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27 de setembro de 2020 | 05:24 am

NADADOR ILHEENSE DESAPARECE DURANTE PESCA SUBMARINA

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Um jovem de aproximadamente 27 anos, praticante de caça submarina em Ilhéus, sul do estado, está desaparecido desde as 9 horas da manhã desta quinta-feira (6). Ele estava em companhia de amigos na região do Jairi, litoral sul, próximo à ilha de Comandatuba, quando desapareceu durante um mergulho.

A Marinha do Brasil não divulgou a identidade do mergulhador desaparecido nem as circunstâncias do acidente, mas o Jornal Bahia Online apurou detalhes com exclusividade. Segundo informações obtidas na noite desta quinta, o jovem mergulhava a aproximadamente 4 quilômetros da costa a uma profundidade de 25 metros.

Ele faz parte de um grupo de jovens que pratica a atividade esportiva e era considerado até pelos mergulhadores mais experientes um “exímio caçador submarino”. Ao notar o desaparecimento do colega, outros jovens mergulhadores, desesperados, tentaram localizá-lo, sem êxito. O grupo então retornou a Ilhéus, acionou o socorro e retornou à área com tubos de oxigênio.

Durante todo o dia, oficiais da Marinha e amigos do desaparecido, fizeram buscas num raio de 50 metros da pedra onde eles se baseavam durante o mergulho e 150 metros a favor da correnteza, sem, entretanto, obter êxito na localização.

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SIM, TEMOS VIDA INTELIGENTE

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Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

Ouvia hoje uma moça que estudou a carreira de Nara Leão e montou um espetáculo sobre a intérprete. Já passei em bares do Rio Vermelho onde jovens se divertiam ao som de um belo chorinho. Música de qualidade, brasileiríssima, fiel às nossas raízes, mas um oásis em meio à baixaria que ainda não reina, mas tumultua.

No Natal, percebi o “rei” Roberto Carlos um tanto incomodado, sem graça diante da apresentação do convidado Exaltasamba em seu especial de fim de ano. A banda, sem a menor reverência à Sua Majestade, entoou a apelativa música que chama a uma “fugidinha”. Era para ser um dueto, mas Roberto não cantou, apenas corou.

Não serve de consolo, mas a fuleiragem não é monopólio baiano. Está no funk carioca e nas músicas americanas que agridem os ouvidos e o ser humano, fazendo imerecido sucesso junto a pessoas que não se dispõem a refletir sobre o que ouvem. A música não é de pobre, como insinuou um defensor do estilo, mas serve para estigmatizar, humilhar, diminuir, ridicularizar e achincalhar exatamente o pobre.

Só ouve esse tipo de lixo quem ainda não teve acesso à boa música, aquela que faz bem ao espírito, que alegra e garante a festa, porém com criatividade, sutileza, inteligência. Mas nunca é tarde para procurar saber o que é bom, abandonando essas coisas que dizem ser de duplo sentido, mas não têm sentido algum.

Por isso tive grande satisfação ao ler o artigo de Daniel Thame publicado no PIMENTA (confira). Até porque, assim como o amigo, este escriba também foi submetido a uma tortura mental ao tentar passar alguns dias em confraternização familiar em um condomínio praiano na zona norte de Ilhéus. Acabei adoecendo e tenho certeza de que os sintomas da virose foram agravados pelo repertório que tocava na rua e em casas vizinhas, a um volume tão indecoroso quanto as letras das porcarias.

Estou plenamente convencido de que esse lixo, além de incomodar, também faz mal à saúde.

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA e também escreve no Política Etc.

ANTECIPARAM A FOLGA

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Os árduos defensores do povo que atuam na Câmara de Vereadores de Itabuna entram em recesso nesta sexta-feira, 07, a exceção de três: Roberto de Souza (PR) e a dupla Clóvis Loiola e Raimundo Pólvora (PPS). Não é que eles pretendam trabalhar extraordinariamente, mas simplesmente porque já não compareceram às sessões plenárias desta semana.

A essa altura, já curtem o “dolce far niente”.

CÂMARA APROVA O ORÇAMENTO

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Legislativo e Executivo começam a se afinar, depois da posse do “independente” Ruy Machado (PRP) na presidência da Câmara de Vereadores de Itabuna.

A prova mais evidente foi dada na tarde desta quinta-feira, 06, quando o orçamento do município para 2011 foi aprovado pelo plenário, com direito a cereja no bolo do prefeito José Nilton Azevedo: a autorização de suplementação orçamentária de 30%. A lei aprovada nesta tarde prevê receitas da ordem de R$ 400.624.000,00.

Com a apreciação da matéria, os vereadores correram para casa e arrumaram as malas para o recesso. Agora, entram em merecido gozo de férias, já que ninguém é de ferro.

O NÚMERO DOS “BESTAS”

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A respeito da nota publicada mais cedo pelo PIMENTA, com o título “O Processo Sumiu”, uma fonte do primeiro escalão do governo Newton Lima pontua o seguinte:

1. O contrato de arrendamento do Bataclan foi assinado pela Prefeitura de Ilhéus ainda durante o último governo do prefeito Jabes Ribeiro.

2. O valor pago mensalmente ao município é de fato irrisório, mas não existe questionamento sobre a “legalidade” do contrato, por isso não houve qualquer ação da Procuradoria-Geral nem sumiço de processo.

3. A Prefeitura realmente é responsável pelo pagamento das contas de água e energia elétrica.

4.  O valor mensal correspondente ao arrendamento não é mais R$ 500, mas sim exatos R$ 666. Coincidentemente, é o chamado “número da besta”, mas em Ilhéus virou o número “dos bestas”.

Vai comendo…

A PM E O “EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ”

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Apenas um soldado fazia o policiamento do município de Iguaí, no centro-sul do estado, na virada do ano. Assim, não fica difícil imaginar porque os bandidos preferem atacar bancos e empreendimentos nos pequenos municípios: encontram pouca resistência policial. Ou, como diriam os Engenheiros, é o típico “exército de um homem só”. Os soldados acabam se tornando presa fácil dos bandidos.

Se você acha isso absurdo o que ocorre em Iguaí, saiba também que apenas um PM era visto na sede da companhia da região da Califórnia em Itabuna no período do réveillon. E quem vai ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) encontra apenas um soldado. É para lá que são encaminhados bandidos feridos em confrontos com a polícia ou com quadrilhas rivais no município.

O que diria o comando-geral da PM sobre essa situação vexatória?

O PROCESSO SUMIU

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O PIMENTA publicou ontem (dia 05) uma nota sobre a “parceria cuíca” entre o governo ilheense e os empresários que exploram o espaço cultural Bataclan, na Avenida Dois de Julho. Pelo arrendamento, o erário recebe R$ 500,00 mensais e desembolsa mais que o dobro para cobrir as contas de água e luz.

Esse absurdo já foi questionado e a Procuradoria-Geral do Município chegou a ingressar com uma ação para revogar o contrato. O processo, no entanto, sumiu e ninguém sabe, ninguém viu.

Pelo jeito, alguém deu uma mãozinha para a mamata continuar.

TRATOR

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Maurício Athayde é o novo super-secretário do pedaço e passou à condição de homem de confiança do prefeito Capitão Azevedo (DEM). Além de acumular as pastas de Planejamento e Tecnologia e de Administração, assumiu oficiosamente a coordenação política do (des)governo.

O último que teve tanto poder assim foi o super-secretário Gilson, que respondia pela Administração, saiu brigado com Azevedo e nem compareceu à prefeitura para a transmissão de cargo ao companheiro (ops!) Athayde.

DUPLICAÇÃO JÁ!

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É inegável que uma pista duplicada é muito mais segura, o que em absoluto prescinde de uma fiscalização, hoje inexistente, que puna com rigor os maus motoristas.

Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

A técnica de enfermagem Cláudia da Silva Borges, de 32 anos, que trabalhava na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, é a mais nova vítima dessa máquina de matar em que se transformaram as rodovias brasileiras.

É, igualmente, vítima de uma rodovia, a Ilhéus-Itabuna, que há muito ultrapassou sua capacidade de absorver um tráfego intenso entre as duas principais cidades sulbaianas.

Cláudia acabara de fazer compras num supermercado às margens da rodovia e voltava para Itabuna de moto, quando colidiu com um caminhão tanque. O impacto do choque foi tão forte que a frente do caminhão ficou danificada.

A técnica de enfermagem morreu antes de receber qualquer tipo de socorro e sua amiga, Maria Cristina Alves, de 32 anos, que viajava como carona na moto, sofreu fraturas no fêmur e na bacia.

A morte de Cláudia, bem como os inúmeros acidentes registrados na Ilhéus-Itabuna durante as festas de Ano Novo, chama a atenção para a necessidade de duplicar a rodovia, uma reivindicação de mais de duas décadas e que só agora deve sair do campo vago das promessas.

É óbvio que não se pode atribuir os inúmeros acidentes da rodovia Ilhéus-Itabuna ao fato de ter uma única pista com mão dupla. Há o inquestionável fator imprudência, que pode ser notado ao longo da rodovia, em ultrapassagens irresponsáveis, excesso de velocidade, etc.

Caminhão-tanque na contramão matou profissional da Saúde (Foto Pimenta).

Mas é inegável que uma pista duplicada é muito mais segura, o que em absoluto prescinde de uma fiscalização, hoje inexistente, que puna com rigor os maus motoristas.

E a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna se torna ainda mais premente na medida em que nos próximos anos o Sul da Bahia ganhará equipamentos importantes como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste e a Zona de Processamento de Exportação, ampliando consideravelmente o volume de tráfego.

O governador Jaques Wagner já se comprometeu publicamente com a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna e os recursos para a obra estão disponíveis no Plano de Aceleração do Crescimento.

A seu favor, ressalte-se que Wagner não é do tipo de político que promete o que não pode entregar, nem um vendedor de ilusões.

A duplicação efetivamente sairá.

O que se precisa é que sejam superados os entraves burocráticos, agilizados os processos legais (incluindo o imbróglio ambiental, essa quase paranóia) e que, finalmente, as máquinas comecem a transformar projeto em realidade.

Em nome de tantas vidas que podem ser poupadas, duplicação já!

Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor de Vassoura.

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