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30 de novembro de 2020 | 07:30 am

O ROMBO DEIXADO PELA FOLIA

Tempo de leitura: < 1 minuto

A Tarde Online:
Fim do reinado de Momo, é hora de analisar as consequências da festa. A Prefeitura de Salvador fechou o balanço da folia no vermelho. Foram arrecadados diretamente com impostos de entidades carnavalescas cerca de R$ 5 milhões, de acordo com estimativa da Secretaria Municipal da Fazenda.
Segundo levantamento da prefeitura, foram investidos R$ 31 milhões do poder público municipal para garantir a infraestrutura do festejo popular. Contando com a arrecadação via cota de publicidade (R$ 5,55 milhões) e os R$ 3 milhões fornecidos pelo governo do Estado, o saldo negativo da prefeitura fecha em R$ 17,45 milhões.

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Esta publicação possui 5 comentários
  1. Quem ganha é o empresariado, como aconteceu em Itabuna. Porque os empresários não tomam a frente dessas festas e as fazem com recursos próprios? Porque não investem no carnaval como em um negócio qualquer para viabilizá-lo? Não fazem isso pq são eles a personificação do poder, com suas influências, demagogias e cabotinismo. Dinheiro público deve ser direcionado para os serviõs essênciais, como saúde, educação, saneamento, cultura e habitação, não para o carnaval, esse festival de ilusão.

  2. Algumas coisas têm que ser ditas:
    1 – Muitos blocos são classificados e registrados, erroneamente, como entidades filantrópicas, isto é, isento de impostos. Quando o João Henrique quis rever tal situação, causou uma polêmica enorme na época, com muita gente sendo contra. Como político gosta de ficar de bem com o povo, tudo está como dantes no quartel de abrantes. Muitas empresas, inclusive, são registradas como sendo de Lauro de Freitas, espécie de “paraíso fiscal” da região metropolitana de Salvador, …!!!
    2 – Com o tempo certamente serão feitos ajustes nos custos, assim como nos preços cobrados por muitos segmentos, inclusive por parte de alguns artistas, que hoje são estratosféricos. Com a crise atual isso ficará mais exposto, …!!!
    3 – Nenhum empresário quer se preocupar com a parte de infra-estrutura básica e segurança pública da festa. Por isso eles não assumem. Se os empresários assumissem, a festa teria que ser fechada, tal qual o Festival de Verão, por exemplo. Aí iria gerar uma convulsão social, pois o povão não iria se conformar em ficar de fora do evento). Se os blocos jã são considerados segregação social, imagine a festa toda, ….!!!
    4 – O poder público, levado pelo fato de o turismo gerar divisas, termina se envolvendo, gastando, mas sem ter retorno direto, apenas via arrecadação de impostos e taxas. Mesmo cobrando licenças, dentre outras taxas, a despesa geralmente supera o que se arrecada, mas como também existe a componente social, com forte apelo de que muita gente humilde (ambulante e outros segmentos de menor porte) têm ocupação e ganham algum dinheiro temporariamente nesta época, sempre há o engajamento do poder público. Como já foi explicado no primeiro tópico, quem ganha a maior parte é isento (ou os impostos são destinados a outra localicade – Lauro de Freitas), semelhante ao que acontece com o aeroporto de Salvador, que também fica em Lauro de Freitas. Com isso, vem o déficit, …!!!
    Se houvesse um melhor planejamento e todos colaborassem proporcionalmente aos seus ganhos, certamente a festa seria lucrativa e ninguém, principalmente o contribuinte, sairia perdendo, pois sempre o setor público (leia-se os contribuintes)acaba ficando no prejuízo, pois é quem paga a conta.
    Parece complexo, mas com boa vontade tudo pode se resolver da melhor forma possível, …!!!

  3. Zelão, Diz: – Lá e Cá!
    Cá, assim como lá, o dinheiro público serviu para patrocinar empresários. Lá, no entanto, parte dos investimentos retornam aos cofres públicos na forma de impostos de serviços. Cá, até prova em contrário, ninguém pagou um mísero centavo de imposto, salvo os pequenos barraqueiros, os beneficiados com a festença foram outros, dentro e fora do governo.

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