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:: ‘Wense’

A BASE ALIADA E O PDT DE MANGABEIRA

Marco Wense

 

 

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

 

Das legendas que integram a base aliada do governador Rui Costa, só o PDT, sob o comando do médico Antônio Mangabeira, faz oposição declarada ao governo Fernando Gomes, ainda sem partido depois que rompeu com ACM Neto (DEM).

PCdoB de Davidson Magalhães, PSB de Renato Costa, PR, PP, PSD e outras legendas de menor expressão, estão silenciosas em relação a gestão municipal. Os senhores dirigentes fogem da crítica como o diabo da cruz.

Como o PCdoB tem seu representante na Câmara de Vereadores, o edil Jairo Araújo, que faz oposição ao governismo municipal, termina amenizando o cruzar dos braços e a inércia do comunismo tupiniquim.

O PSB fica sem saber o que fazer, já que tem figuras importantes do partido no primeiro escalão do governo estadual, hoje aliado de Fernando Gomes, que em priscas eras era um ferrenho inimigo do petismo.

Mais cedo ou mais tarde, o eleitorado vai querer saber qual é a posição dos comunistas e socialistas no tocante ao governo FG. O limite para o atucanismo, obviamente ao modo PSDB, tem um prazo. Ou seja, não se consegue ficar em cima do muro por muito tempo.

Essa indefinição, que atinge quase todas as agremiações partidárias de Itabuna, é que faz Mangabeira crescer nas pesquisas de intenções de voto, ficando em uma situação confortável em relação ao segundo colocado.

Queiram ou não, o PDT é, pelo menos até agora, o único partido de oposição escancarada ao governo Fernando Gomes, sem fazer arrodeios e sem adotar a política do assopra pelo dia e morde pela noite.

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

O prefeiturável Antônio Mangabeira, que em duas eleições – prefeito e deputado federal – obteve 20 mil votos em Itabuna, com essa escassez de oposição a FG, só faz ficar cada vez mais favorito na sucessão de 2020.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CIRO, PDT E ITABUNA

marco wense1Marco Wense

 

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

 

Acredito que Itabuna poderá ser a sede de um encontro das lideranças políticas do sul da Bahia com o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

O diretório municipal, sob a batuta do médico Antônio Mangabeira, ficará no comando da organização e de todo o empenho para uma grande recepção ao pedetista.

Alguns líderes de Itabuna serão convidados, mas como pertencem a partidos ou grupos políticos que já tem seus postulantes ao Palácio do Planalto, dificilmente comparecerão.

Geraldo Simões, ex-prefeito, petista histórico, vai com qualquer candidato que o PT apontar. Se não for Lula, em decorrência da inelegibilidade, será Jaques Wagner ou Fernando Haddad.

Augusto Castro, do tucanato, obviamente do PSDB, irá apoiar o candidato da legenda, possivelmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Azevedo, também ex-alcaide, salvo engano do PTB, mas com malas prontas para o DEM, deve acompanhar o candidato de ACM Neto, que poderá ser Alckmin ou um candidato do próprio partido.

Davidson Magalhães, PCdoB, vai com o PT, independente de que nome seja, em que pese muitos comunistas serem simpáticos à candidatura de Ciro Gomes.

Citando um exemplo nosso, bem tupiniquim, o vereador Jairo Araújo, da legenda comunista, é um admirador de Ciro, não perde uma entrevista do ex-ministro da Fazenda do governo Itamar Franco.

E Fernando Gomes? Essa é a grande incógnita, o enigma a ser decifrado. O alcaide já disse que não tem nenhum compromisso com o PT e sim com a reeleição do governador Rui Costa.

Então, é Mangabeira que vai recepcionar Ciro, que deve perguntar ao ex-prefeiturável sobre esse imbróglio envolvendo o PDT de Itabuna e o petismo baiano.

Ciro vai achar estranho o fato de o PT, com o aval do governador Rui Costa, ter apoiado Fernando Gomes, então candidato do DEM, em detrimento do postulante do PDT, partido da base aliada.

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

PS – O prefeito Fernando Gomes não será convidado para o encontro com Ciro Gomes.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

COLABORADORES DO PIMENTA VOLTAM APÓS ELEIÇÃO

Devido ao início do período eleitoral, oficializado pelas convenções partidárias, o PIMENTA suspendeu as colaborações de articulistas que disputarão mandato este ano. Entre os escribas regulares, são dois os “pendurados”: Marco Wense, que foi confirmado como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo médico Antônio Mangabeira, e Rosivaldo Pinheiro, que hoje (30) será inscrito oficialmente na chapa proporcional do PCdoB.

Pinheiro, aliás, marcou presença no blog com uma coluna semanal, religiosamente publicada às quartas-feiras. Desde maio, foram 15 artigos sobre os mais diversos temas, com foco principalmente em questões ligadas à cidadania. E o resultado dessa participação, segundo diz, o impressionou. Um dos artigos, abordando o relacionamento nas redes sociais, gerou convite para debate na Universidade Federal de Alagoas.

– Ampliamos os horizontes do debate para além do debate ideológico. O resultado dessa exposição foi o reconhecimento espontâneo de pessoas de diversos setores – afirma Pinheiro.

A expectativa do PIMENTA é de que os dois colaboradores retomem a produção após o dia 2 de outubro.

 

COM MANGABEIRA E WENSE, PDT DEFINE CHAPA PURO-SANGUE EM ITABUNA

Convenção do PDT sacramentou nomes de Mangabeira e de Wense (WhatsApp).

Convenção do PDT sacramentou nomes de Mangabeira e de Wense (WhatsApp).

O médico e empresário Antônio Mangabeira foi confirmado como nome do PDT na disputa pelo comando da Prefeitura de Itabuna. Ele terá como vice o articulista, empresário e advogado Marco Wense, também do PDT.

A convenção, realizada neste sábado (23), na AABB, também definiu os 28 candidatos a vereador pela legenda. A festa pedetista reuniu lideranças comunitárias e o ex-deputado federal e ex-prefeito de Itabuna Félix Mendonça. Houve homenagem a um dos nomes históricos do PDT itabunense, o engenheiro civil Dagoberto Brandão, morto há duas semanas.

Durante seu discurso, Mangabeira falou das dificuldades impostas aos itabunenses por causa da crise hídrica e ainda abordou a falta de saneamento em Itabuna e a poluição do Rio Cachoeira. Esta foi a primeira das convenções partidárias em Itabuna.

O PDT E AS PANELAS DE MARCO WENSE

"Ai, minhas panelas! Wense assegura que Mangabeira só deixa de ser candidato no dia 3 de outubro

Ai, minhas panelas! Wense assegura que Mangabeira só deixa de ser candidato no dia 3 de outubro

Houve baticum de panelas nesta terça-feira (2), na Loja Wense, em Itabuna, onde o comerciante Marco Wense, analista político e brizolista de carteirinha, divide o tempo entre a venda de utensílios domésticos e altas maquinações políticas.

Wense estava bem na sua, elucubrando a próxima jogada na campanha de seu pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PDT, Antônio Mangabeira, quando foi informado das articulações do presidente da sigla na Bahia, deputado federal Félix Júnior. Conforme alardeia o noticiário, Felinho está levando o PDT de volta para o aconchego do governador Rui Costa.

Como uma das repercussões de “O PDT Governista II, o Retorno”, vislumbra-se um possível esvaziamento da pré-candidatura de Mangabeira, já que dificilmente Rui permitirá um racha de sua base em Itabuna. Uma das opções ventiladas pelos jogadores de barro na parede seria, inclusive, uma dobradinha, com Mangabeira na vice de um, por exemplo, Geraldo Simões (PT).

A cada nova especulação em torno do fato, mais uma panela voava. Wense, porém, continua afirmando de maneira peremptória: Mangabeira só deixa de ser candidato a prefeito no dia 3 de outubro.

O PEDETISTA SÓ OBSERVA

Mangabeira: "esperando o mar pegar fogo pra comer peixe assado"

Mangabeira: segundo Wense, ele espera “o mar pegar fogo pra comer peixe assado”

O médico Antônio Mangabeira (PDT) é visto por muitos como uma boa novidade no cenário eleitoral itabunense, embora não esteja entre os pré-candidatos com as melhores expectativas de vitória em outubro.

Na “cozinha” do PDT, entretanto, a esperança é o prato do dia. O empresário e articulista político Marco Wense, brizolista de carteirinha, vende entusiasmo nas redes sociais e diz que, enquanto reinam indefinições e conflitos nos grupos do prefeito Claudevane Leite e na oposição, Mangabeira segue “livre, leve e solto”.

Os maldosos complementariam: “mas segue sem voto!”.

Para estes, Wense tem a resposta na ponta da língua: “é intriga da oposição”.

RUMOS DA SUCESSÃO

marco wense1Marco Wense

 

Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

 

O melhor caminho para evitar uma possível polarização na sucessão de Itabuna, entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, é a formação de um bloco partidário.

Essa junção de forças tem que defender uma nova maneira de administrar, com respeito ao dinheiro público e sem os descalabros dos últimos governos. Não basta só ficar na fácil tarefa de apontar os erros. É preciso mostrar soluções, sob pena de o discurso virar blablablá e cair na vala comum. Ser tachado de demagógico e eleitoreiro.

Com efeito, veja o que diz o bom jornalista Waldeny Andrade no seu mais novo livro sobre as eleições de Itabuna: “(…) Geraldo Simões, ao derrotar de uma só vez José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas (dois ex-prefeitos), veio acrescentar seu nome ao diminuto grupo que governaria o município de Itabuna nos últimos 40 anos. A partir daí, estabeleceu-se o pingue-pongue Geraldo-Fernando, somente quebrado em 2008 com José Nilton Azevedo, mesmo assim candidato de Fernando (…). Itabuna sofreu com a invenção desta estranha alternância de poder”.

Deixando de lado o aspecto jurídico – se fulano, sicrano e beltrano serão ou não atingidos pela Lei da Ficha Limpa –, o fernandismo e o geraldismo apostam que a sucessão de 2016 será decidida pelos seus líderes.

Essas duas correntes não acreditam em mais de uma candidatura dentro do mesmo campo político. São unânimes na afirmação de que as duas maiores lideranças do petismo e do demismo, governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, vão fazer de tudo para evitar um racha na base aliada.

Nesse específico ponto, democratas e petistas estão cobertos de razão. A sucessão municipal, principalmente nos grandes redutos eleitorais, vai ser estadualizada. O escopo maior é a eleição de 2018, a disputa pelo cobiçado Palácio de Ondina.

Surge agora uma informal coligação de sete agremiações partidárias para contrapor a esse pingue-pongue: PDT-PV-SD-PSOL-PPS-PPL-PSB com seus respectivos pré-candidatos: Dr. Mangabeira, Alfredo Melo, Maruse Xavier, Zem Costa, Leninha Duarte, Otoniel Silva e Carlos Leahy.

O bloco acredita que o desejo de mudança tende a crescer ainda mais. Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

A torcida é para que o processo sucessório transcorra dentro da civilidade, da democracia e do respeito pelos adversários, que não descambe para o lado raivoso.

PS – Algumas figuras importantes do PMDB de Itabuna têm simpatia pela pré-candidatura de Antônio Mangabeira. Nos bastidores, comenta-se até que Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo, não vai criar nenhum obstáculo para um eventual apoio ao prefeiturável do PDT. É bom lembrar que Geddel tem um bom relacionamento com o deputado Félix Júnior, presidente estadual do brizolismo. E que o PDT faz oposição ao governo Rui Costa (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DILMA E OS “ALIADOS”

marcowenseMarco Wense

 

O PMDB, que não consegue ficar distante das tetas do erário público, vai fazer uma enquete com seus deputados, senadores e presidentes de diretórios regionais sobre a reeleição.

 

Quando a presidente Dilma Rousseff desfrutava de uma invejável popularidade, com um índice de aprovação ao governo bem próximo de 70%, os aliados eram dilmistas desde criancinha.

Qualquer ataque da oposição, tendo na linha de frente os tucanos, era logo rebatido por parlamentares da base aliada. Tinha até briga para ser o primeiro da fila.

Ficavam mais dilmistas na medida em que Dilma crescia nas pesquisas de intenção de votos. Sem falar na bajulação e no nojento e repugnante puxa-saquismo.

Hoje, com Dilma despencando nas consultas populares, perdendo 30 pontos, as legendas “aliadas” tramam contra o projeto do segundo mandato consecutivo.

O PMDB, que não consegue ficar distante das tetas do erário público, vai fazer uma enquete com seus deputados, senadores e presidentes de diretórios regionais sobre a reeleição.

O PCdoB, aliado histórico do petismo, principalmente nas eleições para o Palácio do Planalto, através do seu presidente nacional, Renato Rabelo, já diz que “não existe apoio automático ao PT”.

O PSD, aqui na Bahia sob o comando do vice-governador e ex-carlista Otto Alencar, caminha no mesmo sentido. Ou seja, de que o partido tem autonomia para apoiar quem quiser.

O PSB, com a pré-candidatura do presidenciável Eduardo Campos, dispensa comentários. A candidatura própria já é um claro sinal de rompimento.

O PDT continua rachado. Meio a meio. O presidente da legenda brizolista, Carlos Lupi, empurra o partido para Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes e governador de Pernambuco.

O PT, quando o assunto é a reeleição de Dilma, trabalha, sorrateiramente, a favor do plano B, com Luiz Inácio Lula da Silva disputando o terceiro mandato. O retorno do “Lula lá”.

Concluindo, diria que a candidatura de Dilma só é desejada pelos partidos de oposição, com destaque para o PSDB, DEM e o PPS. O oposicionismo, pelo menos neste ponto, não é traiçoeiro nem hipócrita.

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ELEIÇÃO, NETO E O CARLISMO

Marco Wense

É razoável dizer que a eleição do democrata cutucou o adormecido eleitorado que ainda é fiel ao ex-chefe.

 

Cada agremiação partidária analisa os resultados da eleição de 2012 como lhe convém. Nenhuma legenda admite o enfraquecimento pós-processo eleitoral.

As respectivas lideranças lançam mão de diferentes argumentos – alguns consistentes, outros sem qualquer solidez – para mostrar que seu partido saiu fortalecido do pleito.

Nacionalmente, podemos apontar o PSB de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e o recém-criado PSD, do prefeito Gilberto Kassab (SP), como os dois principais destaques.

O PSB foi a sigla que mais cresceu desde 2008. Ganhou mais 40% de prefeituras. Derrotou o PT em cidades importantes, como Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

E mais: além de protagonizar grandes vitórias sobre o PT da presidenta Dilma Rousseff e do ex-Lula, o PSB foi o principal vencedor nos 100 municípios mais pobres.

O novato PSD, uma mistura heterogênea de políticos de qualquer espécie, depois de eleger quase 500 prefeitos, se transformou em uma força política relevante.

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PC DO B, WENCESLAU E DAVIDSON

Marco Wense

 

A cúpula comunista acredita que no decorrer do processo eleitoral, Davidson possa crescer mais do que o vereador Wenceslau Júnior.

 

Quando o assunto é a sucessão municipal de Itabuna, o comando estadual do PCdoB prefere Davidson Magalhães, ex-candidato a prefeito e diretor-presidente da Bahiagás.

A cúpula comunista acredita que no decorrer do processo eleitoral, na efervescência dos debates, Davidson possa crescer mais do que o vereador Wenceslau Júnior.

Para não criar nenhum tipo de problema, a preferência por Davidson Magalhães é conduzida com muito cuidado, já que Wenceslau é tido como uma boa opção do PCdoB para 2012.

Outro detalhe é que Davidson é mais exigente do que Wenceslau. Para sair candidato, o homem forte da Bahiagás, além do apoio do PDT, PRB, PSC e o PV, quer o PMDB e o PP.

 

ONDE MORA JOSIAS?

O PT de Ilhéus, agora na defesa implacável do governo Newton Lima, está dividido em relação ao candidato do partido para a disputa do Palácio Paranaguá.

De um lado, os petistas ligados a Alysson Mendonça, secretário de Planejamento. Do outro, os josianistas defensores do prefeiturável Josias Gomes.

A maioria do eleitorado, segundo matéria da jornalista Ana Cristina, na edição de A Tarde (1/11/2011), quer um candidato nascido em Ilhéus e com residência na cidade.

O deputado Geraldo Simões, que trabalha pela candidatura de Alysson, sabe muito bem do estrago que essa pergunta fez na campanha do então candidato Ubaldo Dantas. Onde mora Ubaldo?

É bom lembrar que Ubaldo Dantas, mesmo considerado como um dos melhores prefeito de Itabuna, foi derrotado na sua tentativa de governar a cidade pela segunda vez.

O maior adversário de Josias Gomes não é Jabes Ribeiro e, muito menos, o PP. É o PT versus PT. É o PT que vibra com a pergunta: onde mora Josias?

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A POSSÍVEL UNIÃO ENTRE FERNANDO E GERALDO

Fernando e Geraldo: "casamento" à vista?

Vistos como arqui-inimigos políticos, os ex-prefeitos de Itabuna Fernando Gomes (PMDB) e Geraldo Simões, este no exercício do mandato de deputado federal pelo PT, podem amarrar uma aliança pragmática em 2012. É nisso que aposta o empresário Raimundo Vieira, integrante das primeiras fileiras do fernandismo.

Quem registra a tal aposta é Marco Wense, em sua coluna na revista CONTUDO. Repetindo palavras atribuídas a Vieira, o colunista diz que “uma união entre Fernando Gomes e Geraldo Simões é só uma questão de tempo”.

Wense acredita que o possível enlace seria vista com estranheza e acabaria rejeitada pelos eleitores. “Na política, como em qualquer outra atividade, deve existir um limite que, se ultrapassado, cai no terreno do inaceitável”, afirma.

É ASSIM MESMO

Marco Wense

Geraldo pensa em 2012, diz Wense.

Parece que o deputado Geraldo Simões, vice-líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara Federal, que já foi deputado estadual e duas vezes prefeito de Itabuna, é marinheiro de primeira viagem.

Geraldo sabe muito bem como é que as coisas funcionam na política. Não deveria estar surpreso com um possível apoio do prefeito Azevedo ao legítimo projeto de reeleição do governador Jaques Wagner.

“Com Wagner batendo 50 pontos nas pesquisas, todos querem se aproximar. Qualquer um fica lindo com 50 pontos”, diz o petista sobre a aproximação do Capitão Azevedo com o governador (relembre).

Na sucessão municipal de 2008, Juçara Feitosa, então candidata a prefeita de Itabuna, quando ocupava a primeira colocação nas pesquisas de intenção de voto, recebeu várias adesões. Muitos eleitores viraram Juçara desde criancinha.

Todos queriam se aproximar da candidata do PT. Achavam Juçara linda e maravilhosa. Depois, quando sentiram que o barco estava afundando, passaram para o lado do democrata (DEM). O capitão Azevedo passou a ser o Jaques Wagner de hoje.

Portanto, caro deputado, não fique aborrecido com uma aliança entre o prefeito de Itabuna e o governador de todos nós. O processo político é assim mesmo. Vamos pensar em 2010. Esqueça 2012.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TIRO PELA CULATRA

Marco Wense

Pensaram que o governador Jaques Wagner viria a Itabuna só para entregar centenas de geladeiras para o povão de Deus. Ledo engano.

O “galego”, sem a fantasia de papai Noel, trouxe dois presentes: 1) R$ 40 milhões para a construção da barragem em Itapé. 2) a revitalização da entrada da cidade pela BR-415 (trecho até Ferradas).

O tiro saiu pela culatra. Atingiu o próprio pé dos adeptos do quanto pior, melhor. Os que torciam para que o governador não anunciasse nada para o centenário de Itabuna enfiaram a cabeça no buraco.

Francamente, como diria o saudoso Leonel de Moura Brizola, é de uma ingenuidade inominável pensar que um Jaques Wagner, com toda sua experiência, viesse a Itabuna só para entregar geladeiras.

O “Galego”, como é carinhosamente chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu um show. O PT já acredita na reeleição logo no primeiro turno. Democratas, tucanos e peemedebistas estão preocupadíssimos com o andar da carruagem.

OUTROS TEMPOS

Em um tempo não muito distante, o então governador Paulo Souto, candidato à reeleição, saia pelo interior liberando verbas para as prefeituras comandadas pelo Partido da Frente Liberal, o PFL.

Hoje, o governador Jaques Wagner, que é do PT, vem a Itabuna, cujo prefeito é do DEM, e libera R$ 50 milhões para o grave problema da água e a revitalização da entrada da cidade pela BR-415.

Toda vez que o governador deixa o Palácio de Ondina, é um Deus nos acuda nas hostes do Partido do Democratas (DEM). Já tem gente achando que cada visita de Wagner significa um pontinho a mais nas pesquisas de intenção de votos.

Com Wagner, a água e o óleo se misturam no mesmo recipiente. O DEM e o PT são células da mesma democracia. Não há mais espaços para o mandonismo, a perseguição e a política maniqueísta.

WAGNER OU GEDDEL?

O comentário, dentro ou fora do Centro Administrativo, nos bastidores ou abertamente, é que o prefeito José Nilton Azevedo vai apoiar o candidato a governador que mais trouxer ajuda para Itabuna.

Ajuda aí, não é apoio espiritual e, muito menos, o discurso assentado na esperança de que as coisas vão melhorar, que basta ter um pouco de paciência e fé em Deus.

É din-din mesmo. Na briga dos milhões, o governador Jaques Wagner está levando vantagem sobre o ministro Geddel Vieira Lima. Pelo critério do prefeito Azevedo, Paulo Souto, pré-candidato do DEM, é carta fora do baralho. É o patinho feio da sucessão estadual.

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Na próxima coluna, usando esse mesmo título, pretendo fazer uma análise mais detalhada sobre a eleição presidencial de 2010. Adianto que o PSDB, depois da “desistência” de Aécio Neves, tem que rezar muito.

Se o povo mineiro colocar na cabeça que houve uma retaliação do PSDB da Avenida Paulista com a pré-candidatura do governador Aécio Neves, o bicho vai pegar. É bom lembrar que o Estado de Minas é o segundo colégio eleitoral do país.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

MORRE NAIR QUEIROZ

As famílias dos articulistas políticos Eduardo Anunciação e Marco Wense estão de luto. Dona Nair Queiroz, de 92 anos, morreu nesta quarta-feira, 28. Ela era avó de Wense e tia de Anunciação.

O corpo de Nair está sendo velado no SAF e será sepultado amanhã, às 9h, no cemitério Campo Santo, em Itabuna.










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