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:: ‘universidade’

VOCÊ TERIA UM MINUTINHO PARA A PALAVRA DA CIÊNCIA?

Felipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

Imagine um professor na praça explicando algum tema polêmico contemporâneo! Aí, com ideias circulando, com a academia enxergando além de seus muros, quem sabe teríamos uma sociedade ainda melhor. Difícil? Sim, com toda certeza! Mas será que cada um de nós, doutos cidadãos, estamos fazendo todo o possível?

 

Ler o título acima parece estranho, não? Permita-me então contextualizar melhor a questão: dois acontecimentos que presenciei dentro do “mundo acadêmico” nos últimos dias me fizeram pensar um bocadinho sobre exatamente esse tal “mundo acadêmico”.

No primeiro fato, um jovem estudante postou nas redes sociais seu lamento por ter sido abordado por uma senhora cristã que tentava propagar suas ideias e demonstrou incômodo por ele se declarar ateu. Quando apresentado o contraponto de que aquela senhora estava apenas levando adiante aquilo que ela acreditava ser interessante, ele rebateu: “ah, não saio por aí levando a palavra de Nietzsche”. Não leva? Uma questão: por que não?

Outro fato foi a leitura de outra postagem nas redes sociais onde professores e estudantes, em sua maioria, debochavam e se escandalizavam com a cantora Anitta ter sido convidada para palestrar num evento na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Soava absurdo a cantora notabilizada no funk, de origem periférica, falar numa das mais prestigiadas universidades do mundo. Uma questão:por que não?

A academia brasileira, permito-me generalizar com meus pouco mais de oito anos de experiência docente, parece sofrer de um mal que a faz sentir-se como um panteão para poucos. Alguns (poucos) privilegiados devem alcançar esse patamar após demonstrar suas competências em provações diversas. Uma ideia de que aquilo “não é pra qualquer um”. Uma ideia de que aquilo que não está no “mundo acadêmico” não é bom o suficiente.

Vivemos – faço aí um mea culpa pois, além de ocasionalmente escrever textos me valendo da boa audiência do PIMENTA para atingir uma grande fatia da sociedade, também estou entre os que assim agem – num espaço onde apenas os aplausos e os tapinhas nas costas dos iguais parecem ser interessantes. Por qual motivo as vozes periféricas não são plenamente ecoadas nas universidades? Por qual motivo o grafite nas paredes dos corredores acadêmicos é visto com estranheza? Por qual motivo iniciativas como o Pint of Science, que visa explicar pesquisas científicas em bares, são vistas com certo desdém por alguns? A resposta?

Arrisco-me a dizer que muitos acadêmicos – aí incluídos professores e estudantes – acreditam que são especiais demais e acabam por esquecer da sociedade que os abriga e, principalmente, financia.

Se a senhora propagando a fé cristã nas ruas enche sua paciência, será que ao invés de criticá-la não seria possível ver nela uma inspiração? Imagine as praças de Itabuna, de Ilhéus ou de qualquer outra cidade exibindo um filme e um pesquisador conduzindo um debate sobre ele! Imagine um professor na praça explicando algum tema polêmico contemporâneo! Aí, com ideias circulando, com a academia enxergando além de seus muros, quem sabe teríamos uma sociedade ainda melhor. Difícil? Sim, com toda certeza! Mas será que cada um de nós, doutos cidadãos, estamos fazendo todo o possível?

Felipe de Paula é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

PROUNI: INSCRIÇÕES A PARTIR DE AMANHÃ

Mariana Tokarnia | Agência Brasil

Começam amanhã (13) as inscrições para a primeira edição de 2014 do Programa Universidade para Todos (ProUni) pela internet. Segundo o Ministério da Educação, o sistema estará aberto desde o início da manhã, mas não definiu horário. O prazo vai até as 23h59 da sexta-feira (17). A primeira chamada dos estudantes pré-selecionados será divulgada no dia 20 de janeiro no site do programa, que vai publicar a segunda chamada no dia 3 de fevereiro.

O ProUni é destinado a alunos que querem concorrer a bolsas de estudo, integrais ou parciais, em instituições particulares de educação superior. As bolsas integrais são para os estudantes com renda bruta familiar, por pessoa, até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas aos candidatos com renda bruta familiar até três salários mínimos por pessoa. O bolsista parcial poderá utilizar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para custear o restante da mensalidade.

Pode participar da seleção o estudante que tenha feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter tirado 0 na redação e precisa ter cursado o ensino médio na rede pública ou com bolsa integral na rede privada.

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CAMPI DA UFSB SERÃO INAUGURADOS SEXTA

Reitoria da Ufsb foi instalada em Itabuna em setembro deste ano (foto Pimenta)

Reitoria da Ufsb foi instalada em Itabuna em setembro deste ano (foto Pimenta)

Os campi da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) no extremo-sul do estado serão inaugurados na próxima sexta-feira (29). Em Teixeira de Freitas, a cerimônia de instalação do campus Paulo Freire será a partir das 10h da manhã. O centro de estudos oferecerá cursos na área de saúde, entre eles medicina, farmácia e enfermagem.

Já em Porto Seguro, às 16h, será realizada a cerimônia de instalação do campus Costa do Descobrimento, no Centro de Convenções da cidade.

O ex-reitor da Universidade Federal da Bahia e reitor pro tempore da UFSB, Naomar Almeida Filho, assim como o governador Jaques Wagner e o prefeito de Teixeira de Freitas, João Bosco Bittencourt, confirmaram presença no evento. Além das duas cidades, Itabuna terá campus da UFSB. Com informações do Correio.

UNIVERSO PARALELO

GONÇALVES DIAS E SEUS ÍNDIOS HEROICOS

1ÍndiosOusarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Adianto à gentil leitora e ao atento leitor que venho de tempos em que falar bem de índio não me fazia candidato a Judas de Sábado de Aleluia. Por isso decorei vastos trechos de I-Juca Pirama, o longo poema de Gonçalves Dias (1823-1864), com aqueles indígenas heroicos, grandiosos, valentes, que tanto me emocionaram – e, acabo de ver, ainda me emocionam. Pois é que voltei àquela fonte da infância, de onde tirei estas expressões: “caiu prisioneiro nas mãos dos Timbiras”; “as almas dos vencidos Tapuias, ainda choram”; “vaguei pelas terras dos vis Aimorés”; “quero provar-te que um filho dos Tupis vive com honra” – creio ser suficiente.

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 Academia de vestido longo e salto alto

A universidade brasileira, ainda elitista, arrogante, de vestido longo e salto alto (ou de fraque e bengala), costuma valer-se de linguagem própria, altissonante e, muitas vezes, vazia e ociosa. É o jargão que a identifica e isola, pois, deliberadamente, não atinge os mortais comuns. É bem o caso desse “índios Tupinambá” que a academia emana em flagrante agressão à lógica da linguagem. Gonçalves Dias há de ser copidescado: “nas mãos dos Timbira”, “vencidos Tapuia”, “terras dos vis Aimoré”, “filho dos Tupi” – e por aí vai esse festival de esnobismo. E a mídia, com seu pendor para a repetição, copia e engole tais sandices sem mastigar.

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3BueraremaForma clássica, sem rasuras ou emendas

“Meninos, eu vi!”: agora mesmo, à luz do fogaréu em que Buerarema ardeu, grupos de estudiosos da questão indígena em Porto Seguro se pronunciaram, denunciando a reincidência de ações violentas na região. É ótimo que se manifestem, mas dispensável é esse festival de “apoio aos Tupinambá” e “conflitos entre índios Tupinambá e fazendeiros”. Penso que com “índios Tupinambá” se queira dizer “índios (da etnia) Tupinambá, obviamente uma complicação (elipse?) desnecessária. É como escolher a linha curva para ir de um ponto a outro. “Índios Tupinambás” é a forma clássica, nos bons autores, que dispensa qualquer tipo de rasura ou emenda.

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UM OFFICE BOY COM O DOM DA UBIQUIDADE

Leio (ah, a universalidade da internet!) que o office boy Eduardo Carlos de Santana Jr., na flor dos seus 27 anos, foi condenado a sete anos e meio de cadeia por participar de assalto a uma loja de material de construção no bairro Vale dos Reis, em Cariacica/ES. Descubro mais: o Eduardo em apreço está foragido, daí a intimação de sentença, publicada no Diário da Justiça, afirmar que o condenado “encontra-se em lugar incerto e não sabido”, por isso sendo intimado por via do Edital. A expressão “lugar incerto e não sabido” é jargão dos cartórios (juridiquês) que atenta contra a saúde da língua portuguesa.
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5ForagidoDesatenção com a gramática e a lógica

A prática, não raras vezes, consegue mudar a teoria (aliás, nada digo de novo, pois é no dia a dia do escrever e, mais ainda, do falar, que a língua se forma e se transforma). Neste caso, o princípio teórico, a lei, fala em citar pessoa em lugar incerto, não sabido ou indeterminado – atendendo à verdade de que o réu não é onipresente, não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Operadores que não leram a regra com atenção vulgarizaram o “incerto e não sabido”, em detrimento da gramática e da lógica: incerto é “indeterminado”; não sabido, “ignorado”. Diga-se, então, “incerto ou não sabido”, sem traumas à norma.

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LETRA DE MÚSICA PARA TESE DE MESTRADO

Dizer que Querelas do Brasil, de Aldir Blanc, é trocadilho com Aquarela do Brasil, de Ari Barroso, é verdade, mas muito pouco. Trata-se de letra “grande” demais para ser analisada em coluna de amenidades, tema para ensaio, tese de mestrado, essas coisas da mais alta responsa: o termo, segundo o Priberam, tem significados principais de discussão, debate, contestação; em lugar da aquarela, a querela não é mais exaltação, é desconstrução do modelo ufanista, louvação de outros valores, para mim sendo o maior deles a língua brasileira inculta e bela. Aldir abusa da sonoridade, ressuscita palavras, colhe outras em matrizes índias e negras: “Jererê, sarará, cururu, olerê/ blablablá, bafafá, sururu, olará”.
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7Jobim-AçuDos sertões de Guimarães a Jobim-açu

É notável a “louvação” que o poeta faz de grandes nomes das artes brasileiras, muitas vezes fundindo palavras. Lá estão “sertões, Guimarães” (lembrança de Guimarães Rosa e seu ambiente romanesco), “Caandrades” (sobre os Andrade: Drummond, Mário e Oswald), “Marionaíma” (fusão de Mário de Andrade e Macunaíma), “Bachianas” (referência direta às Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos), “Tinhorão” (homenagem ao crítico musical José Ramos Tinhorão). Porém, o mais louvado de todos é Tom Jobim, com acréscimos que sugerem “grandeza”: “Jobim-açu” (açu é “grande”, em tupi), Jobim akarore (akarores são índios gigantes) e Ujobim (alguma coisa como Jobim pai).É o Brasil que o Brazil não conhece, de que fala o refrão.

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O Brasil que pode socorrer o Brasil

É curiosa a oposição Brasil/Brazil (com grafia e pronúncia distintas), como a confrontar “brasis” diversos: “o Brazil não conhece o Brasil/ o Brasil nunca foi ao Brazil”. Esta dicotomia vai confluir para uma espécie de sub-refrão em que desaparece o Brazil, e o Brasil ressurge a pedir socorro… ao Brasil. O autor parece querer dizer que as soluções dependem de nós mesmos. (Parte da “erudição” mostrada neste texto foi apreendida de um estudo publicado por Jussara DalleLucca, que explica o significado dos estranhos termos empregados por Aldir Blanc). E quase não tive espaço para dizer que Elis Regina, como sempre, está à altura desta forte mensagem política, de 1979, do autor de O bêbado e o equilibrista (1978).

 O.C.

UFESBA PODERÁ TER AULAS JÁ EM 2014

Cerimônia na qual foi assinado o termo de cessão do imóvel onde funcionará a reitoria da Ufesba (foto Pedro Augusto)

Cerimônia na qual foi assinado o termo de cessão do imóvel onde funcionará a reitoria da Ufesba (foto Pedro Augusto)

Com a assinatura do termo de cessão da área em Ferradas onde funcionará a reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia, em Itabuna, foi dado um passo importante para que as aulas da instituição de ensino superior sejam iniciadas já no próximo ano. A cerimônia aconteceu neste domingo (28).

Durante o ato, o prefeito Claudevane Leite, que assinou o termo juntamente com o reitor da universidade, Naomar Almeida Filho, disse que “a universidade é uma luta de muitos e uma conquista de todos”.  Com esta frase, o prefeito buscou minimizar a famosa disputa pela “paternidade” da Ufesba.

Naomar Almeida fez previsões otimistas para a instituição. “Esta universidade será responsável, com toda certeza, por uma grande transformação social, cultural e econômica”, afirmou o reitor.

Ainda segundo Naomar, a universidade terá uma rede presente em todos os municípios da região e não apenas campi em cidades estratégicas. Segundo ele, essa estrutura, com diversos colégios universitários, permitira uma “interiorização mais justa”.

UNIVERSO PARALELO

UM GRITO DE DOR NO ENGENHO DE SANTANA

1MejigãOusarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Mejigã e o contexto da escravidão (Editus/Uesc, organização de Ruy Póvoas) é um livro magnífico, desses que engrandecem a região, porque projetam e eternizam em letra impressa intelectuais que, em grande parte, estariam no anonimato, não fosse essa iniciativa. Os dez ensaístas reunidos na coletânea esbanjam erudição, sem perder o viés paradidático que nos facilita o entendimento. Mejigã… (nome africano de uma negra escravizada e trazida ao Engenho de Santana) é inquestionável contributo para percebermos o que foi a luta dos negros em Ilhéus e o que eles significam em nossa formação. Talvez fosse injusto fazer destaques, mas é justo salientar pelo menos dois nomes pouco reconhecidos fora dos muros da academia e que ganham visibilidade com o livro:

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Chicotadas como pagamento do trabalho

Marialda Jovita Silveira, que disserta com invulgar segurança sobre a oralidade como mecanismo de preservação dos valores do candomblé (Ritos da palavra, gestos da memória: a tradição oral numa casa ijexá), e Consuelo Oliveira, que explica, didaticamente, como numa sala de aula, as questões de saúde/doença/magia/terapêutica no candomblé, tendo como exemplo o terreiro onde Ruy Póvoas é babalorixá, em Itabuna (Ilê Axé Ijexá: lugar de terapia e resistência). Li Mejigã… como um livro político, uma história da resistência de um povo, seu sofrer e sua revolta – o registro a ferro e sangue de uma Ilhéus receptora de negros escravos, “dos quais ela cerceou a liberdade e cresceu pela força de seu trabalho, a troco de chicotadas”, como diz Ruy Póvoas.

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“Subalternizados, mas não subalternos”

Ou, na voz de Arléo Barbosa, “O Estado brasileiro foi edificado pelo negro, cuja presença é marcante em todos os aspectos da vida econômica, social, política, religiosa e cultural”. Ainda, de acordo com Kátia Vinhático e Flávio Gonçalves: “Eles [os escravizados] não se comportaram, não se sentiram e não se pensaram como subalternos. Subalternizados, inferiorizados, subestimados, sim. Não se pode dizer, no entanto, que foram subalternos, pois para isso seria necessária a aceitação dessa condição por parte deles”. Os demais textos de Mejigã…, todos de alta qualidade (não citados por falta de espaço), são de André Luiz Rosa Ribeiro, Ivaneilde Almeida da Silva, Mary Ann Mahony e Teresinha Marcis.

 

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VANDALISMO: “A DESTRUIÇÃO DO NOTÁVEL”

Com os protestos de rua em moda no Brasil democrático, abusa-se do termo “vândalo”, para caracterizar o bandido travestido de manifestante. O termo remonta a um povo do século V, que tomou e saqueou Roma, destruindo muitas obras de arte. Isto ocorreu no mês de junho, à semelhança das nossas manifestações. Por certo, a palavra “vandalismo” viria daí (“Destruição ou mutilação do que é notável pelo seu valor artístico ou tradicional”, segundo o Priberam). Nada errado em chamar esses marginais de “vândalos”, salvo a repetição exaustiva do termo, o que atesta a já sabida indigência vocabular da mídia, particularmente da tevê.
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5MonalisaNapoleão e os especialistas em saque

Os dicionários apontam alternativas para vândalo: bárbaro, selvagem, destruidor, grosseiro, violento, bruto, truculento, iconoclasta e outros. Para manter a linguagem jornalística distante das escolhas sofisticadas (comme il fault), eu empregaria para o indivíduo desse comportamento a boa e sonora palavra “bandido”. É tempo de lembrar outra curiosidade: Roma teve, em 1798, novo saque de obras de arte, desta vez por Napoleão, cujo exército tinha um grupo “especialista” em… roubar. Só os nazistas pilharam mais do que o velho Bonaparte. Mas não foi ele quem levou a Monalisa pro Museu do Louvre, como dizem as más línguas.

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DE ERROS “HISTÓRICOS” E “OCASIONAIS”

3AracyPra não dizer que só falo de espinhos
Com (talvez) irritante frequência tem esta coluna se referido a erros perpetrados contra a canção brasileira. Parece que não há exceção: de Nelson Gonçalves a Maria Betânia, de Alcione a Ângela Maria, novos e velhos vocalistas decidem alterar as letras e o fazem impunemente, como se tivessem tal direito. Há erros “históricos”, como o de Aracy de Almeida em Último desejo e Gastão Formenti em De papo pro ar (dois deslizes que foram repetidos tempos afora por outros cantores), e há os equívocos ocasionais, aqueles “próprios” de um vocalista, mas que outros não copiam. É o caso de Marisa Monte.
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7GibãoA garota não quer mais vestir “gibão”

Há dias, postamos aqui um vídeo em que ela canta O xote das meninas (Luiz Gonzaga – Zé Dantas), com uma derrapada das mais escabrosas da MPB. “Meia comprida, não quer mais sapato baixo, vestido bem cintado, não quer mais vestir timão”, diz a letra, mostrando o estado de espírito da menininha que vira moça e quer namorar. Pois a bela Marisa, sabe-se lá o motivo, canta “… não quer mais vestir gibão” – e não houve no estúdio um filho de Deus que atentasse para esta barbaridade. Timão é uma espécie de camisola; gibão até seria defensável em outro lugar, não no Nordeste): além de ser vestimenta de vaqueiro, não está no texto original. Menina vestindo gibão só mesmo na cabeça dessa gente tonta.

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QUE A SIGLA SEJA MENOR DO QUE A OBRA

Todos metem sua colher, também vou meter a minha… Calma. Invoco essa paródia de Casemiro de Abreu, que ninguém mais lê, apenas para introduzir minha escolha sobre a sigla da Universidade Federal do Sul da Bahia. É que o tema, bem ao nosso estilo de trocar o atacado pelo varejo, caminha para se tornar mais substantivo do que a própria escola. Dito o que, informo aos que desta coluna tomarem conhecimento que minha preferência não é Ufesba, Ufsulba, UFSB ou UFSBA, mas um acrônimo ainda não sugerido: UFESB. Mas, quero deixar claro, pouco importa por qual sopa de letrinhas será identificada a Escola – ela é que nos importa – mesmo chamada por qualquer nome exótico. Para ficar coerente, vamos de Alobêned, que esta coluna disse (e repete!) ser “um furacão negro, uma monarca africana”.

 (O.C.)

SISU: LISTA DE ESPERA RECEBE INSCRIÇÕES SÓ ATÉ HOJE

Termina hoje (12) o prazo para os estudantes participarem da lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2013. Podem participar os candidatos que não foram selecionados em nenhuma das duas chamadas e os que foram selecionados na segunda opção de curso, independentemente de terem feito a matrícula. A convocação será a partir do dia 17 de julho.

O candidato deve acessar o site do Sisu e, no boletim, clicar no botão que confirma o interesse em participar da lista. Ele poderá participar apenas na primeira opção de vaga. Ao final, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação. Informações da Agência Brasil

SOBRE A SIGLA DA NOVA UNIVERSIDADE

Naomar MonteiroNaomar de Almeida Filho

A Universidade Federal do Sul da Bahia terá signos modernos e ritos inovadores, representativos dos valores sociais e políticos da contemporaneidade e, para isso, deve superar pautas e normas estabelecidas.

A lei de criação da Universidade (Lei 12.808, de 5/6/2013), sancionada pela Presidenta Dilma Roussef, incluiu a sigla UFESBA como designativo oficial. Originalmente, esta sigla teria sido usada no projeto de criação da Universidade Federal do Extremo Sul da Bahia, com sede em Porto Seguro, de autoria do Deputado Jânio Natal, com base em proposta anterior do Deputado Zezéu Ribeiro.

Todos os projetos indicativos de universidades federais no Extremo Sul foram arquivados com a aprovação do PL 2.207/11 no Congresso Nacional, conforme Parecer do Relator na CCJ, Deputado Geraldo Simões, pois constitucionalmente a criação de órgão federal é prerrogativa do Executivo e não pode ser objeto de Projeto de Lei proposto por parlamentares.

Entretanto, no corta-e-cola da elaboração do projeto de Executivo pelo MEC, a sigla UFESBA foi inadvertidamente mantida, mesmo depois da definição da sede da Universidade no município de Itabuna que, incontestavelmente,não se encontra no território do Extremo Sul.

Em função dessa inadequação, a Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia propôs modificar a sigla designativa da instituição em todo o seu material de divulgação, mantendo-a exclusivamente nos documentos oficiais, onde couber no cumprimento da Lei. Além disso, em consulta a vários especialistas em construção de marcas, encontramos largo consenso em relação ao caráter disfônico da sigla. Duas alternativas (UFSBA e UFSB) foram inicialmente propostas e divulgadas no site provisório da nova instituição. Em resposta, leitores se queixaram da ausência da sigla oficial na enquete realizada e alguns comentários chamaram a atenção para mais uma sigla – UFSULBA, que teria sido usada nas primeiras audiências públicas sobre o tema.

Para auscultar a opinião majoritária da população da Região Sul sobre o tema, reforçando nosso compromisso com a transparência e a governança participativa, propusemos submeter a questão a uma Consulta Pública, mediante enquete eletrônica no nosso site institucional provisório: www.ufsba.ufba.br. Nesse site, cada sigla é submetida ao escrutínio,por ordem de data de proposição, conforme as seguintes justificativas:

a)    UFSULBA – Esta sigla foi proposta nos primeiros momentos de discussão para a implantação de uma universidade federal em Itabuna. Não se trata de acrônimo nem consta de projetos ou documentos oficiais.

b)    UFESBA – A sigla UFESBA foi proposta no projeto de criação da [U]niversidade [F]ederal do [E]xtremo [S]ul da [BA]hia, com sede em Porto Seguro, mas permaneceu no texto do PL 2.207/11 de criação da UniversidadeFederal do Sul da Bahia, mesmo depois da ampliação do seu território de abrangência para além do Extremo Sul.

c)    UFSBA – A sigla UFSBA remete foneticamente à UFBA (Universidade Federal da Bahia) instituição tutora da nova universidade e alma mater de todas as universidades baianas. Consta das primeiras minutas do Plano Orientador,elaborado pela Comissão de Implantação.

d)    UFSB: Esta sigla compreende um acrônimo composto por cada inicial donome [U]niversidade [F]ederal do [S]ul da [B]ahia. Esta é a sigla mais simples e intuitiva; gramaticalmente, trata-se de um acrônimo perfeito. Ademais, com essa designação, a UFSB terá equivalência semântica com suas co-irmãs UFOB (Universidade Federal do Oeste da Bahia) e UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).

Sabemos da enorme importância dos signos institucionais (marca, sigla, brasão, rituais e graus acadêmicos) para a consolidação de instituições do conhecimento do porte de uma universidade pública. Porém, os símbolos de uma instituição nova, comprometida com a excelência acadêmica e socialmente engajada não devem expressar mera tradição suntuosa e conservadora. A Universidade Federal do Sul da Bahia terá signos modernos e ritos inovadores, representativos dos valores sociais e políticos da contemporaneidade e, para isso, deve superar pautas e normas estabelecidas.

Esperamos contar com a participação expressiva e engajada da comunidade sul-baiana nesse esforço coletivo de construção institucional, principalmente no plano simbólico. Os resultados do processo democrático e transparente da consulta em curso poderão gerar importantes subsídios para os planos de comunicação social da mais nova instituição baiana de educação superior pública, vinculada desde o nascimento ao desenvolvimento econômico, social e humano da Região Sul da Bahia.

Naomar de Almeida Filho é presidente da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia, ex-reitor da UFBA e pesquisador I-A do CNPq.

ELES CHEGARAM LÁ

Seis operários de indústrias moageiras de cacau em Ilhéus conseguiram acesso ao ensino superior em instituições sul-baianas e em São Paulo. Em comum, os industriários fizeram o pré-vestibular do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Moageiras de Cacau de Ilhéus e Itabuna (Sindicacau).

Segundo o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, o acesso ao ensino superior foi obtido devido ao rendimento no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pré-vestibular é executado numa parceria do sindicato com o Sesi.

ELES ESTÃO DE VOLTA

As aulas nas universidades brasileiras já começaram. Os meninos d´Os Carai-BA retomaram a série de vídeos. A vítima agora é aquele professor… O exibicionista, o maracugina…

UFSBA: SIMÕES SE COMPROMETE A AGILIZAR TRAMITAÇÃO DE PROJETO

O deputado Geraldo Simões (PT) declarou nesta terça-feira, 19, no plenário da Câmara Federal, que vai procurar agilizar a tramitação do projeto de lei que dispõe sobre a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsba). Relator da matéria, o petista disse que trabalhará para que ela seja aprovada em março na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

“Acompanharei todo este processo até que a Ufsba esteja em funcionamento”, declarou o parlamentar, que na segunda-feira, 18, participou, em Itabuna, de reunião com prefeitos e a comissão responsável pela implantação da universidade. No encontro, foram definidos os municípios que terão colégios universitários da Ufsba (leia aqui).

ÚLTIMO DIA DE MATRÍCULA PARA QUEM ENTROU NA SEGUNDA CHAMADA DO PROUNI

Da Agência Brasil

Os estudantes pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) têm até hoje (19) para providenciar a matrícula nas instituições de ensino. No site do programa estão detalhados os procedimentos necessários para obter a bolsa de estudo. Além de documentos pessoais, o candidato deve apresentar comprovantes de residência, de rendimentos, de conclusão do ensino médio, entre outros.

Os candidatos não selecionados na segunda chamada podem pedir, nos próximos dias 24 e 25, a inclusão do nome na lista de espera do programa. A primeira convocação da lista de espera será divulgada no dia 28 de fevereiro.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de educação superior para cursos de graduação e sequenciais de formação específica. Para o primeiro semestre deste ano foram oferecidas 162.329 bolsas. O balanço final do programa registrou 1.032.873 inscritos.

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SISU: PRAZO DE MATRÍCULA TERMINA HOJE

Da Agência Brasil

Os estudantes selecionados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até hoje (22) para providenciar a matrícula na instituição de ensino para a qual foram convocados.

O resultado da segunda chamada será divulgado no dia 28 deste mês, com matrículas nos dias 1º, 4 e 5 de fevereiro. O aluno deve procurar a instituição em que foi selecionado para se matricular.

Os candidatos que não forem selecionados nas duas primeiras convocações ainda têm uma chance. Eles podem aderir à lista de espera entre os dias 28 de janeiro e 8 de fevereiro no site do Sisu.

As instituições de ensino participantes do Sisu usam a lista para convocar candidatos a vagas remanescentes. Caso ainda haja vaga no curso de primeira opção, o candidato será convocado pela instituição. Para esses estudantes, a convocação começará no dia 18 de fevereiro.

Na primeira edição do Sisu deste ano, foram oferecidas 129.319 vagas em 3.752 cursos de101 instituições públicas de educação superior. Ao todo, 1.949.958 candidatos se inscreveram para disputar as vagas do Sisu. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), houve um crescimento de 11% em relação ao ano passado, quando o sistema registrou 1.757.399 inscritos.

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MAIS DE 620 MIL JÁ SE INSCREVERAM NO PROUNI

Da Agência Brasil

O Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou 621.117 inscritos até as 19h30 de hoje (18). Foram registradas 1.201.404 inscrições, já que cada candidato pode fazer até duas opções de curso e de instituição de ensino. O prazo de inscrições, aberto na madrugada de quinta-feira (17), vai até as 23h59 de segunda-feira (21), pelo horário de Brasília.

O programa do Ministério da Educação (MEC) concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior. Neste primeiro semestre, estão sendo oferecidas 162.329 bolsas, distribuídas em 12.159 cursos de 1.078 instituições de todo o país. As bolsas integrais somam 108.686 e as parciais, 53.643. O estado de São Paulo é o que oferece mais bolsas, 56 mil, seguido por Minas Gerais (17 mil bolsas) e o Paraná (12 mil).

A bolsa integral é concedida a estudantes com renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio (R$ 1.017) e as parciais àqueles com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa (R$ 2.034).

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SISU: MATRÍCULA A PARTIR DE HOJE

Da Agência Brasil

Os convocados no primeiro processo seletivo de 2013 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) devem providenciar a matrícula, a partir de hoje (18), nas instituições de ensino. O estudante deve estar atento à documentação exigida por cada instituição. A matrícula pode ser feita até o dia 22 deste mês. A segunda chamada será divulgada no próximo dia 28, com matrículas de 1º a 5 de fevereiro.

Ao todo, 1.949.958 inscritos disputaram as 129.319 vagas em 3.752 cursos. Na primeira edição deste ano do Sisu, participaram 101 instituições públicas de educação superior. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), houve um crescimento de 11% em relação ao ano passado, quando o sistema registrou 1.757.399 inscritos.

Os estudantes que não forem selecionados nas duas primeiras convocações ainda terão mais uma chance. Os alunos podem aderir à lista de espera para concorrer às vagas remanescentes. Para isso, precisam manifestar, no site do programa, sua disposição, acessando o boletim do candidato e clicando no ícone que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista.

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UFSBA além da área

Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

Diversas cidades que circundam os três campi (Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas) receberão estrutura da UFSBA para o funcionamento de unidades universitárias.

 

Muito se tem discutido na imprensa regional a respeito das possibilidades de se implantar o Campus da UFSBA no espaço A, B ou C. Compreendo que cada elemento relacionado a esta importante conquista sul baiana deva ser cuidadosamente pensado, discutido e executado, porém há muito mais na implantação de uma Universidade Federal do que apenas um espaço.

Discuto por aqui o que há de mais revolucionário na Federal do Sul da Bahia: sua proposta pedagógica. Os estudantes sul baianos terão a oportunidade de estudar de uma maneira que apenas as universidades mais modernas do mundo possibilitam aos seus alunos. Não haverá a entrada em cursos tradicionais. Os jovens não farão seleção para direito, medicina, comunicação, engenharia.

Os candidatos disputarão vagas nos Bacharelados Interdisciplinares, os BI’s: Ciência & Tecnologia, Artes, Humanidades e Saúde. Após 3 anos de estudos executados de maneira interdisciplinar – ou seja, um estudante de saúde recebe formação em humanidades, artes e tecnologia, contribuindo para a preparação de, por exemplo, um futuro médico com formação humanizada, que dispõe de habilidades para trabalho em equipe e tratamento humano – o estudante recebe um diploma de graduação plena em Saúde. Ele estará formado.

Daí por diante, já dentro da Universidade, o estudante poderá fazer a opção por sua área de formação mais específica – os tradicionais cursos de medicina, farmácia, psicologia, engenharia, direito, etc. E, esta escolha será feita de maneira amadurecida, com vivências que o jovem de 17 anos, concluinte do 2° grau, habitualmente não possui. Como este aluno já cursou 3 anos do BI, ele terá sua formação específica em mais 1, 2 ou 3 anos apenas – dependendo das especificidades do seu curso. Isso tudo também com uma pedagogia diferenciada, com uma aprendizagem baseada em resolução de problemas e no trabalho em equipe. O referencial teórico da UFSBA busca apoio em intelectuais como Anísio Teixeira, Milton Santos, Paulo Freire, Boaventura de Sousa Santos, Pierre Lévy e Alain Coulon.

Outra questão importante da formação da UFSBA é a Rede de Colégios Universitários. Diversas cidades que circundam os três campi (Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas) receberão estrutura da UFSBA para o funcionamento de unidades universitárias. Os concluintes do 2° grau da rede pública de ensino de, por exemplo, Itacaré, Uruçuca, Ubaitaba, Ibicaraí, Camacan e outras, poderão cursar a primeira metade de seus BI’s nas suas cidades de origem, dispondo das mesmas aulas que os alunos que frequentarão aulas no campus sede. Eles disputarão seu lugar na universidade apenas com os colegas provenientes da rede de colégios conveniados, democratizando o acesso a educação.

Através de uma moderna rede digital, o conteúdo ministrado será oferecido em versões ao vivo e gravadas para que os alunos dessas cidades tenham a formação mais adequada. Além disso, semanalmente, os professores da UFSBA farão visitas aos Colégios Universitários a fim de acompanhar mais de perto o processo formativo.

É inegável o ganho que o sul da Bahia experimentará com a UFSBA. Itabuna, com centro de formação em Humanidades, Ciência e Tecnologia, Comunicação e Artes, Porto Seguro com Ciências Ambientais, Humanas e Sociais e Teixeira de Freitas com Ciências da Saúde e de Humanidades e Artes, serão responsáveis por oferecer à região anualmente uma série de profissionais formados através de uma educação moderna, de alto nível, acompanhada de um entendimento humanista, globalizado, com entendimento da realidade contemporânea de maneira ampla. Jovens capazes de alavancar o desenvolvimento regional.

Aqueles que desejarem conhecer em mais detalhes a proposta de funcionamento da UFSBA podem encontrar o Plano Orientador da Universidade nesse link: http://pt.scribd.com/doc/117283898/PLANO-ORIENTADOR-DA-UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-SUL-DA-BAHIA.

Felipe de Paula é comunicólogo, mestre em Cultura e Turismo e professor.

Educação, a chave da Cidadania

Helenilson Chaves

 

Devemos ser extremamente gratos àqueles que conseguiram a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia, mas é preciso avançar no sentido de que ela venha a funcionar como um centro de disseminação de oportunidades.

 

A implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia, que terá sede em Itabuna, é fruto de ampla mobilização de todos os segmentos da sociedade organizada. Uma grande conquista para a nossa região.

A implantação de uma universidade federal vai bem além de sua estrutura física. É preciso criar as condições necessárias para que a Ufesba proporcione o surgimento de oportunidades para os sulbaianos, através do conhecimento a ser conquistado.

Estrutura física adequada e cursos que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico e intelectual são a combinação perfeita para que possamos ter na universidade um instrumento que atenda aos anseios da população.

Devemos ser extremamente gratos àqueles que conseguiram a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia, mas é preciso avançar no sentido de que ela venha a funcionar como um centro de disseminação de oportunidades, num momento em que o Sul da Bahia passará por grandes transformações com a chegada de empreendimentos como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, o Gasoduto da Petrobrás e a rede de distribuição de gás natural da Bahiagás.

Para que possamos ter à disposição as imensas potencialidades oferecidas pela Ufesba, é preciso que nossos governantes também invistam na base do sistema educacional, com um ensino fundamental e médio de qualidade e a valorização dos professores.
Somos mais do que uma mistura de negros, índios e brancos. Somos um povo que, tendo oportunidades de se desenvolver, fazemos do espírito empreendedor a nossa marca.

E a educação é e sempre será o caminho para a cidadania. Temos no Grupo Chaves, através da Fundação Manoel Chaves, um exemplo de que a educação transforma.

Crianças e adolescentes que frequentam a escola e os cursos oferecidos pela Fundação demonstraram que quando a semente é plantada, a colheita é fértil. Muitos deles já chegaram à Universidade Estadual de Santa Cruz, em cursos como Medicina Veterinária, Educação Física e Administração. Outros já estão no mercado do trabalho, a exemplo de ex-alunos hoje funcionários do Banco do Brasil, ou iniciando seus próprios negócios.

A educação de qualidade, da base ao topo, é a garantia de um futuro melhor para nossa região.

Helenilson Chaves é empresário.

BAHIA TEM 458 MIL INSCRITOS NO ENEM

Números do Ministério da Educação revelam que a Bahia foi o quarto estado que mais inscreveu estudantes na edição 2012 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).  O exame alcançou recorde de 6,497 milhões de inscritos, dos quais 458.101 são baianos, superado apenas por São Paulo (1.068.517), Minas Gerais (723.644) e Rio de Janeiro (474.046).

O pagamento da taxa para não-isentos deve ser feito até o dia 20. Somente estudantes de escolas públicas e que estejam no terceiro ano do Ensino Médio não pagam a taxa ou aqueles que solicitaram isenção pelo critério renda. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. O Enem é porta de entrada para o ensino superior

BAHIA TEM MAIS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR COM COTA

A Bahia é a unidade federada do Nordeste do País com o maior número de universidades públicas ou institutos federais de educação, ciência e tecnologia com vagas nos sistemas de cotas. Ao todo são nove instituições de ensino superior (IES) de acordo com a ONG Educafro que nesta terça-feira, 1º lançou estudo interativo abrangendo todos estados e o Distrito Federal.

Entre as estaduais, a Universidade Estadual da Bahia (Uneb) mantém, desde 2002, a reserva de 40% das cotas para estudantes afrodescendentes do ensino público. A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) passou a reservar 50% a candidatos de escolas públicas e, dessas, 80% para negros mais vaga adicional em cada curso para indígena e quilombolas, a partir de 2005.

Em 2006, a Universidade Estadual de Santa Cruz  (Uesc) decidiu reservar 50% a candidatos do ensino médio público. Dessas, 70% para negros e duas vagas para índios ou quilombolas em cada curso. A partir de 2008, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) iniciou a reserva de 50% para candidatos de escolas públicas, destes 70% para negros mais cota adicional para quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.

A Universidade Federal da Bahia (Ufba)  desde 2004 reserva de 45% para candidatos de ensino médio público, sendo 2% para indígenas, 37,5% para negros e 5,5% para outros candidatos de ensino médio público mais 2 vagas/curso para indígena e/ou quilombolas. Já a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFBR), também mesmo ano, reserva de 45% para candidatos de ensino médio público, sendo 2% para indígenas, 37,5% para negros e 5,5% para outros candidatos de ensino médio público.

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Por uma UESC de excelência com forte compromisso social

Adélia Pinheiro e Evandro Sena Freire

 

Cabe cumprir o papel tradicional da universidade, papel este ligado à pesquisa, à socialização do conhecimento e à formação.

 

Recebemos o convite deste Blog para apresentar um artigo sobre nossa candidatura à Reitoria e Vice-Reitoria da UESC. É, portanto, com grande satisfação que nos dirigimos à comunidade regional para apresentar alguns compromissos presentes no nosso Plano de Gestão 2012-2016 e também convidar a conhecer o documento na íntegra no site http://www.adeliaeevandro2012.com.br/ .

Temos uma trajetória longa e construtiva na Universidade, marcada por forte compromisso institucional, dedicação e envolvimento em atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. A nossa candidatura foi construída com o apoio e o incentivo de um coletivo de colegas professores, funcionários e estudantes que, juntamente conosco, defendem um comprometimento incessante com o crescimento e desenvolvimento da UESC com excelência, através de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento e estreitamente ligada à sua comunidade.

A análise de contexto interno da Universidade permite a constatação que somos a instituição de ensino superior com melhor desempenho acadêmico entre as estaduais da Bahia, conforme recente resultado do IGC/INEP, com oito novos prédios construídos. Ainda, 85% dos professores são mestres e doutores, cursos novos de graduação e pós-graduação, o número de funcionários foi ampliado, as ações de assistência estudantil estão implantadas, dentre outros aspectos indicativos de crescimento.

O Cenário externo indica uma mudança substancial na estrutura de desenvolvimento da região, com a implantação de três instituições de ensino superior públicas, projetos governamentais e novos modelos de produção agrícola. O quadro sinteticamente descrito impõe novos desafios à Universidade. Portanto, a visão de futuro que apresentamos para a UESC está alicerçada na ampliação e complexidade do fazer universitário, na capacidade técnica instalada, numa região e num mundo que passam por transformações rápidas.

Cabe cumprir o papel tradicional da universidade, papel este ligado à pesquisa, à socialização do conhecimento e à formação. Considerando as demandas do mundo atual e da sociedade para o desenvolvimento aliado ao respeito ao meio ambiente e ao bem estar social, é preciso conjugar esforços para atualização contínua, produção de inovação tecnológica e social e outros desafios da atualidade.

Propomos fortalecer e ampliar os cursos de graduação e pós-graduação e a assistência estudantil, ampliando as oportunidades para a população da nossa região, consolidar a pesquisa e expandir a extensão, aproximando-a ainda mais das necessidades da sociedade. Aumentar a visibilidade das ações desenvolvidas e serviços prestados pela Universidade é compromisso e também prestação de contas à coletividade.

Assumimos a UESC como instituição social, configurando-se a educação como bem público, e pactuamos o trabalho e a gestão a partir dos valores da autonomia, democracia, ética e excelência, aliados à sustentabilidade institucional. Queremos valorizar o mérito e a competência para impulsionar a Instituição, reitorar para todos e bem servir à comunidade.

A responsabilidade e os compromissos que assumimos com a comunidade acadêmica e regional são coerentes com a nossa trajetória acadêmica e com o contexto institucional. Convidamos todos da comunidade acadêmica e da região a unirem-se a nós – UESC com Excelência: Vamos fazer juntos!

Adélia Pinheiro é candidata a reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Evandro Sena Freire é candidato a vice-reitor.

QUER SER PADRINHO

O prefeito de Itabuna achou um jeito de ficar um passo à frente da turma que faz de tudo para assumir a paternidade da Universidade Federal do Sul da Bahia. Na sessão especial que discutiu o assunto na manhã desta segunda-feira, 15, no auditório da FTC, um assessor da Secretaria da Educação transmitiu a seguinte mensagem de Azevedo: “se a reitoria da universidade vier para Itabuna, a Prefeitura dará o terreno do campus”.

Dizem que o prefeito raciocinou que, como não pode se arvorar de pai da criança, haja vista não ter sequer chegado perto do “quarto” em que ela foi concebida, Azevedo quer pelo menos ver se vira padrinho do rebento.

“Bem, o berço ele já ofereceu”, afirma um empolgado ajudante de ordens do capitão.








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