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28 de outubro de 2020 | 03:26 am

TRAPAÇAS NO FUTEBOL (I)

Tempo de leitura: 2 minutos

Quando os dirigentes do Itabuna chegaram, um funcionário da FBF perguntou se ganharia uma cervejinha caso beneficiasse a equipe na hora do sorteio.

Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br

No futebol são várias as denúncias envolvendo trapaças, algumas sofisticadas, outras mais simples. Na Copa de 90, na Itália, a atriz Sophia Loren pegou uma bolinha que colocou os Estados Unidos no grupo da seleção dos “donos da casa”.

Maradona, que nunca teve “freio na língua”, disparou que houve fraude para que os italianos não enfrentassem a seleção favorita, a Argentina, claro. Segundo Diego, a atriz teve os anéis magnetizados e pegou uma bolinha, no globo, também magnetizada. Na final, se enfrentaram Argentina e Alemanha. A seleção europeia venceu por 1×0 na cobrança de um pênalti que para a maioria não houve.

Da Europa para a Bahia- No início da década 60 as seleções de Itabuna e Ilhéus iriam novamente se enfrentar no Campeonato Intermunicipal em dois jogos. As equipes queriam jogar primeiro no campo adversário para, a depender do resultado, ganhar de qualquer jeito “dentro de casa”. Era o maior clássico do interior Baiano.

A decisão foi tomada num sorteio na sede da Federação Baiana de Futebol (FBF), em Salvador. Quando os dirigentes do Itabuna chegaram, um funcionário da FBF perguntou se ganharia uma cervejinha caso beneficiasse a equipe na hora do sorteio. E adiantou que o esquema seria infalível. Pragmáticos, os dirigentes do Itabuna imediatamente aceitaram a proposta.

No momento do sorteio, o presidente da federação, em tom solene, pediu para o funcionário mais velho (e mais atrapalhado, aquele da proposta) pegar uma taça conquistada por um time. No recipiente, foram colocadas duas bolinhas de bingo, uma número 1 e outra, o 2. O servidor meteu a mão na taça e tirou uma bolinha. Não teve erro, ganhou o Itabuna.

Depois do trabalho, o pagamento. Os dirigentes levaram o colaborador pra  jantar em um restaurante no Largo Dois de Julho. Na comemoração um curioso  integrante da equipe itabunense não se conteve e perguntou como funciona o esquema.

O atencioso servidor explicou que é muito simples, antes do sorteio coloca-se uma bolinha no congelador. E se dispôs a continuar prestando seus “nobres serviços”

Quanto aos resultados dos jogos, no primeiro Ilhéus venceu o Itabuna por 3×0. Mas quando chegou em Itabuna foi derrotado por 4×0. Não sei se houve atrapalhadas também nestes dois jogos.

Marival Guedes é jornalista e escreve no PIMENTA às sextas.

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