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:: ‘TV Manchete’

TV CABRÁLIA, UMA HISTÓRIA DE 30 ANOS

Maron, Ramiro, Nestor, Rui e Daniel idealizaram comemoração

Maurício, Ramiro, Nestor, Rui e Daniel idealizaram comemoração

No dia 12 de dezembro, a primeira emissora de televisão do interior nordestino, a TV Cabrália, completa 30 anos de inaugurada. Ubaldo Porto Dantas era o Prefeito de Itabuna, Waldir Pires era o Governador da Bahia e na presidência da República estava José Sarney.

O então Senador Luiz Viana Filho deu nome ao complexo televisivo, uma iniciativa do filho Luiz Viana Neto, associado a Enrique Marques Barros e outros companheiros que já comandavam a TV Aratu, em Salvador. A obra foi edificada em menos de seis meses, atuou inicialmente como afiliada da Rede Manchete, sendo mais tarde vinculada ao SBT, Rede Família e Record News e, como sendo autorizada a atuar como emissora geradora por pouco tempo atuou como emissora independente.

Hoje fazendo parte da Rede Record, a primeira televisão do interior nordestino é parte integrante da história recente das comunicações nas regiões sul, sudoeste e extremo-sul da Bahia, num ano rico para a imprensa regional, onde nasceram também o Jornal A Região, em abril e a Rádio Morena FM, em dezembro.

A SAGA DOS PIONEIROS

Equipe reúne 30 anos de história da emissora

Equipe reúne 30 anos de história da emissora

Nos seus primeiros seis anos sob o controle da família Viana, tendo como diretor geral o jornalista Nestor Amazonas, a emissora é ainda hoje considerada um marco nessa história, revolucionando as comunicações no sul da Bahia com a iniciativa da criação de novas agências publicitárias e a fomentação de novos profissionais, que mais tarde viriam a sair também dos cursos acadêmicos que surgiram.

Em dezembro de 2016 almoçaram no Bataclan, em Ilhéus, o primeiro Superintendente, Nestor Amazonas, o primeiro Chefe de Jornalismo, Daniel Thame, o primeiro Repórter, Maurício Maron, o primeiro Apresentador, Ramiro Aquino e o primeiro Diretor Comercial, Rui Carvalho. Desse encontro de pioneiros saiu a decisão de comemorar os 30 anos da emissora, reunindo em novembro, para não conflitar com os festejos oficiais da emissora, todos aqueles que quisessem o reencontro.

Já está próxima a data escolhida, 18 de novembro, um sábado, na Associação dos Funcionários da Ceplac, a partir das 9h, o que os organizadores estão chamando de Grande Encontro. Os contatos, por meio das redes sociais, emails e telefones, confirmaram mais de 100 presenças, que com os familiares, alcançam 130 pessoas.

Emissora completa 30 anos em dezembro

Emissora completa 30 anos em dezembro

BRASIL E EXTERIOR

Vem gente de várias regiões do Brasil e até de outros países. Tem profissionais morando na Alemanha, na Itália, nos Estados Unidos, em Portugal e outros na Bahia, Brasília, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio e São Paulo. A maioria permanece em Itabuna, Ilhéus.

Para a programação, além da feijoada com entrada de acarajé, está prevista música com os artistas da casa, interpretação de textos históricos, exposição de fotos de época e de artigos jornalísticos.

PAULO HENRIQUE AMORIM, SÍLVIO SANTOS, ROBERTO MARINHO E ADOLPHO BLOCH

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

A outra história aconteceu com o próprio autor, quando estava desempregado. Ele conta que recebeu ligação telefônica de Hebe Camargo, “com quem sempre manteve relações afetuosas”.

 

O jornalista Paulo Henrique Amorim deu um show de conhecimento, ironia e criatividade no lançamento do seu novo livro, O Quarto Poder – Uma Outra História

Com maestria, relatou acontecimentos. Alguns estão no livro, escolhi dois, independente do grau de importância em relação aos outros.

Quando Brizola se elegeu governador, construiu o sambódromo e decidiu escolher a emissora que faria a cobertura do carnaval por meio de licitação. Boni, diretor da Globo, num vacilo, não participou e a Manchete ganhou a exclusividade.

Roberto Marinho ficou retado com Brizola e com Boni e com o dono da Manchete, Adolpho Bloch. Tentando reduzir os danos, telefonou para Bloch, com o objetivo de propor um pool para a transmissão. Mas não era atendido. Bloch mandava dizer que não estava.

Anos depois, a Manchete “quebrou”. Adolpho Bloch foi à Globo pedir ajuda. Esperou duas horas e, quando atendido, foi logo adiantando:

– Roberto, a Manchete faliu e só você pode me salvar.

– Adolpho, há dez anos estou esperando você retornar aqueles telefonemas. Passar bem.

E Bloch foi conduzido para a saída pela secretária de Roberto Marinho.

A outra história aconteceu com o próprio autor, quando estava desempregado. Ele conta que recebeu ligação telefônica de Hebe Camargo, “com quem sempre manteve relações afetuosas”.

– Paulo Henrique, estou aqui na sala do Silvio. Estou dizendo a ele que você topa vir pra cá. Você toparia?

– Claro Hebe, estou desempregado. A vida é dura.

-Viu Silvio, ele topa! Fala com ele, Silvio.

Silvio pega telefone:

– Olá, Paulo Henrique, eu gosto muito do seu trabalho. Muito mesmo. Mas eu gosto do seu trabalho na televisão dos outros.

Caso semelhante aconteceu no jornal A Tarde na década de 80. Os jornalistas Benedito Simões, Marcos Luedy e Luiz Guilherme Tavares faziam free-lance. Em função da qualidade, o chefe de redação sugeriu a contratação do trio.

O diretor Jorge Calmon, “direitista até a medula”, foi curto e sincero com eles:

– Aqui vocês jamais serão contratados.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.








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