELO

GENOCÍDIO EM PORTO SEGURO

Ousarme Citoaian

O apresentador da TV Bahia referiu-se, no Jornal da Manhã, ao ex-secretário de Governo, Edésio Lima, como “acusado de matar os professores de Porto Seguro”. É incrível a falta de atenção dos nossos redatores (e, na televisão e no rádio, também dos apresentadores, que lêem as bobagens escritas pelos outros). O Pimenta, felizmente, não foi na mesma linha. Tratou Edésio Lima como “acusado de mandar matar os professores sindicalistas Elisney Pereira e Álvaro Henrique”. No dia anterior, estampou em manchete que saíra a preventiva “contra secretário acusado de matar professores”. O Pimenta está certo.

PROFESSORES OU “OS PROFESSORES”?

O caso é transparente. Com o artigo definido “os”, e sem complemento, a frase descreve um genocídio: em vez de a morte de dois professores, registra a de toda uma categoria profissional. Aceita-se “matar professores” ou “matar os professores etc. (etc. é especificação)”. O redator da tevê cometeu um equívoco muito comum na comunicação, que é tentar dizer uma coisa e dizer outra. O povo, na sua intuição, já explicou o mecanismo desses erros: “Quem não sabe rezar…”. E não me venham repetir, como justificativa, que “a língua é viva”. A língua é viva, sim, mas erro é erro, apesar da muleta errare humanum est.

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“É PENTA! É PENTA! É PENTA!”

O narrador da televisão, pré-apoplético e parecendo à beira de um ataque de histerismo, berra, a plenos pulmões, referindo-se à seleção brasileira de futebol: “É penta! É penta! É penta!”. Um exagero. Antes, dizia-se pentacampeão quem vencia um campeonato cinco vezes consecutivas (duas era bicampeão, três, tri etc.). A partir de 1970, quando o Brasil – com a melhor seleção de todos os tempos, a que João Saldanha (foto) montou – venceu sua terceira Copa do Mundo, popularizou-se a tendência de dizer-se tricampeão quem vence um campeonato três vezes, sem ser seguidas. Ao que me recorde, o jornalista Raimundo Galvão, que mencionamos aqui há dias, foi a primeira voz a se insurgir contra esse modo de dizer.

MENTIRA QUE VIRA VERDADE

Pouco sei de futebol (prefiro basquete e o xadrez), mas a discussão, sob o prisma da língua portuguesa, me fascina. Entendo que o Brasil é, de maneira indiscutível, bicampeão mundial, pois venceu as Copas de 1958 e 1962. Ao voltar a ganhar em 1970 (com a melhor seleção etc. etc.), tornou-se campeão pela terceira vez – e isto é diferente de ser tricampeão. Acontece que a mídia, por ignorância ou interesse, às vezes assume aquele comportamento atribuído a Goebells (ministro das Comunicações de Hitler): bate na mentira até que ela se transforme em verdade. O rito é mais ou menos este: lança-se a invenção, as ruas a adotam e ela adentra os compêndios, já travestida de verdade. A língua é viva, certo. Mas não precisa ser burra.

O FUTEBOL NO ANO 2110

É ocorrência admirável um time ser tricampeão regional (no sentido “clássico”). Mas obter três títulos não sucessivamente, convenhamos, é moleza. Depois, essa “nova” linguagem produz alguma confusão no público: como representar clubes como o Flamengo, por exemplo, que já foi trinta e três vezes campeão do Rio? Ou o Fluminense, trinta e duas vezes?  Ou o Vitória e o Bahia? Percebe-se que, na Copa do Mundo, porque são poucos os países com vários títulos, isto é possível. Mas quando se trata de certames regionais é preferível ficar com o sistema “antigo”. Especialistas afiançam que, daqui a uns cem anos, quando as grandes seleções terão muitos títulos acumulados, o sistema “moderno” será esquecido.

SALDANHA E A MODA BLACK POWER

Por falar em  futebol… Nos últimos tempos, jogadores passaram a adotar o estilo cabeça raspada. Ronaldo (foto), apelidado O fenômeno, é um dos últimos a adotar o modelo. Nos tempos em que o estilo black power estava em moda (os anos setenta), João Saldanha foi chamado à polêmica e, bem ao seu estilo, não fugiu da raia. O inventor da melhor seleção brasileira de futebol de todos os tempos foi, de novo, ao âmago da questão, mostrando que treino é treino e jogo é jogo. É engraçada sua sugestão de que os jogadores raspem a cabeça pra jogar e usem uma peruca na hora do rebolado (hoje se diz balada). Veja no vídeo.

PANACUM DE BUGIGANGAS

Como esta coluna não tem formato definido, estando mais para panacum de bugigangas, vai aqui mais uma. Para não dizerem que só falamos mal da mídia, pretendemos registrar, habitualmente, a existência de textos jornalísticos de boa qualidade – pois que os há, sem dúvida. Comecemos com Hélio Pólvora, que produz, no jornal A Tarde, aos sábados, uma crônica que compensa, por si só, o preço que pagamos. Estilo leve, criativo, econômico, sem sobras, sem concessão aos adjetivos ociosos. Não é à toa que o autor de Os galos da aurora é fã confesso de Graciliano Ramos, tendo declarado que, em tempos de juventude, quase decorou Vidas secas. Mas não se apressem em pensar que HP se dedique ao odioso esporte do pastiche.

PRECISÃO CINEMATOGRÁFICA

Hélio é senhor de sua própria forma de expressão, aprovada pela crítica e demonstrada em cerca de 30 títulos, entre contos, crônicas e análise literária (tem em preparo o primeiro romance). Seu texto equilibra simplicidade e erudição, vazadas na fórmula mágica e difícil que muitos perseguem e poucos alcançam, e que fez a glória de um gênero eminentemente brasileiro, a crônica de jornal. Sobre a linguagem de Hélio Pólvora, assim falou Aramis Ribeiro Costa (foto):  “É preciso registrar que foi o domínio da linguagem, unido à observação sagaz do ficcionista (…)  que o fez primoroso na descrição de cenas e situações, bem como na ambientação das suas histórias, resultado obtido com poucas palavras e uma precisão que se diria fotográfica, ou, considerando a dinâmica do entrecho, cinematográfica”.

OLHAR SOBRE O COTIDIANO

Hélio (A Tarde – 13.3.2010) fala, com carinho, do sambista Ederaldo Gentil (foto):

“Por acaso encontrei cópia de um CD de suas melhores composições, em que Ederaldo se diz mais amargo do que o alumã, declara que não quer o dia, só a alvorada, queixa-se que a distância o mata e a saudade o maltrata, e vice-versa, e conclui que o próprio tempo é que não lhe deu tempo. Acusa uma mulher de ter sido ´cimento fraco na construção do meu lar´, e responsável por ´um amor em demolição´. Achados, Bossas. A filosofia das ruas está inteira nesses versos”. Hélio não desmente Aramis:  espalha sobre pessoas, ações e sentimentos do cotidiano de nossas vidas a “observação sagaz do ficcionista”. É ler para crer.

“DESCENDO PARA BAIXO”

Vejo na TV Globo o sobe e desce das pesquisas eleitorais e, ao fim, ouço do apresentador William Bonner (foto) que “a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos”. O correto editor do Jornal Nacional labora num erro daqueles que sua empresa – sabe-se lá o motivo – tenta repetir até transformar em acerto: variação de “x” pontos percentuais já diz tudo.  “Para mais ou para menos” torna-se um reforço que agride a boa linguagem – algo parecido com subir para cima, descer para baixo, entrar para dentro e sair para fora. A tevê, em vez de informar os telespectadores, contribui para deseducá-los.

ETERNAMENTE EM BERÇO ESPÚRIO

Parece-me que o nome dessa coisa é redundância (também pleonasmo ou tautologia), algo que, se bem utilizado, dá cores vivas à frase. Alberto Janes escreveu e a extraordinária Amália Rodrigues (1920-1999) popularizou “E [Deus] deu-me esta voz a mim”. Há beleza neste verso pleonástico, longe do absurdo de “para mais ou para menos”. Aliás, o berço espúrio que embala esta expressão é o mesmo que embala “récorde”, termo estranho à língua portuguesa (certamente uma macaqueação do inglês record). Lembremos Dad Squarisi (foto): “Jornalistas têm de escrever tão bem quanto romancistas”.

FADO BRASILEIRO EM LISBOA

Que a citada Amália Rodrigues é a mais ilustre das cantoras portuguesas, todo mundo sabe. Mas há quem não saiba que o fado, elemento fundamental da cultura lusitana, tem mais a ver com o Brasil do que parece. O temido crítico José Ramos Tinhorão sustenta, baseado em pesquisa por ele feita, que o gênero nasceu em terras brasileiras – e depois se fez popular em Lisboa. Está tudo no livro Domingos Caldas Barbosa – o poeta da viola, da modinha e do lundu (foto), lançado em 2004. O modinheiro Caldas Barbosa (que teve por pseudônimo Lereno Selenuntino) teria sido o grande divulgador do fado brasileiro em Portugal.

PALMAS PARA A GRANDE DAMA

Tem mais. Amália Rodrigues (foto) também “nasceu” no Brasil. Foi no Rio de Janeiro, em 1945, que ela gravou seu primeiro disco (iniciara a carreira de cantora há alguns anos e ainda não gravara, sendo convencida a fazê-lo entre nós). Aliás, na turnê brasileira Amália agradou tanto que veio para ficar quatro semanas e ficou quatro meses. Mas as coincidências ainda não terminaram: foi no Rio, naquele período, que o compositor Frederico Valério, que acompanhava a cantora, fez um dos fados mais famosos de todos os tempos: Ai, Mouraria. No vídeo, Amália Rodrigues e o mencionado Foi Deus.

(O.C.)

Pouco sei de futebol (prefiro basquete e o xadrez), mas a discussão, sob o prisma da língua portuguesa, me fascina. Entendo que o Brasil é, de maneira indiscutível, bicampeão mundial, pois venceu as Copas de 1958 e 1962. Ao voltar a ganhar em 1970 (com a melhor seleção etc. etc.), tornou-se campeão pela terceira vez – e isto é diferente de ser tricampeão. Acontece que a mídia, por ignorância ou interesse, às vezes assume aquele comportamento atribuído a Goebells (ministro das Comunicações de Hitler): bate na mentira até que ela se transforme em verdade. O rito é mais ou menos este: lança-se a invenção, as ruas a adotam e ela adentra os compêndios, já travestida de verdade. A língua é viva, certo. Mas não precisa ser burra.






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