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11 de julho de 2020 | 06:11 pm

ENCONTRO MEMORÁVEL

Tempo de leitura: < 1 minuto

Um encontro casual ocorrido na agitada tarde desta segunda-feira, 23, foi um sintoma ou símbolo de como os fatos políticos e policiais têm andado mais perto do que nunca em Itabuna. Deu-se no plantão da 6ª Coordenadoria de Polícia: a secretária do prefeito, suspeita de assassinato, chegava presa ao local quando se viu em meio a um tropel de vereadores.
“Estamos todos presos? Deu a louca na polícia?” – deve ter imaginado a complicada auxiliar do Capitão Azevedo, por um instante sentindo aquele conforto fugaz que acomete os sofredores, no momento em que encontram companhia na lama onde chafurdam. Mas a edilidade, tão complicada quanto a secretária do Capitão, estava ali tão-somente para solicitar a força policial e abrir as portas do legislativo, as quais o presidente Clóvis Loiola trancou e escondeu a chave. 
“Que pena!” – deve ter pensado Suzana Andrade, ao descobrir que a justiça não age no atacado. Somente no varejo, e em doses homeopáticas (quando muito!).
Suzana, forte candidata a viúva assassina, não terá a solidariedade dos vereadores, muito embora ela lhes tenha prestado um grande serviço. Com a sua entrada, quiçá triunfal, na prisão, a secretária do prefeito conseguiu abafar os gritos que vêm da Câmara de Vereadores, casa onde o desenrolar dos fatos ainda reserva surpresa para muita gente. Além da infeliz, mas aqui inevitável, mistura do noticiário político com o policial.

Esta publicação possui 3 comentários
  1. Sem meis palavras e tomando de empréstimo, sem pedir licença, o jargão do jornalista que traduzia sua indignação em rede nacional: “É uma vergonha”!

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