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editorias


:: ‘violência’

TENENTE DA PM É BALEADO EM SALVADOR

Fábio Lawson levou tiro no tórax.

Fábio Lawson levou tiro no tórax.

Um oficial da Polícia Militar foi baleado, por volta das 19h10min desta segunda (27), em Salvador. O crime ocorreu na Ladeira da Cruz da Redenção, em Brotas. Segundo informações obtidas pelo PIMENTA, a vítima foi identificada como tenente Fábio Lawson Araújo Sá, que já trabalhou no Companhia Independente da Polícia Rodoviária (CIPRV) e no 15º Batalhão da Polícia Militar, ambos em Itabuna.

O tenente Fábio Lawson Araújo Sá está lúcido e disse ter sido vítima de um latrocínio. O tenente está internado no Hospital Geral do Estado (HGE), onde deve ser submetido a cirurgia.

De acordo com testemunhas, dois criminosos passaram atirando e um dos disparos atingiu o peito do oficial da PM, hoje lotado no 19º Batalhão da PM (Jequié), no sudoeste baiano. Os atiradores fugiram. Nenhum dos bandidos foi preso até o fechamento desta nota. Atualizado às 21h46min.

ITACARÉ REGISTRA 5 HOMICÍDIOS EM 2017

Corpo de Anaildo foi encontrado numa estrada vicinal (Foto Taboquinhas Informa).

Corpo de Anaildo foi encontrado numa estrada vicinal (Foto Taboquinhas Informa).

A população de Itacaré, no sul da Bahia, está assustada com o avanço da criminalidade em um dos principais destinos turísticos do Estado. Ontem (5), o corpo do trabalhador rural Anaildo Chagas Ferreira foi encontrado em uma estrada vicinal na Região dos Cuiudos, a cerca de 5 quilômetros de Taboquinhas, distrito de Itacaré.

A vítima foi morta a tiros. Segundo relatos, a vítima foi fazer feira em Taboquinhas, no sábado, e retornou para casa no final do dia. Populares encontraram o corpo de Anaildo por volta das 5h da manhã de ontem (5), de acordo com o site Taboquinhas Informa.

O município alcançou 5 homicídios em 2016, segundo a polícia. Ainda não se sabe a motivação para o crime ocorrido ontem.

R$ 5,00: QUEM LEVA O “BIG BROTHER” DA BARBÁRIE?

foto Cel artigoCelina Santos | celinasantos2@gmail.com

 

É igualmente triste que haja incontáveis espectadores para a transformação da barbárie em espetáculo; é pavoroso, afinal, não saber até que ponto chegará o abismo a engolir o que se convencionou chamar de civilização.

 

 

O Brasil testemunha a explosão do antigo barril instalado em cada presídio. Atrás de muros sustentados pela sociedade, o crime organizado mantém seus tentáculos a impor uma guerra civil da qual todos nós somos vítimas em potencial. E a “era do espetáculo”, fomentada pelas redes sociais, registra a barbárie que rege as rebeliões de facções rivais na disputa pelo milionário território do tráfico.

Como num grande reality show (Big Brother, para usar um termo anual e insistentemente familiar), os detentos fotografam, filmam e lançam ao mundo, via internet, as cenas de horror que incluem a decapitação dos ditos inimigos deles. Esses vídeos viram DVDs, daqueles “piratas” vendidos livremente. Em Itabuna, pode-se encontrar o filme real do terror brasileiro por meros R$ 5,00.

O mais grave é que as cópias são exaustivamente procuradas, tal como os maiores sucessos do cinema; igualmente em alta velocidade, circulam pelas redes sociais, através dos “automáticos” compartilhamentos. Algo também (infelizmente) corriqueiro ocorre nos assassinatos até sob a luz do sol. Dezenas de pessoas (incluindo crianças!) se reúnem em volta do cadáver descoberto, sem que aparentemente haja qualquer tipo de choque.

Ao mesmo tempo em que a violência se espalha e o número de homicídios toma proporção inimaginável (era assim até num passado recente em Itabuna), é lamentável a forma como a brutalidade é naturalizada. Nós encontramos formas simplórias para justificar os crimes e acreditar que exista quem mereça viver e quem mereça morrer de forma brutal.

Muitas vezes, passamos a desconhecer a engrenagem que move o tráfico e, consequentemente, a série de crimes por ele impostos. Deixamos de admitir que ficam impunes (talvez, porque ocultos) aqueles que “bancam” a entrada de drogas pelas fronteiras, como se fossem docinho de coco. Do alto da nossa conveniência, ignoramos que os entorpecentes só dão tanto lucro, porque há quem os consuma – inclusive, nos bairros nobres, nas festas chiques, onde jamais vai ocorrer um “baculejo” em nome do combate ao tráfico.

Sob a ótica do comportamento humano, é sério – e triste – deixarmos de nos indignar com a perda do respeito ao próximo, com a ineficiência do poder público diante das organizações criminosas. É igualmente triste que haja incontáveis espectadores para a transformação da barbárie em espetáculo; é pavoroso, afinal, não saber até que ponto chegará o abismo a engolir o que se convencionou chamar de civilização.

Celina Santos é pós-graduada em Jornalismo e Mídia e Chefe de Redação do Diário Bahia.

EX-PREFEITO DE PAU BRASIL É EXECUTADO

Ex-prefeito de Pau Brasil foi assassinado em Camacan.

Ex-prefeito de Pau Brasil foi assassinado em Camacan.

Marcos Rocha, empresário e ex-prefeito de Pau Brasil, foi assassinado a tiros, na manhã desta terça (24), em Camacan. Populares ainda levaram Rocha para a Fundação Hospitalar de Camacan, mas ele já estava sem vida. O ex-prefeito de Pau Brasil foi morto com três tiros na cabeça.

O corpo do empresário deverá ser encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna, segundo o Políticos do Sul da Bahia. Rocha é irmão do ex-prefeito de Pau Brasil, Dr. Alberto (PDT), que governou o município no período 2013-2016.

O político e empresário foi acusado de ser um dos mandantes do assassinato do vereador Valderlins Pinheiro Matos, “Pinho”, em 1º de fevereiro de 2012. Linho presidia a Câmara à época (relembre aqui).

Marcos chegou a ser preso, cinco meses depois, pela morte do vereador. Morto nesta terça, o empresário assumiu a gestão em Pau Brasil em 1992, quando o prefeito Acácio Cardoso foi assassinado a tiros. A polícia suspeitou da participação do então vice no crime.

SKATISTA É MORTO A FACADAS AO TENTAR SEPARAR BRIGA

Diego sofreu golpe de faca nas costas (Reprodução).

Diego sofreu golpe de faca nas costas (Reprodução).

Um jovem levou uma facada e morreu ao tentar separar uma briga, na madrugada deste domingo (22). De acordo com testemunhas, Diego de Jesus, foi atingido com um golpe de faca nas costas.

A tragédia ocorreu em Itarantim, no centro-sul do Estado.

O golpe teria sido desferido por um menor, segundo testemunhas. O crime comoveu a população de Itapetinga, onde Diego morava. Ele era skatista e tatuador e tinha muitos amigos, segundo noticia o Itapetingaagora.

LADRÕES “BATEM PONTO” NO CASTÁLIA

violencia1Assaltantes continuam a fazer do bairro Castália, em Itabuna, um de seus locais preferidos para atacar. Na rua Major Dórea e travessa Henrique Alves, os bandidos agem praticamente todos os dias e normalmente bem cedo, entre 6h30 e 7h30 da manhã. As vítimas quase sempre são mulheres.

Um dos larápios que batem ponto nesse trecho usa uma moto vermelha e costuma intimidar as vítimas apontando com a mão por baixo da camisa, como se estivesse com uma arma. Moradores dizem que os ladrões têm preferido agir durante o dia, já que à noite há vigilância privada e a polícia costuma fazer rondas.

TAXISTA É ASSASSINADO EM ITABUNA

Táxi com o corpo de James no porta-malas foi encontrado em estrada para Ilhéus.

Táxi com o corpo de James no porta-malas foi encontrado em estrada para Ilhéus.

O corpo do taxista James Silva do Nascimento, de 63 anos, foi encontrado, nesta manhã (30), no porta-malas do próprio veículo em uma estrada vicinal que liga Itabuna a Ilhéus. James residia no Salobrinho, em Ilhéus, e trabalhava na Praça 36, na Avenida Juracy Magalhães (Supermercado Meira).

Os bandidos colocaram o corpo da vítima no porta-malas e tentaram atear fogo no Volkswagen Voyage (OZO-0491). As chamas consumiram parte do estofado do táxi e do volante. Pelo menos três criminosos participaram da execução.

O corpo da vítima permanecia no local até o final da manhã deste sábado, aguardando a conclusão dos trabalhos de perícia. A polícia inicia as investigações para identificar os autores do crime e a motivação. Ele era conhecido pelo estilo tranquilo. Trabalhava na praça há, pelo menos, oito anos.

James trabalhou até as 18 horas de ontem, segundo colegas ouvidos pelo Pimenta. O clima era de consternação e revolta entre os colegas da praça. Os taxistas deixaram a praça e foram até o local do crime, na margem direita do Rio Cachoeira, em Ilhéus, cerca de 4 quilômetros após o Condomínio Real Ville, região do São Judas, Itabuna.

SONS E SILÊNCIOS DA CIDADE EM MOVIMENTO

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Não podemos continuar sem fazer o enfrentamento necessário, ou timidamente acreditar que teremos uma nova cidade sem que mergulhemos de cabeça e com cooperação mútua.

 

Semana passada, caminhando em um determinado bairro de Itabuna, deparei-me com três relatos de filhos que presenciaram o assassinato dos próprios pais quando ainda não passavam dos cinco anos de vida. As avós me contaram os fatos no geral, mas foram as crianças, hoje com cerca de oito anos de idade, que acrescentaram alguns detalhes.

São relatos duros, estarrecedores, já ouvi outros e confesso que sempre nos levam a um grande sofrimento, por tristeza e sentimento de impotência. Nesses momentos percebo nas falas um pedido de socorro para além do desabafo, e ao mesmo tempo vejo a banalização da vida. A dor e sofrimento produzidos pelos episódios geram aos familiares e à comunidade um comportamento de aceitação tácita, principalmente pelo pensamento de que os assassinatos fazem parte do risco de viver em uma cidade com conflitos gerados por organizações criminosas.

Fico a me perguntar como fazer para possibilitar um horizonte de rompimento do ciclo da violência imposto para as famílias que se encontram nesse universo estatístico. Na maioria das situações que encontrei apenas nesse dia, as avós paternas assumiram a criação dos netos para que as mães deles pudessem buscar o sustento da família ou ficar livres para criar um novo vínculo matrimonial. Como possibilitar superação aos filhos vitimados por essas ocorrências? Como desenvolver ações de inserção socioeconômica para suprir as carências imediatas dessas famílias? Um sem-número de perguntas sem respostas que fica no ar…

As diversas necessidades da nossa cidade muito têm a ver com um processo histórico de falta de políticas públicas que contemplem diretamente investimentos no ser humano. Nossa população está submersa em uma série de conflitos muitas vezes imperceptíveis aos olhos dos que detêm poder e responsabilidade para o enfrentamento desses males. Nesse aspecto, a responsabilidade recai não apenas sobre os que têm cargos eletivos, mas também sobre o Ministério Público e, consequentemente, o Poder Judiciário, que pouco se insere na realidade concreta do cotidiano dos cidadãos, especialmente os que estão geográfica e socialmente residentes nas periferias da cidade.

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ENVOLVIDO COM O TRÁFICO MORRE EM FERRADAS

violencia1Um homem identificado como Henrique Rocha Nolasco, de 27 anos, foi morto no início da madrugada de hoje (11), no bairro de Ferradas, em Itabuna. O crime aconteceu em frente a um bar, nas imediações da praça da localidade.

A polícia encontrou o corpo com perfurações por todo o corpo. No local, foram encontradas cápsulas de munição calibre .380.

Informações dão conta de que a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Em 2012, Henrique Nolasco foi preso durante operação em uma boca de fumo no bairro Santo Antônio.

“HÁ QUE SE CUIDAR DO BROTO, PRA QUE A VIDA NOS DÊ FLORES E FRUTOS”

Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

A sociedade se cala, mas espera aflita, intervenção de pautas emergenciais e criteriosas de combate a esse monstro.

 

Junho (2016) chega ao final com essa notícia da imprensa, na íntegra: estudo divulgado nesta quinta-feira (30) mostra que o país ocupa o terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em um conjunto de 85 nações analisadas. Em 2013, último ano com dados disponíveis, foram assassinadas 10.520 crianças e adolescentes no Brasil, o que resulta em uma média superior a 28 casos por dia.

A situação se agrava nos últimos três anos. A violência em escala ascendente atrai meninas e meninos para a vibe perigosa contra pessoas das faixas abaixo e acima, e contra eles mesmos como num rito de passagem para algum lugar extraordinário, onde a bonança os espera. Diz o comentarista que reina silêncio sepulcral sobre o problema gerador de desastrosos impactos nas famílias e nos sistemas: de saúde, educação, econômico, prisional, previdenciário e outros mais.

Auxílios e vacinas que praticamente erradicaram doenças da infância, antes motivos de altas taxas de mortalidade infanto-juvenil, bem como assistência odontológica e psicossocial, têm garantido melhorias à saúde infantil. É claro que os benefícios citados não alcançam a todos, mas boa parte, sem dúvida. Avanços da ciência e da tecnologia têm prevenido doenças e preservado milhares de vidas, especialmente de infantes.

Incrível constatar que o custo para livrá-los da morte por doenças, é alto, mas a violência não perdoa vidas escapadas da morte na infância. Como o destino trágico em vingança primitiva contra esforços do contribuinte que não vê retorno positivo dos impostos que paga, e do cidadão brasileiro atacado em seu bem mais precioso, a família atingida sem compaixão nessa recorrente tragédia nacional.

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VIOLÊNCIA: UMA CONTRADIÇÃO DO HOMEM NO PÓS-GLOBALIZAÇÃO

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A grande maioria das vítimas é jovem, negra e vive nas periferias, sinalizando ao estado brasileiro necessidade de fazer investimento na geração de oportunidades para esse segmento da população.

 

Estamos experimentando um momento difícil da convivência humana, que não é um comportamento restrito ao nosso país. A intolerância tem sido manifestada mundo afora, basta uma rápida vasculhada na programação dos canais televisivos e radiofônicos ou uma rápida passagem na internet e nos impressos para percebermos o quanto de agressividade o ser humano tem produzido em todo o planeta.

O animal humano se diferencia dos demais pelo uso da racionalidade, mas parece que abriu mão desta ao agir de maneiras que nos rebaixam às últimas posições da cadeia alimentar, causando danos irreversíveis ao habitat e degeneração da nossa própria espécie. O ódio manifestado por alguns pode ser medido a partir das reações a simples opiniões postadas nas redes sociais, no confronto das torcidas opostas após grandes clássicos de futebol, das contradições e ataques oriundos do posicionamento político-ideológico, religião ou diferença de gênero.

Essa baixa na qualidade das atitudes humanas vai de encontro ao avanço do conhecimento e da própria expansão socioeconômica e tecnológica no pós-globalização. Esperava-se que o advento das aproximações culturais e a quebra das fronteiras físicas dos países possibilitassem uma nova roupagem na organização do homem. No entanto, por questões de intolerância, estamos assistindo um comportamento que nos redireciona à barbárie.

No Brasil, a face da violência pode ser melhor percebida observando os números de mortes por arma de fogo: foram mais de 45 mil mortes em 2014, segundo o levantamento feito neste ano (Mapa da Violência, Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), que também aponta que esse número tem crescido a cada ano. Nenhum conflito bélico hoje tem esse grau de letalidade. A grande maioria das vítimas é jovem, negra e vive nas periferias, sinalizando ao estado brasileiro necessidade de fazer investimento na geração de oportunidades para esse segmento da população, além de melhoria na legislação e investimentos na estrutura policial para o enfrentamento desse fenômeno que nos envergonha enquanto sociedade. Não podemos assistir passivamente, achando que não seremos atingidos.

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BRASIL REGISTRA 28 HOMICÍDIOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR DIA

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Do Uol

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (30) mostra que o país ocupa o terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em um conjunto de 85 nações analisadas. Em 2013, último ano com dados disponíveis, foram assassinados 10.520 crianças e adolescentes no Brasil, o que resulta em uma média superior a 28 casos por dia.

A maioria das vítimas era negra, do sexo masculino e foi atingida por disparo de arma de fogo. “É um número bárbaro, extremamente elevado”, afirma o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, autor do estudo e coordenador do Programa de Estudos sobre Violência da Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), responsável pela série Mapa da Violência.

O estudo tem como base dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, e compila estatísticas disponíveis desde 1980.

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ITABUNA: JOVEM É MORTO QUANDO CHEGAVA À AUTOESCOLA

tarcisio do fonseca - foto Plantao Itabuna 2

Tarcísio Dantas é mais uma vítima da violência em Itabuna (imagem Plantão Itabuna)

O jovem Tarcísio Fábio Silva Dantas, de 24 anos, foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira (29), em Itabuna, quando chegava a uma autoescola no bairro Jardim Primavera. Pelo menos dez cápsulas de munição foram encontradas no local do crime.

Segundo informações, o rapaz era aluno da autoescola. Testemunhas disseram ao site Plantão Itabuna que o assassino esperou a vítima no local e fugiu em um Gol prata. Tarcísio Dantas era morador do bairro Fonseca.

Outro homicídio foi registrado pela polícia na noite de ontem (28), no bairro Sinval Palmeira. O crime aconteceu nas imediações de um campinho de futebol e a polícia ainda não tem a identificação da vítima. Um veículo Voyage, que pode ter sido utilizado pelos autores do assassinato, foi apreendido pelos policiais.

TIO DE VÍTIMA CONFESSA HOMICÍDIO EM FLORESTA AZUL

Ricardo, vulgo "Pretinho", é o principal suspeito do homicídio

Ricardo, vulgo “Pretinho”, é o principal suspeito do homicídio

O homem identificado como “Ricardo”, tio de Edson de Jesus, 19 anos, confessou o homicídio do rapaz e da namorada dele, Isabela Régis Lima, 18, em Floresta Azul. As vítimas foram agredidas a pauladas e depois asfixiadas.

Ricardo chegou a acompanhar a polícia nas buscas, mas começou a ser tratado como suspeito depois de uma informação de familiares de Isabela, que foram impedidos de entrar na casa em que Edson morava com o tio. O casal foi enterrado no quintal da residência.

A polícia ainda desconhece a motivação do crime e uma das hipóteses é de que o duplo assassinato tenha ocorrido em um surto do criminoso, que é usuário de drogas. O caso é investigado pela delegada Ana Paula Gomes.

O homicídio provocou comoção na cidade, que tem apenas 11 mil habitantes e ainda não convive com a rotina de violência comum em cidades maiores da região.

Crime bárbaro provocou comoção na cidade

Crime bárbaro provocou comoção na cidade

MENINO MORTO EM SP ERA DE BRUMADO

waldikO adolescente Waldik Gabriel Silva Chagas, 11, morto na noite de sábado (25), durante perseguição policial em São Paulo, era natural de Brumado, no sudoeste baiano.

Waldik estava no banco de trás de um carro que foi perseguido por uma guarnição da Guarda Civil Metropolitana. Havia suspeita de que os ocupantes do veículo teriam participado de um assalto na mesma noite.

O menino foi atingido por um tiro na nuca e deixado no carro, ainda vivo, pelos demais ocupantes. Ele foi levado para o hospital, mas já chegou morto.

Waldik era um dos nove filhos da ajudante de cozinha Orlanda Correia Silva, de 47 anos. Ela admitiu que há um ano o garoto vinha se envolvendo com “companhias erradas” e em pequenos assaltos.

VIOLÊNCIA DE GÊNERO: MUDANÇAS SÃO NECESSÁRIAS

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Por certo, esse debate será um dos temas que pautarão a permanente luta das mulheres na atualidade. À medida que ocupam novos papeis, precisam ser asseguradas com mais mecanismos que garantam seus direitos.

 

Vimos nas últimas semanas um levante das mulheres brasileiras cobrando medidas protetivas relativas à violência de gênero. A intensidade dos debates foi aflorada a partir do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro no último mês. Se analisarmos os fatos, perceberemos que, no cotidiano, parcela significativa dos homens, por descuido, gracejo, excesso de simpatia ou pelo despertar de um suposto “lado animal”, acaba cometendo deslizes que podem ser interpretados ou tipificados como assédio.

Os novos tempos da interação humana, em função da facilidade dos mecanismos das mídias sociais, aceleram a ampla divulgação e elucidação de crimes, especialmente aqueles de maior repercussão. Ao passo em que essa exposição nas mídias sociais prejudica a imagem de quem estiver sendo pautado, cria também um ambiente para mudança de comportamento da sociedade, e é justamente aí que temos que nos debruçar para a produção de leis que busquem o combate efetivo desses males, assim como investimento em educação e cultura para possibilitar um novo olhar acerca dessa temática.

No tocante à violência que sofrem as mulheres, uma das conquistas mais comemoradas foi a criação das delegacias especializadas. Só que no funcionamento delas cabem reparações e atualizações, tanto do ponto de vista das suas estruturas físicas, na criação de um ambiente mais acolhedor, como da preparação das equipes dessas estruturas. Penso que os postos de chefe de delegacia e investigação deveriam ser ocupados na grande maioria por mulheres, pois elas melhor compreendem a posição de potencial vítima nesse universo, estando, portanto, mais dispostas a um acolhimento diferenciando. Um fato que comprova isso foi a mudança da linha de investigação na condução do inquérito após a substituição do delegado por uma delegada no caso do Rio de Janeiro.

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