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:: ‘universidade federal do sul da Bahia’

MEC EMPOSSA JOANA REITORA DA UFSB; ÚNICA NEGRA NO COMANDO DE UMA FEDERAL NO PAÍS

Joana toma posse em Brasília como reitora da Ufsb|| Foto Mariana Leal

O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, empossou a professora Joana Angélica Guimarães no cargo de reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb). A Cerimônia foi na sede do MEC, em Brasília, nesta quarta-feira (20). Ela foi eleita com 64,82% dos votos, em consulta realizada em novembro de 2017.

Joana Angélica é a única mulher negra reitora em exercício em uma universidade federal brasileira neste momento, conforme informação da Assessoria de Políticas Públicas da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que engloba 63 Universidades. O quadro de dirigentes que fazem parte da Andifes é composto por 29% de reitoras, um total de 19 mulheres à frente de Universidades Federais .

A professora Célia Regina da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais do Campus Jorge Amado, destaca que, “de um universo de cerca de 60 mil professores universitários, nós, mulheres negras, somos apenas algo em torno de 260. Se a gente for contar na Ufsb, o número de pesquisadoras negras é muito inferior ao número de não negras”.

A militante do Movimento Negro Unificado e mestranda do PPGER (CJA) Maria Domingas Mateus de Jesus reforça esses dados ao mencionar que, “até 2015, apenas 1% das docentes de universidades brasileiras era negra e, como o espaço acadêmico é um espaço de poder, reproduz o que está na sociedade brasileira, o racismo, as desigualdades. Mesmo com essa perspectiva, a professora Joana consegue chegar nesse patamar que é a reitoria de uma universidade federal”.

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RESULTADO DE CONCURSO PARA PROFESSOR DA UFSB SERÁ DIVULGADO EM JANEIRO

Resultado do concurso de prova da Ufsb sai em janeiro

A Comissão de Seleção Docente da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) divulgou o cronograma para a próxima etapa do concurso que visa à contratação de 57 professores para diversas áreas do conhecimento. O resultado das provas de título e oral está previsto para o dia 5 do próximo mês. Os candidatos terão até o dia 8 para entrar com recurso.

De acordo com a Ufsb, o resultado preliminar dos recursos impetrados será publicado no dia 10. Os aprovados no concurso público vão trabalhar nos campi de Itabuna, Porto Seguro, Teixeira de Freitas. Das 57 vagas, 18 vagas são para professores com carga horária de 40 horas semanais e dedicação exclusiva.

As outras 39 são vagas para professores com carga horária semanal de 20 horas. As vagas estão destinadas a professores de áreas da Medicina, Direito, Engenharias, Artes e Ciências, dentre outras. O salário pode chegar a R$ 10 mil para dedicação exclusiva, no cargo de professor adjunto de classe A.

UFSB TORNA-SE A UNIVERSIDADE FEDERAL COM MAIOR PERCENTUAL DE COTAS DO PAÍS

Reunião do Conselho Universitário aprovou reserva de vagas para cotistas ||Foto Saulo Carneiro

Reunião do Conselho Universitário aprovou reserva de vagas para cotistas ||Foto Saulo Carneiro

Saulo Carneiro | Interdisciplinar de Humanidades da UFSB

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) aprovou, na manhã desta sexta-feira (1º), as regras que estabelecem a reserva de vagas nos cursos de segundo ciclo. Foi deliberado por 15 votos a 0, o percentual de 75% de reserva de vagas para estudantes de escolas públicas, pretos, pardos, indígenas, populações de comunidades tradicionais e pessoas transexuais.

Com a aprovação, a universidade consolida as propostas apontadas em seu plano orientador de promover a integração social e desenvolvimento nas regiões sul e extremo sul da Bahia. A UFSB passa a ser a universidade federal com maior percentual de cotas no país, além de inovar e incorporar diversos grupos étnicos e sociais em sua política de ações afirmativas.

Os cursos de segundo ciclo serão ofertados em três campi diferentes, Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. Serão oferecidos cursos como Medicina, Direito e Engenharias. A universidade, que tem em sua proposta um regime de ciclos, formará a primeira turma dos bacharelados interdisciplinares – que compreendem o primeiro ciclo – no final deste ano. Os estudantes ingressaram no ano de 2014 e até o final de 2017 migrarão para os cursos do segundo ciclo.

Para a estudante Jessica Taís Barreto Jorge, que comemorou a decisão da universidade, a “aprovação de 75% é de extrema importância, por garantir que os estudantes cotistas da UFSB migrem para o segundo ciclo, uma vez que os cotistas são a maioria dos estudantes da Universidade e da região”.

Apesar de serem a maioria na Universidade, sem as cotas poderia não refletir o percentual na migração para o segundo ciclo, principalmente nos cursos mais concorridos e elitizados como Medicina. Isso, porque, durante a formação do primeiro ciclo, exige-se uma série de bagagens que os cotistas em sua maioria não tiveram acesso na sua formação escolar. Na avaliação da comunidade acadêmica, isso refletiria em menores notas quando comparado aos demais.

Portanto, “o piso de 75% contribui com a igualdade social e, consequentemente, com o desenvolvimento social da região. O percentual garante o acesso dos estudantes de escola pública, baixa renda, negros, índios, pardos e de comunidades tradicionais da região tenham acesso à educação superior pública de qualidade”.

UFSB PREPARA NOVO CONCURSO PÚBLICO

Universidade prepara novo concurso (Foto Gabriel Oliveira).

Universidade prepara novo concurso (Foto Gabriel Oliveira).


A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) aumentará o quadro docente com a realização de novo concurso público. O edital do certame já está sendo preparado pela instituição, que possui campi em Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Itabuna, onde funciona a reitoria.

De acordo com informações obtidas pelo PIMENTA, o concurso deverá abrir 72 vagas e atenderá a demanda da UFSB com o início das atividades dos vários cursos de graduação. Até aqui, as primeiras turmas da instituição concluem os bacharelados e licenciaturas interdisciplinares – chamada de Área Básica de Ingresso (ABI).

Após este período dos bacharelados e licenciaturas interdisciplinares, o aluno decide o curso na área afim do bacharelado ou licenciatura para o qual foi aprovado. É a consolidação de um modelo também sonhado pelo reitor Naomar Almeida, ex-Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Edital deverá anunciado pelo reitor Naomar Almeida.

Edital deverá ser anunciado pelo reitor Naomar Almeida.

ACADÊMICOS: MASTURBADORES OU CRIADORES?

Felipe-de-PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

Nossas universidades estão repletas do que costumo chamar de praticantes de masturbação intelectual. A analogia com a prática do “auto-prazer” vem da ideia de que aquilo não gera nada além de satisfação para aquele que a pratica.

 

Li uma matéria jornalística a respeito de um projeto da Universidade do Minho, em Portugal, que desafiava seus doutorandos a apresentarem suas pesquisas num pub da cidade. Público externo ao ambiente acadêmico, exigindo uma linguagem mais objetiva, direta, que permita a comunicação com aquelas pessoas.

A proposta é, segundo os organizadores, promover um ambiente descontraído e informal, com uma linguagem e profundidade adequadas. É, na minha opinião, um pouco mais do que isso. A proposta de levar o que é feito na Academia para um ambiente externo significa refletir sobre o sentido do que se faz dentro das universidades. Qual o sentido de produzir se o que é feito se esgota nos limites do campus, preenche uma estante na biblioteca, garante uma nota ao formando ou uma progressão funcional ao docente?

Nossas universidades estão repletas do que costumo chamar de praticantes de masturbação intelectual. A analogia com a prática do “auto-prazer” vem da ideia de que aquilo não gera nada além de satisfação para aquele que a pratica. Acadêmicos das mais diversas áreas gastam infindáveis horas com discursos rebuscados, debates acalorados com os seus pares, textos de linguagem distante e destinados apenas a congressos e publicações altamente especializadas. Ruim? Não necessariamente. Útil para a sociedade? Também não necessariamente.

Complicado pensar numa instituição – e em seus profissionais – sustentada por uma população que nem ao menos tem a chance de conhecer o que se passa lá dentro. O acadêmico moderno deve ter a obrigação de apresentar a universidade “ao mundo de fora”. Ali não é (ou não deveria ser) um panteão para privilegiados. Ali está um recorte de mundo com extremo potencial para produzir conhecimento. E esse conhecimento deve ser útil para a sociedade, de domínio da sociedade, com caráter libertador a fim de desatar os nós da ignorância e da opressão que vem associada a esta.

Acadêmicos: ao mundo! Uma universidade que morre em si, ajuda a sociedade morrer junto com ela. Uma universidade que não está em seu devido lugar – em meio ao povo – não tem razão de existir.

Se o dito popular afirma que traduzir é trair, a Academia tem o dever de reverter esse pensamento. Traduzir o academicismo, no caso, é permitir. O desenvolvimento, a integração, os saberes. Construamos universidades com cada vez menos “masturbadores” e cada vez mais criadores. A sociedade agradece.

Felipe de Paula é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

OFICIALMENTE, AGORA É UFSB

Agora, universidade é, oficialmente, UFSB  (Foto Gabriel Oliveira).

Agora, universidade é, oficialmente, UFSB (Foto Gabriel Oliveira).

A Câmara dos Deputados pôs fim ao debate quanto à legalidade do uso da sigla UFSB para designar a Universidade Federal do Sul da Bahia. A instituição, ainda em 2013, fez enquete em seu site provisório para a escolha da sigla. Deu UFSB, por pequena margem e baixa votação.

A universidade foi originalmente batizada Ufesba. O reitor Naomar Almeida foi sempre contrário a ela. O professor expôs motivos para tal em artigo aqui no Pimenta (relembre).

Hoje, a Comissão de Educação da Câmara aprovou projeto de lei da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) que altera a sigla, agora oficialmente, para UFSB.

A discussão foi necessária, pois nem mesmo o sistema do Governo Federal reconhecia a sigla UFSB, adotada tempos depois da criação da universidade federal. Os campi da universidade funcionam em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

RESPOSTAS QUE O TEMPO PROJETA NO CAMINHO QUE SE FAZ CAMINHANDO

isabel lima ufsbIsabel Maria Sampaio Oliveira Lima | isabelmsol@gmail.com

A nova universidade vai desenvolvendo relações não artificiais, não burocráticas, que se distanciam da força da autoridade do argumento, mas se enraízam na força criativa do processo coletivo de educação interdimensional.

Diante da rede que vai se armando com os textos dos docentes da UFSB, há um outro texto se construindo, igualmente rico, na práxis. Cada fio que se puxa revela que a UFSB não quer produzir uma cisão entre os vínculos cognitivos e aqueles que se constroem na sociabilidade e na dinâmica da subjetividade.

O componente curricular Fórum Interdisciplinar: Experiências do Sensível constitui, entre outros, a oportunidade de acolher linguagens novas ou até mesmo a de permitir nomear a si mesmo e às conexões intertemporais da linha do tempo de cada educando.

Mas o imprinting de integração com o professor e a delicadeza e a força desta relação só se darão em escala, quando for o próprio modus vivendi e operandi de cada ator e da própria instituição.

O exercício individual e coletivo de reconhecer a voz do educando, seja mediado pelas Tecnologias de Informação e Comunicação, seja nos esportes, na pesquisa, nas artes, no processo político participativo, vai consolidando a forma da UFSB incluí-la em todas as etapas do seu texto de instituição-com, e não apenas instituição-para.

Ao fazer assim, a nova universidade vai desenvolvendo relações não artificiais, não burocráticas, que se distanciam da força da autoridade do argumento, mas se enraízam na força criativa do processo coletivo de educação interdimensional.

Quem disse que é fácil? Quem disse que não é possível?

Isabel Maria Sampaio Oliveira Lima é professora visitante da UFSB, juíza, enfermeira e doutora em Saúde Coletiva.

HISTÓRIAS DO SENSÍVEL

denise coutinho - ufsbDenise Coutinho | denisecoutinho1@gmail.com

para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo […] / E se encorpando em tela, entre todos, / se erguendo tenda, onde entrem todos, /se entretendendo para todos, no toldo / (a manhã) que plana livre de armação. / A manhã, toldo de um tecido tão aéreo / que, tecido, se eleva por si: luz balão (João Cabral de Melo Neto).

A Universidade Federal do Sul da Bahia já começa com histórias para contar. Uma das inovações pedagógicas que vem sendo experimentada desde o primeiro dia de aulas é o componente curricular (semelhante ao que antes se chamava disciplina ou matéria) denominado “Fórum Interdisciplinar: Experiências do Sensível”.

Não há, entre nós, registro de qualquer universidade brasileira que tenha  ousado tanto em termos de inclusão curricular. A proposta é compatível com os projetos mais arrojados de educação no mundo. Trata-se de incluir na pauta da formação universitária, de modo concreto e visível, elementos de sensibilidade, convivialidade e afetividade, tendo como foco a produção de subjetividade por parte do estudante e, inevitavelmente, também do professor.

Apreender a ser, aprender a fazer, aprender a conhecer e aprender a conviver são os quatro pilares da educação do futuro proferidos no documento “Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI”. Dentre as tensões a serem superadas no mundo da educação, o documento da UNESCO diagnostica a tensão entre o global e o local: “o esquecimento do caráter único de cada pessoa, de sua vocação para decidir seu destino e realizar todas as suas potencialidades, conservando a riqueza de suas tradições e de sua própria cultura, se não forem tomadas as devidas providências, corre o risco de desaparecer sob a influência das mudanças em curso” (UNESCO, 2010).

Conclui o documento:

Somos levados, portanto, a revalorizar as dimensões ética e cultural da educação e, nesse sentido, a fornecer os recursos para que cada um venha a compreender o outro em sua especificidade, além de compreender o mundo em sua busca caótica de certa unidade; mas, previamente, convém começar pela compreensão de si mesmo em uma espécie de viagem interior, permeada pela aquisição de conhecimentos, pela meditação e pelo exercício da autocrítica (UNESCO, 2010).

Os primeiros relatos dos docentes da UFSB são eloquentes no que diz respeito ao alcance da proposta  e demonstram que esta inovação pedagógica veio para ficar e, com o tempo, será certamente multiplicada no sistema universitário brasileiro.

Vejamos o que relatam as Professoras Lívia Santos Lima Lemos, Doutora em Genética e Biologia Molecular pela UESC e Márcia Nunes Bandeira Roner, Doutora em Ciência Animal, ambas docentes do Campus Paulo Freire em Teixeira de Freitas: “Caros colegas, venho, em meu nome e de Márcia, expor o quanto foi prazeroso a primeira aula de ‘Cores da terra’ do CC: Fórum Interdisciplinar. Os textos produzidos pelos alunos foram emocionantes. Experiências de vida relatadas a partir daquela pequena amostra de terra, que nos deixaram muito entusiasmadas e satisfeitas.

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CONSTRUÇÃO DA CIDADE UNIVERSITÁRIA INTEGRADA A UM COMPLEXO CICLOVIÁRIO

PROF ELTON OLIVEIRAElton Oliveira | srelton@hotmail.com

Uma solução sustentável para a melhoria da mobilidade urbana seria a construção de um Complexo de Ciclovias, cortando a área urbana do município de norte a sul e de leste a oeste, conectando estes a uma via central integrado ao campus da UFSB.

A chegada da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vai exigir do poder público obras estruturantes, como a construção de uma Cidade Universitária, que poderá se beneficiar de um Complexo de Ciclovias ligando as diversas áreas do município à Sede Administrativa, onde funcionará a Reitoria da instituição. Apesar de hoje a Reitoria funcionar em Ferradas, defendo que esses equipamentos sejam instalados na região do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (Hblem), mais especificamente na área destinada ao Parque Ecológico do Povo.

Ressalto ainda, que a defesa de tal localização se baseia no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Itabuna (PDDU), que prevê a expansão urbana do município de Itabuna naquela direção. O objetivo do plano é orientar a política de desenvolvimento urbano, tendo o foco na proteção ambiental, no desenvolvimento econômico sustentável e no desenvolvimento social e institucional. A escolha é técnica e não aleatória.

Em minha opinião, a UFSB deverá primar em atender ao “Território Litoral Sul”, que é composto por 26 municípios que se encontram no entorno do município de Itabuna. Assim, a sua localização estratégica, na BR-101 e próximo à BR-415, além de situada no Semi-Anel Rodoviário, possibilitará que os estudantes oriundos de todos os municípios cheguem rápido até a instituição, sem ter que enfrentar o trânsito caótico do centro da cidade de Itabuna.

Acredito que, após a instalação da UFSB em Itabuna, a cidade receberá um grande contingente de jovens oriundos de várias Regiões e Estados do Brasil, quiçá de outros Países da América Latina. Diante desta nova realidade, uma solução sustentável para a melhoria da mobilidade urbana seria a construção de um Complexo de Ciclovias, cortando a área urbana do município de norte a sul e de leste a oeste, conectando estes a uma via central integrado ao campus, com o objetivo de garantir a segurança e o conforto tanto no deslocamento para o trabalho, estudo e lazer nos finais de semana, para toda a população grapiúna.

Na minha ótica, essa localização possibilitará ao município de Itabuna a oportunidade de planejar a sua ocupação urbana. Por exemplo, no entorno do campus da UFSB poderá ser construído um novo bairro residencial e comercial, completamente planejado, que se chamaria Cidade Universitária.

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CELULAR NA SALA DE AULA?

Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

“Mais importante do que aquilo que você sabe é aquilo que você é capaz de fazer com o que você sabe. Uma escola livresca, de ensino uniformizador, não tem mais a capacidade de oferecer atrativos para as novas gerações”.

O mundo contemporâneo oferece uma multiplicidade de alternativas tecnológicas. Vivemos na sociedade da informação. Podemos buscar qualquer informação que desejemos, basta que nos apropriemos dos mecanismos e técnicas adequadas. Na educação formal não é diferente. Trabalhamos na lógica do conhecimento compartilhado, da produção coletiva, do exercício da criação, na lógica das redes. O aluno de hoje não precisa – e não deve – aceitar passivamente o que lhe é oferecido em sala de aula. Ele busca outras fontes, ele se capacita além da sala de aula.

Recentemente, em salas de aula de uma universidade federal, encontrei cartazes colados nos quadros com as seguintes palavras: PARA UM MELHOR APROVEITAMENTO DA AULA, POR FAVOR, MANTENHA O CELULAR DESLIGADO. TODOS/AS AGRADECEM!

Aquilo me incomodou. A atitude institucional vai contra o que se espera de uma universidade adequada aos tempos hodiernos. A imagem de um docente centralizador, “dono” do conhecimento diante de mentes menos capacitadas, tem perdido poder. O estudante atual tem ao seu dispor uma série de fontes de informação. A universidade é só mais uma destas. Tentar controlar o uso de tecnologias em sala sugere que o docente é o único meio que o aluno pode encontrar para obter conhecimento naquele espaço.

A Universidade Federal do Sul da Bahia, que receberá seus primeiros alunos no segundo semestre de 2014, vem sendo planejada levando em plena consideração a presença das tecnologias em sala de aula. Desmistifica-se o professor “estrela” e se constrói um sistema de ensino e de aprendizagem coletiva, colaborativa. E, por consequência, mais eficiente diante das demandas formativas atuais.

O referencial dessa reflexão tomado pelas matrizes teóricas da UFSB está em Pierre Lévy. Para ele, nessa realidade, surgem espaços abertos e não lineares, onde cada indivíduo preenche um papel específico, único. E, segundo Lévy, torna-se urgente uma profunda reforma no sistema educacional no que diz respeito a reconhecer as experiências adquiridas por cada personagem do jogo educativo. Para ele, escolas e universidades deixam de ter exclusividade na criação e transmissão do conhecimento. A ideia agora é orientar os caminhos individuais, reconhecendo os saberes de cada pessoa, os diferentes olhares.

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UFSBA OU UFESBA?

Na discussão – secundária, claro – sobre qual será a sigla da Universidade Federal do Sul da Bahia, há quem prefira ir de encontro ao projeto de lei, agora em análise no Senado.

No projeto, está Ufesba. Ex-reitor da Ufba e hoje coordenador de implantação da universidade sul-baiana, Naomar Almeida defende que seja Ufsba.

Professor ilheense que perde o amigo, mas não a piada, diz que tanto faz ser Ufsba ou Ufesba.

– Pelo menos, não será Ufoba… – graceja.

Em tempo: Ufoba não é nada do que o leitor pode estar pensando. É só a sigla escolhida para a Universidade Federal do Oeste Baiano, também ainda dependente de análise no Congresso Nacional.

AS IMAGENS DA SEMANA

O “CARA-DE-PAU”: Estelionatário aplica golpe em idosa de 87 anos.


A APOSTA NO FUTURO:
Finalmente o sul da Bahia terá universidade federal

LUZIMARES, JANEIRO DE 2002








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