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28 de novembro de 2020 | 01:41 pm

O SOBREVIVENTE

Tempo de leitura: 2 minutos

Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

Roger Sarmento, repórter/apresentador da TV Santa Cruz, é um ótimo profissional de televisão e um excelente caráter.

Pode-se dizer também que é um sujeito de sorte, muita sorte.

No final de semana, ele trafegava de motocicleta pela rodovia BR-101 quando, nas proximidades de Gandu, uma carreta tentou ultrapassar outra, num trecho de curva, com a agravante que chovia muito.

Roger Sarmento, que pilotava com toda a segurança necessária, de repente de viu imprensado entre dois monstrengos, que desafiando a lei da física tentavam ocupar o mesmo lugar no espaço.

A sorte, essa fortuna que às vezes costuma bafejar os mortais, aliada à perícia na condução da moto, impediu o choque frontal com uma das carretas. Roger Sarmento bateu apenas de raspão num dos veículos, foi jogado ao chão, teve a moto destruída, mas saiu no lucro: foram apenas sete pontos na mão direita, que não o impediram de seguir viagem. De ônibus, providencialmente.

Pode-se dizer que Roger desafiou a estatística, já que a chance de um motociclista se safar relativamente ileso é pequena, tamanha a desproporção entre a fragilidade da moto e a força da carreta.

O que não se pode deixar de dizer – e tanto se tem dito – é a tremenda irresponsabilidade com que motoristas de caminhão conduzem suas armas, perdão, seus veículos, ao longo da BR-101. Não são a maioria, é bem verdade, mas uma minoria que espalha o perigo em cada trecho da rodovia.

Premidos pela pressa de honrar entregas ou enfrentando longas jornadas com o uso de estimulantes (os famosos ´rebites´), esses motoristas se comportam como verdadeiras feras ao volante, abusando da velocidade, fazendo ultrapassagens em locais totalmente inadequados e praticamente jogando as carretas em cima dos carros menores, induzindo motoristas menos experientes a erros que podem ser fatais.

Diante da pressão, motoristas de carros menores são obrigados a se lançar ao acostamento, isso quando existe acostamento. Não há o menor respeito às leis do trânsito e, porque não dizer, de civilidade.

Contribui para essa “sanha mortífera” o fato de que são raros os postos de fiscalização na BR-101. Entre Itabuna e Santo Antônio de Jesus, por exemplo, são apenas dois postos da policia rodoviária e nenhuma viatura circulando para coibir abusos.

Enfim, nessa terra de ninguém em que alguns caminhoneiros se transformam em foras da lei, Roger Sarmento é um sobrevivente.

Pena que nem todos tenham a mesma sorte.

Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor de Vassoura.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Por falar em imprudência, existe algumas caçambas que trafegam no trecho Ilhéus/Itabuna que são conduzidas de forma bem irresponsável. Alta velocidade, ulrapassagens arriscadas e direção altamente agressiva.

    Umas caçambas da empresa Caramuru, em particular, não irá demorar muito de provocar um sério acidente, visto que seus condutores são extremamentes imprudentes e desrespeitam qualquer regra de direção defensiva e legislação de transito.

  2. Vida longa ao jornalista. É muito comum ver carreteiros praticando esss tipo atitude vivida por Roger, os Patrulheiros Federais são verdadeios marajás, quando acontece um acidente na BR é que vemos eles exercendo suas funções.
    É preciso uma campanha de educação no transito para os carreteiros.

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