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13 de maio de 2021 | 11:48 am

UM PORÉM NA AMÉLIA AMADO

Tempo de leitura: 2 minutos
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A imprensa noticiou o pega-pá-capá que se deu em torno das obras de revitalização do Imbuí, em função da cobertura do riacho que corta o bairro soteropolitano. Riacho poluidíssimo, diga-se de passagem, mas nem por isso sujeito à condenação de morte por “tamponamento”… Ou encapsulamento, como está a se falar em Itabuna, com relação ao canal do Lavapés, na Avenida Amélia Amado.

Em Salvador, a solução encontrada foi a de não tamponar, mas sim colocar placas de concreto sobre o riacho, com intervalos que permitirão a entrada de luz. A mudança foi aplaudida pelo arquiteto Paulo Ormindo, autor de artigo publicado hoje no jornal A Tarde.

No texto, Ormindo lembra os rios europeus – como Tejo e Sena -, que estavam praticamente mortos há 30 anos e foram recuperados com ações planejadas e grandes projetos de macrodrenagem. Hoje, dá até para tomar banho sem medo naqueles rios, onde peixes de diversas espécies voltaram a habitar.

Em Itabuna – que não tem nada de cidade europeia – pouca gente é capaz de imaginar que aquele esgoto fétido na Amélia Amado já foi um riacho vivo, cheio de peixes. É só perguntar aos mais velhos moradores desta urbe quase centenária.

A revitalização da Avenida é boa e necessária, pois Itabuna precisa realmente de intervenções ousadas. Com ruas acanhadas e trânsito caótico, a cidade está ficando nitidamente para trás em termos urbanísticos.

É preciso, porém, que as mudanças sejam pensadas para o longo prazo. Ormindo avalia que tamponar um canal significa impossibilitar sua recuperação. Consequentemente, vale dizer que as águas imundas do Lavapés continuarão para sempre sendo despejadas no Rio Cachoeira.

É mais ou menos como vestir roupa nova num corpo imundo.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Fiquei com algumas dúvidas:

    1 – A cobertura seria para possibilitar aumentar o número de pistas de rolamento na avenida ou simplesmente para esconder o córrego?

    2 – Será que já estudaram o problema da vazão, pois simplesmente cobrir, sem aumentar a profundidade, largura da calha na parte inferior, ou coisa que o valha, em caso de inundação (em épocas chuvosas), não seria desastroso, pois a água iria romper com tudo?

    Que respondam aqueles que têm conhecimento de causa, …!!!

  2. Acredito que dentre as intervenções para urbanização da avenida é necessário despoluir o canal realizando a ligação das redes de esgoto no entorno da via.A segunda etapa consiste em limpeza, contenção em placas de concreto sem ou com cobertura ( custo mais caro ), definição das passagens e proteção com guarda corpo caso não seje coberto. A ultima etapa consiste em sinalizar e conscientizar a população para não utilizar o canal, os bueiros e engole tudo como depósito de lixo.

  3. Eu não acredito que tem pessoas achando que o lava-pés ainda é um córrego! Que temos que acabar com o esgoto derramado no cachoeira não há duvida, agora colocar em dúvida a necessidade da urbanização daquele local fétido e feio é um contra-senso.
    E pra quem não lembra mais, até uma feira existia ali na proximidade do pontalzinho, onde se comprava frutas e verduras, contaminadas por insetos e ratos do canal.
    Devem ser as mesmas pessoas que acharam maravilhosa aquela “grande” solução de colocar ( ou transferir ) o grande problema que são os camelôs.
    Por uma nova avenida, iluminada modernamente, com ciclovia e paisagismo dignos de uma cidade centenária e moderna!

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