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2 de março de 2021 | 02:38 pm

CAMPANHA PELA PATERNIDADE RESPONSÁVEL

Tempo de leitura: 2 minutos

Ricardo Ribeiro

ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

Essa ideia do Instituto Ágora, de São Paulo, precisa pegar de qualquer jeito. Se cada pessoa ou grupo de pessoas “adotar” um vereador e (por que não?) um deputado estadual, deputado federal, é bastante provável que os nossos ilustres representantes, devidamente vigiados pelos pais adotivos, passem a se comportar melhor. Basta que os cidadãos e cidadãs viajem na onda.
Adotar, nesse caso, como bem explicam os organizadores do movimento, significa fiscalizar, acompanhar, ver de perto o que os políticos andam fazendo. No começo, a sugestão era para que o eleitor fizesse isso com o vereador no qual ele votou, mas os pioneiros ajustaram o método e passaram a escolher para por os olhos em cima aqueles em quem não votaram nem jamais votariam.
Seguindo na analogia com o termo “adotar”, pode-se dizer que as câmaras municipais estão mesmo cheias de órfãos. Certamente, a maioria dos eleitores não mais se lembra do candidato em quem votou e muitos não estão minimamente interessados no que o seu nobre representante tem feito no legislativo. Tais eleitores são como pais ausentes, que põem o filho no mundo e o abandonam, esquecem, não querem mais saber da criatura.
É por isso que o movimento surgido em São Paulo acende uma luz no fim do túnel da paternidade política irresponsável. Chega de “embuchar” a urna sem pensar nas consequências do ato. Que cada um acorde pra vida e assuma seu “filho” como uma responsabilidade das mais importantes.
Senhores “pais”, formem um grupo para fiscalizar a atuação de um ou alguns vereadores; façam o possível para comparecer às sessões plenárias e de comissões técnicas da Câmara, que em Itabuna normalmente acontecem às terças e quartas-feiras, a partir das 14 horas; procurem saber a produção do seu pimpolho, colhendo informações junto à secretaria parlamentar; criem um blog para divulgar todos os dados que obtiverem.
Agora, um aviso importante. Não vale transformar essa proposta nobre em mero instrumento destinado a perseguir desafeto político. É preciso que o movimento seja revestido de seriedade e sinceridade, e não admita nenhuma forma de politicagem, de interesse mesquinho. Quem colocar máscara de honestidade para encobrir algum propósito que não atenda ao interesse público fica condenado a perder imediatamente a guarda da “criança”.
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do Pimenta.

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