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:: ‘violência’

LADRÕES “BATEM PONTO” NO CASTÁLIA

violencia1Assaltantes continuam a fazer do bairro Castália, em Itabuna, um de seus locais preferidos para atacar. Na rua Major Dórea e travessa Henrique Alves, os bandidos agem praticamente todos os dias e normalmente bem cedo, entre 6h30 e 7h30 da manhã. As vítimas quase sempre são mulheres.

Um dos larápios que batem ponto nesse trecho usa uma moto vermelha e costuma intimidar as vítimas apontando com a mão por baixo da camisa, como se estivesse com uma arma. Moradores dizem que os ladrões têm preferido agir durante o dia, já que à noite há vigilância privada e a polícia costuma fazer rondas.

TAXISTA É ASSASSINADO EM ITABUNA

Táxi com o corpo de James no porta-malas foi encontrado em estrada para Ilhéus.

Táxi com o corpo de James no porta-malas foi encontrado em estrada para Ilhéus.

O corpo do taxista James Silva do Nascimento, de 63 anos, foi encontrado, nesta manhã (30), no porta-malas do próprio veículo em uma estrada vicinal que liga Itabuna a Ilhéus. James residia no Salobrinho, em Ilhéus, e trabalhava na Praça 36, na Avenida Juracy Magalhães (Supermercado Meira).

Os bandidos colocaram o corpo da vítima no porta-malas e tentaram atear fogo no Volkswagen Voyage (OZO-0491). As chamas consumiram parte do estofado do táxi e do volante. Pelo menos três criminosos participaram da execução.

O corpo da vítima permanecia no local até o final da manhã deste sábado, aguardando a conclusão dos trabalhos de perícia. A polícia inicia as investigações para identificar os autores do crime e a motivação. Ele era conhecido pelo estilo tranquilo. Trabalhava na praça há, pelo menos, oito anos.

James trabalhou até as 18 horas de ontem, segundo colegas ouvidos pelo Pimenta. O clima era de consternação e revolta entre os colegas da praça. Os taxistas deixaram a praça e foram até o local do crime, na margem direita do Rio Cachoeira, em Ilhéus, cerca de 4 quilômetros após o Condomínio Real Ville, região do São Judas, Itabuna.

SONS E SILÊNCIOS DA CIDADE EM MOVIMENTO

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Não podemos continuar sem fazer o enfrentamento necessário, ou timidamente acreditar que teremos uma nova cidade sem que mergulhemos de cabeça e com cooperação mútua.

 

Semana passada, caminhando em um determinado bairro de Itabuna, deparei-me com três relatos de filhos que presenciaram o assassinato dos próprios pais quando ainda não passavam dos cinco anos de vida. As avós me contaram os fatos no geral, mas foram as crianças, hoje com cerca de oito anos de idade, que acrescentaram alguns detalhes.

São relatos duros, estarrecedores, já ouvi outros e confesso que sempre nos levam a um grande sofrimento, por tristeza e sentimento de impotência. Nesses momentos percebo nas falas um pedido de socorro para além do desabafo, e ao mesmo tempo vejo a banalização da vida. A dor e sofrimento produzidos pelos episódios geram aos familiares e à comunidade um comportamento de aceitação tácita, principalmente pelo pensamento de que os assassinatos fazem parte do risco de viver em uma cidade com conflitos gerados por organizações criminosas.

Fico a me perguntar como fazer para possibilitar um horizonte de rompimento do ciclo da violência imposto para as famílias que se encontram nesse universo estatístico. Na maioria das situações que encontrei apenas nesse dia, as avós paternas assumiram a criação dos netos para que as mães deles pudessem buscar o sustento da família ou ficar livres para criar um novo vínculo matrimonial. Como possibilitar superação aos filhos vitimados por essas ocorrências? Como desenvolver ações de inserção socioeconômica para suprir as carências imediatas dessas famílias? Um sem-número de perguntas sem respostas que fica no ar…

As diversas necessidades da nossa cidade muito têm a ver com um processo histórico de falta de políticas públicas que contemplem diretamente investimentos no ser humano. Nossa população está submersa em uma série de conflitos muitas vezes imperceptíveis aos olhos dos que detêm poder e responsabilidade para o enfrentamento desses males. Nesse aspecto, a responsabilidade recai não apenas sobre os que têm cargos eletivos, mas também sobre o Ministério Público e, consequentemente, o Poder Judiciário, que pouco se insere na realidade concreta do cotidiano dos cidadãos, especialmente os que estão geográfica e socialmente residentes nas periferias da cidade.

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ENVOLVIDO COM O TRÁFICO MORRE EM FERRADAS

violencia1Um homem identificado como Henrique Rocha Nolasco, de 27 anos, foi morto no início da madrugada de hoje (11), no bairro de Ferradas, em Itabuna. O crime aconteceu em frente a um bar, nas imediações da praça da localidade.

A polícia encontrou o corpo com perfurações por todo o corpo. No local, foram encontradas cápsulas de munição calibre .380.

Informações dão conta de que a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Em 2012, Henrique Nolasco foi preso durante operação em uma boca de fumo no bairro Santo Antônio.

“HÁ QUE SE CUIDAR DO BROTO, PRA QUE A VIDA NOS DÊ FLORES E FRUTOS”

Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

A sociedade se cala, mas espera aflita, intervenção de pautas emergenciais e criteriosas de combate a esse monstro.

 

Junho (2016) chega ao final com essa notícia da imprensa, na íntegra: estudo divulgado nesta quinta-feira (30) mostra que o país ocupa o terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em um conjunto de 85 nações analisadas. Em 2013, último ano com dados disponíveis, foram assassinadas 10.520 crianças e adolescentes no Brasil, o que resulta em uma média superior a 28 casos por dia.

A situação se agrava nos últimos três anos. A violência em escala ascendente atrai meninas e meninos para a vibe perigosa contra pessoas das faixas abaixo e acima, e contra eles mesmos como num rito de passagem para algum lugar extraordinário, onde a bonança os espera. Diz o comentarista que reina silêncio sepulcral sobre o problema gerador de desastrosos impactos nas famílias e nos sistemas: de saúde, educação, econômico, prisional, previdenciário e outros mais.

Auxílios e vacinas que praticamente erradicaram doenças da infância, antes motivos de altas taxas de mortalidade infanto-juvenil, bem como assistência odontológica e psicossocial, têm garantido melhorias à saúde infantil. É claro que os benefícios citados não alcançam a todos, mas boa parte, sem dúvida. Avanços da ciência e da tecnologia têm prevenido doenças e preservado milhares de vidas, especialmente de infantes.

Incrível constatar que o custo para livrá-los da morte por doenças, é alto, mas a violência não perdoa vidas escapadas da morte na infância. Como o destino trágico em vingança primitiva contra esforços do contribuinte que não vê retorno positivo dos impostos que paga, e do cidadão brasileiro atacado em seu bem mais precioso, a família atingida sem compaixão nessa recorrente tragédia nacional.

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VIOLÊNCIA: UMA CONTRADIÇÃO DO HOMEM NO PÓS-GLOBALIZAÇÃO

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A grande maioria das vítimas é jovem, negra e vive nas periferias, sinalizando ao estado brasileiro necessidade de fazer investimento na geração de oportunidades para esse segmento da população.

 

Estamos experimentando um momento difícil da convivência humana, que não é um comportamento restrito ao nosso país. A intolerância tem sido manifestada mundo afora, basta uma rápida vasculhada na programação dos canais televisivos e radiofônicos ou uma rápida passagem na internet e nos impressos para percebermos o quanto de agressividade o ser humano tem produzido em todo o planeta.

O animal humano se diferencia dos demais pelo uso da racionalidade, mas parece que abriu mão desta ao agir de maneiras que nos rebaixam às últimas posições da cadeia alimentar, causando danos irreversíveis ao habitat e degeneração da nossa própria espécie. O ódio manifestado por alguns pode ser medido a partir das reações a simples opiniões postadas nas redes sociais, no confronto das torcidas opostas após grandes clássicos de futebol, das contradições e ataques oriundos do posicionamento político-ideológico, religião ou diferença de gênero.

Essa baixa na qualidade das atitudes humanas vai de encontro ao avanço do conhecimento e da própria expansão socioeconômica e tecnológica no pós-globalização. Esperava-se que o advento das aproximações culturais e a quebra das fronteiras físicas dos países possibilitassem uma nova roupagem na organização do homem. No entanto, por questões de intolerância, estamos assistindo um comportamento que nos redireciona à barbárie.

No Brasil, a face da violência pode ser melhor percebida observando os números de mortes por arma de fogo: foram mais de 45 mil mortes em 2014, segundo o levantamento feito neste ano (Mapa da Violência, Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), que também aponta que esse número tem crescido a cada ano. Nenhum conflito bélico hoje tem esse grau de letalidade. A grande maioria das vítimas é jovem, negra e vive nas periferias, sinalizando ao estado brasileiro necessidade de fazer investimento na geração de oportunidades para esse segmento da população, além de melhoria na legislação e investimentos na estrutura policial para o enfrentamento desse fenômeno que nos envergonha enquanto sociedade. Não podemos assistir passivamente, achando que não seremos atingidos.

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BRASIL REGISTRA 28 HOMICÍDIOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR DIA

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Do Uol

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (30) mostra que o país ocupa o terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em um conjunto de 85 nações analisadas. Em 2013, último ano com dados disponíveis, foram assassinados 10.520 crianças e adolescentes no Brasil, o que resulta em uma média superior a 28 casos por dia.

A maioria das vítimas era negra, do sexo masculino e foi atingida por disparo de arma de fogo. “É um número bárbaro, extremamente elevado”, afirma o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, autor do estudo e coordenador do Programa de Estudos sobre Violência da Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), responsável pela série Mapa da Violência.

O estudo tem como base dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, e compila estatísticas disponíveis desde 1980.

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ITABUNA: JOVEM É MORTO QUANDO CHEGAVA À AUTOESCOLA

tarcisio do fonseca - foto Plantao Itabuna 2

Tarcísio Dantas é mais uma vítima da violência em Itabuna (imagem Plantão Itabuna)

O jovem Tarcísio Fábio Silva Dantas, de 24 anos, foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira (29), em Itabuna, quando chegava a uma autoescola no bairro Jardim Primavera. Pelo menos dez cápsulas de munição foram encontradas no local do crime.

Segundo informações, o rapaz era aluno da autoescola. Testemunhas disseram ao site Plantão Itabuna que o assassino esperou a vítima no local e fugiu em um Gol prata. Tarcísio Dantas era morador do bairro Fonseca.

Outro homicídio foi registrado pela polícia na noite de ontem (28), no bairro Sinval Palmeira. O crime aconteceu nas imediações de um campinho de futebol e a polícia ainda não tem a identificação da vítima. Um veículo Voyage, que pode ter sido utilizado pelos autores do assassinato, foi apreendido pelos policiais.

TIO DE VÍTIMA CONFESSA HOMICÍDIO EM FLORESTA AZUL

Ricardo, vulgo "Pretinho", é o principal suspeito do homicídio

Ricardo, vulgo “Pretinho”, é o principal suspeito do homicídio

O homem identificado como “Ricardo”, tio de Edson de Jesus, 19 anos, confessou o homicídio do rapaz e da namorada dele, Isabela Régis Lima, 18, em Floresta Azul. As vítimas foram agredidas a pauladas e depois asfixiadas.

Ricardo chegou a acompanhar a polícia nas buscas, mas começou a ser tratado como suspeito depois de uma informação de familiares de Isabela, que foram impedidos de entrar na casa em que Edson morava com o tio. O casal foi enterrado no quintal da residência.

A polícia ainda desconhece a motivação do crime e uma das hipóteses é de que o duplo assassinato tenha ocorrido em um surto do criminoso, que é usuário de drogas. O caso é investigado pela delegada Ana Paula Gomes.

O homicídio provocou comoção na cidade, que tem apenas 11 mil habitantes e ainda não convive com a rotina de violência comum em cidades maiores da região.

Crime bárbaro provocou comoção na cidade

Crime bárbaro provocou comoção na cidade

MENINO MORTO EM SP ERA DE BRUMADO

waldikO adolescente Waldik Gabriel Silva Chagas, 11, morto na noite de sábado (25), durante perseguição policial em São Paulo, era natural de Brumado, no sudoeste baiano.

Waldik estava no banco de trás de um carro que foi perseguido por uma guarnição da Guarda Civil Metropolitana. Havia suspeita de que os ocupantes do veículo teriam participado de um assalto na mesma noite.

O menino foi atingido por um tiro na nuca e deixado no carro, ainda vivo, pelos demais ocupantes. Ele foi levado para o hospital, mas já chegou morto.

Waldik era um dos nove filhos da ajudante de cozinha Orlanda Correia Silva, de 47 anos. Ela admitiu que há um ano o garoto vinha se envolvendo com “companhias erradas” e em pequenos assaltos.

VIOLÊNCIA DE GÊNERO: MUDANÇAS SÃO NECESSÁRIAS

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Por certo, esse debate será um dos temas que pautarão a permanente luta das mulheres na atualidade. À medida que ocupam novos papeis, precisam ser asseguradas com mais mecanismos que garantam seus direitos.

 

Vimos nas últimas semanas um levante das mulheres brasileiras cobrando medidas protetivas relativas à violência de gênero. A intensidade dos debates foi aflorada a partir do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro no último mês. Se analisarmos os fatos, perceberemos que, no cotidiano, parcela significativa dos homens, por descuido, gracejo, excesso de simpatia ou pelo despertar de um suposto “lado animal”, acaba cometendo deslizes que podem ser interpretados ou tipificados como assédio.

Os novos tempos da interação humana, em função da facilidade dos mecanismos das mídias sociais, aceleram a ampla divulgação e elucidação de crimes, especialmente aqueles de maior repercussão. Ao passo em que essa exposição nas mídias sociais prejudica a imagem de quem estiver sendo pautado, cria também um ambiente para mudança de comportamento da sociedade, e é justamente aí que temos que nos debruçar para a produção de leis que busquem o combate efetivo desses males, assim como investimento em educação e cultura para possibilitar um novo olhar acerca dessa temática.

No tocante à violência que sofrem as mulheres, uma das conquistas mais comemoradas foi a criação das delegacias especializadas. Só que no funcionamento delas cabem reparações e atualizações, tanto do ponto de vista das suas estruturas físicas, na criação de um ambiente mais acolhedor, como da preparação das equipes dessas estruturas. Penso que os postos de chefe de delegacia e investigação deveriam ser ocupados na grande maioria por mulheres, pois elas melhor compreendem a posição de potencial vítima nesse universo, estando, portanto, mais dispostas a um acolhimento diferenciando. Um fato que comprova isso foi a mudança da linha de investigação na condução do inquérito após a substituição do delegado por uma delegada no caso do Rio de Janeiro.

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POLÍCIA SUSPENDE A BAMOR DOS ESTÁDIOS

PM proíbe a Bamor em estádios por 180 dias (Foto Reprodução).

PM proíbe a Bamor em estádios por 180 dias (Foto Reprodução). 

Ontem (7), o Bahia venceu a primeira partida fora de casa. Bateu o Goiás por 0 a 2, no Estádio Serra Dourada. O Esquadrão conquistou a terceira posição na classificação geral da Série B no dia em que a Bamor, torcida organizada, foi suspenda dos estádios por seis meses.

A suspensão foi aplicada pelo Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), da Polícia Militar. Foi punição contra as cenas de violência protagonizada por alguns de seus integrantes na partida do Bahia contra o Náutico.

A briga envolveu membros da Terror Tricolor. A medida cautelar está prevista no Estatuto do Torcedor, sendo aplicada na ocorrência de “indisciplina e brigas entre torcidas”, segundo a PM.

APÓS CASOS DE ESTUPRO COLETIVO, ONU PEDE TOLERÂNCIA ZERO À VIOLÊNCIA

violencia mulherA ONU Mulheres Brasil divulgou, ontem (26), nota em que se solidariza com as jovens do Rio de Janeiro e do Piauí que foram vítimas de estupros coletivos e pede ao poder público dos dois estados que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento dos casos. A organização também pede à sociedade brasileira “tolerância zero” a todas as formas de violência contra as mulheres e a sua banalização.

Ontem (26), a Polícia Civil do Rio de Janeiro tomou depoimento de uma jovem de 16 anos que informou ter sido drogada e estuprada por diversos homens. O crime foi denunciado após um vídeo com imagens da jovem desacordada e com órgãos genitais expostos ter sido postado na internet. No vídeo, um homem diz que “uns 30 caras passaram por ela”.

Em Bom Jesus, sul do Piauí, uma jovem de 17 anos afirmou ter sido violentada por quatro adolescentes e um rapaz de 18 anos, na madrugada do dia 20. Após uma briga com o namorado, a jovem teria ingerido bebida alcoólica e os suspeitos se aproveitaram da embriaguez para cometer o crime. A jovem foi encontrada amarrada dentro de uma obra abandonada.

A nota, assinada pela representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, observa que os dois casos “bárbaros” se assemelham pelo fato de que as duas adolescentes teriam sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e por terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de substâncias com álcool e drogas.

“Como crime hediondo, o estupro e suas consequências não podem ser tolerados nem justificados sob pena do comprometimento da saúde física e emocional das mulheres, as quais devem dispor de todas as condições para evitar a extensão do sofrimento das violências perpetradas”, registra o texto. Da Agência Brasil

RESPEITEMOS AS MÃES!

Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

Crescente número de mães sofre infinitas vezes, vendo o filho caído na teia da violência que arrebata jovens vidas para situações infelizes.

 

Homenagem às Mães deve ser todos os dias, mas o segundo domingo de maio convida a refletir sobre a incumbência natural de quem traz à luz a continuidade da espécie. Não seria demais dizer que mães de todas as espécies merecem respeito e consideração por igual motivo das mães humanas. Elas passam, também, pelos processos de concepção, gestação, parição e amamentação, após o que, a mamãe-bicho se desincumbe dos cuidados com o filho.

A mãe humana, porém, sente a verdade de que filho é para sempre, e que chegado à vida adulta encarna ele o velho adágio: filho criado, trabalho dobrado. É a vez da preocupação. Emancipado, o ser incondicionalmente amado é um pedaço da mãe, com liberdade para fazer o que quiser, sem pedir licença e consentimento.

Nesses tempos em que os perigos se acentuam, a mãe vê o filho emancipar-se sem a devida maturidade para lidar com os desafios que o meio impõe. Iludidos por companhias, também pueris, ou mal intencionadas, ou ainda por campanhas midiáticas que cobram dos adolescentes atitudes para as quais muitos ainda não estão preparados, eles acreditam em qualquer caminho apontado. Com o senso crítico em formação, o filho precisa conduzir-se com autonomia, frequentemente confundida com liberdade.

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SEGUNDO HOMICÍDIO DE MAIO

Travessa Bom Sossego, bairro Nova Esperança. Não se engane com os nomes, pois foi neste local – nas imediações do presídio de Itabuna – que se registrou hoje (7) à tarde o segundo homicídio da cidade neste mês de maio.

A vítima está identificada como José Carlos Santos Nascimento. Tinha 31 anos e era motorista de ônibus na empresa Viação Expresso Rio Cachoeira.

Testemunhas afirmam que os tiros foram disparados de dentro de um Chevrolet Corsa, de cor prata. José Carlos, que estava em seu dia de folga, morreu no local.

INOCÊNCIA TEM PRAZO DE VALIDADE

ricardo ribeiroRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

 

Diante de minha surpresa, o menino foi logo falando: “ele matou muita gente, aí levou um tiro na cabeça”.

 

Rafael não sabe que este domingo é o Dia das Mães e suspeito que ele não conheça a existência de tal efeméride no calendário. Eu menciono a data e ele responde “eu vou, você vai?”, como se se tratasse de um evento. Percebi a confusão e procurei simplificar: “no domingo, você vai dar um abraço bem forte em sua mãe e dizer que a ama”. Ele achou graça e deu uma risadinha cujo sentido a princípio não consegui decifrar muito bem.

Quando lhe perguntei a idade, Rafael mostrou a mão esquerda espalmada e a direita com o indicador erguido. Enquanto mostrava “seis”, com a boca dizia que tem dois anos e falou que faria aniversário “amanhã”, mas imagino que ele não tenha muita ideia do que seja esse mistério. O menino da periferia de Itabuna me disse que estuda, mas não sabe o nome da escola.

Pode não parecer, mas Rafael é um menino esperto, com um olhar vivo e bom contador de histórias. Contou-me uma espantosa, quando lhe indaguei sobre seus pais. Me disse, do seu jeito, que a mãe está bem e cuida dele e de mais dois irmãos. Já o pai foi assassinado.

Diante de minha surpresa, o menino foi logo falando: “ele matou muita gente, aí levou um tiro na cabeça”. Soltou isso com total naturalidade, sem nenhuma emoção, como se fosse um fato banal. Deu a impressão de que narrava a cena de um filme

É assustador ouvir isso da boca de uma criança, mas Rafael infelizmente não é caso isolado e fiquei lamentando como sua infância está terrivelmente comprometida. A realidade desse menino, negro, da periferia de Itabuna, é igual a de tantos outros que nem dá pra contar. Crianças que deveriam ter o direito de ouvir histórias inspiradoras, que lhes estimulassem a imaginação e as fizessem se encantar pela vida. Em vez disso, convivem diariamente com a crueza da violência, na rua e em casa.

Rafael não é uma criança inventada, mas um moleque de verdade, desses que andam por aí e a gente nem liga. Vale muito a pena lhes dar atenção, e antes que seja tarde, como tem sido para tantos outros. Acima de tudo, é preciso quebrar a engrenagem que transforma meninos bacanas como ele em monstros que a sociedade só deseja exterminar.

Infelizmente, aquele sorriso enigmático de Rafael indica que sua inocência tem prazo de validade. E ele é curto!

MEMBRO DE FACÇÃO É EXECUTADO EM ITABUNA

Raomi (esq.) faz o símbolo da facção a que pertencia

Raomi (esq.) faz o símbolo da facção a que pertencia

O jovem Raomi Paixão Monteiro, de cerca de vinte anos, foi executado no final da manhã de hoje, no bairro João Soares, em Itabuna. Raomi pilotava uma moto quando foi cercado por bandidos que o seguiam, também de motocicleta. Segundo a polícia técnica, a vítima levou cerca de quinze tiros de pistola.

Em um dos bolsos do rapaz, a polícia encontrou uma trouxinha de maconha. Pouco depois, fazendo buscas na casa onde Raomi morava, foi encontrada grande quantidade de droga.

Há informações de que Raomi era membro da facção criminosa conhecida como Raio A. Em imagens divulgadas nas redes sociais, o jovem aparece ao lado de traficantes e fazendo o símbolo da facção.



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