skip to Main Content
20 de outubro de 2020 | 11:28 am

O TEATRO DE GEDDEL

Tempo de leitura: 2 minutos

Marcel Leal
Podem falar e escrever o que quiser nos veículos ligados a ele. Mas aposto que Geddel não é candidato a governador hoje nem será amanhã.
O jogo de Geddel é esticar a dúvida até junho de 2010 para arrancar de Jaques Wagner o máximo que puder para “desistir” de sua candidatura. Anote na parede: Geddel não é candidato a governador (até porque nunca teve nem tem votos para isso).
Geddel vai ficar fazendo um jogo de “gato e rato”, como na semana que passou. Primeiro deu entrevista dizendo que é candidato a governador.
Diante da repercussão, com gente falando em rompimento de Wagner com o PMDB (e, como consequência, a possível perda do ministério), Geddel correu para “pedir calma” sobre o assunto.
Daqui a um tempo vai indicar de novo que é candidato, só para retirar em seguida. Vai ser assim até junho de 2010.
Como tem sido desde o ano passado, com idas e vindas para espalhar a dúvida.
Geddel sabe que só é forte porque é ministro e tem uma caneta nas mãos.
Sabe que, se perder o posto, volta a ser o coadjuvante que sempre foi, em se tratando de disputa pelo governo do estado da Bahia.
Geddel não tem votos para isso, nem fidelidade, nem história para vencer esta disputa com Wagner e Souto. Nem o PMDB na Bahia, que só tinha ele como deputado federal até Lula dar o ministério a Geddel e ele aderir a quem combateu por tanto tempo.
Geddel sabe disso, mas faz, de forma esperta, um jogo destinado a garantir para seu partido (e, acima de tudo, ele mesmo) o controle de várias secretarias importantes.
Será a moeda de troca para “desistir” de algo que ele nunca teve intenção de buscar e apoiar Wagner na reeleição.
Não que todo o teatro seja ilegal ou imoral. Faz parte da tradição política no Brasil.
A própria palavra política significa “a arte de conquistar, manter e exercer o poder”.
Mas é bom que você saiba que é só de mentirinha.
Leia mais

Esta publicação possui 14 comentários
  1. vocês são demais. o próprio Governo do Estado tem uma pesquisa que o Ministro do Governo Lula, já esta bem colocado. de quem é essa mente brilhante que plantou essa nota, filho são 402 diretórios. 115 Prefeitos , 1 Prefeito de capital (SALVADOR), 980 VEREADORES. SOBRE A PESQUISA PERQUNTE AO GOVERNADOR PORQUE ELE AINDA NÃO ROMPEU,

  2. E se ele for candidato vai queimar sua língua…
    ora amigo, quem é você pra saber se é teatro ou não e quem é você pra falar que o PMDB na Bahia é fraco.
    Pois eu acho que ele vai sair candidato!!

  3. A prática política e o estilo de Geddel – franco e direto, sem meias palavras – é exatamente o oposto do que percebe o sr Marcel Leal.
    Parece que o comando da prefeitura de Salvador – o maior bolsão de votos do Estado – e de mais 100 prefeituras não dizem nada ao articulista.
    Parece que estar em franca ascensão dentro do maior partido do pais e liderar fatia considerável passa despercebido pelo sr. Leal.
    Assism fica difícil…

  4. Também acho! E Wagner deve está ciente disso também, se não já teriam feito uma devassa nos cargos usados pelo PMDB. Sim, e se ocorrer a devassa? Caso ocorra como fica o PMDB? De mãos atadas é?

  5. Concordo em genero, número e grau com Marcel.
    Geddel sabe que hoje ele pouco representa politicamente no cenário bahiano, e assim procura de todos as formas mostrar um cacife que não tem.
    Ele faz igualzinho a como faziam os vendedores de pitú da Estrada Ilhéus/Itabuna antigamente. Pediam, por exemplo, R$ 50,00 por uma corda de pitú. Você fazia que ia arrastar o carro eles terminavam vendendo por até R$ 10,00.
    Geddel se arvora a ser candidato a Governador, mas na hora “H” com uma Secretaria ele vai se dar por satisfeito.
    ATÔNITO

  6. concordo plenamente com Ricardo , o sr Marcel não esta dando conta do numero de diretórios que tem o PMDB na Bahia, Prefeito da capital,114 prefitos do interior para alavancar mais ainda o partido e centenas de vereadores.

  7. Infelizmente verdade e mentira são as armas mais utilizadas quando o tema é POLÍTICA. A primeira para atacar e abater alguém (acredito
    que a verdade deva ser dita sempre, mas com responsabilidade e motivação correta), a segunda, por sua vez, normal e geralmente é
    o meio pelo qual um adversário se vale tanto para atacar alguém como para proteger-se de uma ameaça qualquer.Parafraseando, quero recordar aqui de uma frase dita pelo EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE LUIZ
    INÁCIO LULA DA SILVA, quando das investigações sobre a prática do M E N S L Ã O : A desgraça da mentira é que quando você mente uma vez
    é preciso mentir novamente para confirmar a primeira.

  8. No Brasil e principalmente na bahia o dinheiro ja elegeu até santo de barro. Pra governador ou qualquer cargo publico na bahia basta ter 80% de dinheiro e 20% de barganha politica, então não duvide do gordinho que controla o maior orçamento da união!

  9. ts um bando de filho de mãe Diná rsss começando pelo Marcel Leal, está jogando no terrero em Salvador né? rsss quem fala demais acaba se comprometendo!

  10. Não vou entrar no mérito da questão, nem dizer que fulano, cicrano ou beltrano estão certos ou errados.
    Na minha opinião, o Geddel sairá candidato ao Senado, só que antes ele romperá com o Wagner e apoiará o Paulo Souto, …!!!
    Não vou discutir agora. Deixarei para comentar mais à frente.
    Quem viver, verá, …!!!
    Se eu fosse o Wagner, já teria rompido com ele há muito tempo. Não se deixa um câncer desenvolver-se para combatê-lo, pois ele poderá lançar metástases, …!!!
    Aguradem e verão, …!!!

  11. Um elemento que eu senti falta nos comentários é a influência da eleição presidencial.
    A força que cada um dos possíveis candidatos mais relevantes até o momento (Wagner, Geddel e Souto) possua é um elemento importantíssimo, mas não se deve descartar a influência das alianças nacionais em uma eleição geral.
    Confirmando-se a aliança PT-PMDB, como deseja Lula, a tendência de repetição da mesma nos estados é muito grande.
    Mesmo levando em consideração o fato de que raramente o PMDB marcha unido nas eleições nacionais, por sua característica de partido de lideranças regionais e locais, considero improvável que a iniciativa de ir contra a aliança capitaneada pelo Governo Federal parta daqueles setores mais beneficiados pelo mesmo, como é o caso de Geddel. Os descontentes e prováveis “rebeldes” do PMDB seriam outros, (Quércias, Jarbas…).
    Claro que tudo isso muda se a candidata(o) do PT não for competitiva(o), ou se o próprio Wagner estiver muito fragilizado.
    Penso que os desdobramentos da crise financeira internacional, suas repercussões no Brasil, e consequentemente na Bahia, serão um dos elementos determinantes, pois as últimas eleições deixaram mais ou menos comprovado que em momentos de prosperidade econômica a tendência pela manutenção dos governos em exercício é muito grande, só sendo superada por muita incompetência administrativa ou por fenômenos que constituem as famosas exceções que confirmam a regra. Com o povo sofrendo drasticamente os efeitos da crise os desdobramentos são imprevisíveis.
    Rodrigo Cardoso

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top