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6 de abril de 2020 | 01:09 pm

SUCESSÃO ESTADUAL

Tempo de leitura: 3 minutos

Marco Wense

Souto, Wagner e Geddel.

Enquanto o governador Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores (PT), estiver em uma posição confortável nas pesquisas de intenção de voto, a implícita parceria entre o PMDB e o DEM vai continuar.

Os democratas e os peemedebistas, tendo a frente Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, pré-candidatos ao Palácio de Ondina, estarão sempre unidos na missão de criticar o governoWagner.

Nada mais natural e democrático. A oposição faz seu papel. Se o governador da Bahia fosse do PMDB, DEM ou do PSDB, os petistas, com suas bandeiras vermelhas, em companhia dos comunistas e socialistas, fariam a mesma coisa.

Os tucanos, sob o comando de Imbassahy, presidente estadual do PSDB, de olho na eleição presidencial, torcem para que o namoro entre peemedebistas e democratas seja duradouro.

O problema é que a duração do namorico entre o PMDB e o DEM depende do andamento do processo sucessório, do cenário eleitoral futuro, mas precisamente do mês de maio, antes das convenções partidárias que acontecem em junho.

Se o momento político apontar para uma eleição em dois turnos, descartando a reeleição de Wagner na primeira rodada, o “love” do PMDB com o DEM passa a ser coisa do passado.

Como ninguém, pelo menos em sã consciência, acredita na hipótese do chefe do Executivo ficar de fora de um eventual segundo round, a disputa entre peemedebistas e democratas, com geddelistas e soutistas trocando “delicadezas”, é inevitável.

O confronto entre Geddel e Souto, em uma situação de empate técnico, seria duríssimo. Exemplificando com números, observe a seguinte hipótese: Wagner com 40%, Souto 23% e Geddel 19%.

O DEM não abre mão de ser o protagonista da oposição, assim como foi o PT na sucessão de 2006, quando o então candidato do partido, Jaques Wagner, liquidou a fatura no primeiro turno.

Se o PMDB tentar “roubar” a bandeira do oposicionismo, os democratas vão alegar, com toda razão do mundo, que os peemedebistas passaram quase três anos no governo Wagner usufruindo das benesses inerentes ao poder.

Em relação ao apoio de quem ficar de fora da disputa, é evidente que Paulo Souto, independente da eleição para presidente da República, fica com Geddel. O óbvio ululante é o DEM versus PT.

No caso de Geddel, com um segundo turno entre Wagner e Souto, a eleição presidencial é fator decisivo. Para muitos analistas políticos, o peemedebista fica com o democrata se a candidatura da petista Dilma Rousseff fracassar.

Sinceramente, não acredito que Geddel Vieira Lima, em detrimento de um pedido pessoal do presidente Lula para que apoie Wagner, passe para o lado do DEM. Seria uma inominável traição. Uma ingratidão imperdoável.

Geddel é o que é hoje, com o seu PMDB, graças ao presidente Lula. Sua ascensão política se deve ao Geddel como ministro da Integração Nacional. Se fosse um simples deputado federal não seria nada diante de um Jaques Wagner e Paulo Souto.

A sucessão estadual promete muitas emoções. “São tantas as emoções…”, diria o eterno rei Roberto Carlos.

AZEVEDO, ALICE E A INFIDELIDADE

É evidente que a presidente do DEM de Itabuna, Maria Alice, não concorda com um possível e cada vez mais provável apoio do prefeito Azevedo ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner (PT).

A ex-dama de ferro sabe que espernear não é o melhor caminho. Qualquer atitude intempestiva só vai acelerar a decisão do chefe do Executivo de apoiar o segundo mandato do petista.

Um outro detalhe é que o instituto da fidelidade partidária, tido como o eixo principal da tão propalada e decantada reforma política, “condicio sine qua non”, é igual a uma nota de R$ 3,00.

O presidente estadual da legenda, Paulo Souto, pré-candidato ao Palácio de Ondina, encara com naturalidade a declaração de apoio de prefeitos do DEM ao ministro Geddel (PMDB), conforme divulgou sua assessoria de imprensa.

A infidelidade só existe do DEM para o PT. Quando é do DEM para o PMDB é permitida. Sem dúvida, mais um sinal de que peemedebistas, carlistas e democratas estão de mãos dadas.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Esta publicação possui 7 comentários
  1. Bom dia Marco. Antes de tudo parabéns pelo texto e pela análise precisa da situação política na Bahia nesse momento. São textos assim que não encontramos mais nos grandes jornais. Mas felizmente temos a blogsfera para circular informações e análises desse tipo. Acho quer as alianças ainda poderão mudar e bastante, uma vez que estamos ainda no início de todo o processo. A união entre DEM e PMDB no segundo turno é natural e, pessoalmente, acho que o Geddel é a melhor opção enfrentar a presença forte do governador, que só pelo fato de estar concorrendo à reeleição já sai com uma grande dianteira. O Wagner infelizmente se elegeu com um discurso de mudança, de virada, de repetir na Bahia o que Lula fez no Brasil. Mas o que ele fez foi replicar o sistema das oligarquias antigas, instaurar um ritmo de trabalho moroso que nos tem feito perder várias oportunidades e, pior, promover perseguição política os adversários. Acredito sinceramente que o Ministro Geddel, que já foi chamado até de Ministro da Bahia em função dos projetos do Ministério que tem trazido para a Bahia, seria a escolha mais acertada para o nosso governo. Não acredito que nenhum político seja perfeito, mas ele tem demonstrado que está empenhado em fazer o estado crescer, gerar desenvolvimento e melhorar a vida do povo baiano.

  2. A disputa de Wagner, b=nas eleiçose vai ser como Vasco e botafogo.Vai tomar de goleada.A saude da bahia esta esperando a oportunidade para da o troco.fez concurs0o para enfermeiros, nao convoca e cham os redas.Ta pensando q samos burro, ja apanhamos uma vez.Duaaassssssssssssssssssssssssssssssssssss.Estamos fora

  3. Estão tão cegos que até acreditam na palavra de Azevedo caso ele declare apoio a Wagner. O ministro Geddel vai querer ultrapassar Souto de qualquer jeito e ficar com a vaga num possível 2º turno, se não consegui, certamente não apoiará ninguém no 2º turno e deixará seus eleitores livres. O objetivo de Geddel não é ser anti-PT ou anti-Dem, e sim, governar a Bahia. Se tivesse interesse de apoiar algum candidato não teria saído do Governo Wagner.

  4. Acompanho o quadro político da Bahia, dividindo as atenções pelos fatos que ocorrem rotineiramente em cada Região. Por isso, aqui de Salvador, vejo os acontecimentos do Sul da Bahia, pelo excelente MUQUECA (e outros Blogs também). Gosto muito dos articulistas, e acho que o BLOG seria ainda melhor, se não carregasse tanto na cor. Este estilo de imprensa (consagrado nos EUA) é interessante. Por outro lado, a Itabuna vista pelas lentes do MUQUECA, é catastrófica. O que não representa a verdade. Desenvolvi um estudo recente que mostra que a população no interior da Bahia 4% diz acompanhar diariamente as informações de política via BLOG (claro que o fator multiplicador é muito maior. pois estes leitores são formadores de opinião, e fonte para outras mídias) Em Itabuna especificamente, cidade que mais tem blog político no interior da Bahia, este índice chega a 7,20%.
    Fiz esta introdução para comentar especificamente sobre o artigo do Marcos Wense, e o propalado apoio de Azevedo a Wagner.
    As pesquisas (todas elas) realizadas na Bahia, mostram hoje um cenário bem claro: Wagner lidera, Paulo Souto é o segundo e Geddel é o terceiro. Elas indicam ainda duas verdades: Ou Wagner ganha no 1º turno, ou teremos um 2º turno acirrado. Trazem ainda uma outra informação; Não estaria definido o adversário de Wagner no 2º turno.
    Se é verdade que hoje Paulo Souto está consolidado no 2º lugar, tambpem é verdade que Geddel além de ter a menor rejeição dos três, também é o menos conhecido. O que pode fazer a diferença no jogo, é a competência política do governador, que está enxergando tudo, e quer matar o Jogo ainda em dois de Outubro. Ele sabe por exemplo, que a importancia fundamental de ter o senador Cesar Borges na chapa hoje, é evitar que ele seja uma candidato apoiado por Souto e Geddel,e venha ser num possível 2º turno o fator de fidelização dos votos entre DEM e PMDB. Sim, porque para chegar no 2º turno, Souto e Geddel, disputarão um torneio para ver quem é mais oposicionista. Isto criará na cabeça do eleitor de ambos, uma simpatia mútua. Quem é pior para Wagner em um hipotético confronto final, Geddel é claro. Porque como aconteceu em Salvador, os votos do DEM são 100% contra o PT.
    Porisso, que Wagner namora com tanto afinco Tarciso Pimenta de Feira e Azevedo em Itabuna, Além de ser as duas maiores cidades administradas pelo DEM na Bahia, são também as duas regiões que a disputa está mais equilibrada. Outro fator os dois gestores estão bem avaliados pela população. Tenho pesquisa recente aí de Itabuna, e se o cliente autorizar dilvulgaremos.
    Portanto, o PT de Feira e de Itabuna podem ser decisivos para a vitória de Wagner. É só não pensar no próprio umbigo.

    Ary Carlos

    Da Redação: Caríssimo, Ary, respeitamos a sua opinião, mas dizer que a visão que o Pimenta passa de Itabuna é ‘catastrófica”… pera lá!

    De fato, a cobertura foi mais incisiva no primeiro semestre de 2009, diante de tantos desatinos e falta de organização administrativa (quem não lembra dos erros que levaram o município à sua maior epidemia de dengue, por exemplo?). Não esqueça das ações constantes do Ministério Público estadual para evitar uma degringolada geral na gestão do democrata, por exemplo. Neste caso, e se ocorresse, coitados dos itabunenses. O “conjunto da obra” refletia negativamente na qualidade dos serviços públicos.

    Há melhoras, sim, em alguns setores. A melhora na percepção que o itabunense tem do governo está intimamente ligada a ações pontuais na periferia de Itabuna e outras nem tanto na região central. No segundo semestre, houve evolução administrativa. Mas Azevedo não consegue livrar-se de alguns “pesos” em sua gestão. E isso compromete o governo. Há uma disputa entre secretários – algo que ficou ainda mais cristalino ao final do ano passado -, sem haver sinalização de como essa história vai terminar.

    Se há alguma evolução no quesito administrativo, o mesmo não se pode dizer do ponto de visto político, dar harmonia da gestão. Como a nossa cobertura se prende mais à área política, daí e talvez, a sua visão “catastrófica”. Por que é quase cenário de catástrofe o que ocorre internamente no governo. A disputa é intestina.

  5. Primeiro quero me manisfestar a respeito da Lei de Fidelidade partidária a qual fazem referência quanto a declaração do Capitão Azevedo em apoiar o governador Wagner. Aplicar a lei no alcaide, antes deveriam agir diretamente com a direção do Partido Democratas no estado e também aqui em Itabuna, haja vista ele o partido é o principal e mais forte infiel, desde quando “respalda a permanência de um político corrupto, julgado e condenado à cassação e perda de direitos politicos por compra de votos nas eleições de 2008”, sendo que este é ligado (filiado) a outro partido o PRTB, e isto caracteriza claramente INFIDELIDADE PARTIDÁRIA, já que nas hostes do DEMOCRATAS e fazendo parte da mesma eleição existe o vereador eleito e diplomado Leléu, este Democratas legitimo, fiel e discriminado pelas direções do DEM a nível de estado e municipio, e sequer ninguém, nem mesmo a justiça se manifesta na questão, segundo comentários por força de que poderá atingir o prefeito capitão Azevedo, já que este também fora envolvido no processo de compra de votos, pois o preso Sr. Julir B. dos Santos no ato da sua prisão em flagrante estava de posse de material de ambos os candidatos, ou seja, do vereador Milton Gramacho e também do prefeito eleito Capitão Azevedo.
    Justiça seja feita, mas haverá de ser para os dois, ao contrário do que se prega, o vereador não poderá arcar sozinho com a penalização, enquanto o alcaide de Itabuna supostante venha ficar impune de uma responsabilidade que em igualdade de corrupção nada difere do ato do vereador.
    Com relação ao apoio de Azevedo ao Governador Wagner, saibam todos que o Capitão já declarou apoiar vários politicos, inclusive o Geddel, Paulo Souto e o próprio Wagner, agora, o mais interessante é que nenhum deles confia no Capitão, todos sabem que este não merece confiança, não tem credibilidade, não tem respeito e é volúvel, sendo assim, ninguém o leva a sério, ao contrário, todos fazem de contas que estão ajudando ele, enquanto este faz de contas de também irá ajudá-los em outubro próximo.
    A cidade de Itabuna está carente de uma liderança politica, não existe mais respeito no meio, tudo nesta cidade se faz com propina, pois aqui não fala em dinheiro, o propinoduto itabunense é nojento, é imoral e muitos estão envolvidos.
    Lamentavelmente Itabuna perde diariamente grandes oportunidades para se desenvolver honestamente, perdemos todo tipo de moral frente as esferas maiores da politica, ninguém nos acredita, ninguém nos respeita, todos nos enganam, todos debocham dos nossos pedidos, na presença vão nos atender, na ausência somos motivos de chacotas, de ironias. Temos no governo de Azevedo Secretários que mais parecem bonecos, são iludidos com bobagens, com promessas infantis, bôbas e indecentes, e mesmo assim vão para a imprensa com cara deslavada anunciar que o governo tal nos enviará isto ou aquilo, e chegam até a comemorarem com bebidas de 12 ou mais anos numa clara alusão de bestialidade com a coisa pública.
    A vc Marcos Wense, todos os seus artigos são interessantes, mas no entender da politica é muito cedo para qualquer prognóstico, principalmente envolvendo o capitão Azevedo e os demais que ele se oferece.
    Quanto a pesquisa comentada, desculpe ao comentarista, não é verdadeira independente dos seus números, pois Itabuna hoje vive um zero a esquerda, principalmente quando se trata da administração internamente falando.
    Com a saída do professor Gustavo Lisboa, está provado que o sistema governamental de Itabuna é um dos piores no momento, mas deixou também uma prova novissima: GUSTAVO LISBOA É HOJE EM ITABUNA A MAIOR LIDERANÇA POLITICA EMERGENTE, se alguém com poder de visão enxergá-lo poderá transformar o mesmo num forte candidato para a Assembléia Legislativa da Bahia, ou quem sabe no futuro prefeito da cidade de Itajuipe, com eleição garantida, acreditem…

  6. Olá redação, como disse, acho sim que o pimenta tem um lado, e como afirmei,não acho isto ruim.(sofri na pele quando o instituto do qual sou diretor, registrou pesquisa que apontava a vitória de Azevedo).
    Quando falei em “catastrófica”, não quis fazer juizo de valores. Usei uma figura de linguagem para ilustrar a diferença entre o que mostra parte da imprensa grapiúna, e a percepção da população.
    Não conheço o governo de Azevedo organicamente, mas as pesquisas atuais apontam duas coisas:
    Ele é muito melhor que o anterior, e será fundamental nas eleições deste ano.

    Um abraço,

    Ary Carlos

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