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:: ‘Uesc’

“BAHIA OPORTUNIDADES” REVELA O NOVO PERFIL DO PRODUTOR DE CACAU

Revista destaca o novo perfil do cacauicultor sul-baiano || Divulgação

A força empreendedora dos produtores de cacau no sul do Estado é o principal destaque da edição impressa da Bahia Oportunidades, lançada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Bahia. A revista traz o ambiente favorável aos novos empreendimentos e geração e emprego e renda no estado.

No sul da Bahia, os coronéis dão lugar a empresários modernos, as exportações do produto in natura cedem espaço para a produção de chocolates tipo exportação e a fama adquirida por intermédio dos livros de Jorge Amado incentiva o turismo rural. As inovações com o suporte da Ceplac e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) também são mostradas na reportagem. A edição digital pode ser conferida, gratuitamente, clicando aqui.

– A edição impressa amplia ainda mais o alcance da revista, que apresenta o ambiente favorável à geração de negócios, emprego e renda hoje existente na Bahia. A revista é um importante instrumento de prospecção e atração de novos investimentos – afirma o novo secretário da Pasta, Paulo Guimarães, que substitui o ex-governador Jaques Wagner. :: LEIA MAIS »

“EXPOSIÇÃO ITINERANTE NAVIO NEGREIRO CASTRO ALVES” CHEGA À UESC NA SEXTA

Exposição Navio Negreiros chega à Uesc|| Foto Divulgação.

A “Exposição Itinerante Navio Negreiro Castro Alves e Hansen Bahia” chegará, na sexta-feira (6), à Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Idealizada pelo Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC), a mostra poderá ser visitada até o dia 16 deste mês, no Foyer do auditório Paulo Souto.

A mostra já passou por 10 cidades, e, após Ilhéus, mais  municípios baianos poderão apreciar as obras de Hansen e o poema de Castro Alves. “A história precisa ser pensada e discutida nos dias de hoje. Por isso, a exposição itinerante leva para as cidades oficinas, debates e discussões sobre o que foi a escravidão”, ressalta o diretor do Centro de Memória, Rafael Fontes.

O artista plástico realizará oficinas nos dias 12 e 13|| Foto Divulgação.

Contemplando a mostra, o artista plástico Zimaldo Baptista realizará a oficina de xilogravura nos dias 12, com turmas pela manhã e tarde, e no dia 13, com turma pela tarde. Formado em Artes Visuais, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ele foi um dos participantes da XI Bienal do Recôncavo da Bahia.

O Centro de Memória da Bahia (CMB) tem o objetivo de promover a difusão da história da Bahia, por meio da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades pública, além da realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

UNIVERSIDADE É LUGAR DE DIVERSIDADE

Felipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

No país que mais mata pessoas trans no mundo – 40% do total das mortes, a ação da UFSB, que reserva uma vaga supranumerária na Área Básica de Ingresso, ainda é muito pequena. Que as vagas se expandam para outros cursos, outras universidades e a instituição universitária possa ser equivalente à população que a sustenta e abriga: com gente de todas as raças, gêneros, identidades, credos, culturas, origens.

 

Coloquei meus pés numa universidade pela primeira vez há pouco mais de 18 anos e nunca mais saí. Entrei na UESC em fevereiro de 2000 para fazer minha matrícula como estudante de graduação. Depois disso fui servidor técnico e estudante de mestrado na mesma instituição e, posteriormente, professor da Universidade Federal de Alagoas por quatro anos antes da minha redistribuição para a UFSB. Ao longo desses anos tenho notado uma mudança de composição das comunidades acadêmicas.

Do tempo em que frequentei minha graduação, lembro-me de uma universidade predominantemente branca e de classe média. Conto nos dedos de uma mão os colegas originários de escolas públicas. Negros também eram poucos – em alguns cursos, praticamente inexistentes. Isso me incomodava muito.

Ao longo dos anos, percebi a mudança com o desenvolvimento de uma política de ações afirmativas. Vi uma universidade para poucos se transformar em uma instituição um pouco mais plural, mais completa. Vi estudantes terem suas vidas mudadas pela simples oportunidade de frequentar uma universidade.

Minha instituição de trabalho, a UFSB, notabilizou-se nacionalmente nas últimas semanas em razão da implementação de vagas reservadas a pessoas trans. A universidade sul baiana é a primeira do país a garantir essa reserva na graduação.

Entre os dias 22 e 26 de março, a UFSB oferece vagas de acesso à Área Básica de Ingresso de suas graduações, através de seus Colégios Universitários. Em cada um desses Colégios estão garantidas vagas supranumerárias para indígenas, quilombolas e pessoas trans que tenham cursado ensino médio em escolas públicas.

Lendo alguns comentários nas redes sociais, encontrei muita revolta com a decisão e constatei o evidente: a extrema necessidade desta ação.

Vale ressaltar: a questão não é declarar inabilidade desse grupo e sim de compreender as cruéis condições sociais historicamente constituídas que afastam essas pessoas da oportunidade de estudar e mudar a sua realidade. Não é apenas abrir uma “cota” para pessoas trans e sim de garantir uma política de ação afirmativa que reverta um pequeno aspecto do ambiente negativo a que este grupo é submetido cotidianamente na sociedade, impossibilitando acesso à educação e, consequentemente, emprego.

Estudos apontam que 73% dos estudantes que não se declaram heterossexuais já foram agredidos verbalmente em ambientes educacionais, 25% já foram agredidos fisicamente e 55% afirmam já ter ouvido comentários depreciativos especificamente sobre pessoas trans.

No país que mais mata pessoas trans no mundo – 40% do total das mortes, a ação da UFSB, que reserva uma vaga supranumerária na Área Básica de Ingresso, ainda é muito pequena. Que as vagas se expandam para outros cursos, outras universidades e a instituição universitária possa ser equivalente à população que a sustenta e abriga: com gente de todas as raças, gêneros, identidades, credos, culturas, origens.

Que possamos transformar a realidade através da educação.

Felipe de Paula é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)

ÚLTIMOS DIAS PARA INSCRIÇÃO EM CONCURSO PARA PROFESSOR DA UESC

Inscrições para professor da Uesc se encerram na segunda|| Foto Robson Duarte

Quem pretende disputar uma vaga de professor na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), mas ainda não se inscreveu no concurso público, deve se apressar. O prazo para inscrição termina na próxima segunda-feira (2). São 36 oportunidades para professor auxiliar e assistente.

O concurso oferece vagas para as áreas de Letras, Filosofia, Ciências da Saúde, Ciências da Educação, Exatas e Tecnológicas, Ciências Biológicas, Ciências Administrativas e Contábeis, e Ciências Agrárias e Ambientais. O vencimento básico pode chegar a R$ 6.412,72, a depender do cargo, título e jornada semanal.

A inscrição pode ser feita pela internet, no endereço http://www.uesc.br/concurso. O candidato deve preencher o formulário e entregá-lo pessoalmente ou enviar para a Gerência de Seleção e Orientação (Geseor) da Uesc. A taxa de inscrição para ambos os cargos é de R$ 150,00.

As provas do concurso público serão aplicadas no campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna. Serão três fases: prova escrita, aula pública e prova de títulos. A data e locais de aplicação das prova escrita ainda serão divulgados. O concurso terá validade de dois anos e pode ser prorrogado por igual período.

APÓS MAL-ESTAR DE ESTUDANTES, UESC FECHA RESTAURANTE PARA SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO

Restaurante Universitário é fechado após queixas de estudantes|| Foto DCE Uesc

A subgerência de Serviços Auxiliares (Susau) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) anunciou nesta terça-feira (27) a suspensão das atividades do Restaurante Universitário (RU), que serve centenas de refeições de segunda a sexta-feira. De acordo com a Susau, a interrupção no atendimento ao público é para que sejam executados serviços de manutenção na unidade.

A medida ocorre cinco dias depois de denúncias de que estudantes passaram mal após fazer refeições no RU. Na quinta-feira (22), universitários relataram que sofreram enjoos, diarreia, vômito e dores de cabeça e no estômago após almoçar no local. O restaurante é administrado por uma empresa particular, sob supervisão da reitoria da Uesc.

A Susau não informou exatamente quando o Restaurante Universitário voltará a funcionar, adiantando somente que “as suas atividades serão retomadas assim que as manutenções necessárias forem concluídas”. Já os estudantes prometem cobrar maior fiscalização nos serviços prestados pelo RU.

PRÉ-APROVADOS NO PROUNI TÊM ATÉ DIA 23 PARA COMPROVAR INFORMAÇÕES

Começou o prazo para candidato confirmar informações no ProUni

O prazo para comprovação das informações dos candidatos pré-aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) começou nesta quinta-feira, 15, e termina no próximo dia 23. O procedimento deve ser feito na universidade onde o candidato vai estudar, e é requisito para garantir a vaga.

O ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em cursos de graduação de instituições privadas de educação superior. Nesta edição foram ofertadas cerca de 243 mil bolsas. Dessas, 113.863 são integrais e 129.124, parciais. As integrais foram destinadas aos estudantes com renda per capita de até 1,5 salários mínimos. Já as bolsas parciais contemplaram os candidatos que têm renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Poderão concorrer à primeira opção de curso aqueles que não foram pré-selecionados nas chamadas regulares ou foram pré-selecionados só na segunda opção de curso, mas não houve formação de turma. Pode concorrer às bolsas do ProUni quem não possui diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017, tenham obtido nota superior a 450 pontos e não tenham zerado a prova.

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INSCRIÇÕES NO CONCURSO PARA ANALISTA E TÉCNICO DA UESC COMEÇAM NESTA QUINTA

Concurso para técnico e analista da Uesc oferece 32 vagas

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) abre, nesta quinta-feira (15), inscrições para concurso público que visa o preenchimento de vagas para os cargos de Analista e Técnico Universitário, além de formação de cadastro de reserva. Os candidatos terão até dia 18 de março para se inscrever, exclusivamente pela internet, nos endereços www.consultec.com.br e www.uesc.br.

A taxa de inscrição será de R$ 50,00 para Técnico Universitário e de R$ 100,00 para Analista Universitário. O candidato que estiver inscrito em programas sociais do governo poderá solicitar a isenção da taxa das 8h do dia 15 às 23h59min do dia 18 de fevereiro. A relação de candidatos com deferimento e indeferimento da isenção será publicada no dia 22 de fevereiro.

DATA DA PROVA

De acordo com o edital, são 8 vagas para o cargo de Analista Universitário (Nível Superior) e outras 24 para o cargo de Técnico Universitário (Nível Médio). Há ainda previsão de formação de cadastro de reserva. A prova será aplicada no dia 15 de abril. Os candidatos terão 4 horas para responder a 48 questões. Os portões serão abertos às 7h30min e fechados meia hora depois. Para o nível superior, haverá ainda prova de títulos.

Para o cargo de nível médio, a  remuneração mensal será de R$ 1.713,60 – composta por vencimento de R$ 796,26 e Gratificação por Suporte Técnico Universitário (GSTU) de R$ 917,34. Para o cargo de Analista Universitário, a remuneração será de R$ 2.648,86 – sendo R$ 1.177,56 de salário e R$ 1.471,30 como Gratificação por Suporte Técnico Universitário (GSTU). Além disso, o servidor terá direito a auxílio-alimentação no valor de R$ 198,00.  O concurso será organizado pela Consultec, com a supervisão da Uesc.

CONCURSO PARA PROFESSOR

Já as inscrições para o concurso para ampliar o quadro de docentes serão realizadas de 2 de março a 2 de abril, com 33 vagas para professor auxiliar e três para professor assistente.  O concurso contará com as etapas de prova escrita, aula pública e prova de títulos, e será realizado no campus da Uesc.

As vagas são para as áreas de Letras, Filosofia, Ciências da Saúde, Ciências da Educação, Exatas e Tecnológicas, Ciências Biológicas, Ciências Administrativas e Contábeis, e Ciências Agrárias e Ambientais. O vencimento básico pode chegar a R$ 6.412,72, a depender do cargo, título e jornada semanal.

INSCRIÇÕES NO SISU SE ENCERRAM NESTA SEXTA; UESC E UFSB TÊM MAIS DE 2 MIL VAGAS

Ufsb oferece 480 vagas pelo Sisu para os campi de Itabuna, Porto e Teixeira|| Foto Divulgação

Os candidatos têm até esta sexta-feira (26) para inscrever-se no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). São 239.601 vagas em 130 universidades estaduais, federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia em todo o país. Na Bahia, são 11.809 vagas em diversos cursos em 11 instituições de ensino superior.

As vagas na Bahia são para ingresso na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (Ifbaiano). Além do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob).

Os estudantes podem também optar pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Na Uesc são mais de 1.600 vagas em 41 cursos, e na Ufsb são 480 vagas em 15 cursos distribuídos nos campi de Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro.

A matrícula da chamada regular deverá ser feita no período de 30 de janeiro a 7 de fevereiro. Para concorrer a uma vaga pelo Sisu, é necessário ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017. O candidato não deve ter zerado a redação.

UESC ABRE 69 VAGAS EM CONCURSO PARA PROFESSOR, TÉCNICO E ANALISTA

Concursos para professor e técnico e analista abrem 69 vagas na Uesc

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, abrirá 37 vagas por meio de concurso público para professor substituto em regime de 40 horas semanais. A abertura das vagas foi anunciada pelo governador Rui Costa durante a edição especial, em Itabuna, do Papo Correria, no início desta tarde de sexta (19). O programa ao vivo e transmitidos em redes sociais.

– Estamos ampliando as vagas de professores para esta importante universidade estadual, e, com isso, promovendo a qualidade do ensino público em todo o estado – afirmou o governador.

MAIS VAGAS

Na semana passada, o governador já havia anunciado a oferta de 32 vagas, na Uesc, para os cargos de analista universitário (8 vagas) e técnico universitário (24).

Ainda na semana passada, o gestor baiano também fez o anúncio de 72 vagas para a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), sendo 22 para analista universitário e 50 para técnico universitário. Outras 63 vagas são para docentes: 33 para professor auxiliar e 30 para professor assistente, em regime de 40 horas.

RUI AUTORIZA CONCURSOS PARA UESC E UEFS; SÃO MAIS DE 160 VAGAS

Uesc terá concurso para analista e técnico universitário neste ano

Durante a edição do Papo Correria desta terça (9), o governador Rui Costa anunciou a autorização para três concursos públicos nas universidades estaduais de Feira de Santana (Uefs) e de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus. O total de vagas abertas passa de 160.

Segundo ele, serão 72 vagas para analista e técnico universitário na Uefs, que também abrirá outras 63 vagas para professor.

Já na Uesc, situada na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), haverá concurso para analista (8 vagas) e técnico universitário (24 vagas). O governador, no entanto não informou quando serão lançados os editais.

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR MARCOS BANDEIRA


Os professores, abaixo assinados, lotados no Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), vêm a público manifestar sua solidariedade ao prof. MARCOS ANTÔNIO SANTOS BANDEIRA, em virtude da nota publicada no último dia 27 de novembro pelo Diretório Central dos Estudantes, considerada ofensiva à honra e à história de vida do docente. Entendemos que, na intenção de defender interesses da estudante, o Diretório exacerbou na linguagem e na interpretação dos fatos, inclusive indo além do que efetivamente a aluna expressou enquanto interpretação pessoal de fatos envolvendo o relacionamento discente-docente.

Conhecemos a história e a trajetória profissional do prof. Marcos Bandeira, enquanto Juiz de Direito e Professor Universitário. Atestamos seu compromisso social e posicionamentos democráticos, principalmente voltados para a inclusão social de segmentos vulnerabilizados, e temos plena certeza que os fatos serão devidamente apurados e resolvidos na instância competente, inclusive lançando mão das melhores formas de resolução pacífica dos conflitos.

Valdir Farias Mesquita – Diretor do Departamento
Guilhardes de Jesus Júnior – Coordenador do Colegiado de Direito
Wenceslau Augusto dos Santos Júnior
Otávio Augustus Carmo
Fernanda Viana Lima
Laurício Carvalho Pedrosa
José Cairo Júnior
Clodoaldo Assunção
Katiana Amorim
Luis Carlos Nascimento
Ana Paula Gomes
Pedro Germano
Lilian de Brito Santos

O RANKING DOS MELHORES CURSOS DE MEDICINA DO PAÍS; UESC FICA EM 10º LUGAR

Campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto José Nazal

O curso de Medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) aparece em 10º lugar entre os melhores do País, conforme ranking divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). A base é o ciclo avaliativo de 2016.

Na Bahia, a faculdade é a melhor posicionada. Já em segundo lugar, aparece o curso oferecido pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Pelo ranking, o melhor curso de Medicina no Brasil é o da Universidade Federal de Viçosa, de Viçosa (MG), que também é pública. Dentre as faculdades de Medicina particulares, a melhor posicionada é a Universidade Nove de Julho, de São Paulo (SP). :: LEIA MAIS »

MEC: UESC É A 2ª MELHOR UNIVERSIDADE DA BAHIA E LIDERA ENTRE AS ESTADUAIS

Uesc é a melhor entre as estaduais e a segunda no geral, segundo MEC

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é a segunda melhor instituição de ensino superior baiana, ficando atrás apenas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), segundo ranking do Ministério da Educação (MEC).

O ranking foi elaborado com base no Indicador de Qualidade da Educação Superior 2016, baseando-se nos resultados do Índice Geral de Cursos (IGC). A Uesc obteve nota 3,2309, enquanto a Ufba alcançou 3,6627.

Dentre as universidades estaduais, a Uesc foi a melhor classificada. A segundo com melhor desempenho foi a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), com 3,0531. Dentre as particulares, a melhor do ranking foi a Universidade Salvador (Unifacs), com 2,6529. Confira o ranking mais abaixo.

O IGC é calculado com base na média de três conceitos no último triênio. São eles o Conceito Preliminar de Curso (CPC), o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) dos cursos das instituições avaliadas e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) dos cursos de mestrado e doutorado.

RANKING BAIANO

1° Universidade Federal da Bahia (Ufba) – 3,6627
2º Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) – 3,2309
3º Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) – 3,0714
4º Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) – 3,0531
5º Instituto Federal Baiano (IFBaiano) – 3,0120
6 º Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – 3,0104
7º Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) – 2,7874
8º Instituto Federal da Bahia (IFBA) – 2,7714
9º – Universidade Salvador (Unifacs) – 2,6529
10 º Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – 2,3774
11º Universidade Católica do Salvador (Ucsal) – 2,2324

QUALIDADE

A avaliação do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia a qualidade dos cursos de bacharelado e graduação tecnológica, leva em conta quatro critérios: os professores (corpo docente); o desempenho dos formandos no Enade; o que a graduação agregou ao aluno e, por fim, a opinião dos alunos sobre o curso. As notas variam entre 1 e 5. :: LEIA MAIS »

PIMENTA DO DIA – A PERERECA DE JORGE

Tieta (aquela que não era mulher, mas sim “uma plantação inteirinha de xibiu”), Dona Flor, Gabriela, Jacutinga e e suas gostosíssimas quengas… Ora, nós só podemos dar justíssimos parabéns aos ilustres pesquisadores da Uesc por essa mais que apropriada homenagem. Viva a obra amadiana!

Do leitor “Juca Bala” em comentário ao post sobre a homenagem de pesquisadores da Uesc a Jorge Amado, que empresta o sobrenome à nova espécie de perereca descoberta no sul da Bahia, a Phyllodytes amadoi.

UESC PROMOVE CURSO DE CRIAÇÃO E REGISTRO DE MARCAS PARA MICROCERVEJARIAS

Neca, da Uesc, promove curso de criação de marcas e registro de cervejas

Neca, da Uesc, promove curso de criação de marcas e registro de cervejas

Encorajando ações empreendedoras e formação qualificada no setor de microcervejarias na Costa do Cacau, o Núcleo de Estudos sobre Cervejas Artesanais (Neca), da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), promove capacitação gratuita sobre criação, desenvolvimento e registro de marcas para cervejas artesanais. O curso será ministrado no próximo sábado (21), a partir das 8h, no Pavilhão Pedro Calmon. Inscrições antecipadas e gratuitas podem ser feitas pelo email neca@uesc.br

A capacitação é direcionada a todos os atores sociais envolvidos com a produção de cervejas artesanais. O curso possui metodologia 100% prática, abordando estratégias de posicionamento e design para construção de marcas para cervejas artesanais. Ainda serão apresentados os principais casos de sucesso e as etapas de registro no INPI.

Com duração de 4 horas, o curso será ministrado por Gustavo da Cruz, professor de Marketing e Transferência de Tecnologia do Departamento de Administração da Uesc em conjunto com Lais Viana, advogada e ex-integrante do Núcleo de Inovação e Tecnologia (NIT) da universidade.

Segundo o professor Gustavo, o curso tem como objetivo gerar reflexões e estímulos nos produtores de cervejas artesanais para a construção de marcas fortes e protegidas por meio da geração de vantagens competitivas para as microcervejarias da região.

ESTUDANTES PASSAM MAL APÓS REFEIÇÃO EM RESTAURANTE DA UESC

Restaurante Universitário é alvo de novas reclamações de alunos || Foto DCE Uesc

Restaurante Universitário é alvo de novas reclamações de alunos || Foto Robson Duarte

Vários estudantes que fizeram refeição no Restaurante Universitário da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz), no sábado (14), reclamaram de dores estomacais neste final de semana. A maioria usou as redes sociais para se queixar da qualidade da comida e relatar problemas de saúde durante a noite de sábado e a madrugada do ontem (15).

Um dos estudantes disse ter passado mal. “Meu estômago ficou estranho. O que eu percebi é que carne de hambúrguer e salada era da sexta-feira, não sei se as demais opções de comida também eram, mas acredito que sim”, relatou por meio do Facebook.

Outro reclamou da salada. “Até congelada tava“. Um terceiro estudante diz ter passado mal. E desconfia do arroz branco. “Tava com cara de ser de outro dia, mas eu, inocente, imaginei que apenas tinha passado do ponto”.

Trechos de relatos feitos por estudantes da Uesc

Trechos de relatos feitos por estudantes da Uesc

SEM QUEIXA FORMALIZADA

Apesar das dezenas de queixas registradas por estudantes em redes sociais, ainda não houve queixa formal tanto na Reitoria como na Ouvidoria da Uesc, segundo informou ao PIMENTA a assessoria de comunicação da universidade.

O estudante que se sentiu mal após fazer refeição no RU deve formalizar reclamação por meio de um dos três canais possíveis (Reitoria, Ouvidoria e Pró-Reitoria de Administração).

Ainda de acordo com a universidade, “funcionários técnicos-administrativos” também fizeram refeição no RU no sábado “e ninguém apresentou problema por causa da alimentação”. Segundo a universidade, “também não houve registrou de ocorrência no posto de saúde” relacionada ao problema, o que é compreensível, já que a refeição foi feita ao meio-dia de sábado.

INTERDIÇÃO

Não é a primeira vez que o Restaurante Universitário é alvo de queixas relacionadas à qualidade da comida. Em julho de 2016, a Vigilância Sanitária de Ilhéus interditou o RU depois que dezenas de estudantes passaram mal após fazer refeição no estabelecimento (relembre aqui). O restaurante é administrado por uma empresa privada.

EX-PROMOTORA EM ILHÉUS E COARACI AJUDARÁ A ELABORAR LEI DE COMBATE AO TRÁFICO

Ex-promotora em Ilhéus vai ajudar elaborar projeto de lei

Ex-promotora em Ilhéus vai ajudar elaborar projeto de lei

A promotora de Justiça da Bahia Mônica Barroso Costa integrará a comissão de juristas instituída na segunda-feira(9) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O grupo terá quatro meses para elaborar o texto com medidas investigativas, processuais e de regime de cumprimento de pena.

A promotora pública Mônica Barroso atuou nos municípios de Ilhéus, Coaraci, Aurelino Leal, Nova Viçosa e Nova Rodelas. Mônica ingressou no Ministério Público da Bahia em 1992 e, em 2008, assumiu as funções na 13ª Promotoria de Justiça da Cidadania, em Salvador. Ela coordenou o Grupo de Defesa de Pessoas Idosas, o Grupo de Combate às Organizações Crimimosas, o Núcleo de Crimes Cibernéticos e o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania.

Além disso, a promotora de Justiça foi assessora especial do Gabinete do Procurador-Geral de Justiça e atuou como Secretária-Geral do Ministério Público. Atualmente, ela coordena o Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp). O nome de Mônica Barroso foi sugerido para a comissão pela procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado.

UESC

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É TEMPO DE COLHER

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Entramos no ano 2000 com a energia da luta, buscamos diversificar a produção agrícola, implantar serviços de educação, melhorar a prestação dos serviços de saúde, começamos a investir em indústrias de pequeno porte e outras iniciativas.

 

Vivemos numa região que possui um dos biomas mais importantes do Brasil, a mata atlântica – muito rica em fauna e flora. Essa conservação só foi possível devido ao sistema de produção cabruca, que consiste em consorciar exploração econômica e conservação ambiental.

A produção do cacau permitiu reconhecimento social e poder político-econômico para os produtores do fruto. Se cacau era sinônimo de dinheiro, proprietário rural nessa região ganhava destaque social em qualquer lugar do país e até internacionalmente. As obras de Jorge Amado trazem esse retrato histórico.

A quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929, afetou o comércio mundial e estabeleceu dificuldades na nossa economia até o final da década de 1950. Nesse período, após uma intensa luta junto aos poderes da República, a região viu nascer a Ceplac, em 1957, e recebeu uma atenção diferenciada a partir de 1961, quando foi implantada a taxa de retenção de exportação do cacau que formou o orçamento da Ceplac, o que permitiu que a instituição implantasse a extensão rural e investisse no escoamento da produção. A taxa era de 15% sobre a amêndoa e 5% sobre os derivados de cacau.

Em 1970, o cacau representou 60% da arrecadação estadual. Financiou, inclusive, a folha de pagamento do estado da Bahia e fomentou a construção do Centro Industrial de Aratu e do Polo Petroquímico de Camaçari. A partir de 1972, a taxa de retenção foi unificada em 10% – tanto amêndoas como derivados. Em 1980, uma série de fatores influenciaram negativamente na cadeia produtiva do cacau: perdemos importância na pauta de arrecadação do estado frente aos produtos de alta tecnologia produzidos no Polo Petroquímico de Camaçari, o fortalecimento da concorrência dos países africanos e nosso peso na pauta de exportação brasileira foi reduzido.

Todos esses acontecimentos propiciaram ao governo brasileiro cortar a taxa de retenção. Além disso, tivemos uma superprodução de cacau na safra 1984/1985, forçando ainda mais a queda dos preços e empurrando os produtores de cacau para a crise. Como se não bastasse tudo isso, em 1989 surgia em Uruçuca um fungo capaz de dizimar a lavoura, a vassoura-de-bruxa. Diante daquelas circunstâncias, e após muitas cobranças e críticas por parte da comunidade da região sul, o governo estadual, em resposta, criou o Instituto Biofábrica de Cacau em 1997. O IBC nasceu com o objetivo de produzir mudas melhoradas geneticamente e servir de estrutura de apoio permanente à lavoura.

Chegamos a 1990, década em que a região cacaueira conheceu a sua maior queda econômica: mergulhamos num estado de penúria, o que gerou o quase abandono das propriedades por parte dos fazendeiros e demissão em massa dos trabalhadores rurais. Estima-se que mais de 250 mil trabalhadores trocaram o campo pelas cidades. Um grande contingente de homens, mulheres e crianças chegaram sem perspectivas às cidades, buscando sobreviver àquele estado de caos social. As cidades não estavam preparadas, principalmente Itabuna, Ilhéus e Porto Seguro: saúde, educação, segurança, mobilidade e urbanização foram afetados.

Não existia capacidade de atendimento do fluxo, nem capacidade financeira para prover ações de acolhimento para essas pessoas. Esse contingente humano ficou à margem e teve que se estabelecer nas periferias das cidades. Entramos no ano 2000 com a energia da luta, buscamos diversificar a produção agrícola, implantar serviços de educação, melhorar a prestação dos serviços de saúde, começamos a investir em indústrias de pequeno porte e outras iniciativas.

Nos últimos anos, uma articulação dos governos estadual e federal trouxe a esperança de entrarmos num novo ciclo econômico. A construção da barragem do Rio Colônia, um novo hospital regional, prestes a ser inaugurado, a Ferrovia Oeste-Leste, que está parada com quase 70% concluída, o Porto Sul – ainda travado por questões burocráticas, um novo aeroporto, que está para ter obras iniciadas, uma universidade federal já em funcionamento e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, cuja ordem de serviço será assinada na próxima segunda-feira pelo governador Rui Costa, um sonho que a região espera há quase 50 anos. O governo Rui vem se esforçando e realizando as obras que estavam na expectativa da região.

Como tudo na vida, a crise, apesar de negativa, também deixou legados importantes: uma região mais forte para enfrentar as turbulências, a estadualização da UESC – sem a crise econômica o estado não absorveria a instituição no seu orçamento, e o acesso à terra, algo antes difícil e que trouxe à tona o movimento da agricultura familiar nessa região. A produção de chocolate surge como um novo pensar, fruto da chegada de novos agricultores para a cadeia do cacau, o incremento de novos modos de produção e beneficiamento do cacau, e o uso de tecnologias através do melhoramento genético fazem parte dessa mudança.

Precisamos estruturar novas lutas: ampliar e melhorar a nossa representação política em nível estadual e federal, fortalecer a Ceplac, fazer o governo do estado dotar a Biofábrica de condições financeiras para a manutenção do seu quadro técnico e do cumprimento do seu papel de fortalecimento da agropecuária do Sul e Extremo Sul da Bahia. Um novo ciclo está por vir, dele, depende a nossa energia e luta. Nossa região irá se superar e os seus filhos vencerão o dilema identificado pelo saudoso professor Selem Rachid: “a pobre região rica”. Avante!

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

UESC IMPÕE ‘LEI DO SILÊNCIO’ NAS FORMATURAS

Fomatura na Uesc é o anticlímax após imposição de regras

Fomatura na Uesc é o anticlímax após imposição de regras

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) impôs o anticlímax em solenidades de formaturas no campus Soane Nazaré. Formandos e convidados estão proibidos de utilizar qualquer instrumento que produza som – vai do apito ao megafone, corneta e buzina.

A instituição também vetou confetes e faixas no auditório. Se utilizados, há pagação geral do mestre de cerimônia. É, por assim dizer, uma Lei do Silêncio em um evento formal, porém festivo.

Há quem acredite que o tédio tenha invadido mentes da Torre Platinada, prédio que abriga a reitoria da universidade. Faz sentido. Aliás, o que não faz sentido é boa parte do conjunto de proibições…

 

CURSO DE MEDICINA DA UESC É UM DOS 20 MELHORES DO BRASIL, APONTA MEC

Curso de Medicina da Uesc entre os melhores

Curso de Medicina da Uesc entre os melhores

O curso de Medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) obteve nota 3,5922 pontos e conceito 4, numa escala de zero a 5 pontos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2016. A instituição ficou na 13ª colocação no “Conceito Enade” divulgado na sexta-feira (1ª) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC).

O curso de Medicina da Uesc foi segundo mais bem avaliado no Nordeste, atrás apenas da Universidade Estadual do Ceará (Uece), que ficou com conceito 5 no Enade e nota 3,9851 pontos. Na Bahia,  a Uesc teve o melhor resultado entre instituições públicas e privadas,  conforme apurou o PIMENTA.

Outra instituição pública que também apresentou bom resultado no curso de Medicina foi a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), campus de Vitória da Conquista, com conceito 4 (nota 3,5273 pontos). Entre os 20 melhores cursos aparece ainda a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), de Salvador, com Conceito Enade 4 (3,497 0 pontos).

O curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia não ficou entre os 20 melhores do País, mas foi bem avaliado, com nota 2,9986 e conceito 4. Como se percebe, a diferença na classificação deve-se aos décimos. As notas são arredondadas pelo MEC.

No topo da lista no país ficou o curso de Medicina da Universidade Federal de Viçosa (UFV), de Viçosa, em  Minas Gerais, com Conceito Enade 5 (4,8308 pontos). O Enade avalia o conhecimento, competência e habilidades dos estudantes. A nota varia de zero a 5 pontos.

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO

O Enem é composto de 40 questões, divididas em duas partes: Formação Geral (FG) e Componente Específico (CE). A primeira tem dez questões, sendo oito de múltipla escolha e duas discursivas, que contempla temas como sociodiversidade, biodiversidade, globalização, cidadania e problemas contemporâneos.

Essas perguntas equivalem a 25% da nota da prova. A segunda visa aferir as competências, habilidades e o domínio de conhecimentos necessários para o exercício da profissão e é composta por 30 questões, sendo 27 questões de múltipla escolha e três discursivas, o que equivale a 75% da nota da prova.

 

UESC ANUNCIA POSSIBILIDADE DE FABRICAÇÃO DE PNEU A PARTIR DA FIBRA DE COCO

Fornari anuncia possibilidade de fabricação de pneu verde || Foto Jonildo Glória

Fornari anuncia possibilidade de fabricação de pneu verde || Foto Jonildo Glória

Jonildo Glória

Tecnologia desenvolvida na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no Laboratório de Polímeros e Sistemas (LAPOS), revelou uma excelente utilização da casca do coco-da-bahia. A pesquisa direciona para o uso de fibras vegetais de coco na formação de materiais compósitos, o que equivale dizer que é possível fazer pneu rodoviário composto com material natural e biodegradável, com propriedades maiores que 500% comparando-se com os materiais atuais.

Esse caminho inovador está sendo percorrido pelo professor Celso Carlino Maria Fornari Junior, do Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas (DCET), da Universidade. Iniciadas em 2010, as pesquisas vinham sendo desenvolvidas em sigilo e demonstram que a cadeia polimérica da celulose da fibra do coco pode formar, quimicamente, ligação estável com as macromoléculas de borracha. Desta forma, a fibra de coco, tratada e acondicionada, pode substituir produtos de altíssimo valor agregado na construção de materiais tecnológicos.

“A fibra da casca do coco pode substituir o negro de fumo (carbono em dispersão muito fina, obtido por combustão incompleta de gás natural “do petróleo”, e muito empregado na indústria, principalmente da borracha, como carga reforçadora e como pigmento preto), o qual é amplamente aplicado nos mais diferentes produtos entre eles pneus de automóvel, caminhão e aviões”, disse o professor.

Celso Carlino diz que o negro de fumo na engenharia de materiais tem importância tão significativa que o seu valor é cotado em dólar, atingindo entre US$ 1,05 a US$ 1,50 por quilo do produto. “Isso significa dizer, em outras palavras, que a fibra de coco pode atingir valores em reais em torno de aproximadamente R$ 4 mil a tonelada,” assinala o professor Fornari.

Campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto José Nazal

Campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto José Nazal

A utilização dessa tecnologia permite a confecção de inúmeros artefatos, incluindo pneumáticos, produzindo um material ecologicamente correto e com melhores propriedades mecânicas. Esse caminho inovador, que está sendo percorrido pelo professor Fornari e seus alunos, mostra que a fibra de coco supera o negro de fumo com vantagens significativas.

“A fibra vegetal é biodegradável, tem produção ecologicamente correta, contribui para o sequestro de gás carbônico, gera aumento de renda para o setor agrícola e aumenta a resistência mecânica do pneu em mais de 500%.”

Para o pesquisador, o projeto vai ao encontro das normas brasileiras de proteção e cuidados ambientais. “O projeto oferece uma nova alternativa tecnológica para o uso sustentável das fibras vegetais. Isso possibilita alguns benefícios da qual a lei brasileira proclama, e que são: pneu verde, ecologicamente sustentável; eliminação de substâncias cancerígenas; oportunidade de emprego e renda regional; valorização e agregação de valor às fibras vegetais”.

PROJETO

Fases de transformação da casca do coco em pneu verde.

Fases de transformação da casca do coco em pneu verde.

“A utilização da fibra de coco demonstrada no projeto, dando ao fato de poder substituir com larga margem de vantagem os materiais como negro de fumo, vai trazer uma substancial valorização para esse material fibroso. Isso repercutirá diretamente na produção agrícola o que irá fomentar os trabalhos no campo. Além disso, a população circunvizinha se beneficiará dos altos valores que a fibra vegetal passa a ter e se abrirão muitas oportunidades na manufatura destas fibras”, assinala Fornari.

Ele acrescenta que “a utilização do petróleo para a movimentação e conforto é uma fórmula irreal e errada. Basta calcular os passos que o petróleo percorre até alcançar o consumidor. Primeiramente, ele é extraído do subsolo, trazido a superfície e por último descartado na atmosfera. O ciclo é imperfeito e falho, pois não há nenhum retorno a fonte de origem. Isso caracteriza um projeto que possui tempo para terminar e não pode se autossustentar”. :: LEIA MAIS »

UESC DEBATE CAPOEIRA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO VULNERÁVEL

Mestre Roxinho participa de roda de conversa na Uesc || Foto Divulgação

Mestre Roxinho participa de roda de conversa na Uesc || Foto Divulgação

“Capoeira Angola para o desenvolvimento comunitário e social para criança e adolescente em vulnerabilidade” é o tema da roda de conversa que será promovida pelo núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais (Kawé), da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). O evento ocorrerá nesta quarta-feira (2), com Edielson Miranda, o “Mestre Roxinho”.

A Roda de conversa será realizada na Sala de Multimeios (2203) do curso de Comunicação, no Pavilhão Adonias Filho, da UESC. Edielson Miranda “Mestre Roxinho” é capoeirista há 38 anos, formado em Desenvolvimento Comunitário (Community Work Development), Tafe Sydney Austrália. Atualmente, está cursando bacharelado em Desenvolvimento Humano e Comunitário (Community Service and Human Welfare), pela Charles Sturt University, em Wagga Wagga, Austrália.

Há 20 anos, o Mestre Roxinho está trabalhando com Capoeira Angola como instrumento social e educativo, no Brasil e no exterior. Ele é o fundador do projeto Bantu, em Salvador.






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