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:: ‘Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsba)’

REUNIÃO DEFINE MUNICÍPIOS QUE TERÃO COLÉGIOS UNIVERSITÁRIOS DA UFSBA

A reunião de trabalho da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsba) terminou há pouco. O encontro definiu os municípios da área de abrangência do campus itabunense da Ufsba que serão contemplados com Colégios Universitários (CUNIs).

Os colégios serão instalados em municípios-polo que agrupem mais de 20 mil habitantes e serão portas de entrada na Ufsba. O modelo é elogiado por assegurar a incluisão de alunos dos municípios regionais na universidade federal, conforme o presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), Lenildo Santana. A entidade e a prefeitura de Itabuna foram as organizadoras da reunião de hoje.

MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS

Na área do campus da Ufsba em Itabuna, os municípios contemplados serão Itabuna, Ilhéus, Ibicaraí, Canavieiras, Una, Itacaré, Ubaitaba, Itajuípe, Coaraci, Ibicaraí, Buerarema e Camacan. Cada colégio oferecerá 200 vagas para alunos.

A reunião de hoje, em Itabuna, foi considerada proveitosa pelo dirigente da comissão de implantação da Ufsba, Naomar Oliveira, ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Sul-baiano de nascimento, ele deverá ser recomendado como reitor pro tempore da Ufsba.

A reunião serviu, também, para tratar de questões como localização do campus itabunense. A comissão criada pelo município ainda encontra dificuldades para definir o terreno ideal para construir a Ufsba, como deixou claro em artigo especial no PIMENTA o vice-prefeito Wenceslau Júnior (confira aqui). Tanto o vice-prefeito como o prefeito Claudevane Leite participaram da reunião desta manhã em Itabuna.

A reunião desta segunda foi promovida pela comissão, prefeitura de Itabuna e Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc).

UFSBA MUDARÁ O PARADIGMA DE NOSSA REGIÃO

WENCESLAU1Wenceslau Júnior | wenceslauvereador@gmail.com

A Comissão está trabalhando incessantemente para encontrar a solução mais adequada para garantir a imediata instalação da universidade na cidade.

Na condição de membro da Comissão criada pelo prefeito para acompanhar o processo de implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsba), vale a pena esclarecer:

A) Que o município não dispõe de área própria que atenda às exigências elencadas pela Comissão de Implantação;

B) Que a área oferecida pela gestão anterior é particular, não existindo qualquer contrato que assegure ao município alguma garantia;

C) Que em conjunto com a comissão de implantação da UFSBA, estamos avaliando tecnicamente a melhor opção de área para em seguida efetuarmos a compra ou desapropriação;

D) essas medidas estão sendo mantidas em sigilo para evitar especulação imobiliária no entorno da área escolhida.

Na verdade, o que mais tem nos angustiado é a definição de um espaço adequado para abrigar imediatamente o funcionamento do Colégio Universitário de Itabuna e a Instalação do Instituto e da sede da Reitoria, pois esses espaços é que são fundamentais, juntamente com a celeridade na aprovação do Projeto de Lei que Cria a UFSBA assegurando o seu pleno funcionamento já em 2014.

Quanto às decisões de prédios para instalação do Colégio Universitário, do Instituto e da Sede da Reitoria, bem como em relação à definição da área para construção do Campus, a comissão de implantação, juntamente com o prefeito da nossa cidade, definiram o mês de março como prazo razoável para tal definição.

A Comissão está trabalhando incessantemente para encontrar a solução mais adequada para garantir a imediata instalação da universidade na cidade. Não poderia ser diferente tal empenho, até porque, eu e o prefeito Vane, na condição de vereadores, juntamente com nossos pares e outros atores, participamos intensamente da luta em defesa da Universidade Federal do Sul da Bahia.

Entendo que a decisão de instalar a Universidade aqui é a maior conquista do centenário de Itabuna, pois esse equipamento, juntamente com a Uesc, Ifba, Ceplac e outros órgãos aqui instalados, possibilitará a formação da massa crítica necessária para formular políticas de desenvolvimento econômico com inclusão social, respeito ao meio ambiente, focado no desenvolvimento tecnológico e na inovação necessários à consolidação de uma mudança de paradigma que supere de uma vez o modelo econômico de exportação de commodities, aproveitando a instalação dos equipamentos de infraestrutura e logística em curso na região dando um salto na diversificação econômica com foco em tecnologia.

Daí a determinação do prefeito Vane para que a equipe não poupe esforços e no prazo combinado com a comissão, nosso município possa cumprir com a parte que lhe cabe.

Wenceslau Júnior é vice-prefeito de Itabuna, advogado e professor da Uesb.

PREFEITOS DISCUTEM UFSBA EM ITABUNA

Prefeitos do sul da Bahia se reúnem amanhã, 18, às 9h, no plenário da Câmara de Vereadores de Itabuna, para discutir o processo de implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsba) e definir localização dos Colégios Universitários (CUs). No total, serão trinta colégios espalhados em municípios nas áreas de abrangência da Ufsba.

A reitora Dora Leal, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), também participará da reunião. O prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste Baiano (Amurc), diz que o encontro marca o envolvimento dos municípios na construção do projeto transformar para a educação regional.

A ideia é acelerar o processo de instalação da Ufsba para que as aulas comecem em 2014. O processo mais adiantado dos três campi da universidade é o de Teixeira de Freitas. Itabuna ainda “patina” neste item. A comissão municipal criada pelo prefeito Claudevane Leite para cuidar do assunto levou propostas de áreas para instalar o campus, porém sem precisar tamanho de área, por exemplo. O andamento do processo aponta para reitoria em Itabuna e campus da Ufsba na área da Ceplac.

UMA NOVA EDUCAÇÃO PARA UMA NOVA UNIVERSIDADE

Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

De fato Serres tinha razão. A cada dia podemos notar o quanto a necessidade de formação – em seus mais diversos níveis – passa a ser uma demanda cada vez mais urgente.

O filósofo francês Michel Serres foi entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 1999. Naquela ocasião, enquanto discutia encaminhamentos para o desenvolvimento contemporâneo, ele foi questionado a respeito da educação e seus processos de formação. Serres afirmou o seguinte:

“Acho que, quando digo que o próximo século será o século da formação, não o digo como uma ideia filosófica ou uma utopia. (…) Baseado em experiências, digo que, amanhã, a demanda por formação será cada vez maior. Porém, nossas técnicas de formação e ensino são limitadas por questões de orçamento, de finanças, etc. Estamos, portanto, num momento muito preciso. (…) Esse ponto sem volta é chamado de crise. Portanto estamos aqui numa encruzilhada. Ou mudamos a maneira de educar ou será uma catástrofe. É isso. E acontece que justamente as novas tecnologias oferecem uma maneira de educação diferente, portanto existe a crise e existe a solução para o problema da crise.”

Essa nova maneira de educar, convocada pelo filósofo, passa objetivamente por duas questões fundamentais: a interdisciplinaridade e as novas tecnologias. A primeira delas nada mais é do que o diálogo formativo. Não se pode admitir um profissional contemporâneo que seja altamente especializado em sua área e alheio a temas de áreas adjacentes.

O profissional moderno deve ampliar sua visão de mundo a fim de encontrar uma formação mais completa. É recorrente a queixa a respeito da existência de profissionais que, embora donos de conhecimentos avançados em sua área de atuação, não sabem trabalhar em equipe, não têm trato adequado com clientes ou não sabem o que se passa pelo mundo. A formação interdisciplinar age na minimização dessas deficiências formativas.

As novas tecnologias, por sua vez, abrem um horizonte promissor para a formação. Bibliotecas de todo o planeta disponíveis com facilidade, acesso a informação de modo instantâneo, possibilidade de diálogo com pesquisadores de centros avançados. Poderíamos listar aqui uma infinidade de caminhos a serem experimentados e seguidos.

De fato Serres tinha razão. A cada dia podemos notar o quanto a necessidade de formação – em seus mais diversos níveis – passa a ser uma demanda cada vez mais urgente. Amplie-se ainda mais tal característica em uma região como a sul-baiana, prestes a receber uma série de empreendimentos, como o Complexo Intermodal.

Em breve, o sul da Bahia abrigará a UFSBA, Universidade que está sendo gerada com uma concepção mais ampla. Jovens de toda a região poderão iniciar seus cursos superiores nas suas próprias cidades, fazendo uso das novas tecnologias, ampliando dessa forma o acesso a formação.

Além disso, os jovens graduandos não farão seleção para cursos desenhados nos moldes tradicionais. Serão quatro Bacharelados Interdisciplinares (BIs) em cada Campi da UFSBA: Artes, Humanidades, Ciência e Tecnologia e Saúde.

Após uma formação de base completamente interdisciplinar, dialógica, em consonância com o que há de mais moderno na educação superior mundial, o aluno sai graduado com um diploma de nível superior em uma dessas quatro áreas. Daí por diante, caso deseje, pode seguir seus estudos por mais um, dois ou três anos e obter sua formação nas áreas específicas tal como na universidade tradicional.

É um novo meio de pensar, de formar. É uma nova educação para uma nova universidade. E que irá colaborar com a formação de um novo Sul da Bahia e um novo Brasil.

CANDIDATO, LENILDO DEFENDE AMURC “SEM PARTIDARIZAÇÃO E PERSONALISMO”

lenildo-santana1A voz pausada e o perfil conciliador do prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana (PT), levaram à construção de candidatura única à presidência da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc). Mas foi a proposta de uma entidade “sem partidarização e personalismo” que fortaleceu a candidatura do petista.

A postura equilibrada e de consenso do prefeito é elogiada pelo governador Jaques Wagner. “Lenildo se revelou grande prefeito e a sua reeleição demonstra isso”, disse o governador, que escolheu Ibicaraí como primeiro município do sul da Bahia a ser visitado em 2013, quando entregou as obras de reforma da BR-415.

Lenildo assume mais um desafio. É o candidato de consenso à presidência da Amurc. O pleito ocorrerá no dia 31. Atualmente, o prefeito de Ibicaraí é tesoureiro da entidade.

O candidato à presidência da Amurc conversou com o PIMENTA na redação do blog e falou de projetos e como os municípios podem se beneficiar dos projetos estruturantes e da chegada da Universidade Federal do Sul da Bahia.

 

BLOG PIMENTA – Quais são os projetos e metas mais importantes da sua campanha?

Lenildo Santana – Temos que incorporar, de forma muito clara e segura, os projetos macros mais importantes para a nossa região: o Complexo Intermodal Porto Sul e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsba). Eles estão na linha de frente do debate.

BP – E nas questões “macro”, que dizem respeito à situação dos municípios?

LS – Temos que batalhar pela melhoria das receitas dos municípios. E aí a gente tem algo importante que é a redistribuição dos royalties, além da reposição do IPI [Imposto sobre Produto Industrializado] e das perdas do FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Outro ponto importante é a capacitação dos servidores e gestores municipais.

BP – Qual dimensão dessas perdas com redução de IPI e queda do FPM?

LS – A Amurc participou do debate na CNM [Confederação Nacional dos Municípios], em Brasília, em quatro encontros, e tratou destes assuntos e o consequente encaminhamento deles. As perdas com redução de IPI e queda do FPM em Itabuna, Ilhéus e região ultrapassam R$ 10 milhões.

BP – Como interferir para que os municípios tenham gestões com melhor qualidade?

LS – A qualificação dos servidores dos municípios associados está entre as nossas metas. Há um outro fator interessante que é o trabalho articulado de comunicação, divulgando as ações positivas dos municípios. Existe hoje uma marginalização do gestor. Virou prefeito, já é ladrão. Nem todo mundo possui esse perfil. E isso [a estigmatização] é ruim por que pode desestimular quem entra na política buscando fazer o correto.

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Nossa ideia é desenvolver diagnósticos, identificar as necessidades de cada município e montar os projetos.

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BP – Como a Amurc pode fazer o papel de articulação com os municípios?

LS - Nossa ideia é desenvolver diagnósticos, identificar as necessidades de cada município e montar projetos. O gestor fará o acompanhamento na Amurc. Vamos trabalhar para garantir captação de projetos de R$ 300 mil a R$ 500 mil, como exemplo, permitindo soluções para cada município. Não são 20, 30 projetos para cada cidade. Por isso, define-se as prioridades. Algumas cidades não puderam ter acesso a dinheiro dos governos federal e estadual nem puderam apresentar projetos. A ideia é trabalhar com projetos para atender a quem também está, por questões judiciais, de certidões, excluído deste momento. Para quê isso? Os prefeitos estão distantes da entidade por que eles param para pensar e questionam: o que é que eu ganho com a Amurc? Hoje a gente já tem uma realidade muito melhor. As reuniões acontecem. Prefeito vai lá. A gente trabalha, auxilia. A gente mostra que a entidade pode, tem potencial para auxiliar, intervir.

BP – O senhor pertence a uma corrente política. Como conciliar interesses numa entidade suprapartidária?

LS – Localmente, temos o exemplo de Floresta Azul. A prefeita Sandra Cardoso é do DEM e possuímos ótimo relacionamento Floresta Azul-Ibicaraí. Fazemos cooperação em saúde, infraestrutura, assistência social. Quando a demanda ocorre e a solução pode ser feita, de forma legal, pelo município vizinho, é feita. Isso independe da bandeira partidária. Eu tenho isso com Jackson [Bonfim], que é do PP. Nós queremos fortalecer esse trabalho articulado, levar essa proposta para a Amurc.  Ou seja, queremos administrar a Amurc sem partidarizá-la e sem personalismo. Isso fortalecerá a entidade.

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E A Ufsba vai proporcionar qualificação diferenciada que vai acabar alterando os ambientes onde esses alunos estão inseridos.

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BP – Como os pequenos municípios poderão se beneficiar do Complexo Intermodal e da Ufsba?

LS – No caso da Ufsba, tenho o exemplo de Santa Cruz da Vitória. Talvez não chegue a dez o número de pessoas do município formadas em uma universidade federal. Agora, isso muda com a seleção de estudantes por meio dos colégios universitários da Ufsba. É um modelo altamente inclusivo. E A Ufsba vai proporcionar qualificação diferenciada que vai acabar alterando os ambientes onde esses alunos estão inseridos.

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ESTAMOS REALMENTE PREPARADOS?

José Januário Félix Neto | netto_felix74@hotmail.com

A dicotomia partidária não pode ser transformada em dissonância administrativa de crescimento e planejamento para as soluções da desigualdade social que acomete o nosso município.

Itabuna é conhecida estadualmente pela sua capacidade em ser prestadora de bens e serviços, o seu comércio é forte, competitivo e inovador. Mas, ao longo dos anos a capacidade de investimento da prefeitura local para otimizar serviços essenciais e avançar  socialmente foi insuficiente devido a inércia municipal em promover políticas assistenciais para inclusão de jovens no mercado de trabalho.

A violência incessante, endêmica na região, educação básica com profissionais, educadores desestimulados, não há promoção de atividades sociais para inclusão de jovens que estejam em situação de risco, elevando mais ainda o índice de pessoas com idade entre dezoito e trinta anos sem formação escolar ou qualificação adequada para o novo mercado de trabalho e suas nuances, empurrando-os para atividades ilícitas.

Com o advento de três grandiosas obras em nossa região, sendo uma delas diretamente em nossa cidade, ficamos a mercê da sorte. A ferrovia Oeste-Leste (FIOL), com investimentos da ordem de R$ 7, 43 bilhões; o Porto Sul, que escoará grãos, minérios e combustíveis, interligando a região cacaueira ao oeste baiano – gerando recursos diretos e indiretos, e a implantação da Ufsba, que trará novos cursos de graduação superior, tecnologia e qualificação, será a mudança e exigibilidade de nova dinâmica em nossa cidade.

Não ficaremos restritos à mão de obra na construção civil ou a serviços de baixa complexidade. Seremos expostos nacionalmente, haverá uma forte mutação socioeconômica em Itabuna.

A fragilidade dos jovens em idade promissora para inclusão no mercado de trabalho demonstra a cumplicidade e negligência do poder público na degradação social. A falta de ação governamental em fomentar cursos destinados à profissionalização e qualificação do homem e retirá-lo do ostracismo irá retardar o crescimento da nossa cidade, trazendo sérios danos à sociedade grapiúna.

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