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:: ‘Ubaldo Dantas’

A ELEIÇÃO DE 1992 QUE EU VI EM ITABUNA

Allah Góes | allah.goes@gmail.com

 

 

Se Ubaldo pudesse ter tido mais uma oportunidade de governar
Itabuna, teríamos uma cidade mais humana e melhor planejada. Faltou-lhe habilidade política, pois administrativa tinha de sobra.

 

 

Uma das primeiras eleições em que tive uma participação mais ativa, e isso com 17 anos, foi a eleição municipal de 1992, uma das mais acirradas e surpreendentes disputas da história política de Itabuna. Muitos pensavam que seria o retorno triunfal do grande gestor Ubaldo Dantas ao cargo de prefeito, mas não foi bem isso que aconteceu. Faltou “combinar com o eleitor”.

Ubaldo Porto Dantas havia governado Itabuna de 1983 a 1988, eleito por uma das sub-legendas do PMDB. Além de ter feito uma gestão proba, reunindo um dos melhores “times” de Secretários Municipais que essa terra já viu, conseguiu mudar a cara da cidade, “abrindo ruas”, criando o Sítio do Menor Trabalhador. Enfim, fazendo gestão e planejando a cidade para ser, de fato, a Capital do Cacau.

Por causa daquilo que fez em seu governo, Ubaldo se apresentava em 1992 como “o candidato a ser batido”. O prefeito de Itabuna era o atual prefeito Fernando Gomes que, por não existir a possibilidade de reeleição, havia escolhido como o seu candidato à sucessão o também ex-prefeito José Oduque Teixeira, de quem havia sido secretário de Administração.

Todos pensavam que a disputa daquele ano se daria entre esses dois personagens. Ledo engano. Correndo por fora, com pouco tempo de televisão – que até hoje é fundamental para se vencer uma eleição, também disputava a peleja o jovem técnico agrícola da Ceplac e, naquela época deputado estadual, Geraldo Simões de Oliveira. Como todos sabem, acabou sendo eleito prefeito.

Ubaldo achava que o conjunto de suas ações, durante o período em que foi prefeito, aliado ao desgaste que naquele momento vivia o prefeito Fernando Gomes, lhe garantiria uma vitória fácil, tanto que impôs como seu vice naquela disputa o seu homem de confiança, Moacir Lima, que, politicamente, nada acrescentava à chapa. A escolha e o tom imperial da decisão levaram a diversas defecções em seu grupo político.

Lembro-me de uma reunião tensa, logo após a convenção, onde fui levado pelo jornalista José Adervan. E pude ver um Nérope Martinelli, que era uma das principais lideranças do grupou ubaldista, transtornado devido à infeliz decisão acerca da escolha do vice, anunciar que estaria “deixando o Grupo”.

Conheci Martinelli quando militávamos no movimento estudantil secundarista e, naquele momento, pude testemunhar a força que o mesmo tinha, não apenas junto ao empresariado local, mas também com os desportistas e estudantes, agregando muito mais que o vice imposto por Ubaldo.

Na época em que iniciamos a reorganização da UESI (União dos Estudantes Secundaristas de Itabuna), juntamente com Adilson José, Josivaldo Gonçalves, Fabio Lima e outros, Martinelli nos ajudou bastante, chegando a incentivar a pré-candidatura de Emanoel Coelho, presidente do Grêmio do CIOMF, a Vereador, candidatura essa que não vingou por conta de sua saída do grupo ubaldista.

E assim, Ubaldo Dantas, contando apenas com seu estafe mais próximo, iniciou a campanha daquele ano em que de inicio até chegou a polarizar com Oduque, dando a entender que seria eleito, mas, por causa do acirramento da campanha televisiva, em que se utilizou de ataques pessoais, de lado a lado, acabou fazendo com que seu eleitor fosse migrando para a candidatura da “zebra” Geraldo Simões, que ali já contava com o significativo apoio de João Xavier e de Martinelli.

O resto, tudo mundo já sabe: Ubaldo e Itabuna perderam. Nada contra Geraldo Simões, o vencedor daquela eleição, e que no final fez uma boa gestão. Mas acredito que, se Ubaldo pudesse ter tido mais uma oportunidade de governar
Itabuna, por conta daquilo que se viu em sua gestão, teríamos uma cidade mais humana e melhor planejada. Faltou-lhe habilidade política, pois administrativa tinha de sobra.

Allah Góes é advogado municipalista, consultor de prefeituras e câmaras de vereadores.

FERNANDO LAMENTA A MORTE DA MÃE DO EX-PREFEITO UBALDO DANTAS

Hercília era conhecida pelo vigor e amor ao próximo

Hercília era conhecida pelo vigor e amor ao próximo

Há pouco, o governo municipal emitiu nota na qual o prefeito Fernando Gomes lamenta a morte de Hercília Porto Dantas, de 101 anos, mãe do ex-prefeito Ubaldo Dantas e do ex-diretor da Emasa Geraldo Dantas. Hercília morreu ontem e o corpo foi enterrado nesta manhã de segunda (14).

A nota observa a atuação de Hercília na área social, como já destacada aqui no PIMENTA. Ela fundou e dirigiu, por muitos anos, a Associação das Senhoras de Caridade de Itabuna, além de comandar o Abrigo São Francisco de Assis.

Além dos filhos Ubaldo e Geraldo, ela deixa netos e bisnetos, dentre eles o publicitário Afonso Dantas, que assim anunciou, ontem, a morte da avó:

– Minha vó Hercília, minha segunda mãe, se foi, deixando um legado de amor e carinho por onde passou. Fica a saudade, mas fica a certeza que já era a hora da partida. Hora de virar estrela. E teve seus últimos momentos cercada do nosso amor, em casa, junto à família. Te amo, Vó. Muito!

RUMOS DA SUCESSÃO

marco wense1Marco Wense

 

Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

 

O melhor caminho para evitar uma possível polarização na sucessão de Itabuna, entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, é a formação de um bloco partidário.

Essa junção de forças tem que defender uma nova maneira de administrar, com respeito ao dinheiro público e sem os descalabros dos últimos governos. Não basta só ficar na fácil tarefa de apontar os erros. É preciso mostrar soluções, sob pena de o discurso virar blablablá e cair na vala comum. Ser tachado de demagógico e eleitoreiro.

Com efeito, veja o que diz o bom jornalista Waldeny Andrade no seu mais novo livro sobre as eleições de Itabuna: “(…) Geraldo Simões, ao derrotar de uma só vez José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas (dois ex-prefeitos), veio acrescentar seu nome ao diminuto grupo que governaria o município de Itabuna nos últimos 40 anos. A partir daí, estabeleceu-se o pingue-pongue Geraldo-Fernando, somente quebrado em 2008 com José Nilton Azevedo, mesmo assim candidato de Fernando (…). Itabuna sofreu com a invenção desta estranha alternância de poder”.

Deixando de lado o aspecto jurídico – se fulano, sicrano e beltrano serão ou não atingidos pela Lei da Ficha Limpa –, o fernandismo e o geraldismo apostam que a sucessão de 2016 será decidida pelos seus líderes.

Essas duas correntes não acreditam em mais de uma candidatura dentro do mesmo campo político. São unânimes na afirmação de que as duas maiores lideranças do petismo e do demismo, governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, vão fazer de tudo para evitar um racha na base aliada.

Nesse específico ponto, democratas e petistas estão cobertos de razão. A sucessão municipal, principalmente nos grandes redutos eleitorais, vai ser estadualizada. O escopo maior é a eleição de 2018, a disputa pelo cobiçado Palácio de Ondina.

Surge agora uma informal coligação de sete agremiações partidárias para contrapor a esse pingue-pongue: PDT-PV-SD-PSOL-PPS-PPL-PSB com seus respectivos pré-candidatos: Dr. Mangabeira, Alfredo Melo, Maruse Xavier, Zem Costa, Leninha Duarte, Otoniel Silva e Carlos Leahy.

O bloco acredita que o desejo de mudança tende a crescer ainda mais. Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

A torcida é para que o processo sucessório transcorra dentro da civilidade, da democracia e do respeito pelos adversários, que não descambe para o lado raivoso.

PS – Algumas figuras importantes do PMDB de Itabuna têm simpatia pela pré-candidatura de Antônio Mangabeira. Nos bastidores, comenta-se até que Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo, não vai criar nenhum obstáculo para um eventual apoio ao prefeiturável do PDT. É bom lembrar que Geddel tem um bom relacionamento com o deputado Félix Júnior, presidente estadual do brizolismo. E que o PDT faz oposição ao governo Rui Costa (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

JUTAHY DIZ QUE PSDB DESEJA E ESTIMULA “CANDIDATURAS DE MARINA E EDUARDO CAMPOS”

Jutahy defende Marina e Campos como estratégia para fortalecer oposição (Foto Pimenta).

Jutahy defende Marina e Campos como estratégia para fortalecer oposição (Foto Pimenta).

O deputado federal Jutahy Júnior disse  ontem à noite, 19, na inauguração da sede do PSDB em Itabuna, que o seu partido está “muito safisfeito” com a possibilidade das candidaturas de Marina Silva (Rede) e Eduardo Campos (PSB) à presidência da República em 2014.

“Estamos estimulando as candidaturas de Eduardo e Marina. Esse é o nosso desejo. Lógico que vamos trabalhar para que o segundo turno seja com o PSDB”. Os tucanos avaliam que a candidatura de Eduardo Campos sugaria votos da candidatura petista, provocando um segundo turno, como ocorreu em 2010, pleito em que a ex-petista Marina Silva, então no PV, obteve 19,6 milhões de votos. José Serra e Dilma Rousseff foram para o segundo turno.

O parlamentar atacou o PT. Para Jutahy, o partido da presidente Dilma Rousseff “assaltou o Estado na ocupação de cargos”. O deputado também fez críticas à gestão do governador Jaques Wagner e defendeu a união das oposições, na Bahia, já no primeiro turno em 2014. Para isso, lembrou a disputa pela Prefeitura de Salvador:

– Ganhamos pela capacidade de ACM Neto e a aglutinação das oposições [no segundo turno] – afirmou, sem esquecer que o PMDB de Geddel Vieira Lima lançou candidatura [de Mário Kértesz] no primeiro turno. O PSDB lançou o empresário João Gualberto como pré-candidato à sucessão estadual. Desde o cerimonial aos discursos, o ex-prefeito de Mata de São João era tratado como “o futuro governador da Bahia”.

TROCA DE COMANDO NO PSDB

Castro: "PSDB é maior do que qualquer picuinha" (Foto Pimenta).

Castro: “PSDB é maior do que qualquer picuinha” (Foto Pimenta).

O líder do PSDB baiano participou da solenidade em Itabuna. Para ele, a mudança de comando no diretório local do partido era “reconhecimento, justiça” ao novo presidente, o deputado estadual Augusto Castro. “Augusto conquistou isso no voto e com a capacidade de aglutinar”, afirmou. Ele agradeceu ao ex-presidente, Adervan Oliveira, mas sem deixar de alfinetá-lo: “nos últimos tempos, ele só fala mal de mim e Augusto Castro”.

Castro disse que agradecia ao apoio que teve de Adervan e emendou: “o PSDB é maior do que qualquer picuinha. O PSDB dá demonstração de força e de união [hoje]”, afirmou. O evento lotou a nova sede do partido com lideranças locais e estaduais do PSDB e representantes de partidos, como Acácia Pinho (PDT), Ubaldo Dantas e Renato Costa (ambos do PMDB) e Capitão Azevedo (DEM).

TUCANO IRONIZA CHAPA AUGUSTO/UBALDO

Kalid ironiza chapa tucano-peemedebista.

Nos bastidores da sucessão municipal o bom desempenho do ex-prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, que em pesquisa feita no comecinho de abril sobre o cenário eleitoral teria na opinião do eleitor forte respaldo, alvoroçou setores do seu partido, o PMDB. Já há quem aposte no nome do ex-prefeito como candidato a vice em chapa que seria encabeçada pelo deputado estadual Augusto Castro (PSDB).

Como informado pelo PIMENTA, nada menos que 37% das pessoas consultadas disseram que o apoio de Ubaldo a determinado candidato influenciaria positivamente na decisão do voto. Por isso, a chapa se justificaria e pelo desandar da carruagem da oposição no Estado que traria juntos PSDB, PPS, PMDB e DEM em Salvador e diversos municípios baianos.

DEM lançou o deputado federal ACM Neto cabeça de chapa na capital, o que desagradou as legendas de seu campo, inclusive em Itabuna. Ao ser perguntado sobre a dobradinha Augusto/Ubaldo, o candidato a prefeito indicado pelo diretor municipal do PSDB e ex-secretário de Ubaldo, Ronald Kalid foi irônico:

– Vocês podem até transformar um Ubaldo em um Augusto Castro; mas nunca um Augusto Castro em um Ubaldo – declarou ao PIMENTA.

Pano rápido!

ANUNCIAÇÕES

Da coluna Política, Gente, Poder (Diário Bahia):

ROBERTO BARBOSA, prefeiturável, tem declardo em reservados ambientes, em círculos públicos. Textualmente: “estou procurando, buscando uma articulação, promover alianças para ter o apoio de Geraldo Simões, Fernando Gomes, Ubaldo Dantas”. Roberto Barbosa está com febre acima de 40 graus, está delirando, está suando no cobertor, na cama. Precisa usar remédios.

O DEM AGRADECE

Marco Wense

Geraldo continua o mesmo: não aprendeu a elementar lição que política é conta de somar.

O DEM de Itabuna, sob o comando de Maria Alice, gostou da entrevista do deputado Geraldo Simões no jornal Agora, edição do último fim de semana.

Toda entrevista do parlamentar é um prenúncio de festa no staff democrata. As bordoadas do ex-prefeito contra os meninos do PCdoB, desferidas impiedosamente, são intensamente comemoradas.

É unânime a opinião de que um racha entre petistas e comunistas, com o PCdoB lançando candidatura própria, torna o projeto de reeleição de Azevedo cada vez mais provável.

Ao ser questionado sobre a vinda da universidade federal, o parlamentar foi taxativo: “Se eu não fosse deputado, Itabuna não teria uma universidade federal”.

O petista assume a paternidade da Ufesba, debochando e inferiorizando as importantes participações dos colegas Félix Mendonça Júnior (PDT), Josias Gomes (PT) e da atuante deputada Alice Portugal (PCdoB).

Geraldo Simões parece que não precisa de aliados para a sucessão de 2012. Ainda não aprendeu a elementar lição que política é conta de somar.

Na eleição de 2004, Geraldo Simões, então candidato a um segundo mandato (reeleição), depois de brigar com Renato Costa, Ubaldo Dantas, João Xavier e muitos outros, foi sucumbido por Fernando Gomes.

Geraldo continua o mesmo. Aliás, o governador Jaques Wagner, em conversas reservadas, tem dito que o ex-prefeito, por conta de seu individualismo, vai terminar sendo novamente derrotado em Itabuna.

Os demistas estão esperando a próxima entrevista de Geraldo Simões. Torcem por um Geraldo cada vez mais desagregador, tratando com desdém os partidos e as lideranças da base aliada do governo Wagner.

ACÁCIA E O PV

A pré-candidatura de Acácia Pinho à sucessão do prefeito Azevedo, pelo PDT do saudoso Leonel Brizola, ganha musculatura com o apoio do Partido Verde.

A celebração desta importante aliança, com a presença de autoridades e lideranças federais, estaduais e municipais, acontece hoje, sexta-feira(25), às 19 horas, na Câmara de Vereadores de Itabuna.

O PV, presidido por Evan Maxwel, passa a integrar a frente partidária formada pelo PDT, PCdoB, PRB e o PSC. A professora Acácia, sem muito estardalhaço, mostrando competência política, vem, como se diz na gíria, tomando o mingau pela beirada do prato.

Para Otávio Menezes, que já foi duas vezes vereador de Itabuna, “o crescimento de Acácia nas pesquisas é só uma questão de tempo. Vai ser a grande surpresa da sucessão de 2012”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

EX-ALIADOS

Marco Wense

Em priscas eras, como diria o jornalista Eduardo Anunciação, comentarista do Diário Bahia, a oposição ao então prefeito Ubaldo Dantas criou o “Clube dos Ex-Aliados de Ubaldo”.

Agora, alguns ubaldistas, filiados ao PMDB, estão pensando em um movimento denominado de CEAGS, que é o Clube dos Ex-Aliados de Geraldo Simões.

Moacyr Smith Lima, atual diretor administrativo da Câmara de Vereadores de Itabuna, é o mais cotado para assumir a presidência do CEAGS. O agora comunista Carlinhos Cardoso, recém-filiado ao PCdoB, foi convidado para o cargo de secretário.

TERCEIRA VIA

A ideia de que o representante da terceira via saia de um acordo entre os prefeituráveis Vane do Renascer, Leninha Duarte, Ronald Kalid e Acácia Pinho começa a ganhar adeptos.

Quem estivesse na frente nas pesquisas de intenção de voto, até o mês de março de 2012, seria o escolhido para a disputa da cobiçada prefeitura de Itabuna.

O problema é que atrás de um possível acordo, com o segundo colocado sendo o candidato a vice-prefeito, tem os interesses daqueles que se acham dono dos partidos.

ROBERTO BARBOSA

O presidente do Partido Progressista (PP) de Itabuna, o empresário Roberto Barbosa, mais conhecido como Roberto Minas Aço, é mais um prefeiturável de 2012.

Se fosse politicamente bem articulado, com um discurso inovador, poderia aglutinar importantes apoios em torno da sua candidatura, como, por exemplo, o do ex-prefeito Fernando Gomes.

Falta a Roberto Barbosa, o que não pode faltar em nenhuma cozinha: o sal. O saudoso Edson Cordier, o inesquecível Zito Tintas, dizia que o sal era o “rei dos temperos”.

AUDIÊNCIA

O bom programa Alô Cidade, na TV Itabuna, conduzido pelo jornalista Paulo Lima, vem agradando a gregos e troianos. O Paulo Índio, como é carinhosamente conhecido, vem dando um show de competência.

Aos sábados, pela manhã, o Alô Cidade se torna imperdível com o trio Paulo Lima, Juvenal Maynard e Ruy Correa entrevistando as autoridades e os pré-candidatos a prefeito de Itabuna.

Neste sábado, a entrevista é com a professora Acácia Pinho, prefeiturável do Partido Democrático Trabalhista, o PDT do saudoso Leonel de Moura Brizola.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AS CARTAS DE GERALDO

Marco Wense

Todos os problemas serão resolvidos com a retirada da pré-candidatura de Juçara Feitosa.

Uma eleição polarizada entre o PT e o DEM, com o prefeito Azevedo buscando seu segundo mandato, começa a tomar contornos cada vez mais nítidos.

O PT versus DEM, disputando a cobiçada prefeitura de Itabuna, só seria abalado com uma candidatura cercada por uma forte coligação e um verdadeiro sentimento de mudança.

O nome do ex-prefeito Ubaldo Dantas é o que mais se encaixa nesse movimento que busca uma alternativa fora do petismo e do demismo. A chamada “terceira via”.

Sem o PMDB do ex-ministro Geddel, com o tempo que dispõe no horário eleitoral, fica inviável qualquer tentativa de mudar o rumo da sucessão municipal.

A empolgação do PCdoB com o lançamento de candidato próprio vai diminuindo dia após dia. O jornalista Eduardo Anunciação diria que é coisa de “priscas eras”.

As principais cartas do emaranhado jogo sucessório, consideradas como curingas, estão nas mãos do deputado Geraldo Simões e do prefeito José Nilton Azevedo.

A carta curinga do azevismo é a estrutura da máquina municipal direcionada para quebrar o tabu da reeleição, já que nenhum chefe do Executivo conseguiu o segundo mandato consecutivo.

É bom lembrar que na sucessão de 2004, o então prefeito e candidato Geraldo Simões, mesmo entusiasmado com a vinda do SAMU e do asfalto da Petrobras, terminou derrotado por Fernando Gomes.

Geraldo Simões, além do discurso da parceria com os governos federal e estadual, ambos sob a batuta do PT, com Dilma Rousseff e Jaques Wagner, tem a primeira posição nas pesquisas eleitorais.

Esse favoritismo apontado pelas consultas de intenção de voto, seja com o próprio Geraldo ou Juçara Feitosa, é fator desestimulante para outras pretensas candidaturas.

Um bom exemplo é o do vereador Vane do Renascer: se não alcançar dez pontos no prazo estabelecido pelo comando estadual do PRB não será candidato a prefeito.

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AS DIFICULDADES DE KALID

Marco Wense

O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas.

O arquiteto Ronald Kalid, ex-secretário municipal de Viação e Obras do então governo Ubaldo Dantas, é um bom nome para a sucessão do prefeito José Nilton Azevedo (DEM).

Não há nenhuma voz que ponha em dúvida a capacidade, honestidade e, principalmente, a sua coerência diante do emaranhado jogo político, onde o interesse pessoal prevalece sobre o público.

Ronald Kalid, em que pese o apoio incansável e entusiasmado de José Adervan, presidente do PSDB de Itabuna, tem inúmeros obstáculos, alguns até intransponíveis.

O primeiro entrave é a cúpula estadual do tucanato, ainda indecisa sobre o lançamento de candidatura própria na disputa pelo cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas. As que fazem posição – DEM, PPS, PR e o PMDB – não vão se juntar ao PSDB.

O DEM de Maria Alice, se não houver nenhuma surpresa, deve apoiar a reeleição do prefeito Azevedo. O PPS é uma gigantesca interrogação. O PR do vereador Roberto de Souza quer distância do PSDB de Adervan. O PMDB de Renato Costa quer Ubaldo Dantas como candidato.

É evidente que os diretórios municipais não têm autonomia para uma decisão definitiva. Os partidos vivem sob a batuta autoritária do comando estadual. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Para complicar, ainda tem o deputado tucano Augusto Castro contrário a qualquer iniciativa de candidatura própria pelo PSDB, já que é aliado do prefeito Azevedo.

Como não bastassem todas essas dificuldades, o prefeiturável Ronald Kalik tem pela frente a opinião dos amigos que acham sua candidatura uma loucura de Adervan.

PS – A “loucura” de Adervan lembra a dos ceplaqueanos quando lançaram Geraldo Simões na disputa pela prefeitura de Itabuna. Deu no que deu: o petista virou chefe do Executivo por dois mandatos.

UBALDO DANTAS

O comando estadual do PMDB, tendo a frente o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente estadual da legenda, vai conversar com o ex-prefeito Ubaldo Dantas sobre a sucessão municipal.

Lúcio, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, gostou da lembrança do nome de Ubaldo para a disputa da prefeitura de Itabuna na eleição de 2012.

O nome de Ubaldo causou um rebuliço no processo sucessório. Para muitos, a candidatura de Ubaldo elimina qualquer chance de vitória do PT, seja com Juçara Feitosa ou Geraldo Simões.

Marco Wense é articulista da Contudo.

A CANDIDATURA DE UBALDO

Marco Wense

Difícil mesmo é convencer Ubaldo a entrar na areia movediça do processo sucessório.

Até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o ex-prefeito de Itabuna, Ubaldo Porto Dantas, é o melhor nome do PMDB para disputar a sucessão de 2012.

Ubaldo, mesmo sendo um ex-alcaide, encarna a figura do novo diante de um Fernando Gomes e Geraldo Simões, também ex-prefeitos de quatro e dois mandatos, respectivamente.

Difícil mesmo é convencer Ubaldo a entrar na areia movediça do processo sucessório. Uma missão espinhosa para o bom médico Renato Costa, presidente do PMDB e idealizador do “Volta, Ubaldo”.

SENA, WENCESLAU E DAVIDSON

Confesso, e já deixei nas entrelinhas essa minha preferência, que torço para que o ex-vereador Luis Sena seja o nome do PCdoB na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).

Mas não posso deixar de dizer, principalmente em respeito ao caro leitor, que a legenda comunista, tendo no comando Wenceslau Júnior, faz de tudo para enfraquecer a legítima pretensão de Sena.

Como o PCdoB sempre passa a impressão de que existe uma união inabalável entre os companheiros, fica tudo, digamos, colorido e decorado com bolinhas vermelhas.

MAIS UM

O suplente de vereador Carlinhos Cardoso, filho do saudoso professor Everaldo Cardoso, é mais um que vai disputar à presidência do diretório do PT de Itabuna.

O advogado Iruman Contreiras também vai para o embate com o deputado federal Geraldo Simões, cada vez mais distante dos “companheiros” e mais próximo de si mesmo.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

UBALDO DE VOLTA À DISPUTA

D´O Trombone

O ex-prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, esperto que só, fez a leitura certinha do momento político itabunense e já se colocou à disposição de seu partido, o PMDB, para encarar mais uma campanha.

Analisa Ubaldo que a próxima eleição vai ser decidida em critérios bem claros: uma boa chapa deverá aliar um nome com capacidade de planejamento e de busca de recursos com outro leve e com experiência administrativa.

Para esse jogo, Ubaldo se vê em situação privilegiada, justamente devido à sua experiência e boa aceitação. Resta agora definir o companheiro – ou companheira? – de chapa.

“Saúde não me falta”, garante o ex-prefeito.

AS FRAUDES NA ÉPOCA DAS CÉDULAS ELEITORAIS

Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br

O magistrado respondeu que não concordava com ingratidão e informou-se sobre os votos em branco. Eram 63. Todos presenteados a Ubaldo.

No dia seguinte às eleições de 2006, Alexandre Garcia iniciou seu comentário no Bom Dia Brasil com a frase: “urnas eletrônicas derrubam oligarquias”. Referia-se às derrotas, nas disputas estaduais, dos grupos de Antônio Carlos Magalhães, Sarney e Collor.

As cédulas eleitorais facilitavam várias modalidades de fraude. As vítimas não conseguiam provas e quando “esperneavam” ouviam chacotas do tipo:  “é choro de perdedor”. E acabou. Alguns acreditavam que foram “traídos pelo povo”.

Waldir x Waldeck

Antônio Carlos Magalhães e Waldeck Ornellas chegaram a ocupar as duas vagas da Bahia no Senado, alijando Waldir Pires. Em algumas urnas, Ornellas teve mais votos que o chefe. Waldir não acreditou em traição e pediu recontagem dos votos. Nunca foi atendido.

Numa das modalidades, os eleitores pegavam a cédula, fingiam que colocavam na urna, guardavam e repassavam para ser preenchida por um cabo eleitoral. Afinal, garantem os coronéis,“ eleitor é bicho descarado, a gente não deve confiar”. Quando havia determinada quantidade, um “eleitor de confiança” votava.

Havia também o golpe da alteração dos mapas onde constava a quantidade de votos dos candidatos. Muitas vezes estes boletins eram uma espécie de rascunho escrito a lápis. Pra não alterar a totalização de cada mapa, utilizando lápis e borracha, o golpista colocava pra seu candidato a mesma quantidade que subtraía de outro.

Votos em branco

Os eleitores, involuntariamente, contribuíam para as fraudes quando deixavam a cédula “em branco”. Era fácil. Muita gente dormiu eleita e acordou derrotada. As decisões, na calada da noite, eram tomadas pelos caciques, figuras que até hoje atrasam a democracia partidária. Mas cada partido tem o coronel que merece.

Ainda sobre os brancos, Ubaldo Dantas foi secretário estadual de Saúde no governo Roberto Santos, período em que foram construídos hospitais em algumas cidades. Tornou-se mais conhecido ( não deve-se usar o termo “popular”, quando se trata de Ubaldo) e candidatou-se a deputado federal.

Em Tucano, enfrentou uma tragédia eleitoral. Não teve sequer um voto. Zero. Indignado, o prefeito Gildásio Penedo procurou o juiz eleitoral e desabafou: “doutor, o município foi deselegante com o doutor Ubaldo. Mais que isso, foi ingrato”. O magistrado respondeu que não concordava com ingratidão e informou-se sobre os votos em branco. Eram 63. Todos presenteados a Ubaldo.

Marival Guedes é jornalista e escreve no PIMENTA às sextas.

ALA DO PMDB LANÇA JOÃO XAVIER A PREFEITO

João Xavier já foi vice-prefeito e vereador em Itabuna. Bancário aposentado e ex-secretário de Esporte, ele topou o desafio de lançar pré-candidatura a prefeito do município pelo PMDB. “Meu nome foi indicado e eu aceito o desafio”, diz.

Xavier defende que o PMDB tenha candidato a prefeito em 2012, aproveitando a fase do partido no plano nacional. Ele acredita que o partido tem nomes fortes para comandar o centro administrativo Firmino Alves. E cita Fernando Vita, Renato Costa, Ubaldo Dantas e… Fernando Gomes.

Confira bate-papo com Xavier:

A pré-candidatura é pra valer?
Meu nome foi indicado na reunião da Executiva, ontem, e eu aceito o desafio. Sou partidário e digo que sempre usei o bom senso – principalmente na política, para que as decisões não sejam precipitadas.

O partido estava em um chove-não-molha em relação à candidatura.
O PMDB passa por uma nova fase na Bahia e no Brasil. O partido está em evidência, tem o vice-presidente do País, o Michel Temer. Acho que essa nova posição dá uma “sacudidela” [na legenda] em Itabuna.

Cenário de indecisão. Mas qual é a do PMDB, composição ou lançamento de um novo nome para 2012?
O PMDB tem nomes para Itabuna. No decorrer, as coisas podem tomar outros caminhos. O partido é forte e deve apresentar candidato.

Dentro do partido, há quem defenda nomes que já foram prefeitos. O senhor repetiria 1992, quando foi vice de Geraldo?
(risos) Sempre fiz política sem ódio ou mágoas. Nunca fiquei inimigo de ninguém, embora defenda meus princípios.

Além do senhor, quais seriam os outros nomes do PMDB?
Temos Renato Costa, Fernando Vita e Ubaldo Dantas.

O senhor citou três nomes e esqueceu de um outro Fernando…
Fernando Gomes… Temos vários nomes.

Em relação a 2012, o senhor defende o novo, a continuidade ou recomposição com o passado?
(risos) Acho que não devemos menosprezar as qualidades e capacidades políticas[de cada um]. Estamos a mais de um ano das eleições e não vejo nenhum nome que se diga “esse não pode, não vai”.

Quais seriam as propostas do candidato João Xavier?
Isso passa por uma avaliação com a comunidade. Onde devemos investir? Saúde, educação, urbanismo, saneamento. Teremos que primeiro ouvir a população.








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