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editorias






:: ‘violência’

JOVEM É EXECUTADO NO CENTRO COMERCIAL

Andinho foi morto a tiros no centro comercial.

Andinho: executado.

Um jovem foi assassinado no Centro Comercial de Itabuna, por volta das 20h10min desta terça (10). Anderson Soares Albuquerque, conhecido como Andinho, residia na Favela do Bode.

Ele caminhava pelo Centro Comercial, quando dois homens perseguiram e executaram o rapaz.

A vítima ainda tentou correr, mas foi atingido por vários tiros, disparados nas costas e na parte de trás da cabeça. Caiu, morto, em um camelódromo em frente ao Terminal Rodoviário de Itabuna.

Andinho é suspeito de participar de grupo que tentou matar policial militar em Ilhéus. Segundo a Polícia Militar, Andinho tinha passagem pela delegacia de polícia por tráfico de drogas.

MOTOTAXISTA ASSASSINADO EM ITABUNA

Rafael foi assassinado a tiros (Reprodução Verdinho).

Rafael foi assassinado a tiros (Reprodução Verdinho).

Um mototaxista envolvido com o tráfico de drogas foi morto a tiros, ontem à noite, na Travessa Juca Leão, na Mangabinha, em Itabuna.

De acordo com a polícia militar, os tiros contra Rafael Santana Alves, de 47 anos, foram disparados por dois homens. O crime ocorreu por volta das 20h.

Rafael residia no Bairro São Caetano e, conforme o comando do 15º Batalhão da PM, contava com passagens em delegacia de polícia.

Ao lado do corpo da vítima, a polícia recolheu papelote de cocaína e um revólver calibre 38. Ele operava em uma central de mototáxi no bairro onde morava.

HOMICÍDIOS DE MULHERES NEGRAS TÊM AUMENTO DE 54% EM UMA DÉCADA

mulheres negrasAndreia Verdélio | Agência Brasil

Os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% em dez anos no Brasil, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Enquanto, no mesmo período, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. É o que aponta o Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), divulgado hoje (9).

Em 2013, 13 mulheres foram mortas por dia no país, em média, um total de 4.762 homicídios.

Nesta edição, segundo a Flacso, o estudo foca a violência de gênero e revela que, no Brasil, 55,3% desses crimes aconteceram no ambiente doméstico, sendo 33,2% cometidos pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, ele aponta ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares.

Sobre a idade das vítimas, o Mapa da Violência aponta baixa incidência até os 10 anos de idade, crescimento até os 18 e 19 anos, e a partir dessa idade, uma tendência de lento declínio até a velhice.

O país tem taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde que avaliaram um grupo de 83 países, informou a Flacso.

O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz que, desde 1998, já divulgou 27 estudos. Todos eles, segundo a Flacso, trabalharam a distribuição por sexo das violências, sejam suicídios, homicídios ou acidentes de transporte, mas em 2012, dada a relevância do tema e as diversas solicitações nesse sentido, foi elaborado o primeiro mapa especificamente focado nas questões de gênero.

De 1980 a 2013, foram vítimas de assassinato 106.093 mulheres. Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década.

Segundo o Mapa da Violência, diversos estados evidenciaram “pesado crescimento” na década, como Roraima, onde as taxas de homicídios femininos cresceram 343,9%, ou Paraíba, onde mais que triplicaram (229,2%). Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas em cinco estados registraram quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.

Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.

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EX-PRESIDIÁRIO É MORTO EM ITABUNA

violênciaUm ex-presidiário foi assassinado a tiros, ontem (6), na Rua Beira-Rio, no Bairro Nova Itabuna, próximo ao antigo Posto da Polícia Rodoviária Estadual.

A vítima foi identificada como Michael Jackson Souza Almeida, de 24 anos. De acordo com o site Plantão Itabuna, Michael Jackson havia deixado o Conjunto Penal de Itabuna há 10 dias.

Segundo o comando da Polícia Militar em Itabuna, o crime foi cometido por dois homens. Após executar o jovem, os criminosos fugiram a pé. Michael Jackson era morador do Bairro Vila Anália.

BANDIDOS ASSALTAM ÔNIBUS NA BR-101

assaltosBandidos fortemente armados assaltaram um ônibus da Rota Transportes que fazia a linha Itabuna-Buerarema. O assalto ocorreu na BR-101, por volta das 20h40min desta quarta (4).

Dinheiro, relógios e telefones foram levados pelos criminosos. O ônibus transportava 22 pessoas no momento do assalto.

Motorista, cobrador e passageiros foram prestar queixa na Delegacia de Buerarema. Ao chegar ao local, encontraram portas fechadas. A queixa teve que ser prestada no Complexo Policial de Itabuna.

Quem depende de ônibus da linha Itabuna-Buerarema, afirma que as viagens são quase sempre tensas devido ao grande número de assalto a ônibus. De acordo com relatos, os bandidos saquearam todos os passageiros.

Há cerca de 10 dias, quatro assaltantes foram presos em operação policial. Todos foram apontados como autores de assaltos a ônibus no trecho Itabuna-Buerarema da BR-101.

DATAFOLHA: 50% DA POPULAÇÃO ACHA QUE “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”

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O Instituto Datafolha divulgou hoje (5) pesquisa em que metade da população de grandes cidades brasileiras concorda que “bandido bom é bandido morto”. O levantamento ouviu 1.307 pessoas em 84 municípios.

Na outra ponta, 45% discordam deste lema, 3% não concordam nem discordam e 2% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

O percentual de pessoas que concordam com o lema “bandido bom é bandido morto” é ainda maior entre nordestinos (52% a 44%) e brancos (53% contra 41%). Exatamente 50% dos negros reprovam essa máxima, enquanto e 44% concordam com a morte de bandidos.

Já entre as mulheres, 48% são favoráveis e 46% contra. O percentual é maior entre homens: 52% a 45%. Os jovens reprovam a morte de bandidos como algo “bom”: 53% a 42%. Entre pessoas com 60 anos ou mais, 65% são favoráveis e apenas 30% contra.

A pesquisa foi contratada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública avalia o resultado da pesquisa geral positivo, já que metade é contra essa afirmação. Para a instituição, a ideia de “bandido bom é bandido morto” fomenta a letalidade nas ações policiais. Redação com A Tarde.

UM PESO, DUAS MEDIDAS – O GUERREIRO SANGRA

josé januárioJosé Januário Neto | netto_felix74@hotmail.com

 

É uma guerra civil velada. As polícias estaduais não mais lutam contra o insurgente ou subversivo. A guerra é declarada e desamparada pelo Estado e por autoridades que deveriam combatê-las.

 

 

Nos últimos meses, vivenciamos acontecimentos de extrema violência, principalmente contra o cidadão. Não obstante, nesse turbilhão está o policial militar que, como qualquer profissional, tem sua carga humana diária, o estress, o desvio de conduta, o descompromisso ou a abnegação ao serviço público.

Toda ação mal planejada, eivada de maldade com o intento de fraudar um outro crime, resultará em desdobramentos para toda classe policial. No pensamento popular, fica a ideia que a formação do profissional de segurança pública é ineficiente, precária e não surtirá o efeito desejado.

Perdurará por alguns anos para a minoria dos profissionais da imprensa que toda ação policial é semelhante às que eram cometidas na época da ditadura com repressão política. As polícias têm na atualidade, dentro das suas especificidades, cada uma a sua missão constitucional.

Às Polícias Militares cabe o policiamento ostensivo; as Polícias Civis, a investigação e persecução criminal; e a Polícia Federal, investigação de grande monta com conexões nacionais e internacionais contra a União, a sociedade, o cidadão e a ordem financeira. Já a Polícia Rodoviária Federal, a prevenção e fiscalização das rodovias federais e amparo às ações da Policia Federal e/ou Justiça Federal.

Dito isso, entraremos num tema que recentemente vem trazendo inquietude aos policiais de modo geral: a valorização da vida, seja ela qual for. Nas grandes mídias sempre é descoberto, mostrado, exibido policiais fraudando local de supostos confrontos, agressão verbal, abuso de poder e tortura. Não que a investigação jornalística tenha que sofrer retaliações e supressão em seu conteúdo a ser exibido.

A discussão é o valor da vida do policial. As polícias, como disse antes, órgãos diretos da administração pública, possuem corregedorias internas que incessantemente realinham, readequam aquele servidor faltoso à sua normalidade ou punirá com pena de demissão para casos mais gravosos.

No Estado da Bahia, vários profissionais de segurança morreram durante o ano de forma covarde. No Rio de Janeiro, um PM foi rendido, torturado, morto e arrastado cruelmente por toda a comunidade.

É uma guerra civil velada. As polícias estaduais não mais lutam contra o insurgente ou subversivo. A guerra é declarada e desamparada pelo Estado e por autoridades que deveriam combatê-las.

A repercussão da morte de um policial no país não tem o mesmo peso como qualquer outro cidadão ou indivíduo que viva à margem da lei. Pesa sobre os ombros do Homem da farda ou distintivo a obrigação em dar a vida pela sociedade.

Há uma subvalorização do seu esforço laboral e da sua vida, são os únicos servidores públicos que possuem o dever de morrer. Isso mesmo! Morrer para salvar terceiros. Não há meio termo.

É necessário valorizar e dignificar esses homens e mulheres, reprimir de maneira exemplar as ações cometidas contra os policiais. A morte de um agente estatal atinge a Democracia e todo o Estado brasileiro.

José Januário Neto (Soldado Neto) é policial militar e bacharel em Direito.

ALTO MIRANTE VIVE NOVA ROTINA DE ASSALTOS E ARROMBAMENTOS

violênciaA rotina de assaltos e arrombamentos vem assustando moradores do Alto Mirante, região central de Itabuna. Nos últimos três dias, pelo menos dois estabelecimentos foram arrombados.

Por volta das 3h da madrugada deste sábado (12), um frigorífico situado na Avenida Juracy Magalhães, no Alto Mirante, foi arrombado. Ninguém foi preso.

Na madrugada de quarta, bandidos arrombaram uma lanchonete situada no estacionamento do Supermercado Meira, também na Juracy Magalhães e a menos de 300 metros do frigorífico.

Ainda na quarta, os donos da lanchonete foram assaltados. Por volta das 20h30min, um menor, armado com pistola, rendeu o casal e levou todo o dinheiro.

Os roubos de celulares também cresceram na região do Alto Mirante. Por volta das 18h deste sábado (12), duas jovens caminhavam por uma rua próximo ao Imeam, a Francisco Benício, quando dois ladrões em uma moto apontaram arma para as vítimas e levaram dinheiro e telefones.

 

ESTUDO APONTA QUE JOVENS NEGROS SÃO MAIS VULNERÁVEIS À VIOLÊNCIA

Grafite pela paz no Distrito Federal (Foto José Cruz/Agência Brasil)

Grafite pela paz no Distrito Federal (Foto José Cruz/Agência Brasil)

Dados do relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014 mostram que a população negra entre 12 anos e 29 anos é a principal vítima da violência. O estudo, divulgado hoje (7), mostra que os estados onde o jovem negro corre mais risco de exposição à violência estão na Região Nordeste. Alagoas tem o maior coeficiente do Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) – Violência e Desigualdade Racial, medido numa escala de 0 a 1.

Em seguida, Paraíba, Pernambuco e Ceará são classificados como tendo muito alta vulnerabilidade, de acordo com o levantamento feito pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ministério da Justiça e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil. Entre as unidades da Federação com coeficientes abaixo de 0,3 estão São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais e o Distrito Federal.

O indicador inédito incorpora na dimensão da violência a desigualdade racial e mostra que a cor da pele e o risco de exposição à violência estão relacionados. O índice será usado pelo Plano Juventude Viva, que tem o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de jovens negros, para orientar políticas públicas.

O secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, disse que a violência em Alagoas já havia sido diagnosticada, o que levou o governo federal a iniciar, pelo estado, a implantação do Juventude Viva. Para ele, a vulnerabilidade da população negra está ligada a uma questão histórica e, apesar dos avanços alcançados, a desigualdade ainda é estrutural. “Essas melhoras não foram suficientes ainda para que a gente criasse uma igualdade entre brancos e negros. Ainda são os negros que ganham menos no mercado de trabalho, que têm menos acesso às políticas públicas e estão sujeitos a maiores dificuldades sociais encaradas no país.”

“MUITAS GESTANTES PASSARAM MAL”, DIZ VÍTIMA DE ASSALTO A CLÍNICA

Gestantes ficaram sob mira de arma em assalto a clínica.

Gestantes ficaram sob mira de arma em assalto a clínica.

Uma das vítimas do arrastão em uma clínica de imagem e diagnóstico em Ilhéus contou detalhes do assalto ocorrido por volta das 11h40min de ontem (7), na Rua 7 de Setembro, área central da cidade. A gestante lembra que um dos assaltantes tinha entre 18 e 20 anos e foi quem entrou, armado, na clínica.

“Percebi que era muito inexperiente por alguns vacilos que ele mesmo deu. Mas, tratando-se de uma pessoa com arma em punho, tudo fica perigoso”. A vítima conta que o assaltante deixou as gestantes por três vezes para ir até o consultório médico, no fundo da clínica. “[Ele] voltava e nos ameaçava o tempo todo, dizendo que, se alguém ligasse para a polícia ou não fizesse o que ele queria, ele mataria com tiro na cabeça. Muitas [gestantes] passaram mal”, afirma.

O assaltante levou pertence de quase todas as pessoas. Algumas conseguiram esconder telefones e objetos pessoais entre as pernas no momento do assalto. A empresa de segurança da clínica, disse a vítima, chegou tempos depois. A moto usada pelos assaltantes tinha placa de Fortaleza (CE). A paciente disse esperar que o estabelecimento reforce a segurança, com vigilante e videomonitoramento.

FEIRA: QUATRO SÃO MORTOS EM CHACINA

Quatro foram mortos durante chacina em Feira (Foto Ed Santos/Acorda Cidade).

Quatro foram mortos durante chacina em Feira (Foto Ed Santos/Acorda Cidade).

A Tarde

Quatro pessoas foram executadas na madrugada desta quarta-feira, 8, no distrito de Humildes, em Feira de Santana (a 109 quilômetros de Salvador).

Fabrício dos Santos Teixeira, 19 anos, Ricardo Bispo de Brito, 27 anos,  e mais dois homens conhecidos pelos apelidos de “Raian” e “Boca” foram mortos com vários tiros dentro de uma casa no povoado de Bom Viver.

O crime foi praticado por cinco homens que chegaram ao local por volta das 2h, em um veículo preto. Eles chamaram por um dos jovens e começaram a atirar contra as vítimas.

Segundo familiares de Fabrício, a casa onde ocorreu o crime pertencia à mãe do jovem. Fabrício estava no local, com os amigos, há cerca de 10 dias. A polícia encontrou drogas na casa.

Os corpo foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana. O caso está sendo investigado pela delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

BANDIDO CONFESSA MORTE DE ALUNO DE AUTOESCOLA

Emerson confessou a morte de Paulo Roberto (Reprodução Vermelhinho).

Emerson confessou crime (Reprodução Vermelhinho).

Paulo tinha 18 anos.

Paulo tinha 18 anos.

Emerson Silva Santos, de 25 anos, assumiu a autoria da morte de Paulo Roberto Freitas de Vasconcelos Filho, 18 anos, segundo a polícia civil. O criminoso confesso foi preso na madrugada da última sexta-feira (3), quando trafegava pela Ponte Nova (Região do Conceição)

Acusado de vários crimes, Emerson disse ter matado o jovem porque Paulo Roberto se negou a entregar o celular e, de acordo com ele, teria tentado tomar a sua arma.

O assassino era procurado pela polícia após ter dito, no bairro onde mora, o Urbis IV, e onde nasceu, o São Lourenço, que foi ele quem matou o aluno da Autoescola Regional.

O crime ocorreu em 11 de março, na Rua Armando Freire. Emerson chegou de moto e pediu os celulares de Paulo Roberto e do instrutor da autoescola. A vítima morreu a caminho do hospital. O instrutor escapou ao entregar o telefone e se esquivar de disparos efetuados pelo bandido.

ADVERSÁRIO É SUSPEITO DE MATAR PREFEITO DE MACAJUBA

Fernão, de barba, em reunião com líderes estaduais do PMDB (Foto Reprodução).

Fernão, de barba, em reunião com líderes estaduais do PMDB (Foto Reprodução)[

O prefeito de Macajuba (BA), Fernão Dias de Ramalho Sampaio (PMDB), de 67 anos, foi morto a tiros, ontem à noite, na região central da cidade. O suspeito de ter efetuado os disparos foi identificado como Binho de Moacir. A morte teria sido motivada por vingança, segundo sites de notícias da região.

Fernão estava dirigindo o carro quando levou quatro tiros. Ele perdeu o controle da caminhonete, que bateu contra a parede da igreja matriz de Macajuba. Populares ainda socorreram o político, mas Fernão faleceu pouco tempo depois.

MUNICÍPIO E ESTADO DEFINEM AÇÕES CONTRA O CRIME EM ITABUNA

Audiência  discutiu medidas contra violência em Itabuna (Foto Divulgação).

Audiência discutiu medidas contra violência em Itabuna (Foto Divulgação).

A escalada da violência em Itabuna levou o governo municipal a se movimentar nas esferas estadual e federal em busca de ações contra a criminalidade. Após audiência com a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, em Brasília, na semana passada, o prefeito Claudevane Leite se reuniu hoje (16) com o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, em Salvador.

Barbosa disse que ações federais do Pacto pela Vida serão lançadas em Itabuna. A audiência em Salvador foi acompanhada pelo deputado federal Davidson Magalhães, o vereador e líder do Governo, César Brandão, e o presidente da Ficc Itabuna, Roberto José. Há mais de 20 dias, o prefeito decretou situação de emergência devido ao avanço da criminalidade.

As medidas acordadas na audiência de hoje serão anunciadas ainda nesta tarde de segunda.

JOVEM BALEADO NA CALIFÓRNIA MORRE NO HOSPITAL DE BASE

Jonatas foi baleado ontem à noite, na Califórnia, e morreu no Base (Reprodução Verdinho).

Jonatas foi baleado ontem à noite, na Califórnia, e morreu no Base (Reprodução Verdinho).

Um dos homens baleados ontem (9) à noite na Califórnia, em Itabuna, morreu nesta terça (10) no Hospital de Base. Jonatas Santos de Almeida, de 23 anos, levou tiros no abdômen, queixo, pernas e braço.

De acordo com testemunhas, Jonatas pilotava uma moto e estava sendo perseguido por dois homens em outra motocicleta. O veículo da vítima não foi encontrado no local, segundo o site Verdinho. Seis cápsulas de pistola ponto 380 foram encontradas no local pela polícia técnica.

AVANÇO DA CRIMINALIDADE FAZ VANE DECRETAR SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA EM ITABUNA

Autoridades em segurança discutem medidas para combate à violência (Foto Divulgação).

Autoridades em segurança discutem medidas para combate à violência (Foto Divulgação).

O avanço da criminalidade em Itabuna levou o prefeito Claudevane Leite a convidar autoridades em segurança pública para debater soluções e, ainda ontem (26), decretar situação de emergência no município. O decreto deverá ser publicado hoje. A reunião ocorreu no gabinete do prefeito e contou com comandantes locais das polícias civil, militar e Rodoviária Federal e representantes de clubes de serviço, além do juiz da Vara da Infância e Adolescência, Marcos Bandeira, e do promotor público estadual Alan Góis.

O município comprometeu-se a reformar a Custódia do Adolescente Infrator no Complexo Policial e um imóvel onde funcionou a unidade de internação e semiliberdade pela prefeitura. O grupo de trabalho também decidiu por propor um projeto de lei à Assembleia Legislativa para criação de Delegacia Especializada do Adolescente Infrator (DAI) no município. Outra prioridade do grupo é a criação do Fórum Permanente de Segurança Pública, com representantes governamentais e da sociedade civil.

As sugestões ao governo estadual, para combater a violência, incluem elevação do efetivo policial e aparelhamento da polícia, implantação do Centro de Detenção Provisória (CDP) e melhoria das condições do Conjunto Penal de Itabuna. Hoje, o presídio tem cerca de 1.200 dos internos, quase três vezes sua capacidade instalada.

FLAGELO DAS DROGAS

A maioria dos homicídios e crimes cometidos em Itabuna tem relação direta com o consumo e tráfico de drogas, de acordo com a polícia. O coordenador regional da Polícia Civil, Evy Paternostro, aponta para aumento do número de apreensões de drogas no município. Segundo ele, foram apreendidos 47 quilos em 2013 ante 107 em 2014.

De acordo com o delegado, na maioria dos casos, há envolvimento de adolescentes ou de presos que não deveriam ter sido levados para o Conjunto Penal, mas para um Centro de Detenção Provisória (CDP), até que fossem julgados. Ao serem encaminhados para o presídio, acabam entrando no que se convencionou chamar de “faculdade do crime”.

As estatísticas de envolvimento de menores com o crime também foram abordadas pelo juiz da Vara da Infância e Adolescência, Marcos Bandeira. Conforme o magistrado, mais de 2 mil adolescentes em conflito com a lei passaram por processos judiciais, parte deles ganhando nova chance. “Há uma luta gigantesca, mas os depoimentos de entusiasmos e fé de pais, familiares e dos adolescentes ao final das oficinas nos fazem vencer as adversidades”.

Ubiraci Barbosa, comandante do 15º Batalhão da PM, citou a redução do número de homicídios em Itabuna neste ano, na comparação com dezembro. No último mês de 2014, ocorreram 18 homicídios no município contra 16 em janeiro e, até agora, 10 em fevereiro, sete dos quais no período de carnaval, quando houve forte redução do efetivo policial em Itabuna.

A VIOLÊNCIA EM ITABUNA E AS CAUSAS NEGLIGENCIADAS

robenilson torresRobenilson Torres | robenilson.sena@gmail.com

Achar que a polícia vai resolver tudo é uma visão míope do problema. Temos que sair do binômio polícia-bandido e ocupar a cidade com políticas públicas para que a juventude possa exercer a sua cidadania.

A rotina quase diária de vítimas letais nos faz lembrar que estamos diante de mortes anunciadas em uma cidade que há décadas tem sentido o efeito de seu inchaço demográfico, sem a devida atenção dos gestores às questões estruturantes e causas do problema. A posição é reforçada pelos dados apresentados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) em que a cidade de Itabuna lidera com os maiores índices de homicídio de jovens e adolescentes do país

É difícil esperar melhores estatísticas, quando bairros como Santa Inês e Antique, frequentemente citados nas páginas policiais, comunidades de abrangência da Base Comunitária do Bairro Monte Cristo, não possuem um único equipamento de lazer, cultura ou sequer uma quadra de esportes. Os poucos equipamentos disponíveis são no centro da cidade e o acesso à cidade para o estudante pobre encontra barreira na lei municipal que regulamenta a meia passagem no transporte coletivo, pois limita seu uso ao trajeto casa-escola, vetando-a no período de férias escolares.

Além da ausência do poder público nos bairros periféricos, outro elemento que merece destaque na reflexão sobre os homicídios de adolescentes e jovens é a desigualdade racial. Segundo levantamento da própria SDH/PR, o risco de um adolescente negro ser vítima de homicídio chega a ser cinco vezes maior que o de adolescentes brancos.

Ouve-se muito dizer que a cidade está refém da violência e até celebrações são feitas quando adolescentes são assassinados ou tombam nos “autos de resistência”. Há uma pérfida surpresa quando as estatísticas são apresentadas colocando Itabuna no topo da violência. Porém, ao invés dos gestores reconhecerem o problema e focar na viabilização de medidas para solucioná-los, contestam os dados e apresentam números de pacotes de “boas ações” realizadas, enquanto a juventude, continua sendo vitimada e a desigualdade social e racial longe de serem dissipadas.

É necessário reconhecer o problema e enfrentar a epidemia estrutural da violência para ser capaz de transformar a realidade em que vivemos e tal enfrentamento não se efetiva somente anunciando construções presídios. Achar que a polícia vai resolver tudo é uma visão míope do problema. Temos que sair do binômio polícia – bandido e ocupar a cidade com políticas públicas para que a juventude possa exercer a sua cidadania com a necessária ação, presença, participação e contribuição das organizações da sociedade civil e das famílias aliada à tarefa de um trabalho intersetorial transversal do poder público.

A melhor forma de se combater a violência, a discriminação racial e a desigualdade é indo às causas que fazem com que estas realidades se imponham, e oferecer aos jovens, preventivamente, alternativas de cidadania, de vida e de esperança melhores do que a opção ofertada pela criminalidade. Somente assim Itabuna deixará de ser noticiada como “Cidade proibida para menores”. Educação é o melhor caminho e pensar Itabuna é pensar a sua a juventude.

Robenilson Torres é educador social em Itabuna.








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