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26 de fevereiro de 2020 | 07:10 am

SÃO TRÊS PRA LÁ, TRÊS PRA CÁ

Tempo de leitura: 2 minutos

Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com
A eliminação do Brasil na Copa do Mundo antecipou em uma semana o início da campanha eleitoral, que oficialmente começou na terça-feira, mas certamente iria esperar mais um pouco caso o time de Dunga fosse à decisão e faturasse o hexa.
Dunga já é carta fora do baralho, nem Branca de Neve quer saber do seu notório mau humor e a sucessão entra na ordem do dia, no Brasil e na Bahia.
Embora haja uma profusão de candidatos a presidente da República e a governador da Bahia, na prática a eleição é uma espécie de ´três pra lá, três pra cá´.
Na eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) são os candidatos com chances de vitória, embora a princípio a disputa pareça estar limitada à petista e ao tucano, que de acordo com as pesquisas de intenção de votos aparecem rigorosamente empatados.
Mas, assim como o futebol, a política às vezes também é uma caixinha de surpresas, daí que Marina não pode ser descartada.
Dilma Rousseff vem no embalo da estratosférica popularidade do presidente Lula e, embora lhe falte carisma, tem a seu favor os resultados positivos -e reconhecidos pela população- do governo que ela representa. Está no jogo e em condições de ganhar.
Carisma, aliás, também não é o forte de Serra, que vai tentar convencer o eleitor usando como trunfo a experiência como ministro, prefeito e governador de São Paulo, entre outros cargos. Deve protagonizar com Dilma (caso Marina não decole) uma disputa para testar quem tem problemas cardíacos.
Na Bahia, a disputa também estará limitada a três candidatos: o atual governador Jaques Wagner, do PT, Paulo Souto, do DEM e Geddel Vieira Lima, do PMDB.

Pesquisas recentes apontam uma vantagem de Wagner, com Souto em segundo e Geddel tentando romper a barreira de um dígito, o que significa passar dos 10% nas intenções de voto

Pesquisas recentes apontam uma vantagem de Wagner, com Souto em segundo e Geddel tentando romper a barreira de um dígito, o que significa passar dos 10% nas intenções de voto.
Wagner, que inegavelmente promoveu avanços significativos na Bahia, pleiteia um novo mandato, para consolidar e ampliar o trabalho realizado nesses quatro anos.
Paulo Souto, agora sem as bênçãos de seu mentor e protetor ACM, tentar juntar os cacos do carlismo e vai apostar na tese do ´era bom e a gente não sabia´. Difícil vai ser convencer as pessoas de que era bom viver num estado com alguns dos piores indicadores sociais do país e onde as oportunidades se limitavam aos amigos e aos protegidos do rei.
Geddel, escudado na estrutura do PMDB e num apetite voraz para fazer política, vai se oferecer como contraponto à Wagner e Souto, em nome de uma pretensa renovação. Não é, decididamente, alguém a ser desprezado, até porque pode ser o fiel da balança num hipotético segundo turno.
Três pra lá, três pra cá, a sorte está lançada.
Quem tremer ou perder a cabeça no meio da disputa, feito aquele time amarelão de Dunga, levará um implacável cartão vermelho do torcedor/eleitor.
Daniel Thame é jornalista e autor do livro Vassouras.

Esta publicação possui 3 comentários
  1. O Thame disse: “Wagner, que inegavelmente promoveu avanços significativos na Bahia, pleiteia um novo mandato, para consolidar e ampliar o trabalho realizado nesses quatro anos.”
    Não voto em ninguém há 10 anos…agora, a afirmação acima só pode ser uma piada ou oriunda de um petista fanático ou qualquer outra coisa… Rodo muito a Bahia e o que vejo é desanimador, principalmente saúde e segurança pública…o estado está um horror.
    Moro em Salvador…e o que vejo é uma cidade definhando em meio à ocupação desordenada do espaço urbano.. muitas construções e nenhum valor qualitativo. Uma tragédia. Uma cidade sem segurança, sem saúde… um espelho das demais grandes cidades do estado.
    Que avanço é este? Onde ele está?

  2. Que texto mais tendencioso…
    Fazer uma leitura do cenário político seria uma boa, mas se mostrar claramente a favor dos petistas é brincar com nossa inteligencia. Onde estão as significativas mudanças na Bahia? Nos bolsos de Geraldo Simões e dos comandantes petistas? Porque para nós, povo este governo não passa de uma enganação geral!!!
    Daniel, este seu texto foi uma grande piada de mal gosto!!!

  3. O que é que Jaques Wagner fez pela Bahia, pelo amor de Deus?? Nada, absolutamente nada! Wagner sentou na cadeira de governador e deixou o tempo passar! Durante esse tempo a única coisa que fez foi propagandas de auto-promoção! Nisso ele investiu toda a verba da saúde, educação e segurança da Bahia! Jaques Wagner é a Wergonha do PT! Foi sem dúvida nenhuma o pior governador que a Bahia já teve!

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