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lupa1Nota publicada na edição desta semana do jornal A Região revela possível “mina de ouro” na Secretaria de Transporte e Trânsito de Itabuna (Settran). E o novo secretário, Clodovil Soares, estaria disposto a investigar quem se beneficiou desta mina.
Eis a íntegra da nota que pode dar dor de cabeça em muita gente:
O secretário dos transportes de Itabuna, Clodovil Soares, está investigando o ex-secretário Wesley Melo. Quer saber onde está o dinheiro arrecadado com guincho nos 4 anos à frente da secretaria. Não existe nenhum registro no caixa.

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Capitão Azevedo (DEM) se omite. As empresas agradecem.

O itabunense enfrenta o caos no transporte público há duas semanas sem que o prefeito Capitão Azevedo (DEM) e o secretário de Transporte e Trânsito, Wesley Melo, movam uma palha para sanar o problema. Os rodoviários dizem que as empresas forçaram a categoria a um locaute para tentar aumentar o preço da passagem. São Miguel e Expresso Cachoeira, que detêm as concessões do sistema, são acusadas de ampliar a jornada diária para 7h20min, quando a justiça determinaria 7 horas.

Na voz do diretor da São Miguel, João Duarte, o patronato diz que a greve iniciada há duas semanas e em plena eleição dos rodoviários (a diretoria tentou manter-se à frente do sindicato, mas perdeu) não teria sentido, pois a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT 5ª da Região) não estipula limite de jornada, mas cita a possibilidade de ser 7 horas.

João Duarte se posicionou em coletiva à imprensa na semana passada. Ao citar que a greve é sem sentido, o empresário “instigou” ainda mais os rodoviários. Se antes estes permitiam 60% da frota em circulação também fora dos horários de picos, depois da fala de Duarte o caldo engrossou: são apenas 40% dos ônibus nos horários de menor movimento. Está um “Deus nos acuda” para os 40 mil usuários do sistema que, não esqueçamos, é precário.

Diante da guerra dos donos das empresas e dos rodoviários, não se tem notícia de que o secretário de Transporte e Trânsito, Wesley Mello, tenha sentado à mesa com as duas partes para negociar. Nem mesmo o prefeito Capitão Azevedo. A postura do Governo Municipal é descabida e apenas favorece as empresas e prejudica os usuários do sistema. Quanto mais dias parados, mais força as empresas terão para cobrar a fatura. Ou seja, aumento de passagem.

Se antes a conta pedida pelas empresas era de aumento de tarifa para R$ 2,69, agora fala-se em R$ 2,75. O prefeito Capitão Azevedo e o seu secretário de Transporte e Trânsito podem deixar o governo no dia 31 de dezembro com a pecha de que, ao se omitirem nesta guerra, operaram em favor das empresas para que a passagem cheguasse a R$ 2,50.

Não se admite a postura dos dois representantes do povo – pelo menos, são representantes até o dia 31 do próximo mês e assim devem agir. Por enquanto, atuam como se estivessem fazendo o jogo das empresas – e deixando o pepino para o próximo gestor. Não custa lembrar: Quem manda no sistema de transporte é o município – e a ele as empresas respondem.

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Quem é o diretor do Departamento de Trânsito da Prefeitura de Itabuna? Esta é uma pergunta que deveria ser respondida com facilidade, mas não é. Vejam porque:
O cidadão tido como titular do cargo e que coordena o trabalho dos agentes de trânsito se chama Deroaldo Andrade Leite. É ele o diretor do Departamento, mas apenas de fato.
Um decreto com data de 7 janeiro de 2011, assinado pelo prefeito de Itabuna, exonerou Deroaldo, que não poderia acumular o cargo de diretor com a função de sargento da Polícia Militar. Por essa razão, ele usou de esperteza para não ter que reduzir o orçamento da família. E, o que é pior, contou com o consentimento do prefeito.
No mesmo dia em que Azevedo exonerou o diretor, por meio do decreto de número 9.307 (clique aqui para ver), assinou logo em sequência o decreto número 9.308 (veja aqui), pelo qual foi nomeado Deroaldo Andrade Leite Júnior para o comando do Departamento de Trânsito. Assim, ficou tudo em casa.
Dois agentes de trânsito ouvidos pelo PIMENTA afirmam que o Júnior nunca assumiu o cargo para o qual foi nomeado. Quem continua dando as ordens no Departamento Trânsito é o pai, numa demonstração de que em Itabuna há uma grande distância entre a realidade e o que sai no Diário Oficial.
Este fato é grave e precisa ter uma explicação por parte do prefeito e do secretário de Trânsito, Wesley Gonçalves Melo. O blog está aberto aos esclarecimentos.

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A direção da Sinart rebateu o secretário de Transporte e Trânsito de Itabuna, Wesley Mello, e sustenta que a iniciativa em romper o contrato de operacionalização da Zona Azul se deu por parte da empresa. “A iniciativa de não continuar operando o sistema Zona Azul da cidade foi nossa, aproveitando o termo do contrato”, disse o diretor Reinaldo de Góes ao Pimenta, devolvendo o cartão vermelho ao secretário.

Reinaldo alega não ter recebido qualquer ofício da prefeitura informando insatisfação com o serviço em Itabuna. “Não há um só registro do município, queixando-se da forma como a Sinart operava a Zona Azul, nem conhecemos qualquer queixa de usuários quanto à quantidade de fiscais”.

Segundo Reinaldo, o contrato ficou inviável porque a prefeitura entregou só 70% das vagas licitadas, de baixa rotatividade, e não aceitou negociar reajuste de tarifas em 2008 e 2009. Daí não ter restado outra alternativa à empresa.