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:: ‘World Service’

TERCEIRIZADOS DA DIREC 7 RECLAMAM DE CALOTE DA WORLD SERVICE

dinheiroOs mais de 500 funcionários terceirizados da Secretaria Estadual de Educação da área da Direc 7 (Itabuna) reclamam de calote da World Service. A empresa de Lauro de Freitas teve contrato rompido unilateralmente pelo Governo Baiano e os funcionários que prestavam serviços administrativos à Educação estão sem receber o salário de julho e o aviso-prévio de agosto, além de auxílios transporte e alimentação.

A World Service foi substituída pela Pech Service, também de Lauro de Freitas, que já iniciou a contratação dos funcionários terceirizados que vão trabalhar na Educação. Além do calote, as vítimas da World Service estão temendo uma “peneira” da diretora da Direc 7, Rita Dantas, como retaliação às denúncias de precarização das relações trabalhistas.

“ZIG” DA WORLD SERVICE PODE AFETAR ATENDIMENTO NAS ESCOLAS ESTADUAIS

dinheiroFuncionários terceirizados da Secretaria Estadual de Educação (SEC) receberam novo aviso-prévio da World Service. É o quarto neste ano. São aproximadamente 500 funcionários da empresa que presta serviços administrativos à SEC na região da Direc 7 (Itabuna).

- Estamos sem salário, sem a ajuda alimentação e transporte e, pela quarta vez, recebemos aviso prévio. Das outras vezes, todos eram cancelados antes de completar o mês. Gostaríamos de saber o que está ocorrendo – afirma uma funcionária da World Service.

Os funcionários também se queixam de uma suposta censura da direção da Direc 7. “Há controle até dos computadores para que não denunciemos os atrasos e desmandos na World Service e no órgão estadual”, denuncia.

Agora, os funcionários terceirizados não sabem o que vai acontecer nos próximos dias, principalmente com a decisão do governador Jaques Wagner de cortar despesas.

WORLD SERVICE VOLTA A APRONTAR

Os funcionários terceirizados da Secretaria Estadual de Educação voltaram a reclamar da relação com a World Service. A empresa responsável pela contratação e pagamento dos terceirizados ainda não quitou salários de junho e julho.

- Quando a gente liga, é sempre a mesma resposta: não tem previsão [de pagamento] – diz uma das vítimas da empresa.

A World Service tem contrato com o estado há quase dois anos. A relação com os funcionários sempre foi complicada. Os servidores também reclamam da diretora da Direc 7, Rita Dantas,  pelo silêncio “diante da falta de respeito” da World Service.

CADÊ O SALÁRIO?

Agentes penitenciários, profissionais da área de enfermagem e auxiliares administrativos terceirizados que trabalham no Presídio de Itabuna ainda não receberam salário de dezembro.

As vítimas do atraso culpam a empresa Socializa, que recebe em dia do governo baiano, mas não repassa aos seus funcionários. A situação na Socializa é idêntica a de funcionários terceirizados da World Service, que trabalham na Secretaria Estadual de Educação.

A LAMBANÇA SEM FIM DA SEC

Os trabalhadores terceirizados da Secretaria Estadual de Educação (SEC) na região da Direc 7 receberam novo aviso prévio, após serem readmitidos pela World Service, em outubro. É lambança sem fim.

A SEC informou, por meio de nota, que os trabalhadores devem cumprir o aviso até 30 de novembro.

As vítimas da lambança, conforme a nota, serão contratadas quando for definida a empresa substituta da World Service – o que deve ocorrer em fevereiro.

SEC MANTERÁ CONTRATO COM TERCEIRIZADA

E a lambança continua. Há pouco, a Secretaria Estadual de Educação comunicou que “razões jurídicas” levaram o governo a manter contrato com a empresa de terceirização World Service. Ainda de acordo com a nota, as recisões contratuais de trabalhadores da empresa que atuavam na SEC serão revogadas. O rompimento entre estado e empresa ocorreu em 10 de outubro (relembre).

A nota, no entanto, não informa quando os trabalhadores receberão o salário de setembro. Logo após o primeiro turno das eleições municipais, a World Service enviou aos funcionários aviso prévio datado de 1º de outubro, mas sem quitar o salário de setembro. Os funcionários “continuarão em seus postos de trabalho”.

ESTADO ROMPE CONTRATO COM A WORLD SERVICE

Após um ano e um mês de muita polêmica, finalmente o governo baiano encerrou contrato de terceirização de serviços na educação com a empresa World Service, de Lauro de Freitas. A empresa é acusada de atrasar por até três meses o pagamento dos seus funcionários contratados para prestação de serviços à Secretaria Estadual de Educação.

Dirigentes da Direc 7 (Diretoria Regional de Educação), em Itabuna, informaram que a empresa será substituída por outra prestadora de serviço. O nome deve ser definido até a quarta-feira da próxima semana, conforme promessa da SEC.

A World Service tinha como função, aponta a nota, “alocar e manter prestadores de serviços de manutenção nas unidades escolares estaduais”. O contrato foi rompido porque, reconhece a nota, a empresa descumpria “obrigações firmadas em acordo de terceirização”. Além de atraso de salários, também não pagava em dia auxílios transporte e alimentação.

Ainda conforme o comunicado, a “empresa demitirá todos os funcionários a fins de quitar suas obrigações contratuais. Os funcionários serão admitidos posteriormente pela empresa que a substituirá”.

ATRASO DE SALÁRIO NA SEC

Trabalhadores da World Service completaram dois meses sem saber o que é salário. O mês de julho ainda não foi pago. E já estamos em setembro. São aproximadamente 500 trabalhadores da região da Direc 7, em Itabuna. Por enquanto, silêncio por parte da empresa e da dirigente da Direc, Rita Dantas. A Secretaria Estadual de Educação também não se pronuncia.

Em clima de revolta, os terceirizados prometem resposta daqui a um mês… nas urnas.

O “ENROLATION” DA WORLD SERVICE

Funcionários terceirizados da Secretaria Estadual de Educação na região da Direc 7 não sabem mais a quem apelar para que recebam o salário de julho. Agosto já está no fim e o vencimento de julho ainda não pingou na conta dos barnabés, muitos deles sentindo-se na condição de humilhados pela World Service, contratada pelo governo baiano.

São aproximadamente 500 funcionários da Word Service, de Lauro de Freitas, que trabalham na região da Direc 7 (Itabuna). “Todo mês é a mesma enrolação”, reclama uma das vítimas do atraso. 

A Secretaria Estadual de Educação diz que os repasses à World Service são feitos sempre em dia. A secretaria só não explica por quais motivos o contrato com a empresa é mantido se a mesma desrespeita os trabalhadores.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NÃO FISCALIZA E FUNCIONÁRIOS DE TERCEIRIZADA LEVAM TOMBO

O governo baiano, que cortou o salário dos professores grevistas, deveria aplicar a mesma sanha “de justiça” contra a terceirizada World Service.

Funcionários da empresa que presta serviços à Secretaria Estadual de Educação (SEC) afirmam que estão desde abril sem receber vale-transporte e auxílio-refeição. São R$ 654,00 garfados de cada trabalhador em 3 meses. Agora, calcule: são mais de 500 funcionários somente na região sul do Estado.

A SEC informa que o contrato é pago religiosamente em dia. Já a empresa, não paga o devido, porém, desconta o valor equivalente aos benefícios – 14% – todos os meses. A isso, chamam de apropriação indébita.

A pergunta que não quer calar entre os funcionários terceirizados: com tudo isso acontecendo e o contrato World Service-Governo Baiano sendo mantido, qual o nome do “Santo Protetor” desta empresa?

RECADO DA WORLD SERVICE AOS FUNCIONÁRIOS: “NÃO ESTÁ SATISFEITO, PEDE PRA SAIR”

Trabalhadores da World Service que prestam serviço à Secretaria Estadual de Educação reclamam do tratamento recebido da empresa quando tentam cobrar salário em atraso. “Não está satisfeito, pede pra sair”, esta foi resposta dada ao funcionário Robson Santos Costa, 27, quando este resolveu acionar o telefone e perguntar quando sairia o salário de abril. Quem estava do outro lado da linha, diz Robson, era um diretor de prenome Tiago.

Robson é das centenas de funcionários da World Service indignados com o tratamento dispensado pela empresa: salários pagos sempre com atraso, apesar da Secretaria Estadual de Educação informar que os repasses à empresa são feitos religiosamente em dia. A terceirizada ganhou licitação e iniciou a prestação de serviços ao Estado em setembro do ano passado.

Boa parte dos terceirizados era prestador de serviço temporário da secretaria. E, quase sempre, têm que ouvir dos representantes da World Service – vindos de onde vieram – já deveriam estar acostumados aos atrasos de salários. Robson diz que antes da World Service, trabalhava seis horas por dia. Hoje, a carga horária aumentou para oito horas diárias e os atrasos continuam.

Robson é casado e tem uma filha. Trabalha numa escola da rede estadual em Itabuna. Em setembro, ele deixou um outro emprego para trabalhar apenas no Estado, por meio da terceirizada, já que houve aumento da carga horária. Decepção. Quando a World Service assumiu a terceirização de serviços administrativos, representantes informaram que o salário seria pago em dia.

A empresa deveria pagar vale-refeição e auxílio-transporte, de R$ 218,00, no início de cada mês, e o salário, de R$ 677,00 até o quinto dia útil de cada mês. Após os descontos, cada funcionário receberia R$ 769,99. A realidade é que a World Service paga os benefícios e atrasa salário. Há mês em que ocorre o inverso. Os funcionários – são mais de 500 só em Itabuna – sofrem na pele. E no bolso. Mas, por enquanto, a Secretaria de Educação vai levando a World Service em banho-maria.

O PIMENTA tentou ouvir os responsáveis pela World Service. A atendente informou que todos os dirigentes já haviam ido embora. A empresa tem sede em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A ligação para a sede da empresa ocorreu às 16h55min desta quinta, 10.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INVESTIGARÁ A WORLD SERVICE POR ATRASO DE SALÁRIOS

Caribé diz que SEC não tem pendência com a empresa.

A Secretaria de Educação do Estado (SEC) investigará a empresa World Service pelos constantes atrasos de salário e dos funcionários terceirizados que trabalham em escolas estaduais no sul da Bahia. Pelo menos foi o que assegurou, ontem, o assessor institucional da SEC, Clóvis Caribé, em entrevista ao PIMENTA.

Os funcionários terceirizados da Secretaria de Educação reclamam que a World Service desrespeita direitos trabalhistas. A empresa venceu uma das licitações para fornecer mão-de-obra para a área administrativa e iniciou a prestação de serviço à SEC em setembro de 2011.

Conforme funcionários contratados para a Secretaria da Educação, quando os pagamentos são feitos a empresa não credita valores correspondentes a auxílio-transporte e tíquete-alimentação.

O desrespeito vai além. O décimo terceiro salário dos contratados pela World Service começou a ser pago somente na última quarta (18) e muitos garantem não terem recebido os meses de novembro e dezembro. Clóvis Caribé disse que desconhecia os atrasos e afirmou que o governo baiano está em dia com a terceirizada:

- A secretaria não tem dívida nenhuma com essas empresas, não temos nenhuma pendência desse tipo [com a World Service]. Quem cuida disso [na SEC] sou eu. Estou tomando conhecimento disso agora – afirmou ao PIMENTA. Ele completou afirmando que tudo relativo a 2011 já foi pago e que a empresa deveria estar pensando, agora, no pagamento da folha de janeiro.

Assessor instititucional e também responsável pela coordenação de Desenvolvimento do Ensino Superior, Caribé esteve ontem em Ilhéus para inaugurar um anexo de construções na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).