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29 de março de 2020 | 05:49 pm

DIFERENÇA ENTRE DILMA E SERRA CAI 2 PONTOS

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Petista teria 55% dos votos válidos

O tracking diário do Vox Populi a ser divulgado nesta sexta, 1º, mostra que caiu em dois pontos a diferença entre a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) na disputa pela presidência da República.
Dilma deslizou e saiu de 49% para 48% das intenções de voto. Serra oscilou positivamente de 26% para 27%. Marina manteve os 12% das últimas consultas diárias. O percentual de indecisos saiu de 8% para 9%. Brancos e nulos somam 4%.
A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e não pega os efeitos do debate da Rede Globo, ontem à noite, pois foi concluída horas antes do confronto com os quatro principais presidenciáveis (às 20 horas).
Além dos três já citados, lá esteve Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que não chega a pontuar no tracking do Vox Populi. Os dados são atualizados totalmente a cada 4 dias, sendo que o instituto ouve 500 eleitores diariamente. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 27.428/10.

Esta publicação possui 4 comentários
  1. Mudança, Continuidade e Avanço
    Estamos há poucas horas, de mais uma vez, depois da redemocratização, irmos às urnas para escolhermos aquilo que será, por quatro anos, o/a dirigente máximo/a de nosso país. Rememorando de maneira sintetizada nossa estrutura, vale a pena, de maneira retrospecta, analisarmos a institucionalização da desigualdade de nosso país, que, há quase oito anos, tem sido desinstitucionalizada, em meio aos desafios que ainda precisam ser perseguidos para de fato pôr fim à sua existência.
    Lembrando um pouco os estudiosos sobre a nossa formação, desde os primórdios do Brasil, a desigualdade social foi estruturada por aquilo que hoje conhecemos como Estado Brasileiro. Com os índios, os agentes estrangeiros que aqui chegaram, tentaram escravizá-los, mas estes, os verdadeiros donos da terra, foram resistentes a esta forma de dominação; muitos resistiram e outros foram exterminados, haja vista não possuírem as mesmas armas dos seus algozes. Como a colônia precisava ser habitada e encontrar alguma forma de produção, a saída para trabalhar nas lavouras açucareiras do Nordeste brasileiro, foi a exportação de mão-de-obra escrava, em conivência com vários traficantes africanos, vendendo seu próprio sangue.
    Sempre quanto pôde, o negro se rebelou daquele regime segregacional que criou o ócio, naqueles que hoje conhecemos como elite em nosso país. O sistema escravo era tão natural que, até mesmo negros livres, acabaram escravizando seus próprios irmãos por ser isto à época, status social. Nossa, que status social! Vieram as intempéries, as insatisfações, interesses contrários entre a “elite” que se formava na colônia e a elite metropolitana portuguesa.
    A levada do açúcar pelos holandeses, para às Antilhas, permitiu que o Nordeste decaísse e, com as bandeiras paulistas descobrindo o ouro no sertão das gerais, o povoamento na colônia migrou para o que hoje conhecemos como Sudeste. Novamente a forma de explorar recursos naturais se esgotou e o país teve que criar alternativas econômicas. Então, veio o cultivo do café no Vale do Paraíba, e o mesmo, passou a pautar nossas exportações.
    Diante desses fluxos econômicos que alguns chamaram de ciclo, o país ao longo desse processo, foi aos poucos se urbanizando. A Paulista deixou de ser uma avenida em que moravam os barões do café do interior paulista que tinham seus filhos estudando na cidade e, com a industrialização, passou a ser o que hoje, conhecemos como centro financeiro do país.
    Ao longo de tudo este processo de colônia que mais tarde se tornou Reino Unido de Brasil, Portugal e Algarves,- uma manobra portuguesa que não durou pouco-, mas apenas para Dom João VI ter direito a voto em Versalhes, na nova configuração do mapa político da Europa pós Napoleão e não perder a coroa portuguesa.
    Veio, portanto, a Independência, a falência do país por um Dom João que já criou um banco falido, mas com a intenção apenas de manter uma corte carola, conservadora e às vezes arbitrária. Não satisfeito com tudo isso, levou toda a riqueza do país quando retornou a Lisboa e ainda cobrou uma quantia altíssima para que nossa Independência fosse reconhecida. Não é apenas isto, vale registrar, aqui, também, o papel da Inglaterra, a senhora dos mares que, por erros sequentes de Portugal, nos sugou não apenas nossas riquezas, mas o nosso próprio sangue. Sangue no sentido de pagar tudo para eles pelo lombo do negro.
    O Brasil era um país de pessoas rudes, analfabetas e ignorantes, sem nenhum refinamento, mas que, deslumbrado por uma corte fujona, os nativos abastardos , com a presença de um monarca europeu em terras tupininquins, começaram a imitar seus hábitos e costumes. Dizem alguns historiadores que, as mulheres (princesas e damas da corte) tiveram uma correção de piolhos e rasparam suas cabeças em alto mar. Ao chegar ao Rio, estava, com lenços; por nunca terem visto uma monarquia antes, as nativas consideraram aquilo como moda e fizeram a mesma coisa. Vários são os exemplos de a chamada elite brasileira macaquear sempre o que é de fora, como símbolo de modernidade e refinamento e subestimar aquilo que é realmente brasileiro.
    Diante de tudo isso, já existia aqui, aquilo que realmente nos forma enquanto povo; dentro desta composição – o mestiço-, verdadeiro povo brasileiro de terras verdadeiramente tupiniquins. Muitos, ao lado do negro, sofreram com esta institucionalização da desigualdade. Falar em abolição de escravatura e acabar com este regime segragacionista era proibido, de tão arraigado que estava em nossa formação. Fico a imaginar naquele tempo, pessoas tendo outros seres humanos como seus, trantando-os pior do que animais, ferrando-os à ferro quente, surrando nos pelourinhos. Muitos sequer conseguiam fazer à travessia. Hoje fico feliz e sinto orgulho de ver este povo guardando sua cultura, sua ancestralidade e ter contribuído como um segmento da verdadeira cultura do povo brasileiro. Se levarmos consideração, pela ordem da colonização e os seus desdobramentos até hoje, Salvador, Recife e Rio, como elementos desta formação, tendo Salvador e Rio a maior concentração destes. Curiosamente, Salvador e Rio, por seus aspectos geográficos, os lugares que mais sobressaem de maneira vergonhosa, a extensão daquilo que se chamava senzala, e hoje conhecemos como morro/favela/comunidade. É um tapa na cara da sociedade brasileira, pois sempre nos remete à forma como fomos estruturados, ou seja, a desigualdade institucionalizada.
    Veio a Independência, findou-se a escravidão, veio a República, mas o pensamento segregacional permaneceu. Como o negro tem uma cultura vibrante, hoje vê-se um apelo comercial da presença dele que sobressai abissalmente durante o carnaval. Ganham grana por meio de toda uma logística turística com a sua cultura, mas ainda é marginalizado, uma vez que a sua inserção ainda não está completa; o muro, ainda que seja invisível, continua entre nós.
    A visão do atraso e de governar apenas favorecendo seus estados e não tendo uma visão de país, levou dois estados mais ricos do país à época, governarem na base do café-com-leite, a chamada República Velha. Ora, como foi recorrente na história política do Brasil, a Independência nada mais foi do que um golpe de Estado, ou seja, militares apoiados por setores abastados, destituíram Pedro II em meio as crises políticas que sua monarquia passou. Mas a República, mais uma vez baseada naquilo que vem de fora, neste caso específico, o Positivismo francês, não foi suficiente para governar com aquilo que verdadeiramente diz o sentido de sua governabilidade (bem comum). Foi tão somente insatisfação com o status quo e quem tinha interesse e condição de mudá-lo, assim o fez.
    A política de não pensar o país e revezar na gestão das velhas elites rurais de SP e MG, incorreu com o apoio de algumas elites políticas do NE, a ascensão de Vargas ao poder. No primeiro momento, ele foi um ditador, mas governou com o apoio das massas, pois, mesmo sendo um estancieiro no Sul, criou leis que pela primeira vez, olhou para os direitos sociais. Mas o país continuava tacanho na sua forma de pensar. Abro um parênteses, a elite brasileira era tão tacanha, que derrubou Mauá, ou seja, o fez falir. Quando da inauguração de uma estrada de ferro no Rio, por assistirem, simbolicamente, Pedro II carregar um carrinho de mão cheio de pedras, ficaram escandalizados com esta cena.
    Vargas, aproveitando o momento da conjuntura internacional, pôde fazer a política de barganha com os americanos e conseguir dar o pontapé inicial para a industrialização no país. Veio JK e deu continuidade a esta política, abrindo o mercado brasileiro para a chegada das multinacionais, montando em SP, o que hoje conhecemos como o maior parque industrial da América Latina. Muitos trabalhadores, sobretudo nordestinos que migraram para a região que estava em desenvolvimento, trabalharam na construção civil e nas indústrias que iam se instalando, contribuindo para o que assistimos em SP, o estado mais heterogêneo, com colônias de todos os lugares do país e do mundo. Mas tudo isso não foi suficiente para por fim as desigualdades sociais.
    Quando Jango quis fazer reformas estruturantes no país, mais uma vez fomos atropelados por um golpe de estado vivendo num período linha dura e, mais uma vez, um discurso de falso moralismo. O típico discurso dos donos do poder. O mais triste é que, este discurso, fugindo daquilo que é a sua real função, sempre ganhou apoio da Igreja. Uma lástima isto! Um país institucional e estruturalmente desigual, ganha apoio de setores chaves que fugindo da sua real função que é libertar o homem de qualquer amarra através de um Cristo vivo, por razões políticas e não a sua verdadeira função, colabora para a manutenção status quo.
    Vem a redemocratização, novos costumes, novos hábitos, a televisão se consagra como a principal educadora do país. Sua função não é apenas informar, mas com programas desprovidos de qualquer pensamento crítico, mas tão somente com funções comerciais, colabora para alienar as massas. Tudo muito bem feito: desigualdade institucionalizada e pão e circo para manter a atenção da massa e não se rebelar “ Ê vida de gado…., povo marcado, povo feliz”. “Uma gente que rir quando deve chorar e não vive, apenas aguenta.”
    Estamos agora, nos idos dos anos noventa, após viver uma década perdida, por meio do Plano Brady e pressões internacionais, o país e toda América Latina deve seguir as regras do Consenso de Washington. Inicialmente, com Collor e ajustado por FHC. O país devia seguir à risca a cartilha do FMI.. Chega, finalmente, os anos dois mil, inicia-se o governo Lula. No primeiro momento, a dificuldade de negociar com um Congresso de maioria oposicionista e tem de negociar com ele; do contrário, sua vida seria um inferno e sua governabilidade estaria em risco. No episódio do mensalão, Lula não caiu porque o povo o apoiou; a elite encontrou o momento de tira-lo de onde ele nunca deveria ter chegado.
    É exatamente no governo de um retirante nordestino, que fez a sua vida no ABC, que o país começa a de fato, mudar sua estrutura social e estatal. Conferências, participação popular, projeto de país, programas sociais que visam erradicar ao longo do tempo, a miséria do país. Programas educacionais que contemplam escolas técnicas, universidades e que precisam avançar na base da educação, com professores mais e mais qualificados para que de fato o analfabetismo seja erradicado e o povo melhore sua qualidade de formação, cidadania e conscientização política.
    Mas não foi fácil e não é fácil para Lula poder governar, os velhos donos do poder, agindo mais uma vez de acordo com o tempo em que estão inseridos, não facilitaram e não facilitam a vida do presidente. Imbuídos no preconceito arraigado, perseguem, tripudiam, criam factoides, menosprezam as mudanças estruturais, confundem as pessoas, confundem seus leitores. A situação chegou a ser tão deprimente que, o apresentador do jornal de maior audiência do país, ao entrevistar a candidata do presidente, tentou constrangê-la. Tentou de todas as formas irritá-la, sorrateiramente criar notícias para o dia seguinte nos jornais.
    Mas não foi apenas isto, a boataria de que ela é terrorista, incrédula, a favor do aborto, vai fechar igrejas, assaltou a casa de Adehmar de Barros,é ventríloco do Lula, arrogante, autoritária. Em suma, no desespero de não permitir que a mudança continue e avance, os velhos métodos, porém remasterizados têm sido mais uma vez uttilizado. Chegou ao ponto de jornalistas procurarem os velhos militares para falarem na suposta censura a liberdade de imprensa. Estes jornalistas hodiernamente agridem a reputação das pessoas, desqualificam o presidente, e todos os que trabalham em seu governo. É o fascismo escancarado e passado recibo.
    Não é apenas isto, a instabilidade eleitoral chegou a tal ponto, que o candidato da elite midiática, chegou ao ponto de ligar para um ministro do STF e interferir na votação. Telefonema este que culminou com um pedido desnecessário de vistas. Como podemos perceber, se tivemos lutar homéricas no país pela Independência, pelo abolicionismo, pelo fim do café-com-leite, pela participação da mulher, pelo sistema de cotas. Hoje temos uma luta que todos estão convidados a participar, ou seja, mudar esta estrutura do Estado brasileiro que não olha para a sociedade como um todo, mas apenas um segmento desta, ou seja, a oligarquia.
    O grande desafio que estamos sendo chamados no próximo domingo é decidir se queremos um Estado, uma forma de governo inclusiva que preza a participação da sociedade ou o velho regime, aquele que tolhe, põe a cavalaria nas ruas, governa para poucos, não atende as necessidades humanas do povo, mas o utiliza como massa de manobra. Seria um bom momento para contemplarmos a nossa formação histórica e observarmos quem de fato está comprometido em mudar e avançar nas conquistas que visivelmente têm modificado a desigualdade institucionalizada desde a sua formação.

  2. Quando eu vejo algumas pessoas decididas a votar no Serra, na Marina. Cheguei a seguinte conclusão: Tá na hora dos brasileiros voltarem a passar por recessão, desemprego, crise financeira, inflação alta, altas dos preços etc. Passamos por tantos momentos ruins, sem estabilidade finançeira,sem emprego, sem crédito etc. O governo Lula veio e vençeu o medo. Hj temos acesso a tudo, passamos a comprar e ter direto aquilo que precisamos e queremos. Mas, lamentávelmente, alguns brasileiros estão satisfeito demais e estão com saudades dos tempos ruins. Não votar na Dilma( que é a continuação deste governo)é voltar ao passado, um passado de crise, de infeliçidade. Que Deus nos proteja.

  3. É aquela velha história, macaco olha o rabo dos outros e esquece de olhar o seu.
    A pior coisa que existe entre os politicos é não reconhecer o que o atencessor fez de bom. Só estamos nesse momento agora por conta das coisas que foram feitas antes de lula. O FHC, foi que mudou esse pais, corrigiu o problema econômico de decadas, colocou rumo na economia, privatizou os cabides de emprego e mudou a cara do brasil la fora, pois o mesmo passou a ser considerado um país sério após o FHC.
    Lula está fazendo agora necessariamente o que era preciso para o pais crescer e tem que ser reconhecido como um presidente que melhorou e muito o brasil.
    Mas é preciso continuar mudando a dinâmica de desenvolvimento com muitas reformas profundas(previdencia, trabalhista,tributaria) indepedente do eleito ser dilma, serra ou marina.
    Enquanto os politicos nao mudarem essa mentalidade de que somente x presta e y não, ainda continuaremos sofrendo por conta dos interesses próprio de cada um ao cargo.
    Vamos ter olhar critico para ambos e nao para alguns.

  4. Lula é um continuista: Continuou o Real, continuou as bolsas alimentação, gás, escola… fez amizade com os EUA! Dilma, a ex-guerrilheira lá da colômbia, como disse Plinio Arruda é uma idéia de Lula, ele colocou isso na cabeça e criou! Ninguém sabe da origem dela! O nome dela foi mudado! Que espécie de confiança louca é essa!

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