WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba



policlinica





outubro 2019
D S T Q Q S S
« set    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

editorias






:: ‘Yves Montand’

UNIVERSO PARALELO

O MATUTO E A “BONDADE” DOS CANDIDATOS

Ousarme Citoaian | [email protected]

Apurados os votos e sabidos os eleitos (com perdão do trocadilho pouco explícito), posso brincar com o sistema, sem que a Justiça Eleitoral me meta grades adentro. E aproveito o momento para repetir um excerto de Festa de inleição, do poeta paraibano Pompílio Diniz (eu, até este momento, o dava como pernambucano). É a história de um matuto que se aproveitou da “bondade” dos candidatos, “cumeu até se arripuná” nas festas da campanha e depois foi às urnas. Trata-se de bela caricatura do nosso eleitor típico (o texto completo está em Buerarema falando para o mundo, de Antônio Lopes).

________________

Carne de bode, sarapatel e chouriço

O meu cumpade Vicente,/ Nessa úrtima inleição,/ Cumeu, de ficá duente,/ Carne de bode, pirão,/ Sarapaté e chouriço/ E dispois, com sacrifiço/ Foi votá na opusição.
Mas quando chegô a hora/ Do meu cumpade votá/ O pobre quis ir “lá fora”/ Pro mode se aliviá,/ Mas o tá do presidente/ Começa a berrar “Vicente!”/ E manda logo ele entrá…/ E disse pra ele: “assine/ seu nome nesses papé,/ Dispois entre na gabine/ vote lá em quem quisé,/ Mas não demore lá dento/Pois os outo também quer…” O meu cumpade assinô/ O que tinha de assiná,/ E se troceno de dô,/ Sem poder mais nem falá,/

________________

O cumpade faz “oportuno” uso da cabine

Mostra o tito, se aprivine,/ Fecha a porta da gabine,/ Começa logo a “votá”…/ Já fazia meia hora/ E o pessoá lá de fora/ Começaro a recramá:/ “Seu fiscá, ói a demora!”/ Outo diz “vamo simbora/ Que a urna é só de Vicente/ E o gota do presidente/Não bota o home pra fora!…”  Lá na mesa o presidente/Manda o povo se calá,/ Toca a esperar por Vicente,/ Toca Vicente a custar…/ E pra num havê revorta,/ Vai o tá do presidente/ Batê com força na porta/ Da gabine de Vicente…/ Depois dumas três batida/ Uma vóiz grossa, isprimida/ Responde de lá: “Tem geeeente!”

COMENTE! » |

SOLDADO É ELEITA VEREADORA EM ITABUNA

“O velho Ousarme perdeu o que lhe restava de bom senso e começou a escrever (mais) bobagens”, dirá o exigente leitor, com a anuência da gentil leitora. Calma pessoal! Apenas imaginei, com este título canhestro, despertar olhares para um tema que precisa ser discutido: a masculinização da mulher por meio da linguagem. “Soldado Valéria Morais foi eleita vereador em Itabuna pelo PSC”, anuncia um blog. Construção atabalhoada: primeiro, a mulher é tratada como soldado (palavra masculina, toda a turma da segunda série sabe); depois se lhe nega a condição de vereadora, chamando-a vereador. Então, nós temos soldado eleita e Valéria vereador. Talvez uma nova língua, mas não é a portuguesa, com certeza.

______________

“Soldada Valéria é eleita vereadora”

Os exemplos dessa violência, no caso da “soldada Valéria eleita vereadora”, são legião em todas os veículos: “A campeã das urnas foi a soldado Valéria Morais, com 2.054 votos”, trombeteia um jornal diário de Itabuna; “A soldado Valéria foi a mais votada”, assusta-se outro importante diário, “Soldado Valéria conseguiu os votos de 2.054 eleitores”, comenta um semanário itabunense – e por aí vai esse desvario gramatical. Mas, louve-se a diferença! “A vitória da soldada Valéria Morais despertou muitas consciências”, comenta-se num solitário espaço de jornal grapiúna, acrescentando-se, simpaticamente: “a soldada Valéria chega à Câmara com algum potencial de liderança”.

As mulheres deveriam reagir ao abuso

A boa norma diz que soldado é substantivo masculino, não comum de dois (o Michaelis até define soldado como “homem alistado ou inscrito nas fileiras…”),  sendo seu correspondente feminino soldada. Assemelha-se a delegada, deputada, vereadora, prefeita, reitora, doutora, generala, presidenta, promotora, coronela, marechala, confreira, paraninfa e outras. Assim, não se vê fundamento em chamar mulher de soldado, bacharel, general ou cônsul (consulesa é a escolha), pois tais termos são masculinos. É o velho preconceito (abrigado também pela Polícia Militar e o Tribunal Regional Eleitoral), repetido por uma mídia que se recusa a pensar, e aceito por mulheres que deveriam reagir a esse abuso.

COMENTE! » |

UMA CANÇÃO DE AMOR QUE GANHOU O MUNDO

Les feuilles mortes – que inaugurou esta coluna, em dezembro/2009 – é uma canção francesa de 1945 (letra de Jacques Prévert, melodia de Joseph Kosma), que Yves Montand lançou no filme As portas da noite, em 1946 (na foto, em cena com Nathalie Nattier). Um ano depois, Johnny Mercer fez a versão americana (Autumn leaves) e a música ganhou status de clássico do jazz. O tema foi gravado, além de Yves Montand, por Nat King Cole, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Stanley Jordan (com duas guitarras!), Natalie Cole, Edith Piaff (em inglês!), Keith Jarret, Eric Clapton, Bill Evans, Juliette Greco, Stan Getz, Doris Day, Miles Davis, Chet Baker e Sarah Vaughan (com Winton Marsalis).

________________

A letra que vale a pena é a francesa

Se a gentil leitora tiver vocação para a pesquisa, por certo aumentará consideravelmente esta relação, pois o fascínio que Autumn leaves/Les feuilles mortes exerce sobre cantores e instrumentistas de jazz parece não ter fim. Curiosamente, vejo agora que não incluí na lista acima Laura Fygi, uma alemã branca cantora de jazz que ainda pretendo mostrar aqui. A meu juízo, a letra que vale a pena é a francesa – a americana segue o padrão nacional daquela terra de maus letristas. Realizamos o delírio de botar Nat King Cole e Natalie (pai e filha) cantando juntos. A voz dele vem do filme Autumn leaves, de 1956 – quando ela conhecia, no máximo, alguma cantiga de roda. Tinha seis anos.

(O.C.)

UNIVERSO PARALELO

ESSES MÚSICOS E SUAS BAQUETAS PERDIDAS

Ousarme Citoaian

Um site de negócios anuncia que está à venda uma baqueta usada pelo Guns N’ Roses no último Rock in Rio. Esse troféu (à disposição dos fãs por meros R$ 250,00) teria pertencido ao baterista Matt Sorum (se é assim que se escreve, pois o grupo me é inteiramente desconhecido, graças a Deus!). Não atino como teria esse acessório ido parar no mercado, considerando que os músicos costumam ser muito ciumentos com suas coisas. Provavelmente o baterista o perdeu por acidente de trabalho, pois tais coisas acontecem mais do que nós, pobres mortais, possamos imaginar. O jornalista Ruy Castro (Tempestade de Ritmos/2007) tem uma boa história a respeito.

LIONEL HAMPTON: REGENTE E MALABARISTA

Se não conheço Matt Sorum, sei quem é Lionel Hampton (foto), o inventor do vibrafone no jazz, mas também baterista, pianista, regente e… malabarista. Hamp, como era chamado,  fazia  do palco uma espécie de picadeiro, e dos seus músicos, artistas de circo – sem prejuízo para o ritmo, a afinação ou a elegância: coreografia complicada (criada por ele), interação com o público, baquetas voando, band-leader dando pulos (o pernambucano Severino Araújo é um seguidor, com sua Orquestra Tabajara), a orquestra tocando alto, forte e certo. O objetivo de Hamp era que, num raio de 500 metros, ninguém permanecesse estático ao ouvir sua música.

DE CICATRIZES SE FAZ A HISTÓRIA DO JAZZ

Em São Paulo, Hampton fazia um longo solo com várias baquetas trocando de mãos, como num show de magia. De repente, uma delas lhe escapou (tão rápido que quase ninguém viu) e escorregou para debaixo da mesa de Ruy Castro. Este, também como um mágico (de paletó) a pôs imediatamente debaixo do braço, ficando imóvel pelo resto da noite. Na saída, soube que o músico estava furioso com a perda da baqueta, e se fez de inocente. “Ao saber da morte de Lionel Hampton, afaguei aquela baqueta cheia de arranhões, sulcos e machucaduras – cicatrizes das muitas noites em que ele a usou para escrever tantas páginas empolgantes da história do jazz”, depõe o jornalista|.

PARA NEOLOGISMO, PUXAVANTES DE ORELHAS

A gramática formal condena os neologismos.  A Estilística tem os neologismos na lista dos “defeitos” do bom estilo de escrever e falar. No entanto, eles resistem, se sobrepõem à oposição, adentram o vocabulário, consagram-se, vão em frente – passam de novidades (neo = novo) a formas consagradas. Meu professor de redação puxaria as orelhas de quem escrevesse homenagear (isto em tempos imemoriais!). Hoje, escreve-se (e se diz) homenagear e ninguém vira Van Gogh (foto) por causa disso (até porque, em nossos dias, as orelhas postas em perigo são as do mestre, não as do aluno). Prestar homenagem era a forma “certa”. Já o uso do verbo aniversariar constituía crime inafiançável.

RUI, PRECISANDO, USAVA, “SEM VACILAR”

Mas, convenhamos, dizer (a exemplo de Machado de Assis) “Ele faz anos” soa meio estranho à língua “brasileira”.  Chico Buarque já em 1966 aderiu a este neologismo (“Todo mundo homenageia/Januária na janela…”), mas poeta… pode. Mais estranho ainda ficaria se ele seguisse a norma clássica (“Todo mundo presta homenagem…/A Januária na janela…”). Rui Barbosa deu o caminho: na Réplica ao professor Carneiro Ribeiro, disse ser contra o neologismo “desnecessário”, mas que, nos outros casos, “não vacilo até em lhe assumir a iniciativa”. Acho que é isto que eu queria dizer: a linguagem, além de suas próprias regras, há de também submeter-se às regras do bom senso.

NEOLOGISMO “VELHO” É NEOLOGISMO ACEITO

O mal (ou o bem?) do neologismo é que ele envelhece. E se envelhece é porque foi aceito na linguagem, deixando de ser neologismo. Quando, há poucos anos, alguém emitiu a palavra “aidético” criou alguma comoção. Passou-se o tempo, o termo incorporou-se ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), já ninguém o estranha. “Espiritismo” (categoria criada pelo francês Allan Kardec) foi neologismo combatido pela língua formal… no século XIX.  Há termos que, ao contrário, aparecem e desaparecem, não “pegam”, talvez por nada acrescentarem à comunicação. No fundo, os falantes sabem, ainda que de maneira empírica, quando novos valores linguísticos devem ser aceitos ou descartados.

| COMENTE! »

EDITH PIAF: ENTRE A HISTÓRIA E A LENDA

Situada entre a história e a lenda, a vida de Edith Piaf (foto) nunca foi fácil. Conta-se que sua mãe, na miséria, deu à luz sob um poste.  Abandonada pela mãe, criada pela avó, dona de um bordel na Normandia, ficou cega dos três aos sete anos. A doença (ceratite) teve o prognóstico esperado (a cura com o tempo), mas as “meninas” de Madame Louise achavam que foi um milagre de Santa Teresa de Lisieux. Aos 15 anos (depois do bordel e de morar com o pai alcoólatra), canta nas ruas de Paris, quando, em 1935, é descoberta por um dono de boate e grava, ainda naquele ano, seu primeiro disco. Sucesso, fama e dinheiro vieram, mas o sofrimento permaneceu.

A VOZ QUE FEZ O MUNDO CANTAR O AMOR

O mundo inteiro cantou os temas de amor divulgados pela voz inconfundível de Edith Piaf: Hymne à l’amour, La vie em rose, Non, je ne regrette rien e Milord são dos mais conhecidos. É a maior chanteuse popular de todos os tempos. O grande Maurice Chevalier (foto), encantado, afirmou: “Ela canta como se estivesse se oferecendo em holocausto”. Teve vida amorosa conturbada, pela qual passaram Yves Montand e o cantor Jacques Phill, até conhecer o pugilista Marcel Cerdan, a grande paixão – e também sua maior tragédia amorosa. Quando ela se encontrava num estado de felicidade nunca experimentado, ele morreu, num desastre de avião.

MESMO NA DOR, O SHOW TEM QUE CONTINUAR

Aqui, uma cena de Piaf – Um Hino ao Amor, o momento em que a cantora descobre a morte de Marcel, e se desespera. Ele vem visitá-la no quarto, como um aviso, uma despedida, mas tudo não passa de um truque do diretor Olivier Dahan, criando um ambiente de misticismo. Marcel já está morto. Quando Piaf (Marion Cottilard) sai do quarto (vai pegar um presente para ele) a realidade a atropela: descobre que o avião do amante caíra e que a visita dele ao quarto nunca existiu. Angústia e tristeza marcam esta cena, antológica pela fusão da casa para o palco – mostrando como a arte é capaz de superar a dor. Ou… o show tem que continuar.

(O.C.)

UNIVERSO PARALELO

BARBA RENDE MAIS DO QUE OURO E POUPANÇA

Ousarme Citoaian
Raspar a barba, quem diria, é o último “grito” do mercado. Possuir tal apêndice capilar, que o digam um cantor de trio elétrico da Bahia e o governador da dita cuja, significa ter amealhado capital de rendimento superior a poupança, dólar, ouro, CDB e outros investimentos convencionais. Veja-se Wagner (foto): meio milhão de reais para deixar a cara lisa feito bumbum de bebê. Segundo se comenta, a barba wagneriana tem apenas 34 anos, me pergunto “que investimento zero renderia tanto em tão pouco tempo” e eu mesmo respondo: “Nenhum”.

BIGODE E COSTELETAS RASPADOS DE GRAÇA

É dinheiro que este colunista, por mais generosos que sejam seus patrões no Pimenta, aguardará  muitos anos (é só fazer as contas!) até pôr-lhe o olhos em cima. Em épocas que distantes vão, administrei vasto bigode, modelo a meio caminho de Belchior e Pancho Vila. Um moustache, digamos, de respeito – acompanhado de um par de costeletas. Raspei-os, de graça, costeletas e bigode, sem saudade ou remorso, no dia em que um sujeito metido a debochado me chamou de Rivelino (foto). Mas de barba, nunca fui, e disso me arrependo, pois elas, quando seguidas de sorte do proprietário, são garantia de gorda renda.

BARBA AO ESTILO KARL MARX VALE MILHÕES

Pretendo, com a notoriedade que me tem dado esta coluna, cultivar essa cobertura capilar sobre a face, por motivos estéticos ou ideológicos, mas financeiros: em dez anos, espero ter barba fechada e grisalha, a corrigir minha aposentadoria pelo INSS. Mais sorte tem o professor Jorge Araujo: barbaça consagrada, antiga e famosa, tem a valorizá-la a parecença com a de uma figura das mais importantes de todo o pensamento mundial: Karl Marx. Jorge está em fase de colheita; eu, no plantio. Que o mercado de barba nos seja receptivo, amém.

| COMENTE »

A MÃO QUE DEMOLE É A MESMA QUE PREMIA

Em 1867, o químico sueco Alfred Nobel, para reduzir o risco de acidentes com a nitroglicerina (explosivo muito sensível ao calor), juntou, na proporção devida, essa substância com um tipo especial de terra, acondicionando a mistura em cilindros de papel, chamados “banana”. Assim, criou a dinamite, que não é nitroglicerina pura, mas uma mistura explosiva, segura, inerte, não facilmente acionada. Aqui, faço duas observações, sob o perigo de ser chamado de almanaque ou poço de cultura inútil: 1) o demolidor Alfred Nobel é o mesmo do Prêmio Nobel de todos os anos, que o Brasil jamais recebeu, e 2) Nobel é palavra oxítona (não se trata de opinião minha, mas dos filólogos): pronuncia-se Nobél.

MONTAND, NITROGLICERINA E FOLHAS MORTAS

Não resisto a uma terceira informação (pois nada há de novo nas duas acima): O salário do medo é um notável filme francês (de Henri-Georges Clouzot/1953), a partir do excelente título (fiel ao original Le salaire de la peur).Um drama de alto impacto, sobre o transporte de nitroglicerina em caminhões e a exploração dos motoristas nesse trabalho, tendo final imprevisto. O salário… tem Yves Montand como protagonista – e é oportuno lembrar que Montand é uma espécie de padrinho da coluna: ilustrou nossa primeira edição (em 17.12.2009), cantando Les feuilles mortes. O filme (disponível em DVD) e a canção são lembranças do tempo em que a cultura francesa ainda não tinha sido sufocada com a invasão dos bárbaros.

A TEVÊ INVENTA OS “BASTÕES DE DINAMITE

Eu queria dizer outra coisa: há dias, mostrei-me abespinhado com o uso da expressão ociosa “bandeira a meio mastro”, criada na tevê, contra a clássica “bandeira a meio pau”. Pois parece que tudo está perdido. Recentemente, uma graciosa repórter da maquininha de fazer doido, descrevendo uma intervenção da polícia, relacionou entre as coisas apreendidas, “vários bastões de dinamite”. Jamais se viu tamanha besteira. Dinamite, desde o século passado, é apresentada em “banana” (há quem diga que a invenção de Nobel lembrava essa fruta tropical). Bastão (parente próximo da bengala) tem significados em medicina, comércio, esporte, química, informática e outros, até o prosaico bastão de cola. Mas bastão de dinamite é demais pro meu anseio.

BANANAS DE DINAMITE E BONÉ DA POLÍCIA

No noticiário do dia a dia, sem salamaleques, feito por quem conhece a boa linguagem, colho estes exemplos: “Um carregamento com bananas de dinamite foi apreendido em Iacanga, na região de Bauru/SP”. Um jornal paranaense “abusa” da expressão: diz que a polícia apreendeu na segunda-feira, próximo ao Teatro Paiol, no Rebouças, uns caras “com 66 bananas de dinamite e estopins”, informa que eles “venderiam cada banana de dinamite por R$ 80,00” e destaca que, para mostrar o perigo, os policiais “explodiram cinco bananas de dinamite”. De João Pessoa, vem esta: “Um homem foi preso com 31 bananas de dinamite, espoletas, armas e um boné da polícia da Paraíba”. “Bastão de dinamite” parece devaneio de redator ocioso.

NISSEI É “ESPECIALISTA” EM BOSSA NOVA

À lista de ilustres desconhecidas cantoras brasileiras que vivem (e gravam!) no exterior (Rosa Passos, Clécia Queiroz, Virgínia Rodrigues, Leny Andrade) há de juntar-se Lisa Ono, uma “japonezinha” que (em português, francês, inglês, italiano, japonês e espanhol) canta qualquer coisa (de romântico latino a pop americano, soul e jazz), embora seja “especialista”, quem diria, em samba e Bossa Nova. Seu primeiro CD (Catupiry/1989) tem participações de Tom Jobim, Sivuca, Paulo Moura e Danilo Caymmi. Nada mau para quem começa. Diga-se logo, a bem da verdade: Lisa Ono (nada a ver com Yoko Ono, aquela) não é japonesa, mas nissei, nascida em São Paulo, em 1962.

PISTOLEIRO CHORA PELOS “VELHOS TEMPOS”

O último CD de Lisa Ono a que tive acesso é de 2009, uma coleção de standards de jazz, cujo título, Cheek to cheek, é o da canção famosa lançada por Fred Astaire (foto), em O Picolino/1935). Lá estão também All of me, I got rhythm, Caravan, Hello Dolly! – enfim, temas que todo fã de jazz conhece de cor e salteado. Mas meu preferido, dos CDs feitos em língua estrangeira, é Dans mon île/2004, canções francesas clássicas (C´est si bon, La vie en rose, La dernière valse, Dans mon île e a mencionada lá atrás, que iniciou esta coluna: Les feuilles mortes. Clique e (re) veja a imortal canção francesa, na leitura bossa-novista da brasileira Lisa Ono.

O.C.






WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia