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22 de outubro de 2020 | 08:25 pm

CARRO CAPOTA E É DESVIRADO POR MOTORISTA

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Jovens desviram o Corola, logo após capotamento (foto Radar Notícias)

Um fato  inusitado ocorreu em Itabuna, na madrugada de sábado (24). Segundo testemunhas, ouvidas pelo site Radar Notícias, o motorista do Toyota Corola dirigia em alta velocidade e, ao passar pela ponte que dá acesso à avenida Princesa Isabel, atingiu a mureta, provocando o capotamento do veículo.

O Corola, de placa JQC-1940, ficou com as rodas para cima, mas o motorista – temendo a multa e o recolhimento do veículo ao pátio da Settrans, resolveu desvirá-lo antes da chegada dos agentes de trânsito. Com a ajuda de amigos, o condutor, cujo nome não foi revelado, conseguiu deixar o carro na posição normal e seguiu seu rumo, tomando a direção do bairro Jardim Vitória.

CALOTE E TRAPALHADA ELETRÔNICA

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Matéria publicada na edição deste fim de semana do jornal A Região (pode ser lida na internet) dá a dimensão da ziquizira cometida pelos “gênios” da Prefeitura de Itabuna, a pretexto de criar um sistema próprio e supostamente mais vantajoso de emissão eletrônica de notas fiscais.

O jornal ouviu empresários, entidades e os responsáveis pelo sistema Emaiss, que foi substituído de maneira atabalhoada e irresponsável. Há unanimidade na definição do novo sistema como falho, incompleto, lento e inseguro. Aliás, todo mundo acha isso, menos os “gênios” da Prefeitura.

Entre outros problemas, os clientes estão reclamando de que o serviço recém-implantado, além de ainda não ter incorporado o histórico das notas,também passou a contar as emissões do zero. Isso gera duplicidade, ou seja, notas com a mesma numeração.

Para completar, a Prefeitura acumulou um ano de débitos com a empresa Siapiss, fornecedora do Emaiss. E ainda correu o risco de perder todo o banco de dados dos contribuintes, em função do calote. Na quinta-feira (22), a Siapiss enviou as informações, mas não aposta que o software próprio funcione a contento.

“DESARMONIA” BEACH

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O público que compareceu ao Harmonia Beach, em Ilhéus, lamentou o tratamento dispensado pela organização a quem pagou caro por um camarote. De acordo com as “vítimas”, o evento nem bem havia começado e já faltava de tudo. O ingresso para o camarote custou entre R$ 100,00 e R$ 200,00.

“Eles tratavam o Harmonia Beach como um acontecimento. De fato, foi um acontecimento… desastrado”, protesta um leitor.  O evento aconteceu ao final da tarde de ontem, no Hotel Jardim Atlântico, zona sul de Ilhéus.

As atrações principais do evento (Tatau, Harmonia e Lordão) ainda não tinham subido ao palco e boa parte dos fãs que compraram ingresso para camarote já tinha ido embora, em protesto contra a desorganização. “O show mal havia começado e nem bebida havia mais, sem contar que o show começou tarde”.

O público protestou contra o tratamento recebido e a organização deslocou quase toda a segurança para a “área vip” para “garantir a ordem”.  Pra completar, Tatau deixou de se apresentar por falta de pagamento.

DESAFIO NA EDUCAÇÃO ILHEENSE

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O advogado Senildo Paulino integrou-se à equipe de educação da prefeitura de Ilhéus já faz alguns dias. O município sonha em adotar a gestão plena da educação e Senildo coordenará esse processo. Com experiências em educação popular e ex-coordenador do programa Integrar no estado, ele diz que dois dos ganhos para o sistema educacional com a gestão plena é a “maior clareza na aplicação dos recursos e aprimorar os mecanismos de controle social na área de ensino”.

Com a plena, os recursos vão diretamente para conta específica da educação. Hoje, embora seja verba carimbada, os recursos da educação vão direto para o tesouro municipal. Assim, a depender do gestor, sua aplicação pode ter outro destino. A mudança também propicia o aprimoramento de mecanismos de controle, com a criação de departamentos de auditoria e licitação, por exemplo.

PAIXÃO (NÃO) SENTIDA

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Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com

Que eu tenha visto, o melhor resumo do maior porém de O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de sus Ojos – 2009, Argentina/ Espanha), de Juan José Campanella, foi feito por Filipe Furtado. Na comunidade do Cinemascópio no Orkut, ele disse que “a história policial ocupa 70% do filme, a história de amor horrivel ocupa 70% das preocupações do Campanella”. Mas, verdade seja dita, não acho nem a história de amor nem o filme (tão) ruins quanto ele.

Por mais que o diretor (do ótimo O Filho da Noiva e do meio fraco Clube da Lua) invista tanto no que há de menos convincente (o romance), temos um ótimo roteiro, ótimas atuações (exceção feita à não exatamente expressiva Soledad Villamil) e uma direção relativamente firme. Enquanto filme policial, ele segue um inevitável esquema, mas traz ainda algo de genuíno, com um gênero essencialmente americano com pitadas de um certo jeito de ser platino. Já o plano-sequência no estádio de fato é vaidoso, e parece filmado para chamar mais atenção para si do que para ajudar no ritmo do filme, mas é incrível não só sua engenhosidade, como tudo que Campanella reúne em uma única cena.

Nela, ele junta a paixão pelo futebol (daquele povo no estádio), pelo filmar (por mais narcisista que seja, só um apaixonado pelo ato pensa em plano tão megalômano) e por uma causa, a busca pelo assassino Nesse momento, ele é feliz nos três pontos. E embora apenas aí ele comulgue, numa mesma cena, o sucesso da trinca, em outras ele faz com que pelo menos um elemento delas funcione.

Como exemplos mais claros temos a discussão no bar que os leva ao estádio, a cena em que a advogada Irene (Villamil) percebe que o assassino é de fato o culpado (e o que ela faz), o momento em que ela pensa erroneamente que Benjamín (Darín excelente, como sempre) flerta com ela, e a descoberta do paradeiro do assassino.

Por mais que o filme tenha os seus poréns escancarados, ele também consegue reunir elementos a princípio – e que de fato se mostram algo – incompatíveis (o romance com pretensões eternas e melodramáticas dentro de um filme policial) para chegar a um todo cuja eficácia é mais estranha que infeliz. E se o resultado está longe de ser brilhante, por outro lado é tão oscilatório dentro de um caráter pré-determinado (claramente comercial) que não dá pra chamar de medíocre.

Visto no Cine Vivo – Salvador, abril de 2010.

O Segredo dos seus Olhos (El Secreto de sus Ojos – 2009, Argentina/ Espanha)

Direção: Juan José Campanella

Elenco: Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago, Javier Godino

Duração: 127 minutos

Projeção: 2:1

8mm

Tempo

Vi As Melhores Coisas do Mundo na antevéspera de O Segredo de Seus Olhos. Um teve cinco, o outro teve sete dias para digestão. E embora a cotação de ambos tenha sido a mesma a princípio, filme de Campanella parece agradar (bem) mais ao se pensar nele.

Griffith

Em alguns filmes não vou usar o sistema de estrelinhas. Isso porque, como no caso de um D.W. Griffith [e praticamente tudo dele, embora aqui fale especificamente de seu Lírio Partido (1919)], existe tanta coisa por trás dele e do filme que soaria injusto colocá-lo no mesmo nível dos outros – é hors concours.

A propósito, o que são as imagens do sorriso?!

Filmes da semana

  1. Rashômon (1950), de Akira Kurosawa (DVDRip) (***)
  2. 2. O Segredo de seus Olhos (2009), de Juan José Campanella (Cine Vivo) (***)
  3. Macbeth (1948 – 114minutos), de Orson Welles (DVDRip) (***1/2)
  4. Lírio Partido (1919), de D.W. Griffith (DVDRip) (hc)
  5. Antes do Pôr-do-Sol (2004), de Richard Linklater (DVDRip) (****1/2)
  6. 6. O Cavalheiro do Telhado e a Dama das Sombras (1995), de Jean-Paul Rappeneau (Walter da Silveira) (**)
  7. 7. A Moça com a Pistola (1968), de Mario Monicelli (Walter da Silveira – DVD) (**1/2)
  8. Identificação de Uma Mulher (1982), de Michelangelo Antonioni (DVDRip) (**1/2)

Curta:

  1. Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006), de Kleber Mendonça Filho (Vimeo) (****)

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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.

DA SÉRIE: “FAÇA O QUE EU MANDO, MAS NÃO O QUE EU FAÇO”

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No que se refere a infrações de trânsito envolvendo veículos da própria Prefeitura de Itabuna (ver nota), os casos são corriqueiros. Nem todos, é claro, resultam em multa.

Um policial militar relatou ao Pimenta situação ocorrida na sexta-feira, 23, por volta das 14 horas, bem no centro de Itabuna. A Kombi de placa JOK-7763, com emblema do governo municipal, trafegava pela avenida Amélia Amado e o motorista, desrespeitando a placa de sinalização, entrou à esquerda pela rua Alzira Paim, sentido FTC.

Como se vê, a educação para o trânsito nesta cidade não se dá pelo exemplo de quem administra a bagunça.

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