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Manu BerbertManuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Senti-me sentadinha na plateia de um grande circo, onde palhaços adentraram o picadeiro com roupas coloridas e armaram seu show.

Aconteceu no futebol, mas poderia ter sido em qualquer outro campo: tomada pela dor da derrota, a grande torcida do Bahia clamou pela saída do Presidente Marcelo Guimarães Filho. Unidos, principalmente nas redes sociais, julgam que Marcelinho use o clube a favor de interesses pessoais, deixando de investir a grana como deveria.
O deputado Estadual Uziel Bueno, autor do bordão ‘O sistema é bruto’, saiu na frente e achou que instalaria a CPI do Futebol. Esperava, além de agradar a torcida tricolor, vasculhar a utilização do dinheiro público no futebol baiano, e isso incluía a reforma da Fonte Nova e o Governo do Estado. Até aí tudo bem.
Acontece que, aos 45 minutos do segundo tempo, no momento da apresentação do requerimento, o árbitro da imoralidade levantou a bandeirinha: das 24 assinaturas conseguidas anteriormente por Uziel só restaram 18, já que seis parlamentares simplesmente retiraram seus nomes. Frustrada, me questiono que tipo de gente nos representa: homens e mulheres que não honram a própria palavra e/ou assinatura. Na minha humilde opinião, simplesmente não merecem o cargo e a função que exercem.
Nem Arena Fonte Nova, nem Barradão. Senti-me sentadinha na plateia de um grande circo, onde palhaços adentraram o picadeiro com roupas coloridas e armaram seu show. A impressão é de que alguém sussurrou lá do fundo “Ei, psiu, no circo vizinho o cachê é maior”, e eles recuaram. Respeitável público, sejamos realistas: estamos mesmo fadados à decadência!
Manuela Berbert é jornalista, publicitária e colunista do Diário Bahia.

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Coluna Tempo Presente (Levi Vasconcelos), A Tarde
Autor do bordão ‘O sistema é bruto’, que o consagrou como radialista, o deputado Uziel Bueno experimentou ontem na pele a brutalidade do sistema. Pensou que instalaria a CPI do Futebol, contra a Embasa, porque apresentou o requerimento com 24 assinaturas e, em último caso, ganharia em plenário.
Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia, simplesmente mandou contar as assinaturas. Só tinha 18, seis haviam retirado.
Uziel mirou o Bahia, mas acertaria no governo, a ideia foi sutilmente abortada.
Mesmo aveludado, o sistema é bruto.

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Da coluna Tempo Presente, d´A Tarde.
Essa é digna da série Só na Bahia.
A Secretaria da Segurança colocou no seu site dicas para ensinar o cidadão a se portar diante de um assalto. Coisas como não reagir, manter-se calmo e principalmente levar dinheiro, para não irritar o bandido.
Dois deputados, Carlos Gaban (DEM) e Uziel Bueno (PTN), aproveitaram a brecha e fizeram um escarcéu, pedindo explicações oficiais.
A SSP tirou as ‘dicas’ do ar e explicou: ‘Isso já está no site há mais de cinco anos’.
Melhor seria ficar calada. Já teve gente aí sugerindo a criação do vale-ladrão.

O vale-ladrão da Secretaria de Segurança Pública...
O vale-ladrão da Secretaria de Segurança Pública…